26/08/2015

Análise das manifestações iniciadas em 2013 até 2015 - Da súplica por um Estado maior até um clamor por menor presença estatal em menos de dois anos



Editorial:


"Análise das manifestações iniciadas em 2013 até 2015 - Da súplica por um Estado maior até um clamor por menor presença estatal em menos de dois anos"

Era o ano de 2013 quando tudo começou. Uma grande multidão conduzia-se rumo a uma  revolta que parecia por algo pequeno,sem valor e extrema irrelevância. Naquele momento,muitos contemplavam perplexos,as ruas completamente tomadas por uma atmosfera que confrontava os homens detentores dos poderes deste País. A mensagem parecia clara e objetiva: queremos um Estado maior, seja capaz de suprir nossas necessidades e, ainda, conceder-nos catracas livres por onde passarmos. A ideia formada na mente  daqueles que ali estavam era de que os governos deveriam suprir tudo através dos 
impostos que pagamos.

Aquela multidão,convocada através das redes sociais,reivindicava que os governos  deveriam aumentar ainda mais de forma a chamar a si próprio a responsabilidade de, por exemplo,pagar nossas passagens no transporte coletivo. Essa proposta ganhou eco logo após o aumento,sem retorno algum e considerado abusivo pelos usuários, do valor das passagens e logo,por todo o País ouviu-se este clamor pelo fim das  catracas.É bem verdade que o grito era contra o aumento considerado abusivo,mas, os movimentos que convocavam as manifestações tinham como uma das pautas principais
o fim do pagamento pelo transporte público. Assim, conferia ao Estado a  responsabilidade de usar o dinheiro arrecadado de impostos,taxas,contribuições, rendimentos com empresas públicas,etc. financiando o transporte público a todos. Ora,vale salientar que dessa forma, o Estado repassaria parte de um dinheiro pago por todos nós para as empresas de transporte.Nisso,mais uma vez estaríamos como  filhos de um Estado cada vez com maior ação na vida das pessoas.

Naquele momento, era difícil visualizar,mas, na realidade, era um aumento de 'Estado' que as pessoas pediam. À medida que o indivíduo transfere suas obrigações para  governos, maior será o poder deste governo,seja ele qual for,sobre o indivíduo. A cada momento que o Estado retira de nós a opção de administrar nossas próprias vidas, colocando-se como o mais indicado para cuidar de nós, retirando-nos,portanto, o poder de escolha, diminuímos com nosso poder de cidadãos que somos,visto que numa sociedade onde há uma grande intervenção estatal, há,inevitavelmente, a perda de direitos  elementares ao cidadão,em outras palavras, quanto maior o Estado,menos direitos civis dispomos! E,há uma certa lógica doentia nisto tudo, pois se alguém lhe concede todas as tuas grandes necessidades básicas (considerando que faria isto...),qual seria o seu direito de questionar alguma coisa? Considere por exemplo um pai ou uma mãe,quanto mais ele(a) põe à disposição de seus filhos, menos poder sobre si mesmos  eles terão,afinal de contas, se são sustentados por seus pais quais seriam seus argumentos para questionar aquela autoridade? Quanto maior a nossa necessidade  de recursos de terceiros, menor nossos direitos perante esta pessoa. 
Findo o Ano de 2013,projetava-se ao longe, mudanças significativas ou pelo menos era no que acreditávamos naquele momento. Como o ano de 2014 era ano eleitoral,  pairava no imaginário nacional mudanças de cenário. No Rio, imaginou-se que Sérgio  Cabral não conseguiria eleger seu sucessor (Pezão),ou que Dilma não seria reeleita e que teríamos um governo de Marina Silva,Eduardo Campos ou Aécio Neves (nessa ordem). Curiosamente,as eleições mostraram que todo o ocorrido em 2013 não serviram de absolutamente nada para uma mudança efetiva na concepção do eleitorado. As velhas raposas do cenário eleitoral continuaram com seus mandatos, e mesmo os mais incapazes,aqueles que não conseguiam ao menos se sair bem nos debates,mantiveram-se no poder.

Mas,nesse espaço de tempo, iniciando nosso olhar em 2013, vemos que muita coisa mudou. Apesar de um ceticismo aparente, é notório que houve um grande despertar que,com uma ideia baseada em conceitos democráticos, levou, já no início do segundo mandato de Dilma, uma multidão para as ruas. Tais manifestações são um marco na História do  Brasil haja vista que estas não são convocadas por movimentos sindicais, ou juventudes de 'esquerda',muito menos por políticos tradicionais. Essa voz, que não tem um rosto, que não tem uma liderança,sai às ruas trazendo de volta uma parte da identidade  nacional,nossas cores verde e amarelo, que foi substituído nos últimos doze anos pelo vermelho. Durante os anos de governo petista, a identidade nacional foi  cuidadosamente levada a imaginar que a nossa história deveria ser escrita a partir  do mito decadente Lula, que ele seria o divisor de águas neste País. A cada momento, porém, fica claro que todas as conquistas anteriores são superiores a Lula ou Dilma e constituem-se base sólida no Brasil,afinal, grandes reformas se deram antes destes que,apesar de forte base aliada,não se propuseram a realizar grandes mudanças estruturais,econômicas,tributárias,sociais,etc. Ficou evidente,portanto, que os dois governos petistas de Lula e Dilma,nunca tiveram uma proposta objetiva para o Brasil, o plano,na verdade,sempre foi pessoal,o projeto era chegar ao poder a qualquer custo e manter-se não importando o seja necessário realizar.O 'projeto criminoso de poder'(Palavras do Ministro Celso de Mello no "Mensalão"),arraigou-se nas estruturas do Estado e vem,ao longo destes governos, financiando sua sede em manter-se através  do dinheiro pago pelo cidadão.

O grito dos mais de 70% que desaprovam este governo é legítimo, não se constitui um'golpe' ou 'terceiro turno',pois questiona a legitimidade da permanência de um governo no poder após o estelionato eleitoral, após sucessivos desmandos na administração pública,e, sem dúvida alguma, após o maior escândalo de corrupção já visto em qualquer governo... (ou na humanidade,quem sabe!?)

O Editor .:. +Gabriel Queiroz 


22/08/2015

Subsídios da Lição 11 - A organização de uma igreja local

SUBSÍDIO TEOLÓGICO I

"Tito, como 1 e 2 Timóteo, é uma carta pessoal de Paulo a um dos seus auxiliares mais jovens, É chamada de 'epistola pastoral' porque trata de assuntos relacionados com ordem e o ministério na igreja. Tito, um gentio convertido (Gt 2,3), tornou-se íntimo companheiro de Paulo no ministério apostólico. Embora não mencionado nominalmente em Atos (por ser, talvez, irmão de Lucas), o grande relacionamento entre Tito e o apóstolo Paulo vê-se (1) nas treze referências a Tito nas epístolas de Paulo, (2) no fato de ele ser um dos convertidos e fruto do ministério de Paulo (1.4; como Timóteo), e um cooperador de confiança (2 Co 8.23), (3) pela sua missão de representante de Paulo em pelo menos uma missão importante a Corinto durante a terceira viagem missionária do apóstolo (2 Co 2.12,13; 7.6-15; 8.6,16-24), e (4) pelo seu trabalho como cooperador de Paulo em Creta (1.5)" (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, 1995, p.1886-87).

SUBSÍDIO TEOLÓGICO II

"As qualificações dos presbíteros (1.6-9)
As qualificações no verso 6, de acordo com o idioma original, são condições ou questões indiretas relativas aos candidatos que estão sendo considerados para o ministério. O grego traduz literalmente: 'Aquele que for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução [desperdício de dinheiro] nem são desobedientes'
— este pode ser considerado como um candidato ao presbitério.
Paulo parece estar usando as palavras 'ancião/presbítero' (presby- teros, v.5) e 'líder/bispo' (episkopos, v.7) de modo intercambiável. Neste primeiro período da história da Igreja, os ofícios ministeriais eram variáveis e indistintos.
Paulo chama os bispos de 'despen- seiros da casa de Deus'. Os despenseiros (pessoas encarregadas de administrar os negócios de uma casa) eram bem conhecidos daqueles que viveram no primeiro século. Uma vez que tais pessoas tinham perante o dono da casa a responsabilidade de cuidar desta, era necessário que fossem irrepreensíveis. Note também que os bispos não são simplesmente responsáveis perante Deus como seus servos, cuidando das coisas de Deus" (Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.1509).

ACESSE::

EBD 2015 - 3° Trimestre - Lição 11: A organização de uma igreja local


INTRODUÇÃO 

Com esta lição estaremos iniciando o estudo da Epistola de Tito. Timóteo recebeu a incumbência de exortar uma igreja que estava sofrendo com os ataques dos falsos mestres. A missão de Tito era semelhante a de Timóteo, mas com um encargo a mais, que foi o de estabelecer presbíteros, "em cada cidade", pondo "em ordem" a Igreja. Paulo mostra, na Carta a Tito, que não era apenas pregador, ensinador e "doutor dos gentios", mas- também um administrador eclesiástico.

I - A EPÍSTOLA ENVIADA A TITO

1.O intento da Epístola. Qual era o principal propósito da Epístola de Tito? 0 objetivo de Paulo era dar conselhos ao jovem pastor Tito a respeito da responsabilidade que ele havia recebido. Tito recebeu a incumbência de supervisionar e organizar as igrejas na ilha de Creta. Paulo havia visitado a ilha com Tito e o deixou ali com esta importante incumbência (v. 5).

2. Data em que foi escrita. Acredita- se que foi escrita no ano de 64.d.C., aproximadamente. A carta a Tito foi escrita na mesma época da Primeira Carta a Timóteo.Provavelmente foi redigida na Macedônia, durante as viagens que Paulo fez quando esteve sob a custódia dos romanos.

3. Um viver Como ministro do evangelho, Paulo exige ordem na igreja e que os irmãos vivam de maneira correta, santa. Segundo a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, a ilha de Creta era conhecida pela preguiça, glutonaria e maldade de seus habitantes. Ao aceitar a Cristo como Salvador, o novo convertido torna-se santo pela lavagem da regeneração do Espírito (Tt 3.5), por meio da Palavra de Deus (Ef 5.26). A santificação é também um processo gradual e contínuo que conduz ao aperfeiçoamento do caráter e da vida espiritual do crente, tornando-o participante da natureza divina (2 Pe 1.4). Sem a santificação, jamais alguém verá a Deus (Hb 12.14).

II - O PASTOR PRECISA PROTEGER O REBANHO DE DEUS

1. Qualificação dos pastores. Em sua carta a Tito, Paulo enfatiza as qualificações do bispo, em relação a família, como homem casado, fiel à sua esposa e na criação de seus filhos de forma exemplar (v. 6). Paulo diz que os filhos dos ministros, presbíteros ou pastores, não devem ser "acusados de dissolução", nem de serem "desobedientes". No original, tais adjetivos vêm de anupotaktos, "não sujeito", "indisciplinado", "desobediente". O exemplo mau dos filhos do sacerdote Eli é referência negativa para a família dos pastores (1 Sm 2.12,31). Paulo mostra que o bispo deve ser uma pessoa íntegra, irrepreensível, "como despenseiro da casa de Deus" (v.7); Por outro lado, ensina também que o bispo não pode ser "soberbo", "iracundo", "dado ao vinho", "não espancador", "cobiçoso de torpe ganância" (vide os mercantilistas na atualidade que só trabalham por dinheiro); Paulo instrui que o obreiro precisa ser ”[...] dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante" (Tt 1.8).

2. Crentes, porém problemáticos. Paulo ressalta o respeito que o presbítero deve ter à doutrina e a autoridade ministerial para argumentar com os contradizentes (vv. 9,10). Entre os crentes da igreja de Creta, haviam os "complicados" e "contradizentes", "faladores", tipos não raros em igrejas nos tempos presentes. Mas o apóstolo indicou a maneira de tratá-los. Aos contradizentes e desobedientes ao ensino da Palavra de Deus, Paulo demonstra não ter nenhuma afinidade com eles, pois são perigosos, não só para a igreja local, mas para as famílias cristãs, e devem receber a ad- moestação e repreensão à altura: ”[...] aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras, ensinando o que não convém, por torpe ganância" (v.ll). O fato de tais falsos crentes terem espaço para transtornar "casas inteiras" se devia à realidade das igrejas cristãs em seus primórdios. Elas funcionavam, em grande parte, nas residências dos convertidos (Rm 16.5; 1 Co 16.19; Cl 4.15). Além de desordenados, eles são "faladores" e murmuradores.

3. Não dar ouvidos a ensinos falsos. Tito, na condição de "supervisor", estabelecendo igrejas, "de cidade em cidade", tinha que ministrar a palavra de edificação e advertência contra os falsos cristãos. Deveria repreendê-los de modo veemente. Na verdade, eles eram desviados da verdade. Mais adiante, Paulo resume como tratar os desviados e hereges: "Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o" (Tt 3.10).

III - A PERCEPÇÃO DA PUREZA PARA OS PUROS E PARA OS IMPUROS

1. Tudo é puro para os puros (v. 15). Paulo diz que "todas as coisas são puras para os puros" (Tt 1.15), pois esses procuram viver segundo a Palavra de Deus. Aqueles que vivem de modo santo não veem mal em tudo, pois seus olhos são bons, santos. Isso é reflexo de suas mentes e corações bondosos. Deus nos chamou para sermos santos em todas as esferas e aspectos da nossa vida (1 Pe 1.15). Quem despreza esse ensino não despreza ao homem, mas sim a Deus.

2. Nada é puro para os impuros (v. 15). De fato, para os "contaminados e infiéis", tudo o que eles pensam e praticam é de má natureza. O motivo pelo qual "nada é puro para os contaminados" é porque "confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda boa obra" (v.16). Esses são hipócritas e maliciosos, pois dizem uma coisa e fazem outra.

3. Conhecem a Deus, mas o negam com as atitudes (v. 16). Atualmente muitos dizem conhecer a Deus, porém, se olharmos para suas atitudes veremos que estes nunca conheceram ao Senhor. A nossa conduta revela a nossa fé e o nosso relacionamento com Deus. O que as pessoas aprendem com você ao observar a sua conduta na igreja e fora dela?

CONCLUSÃO 

A administração de uma igreja requer a observância de preceitos e diretrizes, emanadas da Palavra de Deus, o maior e melhor "manual de administração eclesiástica". Por isso, Paulo escreveu três cartas pastorais, visando o estabelecimento, a organização e o crescimento sadio da Igreja do Senhor Jesus.

ACESSE::


Respostas da Lição 11 - A organização de uma igreja local

A respeito das Cartas Pastorais:

Qual era o propósito da Epístola de Tito?
Dar conselhos ao jovem pastor Tito a respeito da responsabilidade que ele havia recebido.

Qual era a incumbência de Tito?
Supervisionar e organizar as igrejas na ilha de Creta.

Em que ano a Epístola de Tito foi escrita?
Aproximadamente no ano 64 d.C.

Por que para os puros tudo é puro?
Pois estes procuram viver segundo a Palavra de Deus.

Por que nada é puro para os impuros?
Porque "confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda boa obra" (v.16).

ACESSE::

Respostas da Lição 10 - O líder diante da chegada da morte

A respeito das Cartas Pastorais:

Qual era o caráter da oferta de libação?
De caráter voluntário.

O que era a oferta de libação?
Segundo a Bíblia de Aplicação Pessoal, "libação era uma oferta líquida e consistia em derramar vinho sobre o altar como um sacrifício a Deus". Não era uma oferta pelos pecados, mas uma oferta de gratidão ao Senhor.

O que Paulo queria dizer com a expressão "guardei a fé"?
Que ele manteve-se fiel a Cristo e a seus ensinamentos.

Segundo a lição, o que significa "guardar a fé"?
Manter-se firme em Cristo e em seus ensinamentos.

Quem era Demas?
Demas era um dos cooperadores de Paulo (Cl 4.14; Fm 24).



Subsídios da Lição 10 - O líder diante da chegada da morte

SUBSÍDIO DIDÁTICO I

Professor, em muitas das suas cartas, o apóstolo Paulo afirmava que estava morto para o mundo e vivo no serviço de Cristo (Fp 1.21-23; 2 Co 5.2). Entretanto, o tom presente nesta segunda carta a Timóteo parece mais grave e mais sério. Neste trecho da epístola, há algumas formas literárias que ajuda-nos a descrever a gravidade desse tom na epístola, bem como em outras semelhantes: 1) o reconhecimento de que a morte está próxima; 2) advertências sobre a vinda dos falsos doutores; 3) a designação de sucessores para continuar a tradição apostólica; 4) a correta interpretação de pontos controversos. Assim, é possível perceber a típica forma de Paulo se comunicar neste momento de sofrimento; “oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé" (Fp 2.17); "Combati o bom combate e terminei a carreira" (2 Tm 4.7). Então,a sua última realização foi: "guardei a fé". O apóstolo sabia que restava pouco tempo de vida.
Sugerimos que você repasse essa explicação aos alunos, logo depois de expor o primeiro tópico da lição.

SUBSÍDIO DIDÁTICO II

"Bem sabes isto: que os que estão na Ásia todos se apartaram de mim; entre os quais foram Fígelo e Hermógenes. O Senhor conceda misericórdia à casa de Onesíforo, porque muitas vezes me recreou e não se envergonhou das minhas cadeias; antes, vindo ele a Roma, com muito cuidado me procurou e me achou, O Senhor lhe conceda que, naquele Dia, ache misericórdia diante do Senhor. E, quanto me ajudou em Éfeso, melhor o sabes tu" {2 Tm 1.15-18}. Este texto, mostra com clareza, que o apóstolo Paulo já havia se queixado da solidão. Esta é uma informação importante que você, prezado professor, deve repassar à classe. O texto de Paulo expresso no capítulo 4 de 2 Timóteo é de caráter bem pessoal, demonstrando o sentimento, a pessoalidade e a dor do apóstolo em ser abandonado por quem deveria apoiá-lo em seu árduo ministério. Enfatize que 2 Timóteo 4 narra os últimos momentos da vida do apóstolo, Podemos afirmar que temos o privilégio de conhecer os últimos momentos da vida de um grande homem de Deus, apóstolo Paulo.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO III

”A graça seja convosco. Estas são as últimas palavras de Paulo nas Escrituras registradas enquanto ele aguardava o martírio num cárcere romano. Do ponto de vista do mundo, a vida do apóstolo estava para terminar num trágico fracasso.
Durante trinta anos, largara tudo por amor a Cristo; pouca coisa ganhara com isso, a não ser perseguição e inimizade dos seus próprios patrícios. Sua missão e sua pregação aos gentios resultaram no estabelecimento de um bom número de igrejas, mas muitas dessas igrejas estavam decaindo em lealdade a ele e à fé apostólica (2 Tm 1.15). E agora, no cárcere, depois de todos os seus leais amigos o deixarem, a não ser Lucas (vv.il,l6), ele aguarda a morte" (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, 1995,p.l885).




EBD 2015 - 3º Trimestre: Lição 10 - O líder diante da chegada da morte



INTRODUÇÃO

Paulo tem consciência de que seu ministério está chegando ao fim. A segunda Epístola a Timóteo, na verdade é uma forma, comovente, de dizer adeus ao seu "amado filho" e à Igreja do Senhor. Paulo exorta Timóteo a respeito da responsabilidade que é estar na liderança de uma igreja e faz uma revisão do caminho que havia percorrido em sua jornada com o Salvador: “Combati o bom combate" (2 Tm 4.7). Paulo não estava pesaroso com a partida, pois suas dores e sofrimentos, com certeza, foram esquecidos, diante da certeza de que fez um bom trabalho e que cumpriu a missão para qual fora designado pelo Senhor.
A morte é inevitável. Um dia líderes e liderados terão que enfrentá-la, porém, o que faz a diferença é a maneira como a encaramos.

1 - A CONSCIÊNCIA DA MORTE NÃO TRAZ DESESPERO AO CRENTE FIEL

1. Seriedade diante da morte. Enquanto Timóteo ainda era um jovem obreiro, Paulo já estava idoso (Fm 1,9), e tinha consciência de que estava no fim de sua longa, sacrificada e honrosa missão (v. 6). Paulo assegura que seu sangue seria derramado como uma oferta de libação.
Esta era uma oferta de caráter voluntário, “de cheiro suave ao Senhor" (Lv 2.2). Segundo a Bíblia de Aplicação Pessoal, "libação era uma oferta líquida e consistia em derramar vinho sobre o altar como um sacrifício a Deus". Não era uma oferta pelos pecados, mas uma oferta de gratidão ao Senhor.

2. A certeza da missão cumprida (vv. 7,8). No texto, que indica a consciência da proximidade da partida para a eternidade, queremos destacar três aspectos:
a) "Combati o bom combate". Todos os apóstolos de Jesus eram homens que combatiam “pela fé que uma vez foi dada aos santos" (Jd 3). Mas nenhum teve tantas oposições e ameaças quanto Paulo. Foi um obreiro muito perseguido, mas nunca desistiu da luta espiritual em prol do evangelho (1 Tm 1.20; 2 Tm 3.11,12; A.14). Que você também não desista diante das dificuldades e oposições.
b) "Acabei a carreira". 0 texto indica que Paulo se referia à "pista de corrida", das competições em Atenas e em Roma. Em sua carreira ou "corrida", ele diz que não olhava para trás, mas para as coisas que estavam diante dele, prosseguindo "para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (Fp 3.13,14). Muitos começam a carreira da vida cristã bem, mas desistem ou recuam ante os obstáculos e os problemas que surgem. O pastor de uma igreja não pode se acovardar diante das dificuldades, mas firmado em Cristo precisa prosseguir até o final.
c) "Guardei a fé". Isso quer dizer que Paulo foi fiel a Deus, em todas as circunstâncias de sua vida cristã. Ele não se embaraçou "com os negócios dessa vida" e militou legitimamente (2 Tm 2.4,5). Guardar a fé significa guardar a fidelidade a Cristo e a seus ensinamentos. O crente precisa guardar a fé até o seu último momento de vida. Paulo ensinou a Timóteo e à Igreja do Senhor a respeito desse cuidado. O crente é consolado pela fé (Rm 1.12); a justiça de Deus é pela fé (Rm 3-22); o homem é justificado pela fé (Rm 3.28; 5.1; Gl 2.16); o justo vive pela fé (Gl 3.11); a salvação é pela fé em Jesus (Ef 2.8). Paulo sabia o que era lutar e guardar a "fé que uma vez foi dada aos santos" (Jd 3).

II - O SENTIMENTO DE ABANDONO

1. O clamor de Paulo na solidão. No início da Segunda Carta, Paulo já havia demonstrado que sentia muito a falta de Timóteo:"[...] desejando muito ver-te [...]" (1.4). No final da epístola, vemos a súplica de Paulo ao seu filho na fé: "Procura vir ter comigo depressa" (4.9). Ele também revela o porquê de sua pressa em rever seu filho na fé. Vejamos:
a) Demas o desamparou. "Porque Demas me desamparou, amando o presente século, e foi para Tessalônica" (2Tm 4.10). Demas era um dos cooperadores de Paulo (Cl 4.14; Fm 24). Porém, será que ele havia se desviado? Não sabemos ao certo. 0 texto bíblico mostra que ele abandonou Paulo quando este precisava muito de sua ajuda. O versículo também afirma que no momento, Demas amava mais o "presente século" do que o amigo e irmão em Cristo. Os momentos de adversidade revelam aqueles que são realmente amigos e que nos amam.
b) Só o médico amado ficou com Paulo. Tíquico foi mandado para Éfeso (4.12) e só Lucas ficou junto de Paulo (4.11). Lucas, “o médico amado" (Cl 4.14), escritor do livro de Atos dos Apóstolos e cooperador do apóstolo (Fm 24), fez-se presente, dando toda assistência a Paulo. Sem dúvida alguma, fora providência de Deus. Em idade avançada (Fm 9), Paulo precisava de cuidados médicos, físicos e emocionais. E ali estava o doutor Lucas, seu amigo, que não o desamparou.

2. A serenidade dos últimos dias. "Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros,principalmente os pergaminhos" (v. 13). A prisão de Paulo se deu tão de repente que ele não teve tempo para reunir suas coisas. Agora, aproximava-se o inverno (v. 21), e Paulo sentia a necessidade da capa que deixou na casa de Carpo e também dos livros. Sabemos quão rigoroso é o inverno europeu. O texto também nos mostra que até o fim de sua vida, Paulo se preocupou em ler e estudar. Tem você dedicado tempo ao estudo da Palavra de Deus?
O seu julgamento, perante a justiça de Roma, poderia demorar alguns dias ou meses. De qualquer forma, é um eloqüente testemunho de que o homem de Deus, quando está seguro com o Senhor, não teme a morte ou qualquer outra adversidade.

3. Preocupações finais com o discípulo. Paulo alerta Timóteo a respeito de "Alexandre, o latoeiro", que foi inimigo do apóstolo (vv. 14,15). "Tu, guarda-te dele." Segundo a Bíblia de Aplicação Pessoal, Alexandre pode ter sido uma testemunha contra Paulo em seu julgamento. O crente fiel sempre vai encontrar pessoas difíceis em sua caminhada, por isso, precisa estar preparados para lidar com toda a sorte de gente, boas e más. 

III - A CERTEZA DA PRESENÇA DE CRISTO

1. Sozinho perante o tribunal dos homens (v. 16). Nem Lucas, o "médico amado" se encontrava na cidade, quando Paulo compareceu a audiência. Mas ele não era murmurador, nem guardou mágoa dos amigos ausentes. Pelo contrário, demonstrou que os perdoara, pedindo a Deus "que isto lhes não seja imputado". A atitude de Paulo nos faz recordar a postura de Jesus na cruz, quando Ele exclamou:"[...] Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lc 23.34). Podem os amigos e companheiros nos abandonar nos momentos difíceis, mas Deus é fiel e jamais nos deixa sozinho.

2. Sentindo a presença de Cristo (v. 17). Paulo não tinha a companhia dos amigos e irmãos em Cristo, mas pôde sentir, de perto, a gloriosa presença de Deus. O Senhor se fez presente e fortaleceu a alma e o espírito do seu servo. Mesmo estando preso, ele se sentia "livre da boca do leão", o que pode referir-se ao sentimento de libertação espiritual em relação a Satanás, ou de Nero, o sanguinário imperador. Ele não foi liberto da prisão e da morte, pois suas palavras eram de despedida: "Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé" (v. 7).

3. Palavras e saudações finais. "E o Senhor me livrará de toda má obra e guardar-me-á para o seu Reino celestial [...]" (v. 18). Paulo não estava se referindo ao livramento físico da morte. Ele já havia se despedido de forma muito comovente nos versículos 6 a 8. Esse texto nos mostra o quanto ele estava tranqüilo, aguardando a vontade de Deus sobre sua vida e o fim do seu ministério. E conclui, saudando seu amigo e filho na fé, dizendo: "O Senhor Jesus Cristo seja com o teu espírito. A graça seja convosco. Amém!" (v. 22).

CONCLUSÃO 

Os últimos trechos da Segunda Carta de Paulo a Timóteo nos ensinam que o servo de Deus que tem certeza da sua salvação, mediante a obra redentora de Cristo, não teme a morte. Paulo sabia que a morte física aniquilaria apenas o seu corpo, mas seu espírito e sua alma (o homem interior-2 Co 4.16) estavam guardados em Cristo Jesus.




Respostas da Lição 09 - A corrupção dos últimos dias

A respeito das Cartas Pastorais:

Paulo inicia o capítulo três falando a respeito de qual assunto?
Paulo inicia falando a respeito da extrema corrupção dos últimos dias.

O termo "últimos dias" se refere somente aos tempos escatológicos?
O termo "últimos dias" não se refere somente ao fim dos tempos escatológicos, mas faz referência ao ataque gnóstico sobre a Igreja.

Quais as características principais dos falsos mestres?
Amantes de si mesmos; avarentos; presunçosos, soberbos; blasfemos, etc.

Segundo a lição, qual era o verdadeiro propósito de Paulo?
Promover o Evangelho de Cristo.

Quais são os "instrumentos" utilizados por Satanás nesses últimos dias?
O relativismo e Leis infames.


Subsídios da Lição 09 - A corrupção dos últimos dias

SUBSÍDIO DIDÁTICO I

Caro professor, nesta oportunidade, você pode usar o artigo do subsídio para Lições Bíblicas da Escola Dominical, da Revista Ensinador Cristão (p.40) deste trimestre. O prezado professor poderá usá-lo para uma leitura reflexiva após a exposição do tópico primeiro ou pode igualmente usá-lo como introdução ao tópico para iniciar a lição. A ideia para a exposição deste tópico é que fique bem claro para os alunos a descrição que o apóstolo Paulo fez acerca dos falsos mestres. Por isso, abra esse tópico de maneira a aguçar a curiosidade dos alunos com questões como: “Dê exemplos de uma pessoa amante de si mesma"; ”O que é uma pessoa avarenta?"

SUBSÍDIO DIDÁTICO II

Outro exemplo que pode auxiliá-lo a mostrar o quanto um homem de Deus pode ser um modelo para o povo escolhido do Senhor, com o objetivo de estimular ao povo a viver na presença de Deus, é apresentarmos o contexto do profeta Malaquias. Igualmente ao do apóstolo Paulo, o profeta Malaquias vivia num contexto hostil aos valores do Eterno. Mas a vida do profeta foi capaz de demonstrar "que Deus sempre amou seu povo, dizia Malaquias, mas este nunca havia assimilado a profundidade deste amor, e na verdade retribuía-o com desonra e desobediência (Ml 1,6-14). Tudo isto pode ser visto na própria indiferença do povo para com as ofertas, pois enquanto se empenhavam em importar o melhor para suas próprias casas, os sacrifícios eram da pior espécie, com animais cegos e doentes. Os próprios sacerdotes se voltavam contra Deus, violando abertamente o compromisso de levitas (Ml 2.8). Além disso, muitos judeus tinham se divorciado de suas mulheres, sinalizando assim seu descaso para com os ensinamentos das Escrituras (Ml 2.10). Como resultado, o Senhor enviaria seu mensageiro messiânico para purgar o mal enraizado no coração do povo e purificar um remanescente que andaria diante da presença do Senhor em verdade" (MERRIL, Eugene H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 6.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.548,49). Lembre aos alunos que o nosso Deus conta com as nossas vidas para sermos sal da terra e luz do mundo (Mt 5-13-16) numa geração hostil à vontade do Senhor.

SUBSÍDIO DE TEOLOGIA PASTORAL

"Conservando a sã doutrina e Manifestação do Espírito Santo

O que acho alarmante é o número crescente de pastores e igrejas que estão caindo vítimas desta mentalidade de 'especialidades'. Muitas igrejas parecem só se envolverem em determinadas áreas ministeriais nas quais ou têm prazer ou acham particularmente fáceis. Temos igrejas da 'Palavra', igrejas do 'louvor, igrejas do 'fogo e enxofre', igrejas da 'família', igrejas do 'discipulado', e a lista prossegue sem fim. Em resposta a muitas pessoas feridas, cujas necessidades ou problemas não se ajustam em uma especialidade em particular, muitas igrejas teriam a dizer: ‘Desculpe, não fazemos esse tipo de serviço aqui'. Nestes últimos dias, a igreja precisa ser lugar de cura e refúgio para todo aquele que precisar — pouco importando qual seja a necessidade. Temos de insistir em ser uma igreja equilibrada. Podemos e devemos redescobrir que temos a imutável sã doutrina da Palavra de Deus e que ainda fluímos com o vento e a espontaneidade do Espírito" (CARLSON, Raymond; TRASK, Thomas E.; TRIPLETT, Loren (et al). Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, pp.633-34).

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EBD 2015 - 3° Trimestre: Lição 09 - A corrupção dos últimos dias


INTRODUÇÃO 

Deus criou o homem bom e perfeito, mas ele pecou. Como resultado da Queda veio à morte e toda a sorte de corrupção. Na lição de hoje estudaremos a respeito dos pecados dos últimos dias. Sabemos que, infelizmente, a humanidade afastada de Deus, vem a cada dia se tornando mais e mais corrupta.

I - OS TEMPOS TRABALHOSOS

1. Nos últimos dias (v. 1). Paulo inicia o capítulo três falando a respeito da extrema corrupção dos últimos dias. O termo “últimos dias" não se refere somente ao fim dos tempos escato- lógicos, mas faz referência ao ataque gnóstico sobre a Igreja. 0 apóstolo mostra a Timóteo o grande desafio que é permanecer fiel ao Senhor em tempos difíceis, quando os falsos mestres parecem se multiplicar. Ele faz uma lista com as características dos falsos mestres, homens sem Deus. Vejamos algumas:

a) Amantes de si mesmos. São homens que buscam os seus interesses em primeiro lugar, antes de valorizarem os outros e a obra do Senhor. Eles não têm amor, pois o verdadeiro amor "não busca seus interesses" (1 Co 13.5).
b) Avarentos. São amantes do dinheiro, fruto do seu egoísmo. Hoje, há falsos obreiros, que só pregam ou fazem a obra de Deus esperando receber bens materiais (1 Tm 6.10).
cj Presunçosos, soberbos. São homens cheios de orgulho, de arrogância, que se julgam superiores aos outros. Sabemos que Deus abomina a altivez e que a "soberba precede a ruína" (Pv 6.16,17).
d) Blasfemos. Blasfêmia é ofensa verbal a Deus, porém, ela não se limita às palavras. Jesus ensinou que para a blasfêmia contra o Espírito Santo não haverá perdão (Mt 12.31).
e) Desobedientes a pais e mães e ingratos. São péssimos exemplos na família, pois não honram seus pais e mães (cf. Êx 20.12). São ingratos com Deus, os pais, os amigos, à igreja e todo ministério.
d) Profanos e sem afeto natural. São homens que não sabem amar, por isso não respeitam as coisas sagradas (Lv 19.8,12).
e) Irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes e cruéis. Nunca estão dispostos a perdoar e se reconciliarem. Cometem o crime de calúnia. Nas igrejas, esse crime é ignorado. Raramente se pune um caluniador. Não sabem conter-se, não tem autocontrole, nem domínio próprio. São pessoas impiedosas, desumanas.

2. Falsa aparência (v. 5). Muitos vão à igreja, tem o linguajar de crente, se vestem como crentes, porém suas atitudes não condizem com a Palavra de Deus. Paulo adverte quanto a estes que querem viver apenas de aparência, enganando e sendo enganados. Porém, haverá um dia em que eles terão que prestar contas ao Senhor. Estes podem enganar a liderança e os crentes, mas jamais enganam a Deus. O Senhor conhece aqueles que são seus.


II-PAULO, UM EXEMPLO DE OBREIRO EM TEMPOS DIFÍCEIS

1. Um obreiro exemplar (v. 10). Paulo exorta Timóteo a fim de que ele perseverasse na sã doutrina e sempre procurasse pregar a Palavra de Deus em todas as ocasiões. Como líder, Paulo era um exemplo a ser seguido pelos demais pastores e por toda a igreja. Ele era um seguidor autêntico de Jesus, na proclamação do evangelho e da doutrina de Cristo.

2. Modo de viver. Muitos exortam, ensinam e pregam com muita desenvoltura, todavia, na prática não vivem aquilo que transmitem nos púlpitos. Paulo não somente ensinava, mas sua vida era um testemunho vivo do poder transformador do Senhor Jesus Cristo. Com toda autoridade, ele podia afirmar: "Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam" (Fp 3.17).

3. Intenção, fé longanimidade e amor. A intenção de Paulo não era se promover, mas promover o Evangelho de Cristo. Seu desejo era ganhar almas para Cristo. Ele era um homem de fé, por isso, pôde suportar todos os embates, combates e sofrimentos por que passou durante o seu ministério. A fé nos faz vencer os embates do ministério.
Ser longânimo é ter paciência para suportar os fracos, os defeituosos, os problemáticos (Gl 5.22). O líder precisa cultivar esse dom, especialmente o amor. Paulo não só falou e ensinou, mas deu exemplo do que é ter amor. Na sua epístola de 1 Coríntios, ele dedica o capítulo 13 inteiro para falar a respeito da suprema excelência do amor.

III - O ENSINO DA PALAVRA DE DEUS EM TEMPOS DIFÍCEIS

1. O valor do ensino bíblico. Na atualidade é imprescindível que os líderes invistam recursos e tempo no ensino da Palavra de Deus. Somente o ensino bíblico ortodoxo conduz o homem à santidade e à santificação (Sl 119.105; Rm 15.A; 1 Co 4.17). O ensino da Palavra de Deus é instrução que leva o homem a viver de modo justo e digno. Nesses tempos difíceis em que estamos vivendo necessitamos de líderes dedicados ao estudo e ensino das Escrituras Sagradas.

2. Combatendo o "espírito do Anticristo" com a Palavra de Deus. Vivemos tempos difíceis, porém, sabemos que o Anticristo ainda não está no mundo, mas muito de seus seguidores já se encontram em plena atividade, inclusive realizando sua obra satânica de oposição a Cristo e a sua Igreja. Assevera-nos a Bíblia: "Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos [...]" (1 Jo 2.18). Observe alguns dos "instrumentos" utilizados por Satanás nesses últimos dias contra o rebanho do Senhor:

a) O relativismo. O relativismo moral domina o pensamento na atualidade. Em nome de um falso pluralismo, e do "respeito às diferenças", o Diabo vem convencendo as pessoas de que nada é errado, tudo é relativo.
b) Leis infames. Leis que criminalizam e preveem a prisão daqueles que usam textos da Bíblia para falar contra o homossexualismo. Leis que querem legalizar o uso de drogas e a prática do aborto.

3. A Palavra de Deus e seus referencias éticos. As leis de muitos países favorecem a imoralidade e a falta de ética na sociedade. Muitas delas são estabelecidas sob a égide de filosofias materialistas, relativistas e pluralistas. A Palavra de Deus, todavia, trás em seu âmago referenciais éticos e morais para a plena felicidade das famílias em qualquer civilização. Os que rejeitam esses referenciais ficarão perdidos, inseguros, sem rumo e orientação. O resultado disso é a tragédia moral que vem se abatendo, especialmente sobre a família, e a sociedade como um todo.

CONCLUSÃO:

Vivemos tempos difíceis,por isso, devemos nos voltar para a Palavra de Deus. Ela é um guia seguro para conduzir o crente neste mundo de trevas morais e espirituais. A igreja do Senhor Jesus é formada por pessoas que são 'sal da terra e luz do mundo'. Portanto, sejamos exemplo para esta sociedade pós moderna.


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