30/07/2013

Dificil mas glorioso

Num dado momento, ainda que haja o desejo sincero de render o perfeito louvor a Deus, ninguem imagine que optar pela fe seja o principio de uma jornada onde nada nos sera impossivel ou algo que nao teremos o menor sinal de dificuldades. Obviamente que Deus concede sua graca e favor na nossa trajetoria,porem, nao devemos considerar que sera muito facil nosso proposito de Servi-lo com fidelidade. Questoes como  "calvario" sao uma realidade na vida do crente continuamente. A grande recomendacao biblica e voltada para que o cristao naoo desfaleca em sua fe.

Nao desanime se cair; nao entregue os pontos mesmo diante de uma situacao adversa; nao se curve a um evento desconhecido; nao saia do Monte do milagre; nao abra mao de viver milagres; nao deixe pelo caminho uma promessa do passado; nao confie em palavras de desanimo; nao abrace conselhos que desmerecem sonhos!

Mas, por outro lado,siga adiante; tenha projetos dificeis; acredite mesmo que ninguem acredite; mantenha o foco; agarre a bencao!

Deus abencoe a todos!

24/07/2013

EBD 3º Trimestre de 2013: Lição 04:Jesus, O modelo ideal de humildade

Olá pessoal, a paz do Senhor Jesus esteja com todos vocês em nome de Jesus! na lição de hoje veremos um aspecto singular da personalidade de nosso Senhor,sua humildade. Como a proposta da Revista deste trimestre é a questão da humildade, revelada em Filipenses, veremos Jesus na sua revelação mais surpreendente. Gostaria também de aproveitar a oportunidade e convidar a todos para que interajam conosco, deixando seu comentário, sua avaliação (ao final de cada postagem), sua indicação no Google+ , no Facebook, e nas redes sociais que você,nobre leitor, faz parte. Fique conosco, e interaja ! A todos, bom estudo, boa aula! - Editor.

Nesta lição, enfocaremos as atitudes de Cristo que revelam a sua natureza humana, obediência e humilhação, bem como a sua divindade. Humanidade e divindade, aliás, são as duas naturezas inseparáveis de Jesus. Esta doutrina é apresentada por Paulo no segundo capítulo da Epístola aos Filipenses.Veremos ainda que Jesus nunca deixou de ser Deus, e que encarnando-se, salvou-nos de nossos pecados. A presente lição revela também a sua exaltação.



I - O FILHO DIVINO: O ESTADO ETERNO DA PRÉ-ENCARNAÇÃO (2.5,6)

1. Ele deu o maior exemplo de humildade. 

Na Epístola aos Filipenses, lemos: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (v.5). Este texto reflete a humildade de Cristo revelada antes da sua encarnação. Certa feita, quando ensinava aos seus discípulos, o Mestre disse: “Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” (Mt 11.29).
Jesus Cristo é o modelo perfeito de humildade. O apóstolo Paulo insta a que os filipenses tenham a mesma disposição demonstrada por Jesus.

" 'Aniquilou-se'.:O texto de Fp. 2.5-11, revela uma manifestação impossível dada a oposição dos dos componentes. No vers. 7, o Apóstolo Paulo tenta nos explicar o fenômeno sobrenatural daquilo que se trata a manifestação de Jesus Cristo, ao despir-se de sua divindade e tomar a forma humana (humilhando-se). Como em João 1,o Verbo de Deus fez-se carne, habitou entre nós, sujeitou-se a limites impostos pelo próprio Senhor, com o firme propósito de salvar-nos de nossos próprios delitos e pecados. Note que o Seu eterno poder foi temido pelos demônios que oprimiam a muitos que,conhecendo a natureza da divindade de Jesus, concluíram que teriam seu julgamento antecipado (Mt. 8.28-29), embora estivesse revestido da natureza humana, n'Ele habitou,em seu próprio corpo mortal, toda a plenitude de Deus que lhe é própria (Cl. 2.9)" [1] 
2. Ele era igual a Deus. 

"Que, sendo em forma de Deus” (v.6). A palavra forma sugere o objeto de uma configuração, uma semelhança. Em relação a Deus, o termo refere- se à forma essencial da divindade. Cristo é Deus, igual com o Pai, pois ambos têm a mesma natureza, glória e essência (Jo 17.5). A forma verbal da palavra sendo aparece em outras versões bíblicas como subsistindo ou existindo.
Cristo é, por natureza, Deus, pois antes de fazer-se humano “subsistia em forma de Deus”. Os líderes de Jerusalém procuravam matar Jesus porque Ele dizia ser “igual a Deus”. A Filipe, o Senhor afirmou ser igual ao Pai (Jo 14.9-11). A divindade de Cristo é fartamente corroborada ao longo da Bíblia (jo 1.1; 20.28; Tt 2.13; Hb 1.8; Ap 21.7). Portanto, Cristo, ao fazer-se homem, esvaziou-se não de sua divindade, mas de sua glória.

3. Mas “não teve por usurpação ser igual a Deus” (v.6). 

Isto significa que o Senhor não se apegou aos seus “direitos divinos”. Ele não agiu egoisticamente, mas esvaziou- se da sua glória, para assumir a natureza humana e entregar-se em expiação por toda humanidade. O que podemos destacar nesta atitude de Jesus é o seu amor pelo mundo. Por amor a nós, Cristo ocultou a sua glória sob a natureza terrena. Voluntariamente, humilhou-se e assumiu a nossa fragilidade, com exceção do pecado.

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II - O FILHO DO HOMEM: O ESTADO TEMPORAL DE CRISTO (2,7,8)

1. “Aniquilou-se a si mesmo” (2.7). 

Foi na sua encarnação que o Senhor Jesus deu a maior prova da sua humildade: Ele “aniquilou-se a si mesmo”. O termo grego usado pelo apóstolo é o verbo kenoô, que significa também esvaziar, ficar vazio. Portanto, o verbo esvaziar comunica melhor do que aniquilar a ideia da encarnação de Jesus; destaca que Ele esvaziou-se a si mesmo, privou-se de sua glória e tomou a natureza humana. Todavia, em momento algum veio a despojar-se da sua divindade.
Jesus não trocou a natureza divina pela humana. Antes, voluntariamente, renunciou em parte às prerrogativas inerentes à divindade, para assumir | a nossa humanidade. Tornando-se t. verdadeiro homem, fez-se maldição por nós (Gl 3.13). E levou sobre o seu corpo todos os nossos pecados (IPe 2.24). Em Gálatas 4.4, Paulo escreveu que, na plenitude dos tempos, “Deus enviou seu Filho, nascido de mulher". Isto indica que Jesus é consubstanciai com toda a humanidade nascida em Adão. A diferença entre Jesus e os demais seres humanos está no fato de Ele ter sido gerado virginalmente pelo Espírito Santo e nunca ter cometido qualquer pecado ou iniquidade (Lc 1.35). Por isso, o amado Mestre é “verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus".

2. Ele “humilhou-se a si mesmo” (2.8).

Jesus encarnado rebaixou-se mais ainda ao permitir ser escarnecido e maltratado pelos incrédulos (Is 53.7; Mt 26.62-64; Mc 14.60,61). A auto humilhação do Mestre foi espontânea, Ele submeteu-se às maiores afrontas, porém jamais perdeu o foco da sua missão: cumprir toda a justiça de Deus para salvar a humanidade.

3. Ele foi “obediente até a morte e morte de cruz” (2.8). 

O Mestre amado foi obediente à vontade do Pai até mesmo em sua agonia: "Não se faça a minha vontade, mas a tua” (Lc 22.42). No Getsêmani, antes de encarar o Calvário, Jesus enfrentou profunda angústia e submeteu-se totalmente a Deus, acatando-lhe a vontade soberana. Quando enfrentou o Calvário, o Mestre desceu ao ponto mais baixo da sua humilhação. Ele se fez maldição por nós (Dt 21.22,23; cf. Gl 3.13), passando pela morte e morte de cruz.



III - A EXALTAÇÃO DE CRISTO (2.9-11)

1. “Deus o exaltou soberanamente” (2.9). 

Após a sua vitória final sobre o pecado e a morte jesus é finalmente exaltado pelo Pai. O caminho da exaltação passou pela humilhação, mas Ele foi coroado de glória, tornando-se herdeiro de todas as coisas (Hb 1.3; 2.9;12.2).
Usado pelo autor sagrado para designar especialmente Jesus, o termo grego Kyrios revela a glorificação de Cristo. O nome “Jesus” é equivalente a “Senhor”, e, por decreto divino, Ele foi elevado acima de todo nome. As Escrituras atestam que ante o seu nome “se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor [o Kyrios]” (v.10).

2. Dobre-se todo joelho. Diante de Jesus, todo joelho se dobrará (v.10). 

Ajoelhar-se implica reconhecer a autoridade de alguém. Logo, quando nos ajoelhamos diante de Jesus, deixamos bem claro que Ele é a autoridade suprema não só da Igreja, mas de todo o Universo. Quando oramos em seu nome e cantamos-lhe louvores, reconhecemos-lhe a soberania. Pois todas as coisas, animadas e inanimadas, estão sob a sua autoridade e não podem esquivar-se do seu senhorio.

"Na atualidade, todos podemos e muitos são aqueles que questionam se,de fato, Cristo executará seu juízo a todos os homens. Homens que não acreditam na verdade bíblica, tentam enganar-se dizendo que as religiões são os diversos caminhos para um mesmo deus, para uma mesma salvação. Pela Bíblia Sagra, porém, vemos que,ainda que hoje tenhamos total liberdade de escolher nossos próprios caminhos, Cristo não abrirá mão de executar seu julgamento sobre todos nós (Ap.20.11-12). Aliás, como parte da revelação de Cristo a nós e a todos os homens, faz-se necessário que se cumpra essa promessa, afinal remete a profecias anteriores de Jesus, afirmando que haverá o momento em que todos se curvarão diante dele (Is. 45.23;Rm.14.11)." [2]
3. “Toda língua confesse” (v.11). 

Além de ressaltar o reconhecimento do senhorio de Jesus, a expressão implica também a pregação do Evangelho em todo o mundo. Cada crente deve proclamar o nome de Jesus. O valor do Cristianismo está naquilo que se crê, A confissão de que Jesus Cristo é o Senhor é o ponto de convergência de toda a Igreja (Rm 10.9; At 10.36; 1 Co 8.6). Nosso credo implica o reconhecimento público de Jesus Cristo como o Senhor da Igreja. A exaltação de Cristo deve ser proclamada universalmente.


CONCLUSÃO

O tema estudado hoje é altamente teológico. Vimos a humilhação e a encarnação de Jesus. Estudamos a dinâmica da sua humanização e a sua consequente exaltação. Aprendemos também que o Senhor Jesus é o Deus forte encarnado — verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. E que Ele recebeu do Pai toda a autoridade nos céus e na terra. Ele é o Kyrios, o Senhor Todo-Poderoso. O nome sob o qual, um dia, todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor. Proclamemos essa verdade universalmente.

.:Leia Mais:.
[1],[2] Notas do Editor 

Respostas da Lição 04: Jesus, O modelo ideal de humildade

1. Quem é o nosso modelo perfeito de humildade?
R: Jesus Cristo.

2. Segundo a lição, o que sugere a palavra forma?
R: O objeto de uma configuração, uma semelhança. Em relação a Deus, o termo refere-se à forma essencial da divindade.

3. Qual o significado do verbo grego kenoô?
R: Esvaziar, ficar vazio.

4. Qual o termo importante que aparece como designação principal do autor sagrado para descrever a glorificação do Filho pelo Pai em o Novo Testamento?
R: Kyrios, Senhor.

5. O que você tem feito para proclamar e exaltar o nome de Jesus em sua igreja e fora dela?
R:Resposta pessoal.

.:Não deixe de ler também.:

Subsídio I aula 04:Jesus, O modelo ideal de humildade

Subsídio Teológico

“O termo ‘Senhor’ representa o vocábulo grego kurios, bem como os vocábulos hebraicos Adernai (que. significa ‘meu Senhor, meu Mestre, aquEle a quem pertenço’) e Yahweh (o nome pessoal de Deus). Para as culturas do Oriente Próximo e do Oriente Médio antigos, ‘Senhor’ atribuía grande reverência quando aplicado aos governantes, As nações ao redor de Israel usavam o termo para indicar seus reis e deuses, pois a maioria dos reis pagãos afirmavam-se deuses. Esse termo, pois, representava adoração e obediência. Kurios podia ser usado no trato com pessoas comuns, como uma forma polida de tratamento. Entretanto, a Bíblia declara que o nome ‘Senhor’ foi dado a Jesus pelo Pai, identificando-o, assim, como divino Senhor (Fp 2.9-11). Os crentes adotaram facilmente esse termo, reconhecendo em Jesus o Senhor divino. Por meio de seu uso, indicavam completa submissão ao Ser Supremo. O título que Paulo preferia usar para referir-se a si mesmo era ‘servo’ (no grego, doulos, ‘escravo’, ou seja, um escravo por amor) de Cristo Jesus (Rm 1.1; Fp 1.1). A rendição absoluta é apropriada a um Mestre absoluto. A significação prática desse termo é espantosa quanto às suas implicações na vida diária. A vida inteira deve estar sob a liderança de Cristo. Ele deve ser o Mestre de cada momento da vida de todos quantos nasceram na família de Deus.

Isso, contudo, não significa que Cristo seja um tirano, pois Ele mesmo declarou: ‘Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que têm autoridade sobre eles são chamados benfeitores. Mas não sereis vós assim; antes, o maior entre vós seja como o menor; e quem governa, com quem serve. Pois qual é maior: quem está à mesa ou quem serve? Porventura, não é quem está à mesa? Eu porém, entre vós, sou como aquele que serve’ (Lc 22.25-27; ver também Mt 20.25-28). Jesus viveu e ensinou a liderança de servos” 

(MENZIES, William W.; HORTON, Stanley M. Doutrinas Bíblicas: Os Fundamentos da Nossa Fé. 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp.51-52).

:.Não deixe de ler também.:

16/07/2013

EBD 3º Trimestre de 2013: Lição 03: O comportamento dos salvos em Cristo

A paz do Senhor a todos! Trazemos a seguir a lição da Escola Dominical na íntegra, espero que seja de muita ajuda a todos aqueles que nos acessam e não deixe também de enviar o seu comentário, sua opinião sobre os temas abordados:: Gostaria de lembrar ainda que o nosso comentário adicional desta lição está disponibilizado nos links destacados ao longo do post. - Editor

Nesta lição, aprenderemos que muitas são as circunstâncias adversas que tentam enfraquecer o compromisso do crente com o Evangelho de Cristo.
Veremos que o testemunho do cristão é testado tanto pelos de fora (sociedade) quanto pelos de dentro (igreja). Todavia, a Palavra do Senhor nos conclama a nos portarmos dignamente diante de Deus e dos homens.

I - O COMPORTAMENTO DOS CIDADÃOS DO CÉU (1.27)

1. O crente deve “portar-se dignamente”: “Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo" (v.27), A palavra-chave desta porção bíblica é dignamente. Este termo sugere a figura de uma balança com dois pratos, onde o fiel da pesagem determina a medida exata daquilo que está sendo avaliado. Em síntese, precisamos de firmeza e equilíbrio em nossa vida cotidiana, pois esta deve harmonizar-se à conduta do verdadeiro cidadão dos céus.

2. Para que os outros vejam: O apóstolo Paulo deseja estar seguro de que os filipenses estão preparados para enfrentar os falsos obreiros que, sagazmente, intentam desviá-los de Cristo. Por isso fala do fato de estando ou não entre os filipenses, quer ouvir destes que estão num “mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho” (v.27).

3. A autonomia da vida espiritual: Os filipenses teriam de desenvolver uma vida espiritual autônoma em Jesus, pois o apóstolo nem sempre estaria com eles. Diante da sociedade que os cercava, Paulo esperava dos filipenses uma postura firme, mas equilibrada. Naquele momento a sociedade caracterizava-se por uma filosofia mundana e idólatra, na qual o imperador era o centro de sua adoração. Quantas vezes somos desafiados diante das vãs filosofias e modismos produzidos em nosso meio? O Senhor nos chama a ser firmes e equilibrados, testemunhando aos outros como verdadeiros cidadãos do céu.[Leia também o post: A discrição e o exemplo de Noé aqui]


II - O COMPORTAMENTO ANTE A OPOSIÇÃO (1.28-30)

1. O ataque dos falsos obreiros: A resistência ao Evangelho vinha através de pregadores que negavam a divindade de Cristo e os valores ensinados pelos apóstolos. Paulo, porém, exorta os crentes de Filipos quanto à postura que deveriam adotar em relação a tais falsos obreiros (v.28).

2. O objetivo dos falsos obreiros: Os falsos obreiros queriam intimidar os cristãos sinceros. Eles aproveitavam a ausência de Paulo e de seus auxiliares para influenciar o pensamento dos filipenses e, assim, afastá-los da santíssima fé. Por isso, o apóstolo adverte para que os filipenses não se espantassem. De igual modo, não devemos temer os que torcem a sã doutrina. Guardemos a fé e falemos com verdade e mansidão aos que resistem a Palavra de Deus (1 Pe 3.15).

3. Padecendo por Cristo: A Teologia da Prosperidade rejeita por completo a ideia do sofrimento, No entanto, a Palavra de Deus não apenas contradiz essa heresia, mas desafia o crente a sofrer por Cristo. É um privilégio para o cristão padecer por Jesus (v.29). Paulo compreendia muito bem esse assunto, pois as palavras de Cristo através de Ananias cumpriram-se literalmente em sua vida (At 9.16). Por isso, os crentes filipenses aprenderam com o apóstolo que o sofrimento, por Cristo, deve ser enfrentado com coragem, perseverança e alegria no Espírito. Aprendamos, pois, com os irmãos filipenses.[Leia aqui o Subsídio Teológico]

III - PROMOVENDO A UNIDADE DA IGREJA (2.1-4)

1. O desejo de Paulo peia unidade: Depois de encorajar a igreja em Filipos a perseverar no Evangelho, o apóstolo começa a tratar da unidade dos crentes. Como a Igreja manterá a unidade se os seus membros forem egoístas e contenciosos? Este era o desafio do apóstolo em relação aos filipenses. Para iniciar o argumento em favor da unidade cristã, o apóstolo utiliza vocábulos carregados de sentimentos afetuosos nos dois primeiros versículos (2.1,2). Tais palavras opõem-se radicalmente ao espírito sectário e soberbo que predominava em alguns grupos da congregação de Filipos:

a) Consolação de amor; comunhão no Espírito e entranháveis afetos e compaixões. Cristo é o assunto fundamental dos filipenses. Por isso, a sua experiência deveria consistir na consolação mútua no amor de Deus e na comunhão do Espírito Santo, refletindo a ternura e a compaixão dos crentes entre si (cf. At 2.42ss.).

b) Mesmo amor, mesmo ânimo e sentindo uma mesma coisa. Quando o afeto permeia a comunidade, temos condições de viver a unidade do amor no Espírito Santo. O apóstolo Paulo “estimula os filipenses a se amarem uns aos outros, porque todos têm recebido este mesmo amor de Deus” (Comentário Bíblico Pentecostal, p,1290).
Consolidada a unidade, a comunhão cristã será refletida em todas as coisas.

2. O foco no outro como em si mesmo: Vivemos numa sociedade tão individualista que é comum ouvirmos jargões como este: “Cada um por si e Deus por todos”. Mas o ensinamento paulino desconstrói tal ideia. O apóstolo convoca os crentes de Filipos a buscar um estilo de vida oposto ao egoísmo e ao sectarismo dos inimigos da cruz de Cristo (2.3). No lugar da prepotência, deve haver humildade; no lugar da autossuficiência, temos de considerar os outros superiores a nós mesmos.

3. Não ao individualismo: Paulo ainda adverte: “Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros” (v.4). Esta atitude remonta a um dos ensinos mais basilares do Evangelho: “ama o teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12.31; cf. At 2.42-47). Isto “rememora o exemplo de Paulo, de colocar as necessidades dos filipenses em primeiro lugar (escolhendo permanecer com eles, 1.25) e de procurar seguir o exemplo de Cristo de não sentir que as prerrogativas da divindade sejam ‘algo que deva ser buscado para os seus próprios propósitos” (Comentário Bíblico Pentecostal, p.1291).


CONCLUSÃO
Com a ajuda do Espírito Santo, podemos superar tudo aquilo que rouba a humildade e o relacionamento sadio entre nós. O Espírito ajuda-nos a evitar o partidarismo, o egoísmo e a vanglória (G1 5.26). Ele produz em nosso coração um sentimento de amor e respeito pelos irmãos da fé (Fp 2.4). A unidade cristã apenas será possível quando tivermos o sentimento que produz harmonia, comunhão e companheirismo: o amor mútuo. O nosso comportamento como cidadãos dos céus deve ser conhecido pela identidade do amor (Jo 13.35).

::Leia também::

A discrição e o exemplo de Noé

Em Gênesis 9.20-27, vemos uma situação ocorrida com Noé,na qual sua nudez foi vista por seus filhos.Obviamente que,lendo o texto citado, percebemos que o que motivou, ou o que levou Noé a ter sua nudez descoberta foi o embriagar-se com vinho (v.21), isso foi um erro do patriarca,no entanto, gostaria de chamar a atenção para outra questão neste relato. Refiro-me a reação de Cam que tornou o pecado de seu pai conhecido a seus irmãos. 

Esse ponto da nudez de Noé tem muito valor para nós, crentes do NT. Como o Apóstolo Paulo relatou que possuía um espinho na carne (2 Co.12.7), também nós, possuímos a nossa nudez, a nossa fraqueza que, vêm à nossa memória e à nossa carne constantemente, querendo expor a nossa vida de forma a envergonhar o senhorio de Cristo em nós, visto que somos representantes Dele; nas palavras do Apóstolo, somos embaixadores de Jesus (2 Co. 5.20), ou seja, temos um envio no sentido de carregarmos a missão de Cristo em abençoar as Nações, com os plenos poderes do Evangelho. Somos representantes de um Reino Celestial, Testemunhas de Cristo (At. 1.8) e,dessa forma, devemos levar uma vida de discrição perante o mundo e a própria Igreja.

Note,dentro deste texto que estamos abordando, que Cam não agiu  com discrição e expôs a fraqueza,o pecado, a nudez de seu pai, da mesma forma que muitos crentes hoje em dia que, vendo a queda de um irmão ou irmã, fazem questão de "passar adiante" pra todo mundo ouvir. Seguem o exemplo de Cam, que não honrou e nem respeitou seu pai, expondo-o numa condição deplorável.O resultado desta atitude foi a maldição proferida contra sua descendência por Noé (9.25).

Então, nobre leitor, vimos que a discrição deve fazer parte da vida do servo de Deus, não somente porque ela impede inúmeras possibilidades do nome de Jesus ser envergonhado,mas, também, porque mantém os elos entre as pessoas (Pv. 17.9). Imagine que,no momento que Noé,já recuperado dos sintomas de embriagues, sabe da atitude de seu filho, fica naturalmente magoado e profere contra sua descendência sentenças, colocando-a como aquela que serviria às demais,algo que poderia ser evitado se uma atitude simples fosse tomada em silêncio por ele. 

Eis outras recomendações de discrição:

  • Discrição é um ato de sabedoria: "Eu, a sabedoria, habito com a prudência, e possuo o conhecimento e a discrição."(Pv.8.12)
  • Mulheres que não são discretas: "Como joia de ouro em focinho de porca, assim é a mulher formosa que se aparta da discrição." (Pv.11.22)
  • Discrição aparta a ira: " A discrição do homem fá-lo tardio em irar-se; e sua glória está em esquecer ofensas." (Pv.19.11).

E você, tem andado em discrição na presença de Deus?

*Deus abençoe a todos!

15/07/2013

Subsídio 1 aula 3: O comportamento dos salvos em Cristo


- Subsídio Teológico -

“O Comportamento à Luz da Experiência Cristã
[...] Paulo desafia seus ouvintes a tornarem a sua alegria completa. A ideia que está por trás de fazer algo completo é trazer isto à sua realização ou ao objetivo final. Em Filipenses, Paulo observa que experimentou a alegria no sofrimento, a alegria de ser lembrado pelos filipenses por ocasião de sua necessidade, e a alegria pelo evangelho ser pregado. Para ele, a alegria completa é que a igreja, que é a comunidade redimida, viva a realidade do evangelho.
Depois de rogar aos filipenses que compartilhassem a experiência da salvação, Paulo desafia-os a refletir várias qualidades em suas vidas (vv. 2b-4), todas aquelas que dependam ou aumentem a primeira: ‘sentindo uma mesma coisa' (v.2b). Esta expressão indica muito mais do que compartilhar pensamentos ou opiniões comuns; denota o completo processo de pensamentos e emoções de uma pessoa, que estão intimamente refletidos na maneira de viver, pois ambos estavam ligados como se fossem uma única característica.
Uma característica de boa consciência é que os cristãos deveriam ter ‘o mesmo amor’ uns para com os outros. Paulo estimula os filipenses a amarem-se uns aos outros, porque todos têm recebido este mesmo amor de Deus (2.1)” 

(ARRINCTON, French L.; STRONS- TAD, Roger (Eds). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 4. ed. Vol. 2 Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.486).

::Leia mais::

Respostas da Lição 03: O comportamento dos salvos em Cristo

1. De acordo com a lição, o que sugere o termo dignamente?
R: Este termo sugere a figura de uma balança com dois pratos, onde o fiel da pesagem determina a medida exata daquilo que está sendo avaliado.

2. Como a Palavra de Deus contradiz a Teologia da Prosperidade em relação ao sofrimento?
R: Desafiando o crente a sofrer por Cristo, pois de acordo com o ensino de Paulo, é um privilégio o cristão padecer por Jesus (v.29).

3. O que Paulo usa para argumentar a favor da unidade cristã?
R: O apóstolo utiliza vocábulos carregados de sentimentos afetuosos nos dois primeiros versículos (2.1,2).

4. A atitude de se preocupar com as necessidades do próximo remonta a qual ensino basilar do Evangelho?
R: “Ama o teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12.31; cf. At 2.42-47).

5. O que você pode fazer, ou já tem feito, para superar tudo aquilo que rouba a humildade e o relacionamento sadio entre irmãos de sua igreja?
R: Resposta pessoal.

::Leia mais::


10/07/2013

EBD 3º Trimestre de 2013: Lição 02:Esperança em meio à adversidade

Olá pessoal, a paz do Senhor Jesus no teu coração! Iniciamos o terceiro trimestre com muito ânimo e fôlego renovado pelo Espírito Santo, no intuito de levar até você um conteúdo que supere todas as expectativas e proporcione benefícios ao teu espírito em nome de Jesus! E, especialmente a você que nos acompanha e tem sido edificado com o material que produzimos, gostaria de te convidar a curtir a nossa fan page no Facebook, e também compartilhando nossas publicações. Bom, a todos o meu abraço, agradecimento e desejo de boa aula no próximo domingo! - Editor.

Lição de número 02 a ser ministrada no próximo dia 14/Julho de 2013, em todas as AD's

I-ADVERSIDADE:UMA CONTRIBUIÇÃO PARA A PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO

É fácil perceber no decorrer da narrativa bíblica a questão das adversidades como um fator importante no desenvolvimento. Diante de situações adversas, pessoas são modificadas, passam a ter uma visão diferente, ambientes mudam, há crescimento e prosperidade. Dizemos isto pois as adversidades assim que surgem, exigem posicionamentos diferentes dos usuais, nos exigem mais pensamento, estratégia, algo que,no contexto bíblico, é expresso como uma capacitação especial pelo Espírito Santo, dando-nos uma capacidade criativa para as questões que não vislumbramos,pelos nossos métodos, solução.

"“O Sangue Dos Mártires é o Fermento da Igreja”:

Como nesta frase de Tertuliano, um dos motivos que leva ao crescimento da Igreja, é, sem dúvida, a perseguição. A morte de Estevão trouxe à Igreja uma nova dimensão em seu caráter missionário e na colheita das almas para o Reino.Em todos os momentos que a perseguição se manifesta,traz ao coração da Igreja algumas certezas espirituais que por qualquer motivo estavam esquecidas.É o avivamento.Traz consigo a sensação de que o tempo da volta do Senhor é este,justamente pela perseguição que assola a Igreja.
No capítulo 8 de Atos, vemos o alcance do Evangelho a Judéia e Samaria por parte de pessoas anônimas, crentes comuns que, movidos pelo Espírito anunciavam a mensagem de Jesus por onde quer que fossem (8.4). Quando falamos que o mover apostólico traz o destaque às teologias menos apreciadas pelos crentes,queremos dizer que a certeza da volta de Jesus torna-se mais patente a nós todos, por isso que os dispersos anunciavam a Palavra,era a percepção que o dia do SENHOR estava por vir.Com a chuva de Deus caindo sobre os crentes,isto é,a certeza da veracidade da Palavra,a colheita nos seria(será) possível(Dt.11.14).Ou seja,o nosso fruto como povo de Deus(a salvação dos perdidos) não seria frustrado(Ml.3.11).
A dispersão trazida pela morte de Estevão proporcionou à Igreja uma nova dimensão evangelística não como um ato planejado, mas, um resultado de toda aquela perseguição que assolou os crentes. É,portanto,incorreto afirmar que os crentes ‘fugiram’ pois não tinham fé ou mesmo porque desconheciam o poder de Cristo como intercessor nosso,pois havia um propósito espiritual da parte de Deus nessa dispersão dos crentes(Jo.3.8).O Espírito guiou a cada um pelo caminho que deviam trilhar a fim de que a mensagem evangélica fosse propagada,não pelos apóstolos,nessa ocasião, mas por crentes anônimos que ouviram o som do vento que os conduziu para o local designado por Deus." [1]

II-O TESTEMUNHO DE PAULO NA ADVERSIDADE

Três são os testemunhos do apóstolo em meio a sua adversidade, os quais ele compartilha com os filipenses: 
  1. O poder do Evangelho: Em meio ao cárcere, em cadeias, o apóstolo Paulo diz aos filipenses, que nada, nem mesmo seu aparente impedimento no exercício de seu ministério, seria capaz de conter o Evangelho de Cristo.Nenhum poder humano, a exemplo do que estava acontecendo com Paulo, seria capaz de impedir o crescimento da Igreja na expansão do Evangelho de Cristo, uma vez que este é o poder de Deus (Rm. 1.16; 1Co. 1.18);
  2. A preocupação dos filipenses com Paulo: Lendo este trecho das Escrituras, fica muito evidente a preocupação dos filipenses com o apóstolo, a quem tinham muito amor. E, no momento em que Paulo nota esta preocupação, inverte totalmente a situação, mostrando que todas as coisas, quando estão guiadas pelo Espírito de Jesus Cristo, tornam-se em benefícios para a obra de Deus (vv.12,13).Em Rm. 8.28, fica claro que as dificuldades além produzirem benefícios à obra de Deus, também produzem aos fiéis;
  3. Paulo rejeita a autopiedade: Para Paulo, o sofrimento em seu ministério era algo passageiro, pois sua vida e ministério eram guiados por Deus e,portanto, o apóstolo não era regulado de acordo com as circunstâncias da vida, circunstâncias políticas, filosóficas, existenciais,etc., o apóstolo já havia aprendido a se contentar com o que possuísse (Fp. 4.11-12).Como ele mesmo atestou: "...já aprendi a contentar-me com as circunstâncias em que me encontre."(Fp. 4.11b)

Conclusão: A questão da adversidade é tida por muitos como algo inútil e que somente produz desgostos e coisas negativas, no entanto, é bom tomar o exemplo de Paulo e tantos outros que em meio a luta e situação contrária, não abriram mão de sua confiança em Deus,no poder do Evangelho, e na esperança de que o Senhor não lhes abandonaria (e não abandonou!).

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Respostas da Lição 02:Esperança em meio à adversidade

1. De acordo com a lição, qual foi a principal contribuição da prisão de Paulo para o Evangelho?
R. Foi a livre comunicação do Evangelho na capital do mundo antigo.

2. Como Paulo via o sofrimento?
R. Para o apóstolo, a soberania de Deus faz do sofrimento algo passageiro, pois os infortúnios servem para encher-nos de esperança, conduzindo-nos numa bem-aventurada expectativa de “que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8.28).

3. Cite e explique as motivações que predominavam nas igrejas da Ásia Menor onde o apóstolo Paulo atuava.
R. A primeira motivação era positiva, caracterizada pela disposição dos fiiipenses pregarem o Evangelho com destemor e coragem. A segunda era negativa, pois a sua principal característica era os pregadores que usavam a prisão do apóstolo para garantir vantagens pessoais.

4. Qual era o maior dilema de Paulo apontado na lição?
R. “Estar com Cristo” ou “viver na carne”.

5. Você está pronto a trabalhar na causa do Senhor; mesmo que isso signifique enfrentar oposições de falsos crentes, além das privações materiais ou físicas?
R. Resposta pessoal.

Confira o comentário da Lição aqui.
Leia o subsídio I
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Subsídio 1 Aula 02: Esperança em meio à adversidade

Alguns pregam Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa mente (1.15). Posteriormente Paulo voltará sua atenção aos judaizantes, que distorcem o evangelho insistindo nas obras como algo essencial para a salvação (3.2-11). Aqui a tensão é pessoal em vez de doutrinária. Alguns se tornam evangelistas mais ativos por um espírito competitivo, tendo um prazer perverso no pensamento de que Paulo está atado e incapaz de tentar alcançá-los. Outros se tornam evangelistas mais ativos por amor, um esforço de aliviar Paulo da preocupação de que expansão do evangelho retrair-se-á devido à sua inatividade forçada.

É fascinante ver como Paulo recusa-se a julgar as motivações, e está encantado com o fato de que, seja pela razão que for, o evangelho está sendo pregado. Poucos de nós têm essa maturidade. Os críticos de Paulo poderão ficar amargamente ressentidos com o seu sucesso, mas o apóstolo não ficará ressentido com eles! Em vez disso ele se regozijará por Cristo estar sendo pregado, e deixará a questão dos motivos para o Senhor.

Porque sei que disto me resultará salvação (1.19). Paulo não se refere aqui à sua libertação da prisão. O maior perigo que qualquer um de nós enfrenta é o desânimo que as dificuldades frequentemente criam.

(RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2007, p.437).

03/07/2013

EBD 3º Trimestre de 2013: Lição 1: Paulo e a Igreja em Filipos

Olá,pessoal, graça e paz a todos! No último trimestre, onde a Revista da EBD tratou sobre a família cristã no seculo XXI, nós, do Blog Verdade Profética, apresentamos as lições de forma integral conforme disponibilizada no comentário original da revista. Neste Trimestre, nós comentaremos em cima de cada lição, com o intuito de tornar ainda mais enriquecido o conteúdo de cada uma delas. Esperamos que vocês gostem da nossa abordagem e participe interagindo conosco também. Apresentamos,então, a primeira lição deste trimestre, que está simplificada, bem resumida,bom estudo e boa aula! - Editor.

I-INTRODUÇÃO À EPÍSTOLA

Inicialmente, disponibilizamos uma visão geral da carta de Paulo aos Filipenses [aqui], para uma melhor interação de todos com o cenário, e o conteúdo daquilo que o apóstolo escreveu para aquela Igreja. O ponto,porém, que muito chama atenção é o fato de esta carta não ter como objetivo principal a doutrinação, repreensão à Igreja, não tinha como objetivo tratar conflitos, ainda que tratasse da questão dos falsos ensinos (3.1-21). A motivação de Paulo ao escrever esta carta era totalmente sua afeição e apreço pela congregação. [clique aqui para mais comentários sobre a Cidade de Filipos e a Carta de Paulo a Filipenses]

II-AUTORIA E DESTINATÁRIOS

O nome de Timóteo aparece logo no início da carta aos filipenses (v.1), como sendo coautor desta carta,mas, a autoria pertence ao apóstolo Paulo. A menção de Timóteo como coautor desta epístola se dava ao fato do apóstolo não possuir uma saúde muito boa, o que o obrigava a constantemente depender da ajuda de um auxiliar na composição de seus escritos, como vemos em várias outras cartas a cooperação de seus auxiliares (Rm 16.22; 1Co 1.1; Cl 1.1).

Ao escrever a epístola aos Filipenses, o Apóstolo Paulo direciona a epístola não somente à Igreja, a qual denominou de “todos os santos”, isto é, os membros que ali congregavam, identificando que a congregação ali estabelecida era uma extensão do Corpo do Senhor Jesus, aliás, era comum o apóstolo qualificar as Igrejas desta forma  (Rm 1.7; 1Co 1.2), era uma qualificação apostólica que identificava o chamado espiritual da Igreja, como antes, ainda hoje a Igreja é o Corpo, a congregação dos santos em Cristo Jesus. A Igreja é,em outras palavras, os ramos nos quais a videira é o próprio Senhor Jesus (Jo 15.1-7). [clique aqui para mais considerações sobre a Cidade de Filipos]

No entanto, o apóstolo também direcionou a epístola aos dirigentes daquela igreja, ao contrário de outras epístolas pastorais, como as direcionadas a Timóteo e Tito,por exemplo, que eram direcionadas unicamente a lideranças, esta abrangia tanto a Igreja, como os lideres dali, mostrando o seu cuidado também com aqueles que estão à frente da Congregação.


III- AÇÃO DE GRAÇAS E PETIÇÃO PELA IGREJA DE FILIPOS (1.3-11)

A ação de graças de Paulo possui três pontos fundamentais:
  1. As razões: a compaixão deles para com o apóstolo quando da sua prisão, defesa e confirmação do Evangelho (v.7);
  2. A gratidão (vv. 3-8): Paulo lembra a experiência amarga sofrida juntamente com Silas em Filipos (v.7), descrita em Atos 16.19,23,24. Os filipenses participaram das aflições do apóstolo e proveram-no, inclusive, de recursos financeiros (4.15-18), ao passo que os coríntios fecharam-lhe as mãos (1Co 9.8-12). Por isso, quando lemos a Epístola aos Filipenses percebemos o amor, a amizade e a grande estima que Paulo nutria para com aquela igreja (v.8).
  3. A oração de petição (vv. 9-11): Após agradecer, o apóstolo passa a orar em favor dos filipenses:Que o vosso amor aumente mais e mais em ciência e em todo o conhecimento (v.9);  Para que aproveis as coisas excelentes para que sejais sinceros e sem escândalo algum até ao Dia de Cristo (v.10); e Cheios de frutos de justiça (v.11).

Conclusão:: As adversidades ministeriais na vida do apóstolo Paulo eram amenizadas na demonstração de amor das igrejas plantadas por ele.

E Mais::

Subsídio 2 aula 1:Paulo e a Igreja em Filipos

“[Filipos]

A cidade de Filipos foi fundada em 360 a.C. por Filipe da Macedônia. Foi construída na aldeia de Krenides em Trácia e serviu como um centro militar significativo. Quando Roma conquistou a área duzentos anos mais tarde, Filipos se tornou a principal cidade na Macedônia, um dos quatro distritos romanos do que é hoje conhecido como a Grécia. Lá, aconteceu a famosa batalha entre os exércitos de Brutus e Cassius e aqueles de Otávio e Marco Antônio (42 a.C.). A vitória de Otávio levou ao estabelecimento do Império Romano, e ele é lembrado pelo nome sob o qual governou aquele império — Augustus. Filipos floresceu como uma cidade colonial no Império Romano; é a única cidade romana chamada de ‘colônia’ no Novo Testamento (At 16.12). Muitos veteranos de guerras romanas, particularmente do conflito mais antigo entre Antônio e Otávio, povoaram este lugar, tendo recebido porções de terras por seu serviço a Roma. A cidade teve orgulho deste estado como uma colônia romana, desfrutando dos privilégios de isenção de impostos. Promoveu o latim como sua língua oficial e modelou muitas de suas instituições segundo as de Roma (por exemplo, o governo cívico). Os magistrados que Paulo e seus companheiros encontraram primeiro em Atos 16 trouxeram o título honorário de ‘pretores’. O sentimento de orgulho dos filipenses é evidente em Atos 16.21, onde vários cidadãos se referem a si mesmos como ‘Romanos’” 


(ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R. (Eds.) Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 4 ed., Vol. 2, RJ: CPAD, 2009, p.470).

Respostas da Lição 1: Paulo e a Igreja em Filipos

1. Faça um resumo a respeito da cidade de Filipos.
R. A cidade de Filipos foi fundada por Felipe II, localizada no Norte da Grécia. Além de ser uma importante colônia romana (At 16.12), era um importante centro mercantil entre a Europa e a Ásia.

2. Qual a data mais provável em que foi escrita a Epístola aos Filipenses?
R. De acordo com os especialistas do Novo Testamento, a carta foi redigida entre os anos 60 e 63 d.C.

3. Quem é o coautor e autor da carta aos filipenses?
R. Timóteo e Paulo.

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4. Quem são os destinatários da carta aos filipenses?
R. Aos crentes de Filipos, chamados santos, e “bispos e diáconos” da Igreja.

5. Quais são as três petições de Paulo apresentadas na lição em favor dos filipenses?
R. Que os filipenses crescessem em amor e ciência, tivessem sinceridade e que dessem frutos de justiça.



02/07/2013

Introdução a Filipenses: A Cidade e a Carta

Filipos, A Cidade:: 

Capital da Macedônia,situada na importante estrada entre Roma e a Ásia. Seu nome deriva-se de Filipe, rei da Macedônia, pai de Alexandre o Grande, que a reedificou e embelezou. Foi em Filipos que,pela primeira vez, se pregou o Evangelho na Europa, por ocasião da segunda viagem de Paulo. Na época de Paulo, Filipos era uma cidade romana privilegiada, tendo uma guarnição militar

A Carta::

A Epístola aos Filipenses, foi a décima na ordem cronológica, e a sexta na ordem da Bíblia,das epístolas de Paulo.Diferentemente de muitas cartas de Paulo,Filipenses não foi escrita devido a problemas ou conflitos na Igreja,sua motivação básica é a afeição e apreço pela congregação. O apóstolo,mesmo muito distante e em prisão, não foi esquecido pelos crentes de Filipos. Foi a Igreja que enviou ao Apóstolo Paulo uma oferta, sobre as demais,não sabemos. A Carta de Paulo é uma resposta aos Filipenses. É uma carta simples e sincera, um derramamento afetuoso e espontâneo de um coração que podia exprimir-se sem reserva a uma Igreja amadíssima.

Divisão::

Filipenses pode ser dividido da seguinte forma:

INTRODUÇÃO(1.1-11)
  1. Saudações (1.1,2)
  2. Ação de graças e oração pelos filipenses (1.3-11)
I. As circunstâncias em que Paulo se encontrava (1.12-36)
  1. O avanço do evangelho por causa da prisão de Paulo (1.12-14)
  2. A proclamação de Cristo de todas as maneiras (1.15-18)
  3. A disposição de Paulo viver ou morrer (1.19-26)

II.Assuntos de interesse da Igreja (1.27-4.9)
  1. Exortação de Paulo aos filipenses (1.27-2.18)
  2. Os mensageiros de Paulo a Igreja (2.19-30)
  3. Advertencias de Paulo a respeito de falsos ensinos (3.1-21)
  4. Conselhos finais de Paulo (4.1-9)

CONCLUSÃO(4.10-23)
  1. Reconhecimento e gratidão pelas ofertas recebidas (4.10-20)
  2. Saudações finais e bênção (4.21-23)
A Chave da Carta aos Filipenses é: "Alegrai-vos sempre no Senhor"(4.4). Essa epístola,cheia de alegria e gratidão, das profundezas da prisão (1.7,13,14,17),e na sombra do sepo do decapitador, lembra os cânticos de louvor por volta da meia-noite no cárcere de Filipos,At.16.25.

::Bibliografia utilizada::
Bíblia de Estudo Pentecostal
Pequena Enciclopédia Bíblica

Disponível também em PDF.:. [aqui]

EBD 3º Trimestre de 2013: Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja

Comentarista: Elienai Cabral

Lição 1: Paulo e a Igreja em Filipos

Lição 2: Esperança em meio à adversidade

Lição 3: O comportamento dos salvos em Cristo

Lição 4: Jesus, o Modelo ideal de Humanidade

Lição 5: As virtudes dos salvos em Cristo

Lição 6: A fidelidade dos Obreiros do Senhor

Lição 7: A atualidade dos conselhos paulinos

Lição 8: A suprema aspiração do crente

Lição 9: Confrontando os inimigos da Cruz de Cristo

Lição 10: A alegria do salvo em Cristo

Lição 11: Uma vida cristã equilibrada

Lição 12: A reciprocidade do Amor Cristão

Lição 13: O sacrifício que agrada a Deus

Brevemente estaremos publicando as lições e os subsídios correspondente a cada lição.Aguarde!

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