25/01/2015

EBD 2015 - 1° Trimestre: Lição 06 - Santificarás o sábado


Lição de 08 de Fevereiro de 2015 nas Assembleias de Deus no Brasil


INTRODUÇÃO 

As controvérsias deste mandamento giram em torno da sua interpretação. Temos aqui a relação trabalho-repouso e ao mesmo tempo o relacionamento de Deus com Israel. A necessidade de um dia de repouso após seis jornadas de trabalho é universal, mas o sábado é um presente de Deus para Israel. O mandamento de santificar o sábado é mais bem compreendido quando se conhece o propósito pelo qual ele foi dado.

I. O SÁBADO DA CRIAÇÃO

1.O shabat. Deus celebrou o sétimo dia após a criação e abençoou este dia e o santificou (Gn 2.2,3). Aqui está a base do sábado institucional e do sábado legal. O sábado legal não foi instituído aqui; isso só aconteceu com a promulgação da lei. O substantivo shabbat, "sábado", não aparece aqui, na criação. Surge pela primeira vez no evento do maná (Êx 16.22, 23). A Septuaginta emprega a palavra sabbaton, "sábado, semana", a mesma usada no Novo Testamento grego.


2. Deus concluiu a criação no dia sétimo. Deus completou a sua obra da criação no sétimo dia. Deus "descansou" ou seja, cessou, é o significado do verbo hebraico usado aqui, shabat, "cessar, desistir, descansar" (Gn 8.22; Jó 32.1; Ez 16.41). Esse descanso é sinônimo de cessar de criar, e indica a obra concluída. Não se trata de ociosidade, pois Deus não para e nem se cansa (Is 40.28; Jo 5.17).

3. A bênção de Deus sobre sétimo dia. Ele abençoou e santificou o sétimo dia como um repouso contínuo, na dispensação da inocência, mas isso foi interrompido por causa do pecado. Agostinho de Hipona lembra que não houve tarde no dia sétimo, e afirma que Deus o santificou para que esse dia permanecesse para sempre (Confissões, Livro XIII, 36). 0 sábado da criação aponta para o descanso de Deus ao mundo inteiro no fim dos tempos: “Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus" (Hb 4.9). 

II. O SÁBADO INSTITUCIONAL

1. Desde a criação. É o sábado para descanso de todos os povos. É uma questão moral que Deus estabeleceu para a raça humana ao comemorar a criação. Tornou modelo e uma forma natural para toda a raça humana. É a ordem natural das coisas: os campos precisam de repouso, as máquinas necessitam parar para manutenção e assim por diante (Lv 25.4). O sábado institucional, portanto, não se refere ao sétimo dia da semana; pode ser qualquer dia ou um período de descanso (Hb 4.8).

2. Não era mandamento. O sétimo dia da criação não era mandamento, mas revela a necessidade natural do descanso de toda a natureza. O repouso noturno de cada dia não é suficiente para isso. Deus abençoou e santificou esse dia não somente para comemorar a obra da criação mas para que, nesse dia, todos cessem o trabalho e assim descansem física e mentalmente para oferecer o seu culto de adoração a Deus.

3. Os patriarcas não guardaram o sábado. O livro de Gênesis não menciona os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó observando o sábado. Segundo Justino, o Mártir, Abraão e seus descentes até o Sinai agradaram a Deus sem o sábado (Diálogo com Trifão 19.5). Irineu de Lião diz que Abraão, "sem circuncisão e sem observância do sábado, 'acreditou em Deus e lhe foi imputado a justiça e foi chamado amigo de Deus" (Contra as Heresias, Livro IV, 16.2).


III. O SÁBADO LEGAL

1. Significado. É o sétimo dia da semana no calendário judaico, marcado para repouso e adoração. Foi introduzido no mundo pela lei; é o sábado legal dado aos israelitas no Sinai. Nenhum outro povo na história recebeu a ordem para guardar esse dia; é exclusividade de Israel (Êx 31.13,17). O sábado e a circuncisão são os dois sinais distintivos do povo judeu ao longo dos séculos (Gn 17.11).

2.O sábado do Decálogo. A expressão "Lembra-te do dia do sábado, para o santificar" (Êx 20.8), remete a uma reminiscência histórica e, sem dúvida alguma, Israel já conhecia o sábado nessa ocasião. Mas parece não ser referência ao sábado da criação. Ele aparece na promulgação da lei (Êx 20.11), contudo, essa reminiscência não reaparece em Deuteronômio (Dt 5.12-15). Trata-se, com certeza, do sábado que o povo não levou a sério no deserto (Êx 16.22-29).

3. Propósito. A instituição do sábado legal no Decálogo tinha um propósito duplo: social e espiritual. Cessar os trabalhos a cada seis dias de labor era dar descanso aos seres humanos e aos animais e dedicar um dia para adoração a Deus. É um memorial da libertação do Egito (Dt 5.15). Duas vezes é dito que o sábado é um sinal distintivo entre Deus e a nação de Israel (Êx 31.13,17). 

IV. UM PRECEITO CERIMONIAL

1. O sacerdote no Templo. O Senhor Jesus Cristo disse mais de uma vez que a guarda do sábado é um preceito cerimonial. Ele colocou o quarto mandamento na mesma categoria dos pães da proposição (Mt 12.2-4). Veja ainda a que Jesus se referia quando falou a respeito desse ritual mencionado em Êxodo 29 33, Levítico 22.10 e 1 Samuel 21.6. Disse igualmente que "os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa" (Mt 12.5), ao passo que não existe concessão para preceitos morais.

2. A circuncisão no sábado. Se o oitavo dia da circuncisão do menino coincidir com um sábado, ela tem que ser feita no sábado, nem antes e nem depois. Assim, Jesus mais uma vez declara o quarto mandamento como preceito cerimonial e coloca a circuncisão acima do sábado (Jo 7.22,23 cf. Lv 12.3). Um mandamento moral é obrigatório por sua própria natureza.

V. O SENHOR DO SÁBADO

1.O sábado e a tradição dos anciãos. Os quatro evangelhos registram os conflitos entre Jesus e os fariseus sobre a interpretação do sábado. A tradição dos anciãos criou 39 proibições concernentes ao sábado, mas o Senhor Jesus disse que é "lícito fazer bem no sábado" (Mt 12.12). Isso Ele fez (Mc 3.1-5; Lc 13.10-13; 14.1-6; Jo 5.8-18; 9.6,7,16) e, por isso, nós devemos fazer o bem, não importa qual seja o dia da semana.

2. Jesus é o Senhor do sábado (Mc 2.28). O sábado veio de Deus e somente Ele tem autoridade sobre essa instituição. Então, não há outro no universo investido de tamanha autoridade, senão o Filho de Deus. A expressão "o Filho do Homem", no singular, é título messiânico, não é usual ou comum às outras pessoas. Está claro que Jesus se referia a Ele mesmo. Jesus disse que os seres humanos não foram criados para observar o sábado, mas que o sábado foi criado para o benefício deles (Mc 2.27).

3. Dia do culto cristão. O primeiro culto cristão aconteceu no domingo e da mesma forma o segundo (Jo 20.19,26). Nesse dia o Senhor Jesus ressuscitou dentre os mortos (Mc 16.16). O dia do Senhor foi instituído como o dia de culto, sem decreto e norma legal, pelos primeiros cristãos desde os tempos apostólicos (At 20.7; 1 Co 16.2; Ap 1.10). É o "sábado" cristão! O sábado legal e todo o sistema mosaico foram encravados na cruz (Cl 2.16,17), foram revogados e anulados (2 Co 3.7-11; Hb 8.13). O Senhor Jesus cumpriu a lei (Mt 5.17,18), agora vivemos sob a graça (Jo 1.17; Rm 6.14).

CONCLUSÃO

A palavra profética anunciava o fim do sábado legal (Jr 31.31-33; Os 2.11). Isso se cumpriu com a chegada do novo concerto (Hb 8.8-12). Exigir a guarda do sábado como condição para a salvação não é cristianismo e caracteriza-se como doutrina de uma seita.


Respostas da Lição 06 - Santificarás o sábado

Quando Deus descansou no sétimo dia, Ele parou de trabalhar?

Não. A palavra usada na língua hebraica para "descansar" é o sinônimo de "terminar" "encerrar" e "concluir uma tarefa". A ideia, aqui, é a de que Deus concluiu a criação, parou de criar, e não a de ficar ocioso. O Senhor Jesus disse que o Pai "trabalha até agora" (Jo 5.17).

O sábado institucional resgata a ordem natural das coisas. Explique.

Significa que a instituição do sábado trouxe ao ser humano a ideia de que o campo precisa de descanso, as máquinas precisam parar para a manutenção, os animais também precisam descansar e assim por diante (Lv 25.4).

É pecado trabalhar no domingo, o dia do Senhor?

Não. Vivemos na perspectiva da graça. Isso, porém, não quer dizer que não se deve considerar a importância do domingo como o dia do Senhor. O nosso Senhor ressuscitou num domingo. A igreja do Novo Testamento reunia-se no domingo, o primeiro dia da semana, para comer o pão, beber o suco da vide e terem comunhão uns com os outros (Mc 16.16; At 20.7; 1 Co 16.2; Ap 1.10)

Quem não guardar o sábado pode perder a salvação?

De maneira nenhuma! A salvação é pela graça de Deus (Ef 2.8-10).

Por que o domingo é o dia do Senhor" para os cristãos?

Porque Jesus ressuscitou no domingo e a Igreja do Novo Testamento se reunia aos domingos.

Subsídio I da lição 06 - Santificarás o sábado

"A questão do Sábado

A questão não é o sábado em si, mas o fato de que não estamos debaixo do Antigo Concerto: *Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de um melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas (Hb 8.6). Leia os versículos seguintes até o 13. A Palavra profética previa a chegada do Novo Concerto: 'Eis que dias vêm, diz o SENHOR, em que farei um concerto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá [...] (Jr 31.31-33). Esse 'novo concerto' é mencionado pelo escritor aos Hebreus, 8.8-12.

O judeu convertido à fé cristã que quiser guardar o sábado por convicção religiosa pessoal não está desviado por isso, pois o apóstolo Paulo diz que uns fazem separação de dia, outros acham que podem comer de tudo. Veja Romanos 14.1-6. Convém lembrar que o apóstolo está falando aos judeus cristãos de Roma, por causa da sua cultura religiosa, e não aos gentios.

Ainda hoje muitos deles usam kipar e talit (solidéo e manto), observam o kasWrut (leis díetétícas prescritas por Moisés) e guardam o sábado. Isso o fazem meramente para não perderem sua identidade nacional, é uma questão cultural e não condição para salvação» Isso é diferente dos gentios convertidos a Cristo, pois o apóstolo deixou claro que tais práticas são um retrocesso espiritual: 'Guardais dias, e meses e tempos, e anos. Receio de vós que haja trabalhado em vão para convosco"' (Gl 4-10,11)" 


(SOARES, Esequias. Manual de Âpologétka Cristã, l.ed. Rio de Janeiro: CPÂD, 2002, pp.293-94).


24/01/2015

Subsídio II da lição 06 - Santificarás o sábado

"A palavra 'domingo', por si só, significa "Dia do Senhor, pois, foi nesse dia que o Senhor Jesus ressuscitou. O primeiro culto cristão aconteceu num domingo: 'Chegada, pois,, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco (Jo 20.19). O segundo culto também, pois a Bíblia diz que isso aconteceu 'oito dias depois" (Jo 20,26).

Os cristãos se reuniam no primeiro dia da semana: 'No primeiro dia da semana, ajuntando os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte (At 20.7), o mesmo pode ser visto em Corinto, quando o apóstolo manda levantar coletas para os irmãos pobres de Jerusalém. O texto sagrado diz que essa reunião de adoração se fazia nos domingos: 'No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar [...]' (1 Co 16,2). Assim, essa prática foi se tornando comum, sem decreto e sem imposição. Foi algo espontâneo. Constantino apenas confirmou uma prática já antiga dos cristãos.

[...] O Decálogo fala sábado e isso acontece também em muitos lugares do Velho Testamento, mas o domingo não. Mas na Nova Aliança não há mandamento algum de guardar dias. Dizem que o 'domingo' é um dia pagão, porque em inglês Sunday significa dia do Sol. Nesse caso, todos os demais dias também seriam pagãos, porque os dias da semana, em inglês, são de origem céltica e homenageiam antigas divindades, inclusive o sábado, que é Saturday, ‘dia de Saturno”" 

(SOARES, Esequias. Manual de Apologética Cristã, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, pp.294-95).

Cristianismo é Liberdade



Logo no início deste ano de 2015, o mundo voltou seus olhos para a França, depois do ataque à sede do Jornal Charlie Hebdo, que vitimou doze pessoas, sendo que uma das vítimas teve sua execução covarde e brutal gravada em video que transpassou as fronteiras de todo o mundo e foi visto por milhares de pessoas. Ao fim do atentado, era possível ver terroristas comemorando as execuções e,de alguma forma, louvando a Alá em seu êxito contra aqueles que “desonraram” o profeta Maomé. Ao longo de sua história, o jornal satírico retratou não somente o mundo islâmico, mas, também, fez charges do Papa, usou imagens ‘divinas’ do cristianismo, inclusive com alusões a Jesus Cristo, retratou políticos, especialmente da extrema direita francesa, presidentes, parlamentares, inclusive retratando uma ministra negra Christiane Taubira como uma macaca. No caso da Ministra, vale salientar que em 2013,data da publicação, ela fora chamada de macaca por uma política de extrema direita e,na charge, percebemos que não se trata de uma visão racista da revista acerca da Ministra, visto que na mesma charge é apresentada a bandeirinha da Frente Nacional, partido da política que a chamara de macaca. Nesta situação, a própria Ministra ficou grata chegando a afirmar na ocasião que o Charlie Hebdo não deveria acabar. 

Como o propósito do CH era ser polêmico, provocativo e um canal de denúncias, por meio dos cartuns, o jornal se propunha a falar sobre todas as questões relevantes na França e uma delas era justamente a cultura e tradições islâmicas que, em muitos casos, ou na maioria deles, torna-se degradante, extremista e intolerante. Na França,por exemplo, com as migrações e a inserção da cultura e pensamento islâmico, não é difícil perceber um choque visto que a ideia democrática republicana francesa, que inclusive inspirou a república brasileira em sua formação inicial, com seus ideais de liberdade e igualdade, não via como naturais muitas das práticas dentro do islamismo, uma vez que não é igualitário e isso fica muito claro no caso das mulheres que são obrigadas a uma submissão irrestrita ao homem, e tantas outras questões. A visão que caracteriza o pensamento islâmico com relação ao Ocidente é como uma terra profana, cujas práticas são um atentado contra Alah e,portanto, dignas de julgamento e condenação segundo os preceitos deles, segundo compreendem muitos destes seguidores.

Bem sabemos que em Países árabes não há liberdade de escolhas, uma vez que o Estado é ditado pela Charia (Sharia),que nada mais é que o Direito Islâmico, que incide sobre toda a sociedade islâmica, política, econômica, contratual, familiar, etc. tudo dentro de um País muçulmano. Em suma, a Charia usa em sua jurisprudência o Corão e a Suna, além de outros conceitos. O islã,então, é muito mais que uma religião, é um estilo de vida no qual até mesmo os Estados nos quais ele está inserido devem se submeter e,obviamente, submeter a todos que ali estão, neste sentido, adeus liberdade! Não há nesse contexto, qualquer espaço para qualquer outra manifestação que não esteja de acordo com o preceito determinado, preceito este que é a própria Lei. Então não é difícil entender por quê a ideia de liberdade no mundo islâmico não existe, e esta dificuldade em aceitar a liberdade e a escolha individual se expande à medida que muitos muçulmanos olham para outras nações, olham para outras culturas, pois obviamente, não contemplam outras alternativas uma vez que nunca tiveram a possibilidade de escolha dentro daquela cultura que determina suas vidas e escolhas, veja por exemplo, quando um muçulmano decide converter-se a Cristo, ou seguir outra religião, não poderá pois obviamente a Lei, a Sharia (Charia) o condena como um apóstata.

Note que não é um caso isolado a perseguição a cristãos em Países árabes,  não é por acaso que em 2013 o próprio Vaticano chegou à conclusão de mais de 100 mil cristãos são mortos anualmente unicamente por causa de sua fé [aqui]. A Missão Portas Abertas por exemplo, disponibiliza em seu site vasto material informando a perseguição aos cristãos ao redor do mundo unicamente por sua fé [aqui]. Abaixo trazemos um deles apenas para mostrar como seguir a fé cristã pode significar,conforme ensinou Jesus e os apóstolos, a nossa própria vida.

Longe de uma islamofobia ou coisa parecida, temos um fato que evidencia que o islã oprime e persegue a todos aqueles que não se curvam diante daquilo que é compreendido como correto. Questionar a viabilidade de um Estado com um pensamento único e inquestionável, não é aceito. Aceitar um pensamento diferente é uma afronta a Deus e, portanto, deve ser condenada e combatida. 
A respostas bíblica a isto, já temos com o próprio Senhor Jesus, que demonstrou que esta perseguição viria mas o principal motivo seria por conta da liberdade que o sangue de Jesus proporciona, que ao invés de oprimir-nos em decorrencia de nossa aceitação a Ele, nos concede a plena liberdade de escolhas para que sigamos suas pisaduras unicamente motivados por uma coisa: o amor a Deus, não por temor de uma lei de condenação!





19/01/2015

Respostas Lição 05 - Não tomarás o nome do Senhor em vão

Qual é o valor do nome na identidade de alguém?

Na cultura bíblica, o nome revelava o caráter e a índole de uma pessoa.

Que significado tem "EU SOU O QUE SOU" para você?

Reposta Livre. A ideia é que o aluno revele o que aprendeu sobre a expressão que mostra o verdadeiro nome de Deus: EU SOU O QUE SOU".

É correto falarmos em nome de Deus em conversas triviais?

Não. Isto seria misturar o nome sagrado de Deus com as coisas comuns e profanas.

Em nossos compromissos, há a necessidade de fazermos juramentos?

Não. A palavra do cristão deve ser "sim, sim ou não, não".

Por que a nossa palavra deve ser sim, sim e não, não?

Os testemunho do cristão deve falar por si mesmo, sem a necessidade de qualquer juramento para convencer alguém sobre a "verdade".



Subsídio II da Lição 05 - Não tomarás o nome do Senhor em vão

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

"Os Juramentos (5.33-37). Mateus apresenta pela quarta vez a fórmula 'Foi dito... Eu, porém, vos digo'. No comentário sobre a antiga lei, Jesus faz um ajuste importante. Os juramentos eram permitidos e, em alguns casos, exigidos (e.g., Nm 5.19), mas Jesus proibiu o uso de juramentos. O emprego do advérbio holos ('de maneira nenhuma', Mt 5.34) indica que Jesus esperava que esta atividade cessasse completamente. Os juramentos que aludem indiretamente a Deus, pela referência a céu, terra e até a própria pessoa, eram proibidos, postura que respeita a transcendência e imanência de Deus ainda mais. A moratória de Jesus sobre juramentos e votos também elimina o cumprimento de votos tolos feitos imprudentemente. Ele atinge o cerne da questão: A pessoa honesta não tem. necessidade de fazer juramento; um simples sim ou não é suficiente (veja também Tg 5.12)" 


(STRONSTAD, Roger; ARRINGTON, French. Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p.47).

EBD 2015 - Lição 05 - Não tomarás o nome do Senhor em vão


INTRODUÇÃO

A dificuldade humana para dizer a verdade e cumprir com os seus compromissos na antiguidade eram motivos de juramentos triviais em coisas efêmeras da vida. Deus é santo e exige santidade de seu povo. Assim, o relacionamento de todas as pessoas deve ser honesto e cada um deve falar a verdade. A lei estabelece limites, pois Deus está presente nos relacionamentos pessoais de seu povo.

I - O NOME DIVINO

1. O nome. Nos tempos do Antigo Testamento, o nome era empregado não simplesmente para distinguir uma pessoa das outras, mas também para mostrar o caráter e a índole do indivíduo. Houve caso de mudança de nomes em conseqüência de uma experiência com Deus como Abraão (Gn 17.5), Sara (Gn 17.15) e Jacó (Gn 32.28). O nome de Deus representa o próprio Deus, é inerente à sua natureza e revela suas obras e atributos. Não é um apelativo, nem simplesmente uma identificação pessoal ou uma distinção dos deuses das nações pagãs. A Bíblia revela vários nomes divinos que podemos classificar em dois grupos: genéricos e específicos.

2. Nomes genéricos. São três os nomes genéricos que o Antigo Testamento aplica além do "Deus de Israel". Na sua tradução do hebraico para a nossa língua só aparecem dois nomes, "Deus" e "Altíssimo". O nome "Deus" em nossas bíblias é tradução do hebraico El(Nm 23.8) ou Eloah (Dt 32.15), ou seu plural, Elohim (Gn 1.1). 0 outro nome genérico é Elyon, "Altíssimo" (Dt 32.8), às vezes acompanhado de "El", como em El-Elyon, "Deus Altíssimo" (Gn 14.19,20).

3. Nomes específicos. São três os nomes específicos que o Antigo Testamento aplica somente para o Deus verdadeiro: Shad- day, Adonaye YHWH. El-Shadday, "Deus Todo-poderoso", é o nome que Deus usou ao revelar-se a Abraão (Gn 17.1; Êx 6.3). Adonay, "Senhor", é um nome próprio e não um pronome de tratamento (Is 6.1). O outro nome é o tetragrama (as quatro consoantes do nome divino, YHWH, Yahweh, Javé ou Jeová). A versão Almeida Corrigida, nas edições de 1995 e 2009, emprega "SENHOR", com todas as letras maiúsculas, onde consta o tetragrama no Antigo Testamento hebraico para distinguir de Adonay (Jz 6.22).

II. O NOME QUE SE TORNOU INEFÁVEL

1. A pronúncia do nome divino. O tetragrama é inefável no judaísmo desde o período interbíblico e permanece impronunciável pelos judeus ainda hoje. Isso para evitar a vulgarização do nome e assim não violar o terceiro mandamento. A escrita hebraica é consonantal; as vogais são sinais diacríticos* que os judeus criaram somente a partir do ano 500 d.C. Assim, a pronúncia exata das consoantes YHWH se perdeu no tempo. Os judeus religiosos pronunciam por reverência Adonay cada vez que encontram o tetragrama no texto sagrado na leitura da sinagoga.

2. Jeová ou Javé? Na Idade Média, especificamente no século XIV, foram inseridas no tetragrama as vogais de Adonay (o "y" é semiconsoante no alfabeto hebraico). O resultado é a pronúncia "YeHoWaHIsso para lembrar, na leitura. que esse nome é inefável e, dessa forma, pronunciar "Adonai". Esse enxerto no tetragrama resultou na forma "Jeová", que não aparece no Antigo Testamento hebraico. Estudos acadêmicos confirmam o que a maioria dos expositores do Antigo Testamento vinham ensinando, que a pronúncia antiga do nome é Yahweh, e na forma aportuguesada é lavé ou Javé.

3. O significado. Esse nome vem do verbo hebraico hayah, “ser, estar". O significado desse verbo em Êxodo 3.14, ”EU SOU O QUE SOU", indica que Deus é imutável e existe por si mesmo; é autoexistente, autossuficiente e que causa todas as coisas. Deus se revela pelo seu nome. O terceiro mandamento é um resumo e ao mesmo tempo uma recapitulação daquilo que Deus havia dito antes a Moisés (Êx 3.14; 6.3). 

III. TOMAR O NOME DE DEUS EM VÃO

1. O terceiro mandamento (Êx 20.7; Dt 5.11). O termo hebraico lashaw, "em vão, inutilmente, à toa", indica algo sem valor, irreal no aspecto material e moral. A Septuaginta emprega a expressão grega epimataio, "impensadamente". 0 substantivo shaw (pronuncia-se "chav") significa "vaidade, vacuidade". Corresponde a usar o nome de Deus de forma superficial, em conversas triviais, e faltar com a verdade em seu nome, como ao pronunciar um juramento falso (Lv 19.12) ou fazer um voto e não o cumprir (Ec 5.4).

2 Juramento e perjúrio. O juramento é o ato de fazer uma afirmação ou promessa solene tomando por testemunha algum objeto tido por sagrado; o perjúrio é o falso juramento. As palavras do Senhor Jesus, "ouvistes que foi dito aos antigos" (Mt 5.33), não se referem ao Antigo Testamento, mas aos antigos ensinos dos rabinos, às suas interpretações peculiares das passagens da lei que falam sobre o tema (Êx 20.7; Lv 19.12; Dt 6.13). Isso fica claro, pois as palavras seguintes, "Não perjurarás, mas cumprirás teus juramentos ao Senhor", não aparecem em nenhum lugar no Antigo Testamento.

3. Modalidades de juramentos. As autoridades israelitas escalonavam o juramento em diversas modalidades: pelo céu, pela terra, por Jerusalém (Mt 5.34-36), pelo Templo e pelo ouro do Templo; pelo altar e pela oferta que está sobre o altar e assim por diante (Mt 23.16-22). Segundo essa linha de pensamento, os juramentos se classificavam em obrigatórios e não obrigatórios. Jurar pelo Templo não seria válido; mas, se alguém jurasse pelo ouro do Templo, estava obrigado a cumpri-lo. Tais crenças e práticas eram condenadas nas Escrituras Sagradas. Tudo isso era uma forma de ocultar o pecado.

IV. O SENHOR JESUS PROIBIU O JURAMENTO?

1. Objetivo do terceiro mandamento. A finalidade é pôr um freio na mentira, restringir os juramentos e assim evitar a profanação do nome divino (Lv 19.12). O Senhor Jesus nos ensinou na oração do Pai Nosso a santificar o nome divino (Mt 6.9). Ninguém deve usar o nome de Deus nas conversas triviais do dia a dia, pois isso é misturar o sagrado com o comum (Lv 10.10). O Senhor Jesus condenou duramente essas perversões farisaicas, práticas que precisavam ser corrigidas ou mesmo substituídas. Este mandamento foi restaurado sob a graça e adaptado a ela na nova dispensação, manifesto na linguagem do cristão: "sim, sim; não, não" ( Mt 5.37).

2. A proibição absoluta. Há os que entendem que a expressão "de maneira nenhuma" (Mt 5.34) é uma proibição de toda e qualquer forma de juramento. Entre os que defendem essa interpretação estão os amish e os quakers, que nos Estados Unidos se recusam a jurar nos tribunais de justiça. Eles acreditam que o Senhor Jesus não fez declaração sob juramento diante do Sinédrio (Mt 26.63,64). De igual modo, o apóstolo Paulo evitava fazer juramentos em afirmações solenes (Rm 9.1," 1 Co 1.23).

3. A proibição relativa. Outros afirmam que a proibição de Jesus se restringe aos juramentos triviais, e por essa razão o Senhor Jesus foi específico: "de maneira nenhuma, jureis nem pelo céu, [...] nem pela terra, [...] nem por Jerusalém, [...] nem jurarás pela tua cabeça (Mt 5.34-36). Outro argumento é que homens de Deus no Antigo Testamento faziam juramentos em situação solene e o próprio Deus jurou por si mesmo (Gn 24.3; 50.6,25; Hb 6.13,16). Consideram, ainda, como juramento a resposta de Jesus e as declarações solenes de Paulo (Mt 26.63,64; Rm 9.1; 1 Co 1.23). Essas últimas passagens bíblicas não parecem conclusivas em si mesmas; entretanto, a proibição relativa nos parece mais coerente. Mesmo assim, devemos evitar o juramento e substituir o termo por voto solene em cerimônias de casamento. 

CONCLUSÃO

A linguagem do cristão deve ser sim, sim ou não, não. Não há necessidade de jurar, pois o testemunho, como crente em Jesus, fala por si mesmo. Se alguém precisa jurar para que se acredite em suas palavras, tal pessoa precisa fazer uma revisão de sua vida espiritual. Por essa razão, devemos viver o que pregamos e pregar o que vivemos.



Subsídio I da Lição 05 - Não tomarás o nome do Senhor em vão

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

Ao que tudo indica, a proibição aqui não se limita a blasfêmias e vulgaridades no sentido moderno- Ademais, o senso comum de que o mandamento proíbe jurar falsamente em um tribunal é válido, mas não encerra o caso.

A palavra hebraica para Vão', aqui utilizada, deriva de uma raiz que significa *estar vazio', no sentido de *nlo ter substancia, não ter valor'. Qualquer invocação do nome de Deus ou menção de seu nome, que seja simplesmente perfunctôria, eqüivale a tomar o nome de Deus em vão. Em outras palavras, tomar o nome de Deus em vão é usar seu divino nome em relação a coisas desimportantes, fúteis e insignificantes. Por isso, Elton Trueblood afirma: "A pior blasfêmia nio é o sacrilégio, mas as palavras falsas'" 

(HAMILTON, Victor» Manual do Pentateuco Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p,221).



18/01/2015

EBD 2015 - Lição 04: Não farás imagens de escultura


INTRODUÇÃO

O primeiro mandamento estabelece a adoração somente a Deus e a mais ninguém. A ordem do segundo mandamento é para adorar a Deus diretamente, sem mediação de qualquer objeto. A idolatria é o primeiro dos três pecados capitais na tradição judaica, "a idolatria, a impureza e o derramamento de sangue". Os cristãos devem se abster da contaminação dos ídolos (At 15.20).

I. PROIBIÇÃO À IDOLATRIA

1. Idolo e imagem. O termo hebraico empregado aqui para "imagem de escultura" (Êx 20.4; Dt 5.8) é péssel, usado no Antigo Testamento para designar os deuses (Is 42.17), como Aserá, a divindade dos cananeus (2 Rs 21.7, TB - Tradução Brasileira). Esses ídolos eram esculpidos em pedra, madeira ou metal (Lv 26.1; Is 45.20; Na 1.14). A Septuaginta traduz péssel pela palavra grega eidolon, "ídolo", a mesma usada no Novo Testamento (1 Co 10.14; 1 Jo 5.21). O ídolo é um objeto de culto visto pelos idólatras como tendo poderes sobrenaturais e a imagem é a representação do ídolo.

2. Idolatria. O termo "idolatria" vem de eidolon, "ídolo", e latreia, "serviço sagrado, culto, adoração". Idolatria é a forma pagã de adoração a ídolos, de adorar e servir a outros deuses ou a qualquer coisa que não seja o Deus verdadeiro. É prática incompatível com a fé judaico-cristã, pois nega o senhorio e a soberania de Deus. Moisés e os profetas viam na idolatria a destruição de toda a base religiosa e ética dos israelitas, além de negar a revelação (Dt 4.23-25).

3. Semelhança A frase "Nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra" (Êx 20.4b; Dt 5.8b), à luz de Deuteronômio 4.12,15, proíbe adorar o próprio Deus verdadeiro por intermédio de qualquer objeto. A palavra hebraica para "semelhança" é temunah, "aparência, representação, manifestação, figura". Sua ideia básica é de aparência externa, ou seja, uma imagem vista numa visão (Nm 12.8; Dt 4.12,16-18; Jó 4.16; Sl 17.15). Essa proibição inclui a representação de coisas materiais como homens e mulheres, pássaros, animais terrestres, peixes e corpos celestes (Dt 4.16-19).

II. AMEAÇAS E PROMESSAS

1. O Deus zeloso. O adjetivo hebraico qanna, "zeloso", aparece apenas cinco vezes no Antigo Testamento (Êx 20.5; 34.14; Dt 4.24; 5.9; 6.15) e está associado ao nome divino el, "Deus". O zelo de Jeová consiste no fato de ser Ele o único para Israel, e este não deveria partilhar o amor e a adoração com nenhuma divindade das nações. Esse direito de exclusividade era algo inusitado na época e único na história das religiões, pois os cultos pagãos antigos eram tolerantes em relação a outros deuses.

2. As ameaças. A expressão "terceira e quarta geração" (Êx 20.5; Dt 5-9) indica qualquer número ou plenitude e não se refere necessariamente à numeração matemática, pois se trata de máxima comum na literatura semítica (Am 1.3,6,11,13; 2.1,4,6; Pv 30.15,18,21,29). 0 objetivo aqui é contrastar o castigo para "terceira e quarta geração" com o propósito de Deus de abençoar a milhares de gerações.

3. As promessas. Salta à vista de qualquer leitor a diferença entre castigo e misericórdia. A ira divina vai até a quarta geração, no entanto, a misericórdia de Deus chega a mil gerações sobre os que guardam os mandamentos divinos (Êx 20.6; Dt 5.10). Muito cedo na história, o nosso Deus revela que seu amor ultrapassa infinitamente o juízo.

III. O CULTO VERDADEIRO

1. Adoração. O segundo mandamento proíbe fazer imagem de escultura e também de se prostrar diante dela para adorá-la: "não te encurvarás a elas, nem as servirás" (Êx 20.5; Dt 5.9). Adoração é serviço sagrado, culto ou reverência a Deus por suas obras. É somente a Deus que se deve adorar (Mt 4.10; Ap 19.10; 22.8,9).

2. Deus é espírito. O Catecismo Maior de Westminster (1648)* declara que "Deus é Espírito, em si e por si infinito em seu ser (Jo 4.24; Êx 3.14; Jó 11.7-9)". 0 espírito é substância imaterial e invisível, diferentemente da matéria. É também indestrutível, pois o "espírito não tem carne nem ossos" (Lc 24.39). Além de a Bíblia afirmar que Deus é espírito, declara também de maneira direta que Ele é invisível (Cl 1.15; 1 Tm 1.17). Assim, a espiritualidade que tem Deus como alvo é incompatível com as imagens dos ídolos.

3. Deus é imanente e transcendente. A imanência é a forma de relacionamento de Deus com o mundo criado e principalmente com os seres humanos e sua história. 0 Salmo 139 é um exemplo clássico. A transcendência significa que Deus é um ser que não pertence à criação, não faz parte dela, transcende a toda matéria e a tudo o que foi criado (Jo 17.5,24; Cl 1.17; 1 Tm 6.16). 0 exclusivismo da sua adoração é natural porque Deus é incomparável; ninguém há como Ele no universo (Rm 11.33-36).

IV. AS IMAGENS E O CATOLICISMO ROMANO

1. O que dizem os teólogos católicos romanos? A edição brasileira do Catecismo da Igreja Católica, publicado em 1993, no período do pontificado do papa João Paulo II, afirma que o culto de imagens não contradiz o mandamento que proíbe os ídolos. Os teólogos católicos romanos ensinam que a confecção da arca da aliança com os querubins e a serpente de metal no deserto (Êx 25.10-22; 1 Rs 6.23-28; 7.23-26; Nm 21.8) permitem o culto às imagens.

2. Uma interpretação forçada. O argumento da igreja católica é falacioso porque os antigos hebreus não cultuavam os querubins nem a arca, menos ainda a serpente de metal. O povo não dirigia orações a esses objetos. A arca e os querubins do propiciatório sequer eram vistos pelo povo, pois ficavam no lugar santíssimo (Êx 26.33; Lv 16.2; Hb 9.3-5). Quando o povo começou a cultuar a serpente que foi construída no deserto, o rei Ezequias mandou destruí-la (2 Rs 18.4). As peças religiosas a que os teólogos católicos romanos se referem serviam como figuras da redenção em Cristo (Hb 9.5-9; Jo 3.14,15).

3.O uso de figuras como símbolo de adoração. A adoração ao Deus verdadeiro por meio de figura, símbolo ou imagem é idolatria. Isso os israelitas fizeram no deserto (Êx 32.4-6). Mica e Jeroboão I, filho de Nebate, procederam da mesma maneira (Jz 17.2-5; 18.31; 1 Rs 12.28-33). Os ídolos que a Bíblia condena não se restringem a animais, corpos celestes ou forças da natureza, pois inclui também figuras humanas (Sl 115.4-8).

4. Mariolatria. É o culto de Maria, mãe de Jesus. Seus adeptos dirigem oração a ela, prostram-se diante de sua imagem e acreditam que sua escultura é milagrosa. Isso é idolatria! Os devotos, propagandeados pela mídia, atribuem a Maria uma posição que a Bíblia não lhe confere. Nós reconhecemos o papel honroso da mãe de nosso Senhor Jesus Cristo, mas ela mesma jamais aceitaria ser cultuada (Lc 1.46,47; 11.27,28; 1 Tm 2.5).

CONCLUSÃO

Devemos ter discernimento para distinguir ídolos de objetos meramente decorativos. Tudo aquilo que a pessoa ama mais do que a Deus torna-se idolatria (Ef 5.5; Cl 3.5). A Bíblia não proíbe as artes, nem a escultura em si mesma e nem a pintura. Deus mesmo inspirou artistas entre os israelitas no deserto (Êx 35.30-35). O rei Salomão mandou esculpir querubins na parede e touros e leões para decorar o templo (1 Rs 6.29; 7.29) e o palácio real (1 Rs 10.19,20), mas nunca com objetivo de que tais objetos fossem adorados.


Subsídios da Lição 04: Não farás imagens de escultura

SUBSÍDIO DIDÁTICO

Professor, a devoção às imagens e esculturas, no Brasil, é um fenômeno religioso poderoso. Milhares de pessoas, ano a ano, pagam as suas promessas, subindo às mais altas escadarias das catedrais para celebrar o santo. Mas é importante que expliquemos aos alunos que, por trás da idolatria, há interesses econômicos poderosos. O teólogo Lawrence Richards, comentando o capitulo 19 do livro de Atos, explica com clareza a razão econômica da idolatria praticada em Éfeso:Em Éfeso, Paulo arruina o negócio daqueles que fabricam e vendem imagens da deusa Ártemis. Demétrio, presidente de um dos sindicatos locais, inicia uma revolta entre os negociantes preocupados. 'Precisamos parar este movimento', clama Demétrio, 'ou todos ficaremos sem emprego*.

A preocupação expressa pelas vítimas desse missionário cristão [ ou seja, Paulo] é verdadeira. Diariamente, os cidadãos americanos gastam mais de 80 milhões de dólares com o ocultismo. Eles visitam cartomantes, com encantos e amuletos, contratam mágicos para curar doenças ou amaldiçoar inimigos. Ora, toda indústria turística americana está baseada nas pessoas visitando cidades como Éfeso, onde há famosos templos e santuários.

Simplesmente falando, o império não pode dar-se ao luxo de tolerar pessoas como Pauto, que pregam contra a feitiçaria e a idolatria. Toda a nossa economia desmoronará se estes fanáticos forem tolerados.

Alguns podem argumentar que a mensagem de Paulo é verdadeira, e que o poder de seu ‘Espírito Santo' e de 'Jesus' é maior do que o poder dos espíritos dos quais eles dependem. Isso pode ser verdade. Mas, definitivamente, não ousamos nos converter, tornando- nos cristãos. Há muita gente que ganha a vida com o ocultismo. É uma indústria que o império simplesmente precisa apoiar" 



(RICHARD. Lawrence. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro; CPAD, p,275).


SUBSÍDIO DIDÁTICO

Professor, após expor esse primeiro tópico, ressalte ao aluno que, diferentemente do Antigo Testamento, a maioria dos ídolos do século XXI não é feita por mãos humanas, mas se alimenta dos pensamentos e dos desejos das mentes e dos corações de carne. Os ídolos atuais são invisíveis, pois na maioria das vezes não têm corpo e sangue, nem ferro ou madeira. Os ídolos do século XXI alimentam-se das ambições das pessoas, do desejo desenfreado e egoístico de ter mais e mais. Não há como servir ao Senhor, nosso Deus, e, ao mesmo tempo, a "Mamon".


Respostas da Lição 04: Não farás imagens de escultura

É correto afirmar que a idolatria se caracteriza apenas por imagens de esculturas?

Não. A idolatria se caracteriza por tudo aquilo que toma o lugar de Deus no coração da pessoa.

Com a máxima semítica "terceira e quarta geração", o autor bíblico quer se referir ao número exato de vezes que Deus castigará a geração?

Não. O objetivo é contrastar o castigo para "terceira e quarta geração" com o propósito de Deus de abençoar a milhares de gerações.

Por que não podemos ter uma atitude de adoração ou devoção a Maria?

Em primeiro lugar, Maria, apesar de ser a mãe de Jesus, era uma mulher igual às outras, mas achada graciosa pelo Senhor. E ela jamais aceitaria ser cultuada, pois a glória deve ser dada somente a Deus.

Ter objetos decorativos em casa é idolatria?

Não. Não há nada na Bíblia que condene ter objetos decorativos em casa. 

A Bíblia proíbe as artes?

Não. Temos de ter discernimento para não proibirmos o que a Bíblia não proíbe. Temos de distinguir os ídolos dos objetos meramente decorativos e das artes e esculturas artísticas. Deus mesmo inspirou artistas entre os israelitas no deserto (Êx 35.30-35).


14/01/2015

Apenas uma vida piedosa

Há dentro de nós, uma luta constante por superação. A ideia que nunca é o bastante, que não é o suficiente, que podemos fazer mais, melhor e em menos tempo, norteia nosso pensamento sempre. Não bastando a luta interior, nessa cobrança desenfreada por resultados, há também as pressões externas que,somadas àquelas que já são nossas, querem tirar nosso sono, acabar com nossa calma e serenidade, afim de que passemos a nos dedicar aos resultados e não a nós mesmos. Em nosso balanço pessoal de final de ano, sempre lembramos, muitas vezes de forma dramática e melancólica daqueles objetivos que foram traçados, e que não saíram sequer do papel. Lembramo-nos da traição sofrida, do casamento destruído, do filho rebelde, do emprego que não saiu, da promoção que foi só de boca para fora e do diploma que parece ficar cada vez mais distante. Nesse balanço, tentando entender os 365 dias que vivemos e não trouxeram resultados milagrosos, nos esquecemos de coisas simples e que têm muito maior significado, visto que são intangíveis, como por exemplo, a família que permaneceu unida apesar de tudo, a nossa consciência que não nos condena, que não nos culpa, a certeza que apesar de tudo, não precisamos nos vender a um mundo sedento delitos e erros, além da ética e dons bons preceitos que não abandonamos. 

Apesar da pressão,seja interna ou externa, mantivemo-nos fiéis na nossa crença, apesar das condenações e acusações, mantivemos nossas esperanças, não declinamos! Pense,por exemplo, no vigor espiritual que lhe permitiu vivenciar em 2014 uma esperança em Cristo que manteve-se constante no decorrer do ano, ou quem sabe, nasceu em meio a um momento de crise e desespero. Sabe, os tempos apontam cada vez mais para uma perda de identidade, na tentativa de que nosso foco seja apenas e tão somente produzir alguma coisa que a sociedade olhe e diga: “Que maravilha, você é digno de nossa admiração”, colocando você unicamente como sua criação, ou seja, se você produz algo que os outros se sentem beneficiados, então você tem valor, é aceito, é útil. Mas, na realidade, o teu valor habita justamente na tua própria individualidade, o valor contido em ti se baseia no fato de que Cristo habita em ti, e isso é mais que suficiente para tornar-te uma peça preciosa nas mãos do Altíssimo!

09/01/2015

Respira e vamos...

Respira e vamos...

Foi um ano bem animado, isso ninguém pode negar! O Ano após os protestos, foi marcado por grandes eventos: Reeleição de Dilma,algo impensável numa sociedade que valoriza Ética, Moral e mesmo a Democracia, a descoberta do maior esquema de corrupção da História - o Petrolão, inflação no Brasil e a ‘recessão técnica’, maquiagem das contas públicas e o desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal... não faltou assunto! E,claro, o de sempre: vazamento do ENEM, e os escândalos promovidos pela IURD, com a abertura do templo de Salomão e o bispo Macedo com aquela barba enorme, fruto de um voto para concluir seu templo glorioso, fraco desempenho da economia, fraco desempenho na Educação, e índices não animadores como o aumento da pobreza e ampliação de pessoas dependentes do Bolsa Família e correlatos. E questões históricas bem relevantes como a retomada do diálogo entre Estados Unidos e Cuba, a questão do Estado Islâmico, a anexação da Criméia à Rússia e,no fim do ano, o sumiço de mais um avião.

Visão pessimista de 2015?

Sinceramente espero que você não tenha uma visão pessimista deste novo ano! Certamente que não há uma expectativa otimista dos Mercados, ou mesmo da Economia como um todo, para este ano de 2015, não há nenhum motivo que torne este ano um ao com grandes expectativas, não há grandes eventos mundiais como em 2014, não há uma eleição calorosa e acirrada como a que vivemos, com uma vitória apertada do pt, enfim, não há grandes situações que nascerão neste ano novo,mas, há o resultado de um 2014 conturbado. Como ano de transição, 2015 trará os resultados de do ano anterior como o desenrolar dos escândalos de corrupção que ali estouraram, trará uma Dilma fragilizada em sua própria base aliada, e em seu próprio partido, veremos as grandes obras para as Olimpíadas de 2016, com seus superfaturamentos e tudo mais. 

Como o cenário não nos será favorável, o melhor é sem dúvidas, conter gastos, reduzir despesas, priorizar nosso próprio conservadorismo para que estejamos blindados ou menos afetados em um ano tão incerto. Como será 2015? Será aquilo que permitirmos que ele seja, se o colocarmos nas santas mãos de Deus, será o melhor possível para nós. 

07/01/2015

Respostas da Lição 03 - Não terás outros deuses

O que implica para a vida o mandamento "Não terás outros deuses"?
Exclusividade e entrega inteira para Deus. Não permitir que nenhuma outra coisa tome o lugar de Deus no coração.

Que mal a idolatria pode trazer para a vida de uma pessoa?
Um comprometimento com princípios pagãos de vida, que nada têm a ver com a vontade de Deus.

Qual é a importância do maior de todos os mandamentos?
Este mandamento era o fundamento da vida em Israel. Os israelitas deviam anunciar Jeová como o único e verdadeiro Deus em meio a uma cultura politeísta.

Por que a nossa adoração deve ser exclusiva a Deus?
Porque Deus é o fundamento da nossa vida.

"O Senhor nosso Deus é o único Senhor." Que significado este mandamento tem para você?
Procure fazer com que o aluno expresse da maneira mais natural possível o que ele sente ao ouvir essa expressão.




Subsídio II da Lição 03 - Não terás outros deuses

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

"A Religião dos Cananeus

Como mostram os mitos da Ugarite, a religião dos povos cananeus adotava uma forma grosseira e aviltante de ritual politeísta. Estava associada a uma sensual adoração da fertilidade, além de uma particular espécie de orgia e lascívia, tendo se mostrado mais influente que qualquer outra religião natural do Oriente Próximo. A principal divindade reconhecida pelos cananeus tinha o nome de El, a quem creditavam a liderança do panteão. Era uma figura um pouco obscura, adorada como 'pai do homem' e 'pai dos anos'. Uma esteia desenterrada em Ras Shamra mostra-o sentado num trono, com uma mão levantada em sinal de bênção, enquanto o governante de Ugarite lhe oferecia um presente. Sua consorte era Aserate, conselheira dos deuses e conhecida pelos israelitas como Aserá" 


(HARRISON, R. K. Tempos do Antigo Testamento: Um Contexto Social, Político e Cultural, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, p. 162 ).



Subsídio III da Lição 03 - Não terás outros deuses

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

"Nossa maneira de compreender a Deus não deve basear-se em pressuposições a respeito dEle, ou em como gostaríamos que Ele fosse. Pelo contrário: devemos crer no Deus que existe, e que optou por se revelar a nós através das Escrituras. O ser humano tende a criar falsos deuses, nos quais é fácil crer; deuses que se conformam com o modo de viver e com a natureza pecaminosa do homem (Rm 1.21-25). Essa é uma das características das falsas religiões. Alguns cristãos até mesmo caem na armadilha de desconsiderar a autorrevelação divina para desenvolver um conceito de Deus que está mais de acordo com as suas fantasias pessoais do que com a Bíblia, que é a nossa fonte única de pesquisa, que nos permite saber que Deus existe e como Ele é"


 (HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p.125).




Subsídio I da Lição 03 - Não terás outros deuses

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

"Este primeiro mandamento (Tópico I) trata diretamente do cerne da relação pressuposta pelo tratado entre soberano e vassalo. O Senhor, em virtude de eleger e libertar salvadoramente o povo tirando-o de outro senhor (o Egito), ordena aos israelitas a empreender e manter uma atitude de lealdade indivisa a Ele. 'Não terás outros deuses diante de mim' (v.3) é uma afirmação categórica das reivindicações exclusivas do Senhor de domínio e adoração. Violar este mandamento é repudiar a totalidade de relação do concerto, pois se trata nada mais nada menos, de alta traição" 


(ZUCK, Roy (Ed.). Teologia do Antigo Testamento, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.51).



05/01/2015

EBD 2015 - Lição 03: Não terás outros deuses


INTRODUÇÃO 

O primeiro mandamento vai além da proibição à idolatria; é contra o politeísmo, seja em pensamento, seja em palavras. O propósito é levar Israel a amar e a temer a Deus, e a adorar somente a Ele com sinceridade.
Deus libertou os israelitas da escravidão do Egito e por essa razão tem o direito ao senhorio sobre eles, da mesma maneira que Cristo nos redimiu e se tornou Senhor absoluto da nossa vida.

I. A AUTORIDADE DA LEI

1. A fórmula introdutória do Decálogo. Os Dez Mandamentos estão registrados em dois lugares na Bíblia (Êx 20.1-17; Dt 5.6-21). A fórmula introdutória: "Então, falou Deus todas estas palavras, dizendo [...]" (Êx 20.1), é característica única, como disse o rabino e erudito bíblico Benno Jacob: "Nós não temos um segundo exemplo de tal sentença introdutória". Nem mesmo na passagem paralela em Deuteronômio é repetida, mas aparece de maneira reduzida ao mínimo absoluto.

2. As partes do concerto. O prólogo dos Dez Mandamentos identifica as partes do concerto do Sinai: "Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão" (Dt 5.6; Êx 20.2). Estas palavras são a fonte da autoridade divina da lei e o prefácio de todo o Decálogo. É o termo legal de um pacto. De um lado, o próprio Deus, o autor do concerto, e de outro, Israel, o povo a quem Deus escolheu dentre todas as nações (Dt 4-37; 10.15). 0 nome de Israel não aparece aqui, pois não é necessário. Deus se dirige ao seu povo na segunda pessoa do singular porque a responsabilidade de servi-lo é pessoal, é para cada israelita, mas está claro que o texto se refere a Israel-nação.

3. O Senhor do universo. Alguns críticos liberais, com base numa premissa falsa sobre a composição dos diversos códigos do sistema mosaico, querem sustentar a ideia de um Deus tribal ou nacional na presente declaração. São teorias subjetivas que eles procuram submeter a métodos sistemáticos para dar forma acadêmica ao seu pressuposto. Mas o relato da criação em Gênesis e do dilúvio, por exemplo, fala por si só da soberania de Jeová em todo o universo como Senhor do céu e da terra, reduzindo as ideias liberais a cinzas.

4. A libertação do Egito. A segunda cláusula - "que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão" - é uma explicação de como se estabeleceu o concerto. Estava cumprida a promessa de redenção feita a Abraão (Gn 15.13,14). A libertação de Israel do Egito prefigura a nossa redenção, pois éramos prisioneiros do pecado e Cristo nos libertou (Jo 8.32, 36; Cl 1.13,14). É legítimo o senhorio de Deus sobre Israel da mesma maneira que o Senhor Jesus Cristo tem o direito de reinar em nossa vida (Gl 2.20).

II. O PRIMEIRO MANDAMENTO

1. Um código monoteísta. 0 pensamento principal do primeiro mandamento abrange a singularidade e a exclusividade de Deus. Esse mandamento é o fundamento da vida em Israel, a base de toda a lei e de toda a Bíblia. Jeová é o único e verdadeiro Deus e somente Ele deve ser adorado (Mt 4.10). É a primeira vez que um código de lei apresenta a existência de um só Deus: "Não terás outros deuses" (Dt 5.7; Êx 20.3). Os povos da antiguidade eram politeístas, pois adoravam a vários deuses.

2. Idolatria do Egito. Os antigos egípcios empregavam o termo TaNeteru, "terra dos deuses" para o seu país. Havia no Egito uma proliferação de deuses como as tríades Osíris, ísis e Hórus, divindades padroeiras da cidade de Ábidos; Ptah, Sekhmet e Nefertum, de Mênfis; Amon- Rá, Mut e Khonsu, de Tebas. Os israelitas viviam em meio a essa cultura pagã.

3. Como Israel preservou o mono- teísmo de Abraão? Os egípcios abominavam os pastores de ovelhas, principal atividade dos filhos de Israel. Por essa razão os hebreus foram viver em Gósen, separados da idolatria (Gn 46.34). Agora, o próprio Deus comunicava por meio de Moisés sua singularidade e exclusividade. Era a revelação da doutrina monoteísta. 

III. EXEGESE DO PRIMEIRO MANDAMENTO

1. Outros deuses. As palavras hebraicas aherim e elohim, "outros deuses", referem-se aos falsos deuses. O substantivo elohim se aplica tanto ao Deus verdadeiro como aos deuses das nações. No primeiro caso, é usado para expressar o conceito universal da deidade, como encontramos no capítulo inteiro de Gênesis 1, pois expressa a plenitude das excelências divinas.

2.O ponto de discussão. A expressão "diante de mim" (Dt 5.7b), em hebraico, al-panay, é termo de significado amplo: "além de mim, acima de mim, ao meu lado, oposto a mim, etc." Essa variedade de sentido pode levar alguém a pensar que o primeiro mandamento não proíbe o culto dos deuses, mas a adoração aos deuses diante de Deus. Há quem defenda tal interpretação, mas é engano, pois o propósito de al-panay aqui é mostrar que só Jeová é Deus. Não existe nenhum deus além do Deus de Israel (Is 45.6,14,21; Jo 17.3; 1 Co 8.6). Os deuses só existem na mente dos gentios (1 Co 8.5) e não sãos reais (Gl 4.8). Os ídolos que os pagãos adoram são os próprios demônios (1 Co 10.19-21).

3. O politeísmo. É a prática de adoração a mais de uma divindade. Esta era a prática dos cananeus e de todos os povos da antiguidade, e continua ainda hoje em muitas culturas. 0 termo vem da língua grega, reunindo polys, "muito", e theos, "deus". Isso significa que o politeísta serve e adora a vários deuses, e não o simples fato de reconhecer a existência deles. Trata-se de um sistema oposto ao monoteísmo (monos, "único"), a crença em um só Deus, revelado nas Escrituras Sagradas (Dt6.4).

IV. O MONOTEÍSMO

1. Os mandamentos, os estatutos e os juízos. Essas palavras denotam toda a lei do concerto (Dt 6.1, 2). A pedido do próprio povo, Moisés passa a relatar, a partir daqui, as palavras que Deus lhe disse no monte (Dt 5.27-31). A ordem aqui tem por objetivo estreitar a relação de Deus com os filhos de Israel quando entrarem na Terra Prometida. O povo precisava ser instruído para viver em obediência e no temor de Jeová, e assim possuir a terra dos cananeus por herança (Dt 4.1).

2. O maior de todos os mandamentos. Note que a frase "o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR" (Dt 6.4) é citada por Jesus Cristo como parte do primeiro e grande mandamento da lei (Mc 12.29,30). Essa é a confissão de fé do judaísmo e, ainda hoje, os judeus religiosos recitam-na três vezes ao dia.

3. A Trindade na unidade. A palavra hebraica usada aqui indica uma unidade composta, por isso o monoteísmo judaico-cristão não contradiz a doutrina da Trindade. A mesma palavra é usada para afirmar que marido e mulher são "uma só carne" (Gn 2.24). A expressão "o único SENHOR" se traduz também por "o SENHOR é um" (Zc 14-9). A Bíblia Hebraica, tradução judaica do Antigo Testamento para o português, traduz o termo como "o Eterno é um só". Além disso, vemos a Trindade indiretamente em todo o Antigo Testamento. O Novo Testamento tornou explícito o que dantes estava implícito com a manifestação do Filho de Deus.

CONCLUSÃO

Aprendemos na presente lição que Deus revela a si mesmo no seu grande nome e que a nossa adoração deve ser exclusiva, pois Ele é singular. O Espírito Santo mostra que o primeiro mandamento é muito mais que uma simples apologia ao monoteísmo, mas diz essencialmente o que Jesus nos ensinou: ninguém pode servir a dois senhores (Mt 6.24).


O que você prometeu para 2015?

É comum no início de um novo ano, fazer promessas, imaginar a vida ideal, com a concretização daqueles sonhos e projetos que adiamos há tempos. Na ilusão de um poder místico na virada do ano, muitos acreditam que suas vidas tomarão outros rumos simplesmente porque, de alguma forma, o simbolismo da virada de ano os conforta dizendo que na renovação, há esperança de mudança, o que,de fato, é correto,mas, não podemos esquecer que nós não seremos afetados por este suposto poder místico contido na virada de ano! Essa passagem de um ano para o outro apenas demonstra o fim de um ciclo numérico de tempo, no qual estamos inseridos e somos afetados pelo tempo,mas, não há nenhum poder de mudança em nós dessa passagem. A opção de dar um significado diferente ao ano que virá é totalmente nossa, o poder de mudar-nos para viver uma diferença em nossas vidas no ano vindouro está em nós mesmos, e pode ser usado,para a mudança de nossos comportamentos, agora mesmo se assim quisermos. 

Há uma ilusão generalizada de que o simples fato de estarmos prestes a iniciar um novo ano, isso já é um prenúncio de que aquilo que tanto adiamos, aquilo que não demos o menor  valor no ano, será o nosso foco no próximo. Depositamos nossa expectativa no ano que nem mesmo nasceu, sonhando em nossa vida perfeita. Mas, em se tratando da nossa vida, nenhuma mudança substancial se dará se nós não tivermos voluntariedade em mudanças em nós, para viver aquilo que não vivemos anteriormente! Os resultados somente virão, à medida que nós mudarmos nossa vida. E este é um conceito simples de ser compreendido, uma vez que se trata justamente de estabelecer aquilo que queremos, definindo o método para alcançar aquela meta, aquele objetivo, dessa forma, não adiantaria,por exemplo, querer emagrecer e ao mesmo tempo não mudar hábitos alimentares, não adianta dizer que vai parar de fumar e continuar comprando cigarros. Resultados somente são alcançados à medida que precedidos de métodos, caminhos, respeitando uma disciplina para que sejam alcançados e isso não quer dizer necessariamente que é um caminho de sofrimento e dor,mas, como dissemos, mudar a conduta, mudar o pensamento, sujeitando nossa razão, nossa mente, para o alcance de resultados mais excelentes, é impossível que não alcancemos nossos objetivos. Mas, alguém pode perguntar: Como fazemos isto? 

Tornar nossa mente capaz de alcançar nossos objetivos obviamente não é fácil, treiná-la de forma a ser uma aliada poderosa na resolução de problemas, situações e,no caso que estamos tratando, gerar resultados, deve ser algo contínuo. Um exemplo simples é quando você se converte, torna-se crente e começa a acreditar (com razão) que há em você um poder sobrenatural capaz de aniquilar a força maligna, começa a acreditar que não há impossíveis e que vencerá tudo e todos para viver a fé. Você já parou para analisar de forma a sua mente se tornou tão poderosa, resistindo a opiniões, a situações e a fatos que diziam o contrário? De fato, muitos de nós nunca percebemos isso, mas é fácil perceber nossa conduta fraca diante de sentenças, diante de diagnósticos e outras situações, antes de nos convertermos, éramos mais frágeis diante disso! Nossa mente não era blindada com a crença de que não haveriam impossíveis, que sentenças humanas podem ser quebradas! Mas, voltando, adquirimos essa crença quando nos alimentamos das verdades bíblicas que nos asseguravam que a última palavra provém do Trono de Deus! E, é dessa forma, que a nossa mente será capaz de alcançar objetivos não atingidos até agora. Quando implantamos na nossa mente as verdades bíblicas que nos asseguram resultados, que proclamam que Deus é soberano diante de todas as situações, que a última Palavra é Dele, então estamos aptos a alcançar qualquer objetivo, por mais difícil, ou impossível que pareça! 

Subsídio II da Lição 02 - O padrão da Lei moral

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

"O Espírito Santo e a Nova Aliança

A antiga aliança caracterizava-se pela revelação da vontade de Deus, resumida na lei mosaica, uma revelação que, com frequência, falhavam em observar (Jr 31-32). [...] Paulo considera que a nova aliança, pela qual os profetas do Antigo Testamento aguardavam (por exemplo, Is 59-20,21; Jr 31-31-34; 32.37-40; Ez 16.60-63; 37.21-28), foi iniciada por Cristo e levada adiante pelo Espírito {Rm 8.3,4; 2 Co 3.4- 18). Por isso, ele conclui que antiga aliança e as estipulações associadas à lei mosaica foram substituídas pelo ministério de Cristo e do Espírito (Rm 10.4; Gl 3.25).

Todavia, isso não quer dizer que os mandamentos ou estipulações não estão mais associados à nova aliança. Ao contrário, as epístolas de Paulo são cheias de ordens e exortações para as igrejas. A diferença relevante é que no tempo da nova aliança, a capacidade de viver à luz dessa revelação da vontade de Deus se torna possível por meio do ministério do Espírito.

isso não quer dizer que a visão de Paulo em relação à fraqueza humana mudou. Com exceção do Espírito, as pessoas ainda são impotentes quando se defrontam com a realização da vontade de Deus. A natureza humana não mudou com o fim de uma era e a chegada de outra. A obra de Cristo e o vasto e amplo envolvimento do Espírito Santo na experiência da salvação são singulares à nova aliança (Rm 8.3,4)" 



(ZUCK, Roy (Ed.). Teologia do Novo Testamento, l.ed. Rio de Janeiro; CPAD, 2008, pp.284-85).



Subsídio I da Lição 02 - O padrão da Lei moral

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

"[...] A função formal e teológica do Decálogo fica clara quando a vemos no contexto do ato redentor do êxodo e dos propósitos eletivos de Deus para Israel como povo vassalo, conduzido na comunhão do concerto com Ele, a fim de servir como reino de sacerdotes. Ã promessa abraâmica assegurou que o patriarca seria abençoado com semente inumerável, que essa semente herdaria uma terra que forneceria uma base geográfica, da qual a nação eleita tornar-se-ia o meio pelo qual Deus abençoaria o mundo. O êxodo livrara essa nação da escravidão para outro senhor, a fim de começar a desempenhar suas responsabilidades sob as orientações do Senhor Jeová. O texto do concerto, e particularmente os Dez Mandamentos, fornece as diretrizes segundo as quais este povo privilegiado tinha de ordenar-se para que realmente fosse uma nação santa capaz de exibir o Reino de Deus e mediar os benefícios e promessas salvífkas para o mundo em geral da humanidade alienada" 


(ZUCK, Roy (Ed.). Teologia do Antigo Testamento, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp.54-55).


Respostas da lição 02 - O padrão da Lei moral

É correto afirmar que eles foram abolidos como lei?
O Decálogo é a Lei de Deus, assim como todo o Pentateuco. É chamado de Lei de Deus porque veio do próprio Senhor. Jesus Cristo cumpriu toda a Lei, e hoje ela está gravada, não em pedras, mas no coração daqueles que foram alcançados pela graça de Deus (2 Co 3.7,11).

Devemos guardar os Dez Mandamentos como os judeus guardam?
Os crentes não devem guardar os mandamentos como se houvesse apenas esses. Mas devem guardar no coração o novo mandamento de Cristo: a Lei de Cristo, o amor operado pelo Espírito Santo na vida cristã (1 Jo 3.23,24). Assim cumpriremos todos os mandamentos.

Se Jesus cumpriu toda a Lei, devemos observar os Dez Mandamentos?
Quando perguntaram a Jesus o que se deveria fazer para executar a obra de Deus, Ele não disse que deveríamos guardar o sábado ou os Dez Mandamentos, mas exercer a fé nEle (Jo 6.28,29). Isto é, observando a lei de Cristo, o amor operado pelo Espírito.

O que é preciso fazer para executar as obras de Deus?
Exercer a fé em Cristo e cumprir a lei do amor (Rm 13.10; Gl 5.14).

A salvação se conquista por méritos humanos?
Não. É pela graça de Deus, por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor (Ef 2.8-10).



04/01/2015

EBD 2015 - Lição 02: O padrão da Lei moral


INTRODUÇÃO

Desde o princípio do mundo todos sabem que é imoral matar, adulterar, furtar, dizer falso testemunho, desonrar pai e mãe, pois Deus colocou a sua lei no coração e na mente de todos os seres humanos desde o início (Rm 1.19,20). Eram princípios éticos, e não um código de lei. As dez proposições agora foram colocadas em forma de lei, como código, e entregues a Israel por intermédio de Moisés.

I. AS TÁBUAS DA LEI

1. Formato. Era um jogo de duas tábuas com quatro faces. Não é possível saber qual era seu tamanho. A arca do concerto media um metro e dez centímetros de comprimento por 66 cm de largura e 66 cm de altura (Êx 25.10, NTLH). Cada uma dessas tábuas não devia passar de 75 cm x 55 cm x 55 cm, considerando que elas foram colocadas na arca juntamente com a vara de Arão, que floresceu, e um vaso com o maná (Hb 9.4). Contém 172 palavras. Um homem podia transportá-las tranquilamente.

2. A divisão das tábuas. Em nenhum lugar a Bíblia diz quantos e quais eram os mandamentos em cada uma dessas tábuas. Escritores antigos, judeus e cristãos, como o pensador judeu Fílon de Alexandria (30 a.C. - 50
d.C.), o historiador judeu Flávio Josefo (37 - 100) e um dos pais da igreja, Irineu de Lião (125-202), dentre outros, diziam haver cinco mandamentos em cada tábua. Segundo Calvino, eram quatro e seis, e não cinco e cinco. Esta nova interpretação tem encontrado eco nos tempos modernos.

3. A rebelião. Ao fim de quarenta dias, Moisés desce do monte com as tábuas da lei (Dt 9.11). Nessa ocasião Israel havia se corrompido com o bezerro de ouro* (Êx 32.7-9). Ainda muito cedo na história, vemos como a natureza humana é inclinada ao pecado. Onde está o compromisso do povo quando declarou na cerimônia do concerto: “Tudo o que o SENHOR tem falado faremos e obedeceremos" (Êx 24.7)?

4. Deus renova o concerto. A revelação do Sinai prosseguiu após ser interrompida por causa da rebelião do bezerro de ouro. Nessa ocasião, as tábuas do concerto foram quebradas (Êx 32.15-19). Mas Deus perdoou o povo, e o concerto foi renovado (Êx 34.10,27). Deus mandou Moisés lavrar novas tábuas, nas quais escreveu novamente as mesmas palavras (Êx 34.1; Dt 10.1). Parece que isso foi resultado da intercessão de Moisés pelo povo (Êx 32.31-33).

II. OS DEZ MANDAMENTOS

1. Origem do termo. A expressão "dez mandamentos", em hebraico asseret hadevarim, significa literalmente "as dez palavras" e só aparece três vezes na Bíblia (Êx 34.28; Dt 4.13; 10.4). A Septuaginta traduziu por dekalogos, "decálogo", a partir de dois termos gregos: deka, "dez", e logos, "palavra". O sentido de "palavra" nesses idiomas é amplo e indica "discurso, pronunciamento, proposição". 0 termo hebraico específico para "mandamento" é mitsvah, usado também em referência aos Dez Mandamentos (Êx 24.12). A Septuaginta utiliza o termo entolé, a mesma palavra usada no Novo Testamento (Mt 19.17-19).

2. Classificação. As autoridades religiosas de Israel sempre classificaram os Dez Mandamentos em dois grupos: teológico e ético; vertical e horizontal; relação do ser humano com Deus e com o próximo. Os primeiros mandamentos são teológicos e se resumem no primeiro e grande mandamento (Dt 6.5; Mt 22.37,38; Mc 12.30; Lc 10.27). Os da segunda tábua são éticos, e consistem em amar o próximo como a si mesmo (Lv 19.18; Mt 22.39; Mc 12.31).

3. Forma. A forma dos Dez Mandamentos é geralmente chamada de categórica ou absoluta. É uma das formas de lei que apresenta um estilo sóbrio e de estrutura rítmica, assonante, paralela e poética. Isso facilita a memorização e é apropriado para a leitura litúrgica e em grandes eventos religiosos (Dt 31.11). As proibições são sem concessão; não admitem exceção. Aqui temos oito proibições absolutas com a negação hebraica, lo, "não", forma incondicional, em tempo verbal que nas línguas ocidentais é chamado de "futuro". Os outros dois mandamentos dados a Israel são positivos: guardar o sábado e honrar pai e mãe (Êx 20.8-12; Dt 5.12-16). 

III. A QUESTÃO DOS PRECEITOS DA LEI

1. Uma só lei. Há uma corrente de interpretação que ensina ser o Decálogo a lei moral, enquanto a parte da legislação mosaica que trata das cerimônias de sacrifícios e festas religiosas, entre outras, é chamada de lei cerimonial. Esse pensamento nos parece inconsistente, pois não é ensino bíblico nem os judeus jamais dividiram sua lei em moral e cerimonial. Ao longo da história, eles observaram o sábado e a circuncisão com o mesmo cuidado. Jesus disse que a circuncisão está acima do sábado (Jo 7.22,23).

2. A lei do Senhor e a lei de Moisés. 0 que de fato existem são preceitos morais, cerimoniais e civis, mas a lei é uma só. É chamada de lei do Senhor porque veio de Deus, e de lei de Moisés porque foi ele o mediador entre Deus e Israel (Ne 10.29). Ambos os termos aparecem alternadamente na Bíblia (Ne 8.1,2,8,18; Lc 2.22,23). A cerimônia dos holocaustos, a circuncisão e o preceito sobre o cuidado dos bois são igualmente reconhecidos como lei de Moisés (2 Cr 23.18; 30.16; At 15.5; 1 Co 9-9).

3. A lei de Deus. A lei de Deus é todo o Pentateuco; trata-se de um livro, e não meramente das palavras escritas em tábuas de pedra (Js 24.26; Ne 8.8,18). Isso precisa ficar muito claro porque certos grupos sectários argumentam: "Você guarda a lei de Deus?". Isso por causa do sábado, e transmite a falsa ideia de que a lei de Deus se restringe aos Dez Mandamentos. Se eles guardam a lei de Deus, precisam observar os seus 613 preceitos; do contrário, estão sob a maldição (Gl 3.10).

IV. A LEI A GRAÇA

1. A transitoriedade da lei. 0 Senhor Jesus cumpriu toda a lei, os preceitos morais, cerimoniais e civis (Mt 5.17,18). 0 apóstolo Paulo é muito claro quando fala que "o ministério da morte, gravado com letras em pedras [...] era transitório" (2 Co 3.7,11). No entanto, a verdade moral contida no sistema mosaico, como disse o teólogo Chafer, "foi restaurada sob a graça, mas adaptada à graça, e não à lei". Isso diz respeito a sua função e não compromete a sua autoridade como revelação de Deus e parte das Escrituras divinamente inspiradas (2 Tm 3.16,17).

2. A graça. O Senhor Jesus e o apóstolo Paulo citaram Levítico 18.5 como meio hipotético de salvação pela observância da lei (Mt 19-17; Gl 3.11). Mas ninguém jamais conseguiu cumprir toda a lei, exceto Jesus. O mais excelente dos rabis de Israel só conseguiu cumprir 230 pontos dos 613 preceitos da lei. A lei diz "faça e viva", no entanto, a graça diz "viva e faça". Por esta razão os cristãos estão debaixo da graça, e não da lei (Rm 6.14; Gl 3.23-25). A lei não tem domínio sobre nós (Rm 7.1-4).

3. Os mandamentos de Cristo. Perguntaram a Jesus o que se deve fazer para executar as obras de Deus. A resposta não foi guardar o sábado, nem a lei e nem os Dez Mandamentos, mas exercer fé em Jesus (Jo 6.28,29). Essa doutrina é ratificada mais adiante (1 Jo 3.23,24). Jesus falou diversas vezes sobre o novo mandamento, a lei de Cristo, o amor operado pelo Espírito Santo na vida cristã (Jo 13.34; 14.15, 21; 15.10). O Senhor Jesus não incluiu o sistema mosaico na Grande Comissão. Ele disse para "guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado" (Mt 28.20). O mandamento de Cristo é a fé nEle, é a lei do amor (Rm 13.10; Gl 5.14) e não a letra da lei. Quem ama a Cristo tem a lei do Espírito em seu coração.

CONCLUSÃO 

A tendência humana é se esforçar para merecer a salvação, por isso ainda há aqueles que se ofendem com a mensagem de que a salvação é pela fé em Jesus, sem as obras da lei (Gl 2.16). O que tais pessoas querem é fazer do cristianismo um remendo de pano novo em veste velha (Mt 9.16; Mc 2.21).

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