27/02/2013

Respostas da Lição 09 - Elias no Monte da Transfiguração

1-Explique os fenômenos da transfiguração descritos nos Evangelhos.
R:A transfiguração aponta claramente para a divindade de Jesus,mostrando que Ele era o Messias esperado.

2-De que forma pode ser explicado as aparições de Moisés e Elias no evento da transfiguração?
R:Podemos entender que a presença de Moisés tem uma função tipológica,isto é, a sua missão apontava para Jesus Cristo,assim como a função de Elias estava relacionada a escatologia.

3-Como o fenômeno da transfiguração demonstra que Jesus era de fato o Messias esperado?
R:Serviu para mostrar que João,o batista, era o Elias profetizado,e que,portanto,o seu aparecimento era uma prova incontestável de que Jesus era o Messias esperado.

4-Como D.A. Carson observa a profecia referente a Elias?
R:A exaltação no Messias revelado na transfiguração,conforme lembrou,posteriormente o apóstolo Pedro (2 Pedro 1.16-19),era uma prova inconteste da mensagem da Cruz.

5-Comente,som suas palavras,sobre a exaltação do Messias.
R:Resposta pessoal.


EBD 2013 - Lição 09: Elias no Monte da Transfiguração

Lição de número 09 a ser ministrada no próximo dia 03/ Março /2013:


Após o estudo da atividade profética de Elias,em seu ministério,veremos nesta lição outros aspectos deste ministério. Agora,o profeta Tisbita não era mais,neste episódio da transfiguração, o personagem central,ao contrário dos outros eventos envolvendo seu nome,sempre em evidência.Embora tenha seu nome citado,bem como o de Moisés também, vemos que todos estes, e os apóstolos,tornam-se figuras secundárias neste episódio. Neste momento, a "capa" de Elias é passada a outro, alguém superior a este que é o personagem central daquele momento: Cristo.

I-ELIAS, O MESSIAS E A TRANSFIGURAÇÃO

Como já dissemos em outras lições,o nome mais importante dentro da religiosidade judaica é,sem dúvidas, Moisés,seguido de Elias,que também é lembrado com muito carinho e respeito dentro do judaismo. Estas duas figuras singulares,que demonstram intimidade com Deus e poder espiritual,são citadas num momento muito importante do ministério de Cristo.Aparecem lado a lado do Mestre de Nazaré,no momento que ele se transfigura.

1-Transfiguração:

A palavra transfigurar ,que traduz o termo grego metamorfose,mantém o sentido de mudança de aparência,ou forma,mas não mudança de essência.A transfiguração mostrou aos discípulos aquilo que Jesus sempre fora: o verbo divino encarnado (Jo.1.1; 17.1-5).Os discípulos observaram que o seu rosto brilhou como como o sol (Mt.17.2).Suas vestes resplandeceram (Mt.17.2) Esses fatos põem em evidência a identidade do Messias,o Filho de Deus.[1]

Na transfiguração,Jesus foi transformado na presença dos três discípulos,Pedro,João e Tiago,[2]que viram sua glória celestial como realmente era: Deus em corpo humano.A experiência da transfiguração foi:

  • Um alento para Jesus ante sua iminente morte na cruz (cf. Mt.16.21);
  • Um comunicado aos discípulos de que Jesus teria de sofrer na cruz ( Lc.9.31);
  • Uma confirmação por Deus que Jesus era verdadeiramente seu Filho,todo suficiente para redimir a raça humana (Lc.9.35).

Mateus detalha que durante a transfiguração "uma nuvem luminosa os cobriu" (Mt. 17.5). É relevante o fato de que Mateus,ao escrever aos hebreus,põe em evidência o fato de que Jesus é o Messias anunciado no Antigo Testamento.Isso pode ser visto na manifestação da nuvem luminosa,que está relacionada com a manifestação da presença de Deus (Êx. 14. 19-20; 24.15-17;1Rs. 8.10,11;Ez. 1.4).Tanto Moisés como Elias estiveram no Sinai,presenciaram dessa glória .Todavia,não como os discípulos vivenciaram no Monte da Transfiguração (Mt. 17. 1-2).

II-ELIAS,O MESSIAS E A RESTAURAÇÃO

No texto,vemos dois nomes muito importantes sendo citados: Moisés e Elias.Tais citações carregam consigo muito mais que meramente uma lembrança ou coisa do tipo,levam uma percepção mais profunda de quem é o Cristo, bem como sua obra.

1-Tipologia:

Para a Igreja Cristã,Moisés prefigura a Lei,enquanto que Elias,os profetas.Fica fácil perceber nesta passagem que Moisés aparece como figura tipológica.Mateus põe em evidência o pronunciamento do próprio Deus:"Escutai-o" (Mt.17.5).Foram exatamente estas palavras que Moisés havia dito quando se referiu ao profeta que viria depois dele em Dt. 18.15.

2- Escatologia:

Enquanto Moisés ocupa um papel tipológico no evento da transfiguração,Elias aparece num contexto escatológico.O texto de Malaquias 4.5,6 apresenta Elias como um precursor do Messias.Já o NT aplica a João Batista o cumprimento desta profecia (Lc.1.17).

Então,o texto nos dá a entender que o ministério de Moisés,que é o nosso foco neste momento, cumpre um papel primordial na compreensão do ministério do Senhor Jesus. Tais ministérios,que foram de suma importância no AT,são demonstrados,agora,como sombras daquilo que Jesus Cristo realizaria em sua obra redentora.A Lei apontava para este Messias Ungido,capaz de libertar os cativos (Cl.2.16-17).Traçando um paralelo mais estreito com o ministério de Elias,vemos que,aquilo que o profeta tanto insistiu para que fosse instituído em Israel (i.e. um Reino submisso à voz de Deus), se tornaria possível apenas pelo sacrifício do Cordeiro perfeito e sem mácula (Hb.8.5-6; 9.9-10;10.4).

III-ELIAS,O MESSIAS E A REJEIÇÃO

Bem sabemos que o povo hebreu rejeitou seu Messias enviado para sua própria remissão (Mt.21.42).Dessa forma,o Evangelho torna-se disponível àqueles que não são descendência de Abraão (At.13.46).

Tanto os rabinos como o povo comum sabiam que antes do advento do Messias,Elias haveria de aparecer (Ml.4.5-6;Mt.17.10) e,como os escribas não identificaram um sinal desse aparecimento de Elias,não reconheceram a Jesus como o Messias, evento que entendiam ser determinante  para classificá-lo como tal (Mt.17.10). Na realidade,a concepção e errada e a falta de visão espiritual faziam com que os escribas e religiosos da época não vislumbrassem o óbvio:Elias já havia vindo.Dizemos que Elias esteve ali pois devemos entender que tais profecias sobre o aparecimento deste profeta referem-se a um com as mesmas características de Elias,isto é,João Batista.Eis o porquê:

  • Elias havia sido profeta no deserto,João também;
  • Elias pregou em um período de transição,João prega na transição de duas alianças ;
  • Elias confrontou reis (1Rs.17.1-2) João também (Mt.14.1-4).
Logo,João era o Elias que haveria de vir!Mas este Elias neotestamentário seria o precursor do Messias,seria aquele que prepararia o caminho para que o Mestre de Nazaré iniciasse suas atividades de redenção da humanidade.E,na narrativa em questão,vemos que uma sequência de fatos aconteceram harmonicamente até chegar ao momento da transfiguração de Jesus no Monte.Ao final de seis dias (Mt.17.1),Jesus se transfigura e revela sua natureza como realmente é,espiritual e gloriosa.Nesta semana, que terminou coma transfiguração, Jesus discursou sobre a necessidade de tomar a cruz (Mt. 16.24-28) e,também,é na mesma semana que Pedro confessa que Jesus é o Cristo de Deus,o Messias Ungido (Mt. 16.13-20).


Última edição:27/Fevereiro/2013 - Segunda Edição.
Subsídios desta Lição:A Transfiguração
                                       A Glória do Rei (Comentário em Mateus 17)

Fonte(s): Lições Bíblicas - Elias e Eliseu: Um ministério de Poder para toda Igreja - CPAD
                  Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD


[Texto Original de Gabriel Queiroz - Blog Verdade Profética]

26/02/2013

A Transfiguração

Mudança de uma figura em outra.Estado glorioso no qual Cristo apareceu a três de seus discípulos, Mt.17.2-8.Isso aconteceu,talvez, não conforme a tradição,no monte Tabor,na Galiléia, porém,mais provavelmente no Monte Hermom, perto de Cesaréia de Filipe. Opina-se que aconteceu na escuridão da noite; Jesus costumava subir a um monte para orar a noite, Mt. 14.23,24; Lc. 6. 12; 21.37.E os três achavam-se premidos de sono,Lc. 9.32. A transfiguração, também chamada de glorificação,foi a manifestação visível da glória íntima da pessoa de Jesus,acompanhada de uma voz do céu.Foi uma antecipação e revelação de sua glória,então vedada pela carne da sua humilhação.Entre os comentadores,alguns acreditam que a presença de Moisés e Elias indicava o cumprimento do Antigo Testamento;a voz de Deus ,a inauguração da Nova Aliança :"Este é o meu filho amado ... a Ele ouvi ",Mt. 17.5. 

Extraído de: Boyer,Orlando.Pequena Enciclopédia Bíblica.p.526.

A GLÓRIA DO REI




O REI EM SUA GLÓRIA

(MT 17:1-13) De acordo com Mateus e Marcos, a transfiguração aconteceu "seis dias depois", enquanto Lucas diz "cerca de oito dias depois" (Lc 9:28). Não há contradição, uma vez que o relato de Lucas é o equivalente judeu a "cerca de uma semana depois". Durante essa semana, os discípulos devem ter discutido o significado das declarações de Jesus sobre sua morte e ressurreição. Por certo, também estavam se perguntando o que aconteceria com as profecias do Antigo Testamento a respeito do reino. Se Jesus pretendia construir uma Igreja, o que aconteceria com o reino prometido? O texto não diz o nome do lugar em que esse milagre ocorreu, mas é provável que tenha sido no monte Hermom, perto de Cesaréia de Filipe. A transfiguração revelou quatro aspectos da glória de Jesus Cristo o Rei.A glória de sua Pessoa. Tanto quanto sabemos pelos relatos bíblicos, essa foi a única vez que Jesus revelou sua glória de tal forma durante seu ministério aqui na Terra. A palavra traduzida por transfiguração dá origem a nosso termo "metamorfose", que significa uma mudança exterior provinda de uma transformação interior. Quando uma lagarta constrói um casulo e depois sai dedentro dele na forma de uma borboleta, deuse um processo de metamorfose. A glória de nosso Senhor não refletiu algo exterior, mas sim, irradiou algo interior. Houve umamudança exterior que veio de dentro de Jesus
e fez com que sua glória essencial resplandecesse (Hb 1:3). Por certo, esse acontecimento serviria para fortalecer a fé dos discípulos, especialmente de Pedro, o qual havia confessado pouco tempo antes que Jesus era o Filho de Deus. Sua confissão de fé não teria sido tão significativa se ele a tivesse feito depois da transfiguração. Pedro creu, confessou sua fé e recebeu confirmação (ver lo 11 :40; Hb
11 :6). Muitos anos depois, João relembrou este acontecimento quando o Espírito o inspirou a escrever: "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai" 001 :14). Em seu Evangelho, João enfatiza a divindade de Cristo e a glória de sua pessoa (Jo 2:11; 7:39; 11 :4; 12:23; 13:31, 32; 20:31).Quando veio à Terra, Jesus Cristo deixou de lado sua glória (17:5). Por causa de sua obra consumada na cruz, recebeu de volta sua glória, que hoje compartilha conosco (17:22,24). No entanto, não precisamos esperar pelo céu para participar dessa "glória da transfiguração". Quando nos entregamos a Deus, ele "transfigura" nossa mente (Rm 12:1, 2). Ao nos sujeitarmos ao Espírito de Deus, ele nos transforma (transfigura) "de glória em glória" (2 Co 3: 18). Ao examinarmos a Palavra de Deus, vemos o Filho de Deus e somos transfigurados pelo Espírito de Deus na glória de Deus. A glória de seu reino. No encerramento de seu sermão sobre tomar a cruz, Jesus prometeu que alguns de seus discípulos veriam
"o Filho do Homem no seu reino" (Mt 16:28). Selecionou Pedro, Tiago e João para testemunhar esse acontecimento. Esses três amigos e sócios (Lc 5:10) haviam acompanhado Jesus à casa de Jairo (Lc 8:51) e, posteriormente, estariam com ele no jardim do Getsêmani, antes da crucificação (ver Mt 26:37).G. Campbell Morgan chama a atenção para o fato de que, nessas três ocasiões, o assunto principal foi a morte. Jesus estava ensinando a estes três homens que ele é vitorioso sobre a morte (ressuscitou a filha deJairo) e se entregou à morte (no jardim). A transfiguração ensinou que ele foi glorificado na morte. A presença de Moisés e de Elias foi significativa, pois Moisés representava a lei e Elias os Profetas. Toda a lei e os Profetas apontam para Cristo e se cumprem em Cristo (Lc 24:27; Hb 1:1). Nenhuma palavra do Antigo Testamento deixará de ser cumprida. O reino prometido será estabelecido (lc 1:32, 33, 68-77). Assim como esses três discípulos viram Jesus glorificado na Terra, também o povo de Deus o veria em seu reino glorioso na Terra (Ap 19:11 - 20:6).Pedro aprendeu essa lição e nunca mais a esqueceu. "Nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade [...] Temos,
assim, tanto mais confirmada a palavra profética" (ver 2 Pe 1:12ss). A experiência de Pedro no monte apenas fortaleceu sua fé nas profecias do Antigo Testamento. O mais importante não é testemunhar grandes feitos e prodígios, mas ouvir a Palavra de Deus. "Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi" (Mt 17:5). Todos os que são nascidos de novo pertencem ao reino de Deus ( 3:3-5). Trata-se de um reino espiritual, separado das coisas materiais deste mundo (Rm 14:17). Mas um dia, quando Jesus voltar, haverá um reino glorioso por mil anos (Ap 20: 1-7), com Jesus Cristo governando como Rei. Os que crerem nele reinarão com ele na Terra (Ap 5:10).A glória de sua cruz. Os discípulos precisavam aprender que o sofrimento e a glória andam juntos. Pedro não queria que Jesus fosse a Jerusalém para morrer, de modo que Jesus teve de ensinar-lhe que, sem seu sofrimento e morte, não haveria glória. Sem dúvida,  Pedro aprendeu a lição, pois em sua primeira epístola enfatiza repetidamente o sofrimento e a glória (1 Pe 1:6-8,11; 4:12 5:11 ).
Moisés e Elias conversaram com Jesus.Seu sofrimento e morte não seriam um acidente, mas uma conquista. Pedro usa a palavra partida ao descrever sua morte iminente (2 Pe 1:15). Para o cristão, a morte não é uma estrada de mão única para o esquecimento. Antes, é uma partida, um êxodo, a libertação da escravidão desta vida para a gloriosa liberdade da vida no céu. Pelo fato de Cristo ter morrido e pago o preço, pudemos ser redimidos: comprados e libertados. Os dois discípulos de Emaús esperavam que Jesus libertasse a nação da escravidão romana (Lc 24:21). Jesus não morreu para oferecer liberdade política, mas sim para conceder liberdade espiritual: fomos libertos do sistema do mundo (Gl :4), de uma vida fútil e sem propósito (1 Pe 1:18) e da iniqüidade (Tt 2:14). Nossa redenção em Cristo é decisiva e definitiva.A glória de sua submissão. Pedro não conseguia entender por que o Filho de Deus se sujeitaria a homens perversos e sofreria voluntariamente. Deus usou a transfiguração para ensinar a Pedro que Jesus é glorificado quando negamos a nós mesmos, tomamos nossa cruz e o seguimos. A filosofia do mundo é: "salve sua vida!", mas a filosofia cristã é: "entregue sua vida a Deus!" Ao se colocar diante deles em glória, Jesus provou aos três discípulos que a entrega sempre conduz à glória. Primeiro o sofrimento, depois a glória; primeiro a cruz, depois a coroa. Cada um dos três discípulos viveria essa importante verdade. Tiago seria o primeiro dos discípulos a morrer (At 12:1, 2). João seria o último, mas enfrentaria perseguições intensas na ilha de Patmos (Ap 1:9). Pedro passaria por muitas aflições e, no final, daria sua vida por Cristo ( 21 :15-19; 2 Pe 1:12). Pedro opôs-se à cruz quando Jesus mencionou sua morte pela primeira vez (Mt 16:22ss). No jardim, usou sua espada para defender o Mestre 00 18:10). Até mesmo no monte da transfiguração, Pedro tentou dizer a Jesus o que fazer, pois queria construir ali três tendas, uma para Jesus, outra para Moisés e outra para Elias, para que todos permanecessem ali e desfrutassem a glória! Mas o Pai interrompeu a Pedro e deu permite que seu Filho amado seja colocado no mesmo nível que Moisés e Elias. A ninguém [...] senão Jesus", esse é o padrão de Deus (Mt 17:8). Enquanto descia o monte com seus três discípulos, Jesus advertiu-os a não revelar o que haviam visto, nem mesmo aos outros discípulos. Mas os três homens ainda estavam perplexos. Haviam aprendido que Elias viria primeiro em preparação para a fundação do reino. A presença de Elias no monte seria o cumprimento dessa profecia? (MI 4:5, 6). Jesus responde a essa pergunta de duas maneiras. Sim, Elias viria conforme profetizado em Malaquias 4:5, 6, mas, em termos espirituais, Elias já havia vindo na pessoa de João Batista (ver Mt 11:10-15; Lc 1:17). A nação permitiu que João fosse executado e pediria que Jesus fosse morto. Apesar de tudo o que os líderes perversos fariam, Deus realizaria seu plano. Quando se dará a vinda de Elias para restaurar todas as coisas? Alguns acreditam que Elias virá como uma das "duas testemunhas", cujo ministério é descrito em Apocalipse 11. Outros acreditam que a profecia foi cumprida no ministério de João Batista e, dessa forma, Elias não virá outra vez.

Extraído de: Wiersbe Comentário Bíblico pp.78-79.

23/02/2013

Reflexão no Caminho


Deus,em sua infinita sabedoria, já determinou o trajeto pelo qual devemos trilhar para que alcancemos os objetivos que colocamos em nosso coração. Todos os projetos apresentados ao Senhor já tem um caminho a ser seguido para que seja alcançado. Não que Deus queira nos dificultar a bênção que Ele mesmo liberou, mas , trata-se de um percurso que nos fará ser mais dependente Dele, nos fará priorizar a Ele e não o objetivo que estamos buscando. Tal objetivo tornar-se-á secundário, deixando que a presença do Senhor seja nosso alvo maior.

21/02/2013

Respostas da Lição 08 - O Legado de Elias

 1-De que forma o Senhor corrigiu a compreensão que Elias possuía dos fatos?
R:Mostrando a ele que havia ainda sete mil fiéis e,portanto, ele não havia trabalhado em vão.

2-De que forma Eliseu reagiu à chamada divina?
R:Sacrificando os animais e deixando o convívio familiar para acompanhar Elias

3-De que forma Eliseu demonstrou ser um homem virtuoso?
R:Demonstrando discernimento,perseverança e vigilância.

4-Cite os legados deixados pelo profeta Elias listados nesta lição.
R:Moral e espiritual.

5-Como podemos perceber o valor e coragem de Elias no relato bíblico?
R:Ele confrontou os profetas de Baal e reprimiu-os severamente.


20/02/2013

Existia alguma maneira para que as pessoas conhecessem a Deus sem nem existir ainda a bíblia?

Como isso foi possível?
No começo do mundo,as pessoas não tinham ainda nenhum escrito,mas elas sabiam quem era Deus,mas de que maneira isso poderia ter acontecido e elas terem tanta certeza que seria o verdadeiro Deus?

Realmente a bíblia não esclarece isso,mas, se prestar atenção na relação de Deus com seu povo no AT, note que se dava de forma pessoal,Deus falava com seu povo e sua voz era audível e patente aos do AT. E,por outro lado, tal conhecimento foi sendo propagado até serem produzidos os Testamentos.

EBD 2013 - Lição 08: O Legado de Elias


Lição de número 08 a ser ministrada no próximo dia 24/ Fevereiro /2013 nas AD's

 Nesta Lição,a última a tratar de Elias e sua trajetória profética,veremos o legado que este homem de Deus deixou e,sobretudo,a preparação de seu sucessor que traria a mensagem de salvação e arrependimento aos israelitas.Veremos como aconteceu o chamado e a preparação de Eliseu,e,também, compreenderemos a exclusividade de uma chamada ministerial.
Sem dúvidas,esta lição é de muita importância e pedimos aos irmãos que não negligenciem a exploração e estudo deste conteúdo de forma exaustiva.O estudo que disponibilizaremos aqui neste Blog será mais extenso que de costume justamente para mostrar a importância de todo este processo de preparação que ocorreu em Eliseu e a passagem da autoridade profética de um para o outro,bom estudo,boa aula! - O Editor

I-O LONGO PERCURSO DE ELIAS

A agenda profética de Elias sempre foi muito intensa.O 'perturbador de Israel' sempre foi uma pedra no sapato da corrupta monarquia do Reino do Norte,justamente por cumprir seu ministério profético sem vender-se aos manjares reais.Com uma Palavra de volta aos preceitos da Lei,o profeta,odiado por muitos, apregoou naquele reino uma mensagem que confrontava aquela nação para que se voltasse a Deus.Como um grande homem de Deus, Elias teve seu ministério confirmado a cada momento,de forma sobrenatural, com sinais, prodígios e milagres,que testificavam da sua autoridade,dada pelo próprio Deus. Como homem, viu-se deprimido, perseguido e fragilizado,mas, sua fidelidade lhe garantia restauração.E,agora, cumprida boa parte de sua carreira, é hora de preparar seu sucessor,é hora de levantar alguém que continuará aquilo que havia iniciado em Samaria,em Israel. A escolha não é deste grande profeta de Jeová,não é ele quem determina aquele que herdará sua "capa",muito pelo contrário,a designação vem do próprio Senhor que o elegeu.Antes, porém, é momento de voltar às suas origens e lembrar-se de todo o mover que Deus inicia em sua vida como Profeta do Senhor,inicialmente apenas um Tisbita desconhecido,de terra desconhecida,que eleito por Deus,teve seu ministério marcado com fogo!

1-Uma volta às origens:

Elias faz um grande percurso até chegar ao Monte Sinai (Horebe).Seu trajeto levou cerca de quatrocentos quilômetros.O próprio anjo do Senhor adverte a Elias que se preparasse para sua ida até Horebe pois o caminho era longo (1Rs. 19.7).Dentro da história dos Hebreus, o Monte Sinai tem muita significância espiritual.Foi neste local (no deserto do Sinai) que Deus se revelou a Moisés,nas chamas de uma sarça (At. 7.30),foi onde Deus deu a Lei (Êx. 19 a Nm.10),e o local onde foi levantado o censo de toda a Congregação de Israel (Nm. 1.1,2) e,finalmente,o local que serve de esconderijo a Elias,numa caverna (1Rs. 19.8,9),temendo a fúria de Acabe e Jezabel.

Logo quando acha abrigo naquela caverna,Deus fala a Elias com uma pergunta que conhecemos: "o que fazes aqui,Elias?" (19.9).Podemos tirar alguns ensinamentos desta pergunta,entre a que destacamos é justamente o fato de Elias condicionar o seu milagre,a sua resposta, o seu livramento,a sua estada no Sinai.Por carregar consigo esta simbologia, de ser o lugar que Deus desce, onde Deus fala e se revela, talvez Elias tivesse a percepção de que Deus somente o responderia se fosse num lugar com estas características.Deus,porém, lhe mostra que a resposta chegaria em qualquer lugar,bastando,para isso,o clamor do profeta.Como a Elias,muitas vezes Deus nos pergunta:"Meu filho,minha filha, que tu fazes aqui?",nos mostrando que não há necessidade de imaginarmos que Deus está distante, muito pelo contrário,quando Deus usa este advérbio de lugar ('aqui') ,Ele quer nos mostrar que só está neste ou naquele lugar pois Ele anda conosco por onde quer que nós estejamos.

O "aqui" dito por Deus a Elias revela que a presença dele,em Elias, não havia se apartado nunca e que em qualquer lugar que estivesse,Deus estaria com ele.Não era preciso deslocar-se numa fuga de seus inimigos a um local 'sagrado' para ouvir a voz do Espírito, mas, a presença de Deus estava com Elias,como está conosco,e,não é preciso imaginar que Deus está distante ou que seja preciso ir a um ou outro lugar para ouvir sua voz,não! Deus está conosco,Ele vai conosco pelos caminhos que andamos,ainda que sejam caminhos que Ele não determinou (Sl. 139.7-12).

2-Uma revelação transformadora:

Deus,então,após iniciar seu diálogo com Elias, permite que o profeta desabafe com Ele e diga tudo aquilo que tem o afligido.Elias derrama seu espírito a Deus,vejamos aquilo que ele imaginava de seu ministério:
  • Acreditava ser o único fiel (v.10):" tenho sido mui zeloso pelo Senhor (...) e eu fiquei só" - Elias pensava que não havia nem mesmo um crente que não havia se corrompido daquela terra.Deus,em sua resposta,fala a Elias que havia mantido,por suas próprias mãos,sete mil fiéis (v.18);
  • Acreditava que seu ministério era infrutífero (v.10): "os filhos de Israel deixaram o teu concerto ,derribaram teus altares e mataram teus profetas à espada" - Imagine a frustração de um servo de Deus em imaginar que tudo aquilo que se dedicou a realizar ao Senhor não teve resultados.Uma tristeza profunda em crer que todos os sinais realizados,todo o tempo dedicado,toda a vida abnegada não servira para nada,na compreensão de Elias.
Ao longo daquele breve diálogo com Elias,Deus revela,pelo menos, três coisas que eram desconhecidas ao profeta:(1) Deus continuava sendo o Senhor da vida e ministério de Elias; (2) A existência de um remanescente fiel (1Rs. 19.18) e (3) A necessidade de um sucessor (1Rs. 19.16).Então,o Senhor mostrou a Elias que a visão do profeta estava distorcida e mostra, pela ótica divina,a situação e os resultados de seus ministério profético.[3]

II- ELIAS NA CASA DE ELISEU

O ministério profético de Elias já estava por findar-se.Aquele período de combate,confronto e desgaste físico e espiritual não faria mais parte da vida do profeta,Deus lhe daria um momento mais calmo,um momento em seu ministério marcado pela preparação de um sucessor,um discípulo [1].Eliseu recebe o chamado para seguir o profeta mais respeitado de todo Israel,numa escolha direta do próprio Deus.Note que em 1 Reis 19.15-16 a mensagem é clara e designa Hazael para reinar na Síria,Jeú para reinar em Israel e Eliseu como sucessor de Elias como profeta.Deus começa a mostrar um novo cenário para a Israel corrompida pelo pecado.Através do ministério de Elias,Baal foi derrotado,desmascarado, Acabe e Jezabel já estavam sentenciados [2] e era o momento do Senhor modificar o quadro de Israel com novas lideranças espirituais e governamentais que fossem segundo o seu propósito.

1-A exclusividade da chamada:

Elias "lança sua capa" sobre Eliseu [5], que entendeu a chamada para servir ao profeta,e começa ali a preparação de um dos mais eficientes sucessores de toda a Bíblia Sagrada. Como em diversas convocações para o ministério que a bíblia relata,Eliseu estava trabalhando com doze jumentas de bois quando foi chamado por Elias.Logo recebe sua incumbência e vai com o profeta.Veja algumas características da chamada:
  • Se dá pela Palavra (1 Reis 19.16): Todo chamado para a obra de Deus ocorre em cima de uma palavra liberada,em cima de um propósito espiritual a uma vida específica. Deus chama Eliseu (uma vida específica), liberando uma Palavra e para suceder Eliseu no ministério profético (propósito espiritual).A nós,não é diferente,Deus chama pelo Evangelho (II Ts. 2.14) ,para uma santa vocação e propósito segundo Sua vontade (II Tm. 1.9);
  • Os chamados são pelo propósito divino (1 Reis 19.16): Quando Deus chama,não o faz pelas obras de quem quer que seja,mas, chama segundo o propósito estabelecido para quem está sendo chamado(II Tm. 1.9);
  • Entrega incondicional (1 Reis 19.21): Eliseu poderia negar-se ao chamado divino, como fez Jonas,mas, entrega-se completamente e deixa tudo para trás e segue rumo a determinação divina para cumprir toda a vontade de Deus para sua vida.
Quando a chamada de Deus acontece na vida de quem quer que seja, obrigatoriamente ela levará a pessoa a fazer escolhas.Tais escolhas acarretará em abrir mão de alguns sonhos, propósitos profissionais, cidades, até Países para alguns.O chamado divino ofusca os propósitos que temos,para dar lugar a vontade divina.Para alguns isto significará abrir mão de empresa ou negócio, sair de um determinado emprego,ir para outro lugar,ou,como no caso de Eliseu, deixar sua família para cumprir o desígnio divino para sua vida.O chamado é individual,pessoal e específico a cada um,as renúncias são individuais e variam de pessoa para pessoa.[4] [5]


Texto original de : Gabriel Queiroz - Blog Verdade Profética

18/02/2013

Discipulado: um privilégio de grande valor

 Para desfrutar de qualquer coisa de valor, é preciso pagar um preço.O mesmo se aplica ao discipulado. Eliseu, obviamente vinha de uma família rica - ele estava arando a terra com seis bois quando recebeu seu chamado, que equivale culturalmente a dirigir um Mercedes novo e brilhando.

Elias nada sabia do ambiente de proteção que a opulência pode criar.Ele levava uma vida simples e precária. Afinal, vinha de uma família de beduínos. No entanto,Eliseu tinha um sistema de valores do Reino: sabia que cumprir o chamado de Deus resultaria em uma vida muito mais significativa e dinâmica do que a vida fácil vivida por um filhinho de papai mimado. Eliseu abandonou o conforto e a segurança,e começou uma nova vida de aprendizado com Elias,o homem que usava pele de camelo,como seu mestre.

O discipulado sempre exigirá um preço alto. O evangelho de Marcos não se esquece de observar que Pedro e seus amigos "deixaram as suas redes para seguir a Cristo".(...)

Sem dúvida,o preço não é só para os Eliseus deste mundo.Os Elias têm de pagar um preço também,porque disciplinas pode ser um exercício muito estressante.Até o Senhor Jesus sentiu a pressão que era cuidar de seu 'grupo caseiro' e lhe perguntou: "Até quando terei de suportá-los?"

Extraído do Livro:Elias: Um ministério marcado pelo fogo de Jeff Lucas.p.174 e 175

Leia a Lição 08 - O Legado de Elias

15/02/2013

EBD 2013 -Resumo da Lição 07: A Vinha de Nabote

Resumo geral da lição de número 07 de domingo dia 17/Fevereiro /2013: [4]

Acabe matou Nabote e apropriou-se de suas terras.Todavia,não pôde usufruir do fruto de seu pecado,porque o Senhor,através do profeta Elias,o denunciou e o disciplinou.A história narrada em 1 Reis 21,da Vinha de Nabote ilustra bem a postura de muitos governantes, reis e pessoas de posições importantes,que são injustos ,mas,como na situação tratada nesta lição,vemos que os resultados ,como castigo divino a estes,é iminente.

I- O OBJETO DA COBIÇA
Como a Lei determinava,a terra pertencia ao Senhor (Lv.25.23) .Assim sendo, o israelita não poderia vender aquilo que Deus lhe havia concedido como herança (Nm. 36.7). Tal ordenança tinha como objetivo proteger seu povo da cobiça e garantir-lhe o direito de cultivar a terra para sua subsistência.

Após ser coagido pelo rei Acabe a vender suas terras,Nabote,sabendo o mandamento divino e sendo obediente a este,invocou a si o poder da Lei para proteger-se (1Rs. 21.3).Diante da negativa de Nabote,Acabe ficou triste pois sabia que até mesmo o monarca de Israel precisava submeter-se à Lei(1Sm. 10.25).Percebendo a tristeza do rei,Jezabel ficou escandalizada pois entre os reis pagãos,de onde ela vinha,os reis não eram apenas soberanos,eram tiranos (1Rs. 21.5-7).Arquitetando um plano contra Nabote (1Rs. 21.8-14), Jezabel prometeu a Acabe que teria seu desejo realizado.

II-AS CAUSAS DA COBIÇA
Em 1 Reis,é apresentada uma propriedade,em Jezreel,que seria uma casa de verão de Acabe (18.45-46).A vinha de Nabote era vizinha desta casa (21.1).A casa de verão,não era o bastante para Acabe e desejou ter a vinha de Nabote [2] para construir ali uma horta.Note amado leitor,que já naquela época os que detinham o poder em suas mãos,já demonstravam um desejo pelas excentricidades.Era claro que o rei de Israel não tinha a mínima necessidade de uma horta,mas, movido pelo desejo de ter,pelo desejo de possuir, desejou,cobiçou e se apossou da vinha de seu servo Nabote,em detrimento daquilo que já possuía.[1]

III-O FRUTO DA COBIÇA
As atitudes de Acabe foram acontecendo como reações em cadeia.Em seus pecados,sempre a sua esposa estava presente e atuante.Jezabel era fiel colaboradora dos pecados de seu marido.Nesta situação cria-se um plano que atingiria Nabote,colocando-o como infiel e o condenando usando a própria Palavra de Deus.Acabe foi acusado de ter blasfemado contra o rei e contra Deus (1Rs. 21.10).A sentença de Nabote é dada e é de morte.

Jezabel planeja o assassinato de Nabote e tem como colaboradores a nobreza do reino (1Rs. 21.8),é proclamado um jejum,que traria a confirmação de toda aquela trama e Nabote não é poupado e é assassinado (1Rs. 21.13).Neste momento,observe que não são poucos aqueles que se utilizam da Bíblia Sagrada para justificar seus atos malignos,conclamam jejuns, orações e atos que irão justificar sua conduta condenável.


IV-AS CONSEQUÊNCIAS DA COBIÇA
No momento que Acabe põe as mãos na vinha de Nabote,Deus ordena a Elias que se apresente ao rei e lhe proclame o juízo divino (1Rs. 21.19-20).A sentença de Acabe já estava determinada!

Curiosamente Acabe tem uma postura diferente nesta situação,ele cai em si e se arrepende do ato que cometeu,rasgando suas vestes e se rendendo aos pés de Deus e,o Senhor o aceita,recebe e perdoa (1Rs. 21.27-29).Acabe se arrepende neste momento mas não se livra de suas consequências (1Rs. 22.29-40;2Rs. 1.1-17).

CONCLUSÃO
Acabe fracassou porque esqueceu-se da Palavra de Deus,preferindo ouvir e seguir a orientação de uma pagã que nada sabia sobre a Lei do Senhor.Cuidado com a vozes e opiniões que você tem dado ouvidos![3] [4]

Leia na íntegra a Lição 07 - A Vinha de Nabote
Veja também:      Respostas da Lição 07

Respostas da Lição 07 - A Vinha de Nabote

 1-De acordo com a lição,por que Nabote recusou vender sua vinha?
R:Porque a terra era dada como uma concessão e como tal não poderia ser vendida.A lei mosaica ainda proibia um israelita vender a herança de seus pais.

2-Explique o porquê do desejo de Acabe em se apossar da vinha de Nabote.
R:Acabe possuía uma casa de verão e queria construir ao seu lado uma horta.

3-Destaque alguns frutos da cobiça de Acabe.
R:Falso testemunho,apropriação indébita e assassinato.

4-Como Acabe reagiu à sentença de julgamento dada pelo profeta Elias?
R:Com arrependimento.

5-Lendo a história de Acabe o que podemos constatar?
R:Que o pecado não compensa.


13/02/2013

EBD 2013: Lição 07 - A Vinha de Nabote


Lição de número 07 a ser ministrada no dia 17/Fevereiro /2013 nas AD's

 Chegamos ao último evento envolvendo Elias antes da passagem da missão profética a Eliseu como seu sucessor.Após diversas advertências à Monarquia israelense,o profeta passa, neste episódio da vinha de Nabote,por seu último confronto envolvendo a Casa Real. 

"A abordagem do comentarista da Revista da CPAD,enfatizará a questão da cobiça nesta lição, nós, porém,iremos sobre outra abordagem deste tema ,com o objetivo de enriquecer e aprofundar-nos no tema proposto.Como sempre procuramos fazer, disponibilizaremos o resumo geral desta Lição.Desta vez,veremos outros pontos salientes desta narrativa que não foram explorados.Bom estudo a todos!"

A questão da propriedade em Israel já tinha,na Lei de Deus,as suas determinações.Em Lv. 25.23-24, o texto é claro quanto ao direito de compra e venda da terra,bem como a identificação de que o dono da terra é o próprio Deus.

Nabote surge na narrativa bíblica como o possuidor de uma terra,produtora de uvas,que havia se tornado objeto da cobiça de Acabe.Após uma oferta feita pelo rei de Israel,para que Nabote a vendesse,ou trocasse por qualquer outra,este israelita manteve-se fiel ao mandamento do Senhor e não vendeu sua propriedade.Nabote compreendia,pela Lei de Deus, que qualquer transação que fizesse com aquela terra,mesmo que com o rei da Nação,iria contra aquilo que estava determinado e seria julgado naquilo,caso desobedecesse (Nm. 36.7).

Acabe,por conta da negativa de Nabote em vender-lhe aquila vinha,passou alguns dias abatido e recusando-se a comer,além de ter ficado com muita raiva daquele homem (21.9).Como rei de Israel,percebia sua insignificância diante da Lei de Deus,pois,afinal de contas,não poderia apossar-se daquela terra,uma vez que Nabote estava coberto pela Palavra de Deus em sua decisão.Em seu período como soberano de Israel,Acabe sempre demonstrou atitudes de um governante oposto aos valores bíblicos e que feriam a vontade do Senhor.Apenas em um único momento,vemos este ímpio rei de Israel rendendo-se aos pés de Deus,rogando-lhe perdão e misericórdia (1Rs. 21.27-29),de forma sincera e que Deus o responde.

No caso da vinha de Nabote,o rei manteve-se apenas frustrado por não alcançado o objeto de seu desejo.O texto nos mostra que Acabe apenas estava indignado,com raiva e desgostoso,mas, em momento nenhum aponta para a iniciativa do monarca em ir além e cometer algo contra Nabote para conseguir aquilo que almejava.

Jezabel,ao notar Acabe desanimado e desgostoso, entra em ação fazendo aquilo que seu marido tinha o desejo de realizar  mas tinha medo,temor.Apresenta,então,Jezabel a solução ao fraco Acabe.É interessante notar a trajetória de Acabe,como temos visto e observado, que o governante de Israel,mesmo sendo um monarca importante e que tinha um importante reino em suas mãos,demonstrava uma fraqueza tremenda em sua vida.Além de não fazer diferença entre o santo e o profano, era alguém que não sabia dominar sua própria casa,era alguém facilmente dominado e levado a cometer delitos que trouxessem, mesmo que momentaneamente, o resultado que queria.Mas,esta ação de Acabe,unido ao fato de deixar que uma cobiça entrasse no seu coração,gerou outros delitos e pecados,veja:

  • Falso testemunho (1Rs. 21.8-10):Com o intuito de que Acabe conseguisse as terras, Jezabel utiliza toda sua estratégia satânica num plano contra Nabote.Como parte do plano,foram escolhidos homens que testemunhassem contra Nabote,apoiados pela nobreza e pelos anciãos de Israel (v.3);
  • Assassinato (1Rs. 21.13b): Com as falsas acusações contra si, Nabote nem mesmo poderia comprovar sua inocência e foi apedrejado sem a mínima defesa,juntamente com seus filhos (2Rs. 9.26);
  • Satisfação na morte de Nabote (1Rs. 21.15-16):Logo que soube que Nabote era morto,Acabe retoma suas forças e toma posse daquilo que tanto queria,sem haver nem mesmo remorso pelo ato que havia permitido que acontecesse diante de seus olhos.Sua sentença já estava por vir (Pv. 24.17).
Acabe,com a ajuda de sua mulher,pouco a pouco perdia o mínimo de temor que ainda possuía,com isso, sobre si acumulavam-se os frutos de suas mãos.Deus não deixaria que aquele ímpio se mantivesse corrompendo aquele povo por mais tempo (Pv.17.5).

[Texto original de : Gabriel Queiroz - Blog Verdade Profética]

Subsídios desta Lição:A Vinha no Tempo Bíblico
                                       Comentário 1 Reis 21.1-4
                                       Mapa 02 - Locais por onde passaram Elias e Eliseu

Comentário 1 Reis 21.1-4


 1 Reis 21:1-4 O descontentamento é um mal que por si mesmo se faz castigo, e faz com que homens,faz com que o homem se atormente, é um pecado que se gera em sim mesmo, não surge da situação mas da mente. Enquanto em Atos 16:25 Paulo e Silas, depois de terem as roupas arrancadas, espancados com varas e muitos golpes, jogados na prisão, no meio da noite eles louvavam a Deus com cânticos. Nós vemos Acabe descontente num palácio, tinha à disposição todos os prazeres de uma corte, a riqueza de um reino, mas tudo era nada sem o vinhedo de Nabote . Os maus desejos expõem os homens a contínuas vexações, e por melhor que seja a sua posição, é sempre capaz de achar um novo afã, um novo desejo, porque nunca satisfaz o vazio que só é preenchido por quem tem Deus no coração. Por isso que muita gente que ganha bem, tem um bom salário não consegue entender porque um pobre, alguém que tem muito menos do que ele consegue ser feliz e ele não. É a relação com Deus que faz a diferença entre esses dois tipos de pessoa, não a sua condição social.
21
E sucedeu, depois destas coisas, que um vinhedo, que viera a ser de Nabote, o jezreelita, achava-se em Jezreel ao lado do palácio de Acabe, rei de Samaria.
2
Acabe falou, pois, a Nabote, dizendo: ³Dá-me deveras o teu vinhedo, para que me sirva de horta de verduras, pois está perto da minha casa; e deixa-me dar-te em lugar dele um vinhedo melhor do que este.[Ou] se for bom aos teus olhos, dar-te-ei deveras dinheiro como preço deste.´
3
Mas Nabote disse a Acabe: ³É inconcebível da minha parte, do ponto de vista de Jeová, dar-te a propriedade hereditária dos meus antepassados.´
4
Conseqüentemente, Acabe entrou na sua casa, taciturno e abatido por causa da palavra que Nabote, o jezreelita, lhe falara, dizendo:³Não te darei a propriedade hereditária dos meus antepassados.´ Deitou-se então sobre o seu leito e manteve a sua face voltada, e não comeu pão.

Fonte: Scribid 

Uvas - Vinhas de Israel


A videira remonta a tempos antigos da história.É provável que Noé já tivesse uma vinha (Gn. 9.20). Quando Israel estava para invadir Canaã,os espias que foram ver a terra voltaram com um cacho de uvas tão grande que foram precisos dois deles para transportá-lo (Nm. 13.23,24).
O clima do território de Israel parecia muito apropriado para o cultivo dessa planta.Diz a bíblia que os montes de Efraim eram excelentes para a plantação de vinhas (Is. 28.1).
A plantação e cultivo de uma boa vinha dava muito trabalho.Primeiro,o agricultor tinha que limpar uma grande área removendo delas as pedras.Muitas vezes construíam muretas de pedras ao redor para proteger a plantação.
Pela Lei,o agricultor não poderia colher os frutos produzidos nos primeiros três anos (Lv.19.23).E depois,quando colhia, tinham que deixar alguma coisa para os pobres,como aliás,faziam com todo tipo de colheita (Lv.19.10).Portanto,os colhedores não poderiam passar a segunda vez pelas vinhas para apanhar as uvas que tinham ficado nela.
Na maioria das vezes a colheita de Setembro era feita pela própria família do dono da vinha. Mas,se a plantação fosse extensa, era necessário contratar trabalhadores ou escravos para auxiliar no serviço (Mt.20.1).
Alguns proprietários costumavam arrendar suas vinhas.Por ocasião da colheita os arrendatários pagavam ao proprietário a quantia relativa ao arrendamento .Jesus narrou uma parábola a respeito de um homem que arrendou sua vinha a alguns lavradores,mas, eles se recusaram a pagar a quantia devida,e mais tarde,mataram até o filho dele.No texto, Jesus dá uma descrição da estrutura de uma vinha (Mc. 12.1-12).

Texto extraído de: Manual dos tempos e costumes bíblicos,p.191/192. COLEMAN,Willian L.
Subsídio da Lição de número 07 - A Vinha de Nabote

09/02/2013

CPAD 2013 - Segundo Trimestre :A FAMÍLIA CRISTÃ NO SÉCULO XXI


Com o tema "FAMÍLIA",a CPAD nos traz aquilo que será abordado a partir do mês de Abril,quando se inicia o segundo trimestre de 2013, abaixo temos as lições da Escola Dominical que serão ministradas no próximo trimestre:
"A FAMÍLIA CRISTÃ NO SÉCULO XXI:
PROTEGENDO SEU LAR DOS ATAQUES DO INIMIGO"

Confira as Lições:

Lição 1 - Família, Criação de Deus

Lição 2 - O Casamento Bíblico

Lição 3 - As Bases do Casamento Cristão

Lição 4 - A Família Sob Ataque

Lição 5 - Conflitos na Família

Lição 6 - A Infidelidade Conjugal

Lição 7 - O Divórcio

Lição 8 - Educação Cristã, Responsabilidade dos Pais

Lição 9 - A Família e a Sexualidade

Lição 10 - A Necessidade e a Urgência do Culto Doméstico

Lição 11 - A Família e a Escola Dominical

Lição 12 - A Família e a Igreja

Lição 13 - Eu e Minha Casa Serviremos ao Senhor

07/02/2013

Confissão de Fé das Assembléias de Deus

CREMOS*:


1) Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19 e Mc 12.29);

2) Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão (2Tm 3.14-17);

3) Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e sua ascensão vitoriosa aos céus (Is 7.14; Rm 8.34 e At 1.9);

4) Na pecaminosidade do homem que o destituiu da glória de Deus, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode restaurar a Deus (Rm 3.23 e At 3.19);

5) Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus (Jo 3.3-8);

6) No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor. (At 10.43; Rm 10.13; 3.24-26 e Hb 7.25; 5.9);

7) No batismo bíblico efetuado por imersão do corpo inteiro uma só vez em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19; Rm 6.1-6 e Cl 2.12);

8) Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus no Calvário, através do poder regenerador, inspirador e santificador do Espírito Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas do poder de Cristo (Hb 9.14 e 1Pd 1.15);

9)
 No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo, com a evidência inicial de falar em outras línguas, conforme a sua vontade (At 1.5; 2.4; 10.44-46; 19.1-7);

10) Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme  sua soberana vontade (1Co 12.1-12);

11) Na Segunda Vinda premilenial de Cristo, em duas fases distintas. Primeira — invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja fiel da terra, antes da Grande Tribulação; segunda — visível e corporal, com sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos (1Ts 4.16, 17; 1Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5 e Jd 14);

12) Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo, para receber a recompensa dos seus feitos em favor da causa de Cristo na terra (2Co 5.10);

13)
 No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis (Ap 20.11-15);

14)
 E na vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tristeza e tormento para os infiéis (Mt 25.46).



*Devido ao trabalho desempenhado pelo Blog VERDADE PROFÉTICA no manuseio e utilização das Escrituras Sagradas com o enfoque no Ensino Bíblico,acreditamos ser de grande importância a publicação de nossas crenças fundamentais pentecostais com o intuito de deixar clara nossa visão.

Fonte: http://www.cpad.com.br/assembleia/cremos/

06/02/2013

EBD 2013 - Lição 06: A Viúva de Sarepta

Lição de número 06 a ser ministrada no dia 10/Fevereiro/2013 nas AD's 

 Elias,no decorrer de seu ministério,estava acostumado a ver o agir sobrenatural de Deus continuamente.O Senhor,em vários momentos, mostra sua presença na vida do profeta Tisbita de diversas forma,seja respondendo com fogo no Carmelo,seja mandando chuva mediante a determinação profética,ou nas diversas provisões dadas a este homem de Deus. Nesta lição veremos outra face da provisão de Deus na vida deste santo profeta,de forma diferenciada,Deus mostrará o sustento aos fiéis quebrando estigmas religiosos,tudo para dar continuidade à sua soberana vontade.


I-UM PROFETA EM TERRA ESTRANGEIRA[1]

Deus não segue uma cartilha para sua atuação e realização de milagres e,por isso, o sustento ao profeta se dá de forma distinta.A provisão dada ao profeta por Deus já é distinta pelos seguintes fatos: o lugar é pagão,terra estrangeira e a viúva não é israelita,não é do arraial de Israel.Há muito que se extrair desta rica lição!

1-A Fonte de Querite:

Como vimos,após profetizar a seca em Israel,Elias é direcionado a um sustento sobrenatural em Querite [2]. Os corvos o alimentavam e a água não lhe faltava num tempo onde a escassez assolava a Nação (1Rs. 17.4-6).Lá em Querite estava muito bom para o profeta,mas, aquele momento tão confortável de sustento e descanso estava para acabar (1Rs. 17.7) e o profeta foi direcionado a Sarepta (17.9).

A Querite na qual o profeta desfrutou de singular provisão divina,tratava-se apenas de um lugar de provisão em tempos de crise e,não,um lugar onde o profeta deveria estabelecer-se pois sua missão ainda não havia se findado.Este princípio de não estabelecer morada num lugar de 'descanso' (Mq.2.10) é um preceito que aponta para o alvo maior que é o lar espiritual que nos aguarda(Fp. 3.20;Hb. 13.14).Deus mostra a Elias que o nosso descanso não é nesta terra,não há nenhum lugar que possa ser comparado com o real lugar de descanso preparado por Deus,a ser desfrutado por nós ao fim da nossa caminhada de fé. Note o leitor que aqueles que querem fazer de Querite o seu lugar de descanso,serão assolados,pois o ribeiro seca num determinado momento devido a falta de chuvas (1Rs. 17.9).

2-Elias em Sarepta:

Após passar uma temporada de tranquilidade em Querite,o Profeta Elias é direcionado a Sarepta .Pertencente a Sidom,o local para onde Deus direcionou o profeta fazia parte da terra da rainha Jezabel,que estava perseguindo os profetas do Senhor.O local designado ao profeta como refúgio não parecia fazer muito sentido,uma vez que era uma terra pagã e que tinha uma certa relação com  aquela que perseguia os profetas de Deus.A questão ainda se torna mais difícil de ser aceita porque ,além de Elias ser levado a uma terra pagã,ainda foi auxiliado por uma viúva que não fazia parte de Israel.

Tanto o local como a viúva que acolheria o profeta ,foram escolhidos por Deus,que quebrou paradigmas e preconceitos,para mostrar naquele ato,entre outras coisas,a ação e o domínio divino até mesmo em terras e pessoas que não servem a Ele.A escolha,que não foi por acaso,se deu justamente pois o rei Acabe nunca imaginaria que o profeta se refugiaria naquela terra (1Rs. 18.10).

Em situações adversas,há algumas pessoas que,embora não sejam da fé,auxiliam o servo de Deus em sua caminhada,veja:


  • Raabe - Sustento para conquistas (Josué 2): Quando os homens designados por Josué foram a Jericó espiar a terra,Raabe,a prostituta,os acolheu e tornou-se um canalç de bênçãos naquele lugar,tornou-se uma provedora na ministério de Israel e uma mantenedora do trabalho daqueles homens de Josué.
  • Rute - Fidelidade e Companheirismo (Rute 1.16-18):Após a trágica perda de sua família,Noemi,sogra de Rute diz a suas duas noras que sigam suas vidas e prossigam sem ela,Rute recusa-se a deixá-la e a segue mantendo-se fiel em todo quanto lhe instruía.
Então,Elias começa a compreender que mesmo de um povo infiel e até mesmo oposto aos valores divinos,Deus pode suscitar subitamente,alguém auxilie o fiel em sua caminhada e mesmo em seu ministério.Como Raabe e Rute,aquela simples viúva fez tudo quanto o profeta lhe determinara e o serviu com tudo aquilo que possuía em sua casa.Em outras palavras, aquela mulher,que não era fiel ao Deus de Abraão,tornou-se uma fiel obediente aos preceitos divinos,revelados a ela por Elias.

Subsídios desta Lição:
Comentário de I Reis 17.8- 24


*Continuaremos os demais tópicos da lição no próximo post,de quinta-feira.



[Texto original de: Gabriel Queiroz - Blog VERDADE PROFÉTICA]

05/02/2013

Elias e Eliseu - Um ministério de poder para toda a Igreja : Mapas

Abaixo seguem os mapas que servirão de subsídio aos estudantes e professores da Escola Dominical neste Trimestre 1 de 2013.Temos como propósito publicar todos os mapas relacionados com a revista deste trimestre até o fim deste mês de Fevereiro, inicialmente trazemos a localização de Sarepta. Bom estudo e Deus abençoe a todos!

Mapa 1: Sarepta:
Localizada na Fenícia, entre Tiro (abaixo) e Sidom (acima). Seu nome quer dizer " Lugar de fundição". O profeta Elias foi ali sustentado por Deus na casa da viúva pobre (1Rs.17.9; Lc. 4. 26). Ao lado direito temos o mapa em sua forma expandida.










Mapa 2:Locais onde Elias passou:



O mapa de número 02 mostra alguns locais por onde passaram os ministérios de Elias e Eliseu.Procuramos aproximar ao máximo,após as várias edições que fizemos, a fim de torná-lo mais didático possível.

Mapa 03:Berseba ao Sinai,caminho de Elias em sua fuga de Acabe e Jezabel:











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