30/10/2013

(SE) Reforma, Protestante!

Estamos vivendo um clima de lembrança, um período de reflexões em torno do dia 31 de Outubro, por ocasião da Reforma Protestante. O evento histórico, que teve como seu principal nome Lutero, realmente precisa retornar ao início de tudo, rever onde tudo começou a dar errado, dentro da nossa própria concepção de Salvação, Fé, Vida com Deus e,pasmem, acerca da própria forma como enxergamos ao Cristo que [dizemos] ser nosso Salvador e Senhor. Não vou enumerar argumentos que comprovem a necessidade de um retorno às portas da Catedral de Wittenberg, e rever as 95 teses, antes, gostaria de propor outra reflexão não menos importante que a anterior,mas, aplicando o conceito da Reforma a nós mesmos, individualmente.

É fato que aquilo que é pregado atualmente por muitos não consta no genuíno Evangelho - isto é algo inegável! Mas, apesar de ser algo fruto das ideologias pastorais, não há como negar que os 'crentes' parecem buscar uma mensagem que se adeque a seus anseios. Já não se trata de ser moldado por uma verdade que o transformará, mas, dadas as diversas modalidades de 'evangelho' colocados à sua disposição, cabe a ele apenas escolher aquela que corresponde às suas expectativas. Na escolha (quero crer que seja uma escolha inconsciente...), são avaliados diversos fatores: se o conteúdo tem promessas de prosperidade, grau de comprometimento, crescimento e visibilidade, estrutura, conforto, distância, custo (ofertas, sacrifícios, campanhas, dízimos, trízimos,etc). Essa avaliação se dá no campo das generalidades, é uma análise geral daquilo que ele terá de dispor para servir na denominação escolhida, nesse ponto, a questão das ofertas - aqui apresentado como custo - parece que tem um papel não determinante na escolha. Ao que parece, o fiel está disposto a ofertar sem murmurar altas quantias desde que seu retorno seja garantido, sua voluntariedade em contribuir será mais intensa à medida que vivenciar mais milagres.

Essa geração de crentes não avalia somente os aspectos das generalidades,mas, tendo esta primeira análise, outras duas virão, estas sim terão mais peso em sua escolha. A questão seguinte é uma bem específica: o líder. Não parece que um indivíduo avaliará um pastor para decidir congregar ou não em determinado lugar,mas, é o que tem acontecido não poucas vezes. A figura do pastor, tida como uma liderança espiritual importante no nosso tempo, ora visto como aquele que tem o poder profético em suas mãos, de trazer,mediante a sua palavra, a existência do sobrenatural, ora visto simplesmente como um amigo de conversas informais, deve ter, necessariamente, algumas características: ser carismático, ter uma mensagem elaborada, saber ouvir, ter uma palavra doce, possuir o 'sim'. Todas estas exigências fazem parte do crente pós moderno para a sua figura de pastor ideal, haja vista ser este aquele que,para ele, terá 'poderes' sobre a sua vida. Então, tanto uma palavra impactante e com poderes terapêuticos quanto uma oração 'forte' são indispensáveis para nutrir este fiel, bem como ter sempre aquela famigerada promessa que garante ao seguidor um decreto de vitórias irrevogável, a qual nem mesmo Deus pode dizer não.

Por fim, após adquirir um pastor ideal, é preciso observar também quem anda pelo templo. Já não são aceitos cultos onde alguma coisa saia do normal, já não admite-se o sobrenatural nos cultos. A racionalidade deve ter lugar central nos cultos,isso todos sabemos,mas agora também a racionalidade também opera no Espírito Santo, segundo os nossos padrões 'teológicos', o Espírito atua ou não, dependendo daquilo que entendemos como certo ou errado, como conveniente ou inconveniente nos cultos. Bom, se o próprio Espírito Santo é regulado, nem preciso dizer que os congregados também serão objeto de análise! Mas com eles é menos rígido: somente uma boa olhada na cara dos 'irmãos' já dá para perceber se vai dar certo ou não. Outras coisas nessa terceira análise também são levadas em consideração, como por exemplo: renda média, hábitos, origens (é ex o quê?). Sobre estes três pontos, gostaria de expandi-los, vejamos:
  1. Renda Média: Alguém pode perguntar: "Mas como saber isto?", bom, a resposta é bem simples e clara e pode ser explicada da seguinte forma: Como se trata de uma análise, os detalhes são fundamentais; no inicio do culto,por exemplo, como a maioria chega à igreja? táxi, ônibus ou carro próprio? No decorrer do culto: Quais as marcas de roupas utilizadas (exclua aqueles que se apresentam no louvor, no púlpito, e os obreiros...)? e,ao final do culto: Aqueles que saíram de carro, qual é o ano/marca do automóvel? Após isto, o candidato a membro estará apto a saber a renda média daquela congregação;
  2. Hábitos: Quanto aos hábitos, não há muito que se falar, apenas leva-se em consideração situações comuns, como por exemplo, a educação dos membros, a recepção, a disciplina no culto, etc;
  3. Origens (É ex o quê?): Esse,é sem dúvida o pior, pois é uma visão sobre aqueles que formam aquela igreja. Por exemplo: Se a igreja é predominantemente formada por ex-católicos,  você até pode não gostar do catolicismo,mas, aceita pois não há grandes diferenças principalmente neste modelo de protestantismo de hoje em dia, aliás, há quem não identifique variações entre um e outro. Por outro lado, se a igreja é formada por ex-traficantes, ou ex-travestis, ou quem sabe por alguém que seja ex-presidiário, nem pensar em congregar ali! Dizemos que esta é a pior modalidade de análise pois é aquela que põe em dúvida a eficiência do sangue de Jesus Cristo na regeneração do pecador.


Esse é,infelizmente, o retrato de muitos daqueles que afirmam ter uma fé pautada nos ensinos de Cristo. Pessoas voltadas para o seu próprio bem-estar, inclinados a viver um evangelho que em nada interfere em suas vidas, algo que não tenha um poder transformador, uma vez que não há intenção nenhuma em mudar de vida! 

*Feliz Reforma!

Crédito(s)-Imagem: Tipografos.net

29/10/2013

EBD 2013: 4° Tri. Lição 5: O cuidado com aquilo que falamos

::Lição da Escola Bíblica Dominical a ser ministrada próximo domingo, dia 03/10/2013 em todas as Assembleias de Deus::

Provérbios e Tiago contêm as mais belas exposições sobre uma capacidade que apenas os seres humanos possuem: a fala. Na lição de hoje, analisaremos o que as Escrituras revelam sobre esse fascinante dom.
Num primeiro momento, estudaremos como o falar é tratado pelos autores sagrados. Em seguida, veremos os conselhos que Salomão e Tiago dão àqueles que verbalizam pensamentos, princípios e preceitos. O objetivo é mostrar como a literatura sapiencial bíblica toca num ponto sensível da vida humana, muitas vezes esquecido pelos cristãos: a devida e correta utilização das palavras.

I - O PODER DAS PALAVRAS

1. Palavras que matam. É evidente que, dependendo do contexto em que são faladas e por quem são pronunciadas, podem ferir ou até mesmo matar (Pv 18.21a). Este exemplo pode ser observado na vida conjugal, quando uma palavra ofensiva, ou injuriosa, dita por um cônjuge, ofende e magoa o outro. Se não houver perdão de ambas as partes, o relacionamento poderá deteriorar-se (Pv 15.1).

2. Palavras que vivificam. A palavra hebraica dobar significa palavra, fala, declaração, discurso, dito, promessa, ordem. Os temas contemplados pelo uso desses termos são, na maioria das vezes, valores morais e éticos. Salomão tem consciência da importância das palavras e, por isso, afirma: “O sábio de coração será chamado prudente, e a doçura dos lábios aumentará o ensino” (Pv 1 6.21).[Você já falou como um profeta de Deus? clique e leia mais!]

II - CUIDADOS COM A LÍNGUA

1. Evitando a tagarelice. Há um provérbio muito popular que diz: “Quem fala o que quer, ouve o que não quer”. Este ditado revela a maneira imprudente de se falar, algo bem próprio do tagarela. Este personagem está presente na tradução do hebraico batah: pessoa que fala irrefletida e impensadamente.
Não basta dizer: “Pronto, falei!” É preciso medir as consequências do que se fala. E a melhor forma de fazer isso é compreender que na “multidão de palavras não falta transgressão, mas o que modera os seus lábios é prudente” (Pv 10.19). Salomão tinha essa consciência (Pv 1 3.3).

2. Evitando a maledicência. O livro de Provérbios também apresenta conselhos sobre a maledicência. Ali, a palavra aparece como sendo a sétima abominação, isto é, o ponto máximo de uma lista de atitudes que o Senhor odeia (Pv 6.16-19). O Senhor “abomina” (do hebraico to’ebah) a maledicência ou a contenda entre irmãos. No original, “abominar” significa “sentir nojo de” e pode se referir a coisas de natureza física, ritual ou ética. Deus se enoja de intrigas entre irmãos. É a mesma palavra usada para descrever coisas abomináveis ao Senhor, tais como a idolatria (Dt 7.25), o homossexualismo (Lv 18.22-30) e os sacrifícios humanos (Lv 18.21)! [Confira os subsídios desta lição aqui!]

III - O BOM USO DA LÍNGUA

1. Quando a língua edifica o próximo. Como servos de Deus, somos desafiados a usar nossas palavras como um meio para ajudar nossos irmãos, através de exortações, bons conselhos e também através do ensino da Palavra de Deus e de seus princípios (1 Co 14.26).

2. Nossa língua adorando a Deus. O melhor uso que se pode fazer da palavra é quando a empregamos para dirigir-nos a Deus em adoração. Todo crente fiel sabe disso, ou deveria saber (Pv 10.32). O Senhor se agrada dos sacrifícios de louvor (Hb 13.15). Esse é o segredo para uma vida frutífera e agradável ao Senhor (Ef 5.19,20). Não nos esqueçamos, pois, da maior vocação de nossa língua: louvar e exaltar a Deus.[leia também as respostas desta lição!]

IV - SALOMÃO E TIAGO

::Só no Blog Verdade Profética você tem acesso a todo o conteúdo da EBD::Respostas da lição 5      Subsídios             Comentário adicional

1. Uma palavra ao aluno. Abundante no livro de Provérbios, a expressão hebraica shama Beni ocorre 21 vezes com o sentido de “ouvi filho meu”. Não há dúvida de que o emprego de tal linguagem revela o amor de uma pessoa mais experiente, dirigindo-se a outra ainda imatura. É alguém sábio e experimentado na vida, passando tudo o que sabe e o que vivenciou ao seu aprendiz (Pv 1.8,10,15; 3.1,21; 5.1,20; 7.1). São mais de trezentos conselhos como regra do bom viver. Segui-los significa achar o bem, e não segui-los é encontrar-se com o mal.

2. Uma palavra aos mestres. Se por um lado Salomão se dirigiu ao discípulo (do hebraico: filho, aluno), por outro lado Tiago falou àqueles que querem ser mestres. Os que pregam e ensinam a Palavra de Deus têm de falar somente o que convém à sã doutrina (Tt 2.1).
Em sua epístola, Tiago utiliza símbolos extraídos do cotidiano, mas carregados de significado: a) Freios: Assim como o freio controla o animal, deve o crente refrear e controlar a sua língua; b) Leme: Se o leme conduz o navio ao porto desejado, deve o crente dirigir o seu falar para enaltecer a Deus; c) Fogo: Uma língua sem freios e fora de controle queima como fogo. Por isso, mantenhamos a nossa língua sob o domínio do Espírito Santo; d) Mundo: A língua pode se tornar um universo de coisas ruins. Então, o que fazer? Transformá-la num manancial de coisas boas; e) Veneno: O perigo reside em alguém possuir uma língua grande e ferina e, portanto, venenosa, f) Fonte: Como fonte, a língua deve jorrar coisas próprias à edificação; g) Árvore: A boca do crente, por conseguinte, deve produzir bons frutos. Portanto, usemos as nossas palavras para a glória de Deus (Tg 3.1 -1 2). [Gostou do Blog? Recomende esta postagem no Google+, no Facebook e nos outros canais ao final desta postagem!!]

CONCLUSÃO

Vimos nesta lição os conselhos dos sábios sobre o bom uso da língua. A linguagem, como algo peculiar ao ser humano, é muito preciosa para ser usada iniquamente. Não permitamos, pois, que a nossa língua seja instrumento de um dos pecados que Deus mais abomina: a disseminação de contendas entre os irmãos. À luz da Palavra de Deus, somos encorajados a andar em união, harmonia e paz. Portanto, com a nossa língua abençoemos o nosso semelhante, pois assim fazendo, bendiremos também ao Senhor nosso Deus.[Curta-nos também no Facebook aqui!!]

Respostas da Lição 5: O cuidado com aquilo que falamos

1. Dependendo do contexto em que são faladas, e por quem são pronunciadas, o que as palavras podem fazer? Dê um exemplo.
R: Podem matar uma pessoa. Por exemplo, na vida conjugal quando o cônjuge ofende e magoa o outro através das palavras.

2. Segundo a tradução do termo hebraico batah, o que significa tagarela?
R: Pessoa que fala irrefletida e impensadamente.

3. Qual atitude o Senhor abomina segundo o livro de Provérbios?
R: A maledicência ou a contenda entre irmãos.

4. Como servos de Deus, o que somos desafiados a fazer com nossas palavras?
R: Usá-las como um meio para ajudar nossos irmãos.

5. Se por um lado, em Provérbios, Salomão se referiu aos discípulos, a quem Tiago se dirigiu?
R: Aos mestres, aqueles que labutam no ensino.

Subsídios da Lição 5: O cuidado com aquilo que falamos

Subsídio I

“DISCIPLINA DA LÍNGUA

Que poder tem a palavra escrita ou falada! Nações se ergueram, e nações caíram pela língua. Vidas foram enaltecidas e rebaixadas pelo falar humano. A bondade flui como um doce rio de nossas bocas, da mesma forma, o esgoto. A pequena língua, sem dúvida, é uma força poderosa.

[...] Tiago, o irmão do Senhor, entendia isto tão bem, quanto qualquer homem na história e, através do uso de analogias gráficas, ele nos deu a mais penetrante exposição sobre a língua do que qualquer texto literário, seja secular ou sagrado [...] (Tg 3.3-5).

[...] A principal preocupação de Tiago é com o poder destrutivo da língua, e isto produz uma das mais provocantes declarações: ‘Vede como uma fagulha põe em brasa tão grande selva! Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo e contamina o corpo inteiro e não só contamina e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como é posta ela mesma em chamas pelo inferno (vv.5,6)” 


(HUGHES, R. Kent. Disciplinas do Homem Cristão. 3.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, pp.l 26-27).

Subsídio II

“Abençoando o Malfeitor

Fazer o bem àqueles que nos fizeram mal envolve tanto palavras quanto atos, tanto bênçãos quanto servir. John Stott afirma: ‘Na nova comunidade de Jesus as maldições devem ser substituídas por bênçãos; a malícia, por oração; e a vingança, por serviço. De fato, a oração purga o coração da malícia; os lábios que abençoam não podem, ao mesmo tempo, amaldiçoar; e a mão ocupada com serviços fica impedida de se ocupar com vingança’.

No entanto, deixemos claro que na prática, conquistar o mal com o bem envolve muitas vezes a obstinação e a dureza que vai contra nossas concepções sentimentalizadas da bondade. A fim de verdadeiramente fazermos o bem para alguém implicará dar o que mais precisa - não necessariamente o que ele quer. Por exemplo, fazer o bem para um pai ameaçador e ditatorial que insiste em controlar seu filho adulto pode significar resistir a ele e se recusar a ceder a suas exigências. Por outro lado, no caso de uma mãe fraca e indecisa fazer o bem significa se recusar a tomar qualquer atitude a fim de que ela seja forçada a tomar suas decisões. Como Aílender e Longman sugerem: ‘Em muitos casos, um amor [tão] corajoso muitas vezes enerva, fere, perturba e compele a pessoa amada a lidar com as enfermidades interiores que estão roubando a alegria dela e dos outros’.

Esse tipo de amor vigoroso é exemplificado na última frase da passagem de Provérbios citada por Paulo. A frase diz que ao dar comida e bebida a nossos inimigos amontoa-se ‘brasas de fogo sobre a [nossa] cabeça’ (Rm 1 2.20). Embora isso possa nos parecer um ato pouco amigável, nos tempos bíblicos, essa era uma figura de linguagem para dizer que isso traz um profundo sentimento de vergonha a seus inimigos, não a fim de ofendê-los ou humilhá-los, mas para levá-los ao arrependimento e à reconciliação” 

(SEAMANDS, Stephen. Feridas que Curam: Levando Nossos Sofrimentos à Cruz. I. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp.l 66-67).

Você já falou como um oráculo de Deus?

O que aconteceria se nos tornássemos indivíduos que oram sem cessar e buscam a presença de Deus de maneira apaixonada? Poderíamos nos flagrar falando como oráculos de Deus e porta-vozes da vontade divina! O leitor acha que estou inventando esse conceito ou criando uma doutrina nova e estranha? Eu nunca faria isso. Foi o apóstolo Pedro que disse: 

"...servindo uns aos outros conforme o dom que cada um recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.
 Se alguém fala, fale como entregando oráculos de Deus; se alguém ministra, ministre segundo a força que Deus concede; para que em tudo Deus seja glorificado por meio de Jesus Cristo, ma quem pertencem a glória e o domínio para todo o sempre. Amém." (1 Pedro 4.10-11)


Pedro e João tiveram experiência com a 'oração de declaração' no dia em que encontraram um aleijado na porta Formosa do templo de Herodes, em Jerusalém. Naquele momento, não fizeram uma prece pela cura do homem, embora isso seja perfeitamente bíblico e aceitável. Também não pediram que Deus lhes desse sabedoria, porque já sabiam qual era a vontade do Senhor naquela ocasião. O Espírito Santo transformara seu coração e tomara sua vida.

Pedro fitou aquele pedinte profissional, estendeu a mão e disse, numa declaração divina: "não possuo prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno,anda! E, tomando-o pela mão direita, o levantou; imediatamente, os seus pés e tornozelos se firmaram."(Atos 3.6,7).

TENNEY, Tommy.Orações dos Caçadores de Deus, p.65,66. Editora Betânia.

23/10/2013

Lidando de forma correta com o dinheiro (EBD 2013): Recomendações


Recomendações quanto ao uso do dinheiro. Podemos enumerar algumas recomendações que o crente deve levar em consideração quando estiver utilizando o seu dinheiro. Vejamos:

Reconhecer que tudo é de Deus, e devolver-Lhe principalmente o dízimo (Gn 14.18-20; Ag 1; Ml 3.8-11). As primícias da nossa fazenda devem ser trazidas ao Senhor (Pv 3.9);

 O dinheiro serve, em segundo lugar, para prover o sustento familiar (I Tm 5.8);

 O dinheiro deve ser adquirido mediante trabalho e ganho honestos (Pv 6.6-11, 2 Ts 3.10-12);

 Não entrar em dívidas (Pv 22.7; Rm 13.8);

 Não colocar o coração no dinheiro ou nas coisas materiais (Pv 23.1-5; 28.22, Mt 6.19-21; I Tm 6.9,10);

 Não viver ansioso ou preocupado com questões financeiras (Mt 6.25-33; Fl 4.6-7, 1 Pe 5.7);

 Não ser avarento (Ec 5.10; Lc 12.15; Cl 3.5);

 Planeje os gastos. Faça um orçamento e evite gastar desnecessariamente. Cuidado com financiamentos, cartões de crédito, cheque especial e ofertas de agiotas, que cobram juros muito maiores do que os das próprias instituições financeiras (Pv 24.27; Lc 14.28-30);

 Economizar é preciso. Evite desperdícios (Pv 18.9; 21.20). Devemos guardar dinheiro para eventuais emergências (Pv 27.18);

 Ser sensível em relação às necessidades dos outros (Lc 3.11, Rm 12.13; II Co 8; I Tm 6.17,18; Tg 2.14-17). Mas é bom sondar antes de ajudar, para não corrermos o risco de alimentarmos o preguiçoso (Pv 6.6-11; 2 Ts 3.6-16).


22/10/2013

EBD 2013 - 4° Tri: Lição 04: Lidando de forma correta com o dinheiro

Guerras, assassinatos, fomes e violência. Tanto no passado como no presente, podemos afirmar que boa parte desses males tem como causa primária o amor ao dinheiro. De fato, é o que as Escrituras afirmam em 1 Timóteo 6.10. Já vimos que ser rico e possuir bens não é errado, pois “a bênção do senhor é que enriquece” (Pv 10.22).Todavia, amar o dinheiro significa torná-lo nosso senhor em vez de nosso servo. Isto traz um grande mal, pois na condição de senhor o dinheiro torna-se um tirano cruel.Por isso, nesta lição, aprenderemos como usar o dinheiro de forma que ele venha a glorificar a Deus.

I - O CUIDADO COM AS FIANÇAS E EMPRÉSTIMOS

1. O Fiador. O Dicionário Aurélio define o fiador como “aquele que fia ou abona alguém, responsabilizando-se pelo cumprimento de obrigações do abonado; aquele que presta fiança”. O crente deve ter cuidado ao afiançar ou avalizar alguém, pois como diz o sábio, poderá sofrer “severamente aquele que fica por fiador do estranho” (Pv 11.15).Tenha cuidado com o cartão de crédito e com o famoso “cheque emprestado”. Este último se não houver fundos para cobri-lo, na data da apresentação, você será cadastrado na lista de emitentes de cheques sem fundos. Siga a recomendação do sábio, evite esse tipo de problema e esteja “seguro” (Pv 11.15).

2. Empréstimo. O Dicionário Aurélio auxilia-nos também na definição do termo emprestar: “Confiar a alguém (certa soma de dinheiro, ou certa coisa), gratuitamente ou não, para que faça uso delas durante certo tempo, restituindo depois ao dono”. Sobre isso, o conselho encontrado em Provérbios é atualíssimo: “Não estejas entre os que dão as mãos e entre os que ficam por fiadores de dívidas. Se não tens com que pagar, por que tirariam a tua cama de debaixo de ti?” (Pv 22.26,27).
Não há nada de errado em emprestar, ou tomar emprestado, desde que se cumpra o compromisso firmado. Comprou? Pague! Tomou emprestado? Devolva! Quem compra e não paga, toma emprestado e não devolve, age desonestamente para com a pessoa que lhe deu crédito e desonra o nome do Senhor. [Leia também os subsídios desta lição aqui!]

II-O CUIDADO COM O LUCRO FÁCIL

1. Evitando a usura. A prática de emprestar dinheiro a juros é bem antiga. Para Milton C. Ficher, erudito em Antigo Testamento, a legislação de Deuteronômio 23.19,20 já proibia a prática de se “emprestar com usura” (“juros” na ARA). Mas não apenas dinheiro, também comida e "qualquer coisa que se empreste à usura”.
Os termos hebraicos neshek e nashak aludem a qualquer tipo de cobrança abusiva feita por ocasião do pagamento da dívida. O princípio de não cobrar juros aos seus irmãos devia ser observado pela nação israelita. Sobre isso e acerca de quem habitaria o tabernáculo do Altíssimo, Davi advertiu solenemente (SI 15.5).A legislação brasileira prevê que o crime de usura, ou agiotagem, ocorre quando os juros cobrados por particulares forem maiores que os praticados pelo Mercado Financeiro e permitido por lei. Portanto, agiotagem é crime! É pecado!

2. Evitando o suborno. De acordo com os léxicos, subornar é “dar dinheiro ou outros valores a, para conseguir coisa oposta à justiça, ao dever ou à moral”. Subornar é corromper para ganhar vantagens. A imprensa veicula constantemente exemplos de pessoas que receberam suborno quando deveriam zelar pelo cumprimento de suas obrigações.
A Palavra de Deus afirma que aquele que aceita suborno secretamente perverte o caminho da justiça (Pv 17.23). O cristão não pode aceitar suborno nem muito menos pagá-lo, pois ele anda na luz e precisa honrar a Deus em todas as áreas de sua vida. A prática do suborno é uma perigosa armadilha. O que se ; apresenta como lucro hoje, amanhã se revelará numa perda irreparável. Por isso, atentemos ao conselho de Provérbios (Pv 17.23 — ARA).[Confira as respostas aqui!]

III - O USO CORRETO DO DINHEIRO

1. Para promover valores espirituais. Um dos melhores conselhos sobre a promoção dos valores espirituais pode ser encontrado em Provérbios: “Compra a verdade e não a vendas; sim, a sabedoria, e a disciplina, e a prudência” (Pv 23.23). Aquilo que é eterno custa caro e, por isso, poucos têm interesse nesse investimento.Para Judas foi mais fácil vender Jesus do que se desfazer de sua cobiça. O mesmo aconteceu com os irmãos de José. Venderam-no para o Egito por um punhado de dinheiro (Gn 37.1-36). Hoje, muitos crentes estão negociando a sua herança espiritual e moral, trocando-a por coisas pecaminosas. Por que não investir o dinheiro naquilo que promove a sabedoria, a instrução e o conhecimento? Cuidado! Não desperdice o seu salário com futilidades. Adquira somente o que glorifica a Deus e honra o Evangelho de Cristo.

2. Para promover o bem-estar social. Para o pobre, o dinheiro mal dá para suprir as necessidades mais elementares e básicas. Felizmente, o dinheiro não é o único valor que realmente conta, pois “melhor é o pobre que anda na sua sinceridade do que o de caminhos perversos, ainda que seja rico” (Pv 28.6). Entretanto, há muitos crentes com dinheiro, e muito dinheiro, mas que não o utilizam para honrara Deus e ajudar ao próximo. Eles não trazem os seus dízimos à Casa do Senhor, não ofertam, não contribuem com a obra missionária, não investem em obras sociais e nem do bem-estar da própria família cuidam. A estes as Escrituras chamam de insensatos (Pv 17.16 - ARA). Os tais ainda não leram o conselho do sábio: “Porque as riquezas não duram para sempre; e duraria a coroa de geração em geração?” (Pv 27.24). Quando morrerem, outros irão usufruir o que eles deixarem!

IV - BUSCANDO O EQUILÍBRIO FINANCEIRO

1. Buscando a suficiência. Em Provérbios 30.8,9, o sábio ensina o sentido de ter uma vida financeira suficiente, isto é, nem pobreza nem riqueza. Esse ponto de equilíbrio define bem o que é ter uma vida próspera na perspectiva bíblica. É ter a suficiência, como ensinou o apóstolo Paulo (Fp 4.19). Essa suficiência mantém nossa vida equilibrada. Ela não permite o muito tornar-se excesso nem o pouco virar escassez. Atentemos ao conselho do sábio!

2. Buscando o que é virtuoso. Para o sábio, há coisas que superam o valor do dinheiro: “Bem- -aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento. Porque melhor é a sua mercadoria do que a mercadoria de prata, e a sua renda do que o ouro mais fino. Mais preciosa é do que os rubins; e tudo o que podes desejar não se pode comparar a ela” (Pv 3.13-15).A sabedoria, como bem espiritual, em muito supera o dinheiro, pois para o sábio, a riqueza do verdadeiro saber não se compara com a mais bela e cobiçada joia. É incomparável o seu valor (Pv 8.11). Diz ainda Salomão: “Mais digno de ser escolhido é o bom nome do que as muitas riquezas; e a graça é melhor do que a riqueza e o ouro” (Pv 22.1).[Não saia sem curtir nossa fan page no Facebook!]

CONCLUSÃO

A presente lição mostrou que, embora o dinheiro seja algo essencial à vida, não é o mais importante. Há outros valores mais importantes do que ele. É necessário, portanto, buscarmos um viver equilibrado como resultado da obediência aos princípios da Palavra de Deus. Em Cristo, o centro de toda revelação bíblica, temos toda a suficiência de que precisamos. Aleluia!

Respostas da Lição 04: Lidando de forma correta com o dinheiro

1. Defina o termo fiador.
R: Aquele que fia ou abona alguém, responsabilizando-se pelo cumprimento de obrigações do abonado; aquele que presta fiança.

2. Por que devemos ter cuidado com o cartão de crédito e com o cheque emprestado?
R: Porque se não houver fundos para cobrir os valores a pessoa será enquadrada na lista de emitentes de cheques sem fundo.

3. Em relação à cobrança abusiva de juros, qual princípio deveria ser observado pela nação israelita?
R: O princípio de não cobrar juros aos seus irmãos.

4. O dinheiro é realmente o único valor que conta? Por quê?
R: O dinheiro não é o único valor que realmente conta, pois “melhor é o pobre que anda na sua sinceridade do que o de caminhos perversos, ainda que seja rico” (Pv 28.6).

5. Para o sábio, a sabedoria era um bem espiritual muito superior ao dinheiro. Por quê?
R: Porque, para o sábio, a riqueza do verdadeiro saber não se compara com a mais bela e cobiçada joia.

Subsídios da Lição 04: Lidando de forma correta com o dinheiro

Subsídio Vida Cristã
“Trata do Crédito com Cuidado

As intermináveis pressões de ‘mês mais comprido que o dinheiro’ é o bastante para separar famílias. Mas, em alguns casos, ter mais dinheiro não é solução. Devemos começar a administrar corretamente o que temos. O marido e a esposa têm de trabalhar juntos (e haverá o tempo e o lugar para envolver os filhos). Olhe além dos pagamentos mensais. Faça uma imagem mental de toda a dívida em destaque. Damos graças a Deus porque uma taxa de crédito nos permitirá tomar dinheiro emprestado, mas não nos enganemos: os juros serão altos. Cartões de crédito têm sido a ruína de muitos lares. Melhor deixar de comprar a crédito, a menos que tenha disciplina e limite. Abandone o uso de cartões de crédito, se você sabe que não haverá dinheiro para pagar. Pague suas contas no vencimento. Quando os pagamentos não puderem ser efetuados, comunique ao credor” 

(Manual Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais. 3.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.146).

Subsídio Vida Cristã II
“É um Mundo Consumista

‘E o que há de errado com isto?’, você pode estar se perguntado. Talvez você pense que eu queira persuadi-lo a vender tudo o que tem e ir viver nas montanhas feito eremita. Relaxe, eu não pretendo fazer isto! Nem estou tentando fazê-lo sentir-se culpado por ter uma lista de ‘coisas a comprar’ guardada na gaveta de cômoda.

Não. Não é nada disso.

O que estou tentando dizer é que o problema está em ser acometido pela síndrome do ‘adquira-e-possua’ de nossa cultura, em viver para ter e ter para viver, em ter uma casa cheia de 'coisas’ — todas estas coisas raramente satisfazem. A batedeira que você almejava desde 1987 rapidamente perderá seu brilho. E logo logo você estará procurando ‘mais uma coisinha’ para equipar sua cozinha. A casa de quatro quartos com piscina e churrasqueira na qual você depositou todas as suas economias, em algum momento perderá seu brilho também.

E quanto mais ficamos fascinados com as coisas novas que brilham à nossa volta, mais espaço, energia, tempo e dinheiro será necessário para manter o vício do consumo!

Coisas e Caos

Ilyce Glink, uma planejadora financeira [...], faz a seguinte observação:
Quando você compra uma casa grande para acomodar suas coisas, você paga altas taxas, altas contas de luz, altas contas de gás e uma hipoteca maior; somando-se ainda tudo o que estas coisas exigem de custos de manutenção!
Manter ou expandir as coisas que você já tem toma muito dinheiro e tempo. E não estou falando apenas de casas. Coisas simples como uma placa de memória com maior capacidade de armazenamento para o computador do seu filho. Ou ‘coisas’ como férias de família. Apenas visitar um parque temático já o deixa sem algumas centenas de dólares hoje em dia. E Disneylândia? Bem, é mais fácil ganhar uma medalha de ouro olímpica do que passar as férias lá! Agora, eu imagino que muitos dos leitores ganham consideravelmente mais dólares do que eu e Rick. Outros de vocês mantêm família com salário mínimo. Não é minha intenção fazer um debate entre classes aqui. Pelo contrário, quero chamar sua atenção de perdedor financeiro para um simples fato: muitos de nós estamos nadando em dívidas e vivendo um caos conjugal como resultado de nada menos que uma necessidade descontrolada de possuir e acumular coisas. A verdade é que o caos em nosso casamento poderia ter fim se nós simplesmente parássemos de acumular e começássemos a estar satisfeitos com as coisas que já temos” 

(BARNHILL, Julie Ann. Antes que as Dívidas nos Separem, l. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.70-1).

17/10/2013

EBD: Resumo Geral da Lição 03: Trabalho e Prosperidade


Segue o resumo geral da lição que será ministrada dia 20 de Outubro de 2013 na Escola Dominical: 

I - A METÁFORA DO CELEIRO E DO LAGAR (Pv 3.9,10): No texto em questão, o sábio utiliza-se de uma metáfora para apresentar a vida abundante que haverá naqueles que obedecem a Deus (Dt. 28.8),  honrando-o. No mesmo texto,porém, há uma clara distinção entre o resultado financeiro ocasionado pelo esforço, e aquilo que é a genuína prosperidade, isto é, neste sentido, a prosperidade é tida como resultado da ação direta de Deus e não algo fruto de nossas ações unicamente (Pv.10.22). 

II - A METÁFORA DA FORMIGA (Pv 6.6-11): Outra metáfora que,desta vez, aponta para duas questões fundamentais a respeito das formigas: (a) sabem poupar e (b) são autônomas. No item (a), quando o texto fala de "vai ter com a formiga", o real sentido da palavra hebraica quer transmitir o "mover-se", ou seja, tomar uma atitude na vida (Pv.6.6). E, como no verão elas preparam a sua comida, o cristão também deve poupar seus recursos para o momento do "inverno" (Pv. 30.25). E, em (b), note-se que as formigas não possuem nenhum superior e,mesmo assim, sabe suas obrigações e não foge delas (Pv. 6.7,8).

III - A METÁFORA DO LEÃO (Pv 22.13; 26.13): O autor também utiliza-se de um argumento muito interessante para identificar o preguiçoso: a figura do leão. Isso em dois momentos (22.13 e 26.13), com o mesmo sentido de uma fuga, uma desculpa do indivíduo para não ir ao trabalho, dizendo que não irá pois há algo no caminho, há um 'leão' do lado de fora.

IV - O TRABALHO E A METÁFORA DOS ESPINHEIROS (Pv 24.30-34): Como também possui uma dimensão espiritual, como visto anteriormente no item I, o trabalho demonstra espiritualidade, uma vez que o autor diz que aqueles que são preguiçosos, não têm entendimento,no original esta palavra quer transmitir algo muito mais profundo, como relacionando-os a coração, entendimento e mente; a idéia é mostrar o que há no interior do homem, ou seja, a espiritualidade. O trabalho demonstra,então, espiritualidade (Ef. 4.28; 2Ts. 3.10). A análise do sábio sobre a inércia do preguiçoso, que favoreceu o nascimento de espinheiros dentro da plantação, é uma forma de ironizar o ócio dele (Pv 24.33,34), também para mostrar que de braços cruzados ninguém prospera! 

CONCLUSÃO: O trabalho dignifica o homem e é por isso que devemos levá-lo a sério. Trabalhando, alcançaremos a verdadeira e bíblica prosperidade.

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Respostas:

1. O que representam as metáforas do lagar e do celeiro?
R: Representa uma vida abundante.

2. Qual a exortação do sábio na metáfora da formiga?
R: Termos uma atitude prudente diante da realidade da vida.

3. Segundo o erudito Derek Kidner, qual o contraste entre as formigas e o preguiçoso?
R: A formiga não precisa de fiscal, enquanto o preguiçoso precisa ser advertido o tempo todo.

4. Segundo Matthew Henry, por que não elevemos temer "o leão do trabalho”? 
R: Esse “leão" é fruto da imaginação do preguiçoso e só serve para reforçar a sua inércia.

5. De acordo com a conclusão da lição, elabore uma frase ressaltando a visão bíblica e equilibrada entre o trabalho, Deus, a família e o lazer.
R: Resposta pessoal.

14/10/2013

EBD 2013: 4 Tri: Lição 03 - Trabalho e Prosperidade

Lição 03 da Escola Bíblica Dominical, a ser ministrada dia 20/ Outubro/ 2013 em todas as Assembléias de Deus no Brasil:

Nas lições anteriores, aprendemos que um provérbio bíblico utiliza a linguagem metafórica para expressar o seu real significado. De fato a palavra hebraica machal — traduzida em nossas Bíblias como provérbio —, possui um leque de significados: parábola, comparação, alegoria, fábula, provérbio, dito enigmático, símbolo, argumentação ou apologia. Tais recursos linguísticos permeiam todo o livro dos Provérbios.Na lição de hoje, veremos algumas das metáforas usadas pelos sábios para tratar da natureza do trabalho e sua importância. Elas revelam que o labor é uma condição necessária à expressão humana. Ao observarmos o campo, a imagem de um animal ou mesmo a atividade dos insetos, aprenderemos acerca da grandeza do trabalho. Era dessa forma que os sábios da antiguidade ensinavam, pois quando se entende tais metáforas, compreende-se melhor a natureza do trabalho.

I - A METÁFORA DO CELEIRO E DO LAGAR (Pv 3.9,10)

1 A dádiva que faz prosperar. Em Provérbios 3.9,10, está escrito que devemos honrar ao Senhor com nossas posses e com o melhor de nossa renda. Tal atitude, segundo o sábio, fará com que os nossos “celeiros” se encham abundantemente e que trasbordem de mosto os nossos “lagares”. O celeiro e o lagar transbordantes são metáforas que representam uma vida abundante! O celeiro, tradução do hebraico asam, é o lugar onde se deposita a produção de grãos. Quando transbordava era sinal de casa farta! Vemos isso nas bênçãos decorrentes da obediência (Dt 28.8). Mas o conselho do sábio mostra que isso só é possível quando há generosidade em fazermos a vontade de Deus.

2. A bênção que enriquece. No mesmo texto, Salomão fala dos bens e da renda adquiridos como fruto do trabalho. Mas a verdadeira prosperidade não vem apenas de nosso esforço, mas principalmente do resultado direto da bênção do Senhor. É exatamente isso o que diz o sábio em Provérbios 10.22.
O celeiro e o lagar somente se encherão e trasbordarão quando a bênção de Deus estiver neles. É a bênção divina que faz a distinção entre ter posses e ser verdadeiramente próspero, pois é possível ser rico, mas não ser feliz. A prosperidade integral só é possível com a presença de Deus em nossa vida.


II - A METÁFORA DA FORMIGA (Pv 6.6-11)

1. As formigas sabem poupar. Na metáfora da formiga, o sábio nos exorta a tomarmos uma atitude prudente diante da realidade da vida: “Vai ter com a formiga”.
A palavra hebraica usada aqui é yalak, e possui o sentido de “mover- se”, tomar uma atitude na vida (Pv 6.6)! Até os insetos podem nos dar lições sobre o trabalho! Mas não é , apenas isso que aprendemos com as formigas. Ainda em Provérbios, o sábio Agur invoca o exemplo desses pequenos insetos (Pv 30.25). As formigas possuem uma noção sofisticada de trabalho — “no verão [elas] preparam a sua comida”. Isto é, as formigas sabem poupar! Elas não apenas trabalham, mas também poupam. O cristão deve aprender igualmente a poupar recursos para eventualidades futuras.

2. As formigas sabem ser autônomas. O texto de Provérbios diz que a formiga, mesmo “não tendo superior, nem oficial, nem dominador, prepara no verão o seu pão; na sega ajunta o seu mantimento” (Pv 6.7,8).
As formigas também são responsáveis e trabalham sem serem vigiadas. O erudito Derek Kidner observa o contraste entre elas e o preguiçoso, quando informa que a formiga não precisa de fiscal, enquanto o preguiçoso precisa ser advertido o tempo todo. A formiga discerne os tempos, o preguiçoso não! [Leia também o post: "Jesus e as Riquezas - Lucas 12.13-21" aqui!]

III - A METÁFORA DO LEÃO (Pv 22.13; 26.13)

1. Conhecendo o leão. A metáfora do leão se encontra em duas passagens do livro de Provérbios (22.13 e 26.13). Há uma pequena variante nesses provérbios, mas o sentido é o mesmo — o preguiçoso sempre arranja uma desculpa para fugir do trabalho! Ora o leão está “lá fora”, ora está “no caminho” e ora está “nas ruas!”. O leão é o mais forte dos animais, e a sua presença causa medo. O fato de o preguiçoso ver o trabalho como um leão significa que ele o encara como uma realidade difícil de ser enfrentada. Tem medo do trabalho, assim como tem medo do leão! É desnecessário dizer que essa é uma visão completamente equivocada do labor.[Confira os subsídios aqui!]

2. Matando o leão. Há alguns provérbios populares que expressam um sentido semelhante aos provérbios estudados acima. Por exemplo: “a vida é dura para quem é mole”; “matando um leão por dia”. Tais ditos populares revelam que a vida pode ser difícil, dura, mas tem de ser enfrentada.
Não adianta ficar com medo do leão! O pastor Matthew Henry observa que esse “leão” é fruto da imaginação do preguiçoso e só serve para reforçara sua inércia. Se há um leão lá fora, é o leão do qual falou o apóstolo Pedro, e ele está rugindo em busca de quem possa devorar (1 Pe 5.8). O preguiçoso será a sua principal presa!

IV - O TRABALHO E A METÁFORA DOS ESPINHEIROS (Pv 24.30-34)

1. Trabalho, prosperidade e espiritualidade! Já vimos que o trabalho possui também uma dimensão espiritual (Pv 3.9). Isso vai de encontro àquilo que pensa o senso comum acerca do trabalho. A ideia que ficou associada ao trabalho é a de que ele é algo meramente material e totalmente destituído de valor espiritual. Mas não é assim que pensa o sábio (Pv 24.30). Quando ele viu o campo do preguiçoso totalmente abandonado, cheio de espinheiros, a primeira sensação que teve foi de um “homem falto de entendimento”.É interessante observarmos que, no hebraico, essa expressão vem carregada de valores espirituais. A palavra hebraica usada para “entendimento” é leb, significando coração, entendimento e mente. A ideia é mostrar o que há no interior do homem — a espiritualidade. Andrew Bowling, especialista em hebraico bíblico, destaca que esse vocábulo é usado para indicar as funções imateriais da personalidade humana. Portanto, o trabalho é algo extremamente espiritual. Ninguém será menos crente porque trabalha, aliás, a verdade é justamente o contrário (Ef 4.28; 2 Ts 3.10)!

2. Trabalho, ócio e lazer. A análise do sábio sobre a inércia do preguiçoso, que favoreceu o nascimento de espinheiros dentro da plantação, é uma forma de ironizar o ócio dele (Pv 24.33,34). Não dá para prosperar mantendo-se de braços cruzados, e muito menos ficando eternamente em repouso! É preciso se mexer. Todavia, esse é apenas um aspecto da questão, pois quem trabalha precisa de descanso e também de lazer! Deus criou o princípio do descanso semanal (Gn 2.2). Precisamos, inclusive, de tempo livre para estarmos a sós com Deus e com a nossa família. [Confira as respostas desta lição, clicando aqui!]

CONCLUSÃO

O trabalho dignifica o homem e é por isso que devemos levá-lo a sério. Trabalhando, alcançaremos a verdadeira e bíblica prosperidade.Essa recomendação é valida também para os obreiros, pois se não tiverem cuidado, acabarão por mergulhar numa inércia pecaminosa.Não devemos, todavia, nos fazer escravos do trabalho. Devemos estar disponíveis também a cultuara Deus, cuidar de nossa família e, com ela, recrear-nos. Enfim, se nos dedicarmos ao trabalho, conforme recomenda- nos a Bíblia, teremos uma vida digna e tranquila na presença de Deus.

Subsídios da Lição 03: Trabalho e Prosperidade

Subsídio Teológico I

“O Lazer e o Renascimento da Vida Sabática

Os teólogos cristãos há muito têm afirmado que para que a vida atinja seu potencial espiritual pleno, deve ser vivida de maneira dialética e rítmica. O lazer e o trabalho merecem quantidades proporcionadas de tempo e energia. Deste modo a alma pode ser nutrida na contemplação e o corpo ocupado no trabalho. O trabalho não é o inimigo. O inimigo é um estilo de vida que revolve-se exclusivamente em torno do trabalho. A inteireza na vida vem de reconhecer e experimentar a interação dos ritmos de trabalho, descanso, adoração e divertimento. Surge o reconhecimento da capacidade deles revitalizarem-se uns aos outros quando lhes é dado o devido lugar. Uma volta aos ritmos do sábado tem implicações refrescantes para indivíduos, famílias e a sociedade, embora integrá-los com os padrões de vida agitados e destrutivos de fins do século XX venha a testar a resolução até do mais devoto” 

(VOLF, Miroslav. Trabalho in PALM ER, Michael D. (Ed.) Panorama do Pensamento Cristão. 1 .ed. RJ: CPAD, 2001, p.272).

Subsídio Teológico II

“O que é Trabalho?

‘Se ninguém me perguntasse, eu saberia; se quero explicar a quem me pergunta, não sei.’ Era assim que Agostinho expressava sua dificuldade em definir ‘tempo’. O mesmo parece verdade com ‘trabalho’. Pensamos que sabemos o que é trabalho, mas, quando tentamos pôr em palavras o que pensamos que sabemos o que é trabalho, gaguejamos.
Começarei explicando o que é trabalho destacando algumas coisas. Primeiro, embora muito estrénuo, trabalho não é simplesmente labuta e fadiga, como alguns tendem a pensar, interpretando Gênesis 3 em parte incorretamente. Na verdade, muitos gozam do trabalho que fazem e os que fazem são os melhores trabalhadores. Não seria estranho dizer que os melhores trabalhadores não trabalham? Segundo, trabalho não é simplesmente emprego remunerado. Embora a maioria das pessoas nas sociedades industrializadas esteja empregada pela remuneração que percebem, muitos trabalham duro sem receber pagamento. Pegue, por exemplo, as donas de casa (raramente donos de casa) que gastam quase todas as horas em que estão acordadas mantendo uma casa em ordem e criando os filhos. Muitas delas com razão se ressentem quando as pessoas insinuam que não trabalham; isto é acrescentar um insulto (‘você não trabalha’) a uma injúria (elas não recebem pagamento)..
Precisamos de uma definição abrangente de trabalho, uma que inclua o trabalho desfrutado e o trabalho sofrido, o trabalho remunerado e o trabalho voluntário. Uma definição muito simples de trabalho seria ‘uma atividade que serve para satisfazer as necessidades humanas’: Você prepara uma refeição para ter algo que comer; você digita manuscritos para receber um cheque. Em contraste, o propósito de jogar é jogar: Você joga futebol, porque gosta de jogar futebol; você lê um livro, porque gosta de ler livros. Claro que cozinhar pode ser seu passatempo, então você cozinha, porque você gosta de cozinhar, e encher estômagos vazios é, nesse caso, um benefício colateral. Semelhantemente, jogar futebol (se você á jogador profissional) ou ler livros (se você é aluno ou professor) pode ser seu trabalho; então você joga, porque precisa de dinheiro ou reconhecimento, e lê livros, porque precisa passar nos exames ou preparar uma conferência; a pura diversão de jogar ou ler é, então, uma coincidência feliz. Portanto, trabalhar é uma atividade instrumental: Não é feito para o seu próprio bem, mas para satisfazer necessidades humanas” 

(VOLF, Miroslav. Trabalho in PALMER, Michael D. (Ed.) Panorama do Pensamento Cristão, l. ed. Rio de janeiro: CPAD, 2001, pp.225-26).

Respostas da Lição 03: Trabalho e Prosperidade

1. O que representam as metáforas do lagar e do celeiro?
R: Representa uma vida abundante.

2. Qual a exortação do sábio na metáfora da formiga?
R: Termos uma atitude prudente diante da realidade da vida.

3. Segundo o erudito Derek Kidner, qual o contraste entre as formigas e o preguiçoso?
R: A formiga não precisa de fiscal, enquanto o preguiçoso precisa ser advertido o tempo todo.

4. Segundo Matthew Henry, por que não elevemos temer "o leão do trabalho”? 
R: Esse “leão" é fruto da imaginação do preguiçoso e só serve para reforçar a sua inércia.

5. De acordo com a conclusão da lição, elabore uma frase ressaltando a visão bíblica e equilibrada entre o trabalho, Deus, a família e o lazer.
R: Resposta pessoal.

Dia dos professores para lamentar

Próximo dia 15 de Outubro, terça feira, é comemorado (?) o Dia dos Professores (eu prefiro dizer Dia do Mestre...) no Brasil. Sinceramente eu não consigo identificar motivos que tornem este dia um momento de alegria aos docentes. Sejam pelas recentes demonstrações de como o Estado (principalmente no Rio de Janeiro) trata seus servidores de uma área tão estratégica, ou mesmo das políticas públicas que não correspondem ao apelo de uma Educação de qualidade e que satisfaça plenamente o saber e,desta forma, o desenvolvimento dos alunos.

Cenas deprimentes que, de fato, nunca em minha existência imaginei assistir, têm se mostrado nas ruas do Estado que já foi a Capital deste País, aquele que apresentou ao Brasil e ao mundo alguns dos maiores escritores, poetas, educadores, artistas, já vistos, com contribuição singular para a humanidade; um pólo que forma um grupo seleto de pensadores, gestores que, ao lado de outros tantos, farão a diferença neste País. Neste cenário, onde a figura do Mestre, Professor, das mais diversas áreas do saber, é indispensável,pois são aqueles que realmente pode fazer mais pela educação, para outros, estas verdades não são tão claras, governos com outros interesses tratam a Educação, e por conseguinte o Professor, como algo que não merece atenção, incentivo, apoio ou,pelo menos, respeito... 

Policial do RJ em rede social após protestos.
Talvez, nesta situação tão constrangedora, humilhante e desnecessária, pela qual os docentes têm passado, seja resumida única e exclusivamente nisto: falta de respeito. Professores tratados como marginais, com spray de pimenta 'na cara' , cassetete quebrado em, vejam vocês, professores... O mesmo que ensina o filho do policial militar, o mesmo que ensina a ler o filho dos guardas municipais, tem, ironicamente, seu grito por uma Educação de qualidade sufocado pelas mãos daquele que é, também, vítima do mesmo sistema corrupto. Eis aí, a demonstração nua e patente da maneira nociva que o Sistema Educacional vem sendo tratado, uma vez que o próprio servidor militar,policial, usuário dos serviços públicos, exercido por outros servidores, não é capaz de identificar, ou mesmo questionar a legalidade daquilo que está sendo feito contra os professores. Bem, talvez haja amparo legal para espancar professores como se fossem marginais, mas, no mínimo, tal prática é imoral, corrupta, ditatorial. 

E, nestes dias, apenas nos cabe lamentar e pedir desculpas aos professores. Comemoração? Nenhuma por certo! Apenas nossa sincera vergonha diante da maneira que os professores vêm sendo tratados!


Crédito(s): Imagem: Internet

07/10/2013

EBD 2013 - 4° TRI 2013:Lição 2:Advertências contra o adultério

O advento das mídias eletrônicas, e de forma mais específica as redes sociais, facilitou muito para a possibilidade de alguém vir a ter um “caso” extraconjugal. As estatísticas demonstram essa triste realidade. A cada dia, cresce o número de lares desfeitos e, juntamente com este fenômeno, as consequências nefastas para a sociedade. E as igrejas? Estas também têm sofrido o efeito de tais males.
Apesar de a infidelidade conjugal ser uma prática pecaminosa antiga, é preciso entender que a sexualidade é algo intrínseco ao ser humano. Logo, o desejo por satisfação sexual acompanha tanto o homem como a mulher desde sempre. O problema está na forma de expressão do desejo e como é satisfeito. Segundo o entendimento mundano, não há regras para o homem e a mulher viverem a sua sexualidade. No entanto, as Escrituras demarcam um limite bem preciso: o casamento legitimamente instituído por Deus. Aqui, encontraremos os conselhos da sabedoria bíblica para orientar-nos contra as ilusões e as artimanhas do adultério.

I - CONSELHOS SOBRE A SEXUALIDADE HUMANA

1. Uma dádiva divina. Boa parte dos conselhos de Salomão diz respeito à sexualidade humana. Ele dedicou quase três capítulos do livro de Provérbios para falar sobre o sexo e seus desvios (Pv 5.1-23; 6.20-35; 7.1-27). Nesses provérbios, há dezenas de máximas que nos ensinam muito sobre como estabelecer o parâmetro de um relacionamento saudável.
Quando ainda discorria sobre os perigos da infidelidade conjugal, o sábio advertiu: “Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor, e ele aplana todas as suas carreiras” (Pv 5.21). Isto é, Deus considera os caminhos do homem e a forma deste conduzir até mesmo a sua sexualidade, pois se trata de uma criação divina e como tal é uma dádiva do Criador à humanidade. Se o Senhor “aplana todas as nossas carreiras”, demonstrando cuidado pelo exercício correto da sexualidade, concluímos não ser o sexo algo mau ou maligno, mas algo honroso e nobre (Hb 13.4; 1 Pe 3.7).

2. Uma predisposição humana. Ao iniciar a sua coletânea de conselhos sobre como evitar os laços do adultério, Salomão chama a atenção do seu “filho” para que ouças os seus conselhos e aja em conformidade com estes (Pv 5.1,2).
O texto hebraico de Provérbios, nesse versículo, apresenta a palavra ben traduzida em nossas Bíblias como “filho”. O mesmo termo ocorre também nas advertências contra o adultério em Provérbios 6.20 e 7.1. A palavra ben pode se referir tanto a um filho biológico quanto a um discípulo. Em todos os casos, a admoestação é dirigida a um ser humano que, como todos nós, está sujeito à tentação! Portanto, a fim de vivermos o gozo da nossa sexualidade nos parâmetros estabelecidos pelo Criador, que é o casamento, ouçamos o conselho do sábio. O sexo, portanto, foi criado por Deus para ser praticado entre um homem e uma mulher, mas somente no casamento. Antes do casamento e fora do casamento é pecado.

II - AS CAUSAS DA INFIDELIDADE

1. Concupiscência. Um fato interessante salta aos olhos de quem lê os conselhos de Salomão contra a mulher adúltera em Provérbios: não há referência ao Diabo em suas advertências! O sábio não responsabiliza o anjo caído pelo fracasso moral dos homens, mas responsabiliza aquele a quem chama de “filho meu”. Somos agentes morais livres e temos a liberdade de escolher entre o bem ou o mal. Desejos bons e ruins são inerentes ao ser humano. Não os subestimemos! Por isso, o sábio aconselha: “Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te prendas com os seus olhos” (Pv 6.25; cf. Gl 5.16).

2. Carências. Em Provérbios 5.15-17, o sábio lança mão de algumas metáforas para aconselhar como deve ser a vida íntima do casal.
A frase “bebe a água da tua própria cisterna” mostra que o sexo não deve ser praticado apenas como um dever de um cônjuge para com o outro (1 Co 7.3), mas como algo prazeroso, assim como o é beber água! Se esse princípio não for observado, um dos cônjuges ficará com a sensação de que lhe falta alguma coisa! Desgraçadamente, muitos vão saciar-se noutra fonte (Pv 7.18), daí o desastre em muitas famílias.


III - AS CONSEQUÊNCIAS DA INFIDELIDADE

1. Perda da comunhão familiar. Uma das primeiras consequências da infidelidade conjugal é a desonra da família. O sábio avisa que o “seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois fios” (Pv 5.4). Esse fim amargo respingará nas famílias envolvidas (Pv 6.33). O sentimento de vingança estará presente na consciência do cônjuge traído (Pv 6.34). Se pensássemos na mancha que a infidelidade conjugal produz teríamos mais cuidado quando lidássemos com o sexo oposto. A pergunta inevitável é: "Deus perdoa quem cometeu tal ato?” Não há dúvida que perdoa. Mas apesar do perdão divino, as consequências ficam (Pv 5.9-14).


2. Perda da comunhão com Deus. É trágico quando alguém perde a comunhão familiar por conta de um relacionamento extraconjugal. Todavia, mais trágico ainda é perder a comunhão com Deus. Salomão sabia desse fato e por isso advertiu: “Mas não sabem que ali estão os mortos, que os seus convidados estão nas profundezas do inferno” (Pv 9.18). A palavra hebraica usada aqui para inferno é sheol, e esta designa o mundo dos mortos. De fato a expressão “ali estão os mortos”, no hebraico, significa: espíritos dos mortos ou região das sombras. O Novo Testamento alerta que os adúlteros ficarão de fora do Reino de Deus (1 Co 6.10). O que tudo isso quer dizer? Que essa é a consequência de quem cometeu esse pecado, mas não se arrependeu! Por isso, não flerte com a (o) adúltera (o). Seu caminho pode até parecer prazeroso, mas inevitavelmente o levará à morte (Pv 9.17,18).[Leia aqui os subsídios desta lição]

IV - CONSELHOS DE COMO SE PREVENIR CONTRA A INFIDELIDADE

1. Sexo com intimidade. A intimidade sexual (ou a falta dela) é um dos fatores que influenciam a vida conjugal. Há casais na igreja que tem relações sexuais com relativa frequência, mas sem intimidade! Há sexo na relação, mas não há amor nem intimidade! Observe o conselho de Salomão: “Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, como cerva amorosa e gazela graciosa; saciem-te os seus seios em todo o tempo; e pelo seu amor sê atraído perpetuamente. E por que, filho meu, andarias atraído pela estranha e abraçarias o seio da estrangeira?” (Pv 5.18-20).[Para maiores considerações sobre a Família e a sexualidade clique aqui!]
Há maridos que não demonstram o mínimo afeto à esposa e o oposto também é verdadeiro. Mas Deus criou o sexo para ser desfrutado com afeto, amor e intimidade. Do contrário, o relacionamento sexual não atenderá aos propósitos divinos e nem às expectativas do cônjuge.

2. Apego à Palavra de Deus e à disciplina. Como antídoto e forma de prevenção contra a infidelidade, Salomão aconselha o apego à Palavra de Deus e à disciplina. Para não cairmos na cilada da infidelidade conjugal, devemos guardar a instrução do Senhor, guardando-a em nosso coração. A Palavra do Senhor é luz que ilumina a nossa vida (Pv 6.20-24). O homem e a mulher só estarão livres do perigo da infidelidade conjugal quando a Palavra estiver impregnada em suas mentes e corações. Para isto, o crente deve meditar nela dia e noite. Por isso, seja disciplinado.[Leia também as Considerações importantes de Provérbios aqui! ]

CONCLUSÃO


A fidelidade conjugal é o que Deus idealizou aos seus filhos. Sabemos que a tentação é uma realidade, que vem acompanhada da natureza adâmica que herdamos, e ambas pressionam-nos a desprezar o santo ideal da fidelidade. Todavia, o Senhor deixou-nos a sua Palavra com dezenas de conselhos, a fim de prevenir-nos quanto ao abismo chamado adultério.[Curta no Facebook!!!]

A Doutrina dos Provérbios

A essência do Livro dos Provérbios é o ensino da moral e dos princípios éticos. A peculiaridade deste livro é que ele ensina principalmente por meio de contrastes. Especialmente dignos de nota são os capítulos 10-15, onde quase todo versículo distingue-se pela palavra "mas".Na primeira seção, os capítulos 1-9, também foram empregados contrastes entre o bem e o mal. O bem nesta seção está indicado por diversas palavras sabedoria, instrução, entendimento, justiça, juízo,equidade, conhecimento, discernimento, saber, conselhos – mas especialmente sabedoria, que aparece dezessete vezes nesta porção e vinte e duas vezes no restante do livro. A bem conhecida declaração de 1:7, "o temor do Senhor é o princípio do saber", repetida no final da seção (9:10) pode ser considerada o tema do livro. Esta declaração reaparece ao pé da letra (com as cláusulas invertidas) no alfabético Salmo 111:10, e em forma quase idêntica no clímax do capítulo 28 de Jó,o qual descreve em forma altamente poética a busca da sabedoria.

Peculiar a esta seção de Provérbios é a personificação da sabedoria como se fosse uma mulher. Pela primeira vez aparece em 3:15.Provérbios 7:4 abre o caminho à personificação: "Dize à sabedoria: Tu és minha irmã". Ela se completa nos capítulos 8 e 9, onde a Sabedoria convida os tolos a participarem de sua festa. Só em Provérbios e só nesta primeira parte a sabedoria foi assim personificada.É essencial à compreensão desta primeira parte que se reconheça esta personificação. Considerando que "sabedoria" em hebraico é um substantivo feminino, é natural e prontamente personificada em uma mulher. Mais do que isto, o autor aqui contrasta a "sabedoria", uma mulher virtuosa, com a prostituta, a mulher estranha. E tal como a sabedoria representa todas as virtudes, provavelmente a mulher estranha tipifica e inclui todo o pecado.O contraste é estudado e artístico. A Sabedoria clama nas ruas (8:3).Seu convite é: "Quem é simples, volte-se para aqui" (9: 4). Em contraste,a mulher tola, que convida às águas roubadas e cujos convidados estão nas profundezas do inferno (9:17,18), faz um convite idêntico: "Quem é simples, volte-se para aqui" (9: 16). A Sabedoria chama os simples a abandonarem o pecado; a prostituta os chama à indulgência para com ele. Esta seção, Provérbios 1 a 9, contrasta portanto o pecado com a justiça. As palavras "sabedoria", "instrução", "entendimento", etc.,através de toda esta passagem, não se referem simplesmente à inteligência e capacidade humanas; mas antes contrastam com aquilo que é mau. A sabedoria conforme usada aqui é portanto uma qualidade moral. Deve-se notar que este é um uso especial. Na maior parte do Velho Testamento, a sabedoria é simplesmente capacidade ou sagacidade. Até no Eclesiastes, onde a sabedoria também foi enfatizada,é apenas inteligência humana e portanto foi colocada ao lado da loucura como vaidade (Ec. 2:12-15).Só em Jó 28 e em certos salmos (37:30; 51: 6; 91: 12; 111:10) é que se nota o conceito proverbial da sabedoria. Mesmo a sabedoria pela qual Salomão se tornou famoso nos livros históricos não era exatamente esta sabedoria. Ele ficou famoso por sua capacidade na ciência natural (I Reis 4:33), na jurisprudência (I Reis 31 16-28) e por sua grande inteligência (I Reis 10:1-9). Provérbios acrescenta ao conceito da acuidade mental a retidão moral a única que dá mérito à inteligência.Na segunda seção, os Provérbios de Salomão, 10:1 – 22:16, adoutrina é apresentada quase que exclusivamente através de versículos isolados. Através do capítulo 15, o ensino é feito por meio de contraste,indicado por um 'irias" no meio de quase todos os versículos. Subsequentemente há paralelos de idéias mais freqüentes que os contrastes. Esta seção cobre uma larga escala de assuntos e torna difícil fazer um esboço. O ponto de vista, contudo, é bastante consistente.Salomão faz um contraste entre a sabedoria e a loucura. E, como na Seção l, não é a inteligência versus a estupidez; é a sabedoria moral versus o pecado. Nesta seção a sabedoria não está personificada, mas os mesmos sinônimos da Seção I foram usados aqui em se tratando dela –entendimento, justiça, instrução. O louco também tem o seu paralelo: o zombador, o preguiçoso, o obstinado.As seções seguintes (veja Esboço) continua nesta linha. Conforme Toy destaca (Crawford H. Toy, ICC sobre Proverbs , pág. xi), a ética do livro é muito alta. Honestidade, verdade, respeito pela vida e propriedade são os pontos nos quais se insiste. Os homens são aconselhados a exercerem a justiça, o amor, a misericórdia para com os outros. Uma boa vida familiar, com cuidadosa educação das crianças e um alto padrão feminino é o que se reflete.Quanto ao aspecto religioso, o Senhor se entende como o autor da moral e da justiça, e o monoteísmo é pressuposto. As referências à Lei e à profecia (29:18) ao sacerdócio e aos sacrifícios (15:8; 21:3, 27) são poucas, no entanto. O autor fala de si mesmo, inculcando princípios de boa conduta como vindos do Senhor.


(Extraído de:: Comentário Bíblico Moody)

Entendendo o Livro de Provérbios

ESBOÇO DO LIVRO DOS PROVÉRBIOS

I. Prólogo: Propósito e Temas de Provérbios (1.17)
II. Treze Discursos à Juventude sobre a sabedoria (1.8-9.18)
A) Obedece a Teus Pais e Segue Seus Conselhos (1.8,9)
B) Recuse Todas as Tentações dos incrédulos (1.10-19)
C) Submeta-se à Sabedoria e ao Temor do Senhor (1.20-33)
D) Busque a sabedoria e Seu Discernimento e Virtude (2.1-22)
E) Características e Benefícios da Verdadeira Sabedoria (3.1-35)
F) A Sabedoria Como Tesouro da Família (4.?- 13,20-27)
C) A Sabedoria e os Dois Caminhos da Vida (4.14-19)
H) A Tentação e Loucura da Impureza Sexual (5.1-14)
I) Exortação à Fidelidade Conjugal (5.1 5-23)
J) Evite Ser Fiador, Preguiçoso e Enganador (6.1-19)
K) A Loucura Inominável da Impureza Sexual a Qualquer Pretexto (6.20-7.27)
L) O Convite da Sabedoria (8.1-36)
M) Contraste entre a Sabedoria e a insensatez (9.1-18)
III. A Compilação Principal dos Provérbios de Salomão (10.1-22.16)
A) Provérbios Contrastantes sobre o Justo e o ímpio (10.1-15.33)
B) Provérbios de Incentivo à Vida de Retidão (16.1-22.16)
IV. Outros Provérbios dos Sábios (22.17-24.34)
V. Provérbios de Salomão Registrados pelos homens de Ezequias (25.1-29.27)
A) Provérbios sobre Vários Tipos de Pessoas (25.1-26.28)
B) Provérbios sobre Vários Tipos de Procedimentos (27.1-29.27)
VI. Palavras Finais de Sabedoria (30.1- 31.31)
A) De Agur (30.1-33)
B) De Lemuel (31.1 -9)
C) Acerca da Esposa sábia (31.10-31)

Extraído da BEP: Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD)

PONTOS CENTRAIS EM PROVÉRBIOS:
Chave: Sabedoria

Comentário:
Entre os Provérbios, a sabedoria começa em Deus; sua centralidade, sua situação básica é dada por sentada em todo o livro. Os sábios se colocam em um mesmo nível. Trata-se dos que confiam em Deus, que o conhecem, que refletem esta confiança e este conhecimento mediante sua conduta reta e amorosa para com seus semelhantes, de acordo com princípios divinamente aprovados. O bom e o mau estão vinculados com a recompensa e com o castigo, uma vez que Deus incorpora em si mesmo o amor e a justiça , de modo que deve promover o bem e evitar o mal.
Os padrões positivos e negativos do livro dos Provérbios proporcionam-nos uma prova valiosa de conduta pessoal. O Senhor Jesus Cristo aconselha seus discípulos a serem "prudentes como as serpentes..."(Mateus 10:16). A sabedoria dos Provérbios é o adorno do Antigo Testamento, pelo assim dizer, no que respeita às muitas exortações práticas das epístolas do Novo Testamento, verdade aplicável tanto ao grande discurso de quatorze pontos como à ampla, expressiva e concisa série de instruções e observações de que se compõe a maior parte deste livro, referindo-se aos muitos aspectos de nossa conduta diária.

Autor:
Provérbios 1:1 e 2 citam Salomão como seu principal autor, 10:1 - 22:16 são diretamente seus. Incorporou o primeiro grupo de "palavras" em 22:17 - 24:22 ("minha ciência", 22:17); e a passagem de 24:23-24 foi, talvez, acrescentada por ele, ou pelos homens de Ezequias, juntamente com a segunda série de Salomão, capítulos 25 a 29. Os discursos, capítulos 1 a 9, não têm data, porém existia um bom precedente oriental antiqüissimo que justificaria o fato de Salomão os antepor como uma introdução aos provérbios principais. Os poemas de Agur, de Lemuel, e da esposa virtuosa não têm data conhecida, mas poderiam ter sido acrescentados anteriormente, no tempo de Ezequias, embora talvez mais tarde. Assim, a data mais antiga para o livro dos Provérbios seria o reinado de Ezequias, imediatamente depois do ano 700 a.C., ou, quem sabe, algum tempo depois.
A literatura proverbial escrita já era antiga no Oriente Próximo: e estudos recentes (nem todos publicados) de contactos lingüisticos e fundos literários da região norte de Canaã, do Egito, da Mesopotâmia e de países heteus, ou hititas, indicariam que o livro de Provérbios foi escrito na primeira metade do primeiro milênio antes de Cristo.

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Kenneth A. Kitchen
Bacharel em Artes

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES:

Provérbio: Máxima, expressa em poucas palavras e que se tornou popular. O primeiro provérbio citado encontra-se em 1 Samuel 10.12;19.24.

O Livro de Provérbios: Um dos cinco livros poéticos, que se chamam sapienciais, isto é, de sabedoria. Intitula-se,também, Provérbios de Salomão, porque são, em maior parte de Salomão. Consiste de 375 máximas; não são ligadas de maneira alguma em sentido e são expressas em poucas palavras. São adágios de sabedoria divina aplicados praticamente às condições do povo de Deus.

(Pequena Enciclopédia Bíblica. Boyer,Orlando,CPAD)

Respostas da Lição 02: Advertências contra o adultério

1. A quem é dirigida a admoestação contra o adultério no livro de Provérbios?
R: A admoestação é dirigida a um ser humano que, como todos nós, está sujeito à tentação.

2. Qual fato interessante salta aos olhos de quem lê os conselhos de Salomão contra a mulher adúltera em Provérbios?
R: Que não há referência ao Diabo em suas advertências contra a mulher adúltera. O sábio não responsabiliza o anjo caído pelo fracasso moral dos homens, mas responsabiliza aquele a quem chama de “filho meu”.

3.O que a frase ‘‘bebe a água da tua f própria cisterna” mostra?
R: Ela mostra que o sexo não deve ser praticado apenas como um dever de um cônjuge para com o outro (1 Co 7.3), mas como algo prazeroso, assim como o é beber água!

4. Qual é uma das primeiras consequências da infidelidade conjugal?
R: A desonra da família.

5. Com suas próprias palavras, liste outras consequências igualmente destruidoras para a família vítima da infidelidade conjugal.
R: Resposta pessoal.

Subsídios da lição 02: Advertências contra o adultério

Subsídio I

“Sexo promove comunhão

A Bíblia afirma que ser dois é melhor do que ser um, e que onde estiverem dois ou três reunidos, Deus ali estaria (Ec 4.9-12; Mt 18.20).
E em 1 Pedro lemos que quando um casal precisa coabitar (verbo que significa relacionar-se sexualmente) com entendimento para que as suas orações sejam respondidas. Ora, isto significa que sexo tem a ver com vida espiritual, e que o casal, sendo dois, têm a possibilidade de serem mais fortes quando unidos, além da promessa da presença de Deus com eles no cotidiano da vida e na oração conjunta.
Não tenho medo de afirmar que muitos casais estão com problemas pessoais, financeiros, profissionais, de saúde, e até ministeriais, porque não estão se entendendo na vida sexual. Por mais que orem suas orações estão impedidas [...]. Ou- j tros há que até se acertam na cama, mas vivem às turras e perdem a J bênção de Deus pois se magoam mutuamente. Sem falar em casais que não oram juntos, que não fazem cultos domésticos, e que não dividem o sacerdócio do lar. Estes perdem a chance de serem dois, e de vivenciarem uma vida conjugal, profissional, financeira, familiar, ministerial e sexual prazerosa e sadia” 

(CRUZ, Elaine. Sócios, Amigos & Amados: Os Três Pilares do Casamento. l. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.241).

Subsídio II

“FUGIRÁS DA TENTAÇÃO — ON LINE E DE OUTRAS FORMAS CORRA DA TENTAÇÃO

O Antigo Testamento não é o único que trata do assunto ‘fugir da tentação sexual’. Em sua primeira carta aos coríntios, Paulo chama nossos corpos de templos do Espírito Santo. Qualquer outro pecado, ele diz, cometemos contra Deus, mas a imoralidade sexual é um pecado tanto contra Deus quanto contra nossos próprios corpos. O povo de Corinto conhecia bem a imoralidade sexual; muitos juntavam-se a ela em vez de fugir dela. Mas Paulo os instruiu a fugir (1 Co 16.18).
O apóstolo repetiu essa ordem ao jovem pastor chamado Timóteo. Como a maioria dos jovens, Timóteo lutava com os desejos. Então Paulo instruiu a seu jovem amigo a ‘fugir das paixões da mocidade’ (2 Tm 2.22). Essa instrução reporta-se não apenas a maridos e esposas, mas também àqueles que estão para se casar. A Bíblia ensina que nossos corpos são presentes reservados para nossos futuros cônjuges. Que presente de casamento maravilhoso para se trazer ao seu próprio casamento!
A Bíblia, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, nunca nos encoraja a tentar enfrentar a tentação sexual. Mas insiste em que saiamos completamente do caminho dela.
TRATE A TENTAÇÃO SEXUAL COMO UMA DOENÇA MORTAL
Imagine que você tenha ouvido a respeito de um surto de uma doença mortal em uma área remota. Apenas profissionais médicos treinados ousaram viajar até a área onde houve o surto, e você ficou sabendo que se contrair a doença provavelmente morrerá. Você também sabe que apenas aqueles que viajam para o loca! da epidemia estão vulneráveis à doença.
Seria um ato de bravura ou de plena estupidez viajar até a área afetada apenas para provar quão ‘resistente’ à bactéria mortal você é? Nenhuma pessoa em sã consciência se poria em tamanho perigo sem uma boa razão. Mas é exatamente isso que muitos cristãos fazem em relação à tentação sexual. Antes e depois do casamento, dedicam-se a ela, flertam com ela e entretêm-se com ela — acreditando que no último instante serão capazes de pisar nos freios e evitar a colisão.
Isso não funciona desse jeito. Deus nos conhece. Ele nos criou, então sabe o quanto a tentação sexual pode arrastar seus filhos. É por isso que Ele nos instrui a fugir. Se tratássemos a tentação sexual como uma doença mortal e altamente contagiosa, entenderíamos melhor e obedeceríamos à admoestação da Bíblia a fugir” 

(YOUNG, ED. Os Dez Mandamentos do Casamento, l. ed. Rio de Janeiro: CPAD, pp.123-24).

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