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03/02/2018

BBB: A que é útil mesmo?

Editorial 01/02/2018

Chegando a sua 18ª Edição, o BBB (Big Brother Brasil), exibido pela Rede Globo, conta com diversas polêmicas, acusações das mais variadas e, o mais inexplicável, um público que segue fielmente a este conteúdo. Muito embora haja um discurso geral das pessoas questionando a utilidade deste programa, chegando a afirmar que é inútil, uma porcaria, um lixo, etc., porém, muitos destes não perdem um capítulo ou mesmo, ao primeiro sinal de polêmica ou "barraco", já buscam sobre o tema. Vale lembrar, inclusive, que o tema mais buscado no Google no Brasil  em 2017 foi justamente este programa! Ainda que haja um verdadeiro bombardeio de informações sobre o programa em jornais, revistas, blogs, páginas, telejornais, rádios, sites, Facebook, Instagram, etc., etc., a opção por alimentar-se deste tipo de conteúdo, ainda assim,  é opcional.

E o evangélico?

Obviamente que há uma percepção geral de que assistir este tipo de material é incompatível com a fé cristã justamente por conter uma atmosfera trabalhada no sentido de, não somente gerar a competição, mas, acima de tudo, gerar uma série de eventos nos quais o foco tornam-se as brigas, as enganações, etc. Como o foco são estes eventos periféricos, o expectador não está preocupado com resistência, equilíbrio emocional dos participantes, melhores estratégias, nada disso! O objetivo de quem assiste é certamente ver o desastre, ver o caos dentro daquela casa. Quanto maior for a 'treta', quanto maior for a briga, mais interessante se torna o programa. Bom, então com relação à fé, o próprio texto sagrado já traz uma reflexão do Salmista com relação àquilo que não acrescenta absolutamente nada de bom: "Não porei coisa má diante dos meus olhos." (Salmos 101.3). 

Vale salientar que a advertência do salmista, citada anteriormente também se aplica a programas como Fazenda e outros tantos. O fato de ser exibido por esta ou aquela emissora não torna o conteúdo 'purificado' ou 'santo' em si mesmo, devendo, portanto, ter sua utilidade questionada. E questionar a utilidade de um programa de tv, ou programa de rádio, ou video no Youtube, ou reality show é plenamente possível pois é possível sim obter o entretenimento e, ao mesmo tempo, aprender alguma coisa, ou conhecer mais sobre determinados assuntos. Ninguém imagine que a proposta aqui é assistir somente conteúdo acadêmico, muito pelo contrário! há inúmeros outros programas que te tornam uma criatura melhor. Caso alguém duvide, cito dois: Shark Tank e O Sócio (The Profit), onde há sim um reality show, porém, com um conteúdo que mostra situações, e até mesmo conceitos, de forma simples, didática e que pode ajudar aquele que assiste, desde que aplique.

Não imagine o leitor que há uma 'demonização' disto ou daquilo, mas, um questionamento de utilidade sobre este que, como dissemos, foi o tema mais buscado no ano anterior. Mas, talvez a busca de uma abordagem racional dos temas, ou programas que de alguma forma confronte nosso senso comum, não seja algo que a maioria de nós procuramos. O problema é que, de um modo geral, somos mais inclinados ao conflito, a uma busca justamente por aquilo que programas como o BBB apresentam.... Mas, como dissemos, é totalmente opcional!


#paz #verdade-profética

02/02/2018

EBD 2018: 1º Trimestre - Lição 06 - Perseverança e Fé em Tempo de Apostasia



INTRODUÇÃO

O autor já havia dito que os crentes deveriam ser mestres, mas em vez disso necessitavam que alguém lhes ensinasse de novo os primeiros rudimentos da fé (Hb 5.12). A vida cristã é dinâmica e exige que o discípulo vá além dos primeiros passos. Mas isso não estava acontecendo com a comunidade com a qual o autor sacro se correspondia. Em vez disso, dava sinais de cansaço, indolência, negligência e imaturidade espiritual, o que poderia trazer como consequência o esfriamento e o fracasso na fé. A graça não é irresistível e nem tampouco incondicional. A apostasia é retratada pelo escritor como algo real e não apenas como um perigo hipotético, por isso, ele mostra que para se evitar decair é necessário perseverança, fé e confiança nas promessas de Deus.

I - A NECESSIDADE DO CRESCIMENTO ESPIRITUAL

1. Indo além dos rudimentos doutrinários sobre arrependimento e fé. Longe de dizer que a doutrina do arrependimento e da fé não é mais necessária, o autor quer mostrar que ela é importante sim, mas que constitui o "ABC doutrinário" da fé cristã. A vida cristã começa com o arrependimento e fé (Mc 1.15). De fato, a Bíblia mostra que para que uma pessoa possa ser salva, ela primeiro deve crer (Mc 16.16; At 16.31; Rm 1.16; Ef 2.8; l Tm 1.16) e não o contrário. Todavia não deve parar aí. Há um longo caminho a percorrer e os seus leitores, parece, haviam se esquecido desse fato, "estacionando" na jornada.

2. Indo além dos rudimentos doutrinários sobre batismos e imposição de mãos. O segundo bloco de rudimentos doutrinários (Hb 6.2) mostrado pelo autor é formado pelos ensinamentos sobre batismos e imposição de mãos. O contexto mostra que em Hebreus 6.2 a referência é ao batismo cristão em contraste com outros batismos praticados no judaísmo. Na igreja primitiva o batismo em águas era feito em razão do "arrependimento para remissão de pecados" (Mc 1.4; At 10.47,48; 22.16). O batismo não possuía poder salvífico, isto é, não era um sacramento, mas um testemunho público da fé em Cristo. Por outro lado, a doutrina da imposição de mãos é evidenciada em vários lugares na Bíblia, mas era sempre demonstrada como um símbolo exterior da prática da oração (At 6.6; 13.3; 1 Tm 4.14).

3. Indo além dos rudimentos doutrinários sobre ressurreição e juízo. Fica patente para o leitor do Novo Testamento que a pregação apostólica se fundamentava primeiramente no fato da ressurreição de Jesus (At 4.33; 17.18). Tanto a doutrina da ressurreição dos mortos como a do juízo vindouro são demonstradas pelo autor como fontes de esperança para os cristãos (Hb 10.36,37; 12.28,29). Elas eram elementos indispensáveis para que o cristão mantivesse sua expectativa no porvir. Mas não deveriam parar aí, antes, tinham de avançar.

II - A NECESSIDADE DA VIGILÂNCIA ESPIRITUAL

1. Apostasia, uma possibilidade para quem foi iluminado e regenerado. As palavras do autor dão início ao versículo 4 do capitulo 6 de Hebreus com o vocábulo grego adynato, traduzido aqui como "impossível". É a mais forte advertência em o Novo Testamento sobre o perigo de decair da graça. Os gramáticos observam que o seu sentido aqui é enfatizar o que vem colocado depois da conversão (Hb 6.4). O autor fala de pessoas crentes, porque nenhum descrente foi iluminado nem tampouco experimentou do dom celestial. No capítulo 10 e versículo 32 ele usa a expressão "iluminados" para se referir à conversão dos seus leitores. Além do mais, as palavras "uma vez" (Hb 6.4) contrastam com "outra vez" (Hb 6.6), mostrando o antes e o depois da conversão. Essas não são expressões usadas para pessoas não regeneradas. A apostasia, o perigo de decair da fé, é colocada pelo escritor de Hebreus como algo factível, um perigo real a ser evitado por quem nasceu de novo.

2. Apostasia, uma possibilidade para quem vivenciou a Palavra e o Espírito. A possibilidade de decair da graça é posta para aqueles que "se fizeram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus" (Hb 6.4,5). O autor sacro já havia dito como uma pessoa se torna participante de alguma coisa. Os crentes tornam-se participantes da vocação celestial (Hb 3.1); participantes de Cristo (Hb 3.14) e, dessa forma, participantes do Espírito Santo (Hb 6.4). Mais uma vez o texto mostra que a mensagem é dirigida às pessoas regeneradas. Esses crentes haviam se tornado participantes do Espírito Santo e da Palavra de Deus. Somente os nascidos de novo participam do Espírito Santo (Jo 14.17) e provam da Palavra (At 8.14; 1Ts 2.13). Portanto, trata-se de uma advertência para os salvos.

3. Apostasia, uma possibilidade para quem viveu as expectativas do Reino. Esses crentes, aos quais o autor se referia, também experimentaram "as virtudes do século futuro" (Hb 6.5). Essa expressão é usada no contexto da cultura neotestamentária como uma referência a era messiânica. Ao receber a Cristo como Salvador, os crentes já participam antecipadamente das bênçãos do Reino de Deus. Vigilância mais uma vez é requerida para os salvos que ingressaram nesse Reino. Quem despreza a graça de Deus, não se torna um "cidadão real" desse Reino.

III. A NECESSIDADE DE CONFIAR NAS PROMESSAS DE DEUS

1. O serviço cristão e a justiça de Deus. O autor sabia que usou um tom exortativo forte deixando claro que não se pode brincar com a fé. Agora ele vê a necessidade de consolar os cristãos depois desse "tratamento de choque" (Hb 6.9,10). Aos crentes fiéis no seu serviço é dito que Deus, em sua justiça, os recompensará. É bom saber que mesmo não recebendo o reconhecimento dos homens, teremos o reconhecimento de Deus.

2. A perseverança de Abraão e a fidelidade de Deus. A exortação do escritor de Hebreus toma como parâmetro a pessoa de Abraão. O velho patriarca é o modelo do crente perseverante, que de posse da promessa de Deus, soube esperar com paciência (Hb 6.12,13). Por que voltar atrás se temos as promessas de Deus que nos motivam a caminhar à frente (Hb 6.14,15)?

3. Cristo, sacerdote e precursor do crente. O autor sagrado volta-se para Jesus, o nosso exemplo maior de perseverança, fidelidade e esperança. Nessa jornada, Ele se adiantou e foi a nossa frente, tornando-se o nosso precursor (Hb 6.20). O termo "precursor" era usado na cultura antiga em referência a um batedor militar, a alguém que tomava a dianteira para abrir caminho. Jesus entrou na presença de Deus, como nosso sumo sacerdote para nos dar o direito de viver eternamente.

CONCLUSÃO

O capítulo 6 de Hebreus contém uma das mais fortes exortações encontradas em todo o Novo Testamento - a necessidade de perseverança e vigilância para não se decair da fé. O processo da salvação não se dá de forma mecânica e nem compulsória, mas se firma na entrega e aceitação voluntária a uma dádiva divina. A tudo isso temos que responder com amor, cuidado e zelo (1Co 10.7-13). Essa exortação de forma alguma deve levar-nos ao medo, pavor ou pânico, mas conduzir-nos a confiar inteiramente no Senhor que é poderoso para guardar-nos até o dia final.





Subsídios da Lição 06 - Perseverança e Fé em Tempo de Apostasia



SUBSÍDIO TEOLÓGICO

Alguns intérpretes combinam 5.11-6.20 como uma unidade exortativa.
No entanto, há boas razões para dividir a passagem em duas advertências separadas (embora relacionadas). Enquanto 5.11-6,3 enfoca o perigo da lentidão e da regressão espiritual, com uma exortação para avançar em direção à maturidade, a segunda advertência enfoca a terrível possibilidade de uma apostasia irreparável, se tal regressão prosseguir de modo incontrolável (6.4-8). O autor então encoraja e desafia seus leitores a progredirem, prosseguindo em esperança e fé com perseverança (6,9-20).

Hebreus 6,4-6 constitui uma frase longa e complexa em grego, que adverte solenemente sobre a possibilidade de abandono (apostasia) da fé cristã e da impossibilidade desta vir a ser restaurada, uma vez que tal condição tenha ocorrido, [...] Quem são os sujeitos desta impossibilidade?

[...] O estudioso F.F. Bruce observa corretamente que o texto em 6.4-6 foi tanto "indevidamente minimizado' quanto 'indevidamente exagerado'. Foi indevidamente minimizado por aqueles que argumentam de uma forma ou de outra que as pessoas descritas 6.4,5 nunca foram cristãos completamente regenerados (por exemplo, Grudem, 1995,132-182), ou que este foi somente um caso hipotético sendo apresentado pelo autor e não algo que pode realmente acontecer na prática (por exemplo, Hewitt, 1960,110-11). A passagem também foi indevidamente exagerada por aqueles que ensinam que uma vez que uma pessoa tenha se convertido e sido batizada em Cristo, e em seu corpo, e então por um lapso cair novamente em sua antiga vida pecaminosa, não poderá haver um perdão futuro ou uma restauração ao convívio cristão (por exemplo, Tertuliano sobre o pecado pós-batismal). Estas interpretações estão sendo aplicadas à passagem sem uma consideração de seu contexto, e não fazem nenhuma distinção entre 'desviar-se' e 'apostatar'" (ARRINGTON, French L; STRQNSTAD, Roger (Ed.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, pp.1573-75).


SUBSÍDIO TEOLÓGICO

A promessa que Deus fez a Abraão foi fundamento de todas as promessas da aliança e da atividade redentora de Deus (Gn 12.1-3), que foram repetidas em inúmeras ocasiões e de formas diferentes ao longo da história do Antigo Testamento (por exempla, Gn 15.1-21; 26.2-4; 28.13-15; Ex 3.6-10). Porém, numa ocasião em particular, após Abraão quase ter sacrificado Isaque em obediência ao teste de Deus, Deus tornou a veracidade de sua promessa enfática por meio de um juramento (Gn 22.16: "Por mim mesmo, jurei, diz o Senhor'). Hebreus 6.13,14 indica que este juramento mais tarde encorajou Abraão a esperar 'com paciência', e assim, posteriormente 'alcançou a promessa'" (ARRINGTON, French L; STRONSTAD, Roger (Ed.).Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento, Rio de Janeiro; CPAD, 2004, p.1577).






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