21/12/2013

Ressuscitem o Natal!

Daqui há poucos dias estaremos comemorando o Natal, uma das celebrações mais cristãs de todas. Relembramos o momento onde Jesus,o Filho Eterno de Deus, torna-se carne, habita entre nós e sofre a nossa culpa pelos pecados que cometemos. Nesse momento, quando o Cristo assume pagar o preço pela nossa condenação, rompe todos os limites já expressos pelo amor de Deus e assume a forma de homem, humilhando-se como parte da criação, sujeitando-se como um simples homem mortal e dotado das mesmas fraquezas e inclinações. E,mesmo entendendo este ato como uma síntese do amor de Deus, abrimos mão, paulatinamente é verdade, daquilo que esta data expressa. Mergulhamos em diversos contos e fábulas, com atividades pouco 'cristãs' e assim vivemos acreditamos em um Natal diferente daquele que é cristão genuinamente.

Das decorações exaltando um inexistente Papai Noel aos 'inocentes' pisca-pisca, nada,absolutamente nada, faz menção do real sentido da mensagem natalina. Se originalmente a referência inequívoca era o advento do Messias, do Cristo, do Filho de Davi, que salvaria Seu povo e proclamaria um tempo de ressurreição aos homens, hoje em dia, este Jesus parece ser lembrado apenas como um simples adorno da árvore de Natal. Não que a árvore de Natal seja uma peça satânica, como muitos acreditam,mas, apenas, aquilo que deveria ser secundário tornou-se o centro de toda a celebração, usurpando a História que originou esta festa divina. Isso sem falar na grande ocorrência da glutonaria, falsidade, fofoca, e tudo mais que envolve este período no trabalho, ou mesmo na família e não imagine que isto é privilégio de poucos,não! todos nós somos engolidos por esta atmosfera de falsidade e enganação que paira no período natalino,mas, isso você sabe, eu sei, tanto sabemos que nos preparamos para isso, é ou não é? Isso sem falar naquele familiar que tentará a todo custo mostrar o seu grande sucesso no decorrer do ano, para mostrar que ele é melhor. 

Ainda na questão das relações pessoais, temos uma situação mais complicada, senão desconfortável, isto é, a obrigatoriedade do presente. Isso é o mais lamentável, por diversos fatores, como a quantidade de pessoas, o custo total, a possibilidade de não agradar a todos... Nesse momento, não há possibilidade de 'ficar com o orçamento apertado' pois isso não é legal com os amigos e familiares que temos; na pior das hipóteses, use o seu cartão de créditos pois afinal, é Natal! Use o seu 13° salário, cheque especial, crediário, use as infinitas possibilidades de crédito que ainda lhe restam e vamos celebrar!!! Francamente, o fato dos magos do Oriente terem levado ouro,incenso e mirra a Jesus, em seu nascimento, não tinha relação com presentes aleatórios e sem sentido algum. A narrativa bíblica aponta para uma realidade espiritual naquele ato e principalmente nos três elementos que eles levaram ao Cristo de Deus! Veja: 


Não foi por acaso a escolha dos presentes a Jesus, cada um possuía um significado que apontava para este reconhecimento da personalidade de Cristo, do Messias.

Então, conhecedores da +Verdade Profética que envolve o Natal,sendo este o momento de celebração do envio voluntário daquele que nos iria trazer remissão eterna, podemos (ou não...) abrir mão de todo este engano produzido para tirar o foco daquele que realmente merece o reconhecimento,que é Jesus. Não admita que este momento seja negligenciado em sua vida, não se permita ser levado pelas falácias idealizadas para tirar Cristo do centro de nossa adoração.Muito embora seja bom trocar presentes, muito embora seja ótimo estar com a família e comer bolinho de bacalhau, rabanadas e um verdadeiro banquete, que nada disso seja algum tipo de ídolo que tire nossa visão daquilo que realmente este data representa e daquilo que devemos ao nosso Messias, ao nosso Salvador, àquele que graciosamente abriu mão de todo seu resplendor e glória pensando na minha e na tua vida, pensando na minha e na tua alma! Celebre a Ele, presenteie-o com sua vida e seu louvor sincero! 

*A Rede +Verdade Profética deseja a todos um Feliz e Abençoado Natal em nome de Jesus!

14/12/2013

Fim de ano no Verdade Profética


Olá pessoal, que a paz de Cristo esteja sobre a tua vida e a tua família! 

Estamos chegando ao final de ano e precisamos lembrar a todos que o Blog +Verdade Profética , já antecipou as lições da Escola Dominical dos próximos últimos domingos deste ano de 2013, visto que muitos não poderão estar em suas congregações dados os diversos compromissos de final de ano. Todo o conteúdo, subsídios, respostas e comentários, estão publicados no Blog Verdade Profética, com livre acesso de todos. Lembramos ainda que não há nenhum impedimento da navegação e consulta de nosso conteúdo, com protetores de links, ou coisas do gênero, nem mesmo nos downloads disponibilizados gratuitamente a todos aqueles que nos acessam. Confira o que temos:::



Aproveitamos ainda para convidar cada um de vocês a conhecerem todos canais onde nos encontramos: 

11/12/2013

EBD 2013 - 4º Trimestre: Lição 13: Tema a Deus todo tempo

Salomão chega ao final de suas reflexões acerca da vida “debaixo do sol”, O pregador conclui o seu ensino no capítulo 12 de Eclesiastes, contrastando vividamente A os distintos momentos da vida humana: juventude e velhice, alegria e tristeza, vida e morte, presente e futuro, temporal e eterno, O estilo adotado por Salomão deixa-nos a sensação de que ele processa a sua reflexão de trás para frente. O autor fala da juventude a partir de uma análise realista da velhice. Fala da vida com os olhos fitos na morte. Fala do temporal com os olhos voltados ao eterno. Fala da criatura a partir do Criador. E fala do prazer da vida sem perder de vista o julgamento final. Nessa última lição, veremos como o ensinamento do pregador nos ajuda a construir uma fé sadia e fundamentada no temor do Altíssimo.


I - UMA VERDADE QUE NÃO PODE SER ESQUECIDA

1. Somos criatura. O último capítulo de Eclesiastes inicia-se com uma exortação a que nos lembremos do nosso Criador. Uma das doutrinas mais bem definidas da Bíblia é a da criação. Pela fé cremos no Deus criador do universo (Hb 11.3). Mas aqui, não temos o interesse apologético de provar a existência de Deus, pois Salomão parte do princípio de que Deus é, e que os seus leitores têm isso muito bem resolvido. Com a expressão “lembra-te do teu Criador”, o sábio ensina aos homens que eles não passam de criaturas. O termo hebraico para lembrar, zakar, reforça essa ideia. Ele significa recordar, trazer a mente, fazer um memorial. É como se o k pregador dissesse: “Coloque isso em sua mente e, se possível, faça um memorial. Não esqueça que você é criatura e que há um Criador”.[Acesse os subsídios da Lição 13 aqui!]

2. Há um Criador. Se em Eclesiastes 12.1 o pregador revela Deus como o Criador, no versículo 13, o livro mostra o Pai Celeste como o Supremo Juiz. Foi Deus quem criou e modelou a criatura a quem Ele chamou de homem! Este fato nos obriga a enxergar o ser humano como criatura e Deus como o Criador. O homem como ser temporal e Deus como o Eterno. Portanto, a partir dessa compreensão, podemos encarar a vida com mais humildade e prudência.

II - OS DOIS GRANDES MOMENTOS DA VIDA

1. A juventude. Salomão passa a falar sobre a juventude, ou seja, o estágio da vida que representa o período de maior vigor. Ele se vale de várias figuras para demonstrar a nossa finitude e o quão frágeis somos. Em Eclesiastes 11.9, Salomão havia falado da juventude, destacando-a como uma fase de recreação e de satisfação. Tais metáforas criam a imagem da exuberância, elemento característico da mocidade. Elas denotam que, nessa fase da vida, as pessoas não se preocupam com lembranças, memoriais ou história. É como se não houvesse um referencial. Mas em o Novo Testamento, o autor sagrado mostra 1 esse referencial (Hb 12.2)—Jesus Cristo — e exorta-nos a viver a vida com os olhos fitos no Mestre.

2. A velhice. No Eclesiastes, a juventude é vista como um estágio inicial e intenso da vida, enquanto a velhice aparece como o último estágio da existência, onde nada mais parece fazer sentido. O corpo físico, outrora forte, robusto e cheio de vigor, agora se mostra enfraquecido pelos anos da vida.
De forma metafórica, o sábio prova que a velhice é bem diferente da juventude. O prazer não é como antes (12.1), o sol não brilha com o mesmo esplendor (12.2), e o metabolismo do corpo não funciona como no passado (Ec 12.3- 5). Enfim, a velhice mostra-nos como somos frágeis, sujeitos a quebrar a qualquer instante (12.6).


III - AS DIFERENTES DIMENSÕES DA EXISTÊNCIA HUMANA

1. Corporal. Os sentimentos e fatos experimentados na vida — alegrias ou tristezas, acertos ou erros, o presente ou o passado — apenas são possíveis por causa da dimensão corporal de nossa existência. O rei Salomão chama-nos a atenção para esse fato ao dizer que “o pó volte à terra, como o era” (Ec 12.7a). O texto bíblico denota que possuímos um corpo sujeito às limitações de espaço e tempo. Por isso, não devemos esquecer que somos absolutamente finitos. Isso não significa que não temos valor. Ao contrário, a Escritura demonstra que a dimensão temporal é tão importante quanto a espiritual. Em 1 Coríntios 6.19,20, não há dualismo entre corpo e espírito, como se este fosse bom e aquele mau. Portanto, devemos cuidar do nosso corpo e usá-lo sempre para a glória de Deus.

2. Espiritual. Eclesiastes 12.7b revela que possuímos uma dimensão espiritual da vida, pois o nosso espírito voltará “a Deus, que o deu”. O contexto do capítulo 12 de Eclesiastes faz um contraste „ entre o temporal e o eterno, não deixando dúvidas que o termo hebraico ruach, traduzido por fôlego, hálito e espírito, significa I precisamente “espírito” como a parte imaterial do homem (1 Ts 5.23; 2 Co 5.8; Fl 1.23). Assim como cuidamos da nossa dimensão material, devemos cuidar da espiritual (2 Co 7.1; 1 Tm 4.8). E apesar de o homem ser constituído por duas dimensões existenciais — a humana e a espiritual —, elas não são independentes entre si, pois o homem é um ser integral (1 Ts 5.23). [Leia as respostas da Lição aqui mesmo!!!]

IV - PRESTANDO CONTA DE TUDO

1. Guardando o mandamento. Após falar da brevidade da vida e da necessidade de se buscar em Deus um sentido para ela, o sábio conclui que o dever de todo homem é temer a Deus e guardar os seus mandamentos (Ec 12.13). Aqui, há duas coisas que precisam ser ditas. Primeira, a vida é dinâmica, mas precisa de regras e normas. Segunda, é nosso dever ouvir e guardar a Palavra do Senhor no coração. O mandamento divino é constituído de princípios eternos e, para o nosso próprio bem, temos de observá-los e acatá-los integralmente fazendo tudo quanto o Criador requer de nós, pois esta é a vontade de Deus (1 Jo 5.3).

2. Aguardando o julgamento. Nas últimas palavras do §l Eclesiastes, há uma séria advertência sobre o julgamento a que todo ser humano estará sujeito. O pregador diz que “Deus há de trazer a juízo toda obra e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau’’ (Ec 12.14). As nossas obras e ações serão avaliadas por Deus, pois para Ele os valores estão bem definidos: o certo e o errado nunca mudam. O termo hebraico mishpat, usado nas últimas palavras de Salomão, possui o sentido jurídico de tomada de decisão. Chegará, pois o dia da prestação de contas de todos os homens. O Justo Juiz decidirá o nosso destino (Rm 14.10,12). Tais palavras não são intimidatórias, mas um convite a vivermos com responsabilidade diante de Deus e da sociedade.

CONCLUSÃO

A vida é um contraste entre a alegria e a tristeza, entre a juventude e a velhice, entre a vida e a morte, entre o passado e o presente. Não há como fugir a essa realidade. Sabendo que a nossa vida “debaixo do sol” é tão fugaz, cabe-nos procurar vivê-la da melhor maneira possível, pois esse é um dom do Criador. Salomão, em sua singular sabedoria, nos ensina: tema a Deus em todo o tempo. Só assim seremos felizes.

Respostas da Lição 13: Tema a Deus todo o tempo

1. Como o pregador conclui o seu ensino em Eclesiastes capítulo 12?
R: Contrastando vividamente os distintos momentos da vida humana: juventude e velhice, alegria e tristeza, vida e morte, presente e futuro, temporal e eterno.

2. Com a expressão “lembra-te do teu Criador”, o que o sábio quer ensinar ao homem?
R: O sábio ensina aos homens que eles não passam de criaturas.

3. Em o Novo Testamento, qual é o referencial que o autor sagrado usa para exortar-nos a viver a vida com os olhos fitos no Mestre?
R: Jesus Cristo.

4. Segundo a lição, o que Coríntios 6.19,20 ensina-nos acerco do corpo e espírito?
R: Que não há dualismo entre corpo e espírito, como se este fosse bom e aquele mau.

5. Qual o dever de todo o homem?
R: Temer a Deus e guardar os seus mandamentos.

Subsídios da Lição 13: Tema a Deus todo tempo

Subsídio Teológico I

“[Os jovens] devem ser ensinados a considerar a Deus como supremo.

Ele expõe a verdade de que ‘o temor do Senhor é o princípio da ciência’ ([Provérbios 1] v.7); é a parte principal do conhecimento; é o que inicia o conhecimento, isto é, (1) de todas as coisas que devem ser conhecidas, esta é a mais evidente - que Deus deve ser temido, deve ser reverenciado, servido e adorado; este é o princípio do conhecimento, e não sabem nada os que não sabem isto. (2) Para adquirir todo o conhecimento útil, é extremamente necessário que temamos a Deus; nós não somos qualificados para nos beneficiar das instruções que nos são dadas, a menos que nossas mentes sejam possuídas por uma santa reverência por Deus, e que cada pensamento em nós seja levado à obediência a Ele. Se alguém quiser fazer a vontade de Deus, deve conhecer a sua doutrina (Jo 7.17). (3) Assim como todo o nosso conhecimento deve se originar do temor a Deus, ele também tende a este temor, como sua perfeição e centro. Sabem o suficiente os que sabem como temer a Deus, que são cuidadosos em todas as coisas, para agradar a Ele e temerosos de ofendê-lo em alguma coisa; este é o Alfa e o Ômega do conhecimento” 

(HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Antigo Testamento - Jó a Cantares de Salomão. 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.720).



Subsídio Teológico II

“[Prestando contas à luz do Sermão do Monte]

Em um importante sentido, todo o Sermão do Monte representa uma simples expansão desse apelo compassivo. Começando no mesmo ponto de partida — um lamento sobre a iminente destruição de Jerusalém — Cristo simplesmente amplia a sua perspectiva e transmite aos discípulos um extenso apelo que inclui desde o futuro escatológico até o momento do seu retorno e do juízo que o acompanhará. Portanto, esse mesmo espírito que inspirou o pranto de Cristo sobre a cidade de Jerusalém, permeia e dá um colorido a todo o Sermão do Monte. E Mateus, que estava presente e ouviu em primeira mão, registrou tudo isso no seu Evangelho, que é como um farol para todos os pecadores, em todos os tempos. Trata-se do último e terno apelo do Senhor para o arrependimento, antes que seja tarde demais.

Examinando esse sermão também vemos que todos os vários apelos de Jesus para sermos fiéis e todas as suas advertências para estarmos preparados ficam reduzidos a isso: eles representam um compassivo convite para nos arrependermos e crermos. Ele está nos prevenindo de que devemos nos preparar para a sua vinda porque, quando retornar, Ele trará o Juízo Final. E, ao concluir o seu sermão, Ele descreve detalhadamente esse juízo.

Essa parte remanescente do Sermão do Monte transmite uma das mais severas e solenes advertências sobre o juízo em toda a Escritura. Cristo, o Grande Pastor, será o Juiz, e irá separar suas ovelhas dos bodes. Estas palavras de Cristo não foram registradas em nenhum dos outros Evangelhos. Mas Mateus, pretendendo retratar Cristo como Rei, mostra-o aqui sentado no seu trono terreno. Na verdade, esse juízo será o primeiro ato depois do seu glorioso retorno à Terra, sugerindo que esta será a sua primeira atividade como governante da Terra (cf. SI 2.8-12). Esse evento inaugura, portanto, o Reino Milenial, e é distinto do juízo do Grande Trono Branco descrito em Apocalipse 20, que ocorre depois que a era milenial chega ao fim. Nesse caso, Cristo está julgando aqueles que estarão vivos no seu retorno, e irá separar as ovelhas (os verdadeiros crentes) dos bodes (os descrentes). Os bodes representam a mesma classe de pessoas que são retratadas como servos maus, como virgens imprudentes, e como o escravo infiel nas parábolas imediatamente precedentes” 

(MACARTHUR JR., John. A Segunda Vinda. 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, pp.l 80-81).

10/12/2013

EBD 2013. 4º Trimestre - Lição 12: Lança o teu pão sobre as águas

Nos capítulos anteriores de Eclesiastes, Salomão destacou os problemas da vida. Esta é apresentada totalmente imprevisível, cheias de altos e baixos, e muitas vezes sem explicação lógica ou racional. É com tal perplexidade que o sábio enxerga as injustiças contra o justo e a prosperidade do perverso. Quanta ambiguidade! O que fazer diante de tudo isso? Ficar inerte? Ou enfrentar a arena da vida? A lição dessa semana abordará a postura que o pregador tomou, diante de Deus, em relação às questões da vida. Veremos que o capítulo 11 de Eclesiastes mostra o Senhor nosso Deus como o centro da nossa vida, pois sem Ele ela torna-se vazia e sem sentido.



I - VIVENDO COM PROPÓSITO

1. Tomando uma atitude. Em nosso texto áureo, o rei Salomão exorta-nos a tomar uma firme e sábia atitude. Ele conclama-nos a lançar o nosso pão sobre as águas. A palavra hebraica traduzida como “lançar” é shalah, que significa enviar, mandar embora, deixar ir. Noutros termos, o que o sábio está ensinando é: “Não fique aí parado Glorifique a Deus com a sua atitude”. Podemos aplicar essa palavra também à obra missionária. Deus é quem envia homens e mulheres como embaixadores de seu Reino (Jz 6.8; Is 6.8; Jr 1.7), pois com igual determinação e amor, enviou o seu Filho a realizar a mais sublime das missões: Salvar o mundo (Is 61.1; Jo 3.16).[Confira os subsídios da Lição aqui!]

2. Evitando a passividade. Não devemos agir com passividade (Ec 11.4). A vida meramente contemplativa nada resolve. É necessário e urgente fazer o bem. Por isso, o pregador exorta-nos a demonstrar amor e generosidade ao necessitado. “Lançar o pão”, portanto, significa ser condescendente com os pobres (Ec 11.1,2). Significa fazer alguma coisa e não se limitar a contemplar a miséria alheia. É trazer o pão de longe para alimentar os famintos (Pv 31.14). A igreja apostólica demonstrou-a mesma preocupação (G1 2.10).


II - VIVENDO COM DINAMISMO

1. A imobilidade da árvore caída (vivendo do passado). Em relação ao texto de Eclesiastes 11.3, o escritor Derek Kidner destaca a metáfora da nuvem como um fenômeno meteorológico portador de leis próprias em desacordo com as leis e o tempo dos homens. Ele igualmente destaca o relato da árvore caída: ela não pediu licença para tombar e não houve homem que a impedisse de cair. Aqui, a vida mostra-se de forma imprevisível. Ela não é composta apenas de bons momentos, mas também de períodos desagradáveis. Então, o que fazer? Ficar aprisionado pela experiência passada sobre a qual nada mais se pode fazer, ou enfrentar o futuro com fé e coragem?

2. O movimento do vento e das nuvens (vivendo o presente). Em Provérbios, Salomão usa frequentemente a linguagem metafórica para compartilhar as suas ideias. Uma metáfora que revela bem esse recurso é a da formiga e do preguiçoso (Pv 6.6). Em Eclesiastes, encontramos o mesmo princípio na metáfora do vento (Ec 11.4). Não são poucos os intérpretes da Bíblia que observam, nesse texto, a ideia de movimento e imprevisibilidade da vida. O vento movimenta-se o tempo todo e as nuvens mostram-se imprevisíveis. Eis a metáfora da vida! Olhá-la e queixar-se dela sem tomar uma firme e sábia decisão diante dos seus obstáculos equivalem a esperar que o vento e as nuvens passem. Dessa forma, o ser humano assiste a existência passar sem nada realizar de concreto. Quem tem fé não age assim.[Acesse as respostas aqui!]

III - VIVENDO COM FÉ E ESPERANÇA

1. Plantando a semente. Outra metáfora usada por Salomão é a do plantio (11.6). Essa figura descreve a atividade do agricultor. Ela ensina a arte de semear a vida. E isso requer ação! É preciso plantar a semente, pois é na existência que geralmente colhemos o que plantamos (Gl 6.7). Muitas vezes, a vida é dura, seca e arenosa para semear. Assim, a metáfora pode significar uma trajetória de trabalho árduo e difícil diante dos grandes obstáculos e desafios da existência humana. Nessa estrada, muitos até desistem de semear e terminam vencidos pelas dificuldades intransponíveis que ela lhes impõe.

2. Germinando a semente. A metáfora também nos ensina que, embora semeemos a terra, não podemos fazer a semente germinar (Ec 11.6). Salomão observa a vida como um grande campo de solos variáveis. Ao agricultor, pois, resta saber em qual valerá a pena semear, pois a semente não germinará em qualquer terreno. Muitos fatores devem ser levados em conta na germinação da semente: a qualidade do solo, o clima, etc. É urgente que o agricultor persevere nesse empreendimento, mas que igualmente tenha fé e esperança de que a semente germinará. De nada adianta observar o caos em que se encontra a sociedade e não tomar nenhuma atitude. Façamos a nossa parte como agricultores do Reino de Deus: semear a genuína Palavra de Deus no coração de toda a criatura humana (Lc 8.5-15) e auxiliar o próximo necessitado (2 Co 8—9).


IV - VIVENDO COM RESPONSABILIDADE

1. Fazendo escolhas responsáveis. Eclesiastes 11.9 é uma séria admoestação aos jovens. Eles são convidados a viver a vida, mas devem se portar, em todas as ocasiões, como pessoas responsáveis e tementes a Deus. Assim, reconhecerão o Pai Celeste como a sua satisfação maior.

2. Assumindo as consequências. Há uma razão para vivermos de maneira alegre, mas ao mesmo tempo de forma responsável e santa. Nossas ações trazem consequências. Tal como o sábio disse no versículo 10. Viver a vida com intensidade não é agir de forma desregrada e pecaminosa, mas experimentar o seu verdadeiro sentido: glorificar a Deus. Portanto, jovem, viva a vida com intensidade, mas não se esqueça: glorifique a Deus com o seu testemunho, pois de tudo o Senhor nos pedirá conta. Vivendo assim, quando a velhice chegar, não teremos o que lamentar.

CONCLUSÃO

O capítulo 11 de Eclesiastes é um convite à ação. É uma resposta à mesmice. É um convite a mergulharmos na fé e agir de acordo com a vontade de Deus, não temendo as dificuldades que virão pela frente. É lançar-se para semear. É alegrar-se com as maravilhas que o Senhor nos presenteou. Mas significa igualmente afastar-se do pecado e da iniquidade, pois, no final, teremos de dar conta de todos os nossos atos perante Deus. Então, glorifiquemos ao Senhor com a nossa existência.

Subsídios da Lição 12: Lança o teu pão sobre as águas

Subsídio Teológico

“Obrigações para Ser Liberal. Respostas às Objeções contra a Generosidade [Eclesiastes 11] vv. 1 -6 Como nosso próprio dever nos é recomendado, v. 1.

1. Lança o teu pão sobre as águas, teu pão de milho sobre os lugares baixos (assim alguns o entendem), aludindo ao pai de família, que, andando, leva a preciosa semente, reservando o pão de milho de sua família para a semeadura, sabendo que sem isso ele não pode fazer a colheita no próximo ano; desta maneira, o homem caridoso tira do seu pão de milho para a semente de milho, priva a si mesmo para suprir aos pobres, para que ele possa semear sobre todas as águas (Is 3.22), porque assim como ele semeia ele também deve ceifar, Gálatas 6.7. Nós lemos sobre a ceifa do rio, Isaías 23.3. Águas, nas Escrituras, são usadas em referência às multidões (Ap 1 6.5), e há multidões de pobres (nós não temos falta de objetos de caridade); águas também são usadas em referência aos enlutados: os pobres são homens de tristezas. Tu deves dar o pão, o sustento necessário para a vida, não somente dar palavras, mas também coisas boas, Isaías 58.7. Deve ser o teu pão, aquilo que é honestamente adquirido; não é caridade, mas injúria, dar aquilo que não é nosso; primeiro, aja com justiça, e então, ame com piedade” 



(HENRY, Matthew, Comentário Bíblico Antigo Testamento - Jó a Cantares de Salomão. 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.947).

Respostas da Lição 12 - Lança o teu pão sobre as águas

1. O que o sábio quer ensinar ao usar a palavra hebraica shalah, isto é, lançar?
R: Enviar, mandar embora, deixar ir.

2. Como o escritor Derek Kidner destaca a metáfora da nuvem?
R: Como um fenômeno meteoro- lógico portador de leis e o tempo dos homens.

3. Como agricultores do Reino de Deus, o que nos cabe fazer? Cite as respectivas referências bíblicas.
R: Semear a genuína Palavra de Deus no coração de toda a criatura humana e auxiliar o próximo necessitado (Lc 8.5-15; 2 Co 8—9).

4. Qual a razão para vivermos a vida de maneira alegre, mas ao mesmo tempo responsável e santa?
R: Nossas ações trazem consequências.

5. Como você tem vivido a sua vida?
R: Resposta pessoal.

09/12/2013

EBD 2013.4: Lição 11 - A ilusória prosperidade dos ímpios

A aparente prosperidade : dos maus é um tema recorrente em Eclesiastes. Nos Salmos, Davi aborda essa questão fazendo a seguinte pergunta: Porque os justos sofrem e os ímpios prosperam? (SI 73). Nesse mesmo tom, Salomão observa quer debaixo do sol, os injustos parecem levar vantagem sobre os justos. Mas quando ambos são nivelados por Deus, na arena da vida, constata-se que os justos e os injustos terão o mesmo fim. Mas como o sábio de Eclesiastes, concluímos que a justiça é melhor que a injustiça. É preferível ser sábio do que agir como um tolo, pois seremos medidos pelos padrões de Deus, não pelas circunstâncias da vida.

I - OS PARADOXOS DA VIDA

1. Os justos sofrem injustiça. Diferentemente dos perversos que parecem estar sempre seguros e cada vez mais prósperos (SI 73.12),o sofrimento foi uma das mais duras realidades experimentadas por Asafe (SI 73.14). De igual modo, Salomão lutou contra esse pessimismo ao contemplar o paradoxo da vida na hora da morte. Os perversos tinham uma cerimônia fúnebre digna de honra, mas “os que fizeram bem e saíam do lugar santo foram esquecidos na cidade” (Ec 8.10).
O pastor norte-americano, A. W. Tozer, costumava dizer que o mundo está mais para o campo de batalha que para o palco de diversão. Em outras palavras, os justos sofrem na arena da vida (SI 73; Fp 1.29). Logo, o crente fiel deve estar consciente de que os revezes não significam que ele esteja sob julgamento divino ou que a sua fé seja fraca, mas que se encontra em constante aperfeiçoamento espiritual (2 Co 2.4; Cl 1.24; 2 Tm 1.8).[Você também pode ler os subsídios desta lição clicando aqui!]

2. Os maus prosperam. Enquanto os justos padeciam, Davi e Salomão constataram a prosperidade dos ímpios (SI 73.1-3; Ec 7.15). Aqui, aprendemos que a espiritualidade de uma pessoa não pode ser medida pelo que ela possui, e sim pelo o que ela é. Ser próspero não significa “ter”, mas “ser”.
A régua da eternidade nos medirá tomando como critério a fidelidade a Deus, e não a prosperidade dos homens. A prosperidade bíblica vem como resultado de um relacionamento sadio com Deus (SI 73.17,27,28) e independe de alguém ter posses ou não. Os ímpios têm posses, mas a verdadeira prosperidade só é possível encontrar em Cristo.


II - A REALIDADE DO PRESENTE E A INCERTEZA DO FUTURO

1. A realidade da morte. Uma chave importantíssima para entendermos a mensagem de Eclesiastes encontra-se na expressão: “Esta é a tua porção nesta vida debaixo do sol” (2.10; 3,22; 5.17-19; 9.9). É debaixo do sol que expressamos a nossa existência e constatamos a nossa finitude! É no dia a dia da vida que percebemos a verdade implacável da morte, tanto para quem serve a Cristo quanto para quem não o serve! A sentença já foi decretada e é a mesma para todos (Hb 9.27; Ec 9.3). Com a realidade da morte o futuro parece incerto (Ec 1.1-11). O apóstolo Paulo, porém, diz que se a nossa esperança se limitar apenas a esta vida somos os mais infelizes dos homens (1 Co 15.19). Em Cristo, temos a vida eterna.

2. A certeza da vida eterna. Salomão escreveu Eclesiastes sob uma análise puramente existencial. Quem está do lado de lá da eternidade não participa do lado de cá da existência. Neste aspecto, “os mortos não sabem coisa nenhuma” (Ec 9.5). Isto não se dá porque eles estão inconscientes, mas porque pertencem a outra dimensão (Ap 6.9; 2 Co 5.8), onde nem mesmo o sol é necessário (Ap 22.5).
Em vez de negar a imortalidade da alma humana, o Eclesiastes apenas descreve a nossa trajetória nesta vida. É o Novo Testamento que lançará mais luz sobre a imortalidade de nossa alma na eternidade (Lc 16.19-31; 2 Co 5.8; I Fl 1.23; Ap 6.9).[Confira as respostas aqui!]

III - A IMPREVISIBILIDADE DA VIDA

1. As circunstâncias da vida. Nenhum outro texto descreve tão bem a imprevisibilidade da vida como o de Eclesiastes 9.11,12. Catástrofes naturais e vicissitudes sociais ocorrem em países habitados quer por pecadores, quer por crentes piedosos, pois ambos habitam em um mundo decaído. Mas em todas as circunstâncias, o Senhor se faz presente (SI 46.1; 91.15).

2. Aproveitando a vida. Cientes de que teremos dissabores na vida, o que podemos fazer a respeito? Mergulhar em um sombrio pessimismo, ou tornar-se indiferente aos problemas? É bem verdade que muitos se deprimem quando a calamidade chega. Ela assusta, amargura-nos. Faz com que nos isolemos. Mas o rei Salomão sabia que a vida “debaixo do sol" não era fácil nem justa. Ele não negou esse fato e muito menos fugiu da sua realidade. Contrariamente, o Pregador incentivou-nos a viver, em meio à imprevisibilidade da vida, aquilo que nos foi dado como porção (Ec 9.7,9). Em Cristo, somos chamados a viver a verdadeira vida, conscientes de sua finitude terrena, mas esperançosos quanto a sua eternidade celeste (1 Co 15.19).


IV-VIVENDO POR UM IDEAL

1. A morte dos ideais. Eclesiastes 9.14,15 narra a história de um povo que se esqueceu de um sábio idealista por ele ser pobre. Tal fato denota uma cultura onde os ideais não mais existem. Como é atual a leitura do Eclesiastes! A cultura contemporânea também perdeu os seus ideais. Lembremo-nos de que uma das marcas de nossos dias é a relativização do absoluto, e cada pessoa vai buscar uma verdade para si mesma. Isso tende a tornar as pessoas mais individualistas e narcisistas, preocupadas apenas consigo mesmas e tremendamente desinteressadas pelo próximo.
2. Vivendo por um ideal. Mesmo sabendo que as boas ações nem sempre serão reconhecidas, Salomão acredita que devemos ter um ideal elevado e firmado em Deus (Ec 9.16-18). Vivendo em uma sociedade relativista e vazia de idealismo, não há garantia de qualquer reconhecimento pelo fato de crermos e vivermos os valores morais e espirituais prescritos pela Bíblia. Contudo, vale a pena viver por um ideal. O cristão maduro sabe das causas pelas quais devemos lutar (At 20.24; Ef 3.14; 2 Tm 4.7).[Curta-nos no Facebook!!!]

CONCLUSÃO

A vida “debaixo do sol” mostra-se como ela realmente é. Às vezes parece sem sentido e, em muitas outras, cheia de paradoxos. Mas a vida precisa ser vivida. Salomão não apenas observou essa dura realidade, mas também a experimentou. Para não cairmos num pessimismo impiedoso e, tampouco, num indiferentismo frio, devemos viver a vida a partir da perspectiva da eternidade. Então tomaremos a consciência de que, na vida terrena, há ideais dignos pelos quais devemos lutar. Assim, evitaremos as armadilhas do pessimismo. Vivamos, pois, a nossa vida de maneira a glorificar o Pai Celeste.

Respostas da Lição 11: A aparente prosperidade dos ímpios

1. De acordo com a lição, como o crente fiel deve estar consciente a respeito dos revezes da vida?
R: Os revezes da vida não significam que ele esteja sob julgamento divino ou que a sua fé seja fraca, mas que se encontra em constante aperfeiçoamento.

2. O que, na lição, aprendemos acerca da espiritualidade das pessoas?
R: A espiritualidade de uma pessoa não pode ser medida pelo que ela possui, e sim pelo o que ela é.

3. Por que a expressão “Esta é * a tua porção nesta vida debaixo do sol” é uma chave importante para entendermos a mensagem do Eclesiastes?
R: Porque é debaixo do sol que expressamos a nossa existência e constatamos a nossa finitude.


4. As catástrofes naturais e os problemas sociais apenas acontecem em países habitados por “pecadores"? Justifique a sua resposta.
R: Não. Catástrofes naturais e vicissitudes sociais ocorrem em países habitados quer por pecadores, quer por crentes piedosos.

5. Para você, por qual causa vale a pena lutar na vida?
R: Resposta pessoal.

Subsídios da Lição 11: A aparente prosperidade dos ímpios

Subsídio Apologético

“[Salmo 88: o Salmo que termina sem resposta]

[...] O salmista (de acordo com o título, Hemã, o ezraíta) se comprometeu em dar a Deus a glória pela resposta à oração.
O salmista que sofre atribuiu a sua vida de aflições a Deus (‘Teus terrores’, ‘Tua indignação’). Este é o realismo da fé - Deus é soberano mesmo sobre as circunstâncias difíceis que o seu povo deve suportar. Tudo tem um propósito na realização do plano de Deus, embora no momento da dor seja difícil compreendê-lo. Se o salmo parece terminar com um tom negativo, há duas considerações que se aplicam. Em primeiro lugar, por mais que o orador sentisse que Deus o tinha abandonado, ainda falava com Ele.

Em segundo lugar, o salmo, da maneira como está escrito, pode não reproduzir a cena integral. Quando usado em adoração, outro orador, não citado aqui (por exemplo, um sacerdote ou um profeta), pode ter dado uma resposta confirmando a ajuda do Senhor. Há muitas passagens nos Salmos que sugerem que houve uma resposta não registrada de outro orador, em nome do Senhor” 


(Bíblia de Estudo Defesa da Fé: Questões Reais, Respostas Precisas, Fé Solidificada. I. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.945).


Subsídio Teológico

“2. A Prosperidade dos ímpios (Salmos 73.4-l 2)

A riqueza, o orgulho e a prosperidade dos ímpios são descritos em termos vívidos. O fato de isso não ocorrer com todos os injustos não obscurece a realidade de ser verdade para muitos. Não há apertos na sua morte, mas firme está a sua força (4) pode ser traduzido como: ‘Eles não passam por sofrimento e tem um corpo saudável e forte’ (NVI). Eles parecem estar livres de ‘canseiras’ (5; ARA), seguros na sua soberba e incontrolados na sua violência ou conduta em escrúpulos (6). No meio de um povo primitivo que sempre está à beira da fome, os ímpios têm mais do que o seu coração deseja (7). Sua conversa é cínica e perversa, presunçosa e blasfema (8-9). Os versículos 10-11 são traduzidos de maneira mais clara por Moffatt: ‘Por isso o povo se volta para eles e não vê nada de errado neles, pensando: Quanto Deus se importa? Acaso, há conhecimento no Altíssimo?’ Apesar da sua impiedade, esse povo prospera e os seus habitantes estão sempre em segurança, e se lhes aumentam as riquezas (12).

3. Progresso rumo à Solução (73.13-20)

À luz do que havia observado, o salmista foi levado a questionar se ele havia em vão purificado o seu coração e lavado as suas mãos na inocência (13). Se os ímpios ‘progridem’, por que se preocupar em ser bom? Na verdade, castigo e aflição têm sido sua sorte (14).
O versículo 15 mostra que, mesmo que tenha pensado essas coisas, ele não expressou suas dúvidas em voz alta - porque fazê-lo ‘teria traído os teus filhos’ (NVI). Ele Havia guardado as suas dúvidas para si mesmo. Mesmo assim, a sua ponderação era dolorosa: Fiquei sobremodo perturbado (16).
Finalmente a luz invade a escuridão quando ele entra no santuário de Deus (17). Então ele vê que o Senhor não acerta imediatamente as contas com todos. De modo súbito, ele entende que o ímpio que prospera, a quem ele havia insensatamente invejado, foi colocado em lugares escorregadios (18) e destinado à destruição (18). Desolação e terrores são o seu destino (19). Como tudo muda em um sonho (20) no momento em que se acorda, assim ocorrerá quando Deus ‘acordar’ para julgar; tudo será invertido, como ocorreu com o rico e Lázaro (cf. Lc 16.19-31). Desprezarás a aparência (‘imagens’, Berkeley) deles” 


(CHAPMAN, Milo L.; PURKISER, W. T. (at ali). Comentário Bíblico Beacon: Jó a Cantares de Salomão. Vol.3. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp.222-23).

30/11/2013

EBD 2013: 4° Trimestre - Lição 09: O Tempo para todas as coisas

Muitos filósofos denominam os nossos dias de “a era do vazio e das incertezas”. Há uma explicação para isso: a rejeição a tradição bíblica propagada pelo Cristianismo. Podemos perceber o desencadeamento desse processo na relativização da ética e na total rejeição à verdade absoluta. Neste ambiente de contradições filosóficas não existe verdade, e sim Verdades” desprovidas de qualquer sentido.
O livro de Eclesiastes mostra a crise de um homem que vive a falta de harmonia existencial que hoje presenciamos.
Procurando viver intensamente a vida, ele mergulhou num mundo duvidoso e sensual, para descobrir que a vida sem Deus é um mergulho no vazio e uma corrida atrás do vento.

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I - ECLESIASTES, O LIVRO E A MENSAGEM

1. Datação do livro. 

Estudos indicam que o relato dos fatos ocorridos em Eclesiastes podem ser datados por volta do ano 1000 a.C., período no qual o rei Salomão governava Israel De fato, o próprio Eclesiastes diz ser o rei Salomão o autor da obra sagrada (Ec 1.1, cf. v. 1 2).

2. Conhecendo o Pregador. 

Salomão identifica-se como o pregador, traduzido do hebraico qoheleth (Ec 1.1,12). A palavra “pregador” deriva de qahal, expressão que possui o sentido de “reunião" ou “assembleia”. A Septuaginta (que é a tradução da Bíblia Hebraica para o grego) traduziu qoheleth pelo seu equivalente grego ekkiesia, daí o nome Eclesiastes: uma referência a alguém que fala, ou discursa, em uma reunião ou assembleia.

O pregador foi Salomão, que já estava velho, mas tinha uma visão bem realista da vida. Conforme registradas em Eclesiastes, e embora retratem um período de declínio político, moral e econômico de Israel, suas palavras apontam para Deus como a única fonte de satisfação, realização e felicidade humana.

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II – DISCERNINDO OS TEMPOS

1. A transitoriedade da vida.

 Um tema bem claro em Eclesiastes é o da transitoriedade da vida. Ela é efêmera, passageira. E Salomão estava consciente disso (Ec 1.4). Sendo a vida tão curta, que “vantagem tem o homem de todo o seu trabalho, que ele faz debaixo do sol?” (Ec 1.3). Esse é o dilema que Salomão procura responder.
A vida é passageira, dura pouco. Por isso, muitos buscam satisfazer-se de várias formas. Há os que acham que a sabedoria resolverá o seu problema (Ec 1.16-18; 2.12-16). Outros buscam preencher a sua alma com os prazeres dessa existência (Ec 2.1-3). Ainda outros recorrem às riquezas (Ec 2.4-11). E, por último, há aqueles que se autor realizam no trabalho (Ec 2.1 7-23). Tudo é vaidade! O centro da realização humana não está nessas coisas. [Leia também os subsídios da Lição aqui!]

2. A eternidade de Deus. 

Cerca de 40 vezes o Pregador refere-se a Deus no Eclesiastes. Ele o identifica pelo nome hebraico Elohim, o Deus criador. Isto é proposital, pois Salomão alude com frequência àquilo que acontece “debaixo do sol” (Ec 1.3,9,14; 2.18). É debaixo do sol que está a criação; é debaixo do sol que o homem se encontra.
Mas o Pregador tem algo mais a dizer. Ele quer destacar o enorme contraste entre a criação e o Criador, mais especificamente entre Deus e o Homem. Deus é eterno, onipotente, auto existente, enquanto o homem é finito, frágil e transitório. Por ser mortal, o homem não deve fixar-se apenas nas coisas dessa vida, pois o Deus Eterno pôs a eternidade em seu coração (Ec 3.11 - ARA).
III - O TEMPO E AS RELAÇÕES INTERPESSOAIS

1. Na família. 

O Eclesiastes ensina que uma das características de nossa vida é a brevidade. Por isso, devemos usufruir com intensa alegria, juntamente com o nosso cônjuge e filhos, dos bens que o Senhor nos proporciona (Ec 9.7-9), pois a vida pode rapidamente se acabar.
Nesse capítulo, Salomão refere-se a vários itens que eram j usados pelos israelitas em ocasiões festivas (Am 6.6; Ct 1.3; 2 Sm 14.2; SI 104.15). O que isso significa? Antes de mais nada, que o nosso lar deve ser uma permanente ação de graças a Deus por tudo o que Ele nos concede.
Nossa casa deve ser um lugar de celebração. Desfrutemos, pois, as alegrias domésticas em companhia da esposa amada (Ec 9.9).
A metáfora tem uma mensagem bastante atual: a família cristã, sem recorrerás bebidas alcoólicas e outras coisas inconvenientes e pecaminosas (Ef 5.18), pode e deve alegrar-se intensamente. A vida do crente não precisa ser triste.

2. No trabalho. 

O trabalho não deve ser um fim em si mesmo.
Quando ele é o centro de nossa vida transforma-se em fadiga (Ec 5.16,17). Mas quando deixa de ser um fim em si mesmo, passa a ter real significado, tornando-se algo prazeroso, não pesado (Ec 5.18).
A palavra traduzida do hebraico samach é "gozar”, evocando regozijo e alegria. Isto significa que o nosso local de trabalho deve ser um lugar agradável e alegre, fruto das relações interpessoais sadias. [Leia as respostas da Lição 09 também!]

IV - ADMINISTRANDO BEM O TEMPO

1. Evitando a falsa sabedoria e o hedonismo. 

A busca pelo conhecimento tem sido o alvo do homem através dos séculos. Salomão também empreendeu essa busca (Ec 1.17,18). Mas quem procura o conhecimento desperta a consciência em relação ao mundo ao seu redor, e é tomado por um sentimento de impotência por saber da própria incapacidade de melhorar a natureza das coisas. Nesse aspecto, a busca do conhecimento, como o objeto de realização pessoal, pode conduzir à frustração.
Semelhantemente, a busca por prazer, por si só, configura uma prática hedonista e contrária a Deus (Ec 2.1-3). Muitos são os que buscam a satisfação no álcool, drogas, sexo etc. Tudo terminará num sentimento de vazio e frustração. Quem beber dessa água tornará a ter sede (Jo 4.13). Somente o Evangelho de Cristo pode satisfazer plenamente o ser humano. 
2. Evitando a falsa prosperidade e o ativismo. 

Em Eclesiastes 2.4-11, Salomão desconstrói a ilusão daqueles que buscam, nos bens terrenos, a razão fundamental para a vida. A falsa prosperidade leva o homem a correr desenfreadamente para acumular riquezas, alcançar elevadas posições na sociedade e obter notoriedade e fama. Tudo isso, conclui o sábio, é correr atrás do vento.
Por outro lado, e não menos danoso, é a prática de um ativismo impiedoso, que pode estar nas esferas da profissão ou de qualquer outra prática (Ec 2.17-23). Isso também é correr atrás do vento. O trabalho, quando empreendido racionalmente, não nos desumaniza, mas nos faz crescer como pessoas.

CONCLUSÃO

Vimos que há um tempo para todas as coisas! Esse tempo é extremamente precioso para ser desperdiçado! Por conta da transitoriedade da nossa existência, devemos saber usar bem o nosso tempo, seja buscando conhecimento, seja desfrutando da companhia de nossos familiares e, principalmente, servindo ao Senhor. Somente Deus é eterno e somente Ele deve ser o centro de nossa busca.

Subsídios da Lição 09: O Tempo para todas as coisas

Subsídio Exegético

“O tema do livro de Eclesiastes é que ‘debaixo do sol [isto é, ‘sem Deus no cenário’], tudo é vaidade’. A palavra-chave do livro é ‘vaidade’, que aparece trinta e oito vezes, sendo usada para descrever coisas externas e tangíveis (Ec 2.15,19; 8.10,14), bem como pensamentos (Ec 1.14; 2.11). O vocábulo ‘vaidade’ origina-se do hebraico hebhel [...], que enfatiza aquilo que é efêmero e vazio. A expressão Vaidade de vaidades’ indica a maneira hebraica de expressar um superlativo (poderia ser traduzida como ‘muito fútil’). Este método também é visto na expressão ‘lugar santíssimo’ (Êx 26.34), cujo significado literal no idioma hebraico é ‘santo dos santos’.

[...] A perspectiva de Salomão na época em que ele escreveu é a chave para entender o livro de Eclesiastes de modo apropriado, e para explicar o seu pessimismo geral. Salomão escreve do mesmo ponto de vista em que tinha vivido a maior parte da sua vida, e a de ‘debaixo do sol’ (Ec 1.3, e 30 outras ocorrências). É com a perspectiva terrena e secular que a vida se torna fútil. Ainda assim, há momentos que a fé de Salomão em Deus se dá a conhecer (Ec 12.13,14 é normalmente mencionado, mas este é somente o clímax de pensamentos como 2.25; 3.11,17...)” 

(Bíblia de Estudo Palavras-Chave: Hebraico e Grego. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, pp.701-02).


“Peculiaridades do Livro de Eclesiastes

A palavra ‘Eclesiastes’ vem do grego. É o título do livro na Septuaginta e significa: ‘Aquele que fala a uma assembleia’.
No hebraico é Qohéleth. Pode ser traduzida de muitos modos como: ‘o Pregador, o Sábio, o Velho, O que sabe, o Sapiente Venerado, o Colecionador de Máximas, O que sabe que não sabe’.
Como a palavra Qohéleth tem forma feminina, alguém pensa que deve significar uma assembleia ou reunião. A mesma palavra de 1.1 aparece em 7.27, significando a sabedoria dada por Deus para inspirar Salomão. Pode ser entendida como a própria sabedoria pregando a sabedoria.
Qohéleth, ‘Pregador’, é empregado aqui como um nome de Salomão.
O Eclesiastes revela um esforço buscando a felicidade. O autor procurou o bem supremo na sabedoria, nos prazeres, na política, nos bens materiais, e concluiu que tudo é vaidade e aflição de espírito.
Tem sido considerado o livro mais misterioso do Cânon Sagrado. Para uns, é a esfinge da literatura hebraica.

Alguém acha que o texto apresenta uma alma em desespero, afirmando um materialismo puro ou um niilismo ativo.

Há uma opinião considerando o Eclesiastes um monólogo em que o Pregador expõe sozinho suas ideias, ao contrário dos outros livros da Bíblia que, em geral, têm uma forma de diálogo com Deus” 

(MELO, Joel Leitão de. Eclesiastes versículo por versículo. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, pp. 17-18).

Respostas da Lição 09: O tempo para todas as coisas

1. Quem é o autor do livro de Eclesiastes?
R: Salomão.

2. A que se refere o termo “Eclesiastes?
R: A alguém que fala, ou discursa, em uma reunião ou assembleia.

3. Qual dilema Salomão procura responder no Eclesiastes?
R: Sendo a vida tão curta que “vantagem tem o homem de todo o seu trabalho, no que ele faz debaixo do sol?” (Ec 1.3).

4. Qual a mensagem atual da metáfora de Eclesiastes 9?
R: A família cristã, sem recorrer às bebidas alcoólicas e outras coisas inconvenientes e pecaminosas (Ef 5.18), pode e deve alegrar-se intensamente.

5. Como a falsa prosperidade se revela na vida do homem?
R: Ela leva o homem a correr desenfreadamente para acumular riquezas, alcançar elevadas posições na sociedade e obter notoriedade e fama.

20/11/2013

Sinais de um povo apostólico?

No decorrer desta última semana, vimos a repercussão do maior escândalo de corrupção do Brasil chegando a um resultado surpreendente: a prisão de políticos corruptos, já condenados pelo Supremo. Embora tímida, a repercussão aponta para algumas realidades:

1- O partido que detém o poder há mais de uma década, nunca sequer cogitou a possibilidade de excluir seus pares que tiveram envolvimento neste esquema de corrupção, pelo contrário, tratam-os como heróis, vítimas de perseguição política (mesmo sendo do partido que governa este País e que detém maioria na Câmara e Senado...)

2- A defesa que se faz a este que é tido como o partido dos trabalhadores, na verdade, uma quadrilha, por intelectuais, defendendo estes que, comprovadamente, são os maiores traidores da Democracia, outrora defendida de forma incomparável.

3- Uma oposição incapaz de gritar aos quatro cantos deste Brasil o quão nocivo é este partido que, prostituído ao poder, não procura pautar-se em questões como Ética, verdade e demais pressupostos básicos no que tange a uma gestão publica eficaz. 

4- O silêncio de um povo que,  revoltoso pelo aumento de 20 centavos no transporte, nada fala ou faz na busca de uma sociedade mais justa, fraterna e menos desigual.

5- Por fim, o silêncio de uma igreja que, satisfeita com as posições ofertadas pelo poder, concedidas por estes que o detém, parece não se incomodar com os desvios e ações daquilo que acontece diante de seus olhos, ao que tudo indica, padrões de moralidade sexual incomodam mais a esta igreja que a comprovada atuação de filhos de Belial nos Palácios.

E, observando este último ponto da nossa análise, realmente parece que a necessidade por uma sociedade mais justa, fraterna e menos desigual, é menos importante dentro dos Templos ditos Reformados. Há sim, uma necessidade iminente de apresentar à sociedade, apresentar ao Brasil um Cristo que não é apresentado; há sim, a necessidade de reformular a mensagem que sai dos lábios dos pregadores, cantores, pastores, e de todos os 'evangélicos', apontando uma solução efetiva para a desgraça na qual muitos de nós vivemos;  foi-se o tempo onde a única fonte de respostas para os nossos questionamentos baseava-se na (falsa) teologia da prosperidade, já estamos fartos de uma mensagem que, de fato, não aprimora o espírito, não molda o caráter e é ineficiente na tentativa de prover justiça aos homens. De fato, tudo isto cumpriu um papel social espetacular ao apresentar ao mundo uma igreja mais popular, um evangelho mais simplificado, com partes suprimidas e ocultadas pelos líderes,mas, passado o tempo desta revolução de fé, ou de uma nova fé, já é hora de firmar-se a uma mensagem que possa satisfazer o espírito na jornada de modelagem da alma.

A relação, entre os cinco pontos anteriores, referindo-se ao escândalo do Mensalão, não é por acaso, assim fizemos pois mostra o quão acostumados estamos a viver numa superficialidade sem tamanho. Nada mais nos incomoda, ao que tudo indica, somos levados pelos ventos deste mundo, tudo parece ser fruto do acaso, fruto de algo que não temos domínio ou poder, MENTIRA! Há, em nós mesmos, toda a estrutura capaz de desarraigar de nosso interior toda a aceitação do espírito de corrupção e de um caráter imoral, verdade! Pois enquanto atribuirmos a Deus essa responsabilidade, sempre assumiremos uma postura passiva em nossas decisões, agiremos mas colocaremos a cargo de Deus todos os resultados de nossas ações, sejam boas ou ruins. Como crianças mimadas nos colocamos, transferindo para o Eterno toda a responsabilidade por ações danosas que temos. É hora de mudar! 

Aparentemente, muitos se perguntarão: "Mas qual a relação possível entre o fato de corrupção mencionado e o silêncio daqueles que são (?) de Cristo?". A resposta é simples e direta: Todas as possíveis... Ora, se este povo diz carregar as marcas de Cristo, andar com a serpente debaixo do pé, ser de Jesus e adorador verdadeiro, por que motivo este mesmo povo não cumpre a simples missão de ser sal e luz, trazendo às trevas deste mundo a verdadeira face do mal, apresentando a única alternativa capaz de aniquilar desejos e atividades malignas? Ou posso ir mais longe ainda: Será que portamos a luz de Deus ao ponto de fazer a diferença neste mundo? 

Fico por aqui.....
Paz.

19/11/2013

EBD 2013: 4° Trimestre: Lição 08 - A mulher virtuosa

A poesia de Provérbios 31 é uma das mais belas de toda a literatura universal. Este inspirado poema, além de mostrar A o verdadeiro valor da mulher, evidencia as virtudes morais e espirituais que a fazem virtuosa.
Tal mulher contrasta-se fortemente com a vil apresentada em Provérbios 11.22.
Ao contrário da virtuosa, a vil é desprovida das virtudes. A formosura da mulher virtuosa é de natureza ética; a da vil é de caráter meramente estético. A mulher virtuosa prioriza os valores interiores e faz de Deus a fonte de tudo o quanto ela é e representa. Por isso, a mulher virtuosa é tida por honrada!
I - A MULHER VIRTUOSA COMO ESPOSA

1. Tem a confiança e o respeito do marido. 
As bases do relacionamento conjugal são a confiança e o respeito mútuo, pois a fidelidade é um dos pilares do casamento. Onde impera a desconfiança e o desrespeito, o casamento está fadado ao fracasso. Acerca da mulher virtuosa, a Palavra de Deus é clara: “O coração do seu marido está nela confiado” (Pv 31.11). Além de significar “confiar”, a palavra hebraica batach também expressa as ideias de “sentir-se seguro” ou “estar despreocupado".

2. Tem a admiração e o reconhecimento do marido. 
Uma das formas de se demonstrar amor no casamento é reconhecer a importância e o valor do cônjuge. Esse reconhecimento deve ser expresso por atitudes e palavras. Enquanto os homens são movidos pelo que veem, as mulheres respondem melhor pelo que ouvem! Por isso é importante que o esposo elogie sua esposa sempre.
Não adianta você dizer que as suas atitudes demonstram que você realmente a ama. É preciso declarar e r falar que você a ama. Se a mulher de Provérbios 31 é virtuosa, o seu marido também o é. Ele expressa isso em palavras (v.29). Ele sabe que a sua esposa é virtuosa e não sente vergonha em dizer! O marido da mulher virtuosa deve tecer-Ihe elogios tanto no lar quanto em público. Mas o homem que destrata sua esposa arruína o casamento e peca contra Deus (1 Pe 3.7).



II - A MULHER VIRTUOSA COMO MÃE

1. É educadora. 
Em Provérbios 31.25, duas coisas são ditas a respeito da mulher virtuosa: “Força e dignidade são os seus vestidos[ARA]”. A palavra hebraica ‘oz, traduzida como força, é apresentada no texto bíblico com sentido literal e figurado. Figuradamente, descreve a segurança experimentada pelos justos (51 62.7; Pv 1 8.1 0). Por outro lado, o termo “dignidade”, do hebraico hadar, significa ornamento e honra. A poesia expõe os valores morais que a mulher virtuosa veste. Ela é segura, confiante e digna. Estes são os valores nos quais, como mãe, ela educará seus filhos.

2. É afetuosa. 
Uma das grandes causas da delinquência juvenil pode ser encontrada na ausência de afetividade na infância. Se os filhos da mulher virtuosa “levantam-se [...] e chamam-na bem-aventurada" (Pv 31.28) é porque ela sempre lhes deu afeto e atenção. Afeto gera afeto! Infelizmente, muitos pais não demonstram carinho algum pelos filhos. A rispidez e os xingamentos estão presentes na “educação” deles! Como será o futuro dessas crianças que, diariamente, são tratadas dessa forma por seus pais?

III - A MULHER VIRTUOSA COMO TRABALHADORA

1. É dona de casa. 
Foi realizada nos Estados Unidos, há algum tempo, uma pesquisa envolvendo altas executivas. A pesquisa queria saber o que as faziam sentir-se realizadas como mulher. O resultado foi surpreendente: a maioria respondeu que a sua maior realização estava em ser esposa, mãe e dona de casa.
A mulher virtuosa ama os afazeres domésticos e tudo faz para cumprir com excelência a sua missão (v.27). Mas sempre que necessário, o marido pode ajudá-la nos afazeres domésticos. Dessa forma, estará demonstrando, na prática, a sua gratidão à esposa. A mulher virtuosa tem o seu trabalho devidamente reconhecido na Bíblia, e o mesmo reconhecimento deve ser dado pelo seu esposo.


2. É empreendedora. 
A missão da mulher moderna é bem complexa: esposa, mãe, dona de casa, trabalhadora e empreendedora. Além das tarefas domésticas, muitas vezes precisa trabalhar fora para complementar a renda da família, tendo uma jornada de trabalho repleta de atividades.
Nesse aspecto, o esposo sábio pode contribuir auxiliando a esposa em suas atividades. Se a esposa trabalha fora para ajudar o marido, ele também pode auxiliar em algumas tarefas dentro de casa, inclusive honrando-a com alguns momentos em que ela poderá descansar.

IV - A MULHER VIRTUOSA COMO SERVA DE DEUS

1. Dá um bom testemunho. 
Em Provérbios 14.1, há um forte contraste entre duas J mulheres: a sábia e a tola. Esta, por sua conduta, destrói o seu J lar. Mas aquela, através de seu bom testemunho, edifica a sua casa. Muitos são os casamentos f fracassados e desfeitos devido » à falta de sabedoria, prudência e sensatez de algumas mulheres. O marido da mulher tola pode ser considerado como um homem sofredor e infeliz. Mas o esposo da mulher virtuosa é estimado entre as autoridades e honrado “quando se assenta com os anciãos da terra” (Pv 31.2 3).

2. É temente a Deus.
Tudo o que é testemunhado acerca da mulher virtuosa só é possível porque ela teme ao Senhor (Pv 31.30). O temor a Deus faz dela uma mulher estimada dentro e fora do lar (Pv 1.7).


CONCLUSÃO

Em um mundo onde os valores estéticos são mais importantes do que os éticos, as virtudes acabam sendo ignoradas. Tal inversão de valores produz consequências danosas à sociedade e principalmente à família. Mas a mulher virtuosa preserva o seu lar através de suas singulares virtudes espirituais e morais. Por isso, ela é honrada por todos. Que as servas do Senhor passem a cultivar com mais zelo as virtudes que a Bíblia expõe de maneira tão bela e clara em Provérbios 31.

Respostas da Lição 08 - A mulher virtuosa

1. Quais são as bases do relacionamento conjugal?
R: São a confiança e o respeito mútuo.

2. De acordo com Provérbios 31.25 duas coisas são ditas a respeito da mulher virtuosa. O que são?
R: “Força e dignidade são os seus vestidos”.

3. Como o esposo pode ajudar a esposa que trabalha fora?
R: Se a esposa trabalha fora para ajudar o marido, ele também pode auxiliar em algumas tarefas dentro de casa, honrando-a com alguns momentos em que ela poderá descansar.

4. Qual o forte contraste presente em Provérbios 14.1? Explique.
R: A sábia e a tola. Esta, por sua conduta, destrói o seu lar. Mas aquela, através do seu testemunho, edifica a sua casa.

5. Você é uma mulher virtuosa? E você marido, é virtuoso?
R: Resposta pessoal.

Subsídios da Lição 08 - A mulher virtuosa


Subsídio I

“A Mulher Virtuosa [Provérbios 31.10-31]

Esta descrição da mulher virtuosa pretende mostrar que tipos de esposas devem ser as mulheres, e que tipos de esposas os homens devem escolher; ela consiste de vinte e dois versículos, cada um deles iniciado por uma letra do alfabeto hebraico, em ordem, como alguns dos salmos, o que leva alguns a pensar que este fragmento não fazia parte da lição que a mãe de Lemuel lhe ensinava, mas era um poema, por si mesmo, escrito por algum outro autor; e talvez tivesse sido muito repetido entre os judeus piedosos, e para facilitar a memorização tivesse sido escrito alfabeticamente. Nós o temos condensado no Novo Testamento (1Tm 2.9,10; 1Pe 3.1-6), onde o dever recomendado às esposas está de acordo com esta descrição de uma boa esposa; e com boas razões há tanta ênfase sobre ele, uma vez que o fato de que as mães sejam sábias e boas, contribui, tanto quanto qualquer outra coisa, para a promoção da religião nas famílias, e a sua transmissão para a posteridade [...]” 

(HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Antigo Testamento - Jó a Cantares de Salomão. 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 201 0, pp.885-86)


Subsídio II

“A MATERNIDADE EM NOSSA NATUREZA

A palavra criar origina-se da palavra latina que significa ‘ato de alimentar, amamentar ou nutrir’. Em nossa linguagem vigente, seu significado é mais para o bem-estar de todos. Conclui-se que se o suave toque maternal de uma mulher faltar, a sociedade com certeza se degenerará. Você não tem de ir muito longe para obter provas do que está acontecendo à nossa volta. As crianças do mundo estão chorando por um toque feminino e maternal. Mas submeter-se ao plano de Deus para a essência materna de nosso ser requer disciplina, sobretudo levando em conta nossa cultura.

A Palavra de Deus ensina que gerar vida é exclusivamente feminino. Todas somos filhas de Eva, cujo nome é revelado em Gênesis 3.20, que significa ‘mãe de todos os viventes’. Assim como Eva, foi dado a cada uma de nós um corpo projetado para gerar vida. Somos lembradas disso todos os meses com o armazenamento e passagem de sangue necessário para a nutrição do recém-nascido. Nossos seios têm a faculdade de nutrir o recém-nascido. As mulheres que ficam grávidas e dão à luz experimentam a plena realização desses dons e fazem a descoberta magnificamente pessoal de que uma criança depende completamente do corpo da mãe para a própria vida.

Mas há muitas mulheres que nunca dão à luz, cuja maternidade se estenderá necessariamente aos que não são seus filhos. Não é o processo de gravidez e parto que torna uma filha de Eva mãe.

A Bíblia ensina que todas as mulheres são criadas para ‘ser mãe’, gerar vida. Ser mãe é mais que um mero mecanismo de útero e seio; é muito mais profundo. E as mulheres ficam mais femininas quando são mães” 

(HUGUES, Barbara. Disciplinas da Mulher Cristã. 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 154).

11/11/2013

EBD 2013: Lição 07 - Contrapondo a arrogância com a humildade

A humildade, a honra e a coragem são a base do bom relacionamento entre as pessoas. Mas a arrogância, a desonra e a covardia são a causa de inimizades e conflitos. Nesta lição, veremos a relação entre a humildade e a arrogância à luz de alguns contrastes bastante didáticos e ilustrativos: o sábio e o insensato, o justo e o injusto, o rico e o pobre, o príncipe e o escravo. Em qual grupo você se encontra? É hora de aplicarmos à nossa vida as preciosas lições do livro de Provérbios.

I - O SÁBIO VERSUS O INSENSATO

1. Sabedoria e humildade. A sabedoria é entendida como a aplicação correta do conhecimento em nosso dia a dia. Em Provérbios, ela é vista como um antídoto contra a arrogância. Daí a insistência do sábio em que se busque adquirir a sabedoria (Pv 16.16). A sabedoria retratada em Provérbios demonstra ser eficaz contra a arrogância e a soberba, pois quem é sábio age com humildade (Pv 1 1.2).
Em o Novo Testamento, o apóstolo Paulo sabia dessa verdade e, por isso, orou para que o Senhor concedesse aos crentes '“espírito de sabedoria e de revelação” (Ef 1.1 7).

2. Insensatez, arrogância e altivez. Na visão de Provérbios, o arrogante é uma pessoa insensata e desprovida de qualquer lucidez e bom senso. Verdadeiramente, o arrogante está pronto a fazer o mal, pois age com soberba e altivez (Pv 6.1 8). É uma pessoa inexperiente, sem domínio próprio (Pv 25.28), ingênuo (Pv 27.1 2), sem bom-senso (Pv 27.7) e que se comporta como um animal ou um bêbado (Pv 26.3,9).
Por isso, o insensato não pode ser designado para um serviço (Pv 26.6,10). Ele é fanfarrão, preguiçoso e incorrigível (Pv 25.14; 26.1 1,1 3-26; 27.22). Sua presença é um perigo, pois além de falso e maldizente é ignorante (Pv 26.18- 22). Ele não age com a razão e não sabe controlar a própria vontade, sendo, portanto, uma abominação para o Senhor (Pv 1 6.5).[Leia aqui os subsídios desta lição!]

II - O JUSTO VERSUS O INJUSTO

1. Justiça e humildade. Em Provérbios, a humildade e a justiça são inseparáveis. Ali, o princípio de vida proposto pelo sábio é simples: quem é justo deve agir com humildade, quem é humilde deve agir com justiça. Salomão, ainda bem jovem, pediu humildemente sabedoria a Deus para governar Israel com justiça (1 Rs 3.7-10). Ele queria que a justiça alcançasse todo o seu reino (Pv 1.1-3).
A pessoa humilde e justa sabe que a justiça vem diretamente de Deus (Pv 29.26). Por isso, ela deve ser amorosa e sabiamente exercitada.

2. Injustiça e arrogância. A insensatez e a arrogância são categorias morais que aparecem associadas à prática da injustiça. Nenhum arrogante agirá com humildade e tampouco o injusto procederá com justiça. O arrogante possui uma escala de valores distorcida e não se dá conta dos malefícios das suas ações. O pior é que ele não possui humildade para reconhecer o fato.
A palavra hebraica para “arrogante” é gabahh, que significa orgulhoso, alto e exaltado. Por outro lado, o termo hebraico traduzido como “humildade” vem da raiz de um vocábulo que significa afligir, oprimir e humilhar. Na prática, a Bíblia nos mostra que quem se sente acima dos outros pode ser tentado a| pisá-los, oprimi-los e humilhá-los, e essas são atitudes impensáveis para um servo de Deus.


III - O RICO VERSUS O POBRE

1. Riqueza e arrogância. Uma primeira leitura de Provérbios deixa claro que Deus condena tanto a riqueza adquirida por meios injustos, como a pobreza gerada pela preguiça. Por isso, a riqueza pode ser fruto da justiça, e a pobreza, às vezes, resultado da indolência e do ócio (Pv 28.1 9,20; 29.3). Ninguém, portanto, deve ser elogiado meramente por ser pobre nem tampouco estigmatizado por ser rico. Salomão, contudo, sabe que os muitos bens do rico podem levá-lo à prepotência e à arrogância (Pv 1 8.23).
2. Pobreza e humildade. Devemos considerar, também, que "há um tipo de pobreza que é resultado de um determinado contexto sócio-histórico (Pv 28.6). Em Provérbios é evidente que os sábios demonstram uma preferência pelo pobre. Este, mesmo não tendo uma vida econômica confortável, age com integridade e justiça (Pv 28.11). Tal pobre é identificado como sábio, pois ele sabe que os valores divinos são melhores que as riquezas (Pv 22.1; 23.5).

IV - O PRÍNCIPE VERSUS O ESCRAVO

1. Realeza: arrogância e humildade. Quando o livro de Provérbios foi escrito, a nação de Israel era uma monarquia. Nesta, a figura do rei recebe destaque especial. Em Israel, isso não seria diferente. Salomão era rei e sabia que, para governar, precisava da sabedoria divina, a fim de discernir entre o bem e o mal (1 Rs 3.1-10). A sabedoria (Pv 17.7) e a sobriedade (Pv 31.4) são elementos indispensáveis ao rei para exercer a justiça e promover o bem-estar social de seu povo (Pv 29.4).
O governante que teme a Deus dará mais atenção ao pobre e ao humilde. Agindo assim, será abençoado perpetuamente (Pv 29.14). Mas o que não teme ao Senhor procederá arrogante e perversamente (Pv 29.2).

2. Escravidão: humildade e realeza. A verdade de Provérbios 17.2 se cumpriu quando Jeroboão, servo de Salomão, tornou-se príncipe das dez tribos do Norte de Israel (1 Rs 12.16- 25). Mas um sentido metafórico e interessante para destacarmos nesse texto é que as pessoas provenientes de uma condição humilde, quando agem com prudência, sobressaem-se aos arrogantes. Os que, porém, desprezam a humildade, quando chegam ao topo agem como os soberbos.
Um ditado popular descreve isso com precisão: "Dê poder ao homem e você saberá o seu verdadeiro caráter”. Tudo é uma questão de princípios, de atitudes e de caráter. Para que este se forme no indivíduo não depende da sua classe social, mas dos valores que lhe são germinados desde a mais tenra idade. Tudo é uma questão de princípios e de atitudes!
Que o pobre, ao tornar-se rico, não se esqueça de sua origem. Os seus valores lhe dirão o que ele se tornará: uma pessoa arrogante e egoísta ou alguém compassivo e generoso.[Curta-nos no Facebook!!!]

CONCLUSÃO

Na presente lição, vimos os contrastes entre o sábio e o insensato, entre o justo e o injusto, entre o rico e o pobre e entre o príncipe e o escravo. Estudamos também que a humildade ou a arrogância distinguirão uma pessoa da outra. A Bíblia nos orienta a cultivarmos a virtude da humildade e a rejeitarmos a arrogância, pois “Deus resiste aos soberbos, dá, porém, graça aos humildes” (Tg 4.6).

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