16/12/2015

O que você está fazendo com o seu Décimo terceiro salário???

O que você está fazendo com o seu Décimo terceiro salário???

E aí, tudo legal? Espero que sim!

[...]Senti-me na obrigação de trazer esta reflexão, principalmente porque já estamos findando mais um ano e muitos terminarão este da mesma forma que terminaram o outro: endividados, gastando seu décimo terceiro em presentes, etc.

Confesso que não costumo dar presentes de Natal, primeiro porque nunca fomos acostumados a isso em nossa casa, haja vista que nunca tivemos dinheiro pra ficar gastando com isso por aí.... Segundo porque não me sinto à vontade em escolher um presente para alguém, desde uma simples lembrancinha a alguma coisa mais elaborada; na maioria dos casos, quando tentei presentear alguém, ou exagerei dando algo que não mereciam, ou que era demais para a pessoa, ou comprei algo que não gostaram e me classificaram como 'mão de vaca', ou qualquer outra coisa. Pois muito bem, com exceção de crianças próximas a mim, não presenteio ninguém e ponto final. 

Mas, com o final do ano, vem aquele benefício adorado por inúmeros trabalhadores Brasil afora, o chamado 13º salário, que salva as almas de muitas pessoas na sua tentativa de presentear seus amiguinhos. A maioria,porém, mais consciente da necessidade de se livrar de suas dívidas, usa seu 13º para pagar quitá-las. Uma iniciativa louvável, uma vez que manter-se endividado também gera uma série de malefícios e mais prejuízos. Livrar-se das dívidas abre as portas para uma vida melhor sem dúvida alguma; as pessoas te olharão como uma criatura que honra seus compromissos, paga suas dívidas e tudo mais... 

Já os que estão mais tranquilos, sem dívidas e sem gente chata pra ficar dando presentes, podem colocar seu 13º em investimentos,os quais gerarão posteriormente, benefícios. Digo isto porque investindo pelo menos uma parte do seu suado abono de fim de ano, você poderá depois usá-lo em seu benefício. Imagine os dividendos, JSCP, rendimentos de Fundos imobiliários, tudo porque você optou abrir mão de um costume que nos gera prejuízo, de dar presentes inclusive para pessoas que não suportamos. Pense por exemplo que o dinheiro que você está investindo hoje será aquele que financiará tua sonhada viagem de férias, uma moto no ano que vem, sem precisar de consórcio ou um grande financiamento, um carro, ou qualquer outra coisa que você deseja para o próximo ano. 

A minha parte eu já separei para investir, e você? **

**Texto extraído do Blog Investidor de Centavos,em: http://investidordecentavos.blogspot.com.br/
Acesse!


07/12/2015

EBD 2015 - 4° Trimestre - Lição 12 - Isaque,o sorriso de uma promessa


Lição 12 da Escola Dominical nas Assembléias de Deus no Brasil em 20/Dezembro/2015

INTRODUÇÃO

Já haviam se passado 24 anos desde que Abraão saíra de Ur dos Caldeus. E, apesar da promessa que o Senhor lhe fizera quanto à posse das terras de Canaã, o patriarca continuava sem herdeiros. Ele já estava com 99 anos e Sara beirando à casa dos 90. Numa idade tão avançada, teriam eles ainda o prazer de embalar o próprio filho? Para Deus nada é impossível. O Senhor prometeu ao patriarca que um filho haveria de nascer-lhe do ventre amortecido de Sara. Esta, ao ouvir a boa nova, ri-se do que Deus disse. Logo ela veria que apesar de seu riso, o Senhor cumpriria sua promessa. Ele sempre nos surpreende em nossas limitações.

I. ISAQUE, O SORRISO TÃO ESPERADO

Da promessa ao nascimento de Isaque, passou-se um ano (Gn 18.10). Para quem já havia esperado tanto tempo, aqueles meses correram rapidamente. 

1. O nascimento do "riso". No tempo apontado pelo Senhor, eis que Sara dá à luz o seu unigênito. Na tenda do patriarca, ouve-se agora o choro do filho da promessa, através do qual viriam heróis, reis e o próprio Cristo (Mt 1.1,2). Ao embalar o filhinho, Sara comenta: "Quem diria a Abraão que Sara daria de mamar a filhos, porque lhe dei um filho na sua velhice?" (Gn 21.7).

2. Isaque e Ismael. Se Isaque era o filho da promessa, Ismael estava ali na conta do filho da desesperança e do arranjo carnal. Por isso, o filho de Abraão com Agar, sentindo-se enciumado com a chegada do meio-irmão, põe-se a zombar dele. A situação ficou tão insustentável que, quando do desmame de Isaque, Sara diz ao esposo: "Deita fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não herdará com meu filho, com Isaque" (Gn 21.10). Embora a palavra de Sara fosse-lhe dura, Abraão, orientado por Deus,despede a escrava e seu filho. O Senhor, no entanto, já tinha um plano para Agar e Ismael. Afinal, aquele menino também era descendência do patriarca (Gn 21.15-21).

II. ISAQUE, O BEM MAIS PRECIOSO DE ABRAÃO

Em Moriá, o Senhor não somente provou a fidelidade de Abraão, como também introduziu Isaque na dimensão da fé confessada por seu pai.

1. A provação das provações. Certa noite, o Senhor ordenou a Abraão: "Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi" (Gn 22.2). Na manhã seguinte, ainda de madrugada, o patriarca conduziu o filho amado ao sacrifício supremo. O patriarca, todavia, tinha absoluta certeza de que retornaria do Moriá com o filho, pois aos servos ordenou claramente: "Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e, havendo adorado, tornaremos a vós" (Gn 22.5; Hb 11.17-19).

2. O encontro de Isaque com Deus. Não há dúvida de que o Senhor queria provar a fé do patriarca. Todavia, era sua intenção também levar o jovem Isaque a um encontro pessoal e fortemente experimental com o Deus de seu pai. A primeira lição que Isaque aprende é que Deus proverá todas as coisas (Gn 22.8). Por isso, deita-se e deixa-se amarrar pelo pai ao altar do holocausto (Gn 22.9). No momento certo, o Senhor haveria de intervir, como de fato interveio. Deus tinha planos para Isaque, e mostraria ao jovem que Ele cumpre suas promessas. O Deus de Abraão seria também o Deus de Isaque.

III. O CASAMENTO DE ISAQUE

Se Isaque quisesse, poderia ter se casado com uma das jovens daquela terra. Entretanto, ele sabia que as cananeias eram idólatras e dadas ao pecado. Por isso, resolveu confiar no Deus que tudo provê.

1. Uma esposa para Isaque. Sabendo que Isaque era um homem espiritual e seletivo, Abraão encarregou seu mais antigo servo para buscar uma esposa na Mesopotâmia para seu filho (Gn 24.1-7). Na cidade de Naor, o mordomo orou ao Eterno: "Seja, pois, que a donzela a quem eu disser: abaixa agora o teu cântaro para que eu beba; e ela disser: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos, esta seja a quem designaste ao teu servo Isaque" (Gn 24.14). A moça que assim procedesse revelaria as seguintes virtudes: espiritualidade, gentileza, respeito, disposição e amor ao trabalho. Eis que aparece Rebeca, bela e formosa virgem, preenchendo todos esses requisitos.

2. O casamento de Isaque. Tendo consultado sua família e recebido o consentimento desta, Rebeca acompanha Eliezer até chegarem onde Isaque morava. O encontro de Isaque com Rebeca foi singular e romântico. Ele saíra a orar, à tarde, quando avistou a jovem na feliz comitiva. Depois de ouvir o servo do pai, ele a conduz à tenda da mãe e a toma por esposa (Gn 24.67). Assim Isaque foi consolado da perda de sua mãe, Sara. 

3. Os filhos que não vinham. Rebeca também era estéril. Isaque, todavia, ao invés de arranjar um herdeiro através de um ventre escravo, como haviam feito seus pais, foi buscar a ajuda de Deus. Ele orou insistentemente ao Senhor por sua mulher (Gn 25.21). Isaque se casou com Rebeca quando tinha quarenta anos (Gn 25.20), e foi pai aos sessenta anos (Gn 25.26). Pela Palavra de Deus, entendemos que Isaque orou por vinte anos, até ter sua oração respondida. Ele era um homem de oração, e não se deixou abater pelo passar do tempo, pois tinha uma promessa de Deus para sua família. E Deus lhe deu dois filhos: Esaú e Jacó.

IV. ISAQUE, O BENDITO DO SENHOR

Desde a sua experiência no Moriá, Isaque fez-se ousadíssimo na fé. As bênçãos sobre a sua vida multiplicaram-se de tal forma, que ele já era visto pelos reis de Canaã como um príncipe de Deus. 

1. Príncipe de Deus. Embora não fosse rei, Isaque tornou-se tão grande que chegou a incomodar até mesmo o poderoso Abimeleque, rei de Gerar (Gn 26.16). Este, vendo que o patriarca já lhe era superior em bens e força, pediu-lhe uma aliança chamando-o de "bendito do Senhor" (Gn 26.29). Naquela época, tal título equivalia a ser chamado de príncipe de Deus.

2. Profeta de Deus. A bênção de Isaque impetrada sobre os gêmeos, antecipa profeticamente o destino de cada um deles. Mesmo Jacó havendo-o enganado, fingindo ser Esaú a fim de roubar a primogenitura do irmão, o patriarca não pôde anulá-la, pois suas palavras eram, na verdade, de Deus. Por isso, diante dos rogos de Esaú, foi categórico: “Eis que o tenho posto por senhor sobre ti, e todos os seus irmãos lhe tenho dado por servos; e de trigo e de mosto o tenho fortalecido; que te farei, pois, agora a ti, meu filho?" (Gn 27.37). Naquele momento, Isaque profetizou não acerca de Jacó e Esaú, mas dos povos que estes representavam.



CONCLUSÃO

A história de Isaque não é uma simples biografia. É um relato de fé e de superações no campo pessoal, doméstico e nacional. Do monte Moriá, onde se encontrou pessoal e experimentalmente com Deus, até a sua morte, ele viveu como um príncipe de Deus. Portanto, não se deixe abater pelas provações. Exerça a sua fé no campo das impossibilidades.



Subsídios da Lição 12 - Isaque,o sorriso de uma promessa

SUBSÍDIO DEVOCIONAL

"Idade de Noventa e Nove Anos Abraão agora estava com noventa e nove anos e Sarai já há muito ultrapassara a idade de ter filhos. Mas treze anos após o nascimento de Ismael e vinte e quatro anos depois da promessa original de Deus, o Senhor apareceu a Abraão com uma mensagem e exigência. (1) Deus se revelou como o 'Deus Todo-Poderoso', significando que Ele era onipotente e que nada lhe era
impossível. Como Deus Todo-Poderoso, Ele podia cumprir suas promessas, quando na esfera natural tudo dizia ser impossível o seu cumprimento. Então, seria por um milagre que Deus traria ao mundo o filho prometido a Abraão. (2) Deus ordenou que Abraão andasse diante dEle e que fosse 'perfeito'. Assim como a fé de Abraão foi necessária na efetuação do concerto com Deus, assim também um esforço sincero para agradá-lo era agora necessário, para continuação das bênçãos de Deus, segundo o concerto feito. A fé de Abraão tinha que estar unida à sua obediência (Rm 1.5); senão ele estaria inabilitado para participar dos propósitos eternos de Deus. Noutras palavras, as promessas e os milagres de Deus somente serão realizados quando o seu povo busca viver de maneira irrepreensível, tendo o seu coração voltado para Ele" 


(Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 56).


SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

"Isaque

O nome dado por Deus antes do nascimento da criança (Gn 17.19) significa 'ele ri’, ’aquele que ri', ou simplesmente 'riso'. Nada é conhecido sobre os dias da infância de Isaque. Em seguida, vemo-lo grande e forte o suficiente para carregar a madeira para o fogo do altar subindo a montanha, não sabendo que ele mesmo seria colocado no altar. A experiência de ter sido amarrado como uma vítima de sacrifício e então liberto pela intervenção divina deve ter afetado profundamente toda a sua vida"


(Dicionário Bíblico Wycliffe. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 989).


SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

Professor, procure enfatizar as características de Isaque. Mostre que a sua mansidão "é vista em sua submissão sem resistência a seu pai ao tornar-se o sacrifício sobre o altar de Moriá, e em sua recusa a discutir quando os pastores de Gerar reivindicavam os poços. Ele possuía uma natureza afetuosa, profundamente ligado à mãe, chorando por sua morte, e sendo depois confortado em seu amor por Rebeca. Seu espírito mediador pode ter contribuído para seu afeto expansivo. Ele era um homem que vivia em contato com Deus. Embora não tenha as visitações dramáticas que foram concedidas ao seu pai, Abraão, Isaque obedeceu aos mandamentos de Deus. O altar, a tenda e o poço simbolizavam os principais interesses de sua vida"


(Dicionário Bíblico Wycliffe. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 990).


SUBSÍDIO DIDÁTICO

Professor, enfatize as características de Isaque e as lições de vida que aprendemos com Ele. Mostre aos alunos que Isaque demonstrou ser um filho obediente, um homem paciente e um marido cuidadoso. Observe algumas das lições que aprendemos com o filho da promessa, Isaque. Se desejar, leia para os alunos e discuta com eles cada lição: 
*A paciência sempre produz recompensas;
*As promessas e os planos de Deus
são maiores que os das pessoas.
*Deus sempre cumpre suas promessas!
Ele permanece fiel embora nossa fé
seja pequena.
*Exercer favoritismo certamente
produz conflitos familiares" 

(Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 35).

Respostas da Lição 12 - Isaque,o sorriso de uma promessa

A respeito do livro de Gênesis:

O que representou Isaque para Abraão?
Representou o cumprimento da promessa divina.

O que significou o Moriá para Isaque?
Significou a oportunidade de ter um encontro pessoal e fortemente experimental com o Deus de seu pai.

Quais as principais qualidades de Rebeca?
Espiritualidade, gentileza, disposição e amor ao trabalho.

O que fez Isaque em relação è esterilidade da esposa?
Ele orou e buscou a ajuda de Deus.

Em que sentido Isaque foi profeta?
Ao impetrar a bênção sobre seus filhos.

05/12/2015

EBD 2015 - 4° Trimestre - Lição 13 - José,a realidade de um sonho



Lição da Escola Bíblica das Assembléias de Deus no Brasil em 27/Dezembro/2015

INTRODUÇÃO

Neste domingo, veremos como Deus usou José para garantir a sobrevivência de Israel. Tudo começou com um sonho que, no devido tempo, fez-se realidade. Mas, do sonho à realidade, o jovem hebreu viu-se reduzido à escravidão até ser exaltado como governador de toda terra do Egito. José soube esperar com paciência. Quem tem sonhos dados por Deus não tem pressa. Sabe que tudo haverá de cumprir-se no tempo estabelecido pelo Eterno.

I - A HISTÓRIA DE JOSÉ 

José era bisneto de Abraão, amigo de Deus. À semelhança de seu pai, Jacó, e do avô, Isaque, era um homem de profundas experiências com o Senhor. A seu modo, era um profeta e um especialista em sonhos.

1. Filho da afeição. José era filho de Raquel, a esposa amada de Jacó (Gn 29.18-20,30). Seu nascimento foi celebrado por sua mãe (Gn 30.22-24). Em hebraico, José significa Jeová acrescenta.

2. Filho da decisão. Talvez o seu nascimento tenha levado Jacó a munir-se de uma firme atitude diante de Labão, seu sogro: "Deixa-me ir; que me vá ao meu lugar e à minha terra" (Gn 30.25). O filho do coração mexeu com a alma do patriarca que, por longos anos, achava-se exilado em Padã-Arã. Enfim, chegara a hora de retornar à casa de Isaque, seu pai.

3. Filho dos sonhos. Já deixando a adolescência, José teve dois sonhos. Assim ele relata o primeiro deles aos irmãos: "Eis que estávamos atando molhos no meio do campo, e eis que o meu molho se levantava e também ficava em pé; e eis que os vossos molhos o rodeavam e se inclinavam ao meu molho" (Gn 37.7). Embora campesinos e rudes, eles não tiveram dificuldades em interpretar-lhe o sonho: "Tu deveras terás domínio sobre nós?" (Gn 37.8). Nem sempre nossos sonhos são compreendidos. Mas, se procedem de Deus, certamente se cumprirão no tempo da oportunidade.

O segundo sonho foi ainda mais significativo: "E eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam a mim" (Gn 37.9). Ao ouvir o relato, indagou-lhe o pai: "Porventura viremos eu, e tua mãe, e teus irmãos a inclinar-nos perante ti em terra?" (Gn 37.10). Por causa disso, seus irmãos vieram a odiá-lo. Jacó, entretanto, tudo guardava no coração. Na qualidade de profeta e sacerdote de Deus, sabia que algo grandioso estava para acontecer com o filho sonhador.

II - UM ESCRAVO CHAMADO JOSÉ

Se em casa era o mais querido dos filhos, no exílio, José teria de experimentar as angústias de um escravo. O Senhor, porém, era com ele.

1.O preço de um jovem. Os irmãos de José venderam-no a uns mercadores ismaelitas por vinte siclos de prata (Gn 37.28). Avaliaram-no abaixo da cotação do mercado para a compra de um escravo (Êx 21.32). As pessoas socialmente aviltantes não tinham muito valor. O valor de José, entretanto, excedia ao do próprio ouro.

2. A pureza de um jovem. Quem serve a Deus prospera até mesmo na servidão. Não sabemos o preço que Potifar ofereceu por José. Mas logo descobriria ter adquirido um bem mui valioso, pois tudo o que o jovem hebreu punha-se a fazer prosperava (Gn 39.6,7). Quem serve a Deus prospera em qualquer circunstância (Sl 1.3). Por ser um jovem formoso, não demorou a ser cobiçado pela esposa de seu amo (Gn 37.7). José, porém, temia a Deus, e guiava-se por uma ética superior. Por isso, respondeu à sua senhora: "Como, pois, faria eu este tamanho mal e pecaria contra Deus?" (Gn 39-9). Os Dez Mandamentos ainda não haviam sido decretados, mas a lei de Deus já estava gravada em seu coração (Rm 2.14).

3. A prisão de um jovem. Embora muito o assediasse, a mulher de Potifar não conseguiu arrastá-lo ao pecado. Certo dia, porém, estando apenas os dois em casa, ela o agarrou pelas roupas. Ele, desvencilhando-se, deixou-lhes as vestes nas mãos, e fugiu nu (Gn 39.10-12). Só um homem revestido da graça de Deus é capaz de semelhante reação. Vendo-se rejeitada, a mulher acusa-o de querer forçá-la. Quanto a Potifar, a fim de salvar as aparências, manda-o à prisão, onde eram apenados os oficiais
do rei (Gn 39.20). O egípcio poderia ter executado o hebreu. Todavia, apesar de sua ira, preferiu não matá-lo.
Apesar do cárcere, José é bem sucedido. Por isso, o carcereiro-mor entrega-lhe o cuidado dos outros presos, pois "tudo o que ele fazia o Senhor prosperava" (Gn 39.23).

III -UM LUGAR DE REFÚGIO PARA ISRAEL

José não se limitava a sonhar; também interpretava sonhos. O seu ministério era parecido com o de Daniel.

1. O intérprete de sonhos. Na prisão, José foi designado a cuidar pessoalmente de dois assessores de Faraó (Gn 40.4). E, certa manhã, ao ouvir-lhes os sonhos, interpretou-os fidedignamente. De acordo com as suas palavras, o copeiro-mor foi restituído ao cargo; o padeiro-mor, enforcado (Gn 40.6-22). Quem sonha não despreza os sonhos alheios. José, porém, atribuía este poder não a si, mas ao Senhor:
"Não são de Deus as interpretações?" (Gn 40.8). Quando atribuímos a glória a Deus, não nos tornamos arrogantes e jamais seremos esquecidos.

2. Um economista de excelência. Passados dois anos completos. Faraó teve dois sonhos bem agropecuários. No primeiro, viu que sete vacas gordas eram devoradas por outras sete magras e feias. E, no segundo, observou que sete espigas boas e graúdas eram igualmente devoradas por outras sete mirradas e queimadas pelo vento oriental (Gn 41-2-7). Ao interpretar o sonho ao rei, entregou-lhe também um plano econômico que, embora simples, se mostraria eficaz para salvar não somente o Egito, mas os povos vizinhos, entre os quais, os hebreus (Gn 41.32-36). O plano era bastante prático: a fartura dos primeiros sete anos deveria ser armazenada para socorrer a penúria dos sete anos seguintes. Ao ouvi-lo, Faraó constitui imediatamente José como governador do Egito: "Acharíamos um varão como este, em quem haja o Espírito de Deus?" (Gn 41.38). Seria muito bom se nossos ministros tomassem algum conselho com José.

3. O salvador de seu povo. Foi como primeiro-ministro do Egito que José acolheu a família. Não somente perdoou as ofensas aos seus irmãos, como proveu-lhes toda a subsistência. Ele soube como interpretar as adversidades pelas quais passara. Diante da perplexidade de seus irmãos, declarou-lhes:
"Deus me enviou diante da vossa face, para conservar vossa sucessão na terra e para guardar-vos em vida por um grande livramento" (Gn 45.7). Após encontrar-se com o velho pai, Jacó, instala seus familiares na terra de Gósen, onde os sustenta. E, ali, distante da influência dos cananeus e dos egípcios, os hebreus puderam desenvolver-se até se tornarem uma grande e poderosa nação (Êx 1.6,7). Aquele isolamento seria benéfico a Israel.

CONCLUSÃO

Se fizermos a vontade de Deus, até as adversidades redundarão em bênçãos e livramentos aos que nos cercam. Todavia, não nos impacientemos se os sonhos que nos dá o Senhor demoram a se cumprir. Para tudo há um tempo determinado. Há tempo para sonhar e também para que cada sonho se realize. Que tudo ocorra, pois, de acordo com a vontade de Deus.

Respostas da Lição 13 - José,a realidade de um sonho


Quem foi José?
José era bisneto de Abraão, amigo de Deus. À semelhança de seu pai, Jacó, e do avô, Isaque, era um homem de profundas experiências com o Senhor. José era filho de Raquel, a esposa amada de Jacó (Gn 29-18-20,30).

Qual o significado dos sonhos de José?
Que ele dominaria sobre seu pai e seus irmãos.

Como você descreveria o caráter de José?
Como um caráter ilibado.

Que lição traz-nos as tribulações de José?
Quem serve a Deus prospera em qualquer circunstância (Sl 1.3). Se fizermos a vontade de Deus, até as adversidades redundarão em bênçãos e livramentos aos que nos cercam.

O que representou a região de Gósen para Israel?
Distante da influência dos cananeus e dos egípcios, os hebreus puderam desenvolver-se até se tornarem uma grande e poderosa nação. Aquele isolamento seria benéfico a Israel.




Subsídios da Lição 13 - José,a realidade de um sonho

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO 1

"A história de José nos revela como os descendentes de Jacó vieram a ser uma nação dentro do Egito. Esta seção de Gênesis não somente nos prepara para a narrativa do êxodo do Egito, como também revela a fidelidade que José sempre teve para com Deus, e as muitas maneiras como Deus protegeu e dirigiu a sua vida para o bem doutras pessoas. Ressalta a verdade de que nos justos podem sofrer num
mundo mau e iníquo, mas que, por fim, triunfará o propósito de Deus reservado para eles"

(Biblia de Estudo Pentecostal. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 90).

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO 2

l."José tipo de Cristo Muitos tomam José como um tipo de Cristo; uma pessoa inocente que sofreu por causa da maldade dos outros e, através do qual, o povo escolhido foi liberto da morte certa. O silêncio de José enquanto seus irmãos deliberam seu destino (Gn 37.12-35) prefigura o silêncio de Cristo perante seus juizes (1 Pe 2.23).
2.A mulher de Potifar
O contraste entre Judá e José é forte. Ambos foram tentados sexualmente. Judá procurou o sexo ilícito, enquanto José recusou repetidos apelos da mulher de seu senhor. José lembra-nos que nunca podemos dizer que o sexo nos leva a pecar. A escolha é nossa, agir como Judá ou como José" 


(RICAHRDS, Lawrence. Guia do Leitor da Bíblia: Uma Análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capitulo. lO.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 45).

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO 3

"As Escrituras deixam claro que a separação entre José e o seu povo estava sob o controle de Deus. O Senhor estava operando através de José e das circunstâncias deste, a fim de preservar a família de Israel e reuni-la segundo as suas promessas. Quatro vezes no capítulo 39 está escrito que 'o Senhor estava com José' (vv. 2,3,21,23). Porque José honrava a Deus, Deus honrava a ele. Aqueles que temem
a Deus e o reconhecem em todos os seus caminhos têm a promessa de que Deus dirigirá todos os seus passos (Pv 3.5,6) 

(Bíblia de Estudo Pentecostal, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 39).

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