26/11/2011

As parteiras,porém,temeram a Deus e não fizeram como o rei do Egito lhes ordenara.

No primeiro capítulo de Êxodo,é apresentada uma preocupação do rei do Egito, tratava-se do crescimento dos homens israelitas em solo egípcio. Debaixo da promessa feita a Abraão, de ser tão numeroso como as areias do mar e como as estrelas dos céus,o povo Eleito crescia grandemente diante dos olhos da nação opressora.O temor era claro e óbvio uma vez que a fertilidade dos Hebreus era superior a dos egípcios,e,isso incomodava o rei da nação, levando-o a planejar meios que levassem a frear esse crescimento.Sabendo que os partos das hebreias era feito por duas hebreias,convocou-as mandando que se fossem meninos,que fossem mortos.

Tomando muitas medidas para impedir o crescimento no nascimento de varões israelitas,Faraó decide mandar ordens às parteiras que matassem os filhos das hebreias,quando nascessem.As ordens do rei seriam cumpridas perfeitamente não fosse algo que operou no interior das duas mulheres.Elas temeram.Talvez as parteiras fizessem aquilo que fora ordenado,mas,nos momentos em que os partos eram realizados,uma compreensão sobrenatural as conduziu a mudar de atitude, mantendo os meninos vivos.Digo que o temor é uma compreensão gerada por Deus(i.e. sobrenatural) pois é um entendimento que nos conduz a tomar ou não um posicionamento.Esse temor impediu que as duas mulheres matassem a Herança de Abraão.

A questão do temor é tão importante nos resultados da nossa fé,que a própria Escritura afirma que quando tememos alcançamos galardão divino(Pv.13.13).Na realidade,todo o nosso dever no nosso relacionamento com Deus resume-se a temer a Ele (Ec.12.13),temer a Deus é o princípio de toda a compreensão espiritual(Pv.1.7).A partir do momento que optamos por agir de modo a ter como objetivo apenas agradar a Deus,ou seja,a temer a Deus,o resultado, inevitavelmente, é ser honrado por Ele com glórias.No caso das parteiras,a atitude delas conduziu os israelitas a um tempo de prosperidade em seu povo e a consolidação da sua herança como Nação.Os resultados do temor a Deus resultam em situações tais como vimos,de reconhecimento por parte do SENHOR.

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24/11/2011

É muita unção,meu povo!!!


O pastor Antonio Silva, de Arapongas,trouxe do fundo do baú a unção do sacerdote Arão,sendo derramada ao pastor não pelo Moisés,mas,por seus obreiros,que derramaram 12 litros de óleo sobre o pastor.O mais legal é que o pastor,antes de receber essa unção tremendamente tremenda,ele libera bênçãos e mais bênçãos,amarra diabo;olha,é um festival,ainda invoca um tal de x-nilo em 0:19min  a 0:22min soltando discretamente uma risadinha....

 Eu hein!!

22/11/2011

Ah,a Liberdade Cristã! (Romanos 14)

Quando analisamos alguns textos bíblicos,especialmente os espetáculos de doutrinação Paulinas,vemos que a essência do Evangelho é simples e desprovida de rudimentos tolos e que muitos afirmam fazer algum sentido espiritual. Logo quando a Mensagem do Mestre de Nazaré veio ao mundo, surgiram dúvidas quanto à relação com o judaísmo,se teria autonomia,se seria superior ao Antigo Concerto,ou seja,como se daria o ensino de Cristo,visto como oposto à Lei,uma vez que a Mensagem de Cristo demonstrava a espiritualidade que o povo religioso havia perdido,dando lugar ao formalismo hipócrita.Com o desenrolar da História dos Crentes,vemos que o tronco de Jessé que glorificaria a Deus seria nós mesmos,ainda que não tenhamos conosco o sangue de Abraão.A distinção já se fazia quando era analisado o teor daquilo que Jesus falou.Com os Apóstolos a doutrinação esclareceu que o Evangelho não depende dos rudimentos do AT.

A LIBERTAÇÃO DE RUDIMENTOS PARA VIVER A FÉ
TEXTO BASEADO EM  ROMANOS 14:
 Texto de Gabriel N. Queiroz

Paulo,o Apóstolo,escrevendo aos Romanos,tratou da justificação pela Fé.Colocou a Fé bíblica como o meio único de alcançar a justificação de Deus,ou seja,o único meio de ser alcançado com as misericórdias de Cristo,é exercendo a Fé depositada no fundamento,que é a Palavra de Deus.Já nos primeiros textos,fica claro perceber a distinção que o Apóstolo faz entre os creem,com uma fé madura e sólida,e aqueles que são fracos, aqueles que se apegam a idéias puramente humanas e que não estão de acordo com o ensino bíblico. Entendido como um texto que aconselha suportar os fracos na fé,o texto de Romanos 14 começa levando-nos a compreender que por mais que a Mensagem seja uniforme e igual a todos,a compreensão dela é que se dá de forma plena ou não.Quando o ouvinte da Mensagem confunde-se com idéias de fora do Texto Sagrado, formam-se os crentes fracos a que Paulo se refere.Nesses casos,a tolerância dos mais espirituais deve se manifestar.

O princípio usado para o exercício da tolerância aos fracos na fé é a própria estrutura que nós possuímos, dotada de erros,falhas e preceitos que podem nos levar a assumirmos um papel que não nos cabe,o de julgadores do servo alheio.Sendo compostos da mesma estrutura passível a erros que nosso irmão menos espiritual,não temos autoridade para dosar a fé que outros crentes exercem em Deus,segundo a medida que o Espírito Santo concedeu a cada um.Mesmo nas diferenças no exercício da fé que há nos cretes,Paulo já assegurava que a experiência com Deus é tão pessoal que os resultados produzidos serão notados de forma diferente na vida de cada crente individualmente.Quanto a essas diferenças,cada atitude nossa é um ato individual que glorifica a Deus.Mostrando as posturas no exercício da fé,nas atitudes de fé,vemos que o ensino é abordado pelo Apóstolo dos gentios como algo opcional e de iniciativa do indivíduo,não uma reivindicação divina,mas,uma postura adotada com o fim de manifestar a fé espiritual,materializando-a.

Interessante  que no momento que adotamos um modo de expressar nossa fé a Deus,a ênfase não deve ser o ato em si,mas,a devoção que nos moveu a realizar tal atitude ou a não realizar outras.Não serão nossas atitudes que evidenciarão,por si mesmas,uma fé que,porventura,tenhamos em Deus.Paulo vai além do cumprimento de uma série de leis e doutrinas como forma de justificação diante de Cristo,afirmando que tanto a morte como a vida do crente é para Deus.Em outras Palavras Paulo disse que mesmos os opostos quando realizados pelo servo fiel,Deus recebe,aceita e justifica.No meio das atitudes,porém,a única restrição é quanto ao zelo das Escrituras,não devendo passar por cima desta com o pretexto de usar a fé.

O ponto mais alto de Romanos 14 é,sem dúvidas,o momento em que Paulo declara que  "o Reino não consiste em comida ou bebida(...)",no vers.17.Desmistificando um evangelho carregado de dogmas,o Apóstolo mostra a simplicidade na conduta cristã,devendo ser exercida de maneira puríssima no sentido de que nos aproximamos de Deus e mudamos naturalmente a nossa conduta.Certo é,porém,que a edificação mútua dos crentes como povo de Deus deve ser o foco nisso tudo.Na tentativa de manifestar uma fé viva, ativa,gloriosa,a única recomendação de Paulo é não desamparar o nosso irmão,mostrando que a nossa atitude com Deus,em termos de comunhão,passa,inevitavelmente,na maneira que nós nos relacionamos e nos dispomos aos nossos irmãos.A afirmativa proposta é claramente observada nos versículos 19 a 21,onde até mesmo nossa devoção a Deus deve possuir traços da comunhão cristã,sendo dosada por ela.

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13/11/2011

Jesus e o paralítico de Betesda


Numa de suas caminhadas,Cristo chega a um dos tanques de Jerusalém conhecido como Betesda.Situado junto à Porta das Ovelhas,esse reservatório de água,que significa 'casa de misericórdia divina',era tido ,nos tempos de Cristo,como um lugar de peregrinação,visto por muitos como um local onde suas águas tinham poder sobrenatural de cura.Dada a agitação das águas,aquele que mergulhasse primeiro seria plenamente curado de suas moléstias.O agitar das águas era visto como algo operado por um anjo de Deus que descia a realizar o movimento,conferindo,assim,às águas características de virtude sobrenatural.Em meio este cenário de peregrinação havia toda sorte de enfermos e miseráveis, coxos, paralíticos, cegos,todos esperando ansiosamente o movimento das águas a fim de mergulhar e ser curado.É bom lembrar que não há menção no Texto Sagrado que,de fato,haviam as curas,certo é,porém, que muitos passavam anos aguardando sua vez de mergulhar e subir curado.Esse é o caso de um paralítico que veremos.

Jesus sobe a Jerusalém,ao Norte,chegando ao Tanque de Betesda,local abarrotado de enfermos e um em especial lhe chama atenção.A sensibilidade do Mestre de Nazaré,que é incomparável,se fez presente de uma forma muito especial,onde,vendo aquele paralítico deitado,notou que sua situação necessitava de misericórdia e favor.Jesus,tendo suas características divinas,sabia o tempo que ele estava naquela situação,o qual era muito, e,voltando-se ao homem,fez uma pergunta simples e óbvia,disse:'Queres ficar são?'.Mas que pergunta,é claro que sim! A resposta foi positiva como bem sabemos,mas,o que mais chama a atenção é o complemento da resposta que o homem deu,veja:'...não tenho homem algum que ,quando a água é agitada,me coloque no tanque...' O homem tinha suas forças voltadas totalmente àquele local,tido como sagrado,poderoso. Sua esperança de cura era restrita totalmente àquele processo:desce o anjo,move a água,mergulha um enfermo.Inúmeras vezes ele viu isso acontecer,e o pior,não acontecia com ele pois ele não tinha alguém que o ajudasse,não acontecia porque ele não tinha um intercessor.Vendo Cristo face a face,olhando nos olhos de Bom Mestre,não cogitou a hipótese de receber seu milagre das mão do Messias.

Durante anos,vidas se perderam,deixando de serem vividas pelo simples fato de fincar suas raízes num lugar onde a única garantia que era dada era uma crença sem respaldo lógico ou bíblico.O paralítico que discursou com Jesus Cristo passou 38 anos tendo sua fé voltada para um tanque que,diga-se de passagem,não tinha ligação com o judaísmo.Numa análise do tanque em si mesmo,vemos que os arqueólogos descobriram nas escavações que esse tanque era ligado ao santuário do deus da cura.Não era um ambiente exclusivamente judaico.As águas que corriam pelo tanque saíam desse complexo do santuário desse deus da cura e por isso,acreditava-se que tinha poderes sobrenaturais.Prova disso é que o próprio Mestre não mandou que o homem mergulhasse no tanque,curando-o na borda.

O paralítico pôs sua esperança de cura num ritual místico,o qual arrancou de si os 38 anos que perdera naquela esperança.Cristo volta-se para aquele homem sabendo disso e mostra que a esperança,que a fé quando posta sobre um fundamento de corrupção espiritual cega e torna o homem miserável em sua existência.Prova disto é que quando Cristo pergunta se ele quer a cura,em sua resposta o homem não consegue desassociar o milagre ao tanque,ou seja,a ele a única perspectiva da vida dele no tocante a sua cura,e a consequente retomada de sua vida,era o tanque que tinha poderes sobrenaturais.O tanque,ou a esperança nele,tirou daquele homem até a percepção de com quem conversava,de quem era o que lhe falava.Considerando que aquele homem permanecia naqueles termos,naquele local religiosamente,não seria errado imaginar que a fama de Cristo houvesse chagado ali como aquele que tinha autoridade sobre as enfermidades.Alguns dos que estavam no local certamente largaram o tanque em busca de Cristo e forma curados,certamente,muito embora a bíblia não relate os casos.Analise a seguir aquilo que o homem carregava:
  • Ritualismo-Seguia um rito no qual o centro de todo seu culto estava voltado a este local tido como capaz de curar as enfermidades;
  • Ligação com o misticismo-A possibilidade de ligar-se com o espiritual por meio destes rituais, deixou o paralítico cego para sua própria vida buscando algo sobrenatural de ordem divina;
  • Esperança destrutiva-Baseando sua existência unicamente na possibilidade de alcançar favor divino, abriu mão de sua própria vida a fim de viver a esperança em algo que a única comprovação era sua fé,irracional a qual tornou-o cego para todo o resto de sua vida.
Cristo,veio nos libertar da maldição da lei,veio libertar-nos da escravidão de nós mesmos,viu naquele momento,outra libertação,a libertação dos rituais que para nada prestam,incluindo os rituais que não correspondiam a Lei.Através da cura daquele homem,os que participavam daquele rito,tiveram a possibilidade de entender que não seriam as águas de um templo pagão que trariam cura e uma nova perspectiva de vida a eles,seria,antes,o encontro pessoal com o Cristo que mudaria completamente a vida de todos.Como aquele homem,muitos têm vivido esperando num ritual que mudará suas vidas,num movimento que revolucionará tudo,em algo temporal que,acreditam,mudará suas vidas,mas,como ao paralítico,Cristo não somente estende a pergunta,Cristo garante a cura e o milagre que mudará pra sempre o rumo da história de cada um.O homem,como sabemos,foi curado completamente,a esperança foi mudada,o foco espiritual agora era Cristo,e não mais águas que supostamente trariam transformação.A vida daquele homem foi mudada não somente pelas misericórdias de Jesus,mas, para mostrar que toda aquela esperança estava baseada em algo que não era agradável a Deus,mostrou aos outros que só Cristo é a real fonte de cura e restauração para todos nós.

(BASEADO EM JOÃO 5.1-15)
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11/11/2011

Uma porção de Favor


22 E eis que uma mulher cananéia, provinda daquelas cercania, clamava, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim, que minha filha está horrivelmente endemoninhada.23 Contudo ele não lhe respondeu palavra. Chegando-se, pois, a ele os seus discípulos, rogavam-lhe, dizendo: Despede-a, porque vem clamando atrás de nós.24 Respondeu-lhes ele: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.25 Então veio ela e, adorando-o, disse: Senhor, socorre-me.26 Ele, porém, respondeu: Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos.27 Ao que ela disse: Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos.28 Então respondeu Jesus, e disse-lhe: Ó mulher, grande é a tua fé! seja-te feito como queres. E desde aquela hora sua filha ficou sã.
(Mateus 15)


Jesus seguia suas pregações rumo a Tiro e Sidom,Tiro era um posto marítimo dos tempos e,com certeza,de muita importância nos tempos de Cristo,um local chave na propagação da mensagem evangélica,muito embora não fizesse parte de Israel.No percurso, seguia o Mestre uma mulher cananeia,ou seja,fazia parte daqueles que eram designados por Deus,nos tempos de Moisés,de sentença mortal para conquista da terra de Canaã.Como sabemos,os israelitas não cumpriram essa ordem e muitos dos povos que não deveriam estar habitando na terra,foram permitidos pelos judeus,por não destruírem esses povos.Sendo descendente deste grupo,era óbvio que não se inseria no plano original de salvação de Cristo,que era voltado aos judeus.Sofrendo com uma filha endemoninhada miseravelmente,clamou as misericórdias de Cristo,e teve seu pedido negado a princípio pois como dissemos,não era para este momento a salvação dos não judeus,mas,apegando-se unicamente na fé,na crença irrefutável que Cristo tinha poder para restituir-lhe sanidade e libertação à filha,manteve sua posição e foi respondida.

Era comum enquanto Cristo caminhava rumo a missões,ser abordado por pessoas desconhecidas que viam naquele momento a oportunidade de vivenciar milagres.Jesus respondeu negativamente à mulher pois seu ministério incluía a restauração de Israel como povo de Deus(Amós 9.11),o propósito original de redenção era para o povo filho de Abraão,portador da promessa de Deus e não aos gentios(v.24).Com a crescente degradação de Israel como povo escolhido,foi necessário,por meio de Cristo, restaurar o tabernáculo de Davi que estava caído,apartado de Deus.A mulher,entendendo o ministério de Jesus,deu a resposta crucial para que seu milagre fosse possível.Após ser colocada de lado pelo Mestre,a mulher desesperada disse:"... também os cachorrinhos comem das migalhas..." Imagine que ela não queria o banquete que os judeus dispunham,ela entendia que a libertação de sua filha era apenas migalha,se comparado com aquilo que aos filhos estava reservado.Percebendo que aquilo que Cristo realizava eram manifestações patentes da manifestação de Deus, confessou que sua fé era capaz de ter algo pequeno do poder de Deus.

Lendo o texto,vou me atrever dizer que Cristo foi surpreendido com a resposta daquela mulher.A mulher captou o pensamento de Jesus,a vontade do Mestre,mas,ao mesmo tempo,onde a Lei não lhe era favorável, exerceu sua fé e alcançou misericórdia diante de Cristo.É interessante porque há duas formas de sermos recebidos por Deus: pela Justiça ou pela Misericórdia.Pela Justiça quando temos uma vida no altar,de retidão,voltada para fazer aquilo que Deus nos designou; já pela Misericórdia,é quando não temos méritos nenhum diante de Deus e,mesmo assim,por meio do Sangue de Jesus,somos recebidos e aceitos.No caso da mulher,as misericórdias foram suficientes para alcançar a bênção.

A Mensagem que Cristo passou,sendo respondida pela mulher foi simplesmente fenomenal porque nos mostra e nos traz uma percepção daquilo que temos de realizar para que o impossível aconteça mesmo em tempos que contamos unicamente com um pedido tímido ao SENHOR.Como a cananeia,devemos estar dispostos a responder com fé a Cristo naquilo que nos impede de receber as misericórdias de Deus.Aquela mulher clamou estando disposta a receber apenas uma porção de todo aquele favor que Cristo põe à disposição.

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