26/09/2011

Manuscritos do Mar Morto on Line pelo Google

A gigante Google em seu mais recente projeto põe à disposição dos internautas a mais célebres das descobertas recentes,os Pergaminhos do Mar Morto.Hospedado em http://dss.collections.imj.org.il/,o projeto tem os cinco pergaminhos na íntegra com tradução para o inglês,o que será estendido posteriormente a outros idiomas.Aqueles que dispõe do Google Chrome,tem uma ferramente que o traduz ao português sem esforços.
De resolução ótima,os textos podem ser acessados facilmente ao longo desta página de fácil acesso.O projeto,realizado com a parceria fundamental do Museu de Israel,digitaliza todo o conteúdo aos interessados, contendo ainda os comentários,vídeos e as descrições de cada rolagem.Contrastando com a visita ao Museu, onde está abrigado o Conjunto de Obras,o 'visitante on line' pode visualizar com muita qualidade os pergaminhos,fato que seria impossível devido os cuidados com as obras.

23/09/2011

A DOUTRINA DO ARREBATAMENTO



A doutrina do Arrebatamento é,para a Igreja,a base na qual se fundamenta a esperança que nos livrará deste presente século e nos conduzirá para eventos nos quais a Glória de Deus nos será revelada em Sua santa presença.Quando falamos na questão do Arrebatamento,há mais dúvidas que convicções corretas daquilo que realmente é essa Doutrina fundamental da Fé Cristã,que é independente de rótulos denominacionais,ou segmentos teológicos.A Teologia,porém,não nos ajuda,pois,como sabemos,são várias as escolas de interpretação,que não conduzem o povo ao real pensamento que envolve as Doutrinas Apocalípticas.A nossa intenção não é trazer várias formas de pensamento ou inundar o leitor com 'teologismos' ou teologias,pois,agindo dessa forma,teremos inúmeras dúvidas e questionamentos intermináveis.A nossa proposta é trazer aquilo que entendemos ser a apresentação correta de uma Doutrina fundamental estabelecida pelo próprio Mestre,quando alertou os Doze acerca deste tempo mal e dominado por potestades alheias à nossa vontade.Entendamos,pois,de que se trata este tema que é mencionado inúmeras vezes pela Bíblia Sagrada.
1-O QUE É ARREBATAMENTO?
A palavra é definida pelo Aurélio como arrancar,levar,e trazido para o sentido bíblico é o momento que,em sua segunda vinda,Cristo tira os fiéis desta terra,levando-nos ao Seu encontro nos ares.Lembre-se que quando Cristo ascendeu aos céus,muitos se maravilharam do evento e dois anjos disseram que não se maravilhassem daquele evento que Cristo é recebido em glória aos céus,mas,entendessem que ele mesmo voltaria (At.1.11).Essa vinda ,ou segunda vinda, de Cristo tem o propósito de livrar os fiéis daquilo que será a ira de Deus a este mundo corrupto,note que Cristo virá sem relação com o pecado(Hb.9.28),ou seja, quando ele vier,ou voltar,não será para trazer uma outra mensagem,ou reformar a Igreja(embora não fosse má idéia!!),não, quando ele vier será unicamente para livrar seu povo do momento que Deus fará da mesma forma que fez com as cidades corruptas de Sodoma e Gomorra,ou no caso de Noé. Livrará os fiéis e trará o juízo que é destinado a esta Terra(2 Pe.3.7,12).
Vemos que o Arrebatamento é o primeiro de uma série de eventos que levará ao fim de todas as coisas e estabelecerá o Governo de Deus em Novos Céus e Nova Terra.A idéia de termos um Arrebatamento anterior a eventos como Grande Tribulação é muito bem colocada nas Escrituras,dizendo que nós não fomos destinados à ira(1 Ts.5.9),na realidade,o arrebatamento se dará com o intuito de livrar o povo de Deus,é um livramento daquilo que seguirá os anos posteriores a este evento.
2-QUANDO OCORRERÁ?
É impossível ao mais entendido teólogo determinar o tempo exato da vinda de Cristo no Arrebatamento.A Bíblia não dá respaldo nenhum para que afirmemos o tempo que virá o SENHOR,quanto a isso,as Escrituras apresentam apenas sinais que evidenciariam o tempo que Cristo se manifestaria em glória.Acerca dos sinais,muitas Parábolas foram trazidas por Jesus a fim de explicar sobre o tema.Algumas Parábolas:
  • Servo Vigilante(Lc.12.35-48):Essa Parábola é apresentada colocando os fiéis de Cristo como servos que receberam a incumbência de tomar cuidados da propriedade de seu Senhor,com a responsabilidade de se manterem vigilantes e atentos à vinda dele.De modo repentino e inesperado,num momento de muito esfriamento,ou sonolência espiritual(v.38) dificultará ainda mais a espera,tirando até mesmo o foco;
  • As dez Minas(Lc.19.1-27):As dez minas são,na verdade,moedas de ouro,que simbolizam talentos que devem ser utilizados na transmissão do Reino de Deus pelos fiéis;
  • As Árvores(Lc.21.29-31):Comparando Israel a Figueira,Cristo aconselha que observemos o desenrolar da história Israelita e o cumprimento das profecias a ela relacionadas.Quando fala de brotar,quer dizer que as promessas e profecias relacionadas a Israel que começam a se cumprir anunciam o advento de Jesus.Note,contudo,que a recomendação não se restringe à Figueira somente,mas,'as outras árvores',povos e nações que rodeiam a Terra santa;
  • As dez Virgens(Mt.25.1-12):Falando de como devemos estar na vinda dele,Cristo enfatiza primordialmente a vigilância e,nessa parábola,a individualidade do Arrebatamento;trata como sendo de responsabilidade pessoal a preparação para este momento.Dado o desconhecimento da Vinda,faz-se necessário contínuo preparo nosso.
Então,o cenário apresentado por Jesus Cristo nas Parábolas Escatológicas,não é um cenário muito animador,pois,mostra a realidade que muitos crentes,apesar de crerem em Jesus,não subirão por se encontrarem despreparados no momento do Advento do Mestre.
3-O CENÁRIO MORAL ANTERIOR:
Na mente de muitos crentes,é fácil associar a questão do arrebatamento a um anterior 'avivamento' que acontecerá.O único problema desse pensamento é que,embora muito bonitinho,não é o que Cristo revela acerca desse tempo.Analisando o discurso de Cristo nas Mensagens Escatológicas que tratou,é fácil observar que ele associa o tempo do fim a um cenário de uma operação maciça de um espírito de engano que operará em muitos,principalmente em crentes nominais e desprovidos de espiritualidade verdadeira.Não fosse apenas esse espírito de engano,que é próprio do anti-Cristo(2 Ts. 2.7) os valeres,a cultura, a política,tudo converge a um ambiente que favoreça o espírito do anti-Cristo.Paralelo ao engano,a Terra será assolada com fenômenos espantosos,guerras,fomes e pestes ao redor do Globo.Esse cenário,na realidade,reflete o fruto do pensamento de muitos nesse tempo.Será a postura do homem que trará tudo isso.A operação do espírito do anti-Cristo levará muitos a pensar de modo destrutivo e que culminará no resgate do fiéis,com o arrebatamento.
Afastados de Deus,a única certeza é que adotaremos uma postura que nos conduzirá à ruína,certamente.Muitos têm tido uma série de ruínas justamente porque desprezam a presença do Espírito Santo em suas vidas,o que,por si só,já atrai a presença do mal a si.O cenário moral pré-arrebatamento é,como dissemos,um cenário desfavorável à atuação da Igreja Apostólica principalmente porque sufocará a missão da Igreja,que consiste em testemunhar de Cristo como sal da terra e luz do mundo,trazendo aos crentes fiéis um momento quase impossível de testemunhar de Jesus.Visando abreviar os tempos,afim de impedir que os crentes se dispersem(Mt.24.22),Jesus traz o maior e mais enigmático evento escatológico do mundo:o arrebatamento da Igreja de Cristo(Lc.21.28).Para a Igreja,esse tempo anterior ao arrebatamento será de intensa perseguição e assolação dos crentes,Jesus usa o termo "sereis odiados" em Mt.24.9,para definir o que será à Igreja esse tempo.A observação de Cristo é tão profunda que adverte até dos que nos rodeiam,mostrando que até nossos familiares nos terão como inimigos e serão capazes até de matar-nos(Lc.21.16).
No campo do sentimento,haverá,também,uma forte quebra no afeto que,porventura, houvesse.Jesus menciona que o amor de muitos se esfriará pela atuação devastadora da iniquidade(Mt.24.12).Os sentimentos amorosos,afetuosos,que ainda sentimos uns pelos outros,mesmo os não crentes,ainda sentem, não serão muito comuns nesse tempo.Na contramão disso,o clamor do Espírito é a fim de voltarmos ao ponto da queda e exercitar aquilo que é fruto espiritual como o amor(Ap.2.4-5).
3.1-Dias de Noé:
Como não será a primeira vez de uma visitação terrível do nosso Deus,os exemplos são retomados e nos fazem refletir.O primeiro caso é o dos dias de Noé,o segundo,trata-se dos dias de Ló.Incrivelmente essas duas situações se encaixam perfeita e minuciosamente no contexto do Arrebatamento,pois simplesmente,as posturas do homem pecador não sofrem ou sofreram no decorrer desse tempo todo.Então,podemos observar que em meio a proclamação de um juízo iminente poucos foram aqueles que deram ouvidos e se renderam à pregação evangélica,não será diferente no arrebatamento.
Todos conhecemos desde sempre a história de Noé,que não é fábula,mas uma certa manifestação do exercício da fé com a fidelidade divina.De modo indiferente ao apelo espiritual que Deus tem proclamado há tempos,pela Igreja,os homens seguindo o exemplo dos contemporâneos de Noé,tratarão dos assuntos mais fúteis de suas vidas e continuarão seguindo seus próprios caminhos e fazendo planejamentos.À semelhança dos dias de Noé seguirão suas vidas normalmente  e não darão a mínima atenção àqueles que se propuserem a pregar a mensagem,cerrarão seus ouvidos e farão suas vontades carnais,em detrimento da vontade divina(Mt.24.38-39).Note que no vers.39 fica claro que somente se deram conta quando a ira de Deus começou a se manifestar.Da mesma maneira,não sentirão falta da Igreja,somente quando as taças da ira de Deus começarem a ser derramadas é que perguntarão pelo povo barulhento que aplacava o mal enquanto estava na Terra(2Ts.2.7).
3.2-Dias de Ló:
Os dias de Ló são relatados de forma muito detalhada,não só em Gênesis,mas,por toda a Bíblia vemos que o tema é usado pra mostrar alguns princípios tanto de Deus para com o homem como do homem para com ele mesmo,apartado da presença de Deus.Quando a criatura está oposta aos valores e princípios divinos, age de maneira abominável pondo-se contrário a sua natureza,humilhando-se saindo da posição de domínio que o SENHOR a colocou.Os dias de Ló são revelados como dias onde uniões homossexuais eram demasiadamente comuns,onde o sexo era feito sem princípios,de maneira completamente carnal e depravada(Rm.1.26-27).
A terra onde vivia o sobrinho de Abraão,estava completamente assolada por uma vida desregrada que era marca daquela geração iníqua(Gn.19.1-9).Tamanha era a operação do engano nos daquela terra que até mesmo os da casa de Ló duvidavam daquilo que ele havia dito da parte dos anjos que o visitara(Gn.19.14). Aquele espírito de engano e corrupção estava estrando até mesmo na casa daquele piedoso homem.Por essa experiência,vemos que os valores e idéias fomentadas no mundo,podem,mesmo que sejamos contrários a elas,entrar em nossas casas e impedir até mesmo um livramento de Deus.Não fosse a imensurável misericórdia de Deus,certamente alguns,senão todos,da casa de Ló ficariam na cidade e seriam alvo de julgamento(Gn.19.16-17).
4-Arrebatamento e Segunda Vinda:
Muitos questionam ou se enrolam na hora de entender e diferenciar o que é o Arrebatamento da Igreja e a Segunda Vinda de Cristo para julgar a Humanidade.Seguem baixo as diferenças de cada evento:
1)ARREBATAMENTO:
  • Será em segredo,isto é,um mistério ao mundo(Mt.24.36);
  • Cristo vem para a Igreja(1 Ts.4.17);
  • É antes da Grande Tribulação(Ap.3.10);
  • Os incrédulos serão deixados(Mt.24.40).
2)SEGUNDA VINDA DE CRISTO:
  • Será pública(Ap.1.7);
  • Cristo vem com a Igreja(Jd.14);
  • Após a Tribulação(Mt.24.29-30);
  • Cristo pisa literalmente no Monte das Oliveiras (Zc.14.4).
Entendemos,portanto que os eventos relacionados ao Tempo do Fim seguem uma harmonia na qual inicia-se com o Arrebatamento da Igreja,seguindo-se de Tribulação aos que ficarem,tendo como senhor do mundo o anti-Cristo,que perseguirá os crentes que ficarem e também os judeus que se convertem nesse período de dores.Após a Tribulação é o Julgamento das Nações pelo Cordeiro (Cristo),e,posteriormente,o Reino Milenial de Jesus com satanás amarrado,sendo solto posteriormente a testar a fé dos que participarem do Milênio e,pasmem,muitos serão enganados pelo diabo e seguirão a ele,sendo,no fim de todas as coisas,lançados no inferno,os que não creem,e aos que creem,redenção eterna com Jesus Cristo nos céus.
Conclusão:
Como a advertência do Noivo:"vigiai,pois não sabeis o dia,nem a hora"(Mateus 24.42).façamos desta recomendação o revestimento da nossa fé.

12/09/2011

A astúcia destruidora do profeta velho contra um simples Homem de Deus

(Texto editado em 13/Dezembro/2015)

A Astúcia do profeta velho contra um simples Homem de Deus:
(1 Reis 13)
O idólatra rei de Israel,Jeroboão,exercia seu governo com inúmeras e severas restrições da parte de Deus.Podemos citar como exemplo a mais notória,que foi ter o seu governo marcado por uma ruptura na hegemonia política e teocrática do Estado de Israel.Via-se o rei governando apenas para o reino do Norte,Israel,que era o centro político da Nação,todavia,a parte mais importante, que era a espiritual,com o local de culto e devoção dos israelitas não fazia parte do domínio de Jeroboão,o centro do culto dos israelitas era em Judá.Aquele homem,como todos os governantes de Israel contava com seus colaboradores,grupo que incluía sacerdotes,profetas,empresários, levitas e etc. que era a elite israelita,aquela que podia trazer ao rei benefícios importantes e lhe garantir,teoricamente,uma boa gestão.

Como vimos,a situação do Reino do Norte não era das melhores,pois possuía um rei inclinado à idolatria e uma conduta que não agradava ao SENHOR e,ao mesmo tempo,um colégio profético que era bem tendencioso quanto aos interesses de um rei sem espiritualidade agradável.Para o infortúnio desse personagem que não correspondia às reivindicações divinas,aparece em seu caminho,no meio de um sacrifício hipócrita realizado por ele mesmo,um homem nomeado apenas de 'Homem de Deus',ou numa tradução menos tradicional,Profeta.O rei seguia o ritual judaico como muitos nesse tempo,vivendo segundo aquilo que desagrada a Deus,mas,mantendo a forma de culto exterior na qual foram ensinados.Seguem tendo uma conduta corrompida,miserável, contudo,não abrem mão da observância de cultos quando preciso.Jeroboão estava lá realizando mais um sacrifício quando surge este homem desconhecido.A habitação do profeta era em Judá (Reino do Sul),mas,por uma ordem de Deus,seguiu caminho a Betel cumprir um envio divino.

Lá estava o culto todo preparado,um altar de pedras lavradas (ou não?),incenso,e o sacrifício. Tudo parecia correr muito bem naquela festa feita pelo rei,não sendo do calendário judaico,mas, não impediu que ocorresse.Ofertou seu sacrifício e logo aquele profeta,com muita autoridade, trouxe a advertência divina,não para o rei,mas,profetizando contra aquele altar de baal transvestido de santuário de Deus.Proferiu sentenças sobre toda aquela situação de quebra de aliança com Deus,uma vez que eram os bezerros de ouro que estavam recebendo toa a adoração dos filhos de Israel e o sacrifício de Jeroboão.A profecia incluiu uma revelação futura que mencionava o rei que faria as reformas necessárias da parte de Deus,que era Josias(v.2),profecia que se cumpriu cerca de 300 anos depois(2 Rs.23.15-20).Quando percebeu que um da casa de Judá proferia juízos contra sua casa,o rei não pensou duas vezes e mandou que o prendessem(v.4),o que o fazendo e estendendo sua mão,teve seu braço paralisado por levantar-se contra o homem de Deus(v.4.b),as confirmações,porém,não ficaram por aí,o altar onde era feito o sacrifício,caiu por terra,espalhando as cinzas daquele sacrifício a baal(v.5).Fora difícil ao rei ver naquele homem,forasteiro e simples,desconhecido até no nome,ver em seu semblante as características de um verdadeiro profeta,foi somente no momento do juízo que ele viu que Deus era com ele e confirmava sua mensagem.Vendo-se paralisado,não restava mais dúvidas que aquele era um verdadeiro profeta,naquela oportunidade,o rei pediu misericórdia ao profeta e que o mesmo orasse por ele,restituindo-lhe as funções do braço.Orando o profeta,Jeroboão sarou completamente.

Terminado todo aquele momento,foi a vez do rei usar de suas habilidades e convencer o profeta de que,ao menos,comesse com ele e a resposta foi uma declaração forte da autoridade confiada a ele:"Mas o homem de Deus respondeu ao rei: Ainda que me desses metade da tua casa, não iria contigo, nem comeria pão, nem beberia água neste lugar."(v.8).E seguiu o seu caminho.

O ponto,porém,mais interessante de 1 Reis 13 é,sem,dúvidas,o segundo momento desse profeta desconhecido,que é seu encontro com o profeta velho de Betel.É bom notar que o homem de Deus já seguia seu caminho rumo a Judá conforme designou o SENHOR,mas,quando ouve da presença de um profeta em Betel,o profeta velho vai rumo à presença do homem.Sendo já conhecido por muitos,aquele profeta chega ao homem e lhe oferece comida.Ora,o profeta certamente estava faminto após a viagem e os momentos cansativos com o rei,mas,tendo em mente a ordem divina,manteve-se fiel em não se corromper com a comida desta terra.Expôs essa questão ao profeta velho e,usando de engano,o velho diz:"Respondeu-lhe o outro: Eu também sou profeta como tu, e um anjo me falou por ordem do Senhor, dizendo: Faze-o voltar contigo a tua casa, para que coma pão e beba água. Mas mentia-lhe."(v.18).Como pode isso? o profeta respeitado mentindo? a troco de que? A resposta,pessoal, é muito simples: fascinado pelo poder e reconhecimento obtidos ao longo de sua carreira como 'vaso de profundidade' usou de engano para ter em sua casa a figura que trouxe medo ao rei e saiu honrado de Israel.

Como o velho profeta disse que 'Deus mandou',o homem não desconfiou e seguiu o velho profeta. Afinal de contas,como duvidar de uma personalidade que há tanto tempo milita na causa de Deus? seria um sacrilégio pensar que alguém que tanto empreendeu,que tanto lutou pelo Mandamento,pelo Evangelho,poderia de alguma forma usar sua voz profética para enganar alguém! Foi justamente o que aconteceu,meu amigo! uma pessoa que foi instrumento de valor na causa divina,agora é uma pessoa que,como raposa velha,prepara e espera um momento oportuno para ver seus desejos concretizados,mesmo que opostos à vontade soberana de Deus.Quem sofreu com isso,foi o simples homem que venceu Jeroboão,desprezou aquilo que Deus ordenara e trouxe para si sentença terrível,veja:"23 E, havendo eles comido e bebido, albardou o jumento para o profeta que fizera voltar.24 Este, pois, se foi, e um leão o encontrou no caminho, e o matou; o seu cadáver ficou estendido no caminho, e o jumento estava parado junto a ele, e também o leão estava junto ao cadáver.".Imagine a ironia que ocorre nisso tudo,num primeiro momento Deus confirma de forma poderosa a mensagem que sai de seus lábios e,por sair da vontade de Deus,é alvo de superior sentença por parte do próprio Deus que o confirmara.Depois disso tudo,o profeta velho foi ver seu trabalho e a palavra que ele libera é algo terrível e motivo de reflexão:"26 Quando o profeta que o fizera voltar do caminho ouviu isto, disse: É o homem de Deus, que foi rebelde à palavra do Senhor; por isso o Senhor o entregou ao leão, que o despedaçou e matou, segundo a palavra que o Senhor lhe dissera."Agora podemos ver que uma pessoa com sensibilidade espiritual,forjada no 'fogo de Jeová',tem,sim,se não assumir uma conduta de homem de Deus,uma conduta destrutiva e que leva até mesmo à morte de verdadeiros Homens de Deus.


08/09/2011

Quando Temos Atitudes de Fé com o SENHOR


As Escrituras revelam que é por meio da fé que somos aceitos por Deus e entramos em Sua presença Santa e gloriosa(Hb.11.6),logo,o que chama a atenção de Deus no momento que o buscamos é a nossa fé,a nossa crença correta Naquele que,de fato Ele é.Não somente para estarmos na presença Dele faz-se necessária a fé,mas,também,para uma vida na qual nos regozijemos e no alegremos,com todos os benefícios que o Altíssimo nos coloca à disposição.Quando analisamos aquilo que a fé produz e é capaz de nos fazer alcançar,vemos que o impossível logo é lançado por terra pelo simples uso da fé apostólica que Cristo nos ensinou e que muitos dos homens de Deus do AT. tiveram,captando a essência da fé,que seria revelada por Cristo posteriormente.
Veja,então,que a fé,quando materializada,é capaz de,nas Palavras de Cristo,mover montanhas e fazer secar figueiras(Mt.21.21-22).Note que não basta ter fé,pois,como sabemos,até mesmo os demônios crêem em Cristo,sabem quem ele é e nem por isso são abençoados,eles tem fé,contudo, não a exercem materializando-a de forma que glorifique a Deus(Tg.2.19).A verdade é que o que fez a figueira secar em Mateus 21,foi a declaração de Cristo amaldiçoando-a,ou seja,ele usou a fé que possuía e,pela fé,declarou que aquela figueira não mais produziria fruto algum.A Palavra associada à fé produziu milagres naquele dia por meio daquele sinal de juízo.Na realidade, em todos os milagres que Jesus realizou são facilmente identificados os elementos que trouxeram à existência o impossível.Analise,por exemplo,Marcos 7.32-37,onde é apresentado a Cristo um surdo-gago,na situação,Jesus operou de forma diferente,mas,quanto ao uso da fé foi a mesma dinâmica.Num dado momento do episódio,Jesus"erguendo os olhos ao céu, suspirou e disse-lhe: Efatá; isto é Abre-te."(v.34).É certo que o homem poderia simplesmente ter voltado a ouvir perfeitamente simplesmente por chegar ao Mestre,no entanto,em todo momento que os milagres aconteceram fez-se necessário ao menos uma declaração profética a fim de exercer essa fé que já existe.Bom,após Jesus declarar o 'Efatá'-abrete-o homem teve aquela enfermidade expulsa de seu corpo.
O ministério de Cristo foi marcado por milagres,isso todos sabemos,mas,o que pouco observamos é que todos,ou pelo menos a maioria,dos milagres que ele empreendeu em seu ministério envolveu curas de enfermidades.A dúvida de muitos é se Deus tem interesse em operar milagres distintos a esse tema.Será que Deus tem interesse apenas em curar-nos de moléstias e males físicos que nos assolam?Não teria o Altíssimo interesse em conceder-nos conquistas em áreas diferentes da nossa vida?
A resposta,que parece óbvia,num primeiro momento,pode ser respondida à luz de Hebreu 11,que revela aquilo que a fé é capaz de conquistar.Veja,então aquilo que a fé é capaz de alcançar quando exercida de forma correta diante de Deus:
  • ALCANÇAMOS BOM TESTEMUNHO(v.2):O 'bom testemunho' deve ser entendido como conseguir a aprovação de Deus.Então,por meio dela,diante de Deus somos aprovados e recebidos;
  • PELA FÉ O SACRIFÍCIO DE CAIM É SUPERADO(v.4):A diferença contida no sacrifício de Caim e Abel é a fé incondicional que Abel tinha,em outras palavras,Abel sacrificava mais que simplesmente os cordeiros,sacrificava sua vida,estava disposto a ofertar o melhor que possuía.Mesmo com sua morte,seu sacrifício,mesmo morto,foi superior ao de Caim;
  • PELA FÉ A MORTE É DESTRUÍDA(v.5):Como possuía uma fé que agradava grandemente a Deus,Enoque viu Deus quebrar uma lei natural e universal aos homens,como resultado de sua fidelidade que exercia perante Deus;
  • PELA FÉ HÁ LIVRAMENTO(v.7):A sentença de Deus aos contemporâneos de Noé era geral e irrevogável.A conduta irrepreensível que o homem de Deus possuía livrou não somente a ele,mas,também,a sua família.É importante notar que a bíblia não diz se os filhos e noras de Noé eram fiéis a Deus,a única certeza é que a nossa fé produz livramentos naqueles que nos cercam;
  • QUEBRA DE ESTERILIDADE(v.11):Discorrendo sobre Abraão,o pai da fé,o nome de Sara é citado e torna-se exemplo glorioso do agir de Deus pela NOSSA FÉ.O único que tinha fé nas promessas divinas era o próprio Abraão,sua esposa duvidou até das palavras do anjo!(Gn 12.18),foi a fé do patriarca que interferiu na situação de esterilidade de sua esposa.
A conclusão do escritor aos Hebreus faz todo o sentido dizendo que faltaria tempo para falar de todos aqueles que usaram a fé e alcançaram suas vitórias e foram capazes de grandes feitos em seu tempo.É dessa forma que Deus quer que aconteça conosco,de uma maneira que quebre os limites da razão e sejamos capazes de grandes conquistas espirituais e em campos diversos da nossa vida.

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03/09/2011

Precisamos de Salvação!


Falar num tema tão difícil como este em nossos dias é,sem dúvidas,apregoar uma mensagem desconhecida a um povo impenitente que não teme a Deus nem mesmo aos homens.A Salvação,que um dia foi o cerne da Pregação Evangélica,não se trata de uma simples filosofia ou coisa do tipo,mas,na realidade,uma proposta espiritual onde Deus,por meio do sangue de Cristo torna-se aquele que concede essa dádiva espiritual à vida daquele que crê.Sobre nós,porém,a verdade é que não pedimos as circunstâncias nas quais vivemos ou as quais estamos expostos todos os dias.Sabendo disso,Deus nos concede sua misericórdia de duas formas distintas e inseparáveis:a misericórdia e o livre-arbítrio.Veja que Deus não nos obriga a seguir no caminho espiritual que Ele nos propõe(concede o livre-arbítrio) e,ao mesmo tempo,não nos entrega aos erros nos quais  estamos mergulhados(tem misericórdia de nós).
A cada um de nós está apresentada a proposta divina:bênção ou maldição,vida ou morte,salvação ou condenação eternas.Em meio a proposta do Altíssimo,nós,que estamos sujeitos aos rumos que nossas atitudes nos levam,muitas vezes optamos por seguir um caminho que não será aquele que nos conduzirá a uma eternidade na presença do Santo de Israel.Muito mais que curas,milagres e sinais milagrosos no céu e na terra, Cristo,que é o motivo que nos concede perfeita remissão,por seu sangue vertido na cruz do Calvário,assegurou e mostrou que a nós,homens,não há verdadeiro proveito em desprezar a fé salvífica, apegando-se a esta terra vil e pecaminosa,confiando em suas riquezas e bens transitórios e meramente carnais. Cristo ensinou que não adianta absolutamente nada comer o melhor desta terra e,ao mesmo tempo,não ser participante das riquezas espirituais reservadas àqueles que baseiam sua fé e conduta na fé apostólica apresentada pelo Cordeiro.
O tema salvação há muito tempo banalizado,deve ser entendido como sair de um território maligno de delitos e pecados,que nos conduzirão à condenação,para um território onde o propósito de ouro é submeter-se ao projeto original de Deus a nós todos em santificação para a entrada no Reino de Deus.Ora,se então,a salvação é caracterizada por sair de um território de derrota espiritual  para um lugar de submissão à vontade de Deus,o que caracteriza,na vida daquele que crê,essa salvação?Veja:
  • Remissão completa de todos os pecados(Lucas 1.77);
  • Remissor universal e imutável-Cristo(Atos 4.12);
  • Mensagem salvífica baseada em algo firme,conciso e de autoria do Remissor(Romanos 1.16);
  • Salvação disponível a todos(Tito 2.11);
  • Demanda obediência (Hebreus 5.9);
  • A Salvação Eterna lança por terra o nosso opositor(Apocalipse 12.10).
O propósito espiritual dessa salvação concedida pelo Messias,traz,como vimos,uma série de garantias, exigências e dádivas que o próprio Deus assegura trazer-nos.Vislumbrar promessas que o SENHOR se compromete a cumprir de forma amorosa nos mostra o quanto é,para Deus,importante e valiosa a nossa salvação,o quanto é valioso para Deus o momento que optamos por seguir em fé na presença Dele.Lembremo-nos que a nossa salvação foi o motivo pelo qual Jesus assumiu a forma humana e se humilhou em forma de criatura(João 3.16).
Mesmo observando toda sorte de bênçãos que Deus derrama no momento que nos rendemos a seus pés, buscando salvação,muitos de nós não tomamos posse das garantias espirituais que são obtidas por meio da salvação que nos é ofertada.Cabe a nós assumir a nossa posição e receber,pela fé,a salvação conferida por Cristo no momento de sua morte na Cruz do Calvário.Tamanho foi o preço que foi pago que não seria justo,  depois dessa demonstração de amor,rejeitarmos toda a glória desse evento espiritual que afetou, de alguma forma,toda a humanidade pecadora.
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01/09/2011

A Cruz-As Dificuldades na Trajetória do Cristão Autêntico


Se eu fosse neo-pentecostal,com certeza a idéia de cruz e perseguições como fruto da fidelidade,não fariam parte de mim,no entanto,buscando fazer parte do Evangelho completo de Cristo,não podemos negligenciar aquilo que,de fato,é uma realidade espiritual na vida daqueles que depositam sinceramente a fé no Messias enviado por Deus para nossa redenção.A trajetória cristã é,segundo Jesus,marcada tanto pelos sinais,prodígios e maravilhas,quanto pela oposição do mundo à nós simplesmente pela fé que professamos(Mt.16.24 e Mc.16.17). Note,caro leitor que,ao mesmo tempo que somos perseguidos por viver uma fé profética e apostólica,Jesus garante que manifestações sobrenaturais da parte do Espírito Santo ocorrerá e confirmará a nossa fé no Cristo.No último capítulo do Evangelho de Marcos vemos esse princípio espiritual acompanhando os discípulos em meio ao cumprimento do Ide ordenado por Jesus,veja:

"20 Eles, pois, saindo, pregaram por toda parte, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que os acompanhavam."(Mc.16.20).

Logo que os Apóstolos seguiram para o propósito designado por Deus os sinais os acompanharam e,dessa forma dinâmica, a pregação apostólica não consistiu em fábulas ou história para persuadir o povo,antes,como genuína Palavra de Deus,foi revestida de unção do Alto e foi confirmada pelos Céus(1Co.2.4).De uma maneira bem explícita,Deus,através dos discípulos,operou a confirmação de Sua Palavra e,como na revelação ao profeta,a Palavra que saiu da boca do Altíssimo não voltou vazia,fez a vontade dEle e se cumpriu (e cumprirá)  a vontade de Deus (Is.55.11).Então,os sinais nos acompanham,é verdade,mas,o mesmo pode ser impedido por uma ação nossa,em detrimento daquilo que foi designado pelo SENHOR.Veja,por exemplo,o relato em Marcos 9.38-40,onde os discípulos movidos pelo individualismo egoísta,repreendem alguém que utilizava o Nome de Jesus para fazer milagres.A resposta do Mestre é enfática dizendo que não o proibissem pois se tais sinais acontecem,é porque a confissão deste homem é condizente com a mensagem de salvação;no vers.39 Jesus diz que é impossível alguém usar o nome Dele com o intuito de milagres e,ao mesmo tempo,profanar a santidade de sua glória.Então,agindo ou pregando de forma contraria ao preceito designado por Deus,nenhum sinal se fará pelas nossas mãos.

Quando tocamos no assunto 'cruz' logo somos impelidos a pensar em 'carma','maldição', algo que seria uma praga que, obrigatoriamente, e sem nenhum motivo aparente, teríamos de carregar em nossa vida. Longe de representar o real significado do emprego da palavra cruz na mensagem de Cristo,essa percepção de maldição não condiz com aquilo que Jesus se referia quando mencionou essa oposição que nos seguiria.Aliás,na realidade,todas as maldições que agiam (ou porventura ajam) nas nossas vidas,foram quebradas e despedaçadas pela unção de Deus(Is.10.27).Quando fala a respeito do Messias,Isaías não limita a operação de Seu sangue e mostra que o mal que era nosso,o lixo espiritual com o qual satanás nos oprimia, na cruz,Cristo se encarregou de levar e pagar sentenças de morte e opressões do diabo(Is.53.4-5).Então, se estamos carregando um legado satânico é bom que entendamos que Jesus Cristo venceu muito mais que a morte naquela sexta-feira,Ele venceu toda arma preparada contra nós e nos deu vitória por seu sangue.Se havia morte e luto,já não haverá mais opróbrio,vergonha,pois Deus nos garante que concede que assentemo-nos à mesa com o Cordeiro e sejamos reconhecidos como filhos de Deus e,portanto,livres de toda opressão e maldição.Como Deus disse a Josué, Ele nos diz:" Hoje revolvi de sobre vós o opróbrio do Egito"(Js.5.9).Aleluia!

Voltando para a questão de cruz,já vimos que não é carma nenhum,trata-se de uma oposição do mundo a nós pela confissão e opção que fizemos por Cristo e por sua Palavra.João,em sua primeira epístola universal,nos diz que o mundo,com sua cultura e preceitos contrários a Deus, em verdade nos odeia(1Jo.3.13).O próprio SENHOR Jesus provou,por si mesmo,que uma vida de obediência a Deus traz a fúria deste mundo(Jo.15.18).Essa fúria do mundo se deu em Jesus por meio de crucificação,quanto maior a dedicação ao SENHOR em santidade,maior a oposição.Um dos motivos pelos quais Jesus foi crucificado é justamente porque sua conduta de separação espiritual não satisfazia aquilo que o mundo busca do caráter do homem(Jo.15.19;17.14).

A nossa cruz consiste principalmente em crucificar nossa natureza humana,dando lugar ao Espírito Santo a fim de nos levar a uma vida de santidade a Deus. Não consiste absolutamente em adotar alguma postura ou costume, não! na realidade, consiste em despojar-nos de uma natureza vil e maldita para um novo nascimento, em água e Espírito,segundo a vontade de Deus.

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