26/07/2014

Subsídio II da Lição 05 - O cuidado ao falar e a religião pura

“A Religião Pura e Imaculada (1.26,27). 


Fazendo eco com seu conselho anterior de ser ‘tardio no falar’ (1.19), e antecipando discussões mais detalhadas do discurso humano que aparecerão posteriormente (3.2-1 2; 41 1-16), Tiago revela, nesse ponto, que um dos sinais para se saber se o comportamento religioso de alguém é ou não agradável a Deus, é a capacidade de ‘manter a língua sob rédeas curtas’.

Nesse conselho ele inclui a proibição contra discursos vulgares ou mal intencionados, porém os dois exemplos de discurso impróprio, colocados imediatamente após essa declaração, ilustram outras ofensas da linguagem humana que devem ser refreadas pelos cristãos.

Os crentes devem estar seguros de que suas palavras e suas ações sejam consistentes umas com as outras. Tiago ilustra esse problema, ao lembrar a seus leitores que já ofenderam a honra das pessoas que estão a seu lado, e que também acreditam que Deus está especialmente preocupado com o uso de uma linguagem que mostre favoritismo dentro da comunidade da fé, o que destrói a unidade da vontade de Deus (2.1-5).

O discurso humano tanto pode ser usado como sinal dos cuidados de uma piedade religiosa como serve até de pretexto para a falta da prática daqueles atos que Deus poderia desejar (2.15,16). Assim, os crentes deveriam falar apenas daquilo que estão desejosos de colocar em prática: devem ‘praticar o que pregam’, e não cair em Vazios religiosos’. Uma pessoa que não controla sua língua, seu modo de falar, engana a si próprio, e sua religião não serve para nada (v.26).

[...] Aos olhos de Deus, uma religião pura e imaculada tem tanto a ver com o que fazemos como com o que deixamos de fazer. Em parte por ter suas raízes nos movimentos de renovação da santidade, em parte por causa de sua rejeição ao ‘movimento do evangelho social’ do início do século vinte, os pentecostais foram rápidos em realçar a santidade das pessoas e lentos ao se pronunciar a respeito da responsabilidade social. Tiago nos lembra que isso não é uma questão de ‘fazer isto ou aquilo’ mas de fazer ‘tanto isto como aquilo”’



 (STRONSTAD, Roger; ARRINGTON, French L. (Eds.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 4 ed. Rio dejaneiro: CPAD.


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Na criação do homem, quando o Eterno decidiu estabelecer uma classe distinta dos demais seres criados, Ele não somente estabeleceu um modelo extremamente diferente,mas, como selo da diferenciação entre os homens e as demais criaturas, foi-nos concedido algo que aos demais não foi permitido: O sopro divino. A natureza de Deus, inatingível e insondável por nós, é derramada em nós de uma maneira sublime: Deus, após moldar Adão, por suas próprias mãos, sopra e concede o fôlego, concede o Seu próprio Espírito de vida em nós, conferindo não o aspecto físico da divindade,mas, acima de tudo, uma parte do carater e da essencia dEle mesmo. Através do sopro incutido por Deus em nós, uma natureza nova e elevada é estabelecida. Não seríamos apenas criaturas mecânicas, levadas por seus próprios instintos e guiada por sua carne,mas, por este sopro divino, a capacidade de discernir, própria da natureza divina, faria com que,por onde chegássemos, fosse perceptível a existência de um Deus (o único), capaz de criar algo à sua própria imagem e conforme a sua própria semelhança.

Nos primeiros capítulos da Lei, vemos no Livro de Gênesis, um dos relatos mais comprometedores no tocante a nossa obrigação em valorizar as capacidades concedidas por Deus, afinal, Ele mesmo, fez questão de, diferente dos demais seres criados, colocar a mão na matéria-prima e dar forma conforme sua vontade e,não satisfeito, soprar um fôlego seu em nossas narinas. Quando Ele assim procede, obviamente quebra um modelo estabelecido anteriormente baseado tão somente em sua própria Palavra para que as coisas e os seres surgissem, e mais que isso, não satisfeito, adorna a criação humana com a mais célebre das virtudes como dissemos anteriormente. Essa capacidade de discernimento, própria de Deus, algo que Ele nos ofertou graciosamente, embora indispensável para que Adão possuísse o governo e o domínio perante os demais elementos da criação de Deus, hoje em dia,infelizmente, parece ser negligenciada e tida como não muito importante a muitos crentes que, levados por ventos de doutrina, palavras persuasivas, e até mesmo testemunhos fraudulentos, dão extremo valor e carater de inerrância à palavra de muitos, principalmente àqueles que ostentam um título eclesiástico. 

Não bastasse o tempo ser trabalhoso, ainda temos uma grande oportunidade de observar o trabalho do maligno em mais uma situação este ano: As eleições. Neste período, há um verdadeiro festival de safadeza e leviandade por parte de grande parte dos candidatos e de muitos pastores que vendem o rebanho do Senhor em troca de sabe-se lá o quê... Na sua frente falam bonito, usam terno 'de varão', bíblia debaixo do braço e toda hora estão em um culto diferente,manipulando muitos crentes que se deixam levar pela aparência e mesmo pela palavra de muitos pastores que dizem para votar neste ou naquele candidato. Nessa confusão criada por muitos, até parece que qualquer um destes candidatos usará de alguma espiritualidade dentro das Câmaras de Vereadores, Prefeituras, ou mesmo Senado e Câmara Federal... Quando eleitos, nada produzem em nome de uma sociedade mais justa, mais desenvolvida, menos desigual, com maior qualidade nos serviços públicos, nada disso! Tão somente utilizam-se da aparência gospel, do rótulo evangélico e ganham às custas daqueles que ingenuamente, votaram neles e,depois, passam a ser sustentados por toda a sociedade que a todo o momento é assaltada pelo Estado pagando, em absolutamente tudo, tributos que nem mesmo César fora tão criativo em estabelecer, justificando o fato do Brasil ser um dos campeões em termos de custo ao seu povo.

Não se permita enganar, ainda que desça na sua frente um anjo com uma espada flamejante na mão, coberto de fogo e "sapateando no poder", dizendo que você deve votar neste ou naquele. Avalie, pense, passe o candidato pelo crivo da Palavra de Deus e veja se realmente, ele é aprovado pela Escritura, veja se seu carater é conforme o modelo de governante estabelecido pela Escritura e, então, vote ou não vote neste ou naquele, mas o faça com consciência, sabendo que isto afetará a tua vida por longos quatro anos!

#paz

Texto Original de:: Gabriel N. Queiroz

Respostas da Lição 05 - O cuidado ao falar e a religião pura

1. Tiago introduz o seu ensino sobre o “ouvir” e o “falar” destacando a expressão “sabei isto”. O que ele deseja demonstrar com essa expressão?
Com essa expressão, ele demonstra a sua preocupação pastoral com os seus leitores.

2. Segundo a lição, o que é ira?
A ira é um profundo sentimento de ódio e rancor contra a outra pessoa.

3. Qual é o guia maior do crente?
A Palavra de Deus

4. O que ocorre quando não nos entregamos inteiramente ao Senhor?
Quem não se entrega inteiramente ao Senhor pratica uma religião vã e falsa.

5. Segundo a lição, qual é a religião que agrada a Deus?
A religião que agrada a Deus é aquela cujos discípulos professam e bendizem o seu nome, visitando e acolhendo os necessitados nas suas aflições.


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Não se permita enganar, ainda que desça na sua frente um anjo com uma espada flamejante na mão, coberto de fogo e "sapateando no poder", dizendo que você deve votar neste ou naquele. Avalie, pense, passe o candidato pelo crivo da Palavra de Deus e veja se realmente, ele é aprovado pela Escritura, veja se seu carater é conforme o modelo de governante estabelecido pela Escritura e, então, vote ou não vote neste ou naquele, mas o faça com consciência, sabendo que isto afetará a tua vida por longos quatro anos!

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Texto Original de:: Gabriel N. Queiroz

Subsídio I da Lição 05 - O cuidado ao falar e a religião pura

Subsídio Histórico-Cultural

“Se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante ao varão que contempla ao espelho o seu rosto natural; porque se contempla a si mesmo, e foi-se, e logo se esqueceu de como era (1.23,24). O verbo traduzido como ‘contempla’ é katanoounti, que indica ‘um escrutínio atento’. Esta pequena alegoria descreve uma pessoa que encontra um espelho e olha intensamente para si mesma.

A alegoria depende de uma questão simples. Por que as pessoas olham-se no espelho? Embora alguns possam simplesmente desejar admirar-se, na maioria dos casos nós olhamos no espelho para guiar nossos atos. Como devo pentear o meu cabelo? Meu rosto está sujo? E nós agimos com base no que vemos. Mas o que acontece se olharmos com atenção, e nos afastarmos, simplesmente esquecendo a sujeira em nosso rosto, ou aquela mecha que fica em pé de maneira tão selvagem? Então o espelho terá provado ser totalmente irrelevante e nosso exame completamente sem significado. Da mesma maneira, Tiago argumenta que olhar para a Palavra de Deus e não agir de acordo com o que vemos ali significa que o que encontramos nas Escrituras não tem significado para nós. Não é a pessoa que conhece o que diz a Bíblia que é abençoada, mas sim a pessoa que faz o que a Bíblia diz. 



(RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.51 4).


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Nos primeiros capítulos da Lei, vemos no Livro de Gênesis, um dos relatos mais comprometedores no tocante a nossa obrigação em valorizar as capacidades concedidas por Deus, afinal, Ele mesmo, fez questão de, diferente dos demais seres criados, colocar a mão na matéria-prima e dar forma conforme sua vontade e,não satisfeito, soprar um fôlego seu em nossas narinas. Quando Ele assim procede, obviamente quebra um modelo estabelecido anteriormente baseado tão somente em sua própria Palavra para que as coisas e os seres surgissem, e mais que isso, não satisfeito, adorna a criação humana com a mais célebre das virtudes como dissemos anteriormente. Essa capacidade de discernimento, própria de Deus, algo que Ele nos ofertou graciosamente, embora indispensável para que Adão possuísse o governo e o domínio perante os demais elementos da criação de Deus, hoje em dia,infelizmente, parece ser negligenciada e tida como não muito importante a muitos crentes que, levados por ventos de doutrina, palavras persuasivas, e até mesmo testemunhos fraudulentos, dão extremo valor e carater de inerrância à palavra de muitos, principalmente àqueles que ostentam um título eclesiástico. 

Não bastasse o tempo ser trabalhoso, ainda temos uma grande oportunidade de observar o trabalho do maligno em mais uma situação este ano: As eleições. Neste período, há um verdadeiro festival de safadeza e leviandade por parte de grande parte dos candidatos e de muitos pastores que vendem o rebanho do Senhor em troca de sabe-se lá o quê... Na sua frente falam bonito, usam terno 'de varão', bíblia debaixo do braço e toda hora estão em um culto diferente,manipulando muitos crentes que se deixam levar pela aparência e mesmo pela palavra de muitos pastores que dizem para votar neste ou naquele candidato. Nessa confusão criada por muitos, até parece que qualquer um destes candidatos usará de alguma espiritualidade dentro das Câmaras de Vereadores, Prefeituras, ou mesmo Senado e Câmara Federal... Quando eleitos, nada produzem em nome de uma sociedade mais justa, mais desenvolvida, menos desigual, com maior qualidade nos serviços públicos, nada disso! Tão somente utilizam-se da aparência gospel, do rótulo evangélico e ganham às custas daqueles que ingenuamente, votaram neles e,depois, passam a ser sustentados por toda a sociedade que a todo o momento é assaltada pelo Estado pagando, em absolutamente tudo, tributos que nem mesmo César fora tão criativo em estabelecer, justificando o fato do Brasil ser um dos campeões em termos de custo ao seu povo.

Não se permita enganar, ainda que desça na sua frente um anjo com uma espada flamejante na mão, coberto de fogo e "sapateando no poder", dizendo que você deve votar neste ou naquele. Avalie, pense, passe o candidato pelo crivo da Palavra de Deus e veja se realmente, ele é aprovado pela Escritura, veja se seu carater é conforme o modelo de governante estabelecido pela Escritura e, então, vote ou não vote neste ou naquele, mas o faça com consciência, sabendo que isto afetará a tua vida por longos quatro anos!

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Texto Original de:: Gabriel N. Queiroz

25/07/2014

EBD 2014 - 3° Trimestre: Lição 05 - O cuidado ao falar e a religião pura

Lição de número 05 da Escola Dominical, a ser ministrada em 03/Agosto/2014 em todas as Assembleias de Deus no Brasil

Na lição dessa semana vamos estudar a maneira adequada de o crente usar um instrumento maravilhoso, mas ao mesmo tempo, potencialmente perigoso: a fala. Este assunto está interligado à temática da verdadeira religião que agrada a Deus. O fenômeno da fala é uma das fontes de expressão do pensamento humano, como também é responsável pelo processo de comunicação e de formação da identidade cultural de uma sociedade. As pessoas querem falarás outras àquilo que pensam. O crente, todavia, tem o compromisso de não apenas falar o que pensa, mas agir como propõe o Evangelho.

I - PRONTO PARA OUVIR E TARDIO PARA FALAR (Tg 1.19,20)

1. Pronto para ouvir. Para alguns crentes, a pessoa sábia é a que sempre tem algo a falar. Ouvir é um empreendimento trabalhoso e, por isso, ignorado por muitos. Diferentemente, as Escrituras admoestam-nos a ser prontos para ouvir. No versículo 19, Tiago introduz o seu ensino sobre o “ouvir” e o “falar” destacando a expressão sabei isto. Com essa expressão, ele demonstra a sua preocupação pastoral com os seus leitores. Outro termo no versículo 19 chama-nos a atenção: pronto. No grego, a palavra significa “rápido”, “ligeiro” e “veloz”. Ali, o escritor sacro incentiva nos a estar disponíveis a ouvir. É uma atitude que depende de uma disposição e também da decisão em ouvir o outro. A exemplo do profeta Samuel, que desde a sua infância foi ensinado a ouvir a voz divina (1 Sm 3.10; 16.6-13), o povo de Deus deve persistir em escutar os desígnios do Pai, pois nesses últimos dias têm Ele falado através do seu Filho, o Verbo Vivo de Deus (Hb 1.1; cf. Jo 1.1).

2. Tardio falar. Quem ouve com atenção adquire a rara capacidade de opinar acerca de qualquer assunto. É justamente por isso que a Carta de Tiago exorta-nos a ser tardios para falar (v.19). Uma palavra dita sem pensar, fora de tempo, e sem conhecimento dos fatos, pode provocar verdadeiras tragédias. Quem nunca se arrependeu de ter falado antes de pensar? Diante de Faraó, o imperador do Egito Antigo, o patriarca José aproveitou sabiamente um momento ímpar em sua vida. Antes de responderás perguntas sobre os sonhos do monarca, José as ouviu e refletiu sobre elas. Em seguida, orientado pelo Senhor, respondeu sabiamente Faraó (Gn 41.16). Temos de aprender a refletir sobre o que vamos dizer e falar no tempo certo. Pese bem as palavras, e ore como o rei Davi: “Põe, ó Senhor, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios” (SI 141.3).

3- Controle a sua ira. Uma terceira admoestação encontrada no versículo 19 da carta de Tiago expressa o seguinte: tardios para se irar. A ira é um profundo sentimento de ódio e rancor contra a outra pessoa. Uma vez descontrolada, ela não produz a justiça de | Deus, mas uma justiça segundo o critério da pessoa que sofreu o dano: a vingança. A Palavra de Deus não proíbe o crente de ficar indignado contra a injustiça (Is 58.1,7; Lc 19.45). Contudo, ao mesmo tempo, a Bíblia estabelece limites para o nosso temperamento não se achar irrefletido, descontrolado, deixando-nos impulsivamente irados (Ef 4.26; Pv 17.27). O cristão, templo do Espírito Santo, tem de levar a sua mente cativa a Cristo (2 Co 10.5) e manifestar o fruto do Santo Espírito: o domínio próprio (Gl 5.22 — ARA). Fuja da aparência do mal. Tenha autocontrole. 

II - PRATICANTE E NÃO APENAS OUVINTE DA PALAVRA (Tg 1.21-25)

1. Enxertai-vos da Palavra (Tiago 1.21-25). A Palavra de Deus é o guia maior do crente. E para que a Palavra atinja efetivamente o coração do servo de Deus, este precisa acolhê-la com pureza e sinceridade. Isto é, firmar uma posição radical rejeitando toda a imundícia e a malícia mundana (v.19); recebendo o Evangelho com mansidão e sobriedade. Leia os Evangelhos! Persiga em conhecer a mensagem divina de Cristo Jesus, mas, igualmente, abra o coração para ouvir a voz do Senhor.

2. Praticai a Palavra (22- 24). O escritor sacro não tem interesse em que o leitor da epístola apenas acolha a Palavra no coração, antes deseja que o crente a pratique (v.22). Não pode haver incoerência entre o que se “diz” e o que se “faz” para quem é discípulo de Jesus. Se amar a Deus e ao próximo são os maiores dos mandamentos, então, devemos porfiar em vivê-los. Quem acolhe a Palavra rejeita tudo o que é imundo, maligno, perverso, injusto, dissimulado, insincero. Não apenas isso, mas igualmente abre a porta do coração para “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama” (Fp 4.8). Do contrário,, seremos identificados com o homem que contempla a própria imagem no espelho e depois se retira esquecendo-se completamente dela. Há pessoas que olham para o Evangelho e ouvem, mas sem memória e perseverança, não dão nenhuma resposta ou sequência ao chamado de Jesus Cristo (vv.23,24). Deus nos livre desse engodo!

3.Persevere ouvindo e agindo (v.25). Tiago conclui este ponto da epístola da seguinte maneira: Quem é cuidadoso para com a lei, nela persevera; não apenas ouvindo-a negligentemente, mas praticando-a zelosamente. Felicidade plena em tudo é a promessa para quem ousa viver o Evangelho cônscio das implicações espirituais e das consequências materiais. Alguém, um dia, disse que os evangélicos são poderosos no discurso, mas fracos na prática do mesmo discurso. Falamos, mas não vivemos! Precisamos analisar nossa vida em amor e sinceridade. Entremos na presença de Deus com o rosto descoberto, coração rasgado e alma despida. No tempo em que vivemos não dá para passar despercebidos na dissimulação, ou seja, fingindo ser algo que na verdade não somos.

III - A RELIGIÃO PURA E VERDADEIRA (Tg 1.26,27)

1. A falsa religiosidade. Apesar de algumas pessoas se considerarem religiosas por frequentarem um templo, as Escrituras revelam o significado da verdadeira religião. Ela reprova todo o ativismo religioso feito em “nome de Deus”, mas em detrimento do próximo. Aqui, a fíngua do crente tem um papel importante. Tiago diz que é possível enganar o próprio coração quando deixamos de refrear a nossa língua. Ora, o coração é a sede dos desejos, dos sentimentos e das vontades. E a boca só fala daquilo que o coração está cheio (Mt 12.34). É incompatível com o Evangelho, viver a graça de Deus sem mergulhar no Reino dEle. Quem não se entrega inteiramente ao Senhor pratica uma religião vã e falsa. Não podemos ser como a pessoa capaz de fazer uma belíssima oração por um faminto, e depois despedi-lo sem lhe dar um único grão de arroz.

2. A verdadeira religião (v.27). A religião pura, santa e imaculada, de acordo com o autor sacro, é suprir a necessidade do próximo: “Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações”. O problema hoje é que a nossa atenção, quase sempre, está voltada para o prazer pessoal. Temos os olhos fechados para os necessitados que na maioria das vezes cultuam a Deus, assentados, ao nosso lado. Lembremo-nos da vida de Jesus Cristo! Ele não apenas olhou para os marginalizados, mas foi até eles e os acolheu em amor (Mt 25.35-45). A religião que agrada a Deus é aquela cujos discípulos professam e bendizem o seu nome, visitando e acolhendo os necessitados nas aflições.

3. Guardando-se da corrupção (v.27). Além de recomendar a obrigatoriedade de visitarmos os órfãos e as viúvas, a Epístola de Tiago menciona outro aspecto da verdadeira religião: guardar-se da corrupção do mundo. A religião falsa está mergulhada no egoísmo, na corrupção e nos interesses maléficos do sistema pecaminoso. A igreja deve manter-se longe da corrupção. Estamos no mundo, mas não fazemos parte do seu sistema! O Evangelho nada tem com os seus valores e preceitos. Portanto, não flerte com o modo corrupto de viver no mundo (Tg 4.4). Amemos e desejemos o Evangelho de todo o nosso coração! 

CONCLUSÃO

Nessa semana aprendemos sobre o cuidado que devemos ter com o ouvir e o falar. Estudamos também acerca da religião pura e imaculada que alegra a Deus: visitar os órfãos e as viúvas nas tribulações e guardarmo-nos da corrupção do mundo. Que os nossos ouvidos estejam prontos para ouvir, a nossa língua para falar sabiamente e a nossa vida para praticar tudo quanto aprendemos do Evangelho. Embora estejamos em um mundo turbulento, devemos exalar o bom perfume de Cristo por onde formos (2 Co 2.15).


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Texto Original de:: Gabriel N. Queiroz


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18/07/2014

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Na criação do homem, quando o Eterno decidiu estabelecer uma classe distinta dos demais seres criados, Ele não somente estabeleceu um modelo extremamente diferente,mas, como selo da diferenciação entre os homens e as demais criaturas, foi-nos concedido algo que aos demais não foi permitido: O sopro divino. A natureza de Deus, inatingível e insondável por nós, é derramada em nós de uma maneira sublime: Deus, após moldar Adão, por suas próprias mãos, sopra e concede o fôlego, concede o Seu próprio Espírito de vida em nós, conferindo não o aspecto físico da divindade,mas, acima de tudo, uma parte do carater e da essencia dEle mesmo. Através do sopro incutido por Deus em nós, uma natureza nova e elevada é estabelecida. Não seríamos apenas criaturas mecânicas, levadas por seus próprios instintos e guiada por sua carne,mas, por este sopro divino, a capacidade de discernir, própria da natureza divina, faria com que,por onde chegássemos, fosse perceptível a existência de um Deus (o único), capaz de criar algo à sua própria imagem e conforme a sua própria semelhança.

Nos primeiros capítulos da Lei, vemos no Livro de Gênesis, um dos relatos mais comprometedores no tocante a nossa obrigação em valorizar as capacidades concedidas por Deus, afinal, Ele mesmo, fez questão de, diferente dos demais seres criados, colocar a mão na matéria-prima e dar forma conforme sua vontade e,não satisfeito, soprar um fôlego seu em nossas narinas. Quando Ele assim procede, obviamente quebra um modelo estabelecido anteriormente   baseado tão somente em sua própria Palavra para que as coisas e os seres surgissem, e mais que isso, não satisfeito, adorna a criação humana com a mais célebre das virtudes como dissemos anteriormente. Essa capacidade de discernimento, própria de Deus, algo que Ele nos ofertou graciosamente, embora indispensável para que Adão possuísse o governo e o domínio perante os demais elementos da criação de Deus, hoje em dia, infelizmente, parece ser negligenciada e tida como não muito importante a muitos crentes que, levados por ventos de doutrina, palavras persuasivas, e até mesmo testemunhos fraudulentos, dão extremo valor e carater de inerrância à palavra de muitos, principalmente àqueles que ostentam um título eclesiástico. 

Não bastasse o tempo ser trabalhoso, ainda temos uma grande oportunidade de observar o trabalho do maligno em mais uma situação este ano: As eleições. Neste período, há um verdadeiro festival de safadeza e leviandade por parte de grande parte dos candidatos e de muitos pastores que vendem o rebanho do Senhor em troca de sabe-se lá o quê... Na sua frente falam bonito, usam terno 'de varão', bíblia debaixo do braço e toda hora estão em um culto diferente,manipulando muitos crentes que se deixam levar pela aparência e mesmo pela palavra de muitos pastores que dizem para votar neste ou naquele candidato. Nessa confusão criada por muitos, até parece que qualquer um destes candidatos usará de alguma espiritualidade dentro das Câmaras de Vereadores, Prefeituras, ou mesmo Senado e Câmara Federal... Quando eleitos, nada produzem em nome de uma sociedade mais justa, mais desenvolvida, menos desigual, com maior qualidade nos serviços públicos, nada disso! Tão somente utilizam-se da aparência gospel, do rótulo evangélico e ganham às custas daqueles que ingenuamente, votaram neles e,depois, passam a ser sustentados por toda a sociedade que a todo o momento é assaltada pelo Estado pagando, em absolutamente tudo, tributos que nem mesmo César fora tão criativo em estabelecer, justificando o fato do Brasil ser um dos campeões em termos de custo ao seu povo.

Não se permita enganar, ainda que desça na sua frente um anjo com uma espada flamejante na mão, coberto de fogo e "sapateando no poder", dizendo que você deve votar neste ou naquele. Avalie, pense, passe o candidato pelo crivo da Palavra de Deus e veja se realmente, ele é aprovado pela Escritura, veja se seu carater é conforme o modelo de governante estabelecido pela Escritura e, então, vote ou não vote neste ou naquele, mas o faça com consciência, sabendo que isto afetará a tua vida por longos quatro anos!

#paz

Texto Original de::  +Gabriel Queiroz 
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17/07/2014

Respostas da Lição 04 - Gerados pela Palavra da Verdade

1. A Igreja do primeiro século era constituída por duas classes sociais. Quais eram elas?
A dos pobres e a dos ricos, tendo evidentemente mais pobres em sua
composição.

2. Quem eram os ricos identificados na Bíblia?
Os ricos são identificados na Bíblia como judeus proprietários de muitos bens e que negligenciavam as obrigações que pesam sobre os que desfrutam de tal condição (Lv 1 9.1 0 23.22,35-55; Dt 1 5.1-18; Is 1.15-17 Mq 6.9-1 6; 1 Tm 6.9,1 7-1 9).

3. Quem pode distribuir o dom da sabedoria?
Deus.

4. Ser gerado de novo é uma ação realizada exclusivamente por quem?
Ser gerado de novo é uma ação realizada exclusivamente pelo Pai das Luzes através do Santo Espírito.

5. Qual é a maior bênção de Deus para a humanidade?
A Salvação.



16/07/2014

EBD 2014 - 3° Trimestre: Lição 04 - Gerados pela Palavra da Verdade


Lição de número 04 da Escola Dominical, a ser ministrada em 27/Julho/2014 em todas as Assembleias de Deus no Brasil

Na lição de hoje vamos estudar acerca da qualidade relaciona! da igreja nos diversos níveis de interação entre pessoas geradas pela Palavra. Veremos a Epístola de Tiago apontando as distorções sociais que podem existir em um ambiente eclesiástico ou de convivência entre irmaos. A nossa perspectiva é a de que possamos nos relacionar com o outro independente da sua condição econômica e social. Ligados, sobretudo, pelo Evangelho.

1 - A RELAÇÃO ENTRE OS POBRES E OS RICOS DA IGREJA (Tg 1.9-11)

1. Os pobres na Igreja do primeiro século. Do ponto de vista social, a pobreza exclui o ser humano dos direitos básicos necessários à sua subsistência. Não é difícil reconhecer que a Igreja do primeiro século era constituída por duas classes sociais: a dos pobres e a dos ricos, tendo evidentemente mais pobres em sua composição.
Uma vez que não podemos fazer acepção de pessoas (Rm 2.11; Cl 3.11), os pobres daquela época, que foram gerados pela Palavra e inseridos no corpo de Cristo — a Igreja—tinham motivos de alegrar- -se no Senhor, pois além do novo nascimento, eles eram acolhidos pela igreja local (Cl 2.10).

2. Os ricos na Igreja Antiga. Por vezes, os ricos são identificados na Bíblia como judeus proprietários de muitos bens e que negligenciavam as obrigações que pesam sobre os que desfrutam de tal condição (Lv 19.10; 23.22,35-55; Dt 15.1-18; Is 1.15- 17; Mq 6.9-16; 1 Tm 6.9,17-19). Por cuja razão, e pelas suas atitudes, eles eram frequentemente repreendidos pelas Escrituras (Am 3.10; Pv 11.28; 1 Tm 6.17-19; Lc 6.24; 18.24,25). Os ricos e abastados têm a tendência a desenvolverem a arrogância, a autossuficiência e a postura de senhores poderosos, que pensam poder comprar as pessoas a qualquer preço. As Escrituras são claras r em afirmar que o Reino de Deus não pode ser comprado por dinheiro algum. É possível o irmão rico ser gerado pela Palavra e tornar-se um filho de Deus? Sim, claro (Lc 18.25-26). Porém, ele pode encontrar maior dificuldade para desprender-se de suas riquezas (Mt 19.23-26, cf. v.ll). É imprescindível que os mais abastados compreendam que após entregarem-se a Cristo, obedecerão ao mesmo Evangelho a que os irmãos pobres submetem-se. Aqui, torna-se ainda mais clara a verdade bíblica: para Deus não há acepção de pessoas (Rm 2.11; Cl 3.11).



3. Perante Deus, pobres e ricos são iguais. A igreja local deve receber a todos no espírito do Evangelho, isto é, como membros da família de Deus, pois através da salvação em Cristo, independentemente da condição social, todos têm a Deus como Pai (Rm 8.14), e a Jesus como irmão (Lc 8.21). Somos coerdeiros, juntamente com Cristo, de uma herança eterna (1 Pe 1.4), pertencentes à santa família de Deus (Ef 2.19) e cidadãos de um reino imutável (Hb 12.28). Na família de Deus há lugar para todo ser humano justificado por Cristo. Portanto, o irmão pobre e o irmão rico não devem se envergonhar de suas condições sociais. Se o Evangelho alcançou seus corações, o rico saberá biblicamente o que fazer com a sua riqueza. E o pobre, de igual forma, como viverá sua pobreza. O importante é que Cristo em tudo seja exaltado!

II - DEUS SÓ FAZ O BEM (Tg 1.16,17)

1. Não erreis (v.16). Com essa advertência o meio-irmão do Senhor não está afirmando a doutrina da “santidade plena” ou perfeccionista: a de que o homem, uma vez remido, não mais pecará. Tal palavra tem como propósito conclamar o crente a não dar ouvidos à “voz” da concupiscência carnal. Recapitulando a mensagem dos versículos 12 a 15, que tratam do tema da tentação, os versículos 9 a 11 formam uma introdução ao tema da tentação, ao passo o que versículo 16 é uma advertência para os crentes não se curvarem aos desejos imorais e infames do mundo, pois Deus é a fonte de tudo o que é bom. Logo, não podemos dar crédito àquilo que é mau.

2. Todo dom e boa dádiva vêm de Deus. Um dom de Deus, como a sabedoria que toma uma pessoa espiritualmente madura (v.4), não pode ser recebido pelo crente através de esforço humano. Quem o distribui é Deus. Este dom é fruto da graça do Pai para nós. Num tempo onde o ascetismo religioso tende a tirar o foco da glória de Deus e da sua benignidade, tornando o ser humano “digno” do céu, precisamos lembrar que a nossa vida espiritual não depende de disciplinas humanas para receber dádivas de Deus. Depende de um relacionamento livre, espontâneo e sincero com o Pai das Luzes mediante o seu Filho Jesus Cristo, e na força do Espírito Santo.

3. A origem de tudo o que é bom está no Pai das Luzes. Ao escrever que “toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto”, Tiago declara que apenas as boas virtudes vêm de Deus. Não há sombra de variação no Pai das Luzes, isto é, nEle não há momentos de trevas e outros de luzes. Só há luz. Ele não muda e é bom! Não faz o mal aos seus filhos (Lc 11.11-13). Infelizmente, muitos têm uma visão turva de Deus como se Ele fosse um carrasco pronto a castigar-nos na primeira oportunidade. Não devemos falar sobre o Pai desta maneira, lembremo-nos do ensinamento joanino que fala sobre sermos defendidos e advogados por Jesus, o Filho de Deus (1 Jo 2.1,2).

III - PRIMÍCIAS DE DEUS ENTRE AS CRIATURAS (Tg 1.18)

1. Algo que somente Deus faz. A regeneração é um milagre proveniente do Pai das Luzes, segundo a sua vontade (v.l7). Foi Ele que nos gerou pela Palavra da Verdade. Ser gerado de novo é uma ação realizada exclusivamente pelo Pai das Luzes através do Santo Espírito. Ele limpa o homem dos seus pecados (Is 1.18), dando-lhe perdão e implantando-lhe um novo caráter. Aqui, acontece o que o nosso Senhor falou aos seus discípulos: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada" (Jo 14.23). O Pai é a fonte de nossa vida espiritual (Jo 1.12,13).

2. A Palavra da verdade. Naqueles dias, parte da igreja estava dispersa, sofrendo muitas tribulações. Para superá-las era preciso uma inabalável convicção de que, apesar das lutas, ela não havia deixado de seras primícias do Senhor entre as criaturas. Por esse motivo, Tiago enfatiza a expressão “Palavra da Verdade”. Fomos gerados e enxertados pela Palavra que salva a nossa alma (v.21). Assim, a despeito de todas as circunstâncias difíceis da vida, podemos aplicar essa verdade afirmando que somos filhos de Deus, as primícias entre as criaturas do Senhor.

3. O propósito de Deus. A salvação é a maior bênção de Deus para a humanidade. O propósito divino não é primeiramente abençoar o crente com bênçãos materiais,
mas fazer dele primícias de suas criaturas: os salvos pela graça mediante a fé (Ef 2.8). No Antigo Testamento, as primícias eram a colheita do melhor fruto (Lv 23.10,11 cf. Êx 23.19; Dt 18.4). Ao referir-se às primícias, Tiago dizia aos primeiros irmãos, notadamente judeus, que eles foram escolhidos como primícias do Evangelho. Os primeiros de muitos outros que Deus havia começado a colher. Alegre-se no Senhor! Você faz parte das primícias da sua geração. Escolhido por Deus e nomeado por Ele para proclamar as virtudes do Senhor neste mundo.

CONCLUSÃO

Inseridos no processo de aperfeiçoamento espiritual, sofremos os mais diversos tipos de provações, independentemente de nossa posição social, econômica e cultural. Tais situações aperfeiçoam-nos e amadurecem-nos como pessoas. Quando alguém é gerado pela Palavra da Verdade, ele é chamado pelo Pai a viver o Evangelho em fidelidade. Não podemos nos esquecer do nosso maior desafio: fazer o Evangelho falar num mundo dominado por relacionamentos distorcidos. Somo o Corpo de Cristo, a Igreja de Deus: a coluna e firmeza da verdade (1 Tm 3.15).



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Subsídio II da Lição 04 - Gerados pela Palavra da Verdade



“O Nascimento através da Palavra (1.17-18).

Nesse capítulo de abertura, ao insistir que ‘Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto’ (v. 1 7), Tiago está realçando dois pontos cruciais de seu argumento.

Deixa claro que um ‘dom perfeito’, tal como a sabedoria, necessário para tornar uma pessoa ‘madura’ (‘madura’ em 1.4 e ‘perfeita’ em 1.17 são traduções da mesma palavra grega, teleios), não pode ser recebido através do esforço humano, pois este vem somente de Deus.

Ao afirmar que ‘todos’ esses dons têm sua origem em Deus, Tiago está também declarando sua convicção de que somente bons dons vêm de Deus. Quando diz que Deus é o ‘Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação’, está provavelmente fazendo uma alusão a fenômenos astronômicos, tais como eclipses lunares ou solares, ou às fases da lua. Pode-se confiar que cada dom de Deus será bom e não resultará em qualquer tentação ou provação (1.13 e comentários).

A vontade de Deus difere da humana não só em sua perfeita bondade, mas também em seus efeitos. Enquanto a vontade humana, pela sua inclinação ao mal, originária de nossa natureza pecaminosa, leva a ações que irão ao final resultar em morte, a vontade de Deus leva à vida. Na verdade, Tiago estabelece o contraste desses diferentes resultados por meio de paralelos entre os processos de três estágios que se iniciam com a vontade humana e a divina” 

(STRONSTAD, Roger; ARRINGTON, French L. (Eds.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento)




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Subsídio I da Lição 04 - Gerados pela Palavra da Verdade

Subsídio Histórico-Cultural


“Mas glorie-se o irmão abatido na sua exaltação, e o rico, em seu abatimento (1.9,10). A primeira palavra é hypsos, ‘exaltação’. A segunda é tapeinosis, ‘humildade/humilhação’. O perigo da pobreza é que uma pessoa pode invejar os ricos e sentir-se inferior, ao passo que o perigo da riqueza é que uma pessoa pode tornar-se orgulhosa e arrogante. Cada perigo é equilibrado pela perspectiva da vida, que é modelada pela fé. O pobre encontra conforto e identidade na percepção de que em Cristo ele foi exaltado até a posição de um filho de Deus. O rico recupera a humildade ao contemplar o fato de que a riqueza material é passageira, e que para vir até o Senhor ele abandonou a dependência de suas posses, aproximando-se de Deus como um homem necessitado, procurando a salvação que está enraizada na graça” 


(RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.513).





14/07/2014

Sobre a passagem dos Argentinos no Rio

""E ainda teve gente que torceu para a Argentina, achando que,de alguma forma, temos muito em comum com estas pessoas...

Não respeitaram em nenhum momento o Brasil, trataram um fotógrafo negro de forma racista, queimaram a Bandeira Nacional às vistas de todo o mundo, inclusive das nossas autoridades, depredaram o Patrimônio Público que,diga-se de passagem, quem paga somos você e eu, isso sem contar da propriedade privada que também foi alvo destes que muitos acham que trouxeram benefício ao País e ao Rio, com suas ilustres presenças... 

Senhores, longe de pautar este pensamento em um preconceito caduco e firmado em conceitos retrógrados, é inegável que de todos os povos que passaram por aqui neste tempo, os argentinos foram,de longe, os piores, ah... lógico, ao lado de outros da América do sul. Não que estejamos supervalorizando os europeus, 'civilizados', exemplo disso ou daquilo,mas, peguem como exemplo a Alemanha, que,apesar de ser a ALEMANHA (representados em seus turistas que aqui estiveram) em momento algum deixou levar-se por uma tentativa de desmerecer o Brasil ou mesmo os filhos desta Terra! Antes, colocaram-se como muito carismáticos, quebrando a ideia que trata-se de um povo 'gelado', 'frio', etc, etc,etc. E,acima de tudo, que é capaz de respeitar a cultura, os valores e o povo de onde pisa. 


Confira as imagens no Globo::

11/07/2014

Subsídio II da lição 03: A importância da sabedoria humilde

Subsídio Exegético

“As Ações Revelam as Origens da Sabedoria (3.13-18).

O retrato que Tiago nos oferece daquilo que é considerado como ‘sabedoria' peia maioria das pessoas é bastante perturbador, mas precisamos ser cuidadosos para não entendermos erroneamente. Ele não está sugerindo que não exista qualquer coisa boa na humanidade (lembremos de seu aviso de que fomos ‘feitos à semelhança de Deus’,

3.9). O problema com essa sabedoria ‘terrena, animal e diabólica’ é que tem sua origem na alma humana. Sendo assim, participa dos desejos divididos dos ‘inconstantes’; é capaz de fazer o bem (‘bendizer a Deus e Pai’, 3.9), mas também de muitas vezes levar a ‘toda obra perversa’. Quando nossa ‘sabedoria’ é simbolizada pela ‘mansidão’ (v.l 3), que reconhece que sua principal origem está em Deus (1.5,21) e não em nós mesmos (como resultado de nossa egoísta ambição’, vv. 1 4,1 6) então os bons desejos existentes dentro de nós, por termos sido criados à semelhança de Deus, unem-se à Sua vontade em uma vida correta, e de bom trato (v.l 3).

Tiago se volta às qualidades que simbolizam o ‘bom trato’ nos versos 17 e 1 8. A lista de características e virtudes que Tiago nos oferece aqui é semelhante à descrição que Paulo faz do ‘fruto do Espírito’ (Gl 5.22,23; cf. Tg 3.1 7). Tanto Paulo como Tiago enfatizam que essas características devem ser a consequência natural de uma vida renovada por Deus.

O que há de particular interesse nessa lista de Tiago é o número de termos que expressam diretamente ações ao invés de simples qualidades. Aqueles que têm em si mesmos a sabedoria que vem da Palavra que foi neles ‘enxertada’ (1.21), não são apenas ‘amantes da paz’, mas também ‘pacificadores’. São atenciosos com os seus semelhantes e não procuram apenas satisfazer sua ambição egoísta. São submissos à vontade de Deus ao invés de serem ‘atraídos e engodados pela sua própria concupiscência’ (veja 1.14). Seus atos são misericordiosos (cf. 2.12,13), são imparciais e sinceros e não como aqueles que demonstram favoritismo (2.1,9). O resultado de viver de acordo com a ‘sabedoria que vem do alto’ é uma safra de virtudes (cf. 2.21-23)” 


(STRONSTAD, Roger; ARRÏNGTON, French L. (Eds.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.l 680).


10/07/2014

Subsídio I da lição 03: A importância da sabedoria humilde

Subsídio Teológico


“Embora Paulo não tenha pregado de acordo com a sabedoria do mundo, todavia ele pregou a sabedoria oculta de Deus que só pode ser discernida quando Deus dá ao homem a direção e a ajuda do Espírito Santo (1 Co 2.7-14). Deus deseja que o homem tenha e conheça sua sabedoria (Tg 1.5). Ela é espiritual e consiste no conhecimento de sua vontade (Cl 1.9; Ef 1.8,9). Ela é ‘do alto’ e é contrastada com a sabedoria terrena e humana deste mundo, que pode até ser inspirada pelos demônios (Tg 3.13- 17; cf. Cl 2.23; 1 Co 3.19,20; 2 Co I.12). A sabedoria de Deus deve ser revelada ou ‘dada’ aos homens (Rm II.33,34; 2 Pe 3.15; Lc 21.15). Isto pode ser conferido pela Palavra de Deus e pelo ensino humano dela (Cl 3.16; 1.28; Ap 13.18; 17.9). Como no caso da sabedoria (heb. hokma) do livro de Provérbios, ela permite que o crente saiba como agir em relação às outras pessoas, e aproveitar ao máximo as suas oportunidades espirituais (Cl 4.5) 


(PFEIFFER, Charles F.; VOS, Howard, F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.1712).

Respostas da Lição 03: A importância da sabedoria humilde

1.Qual é o meio pelo qual o homem alcança o discernimento da boa, agradável e perfeita vontade divina?
A sabedoria que vem de Deus.

2.Sem sabedoria do alto, divina, como viveria o ser humano?
Sem esta sabedoria, o ser humano viveria à mercê de suas próprias iniciativas, dominado por suas emoções, sujeitando-se aos mais drásticos efeitos das suas reações.

3.Quem Tiago conclama a demonstrar sabedoria divina através de ações concretas?
Tiago conclama os servos de Deus, mais notadamente aqueles que exercem alguma liderança na igreja local, a demonstrarem a sabedoria divina através de ações concretas (Dt 1.13,15; 4.6; Dn 5.12).

4.O que indica o verbo mostrar utilizado por Tiago em 3.13?
Indica uma ação contínua em torno da finalidade ou do resultado de uma obra.

5.Segundo a lição, qual é o propósito de Deus ao dar sabedoria ao homem?
De o crente viver a inteireza do Reino de Deus diante dos homens.

EBD 2014 - 3° Trimestre: Lição 03: A importância da sabedoria humilde

Lição de número 03 da Escola Bíblica Dominical a ser ministrada dia 20/Julho/2014 em todas as Assembléias de Deus no Brasil
Nesta lição estudaremos os ensinamentos da Palavra de Deus acerca da importância da sabedoria divina para o nosso viver diário. Tiago inicia a temática em tom de exortação, enfatizando a necessidade da sabedoria divina como condição básica de levar a igreja a viver a Palavra de Deus com alegria, coerência, segurança e responsabilidade. E isso tudo sem precisar fugir das tribulações ou negar que o crente passa por problemas. A nossa expectativa é que você abrace o estilo de vida proposto pelo Santo Espírito nesta carta. Não fugindo da realidade da vida, mas enfrentando-a com sabedoria do alto e na força do Espírito Santo.

1 - A NECESSIDADE DE PEDIRMOS SABEDORIA A DEUS (Tg 1.5)

1. A sabedoria que vem vem de Deus. Tiago fala da sabedoria que vem do alto para distingui-la da humana, de origem má (Tg 3.1 3-1 7). Irrefutavelmente, a sabedoria que vem de Deus é o meio pelo qual o homem alcança o discernimento da boa, agradável e perfeita vontade divina (Pv 2.10-19; 3.1-8,13-15; 9.1-6; Rm 12.1,2). Sem esta sabedoria, o ser humano vive à mercê de suas próprias iniciativas, dominado por suas emoções, sujeitando-se aos mais drásticos efeitos das suas reações. Enfim, a Palavra de Deus nos orienta a vivermos com prudência. Todavia, quando nos achamos em meio às aflições é possível que nos falte sabedoria. Por isso, o texto de Tiago revela ainda a necessidade de o crente desenvolver-se, adquirindo maturidade espiritual.





2. Deus é o doador da sabedoria. O texto bíblico não detalha a maneira pela qual Deus concede sabedoria. Tiago apenas afirma que o Altíssimo a dá. Juntamente com a súplica pela sabedoria que fazemos ao Pai em oração, a epístola fornece riquíssimos ensinamentos (v.5):

a) O Senhor é que dá sabedoria. Jesus ensina que o Pai atende às orações daqueles que o pedirem (Mt 7.7,8).
b) O Senhor dá todas as coisas. Neste sentido, dizem as Sagradas Escrituras: “Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes, o entregou por todos nós, como nos não dará também com Ele todas as coisas?” (Rm 8.32 cf.Jó 2.10).
c) O Senhor dá a todos os homens. Ele não faz acepção de pessoas (At 10.34; Rm 2.11; Ef 6.9; Tg 2.1,9).
d) O Senhor dá liberalmente. É de graça! Nosso Deus não vende bênçãos apesar de pessoas, em seu nome, “comercializá-las'.
e) O Senhor dá sem lançar em rosto. A expressão é sinônima do adágio popular “jogar na cara”. O Pai Celeste não age dessa forma.

3. Peça a Deus sabedoria: Ainda no versículo cinco, Tiago estimula-nos a fazermos as seguintes perguntas: Falta-nos sabedoria espiritual? Sentimental? Emocional? Nos relacionamentos? Caso ache em si falta de sabedoria em alguma área, não desanime! Peça-a a Deus, pois é Ele quem dá liberalmente. E mais: não lança em rosto! Ouça as Escrituras e ponha em prática este ensinamento. Fazendo assim, terás sabedoria do alto.[Curta-nos no Facebook!]

II - A DEMONSTRAÇÃO PRÁTICA DA SABEDORIA HUMILDE (Tg 3.13)

1. A sabedoria colocada em prática. Tiago conclama os servos de Deus, mais notadamente aqueles que exercem alguma liderança na igreja local, a demonstrarem sabedoria divina através de ações concretas (Dt 1.13,1 5; 4.6; Dn 5.1 2). A sabedoria é a virtude que devemos buscar e cultivar em nossos relacionamentos neste mundo (Mt 5.1 3-1 6). O tempo do verbo ‘‘mostrar’’, utilizado por Tiago em 3.13, indica uma ação contínua em torno da finalidade ou do resultado de uma obra. Desta maneira, a Bíblia está determinando uma atuação cristã que promova as boas obras no relacionamento humano.

2. A humildade como prática cristã. Instruída pela Palavra de Deus, a humildade cristã promove as boas obras na vida do crente (Tg 1.1 7-20; cf. Mt 1 1.29; 5.5). Quem é portador dessa humildade revela a verdadeira sabedoria, produzindo para si alegria e edificação (Mt 5.1 6). A fim de redundar em honra e glória ao nome do Senhor Jesus,a humildade deve ser uma virtude contínua. Isso a torna igualmente uma porta fechada para o crente não retornar às velhas práticas. O homem natural, dominado pelo pecado, não tem o temor de Deus nem o compromisso de viver para a honra e glória dEle. Porém, o que nasceu de novo e, portanto, “ressuscitou com Cristo”, busca ajuda do alto para viver em plena comunhão e humildade com o seu semelhante (Cl 3.1 -1 7).[Leia as respostas da lição aqui mesmo, no Blog Verdade Profética!]

3. Obras em mansidão de sabedoria. Vivemos em um tempo onde as pessoas se aborrecem por pouca coisa, onde tudo é motivo para desejar o mal ao outro. Vemos descontrole no trânsito, o destempero na fila, a pouca cordialidade com o colega de trabalho e coisas afins. Parece que as pessoas não convivem espontaneamente com as outras. Apenas se toleram! Nesse contexto, o ensino de Tiago é de sobremodo relevante: “Mostre, pelo seu bom trato as suas obras em mansidão de sabedoria” (v. 13). Amor, cordialidade e solidariedade são valores éticos absolutos reclamados no Evangelho. Ouçamos a sua voz! 

III - O VALOR DA VERDADEIRA SABEDORIA E A ARROGÂNCIA DO SABER CONTENCIOSO (Tg 3.14-18)

1. Administrando a sabedoria. A sabedoria mencionada por Tiago assinala a vontade de Deus para a vida do crente. Uma vez dada por Deus, taí sabedoria constitui-se parte da natureza do crente. É resultado do novo caráter lapidado pelo Espírito Santo. É um novo pensar, um novo sentir, um novo agir. Deus dá ao homem essa sabedoria para que ele administre as bênçãos, os dons e todas as esferas de relacionamentos da vida humana. Quando Jesus de Nazaré expressou “assim brilhe a vossa luz diante dos homens” (Mt 5.1 6), Ele estava refletindo sobre o propósito divino de o crente vivera inteireza do Reino de Deus diante dos homens. [Curta-nos no Facebook!]

2. Sabedoria verdadeira e a arrogância do saber. Há pessoas orgulhosas que, por se julgarem sábias, não admitem serem aconselhadas ou advertidas. Sobre tais pessoas as Escrituras são claras Qr 9.23). Entre os filhos de Deus não há uma pessoa que seja tão sábia que possa abrir mão da necessidade de aconselhar-se com alguém. O livro de Provérbios descreve que há sabedoria e segurança na multidão de conselheiros, pois do contrário: o povo perece (11.1 4). O rei Salomão orou a Deus pedindo-lhe sabedoria para entrar e sair perante o povo judeu (2 Cr 1.10). Disto podemos concluir que lidar com o povo sem depender dos sábios conselhos de Deus é um pedantismo trágico para a saúde espiritual da igreja. Portanto, leve em conta a sabedoria divina! É um bem indispensável para os filhos de Deus. Para quem sente falta de sabedoria, Tiago continua a aconselhar: “peça-a a Deus”.

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3. Atitudes a serem evitadas. “Onde há inveja e espírito faccioso, aí há perturbação e toda obra perversa” (v. 1 6). Aqui o autor da epístola descreve o resultado de uma “sabedoria” soberba e terrena. Classificando tal sabedoria, Tiago utiliza dois termos fortíssimos, afirmando que ela é “animal” e “diabólica”. Animal, porque é acompanhada por emoções oriundas de um instinto natural, primitivo, irracional e carnal, sendo por isso destituída de qualquer preocupação espiritual. Diabólica, porque o nosso adversário inspira pessoas a transbordarem desejos que em nada se assemelham aos que são oriundos do fruto do Espírito, antes, são sentimentos egoísticos, que se identificam com as obras da carne (2 Tm 4.1 -3; Gl 5.1 9-21). Atitudes que trazem contenda, facções, divisão, gritarias e irritabilidade devem ser evitadas em nossa família, em nossa igreja ou em quaisquer lugares onde nos relacionarmos com o outro. O Senhor nos chamou para paz e não para confusão. Vivamos, pois uma vida cristã sábia e em paz com Deus! 

CONCLUSÃO

Após estudarmos o tema “sabedoria humilde” é impossível ao crente admitir a possibilidade de vivermos a vida cristã em qualquer esfera humana sem depender da sabedoria do alto. A sabedoria divina não só garante a saúde espiritual entre os irmãos, mas da mesma maneira, a emocional e psíquica. Ela estabelece parâmetros para o convívio social sadio ao mesmo tempo em que nos previne para que não caiamos nos escândalos e pecados que entristecem o Espírito Santo. Ouçamos o conselho de Deus. Que possamos viver de forma sóbria, justa e piamente (Tt 2.1 2).



09/07/2014

Esboço da carta de Tiago


I. 
Saudações (1.1)
As provações e seu Benefício (1.2-1 8)
Aceitá-las como Meio de Crescimento (1.2-4)
Orar por Sabedoria ao Lidar com Elas (1.5-8)
Regozijar-se pelo seu Efeito Nivelador nas Pessoas (1 .9-1 2) 
Reconhecer a Diferença entre Provação e Tentação (1.1 3-1 8) 

II. 
Ouvir a Palavra e Praticá-la (1.1 9-27)

III. 
Ser Imparcial e Demonstrá-lo (2.1 -1 3)

IV. 
Professar a Fé e Comprová-la (2.14-26)

V. 
Reconhecer Ardis e Evitá-los (3.1—5.6)
A Língua Desenfreada (3.1-1 2)
A Sabedoria Terrena (3.1 3-1 8)
A Conduta Pecaminosa (4.1-1 0)
Falar.Mal de um Irmão (4.11,12)
O Mal da Presunção (4.1 3-1 7)
A Riqueza Egoísta (5.1-6)

VI. 
Virtudes Cristãs e sua Prática (5.7-20)
Paciência e Constância (5.7-1 1)
Genuína Honestidade (5.12)
A Oração Eficaz pelos Enfermos (5.13-18)
Restaurando os Desviados (5.1 9,20)

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