29/03/2013

A resposta de Pedro


68 Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. (João 6)

Num dado momento, Cristo observa seus discípulos voltando do caminho proposto por Ele. Ouvindo os discursos do Messias Ungido de Deus, acharam que a Lei do amor era por demais pesada e extremamente difícil de manter-se fiel. Creio que era válida a dúvida daqueles homens e a concepção de que o caminho é difícil, que a porta é estreita (Mt.7.14),porém, note-se que tais homens,levados pela direção da carne, voltaram e não seguiram mais a Cristo. Mas,nem todos voltaram... 

 Cristo,talvez decepcionado pela falta de comprometimento e força de vontade destes que voltaram e o abandonaram, volta-se para os que restam e os confronta de uma forma que poderia desmotivar a muitos que ali estavam.Jesus os pergunta se não queriam retroceder como fizeram os demais (Jo. 6.67). Num primeiro momento, imagino que aqueles que ouviram Jesus proclamar estas palavras,sentiram-se,talvez, rejeitados pelo Mestre ou,quem sabe, tidos como de menor importância pelo Mestre, não sei, mas é fato que uma palavra destas pode nos causar grandes desconfortos, principalmente se vier de alguém que consideramos a amamos bastante. Mas não foi de forma ofensiva que os que ali permaneceram receberam estas palavras.

São em situações adversas que são manifestados aqueles que estão na fé e aqueles que não tem nenhum apreço pela fé apostólica. Os discípulos que restam, começam a ver seu grupo minguar e ter muitos fervorosos abandonarem o Mestre que afirmavam amar tanto. O abandono de coligados nossos,irmãos, do grupo que participamos é algo que muito nos causa impacto.Em alguns surge o questionamento se,de fato, aquilo que é transmitido é real e digno de valor. Não foi este o espírito que envolveu os que se mantiveram fiéis,pois,como dissemos, eles mantiveram uma fé viva e genuína. É essa fé que salva o indivíduo na hora da crise,é essa fé que remove a vergonha e humilhação, é essa fé que fomenta em nós uma esperança sem limites! E,eles mantiveram essa fé...

Uma pausa para digerir as palavras do Mestre e,quando parecia que o silêncio ia reinar e remover um a um daquele lugar, levanta-se Pedro, o apóstolo das ações mais certas que geram frutos excelentes, e diz: "Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna." (v.68) . E as coisas se invertem completamente ..... Agora,Cristo não é apenas mais um profeta do deserto, não é uma voz perdida apregoando mensagens celestiais, agora, na concepção dos apóstolos, já estava revelado que era aquele galileu, já sabiam que tratava-se do glorioso e Eterno que havia de vir (v.69),já não era um desconhecido,era o próprio Deus,revelado àqueles que criam nele. Nestes, não havia a menor possibilidade de olhar para trás e retroceder, não havia o desejo do passado, não havia saudades de ilusões, pois eles,agora, já sabiam quem possuía condições de dar vida eterna!

G.N.Q. - Verdade Profética

27/03/2013

EBD 2013:Lição 13 - A morte de Eliseu

Lição de número 13 a ser ministrada dia 31/Março/2013 nas AD's

Então,chegamos a última lição deste trimestre, finalizando o mês de Março de 2013. Esta lição tratará do último milagre de Eliseu e o propósito ligado a ele, e,também, da natureza da profecia final do profeta,além de conscientizar-nos sobre a brevidade da vida e a eternidade de Deus.
Desde já agradecemos aqueles que ficaram conosco nestes três meses, buscando auxílios para a EBD. Não somos os melhores produtores de conteúdos e comentários da Lição, sabemos que há sites e blogs muito melhores que este,que exercem um trabalho excelente, mas, tentamos levar uma visão ,mais profunda e abrangente,sem esquecer-nos do objetivo principal de cada lição. A todos o meu agradecimento pela confiança. Espero tê-lo (a) junto a nós no próximo trimestre também, aproveito para indicar a nossa fanpage no facebook do Blog Verdade Profética, curta-nos! Mais uma vez me ponho à disposição para dúvidas, comentários e o que mais for disponível aos irmãos, Deus abençoe a todos e boa aula! - Editor


Nesta lição acompanharemos os últimos passos do profeta Eliseu em sua vida e ministério. Eliseu,certamente,foi um gigante espiritual, como homem, limitado e passível de todas as situações que também passamos, provou de um ministério frutífero, de uma jornada de milagres, chegou a velhice e finalmente a morte. Homens como Eliseu entram para a história como gigantes da fé,ao olhar de muitos como super-homens por si mesmos,mas, somente entram para história como gigantes de Deus,quando reconhecem que Deus é o Senhor da História,artífice de toda perfeição e criação.


Entre os capítulos 9 e 13 de 2 Reis,há um intervalo de aproximadamente 40 anos.Nessa época, Eliseu deveria estar com a idade de oitenta anos.O profeta de Abel - Meolá (1 Rs. 19.16), era bastante jovem quando recebeu seu chamado profético e, dedicou toda sua vida ao propósito divino. Então, o profeta,sucessor de Elias, chega à velhice e doente (2 Rs. 13.14). Há muitos que,chegando a este relato, se questionam sobre essa doença. Não são poucos os que imaginam que,o simples fato do indivíduo ser muito fiel ou um instrumento poderosos nas mãos de Deus, o torna imune a estas questões. Triste engano! Todos nós, crentes ou não, estamos sujeitos às Leis naturais (Mt. 25.45), estabelecidas pelo próprio Deus. Por outro lado, vejamos como é tratada a velhice do crente pela Bíblia:

  • Digna de honra e respeito (Levítico 19.32): Infelizmente, hoje em dia o respeito aos idosos já não é tida como importante. A bíblia ensina que devemos respeitá-los e honrá-los;
  • Longevidade como fruto de retidão (Provérbios 16.31): A bíblia relaciona a longevidade como fruto de uma vida justa. "Uma vida longa é a recompensa das pessoas honestas; os seus cabelos brancos são uma coroa de glória." (Pv. 16.31 - NTLH [a]);
  • Fidelidade divina atemporal (Isaías 46.4): Deus faz uma promessa dizendo que,na nossa velhice, Ele se manterá fiel e cuidará de nós e nos carregará em seus braços.
E,no momento que Eliseu chega a velhice, sente em sua própria carne os sinais da idade. No texto de 2 Reis 13,trata tanto da doença de Eliseu como de seu sofrimento,e diz, inclusive que o que  gerou sua morte foi a tal enfermidade (2Rs. 13.14) ,outras versões falam que a doença era "incurável".O interessante é que mesmo com a idade avançada, a enfermidade e as forças físicas debilitadas, Eliseu mantinha a mesma estrutura espiritual, o mesmo vigor espiritual, o cumprimento de uma promessa divina,como dissemos anteriormente, de que Deus conduz os seus fiéis, mantém-se o mesmo nos guiando (Is. 46.4; Sl. 92.14-15).

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Notas: [a]NTLH: Nova Tradução na Linguagem de Hoje - Sociedade Bíblica do Brasil (SBB)
[Texto Original de: Gabriel Queiroz - Blog Verdade Profética.]

Respostas da Lição 13 - A morte de Eliseu

1-Faça um breve comentário sobre a velhice de Eliseu.
R:Resposta pessoal.

2-Por que Eliseu se indignou contra o rei?
R:Porque o rei não agiu com discernimento e fé.

3-De acordo com a lição, qual o propósito do milagre operado postumamente por Eliseu?
R:Demonstrar a fidelidade de Deus e o valor do profeta Eliseu.

4-Cite dois dos legados do profeta Eliseu.
R:Cultural e espiritual.

5-Cite pelo menos três obras do legado de Eliseu.
R:Abertura do Jordão (2Rs.2.13-14); a purificação da nascente da água (2Rs.2.19-22); o azeite da viuva (2Rs.4.1-7).

25/03/2013

Ovos de Páscoa ou barra? Chocolates ou Cristo?

Há menos de uma semana da Páscoa, vemos um aumento significativo nos preços dos produtos dessa época. Os produtores de ovos de Páscoa,por exemplo, afirmam que ficou 5% mais caro produzir, o que é repassado para o consumidor. Por outro lado, o consumo de chocolates no Brasil, que é o segundo maior produtor do mundo, deve chegar a 80 mil toneladas de chocolate nesta Páscoa. No entanto, mesmo com um custo maior nos elementos que envolvem este período, muitos são aqueles que decidem entrar nesse 'espírito' e comprar seus ovinhos para presentear nesta data. 

Há um questionamento que muitos fazem,estabelecendo uma comparação entre as barras de chocolate com os ovos de Páscoa. Levando em consideração o peso de cada um destes produtos, chegam à conclusão de que é maior negócio abrir mão dos ovos e substituí-los pelas barras na hora de presentear nesta data. Porém, há que se levar em consideração o fato de que são produtos diferentes em sua maneira de produzir. Os ovos de Páscoa,por exemplo, possuem um processo totalmente diferenciado de produção. Sua produção é mais demorada, ou seja, produz-se menos ovos em relação às barras de chocolates, num mesmo tempo. Observe-se ainda que neste período contrata-se mão de obra, exigindo treinamento, para produzir, além de outras variáveis,como espaço,por exemplo, fora o investimento para tudo isso.

Vislumbrados com as parreiras em supermercados, com um ponto de venda repleto de ovos dos mais variados, muitos são aqueles que compram os ovos para netos, filhos, sobrinhos, afilhados, desconsiderando preço e o real sentido da Páscoa. Obviamente que há um apelo muito maior no público infantil com relação à Pascoa, grande parte daquilo que é feito tem como objetivo atingir as crianças.Há,porém, um grupo que tem aderido a compra de barras de chocolates em lugar de ovos, o que diminuiria os custos na hora de presentear os seus, isso trará,aos que assim fazem, grande economia, uma vez que,em geral, o ovo custa cerca de três vezes mais que a barra. Mas, independente da variação de chocolate (barra ou ovo) que será dada, o foco maior se perde.Trata-se de Cristo e sua morte e ressurreição, que é o sentido da Páscoa Cristã.

 Então,não preciso dizer que muitos irão,ao longo dessa semana, inundar as lojas e mercados para garantir este elemento que nada tem a a ver com Páscoa. Trata-se de um produto, distante de uma significância cristã, que ganhou espaço nas celebrações. Mesmo com o forte apelo a isto tudo, lembre-se que a Páscoa tem como fundamento Cristo, sua morte, sua ressurreição, vencendo a nossa condenação eterna e concedendo salvação gratuita, não se distancie disso jamais.

Leia também:

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20/03/2013

Respostas da Lição 12 - Eliseu e a Escola dos Profetas

1-Segundo a lição,o que podemos aprender sobre o aspecto institucional da Escola de Profetas?
R:Que a educação possui forma e função.

2-Destaque dois dos objetivos da escola de Profetas.
R:Treinamento e encorajamento.

3-De acordo com a lição,que conteúdos faziam parte do currículo da Escola dos Profetas?
R:A Escritura e a experiência.

4-Cite dois dos métodos educacionais usados na Escola de Profetas.
R:Ensino através da Palavra e do exemplo.

5-O que podemos observar através do ministério profético de Eliseu?
R:Observamos que as escolas dos profetas eram dedicadas ao ensino formal.




19/03/2013

EBD 2013: Lição 12 - Eliseu e a Escola de Profetas

Lição de número 12 a ser ministrada nas AD's no dia 24/Março/2013:

 Chegamos ao fim da Revista e certamente foi muito edificante a todos nós.A temática envolvendo o ministério profético de Elias e Eliseu muito benefício trouxe aos irmãos. Entender o contexto político - espiritual no qual Elias estava inserido quando ministrou, entender as entidades que eram veneradas por Israel naquele período e perceber os momentos de confronto espiritual contra os falsos profetas, com certeza nos edificou muito.Minhas mais sinceras desculpas por haver publicado dia 19/03/13 sem o desenvolvimento da Lição. Já corrigi o erro,perdão a todos aqueles que nos acessaram neste dia sem ter chegado ao que procurava! Inicialmente está disponível os tópicos I e II comentados, posteriormente estarei entregando o restante - Editor.
Na lição deste domingo,penúltima do trimestre, observaremos um pouco daquilo que Eliseu deixou como legado. Veremos principalmente a questão do ensino.

I- A INSTITUIÇÃO DAS ESCOLAS DE PROFETAS

A expressão 'filhos dos profetas' aparece diversas vezes ao longo dos livros de Reis.Estes, também compreendidos como discípulos dos profetas, estavam radicados em Gilgal, Jericó e Betel (1 Reis 2.3,5,15;4.38). E,não há a menor dúvida de que esta expressão pode ser entendida como sinônimo para escola de profetas,deixando claro que o ensino formal, a educação religiosa, já recebia destaque no antigo Israel.O grande erro aqui é entender que  os discípulos ali eram ensinados a profetizar,o que não é o caso pois o ministério profético e o dom de profecia é uma atribuição divina ((1 Pd. 4.11).

Noção de: (1) Organização e Forma e (2) Organismo e Função:

O texto de 2 Reis 6.1 mostra que essas escolas de profetas possuíam uma estrutura física. Eles viviam em uma comunidade e,portanto, careciam de espaço físico não somente para habitar,mas, onde pudessem ser instruídos.Essa questão de organização e forma, diz respeito também à questão espiritual,uma vez que era necessário manter uma conduta  muito  diferenciada daquela adotada pelos demais hebreus e,também, manter-se com uma espiritualidade muito profunda para exercer um bom ministério a partir dos preceitos ali ensinados e,dessa forma, a postura irrepreensível na vida dos discípulos é fundamental (Mt. 7.18-20).Sempre lembrando-se que,como a atividade profética é uma atribuição divina, tudo aquilo que é dito,deve ser por impulso e direção do Espírito Santo de Deus (2 Pd. 1.21).

Dentro do conceito de organismo e função,vemos que as Escolas estavam sob uma supervisão e, portanto, possuíam um líder espiritual que lhes dava direção. Acredita-se que as Escolas de Profetas surgiram com Samuel (1Sm. 10.5; 19.20) e, posteriormente, consolidaram-se com a monarquia nos tempos de Elias e Eliseu.No texto de 2 Reis 6.1 os discípulos estavam sob a direção de Eliseu, e era com ele que buscavam instrução.

II-OS OBJETIVOS DAS ESCOLAS DE PROFETAS

É fácil identificar os objetivos das Escolas de Profetas citadas nas Escrituras. Com o declínio espiritual de Israel, tendo sua monarquia corrompida em Acabe e Jezabel e, anteriormente também, era necessário fortalecer os princípios espirituais que estavam se perdendo por ocasião de costumes opostos ao ensino da Lei de Deus.As Escolas Proféticas surgem com o intuito de treinar e encorajar homens que, posteriormente, seriam arautos na propagação das verdades bíblicas e no confronto aos falsos ensinos. Ainda que nem todos fossem profetas ou tivessem dons proféticos, agiriam como profetas na utilização da Escritura como instrumento de restauração espiritual.

Treinamento e Encorajamento:

A ideia de fazer discípulos é muito enfatizada nas Palavras do senhor Jesus,em muitos textos, como por exemplo em Mateus 28.19,onde Cristo fala que o seu discípulo  é aquele que também forma outros discípulos.A Boa Notícia (Evangelho) é gloriosamente poderoso e sobrenatural que não pode resumir-se a uma pessoa,não pode ser retido, é algo que ultrapassa todos os limites de perfeição e glória (Sl. 119.96) e,por isso, deve ser propagado por todos nós. Por outro lado, voltando à questão do treinamento, do discipulado, vemos em 2 Reis 2.15-16 uma liderança que direcionava, ensinava, permitia e dava ordens aos discípulos dos profetas para a realização de cada tarefa. Já em outros momentos, os filhos dos profetas após o treinamento, podiam agir por conta própria em determinadas situações (1 Rs.20.35).E,na Igreja, este discipulado ocorre quando aquele que foi ensinado compartilha com outro seu aprendizado (1 Co. 14.19).

Outro objetivo das Escolas de Profetas era encorajar,principalmente os jovens, a permanecerem fiéis em meio a um ambiente corrupto e espiritualmente perdido.Nada muito diferente do mundo que vivemos hoje. Uma das propostas era, portanto, fomentar nos discípulos forças para que as circunstâncias da vida, o legalismo, a falsa espiritualidade, não os contaminasse. A recomendação bíblica é clara afirmando que devemos consolar uns aos outros nesta Palavra fortalecendo aos irmãos (I Ts. 4.18).Mantendo-se em comunhão, é mais fácil obter forças para prosseguir e,com a presença dos irmãos, ser encorajado na fé, a exemplo do que Paulo fez enviando Timóteo aos Tessalonicenses (1 Ts. 3.2). O manter-se em comunhão faz com que a Igreja seja fortalecida como povo de Deus e se mantenha na fé.

18/03/2013

Escola de Profetas [Subsídio 1: Aula 12]

Abaixo segue uma tabela disponível na Revista dos professores que auxiliarão na compreensão da Lição. Uma observação importante: muitas das perguntas desta lição estão respondidas nesta tabela, as respostas publicaremos na próxima quarta-feira dia 20/Março/2013.


Extraído da Revista Lições Bíblicas da CPAD,Trimestre 1 ,2013-Mestre.p.85.

12/03/2013

EBD 2013 - Lição 11: Os milagres de Eliseu

Lição de número 11 a ser ministrada no dia 17/Março/2013 nas AD's

Dando prosseguimento ao estudo final da revista da EBD,chegamos aos milagres de Eliseu. Na última semana já havíamos visto a questão do milagre da multiplicação do azeite [1] e, agora,veremos de uma forma mais abrangente e sistemática,os milagres deste profeta.

"Este post tem como objetivo fazer um resumo destacando os pontos mais importantes e fundamentais da Lição 11.O estudo completo disponibilizaremos mais adiante durante esta semana." - o Editor.

Cada milagre que acontece,seja no caso de Eliseu,ou mesmo nos dias de hoje,tem o seu carater motivacional e seu propósito.Dentro do carater motivacional,perguntas como "por quê?" são respondidas,visa compreender o motivo que levou a tal.Agora, a questão do propósito fala do "para quê" este ou aquele fenômeno ocorreu.Indo mais a fundo na questão dos milagres,compreendemos,também, que há categorias de milagres,identificados ao longo da Escritura,os quais veremos.

De uma maneira bem didática,o autor divide os milagres de Eliseu em quatro grupos com o intuito de ilustrar os propósitos divinos no milagre,porém,não são todos os milagres de Eliseu que o autor se refere nesta lição.Eis as quatro categorias:
  1. Milagres de provisão - Tais milagres tem como objetivo prover, é mantimento, neste tipo de milagre Deus concede ao seu povo aquilo que lhe falta;
  2. Milagres de restituição - Nesta categoria, Deus concede tudo aquilo que fora perdido, interessante notar que quando ocorre um milagre de provisão,há sempre abundância na resposta divina (ver Jó; Jl.2.25);
  3. Milagres de restauração - O sentido de restauração e de restituição parecem os mesmos,porém,a diferença está no fato de que,enquanto a restituição fala de tornar de volta por uma perda,a restauração é mais profundo pois passa a ideia de voltar à característica original,inerente e que havia se perdido;
  4. Milagres de julgamento - São milagres que acontecem efetuando sentenças. Acontecem principalmente quando há uma postura de descaso com as coisas de Deus, acontecem para provar a veracidade da mensagem bíblica através do juízo.
Cada milagre é pessoal, tem suas peculiaridades.É pessoal pois vem de encontro a um anseio próprio (embora tenha o poder de modificar até mesmo Nações, e,também, há o milagre coletivo,i.e. quando um grupo se junta num mesmo propósito e tem sua resposta), tem suas peculiaridades porque mesmo que aconteça o mesmo milagre,nunca acontecerá da mesma forma,sempre acontecerá de forma diferente,é único.

Elias provou dos quatro tipos de milagres identificados nesta lição,na questão da provisão,por exemplo,viu a multiplicação dos pães, para os cem discípulos.Descrito em 2 Reis 4.42.44, este milagre enfatiza que havia somente vinte pães,sendo impossível alimentar aqueles cem homens,porém, numa palavra profética,Eliseu é ousado e,pela palavra do Senhor, diz que todos comeriam e ainda sobraria (2 Rs.4.43) e aconteceu conforme aquela palavra.Há uma correspondência entre este e outro milagre ocorrido no NT,com Cristo (Jo. 6.9),que também envolveu multiplicação,nos mesmos moldes do milagre de Eliseu,porém,como dissemos, cada milagre,mesmo que seja a mesma petição e necessidade, acontece de forma diferente a sua resposta.Também é citado dentro desta categoria,a abundância de víveres,ocorrida em meio a uma Samaria sitiada por Ben Haddade II,onde havia escassez de alimentos.

Israel vivenciou um bom período de milagres com Eliseu.Observou milagres de restituição, como no caso da ressurreição da filha da sunamita, que,mesmo sendo rica,não estava imune aos infortúnios da vida,e viu seu filho morrer diante de si.Porém, pela atuação de Eliseu em seu ministério,aquela mulher tornou a ter seu filho de volta.Muito embora os gestos do profeta não fizessem o menor sentido a quem visse,eles correspondiam a uma direção divina para que aquele garoto tornasse a viver (2Rs. 4.33-35).E,além deste, que já é uma grande restituição,vemos o machado que flutua.Um dos discípulos dos profetas perde este machado que não lhe pertencia (2Rs. 6.1-7).Lembre-se que os instrumentos de ferro eram escassos e valiosos naquele tempo e,ainda, a terra estava limitada pelo cerco contra Samaria,o que dificultava o acesso a determinados produtos.Como bem sabemos, há a restituição deste instrumento correspondendo ao lamento daquele discípulo.

Já no que diz respeito a restauração,temos o caso clássico de Naamã,um general sírio que pede o auxílio do profeta e não recebe as honrarias que tanto esperava,porém, recebe o milagre de restauração que tanto havia procurado.Descrito em 2Rs. 5.1-9,numa descrição rica em ensinamentos, este milagre restaurou completamente aquele homem e o livrou da lepra que tanto o assolava.E,também, é destacada outra restauração: as águas de Jericó. Em 2Rs. 2.19-22, vemos as águas amargas de Jericó tornando-se saudáveis com um ato profético bem singular,onde Eliseu coloca sal naquelas águas,determinando que se tornem potáveis.Trata-se de um símbolo,uma vez que o sal,ao longo da bíblia representa a purificação (Lv.2.13;Mt.5.13).

E,finalizando,temos os milagres de julgamento,em dois episódios: os jovens que debocharam de Eliseu,chamando-o de calvo e sobre Geazi,que aceitou os presentes de Naamã. No primeiro caso (2Rs. 2.23-25),não se trata de maldade divina,porém, uma resposta do carater santo de Deus que,dada a  zombaria contra as coisas (neste caso o servo) de Deus,os que o fizeram chamaram para si mesmos o juízo por suas ações e pereceram. Geazi (2Rs. 5.20-27),por outro lado, já sabia muito bem que não era para aceitar os presentes de Naamã pela cura que este recebera e,desprezando a direção profética,aceita e,também, recebe a lepra que estava sobre Naamã.

Todos os milagres ocorridos tiveram (e tem) um propósito específico: evidenciar a graça e a glória divina nas mais diversas situações.

Respostas da Lição 11 - Os milagres de Eliseu


1-Quais milagres de provisão são listados na lição?
R:Multiplicação dos pães e abundância dos víveres.

2-Que lição podemos aprender com o machado que flutuou?
R:O Senhor está pronto a restituir ou restaurar quem perdeu alguma coisa,desde que se tome consciência disso.

3-Cite pelo menos duas lições extraídas da cura de Naamã.
R:Deus não opera milagre para satisfazer nossa curiosidade.

4-Como os rapazes zombaram do profeta?
R:"Sobe, calvo.Sobe, calvo."

5-Cite pelo menos duas razões pelas quais Geazi experimentou o juízo divino.
R: Geazi viu apenas uma ação humana quando deveria ver uma ação divina e também trocou a verdade pela mentira.


09/03/2013

O Pai é a força


Deus,como bem sabemos,deve ser a nossa única fonte de poder.Deve ser a fonte da qual nos estruturamos e adquirimos forças para consumar aquilo que planejamos e idealizamos. Basear-se em estruturas e organizações,admitindo a ideia de que tais elementos nos serão, por si mesmos,capazes de nos prover tudo aquilo que precisamos,é cair rumo à própria ruína.


Vemos,muitas vezes,em nossas Igrejas,pregações que enfatizam a ideia que devemos confiar plenamente em Deus,sujeitando tudo aquilo que somos à sua vontade soberana, renunciando às nossas próprias vontades para seguir aquilo que entendemos ser a vontade do Pai.Obviamente esse é um preceito bíblico importante e recorrente em toda a Bíblia Sagrada,indiscutivelmente, porém,não são poucas as vezes que acreditamos que somos,por nós, capazes de seguir rumo a uma determinada situação sem buscar o auxílio do Senhor.  O grande e maior problema é quando substituímos o poder de Deus pelo 'poder' humano que acreditamos que temos,por possuir uma grande estrutura, ou por ter maior qualidade, ou quantidade,enfim, quando acreditamos que nossas posses serão capazes de nos suprir. Temos,ao longo das Escrituras,exemplos de situações como esta que descrevemos, como no caso de Josué,em sua luta contra Ai,já nas conquistas após a morte de Moisés, na conquista da Terra de Canaã.

Aparentemente Ai,a segunda a ser conquistada por Israel (logo após Jericó), era uma cidade que não seria tão difícil de ser conquistada,não necessitava de uma mobilização tão grande como Jericó - que além de mobilizar todo o povo,ainda foi precedida de grande fervor e devoção espiritual.O líder de Israel,Josué, é levado,pelos espias que chegaram de Ai, a crer que seria fácil derrotar aquele povo com parte de seu exército e,negligenciando a busca à voz do Senhor,ao braço de Deus,seguiu aquelas vozes e confiou naquilo que possuía a seu favor (Js. 7.3-5).A ideia de Josué e dos demais era que Israel causaria um massacre naquele dia,justamente pois seus opositores eram em menor quantidade,o povo era bem menor que os do arraial dos hebreus e,crendo nisso,partiram para a batalha com seus três mil homens. Sua auto-confiança,associado ao pecado de Acã (7.14,15) culminou com a derrota de Israel pelas mãos daqueles que foram menosprezados gerando,inclusive, a morte de trinta e seis hebreus naquele dia (7.5).

Josué deixa levar-se por uma confiança na estrutura que possui e amarga uma derrota que muito o amargurou e afligiu seu povo.Embora houvesse uma promessa liberada sobre Israel, embora a vitória pertencesse aos hebreus,embora a terra já houvesse sido dada por Deus como concessão perpétua,devendo somente ser conquistada, uma derrota vem sobre aquela multidão,pelo simples fato de colocar seus bravos guerreiros em primeiro lugar, deixando de lado a força divina,na qual eles deveriam basear-se.

Quantas não são as vezes que agimos como Josué e,num momento de regozijo e alegria diante de uma vitória, acreditamos que temos,em nós mesmos, condições de vencer batalhas sem o braço do Senhor Deus, olhamos para a oposição e não consideramos a força do inimigo e partimos para cima dele com aquilo que possuímos.Esquecemos que o inimigo não trabalha com a força,porém, com a estratégia e astúcia (Gn. 3.1). Que a nossa força seja o Senhor,que nós nos mantenhamos fortificados no nosso Pai (Sl. 84.5)

07/03/2013

Respostas da Lição 10 - Há um milagre em sua casa

1-Segundo a lição,o que motivou a operação do milagre da multiplicação do azeite?
R:A necessidade da viúva e a misericórdia divina

2-Como a viúva reagiu às instruções dadas pelo profeta Eliseu?
R:Agiu com fé e obediência

3-Com qual expressão o cronista identifica o profeta Eliseu em seu relato?
R:"Homem de Deus"

4-Cite um dos objetivos envolvidos na operação de um milagre?
R:Uma resposta ao sofrimento humano ou glorificar a Deus

5-Como Pedro e Paulo destacam a relação dos milagres com o homem e Deus?
R:Eles mostram que é Deus,e não o homem, quem deve ser glorificado nos milagres.

05/03/2013

EBD 2013 - Lição 10: Há um milagre em sua casa

Lição de número 10 a ser ministradas dia 10/Março /2013 nas AD's
 Então,chegamos ao último mês que estaremos abordando as lições com a temática de Elias e Eliseu, ministério de poder para toda Igreja.Nesta lição começaremos a tratar,até a lição de número 13, do ministério de Eliseu.Já vimos seu chamado, seu discipulado com Elias e, agora,veremos a atuação deste homem como profeta,sucessor de Elias.

I-A MOTIVAÇÃO DO MILAGRE

Nesta lição veremos a narrativa bíblica que trata da multiplicação do azeite na casa da viúva (2Rs. 4.1-7).Veremos o pouco tornar-se muito,a escassez converter-se em abundância e o vazio ficar cheio,para a glória de Deus.Observemos atentamente que todo e qualquer milagre se dá unicamente pela fé obediente e,obviamente,pela misericórdia e bondade divina.

1-A necessidade humana:

As bênçãos de Deus vêm em resposta a uma necessidade humana.A viúva de 2 Reis 4 é um ótimo exemplo do favor divino em resposta às situações adversas que muitas vezes nos encontramos.Sendo viúva,sentiu na pele o desamparo e impotência diante de dívidas que não tinha como pagar (v.1).E,não podendo pagar, corria o risco de perder seus filhos para os credores para servir-los como escravos.Vale lembrar que,naquela época, não havendo possibilidade de quitar suas dívidas,era possível o credor ser pago por meio de trabalho servil ou escravo.

Aquela mulher,percebendo que nada poderia fazer sozinha,percebendo que sua voz não seria ouvida,rogou ao profeta Eliseu,para que intercedesse de alguma forma a seu favor. Naquela atitude,de ir ao encontro de Eliseu,pedindo socorro,sua fé é expressada na sua confiança em Deus,sabia aquela mulher que Deus era seu socorro naquele momento.Veja como Deus responde à nossa necessidade humana:
  • Dá livramento quando estamos por perecer (Jeremias 20.13): Mesmo nos momentos que tudo indica que estaremos nas mãos dos homens,com suas sentenças,Deus se revela como aquele que nos livra de nossos inimigos sempre;
  • Fortaleza do necessitado (Isaías 25.4): Quando imaginamos que todos estão contra nós, que não temos de onde tirar forças para prosseguir e lutar,Deus é a força daquele que o desamparado e o faz prosperar nessa situação adversa;
  • É sensível ao clamor do necessitado (Salmo 69.33): No momento de solidão,de adversidade e tribulações, Deus quer participar conosco das tribulações que passamos e nos conceder vitórias sobre elas.
2-A misericórdia divina:

Há uma concepção equivocada em muitos da dinâmica de um milagre.Muitos são aqueles que imaginam que o milagre ocorre pois Deus tem compaixão daquele que está sendo afligido,desprezando a ação humana para que o milagre se materialize.Obviamente que para o milagre acontecer dependemos da ação graciosa de Deus,de suas misericórdias,para que possamos ver a modificação de um quadro,qualquer que seja,porém, há uma responsabilidade humana na atuação divina para que o milagre aconteça.Note o leitor que aquela mulher não ficou em casa esperando o milagre cair do céu,antes,foi de encontro ao recém ungido profeta de Israel rogando-lhe ajuda (v.1). O milagre que ela tanto necessitava não aconteceria por estar sofrendo, ou por ter sido uma esposa de um discípulo dos profetas, nada disso,seu milagre somente começou a se tornar real em sua vida no momento que roga a ajuda do profeta.No Salmo 116,vemos este princípio claramente,pois a resposta do salmista somente chegou porque ele clamou ao Senhor suplicando-lhe misericórdias (vv.1-5).

II-A DINÂMICA DO MILAGRE

Cada milagre narra do pelas Sagradas Escrituras tem a sua particularidade.Por exemplo: Em um determinado momento,Cristo cospe no chão e fez um lodo,com o qual untou os olhos de um cego,mandando que se lavasse em Siloé,e ele foi curado (Jo.9.6-7).Naamã, por exemplo,teve de lavar-se sete no Rio Jodão,contrariando sua compreensão da maneira que seu milagre aconteceria (2 Rs. 5.9-14).Então,cada milagre é particular e acontece de uma maneira única,porém, algumas coisas são indispensáveis para um milagre acontecer.

1-Um pouco de azeite:

Diante do clamor da viúva,Eliseu pergunta-lhe: '...declara-me que é o que tens em casa.' (v.2). Neste momento,vale uma observação: Todo milagre depende da entrega daquilo que dispomos. Não se trata,absolutamente,de sacrifício daquilo que temos para adquirir o milagre divino,não,mas, da nossa disposição em colocar à inteira disposição do Senhor aquilo que possuímos para que aquilo que temos se torne instrumento na realização do milagre que precisamos.Esse é o sentido da pergunta de Eliseu,pois aquilo que a viúva possuía, tornar-se-ia,embora ela nem mesmo soubesse, um instrumento para que sua resposta chegasse.Então,o milagre que tanto pedimos e precisamos do Senhor, somente será manifestado em nossas vidas no exato momento que apresentarmos a Deus aquilo que possuímos que será posto à disposição para o milagre acontecer.

Por outro lado,aquele azeite que a viúva possuía era tão pouco que ela quase esqueceu que possuía.Era uma quantidade minguada que,aparentemente,não lhe traria benefício nenhum.Incrivelmente,é este elemento tão escasso que a viúva possuía,que Eliseu,com uma visão profética do milagre, determina que a mulher use para que sua vida seja modificada (v.3).




[Texto Original de: Gabriel Queiroz - Blog Verdade Profética]


A igreja passará pela grande tribulação ?

 Não. Pois como diz a Escritura: ·I TESSALONICENSES  (cap. 5)·
9 porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançarmos a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo. 
Nós (Igreja) não fomos destinados à ira.

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