29/08/2013

EBD 2013: Lição 9: Confrontando os Inimigos da Cruz de Cristo

Das advertências de Paulo à igreja em Filipos, a exortação para que permanecessem firmes na fé e mantivessem a alegria que a nova vida em Cristo proporciona, é uma das mais importantes. O apóstolo assim os estimula, por estar ciente dos falsos cristãos que haviam se infiltrado no seio da igreja. Tais eram, de fato, inimigos da cruz de Cristo.

I. EXORTAÇÃO À FIRMEZA EM CRISTO (3.17)

1. Imitando o exemplo de Paulo (v.17a).
Quando Paulo pediu aos filipenses para que o imitassem, não estava sendo presunçoso. Precisamos compreender a atitude do apóstolo não como falta de modéstia, ou falsa humildade, mas imbuída de uma coragem espiritual e moral de colocar-se, em Cristo, como referência de vida e fé para aquela igreja (1Co 4.16,17; 11.1; Ef 5.1). Paulo mostrou que a verdadeira humildade acata serenamente a responsabilidade de vivermos uma vida digna de ser imitada. Que saibamos refletir sobre isso num tempo em que estamos carentes de referências ministeriais.

2. O exemplo de outros obreiros fiéis (v.17b).
O texto da ARA tem uma tradução melhor dessa passagem: “observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós”. Paulo estava reconhecendo o valor da influência testemunhal de outros cristãos, entre os quais Timóteo e Epafrodito, que eram referências para as suas comunidades. O apóstolo chama a atenção dos cristãos filipenses para observarem os fiéis e aprenderem uns com os outros objetivando a não se desviarem da fé.

3. Tendo outro estilo de vida.
Muitas vezes somos forçados a acreditar que somente os obreiros devem ter um estilo de vida separado exclusivamente a Deus. Essa dualidade entre “clero” e “leigos” remonta à velha prática eclesiástica estabelecida pela Igreja Romana, na Idade Média, onde uma elite (o clero) governa a igreja e esta (os leigos) se torna refém daquela. É urgente resgatar o ideal da Reforma Protestante, ou seja, a “doutrina do sacerdócio de todos os crentes”, ou “Sacerdócio Universal”, reivindicada em 1 Pedro 2.9. Todos nós, obreiros ou não, temos o livre acesso ao trono da Graça de Deus por Cristo Jesus. Não tentemos costurar o véu que Deus rasgou!


II. OS INIMIGOS DA CRUZ DE CRISTO (3.18,19)

1. Os inimigos da cruz (v.18).
Depois de identificar os inimigos da cruz de Cristo, Paulo mostra que o ministério pastoral é regado com muitas lágrimas. A maior luta do apóstolo era com as heresias dos falsos cristãos judeus. Paulo chama os judaizantes de “inimigos da cruz de Cristo”. O apóstolo conclamou a igreja a resistir tais inimigos, mesmo que com lágrimas, pois eles tinham como objetivo principal minar a sua autoridade pastoral. O apóstolo já havia enfrentado inimigos semelhantes em Corinto (1Co 6.12). Agora, em Filipos, havia outro grupo que adotava a doutrina gnóstica. Este grupo de falsos crentes (3.18,19) afirmava erroneamente que a matéria é ruim. Logo, não há nenhum problema em pecar através da “carne”, pois toda e qualquer coisa que fizermos com o corpo, e através dele, não afetará a nossa alma. Essa ideia herética e diabólica é energicamente refutada pela Palavra de Deus (1Ts 5.23).

2. “O deus deles é o ventre” (3.19).
O termo “ventre” aqui é figurado e representa os “apetites” carnais e sensuais. Os inimigos da cruz viviam para satisfazer os prazeres da carne — glutonaria, bebedice, imoralidade sexual, etc. — satisfazendo todos os desejos lascivos, pois acreditavam que tais atitudes “meramente carnais” não afetariam a alma nem o espírito. Porém, o ensino de Paulo aos gálatas derruba por terra esse equivocado pensamento (Gl 5.16,17).

3. “A glória deles” (3.19).
Paulo sabia que aqueles falsos crentes não tinham qualquer escrúpulo nem vergonha. Entregavam-se às degradações morais sem o menor pudor e, mesmo assim, queriam estar na igreja como se nada tivessem feito de errado. O apóstolo os trata como inimigos da cruz de Cristo, porque as atitudes deles invalidavam a obra expiatória do Senhor. A declaração paulina é enfática acerca daqueles que negam a eficácia da cruz de Cristo: a perdição eterna.

O castigo dos ímpios será inevitável e eterno (Ap 21.8; Mt 25.46). Um dia, eles ressuscitarão para se apresentarem diante do Grande Trono Branco, no Juízo Final, e serão julgados e lançados na Geena (o lago de fogo), que é o estado final dos ímpios e dos demônios (Ap 20.11-15).

III. O FUTURO GLORIOSO DOS QUE AMAM A CRUZ DE CRISTO (3.20,21)

1. “Mas a nossa cidade está nos céus” (Fp 3.20).
Os inimigos da cruz de Cristo eram os crentes que viviam para as coisas terrenas. Paulo, então, lembra aos irmãos de Filipos que “a nossa cidade está nos céus”. Quando o apóstolo escreveu tais palavras, ele tomou como exemplo a cidade de Filipos. Segundo a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, “Filipos estava localizada na principal rota de transportes da Macedônia, uma extensão da Via Ápia, que unia a parte oriental do império à Itália”.

O apóstolo faz questão de mostrar que aquilo que Cristo tem preparado para os crentes é algo muito superior a Filipos (v.20). O apóstolo mostra que o cidadão romano honrava a César, porém os crentes de Filipos deveriam honrar muito mais a Jesus Cristo, o Rei da pátria celestial. Em breve o Senhor virá sobre as nuvens do céu com poder e glória, para arrebatar a sua igreja levando-a para a cidade celeste, a Nova Jerusalém (Mt 24.31; At 1.9-11).

2. “Que transformará o nosso corpo abatido” (Fp 3.21).
O estado atual do nosso corpo é de fraqueza, pois ainda estamos sujeitos às enfermidades e à morte. Mas um dia receberemos um corpo glorificado e incorruptível. Os gnósticos ensinavam que o mal era inerente ao corpo. Por isso, diziam que só se deve servir a Deus com o espírito. Eles afirmavam ainda que de nada aproveita cuidar do corpo, pois este se perderá. Erroneamente, acrescentavam que o interesse de Cristo é salvar apenas o espírito.

A Palavra de Deus refuta tal doutrina. Ainda que venhamos a sucumbir à morte, seremos um dia transformados e teremos um corpo glorioso semelhante ao de Cristo glorificado (Fp 3.21; 1Ts 5.23; 1Co 15.42-54).

3. Vivendo em esperança.
Vivemos tempos trabalhosos e difíceis (2Tm 3.1-9). Quantas falsas doutrinas querem adentrar nossas igrejas. Infelizmente, não são poucos os que naufragam na fé. Nós, contudo, à semelhança de Paulo, nutrimos uma gloriosa esperança (Rm 8.18). Haja o que houver, aconteça o que acontecer, o nosso coração estará seguro em Deus e em sua promessa (Ap 7.17; 21.4).

 CONCLUSÃO
Precisamos estar atentos, pois muitos são os inimigos da cruz de Cristo. Eles procuram introduzir, sorrateiramente, doutrinas contrárias e perniciosas à fé cristã. Muitos são os ardis do adversário para enganar os crentes e macular a Igreja do Senhor. Por isso, precisamos vigiar, orar e perseverar no “ensino dos apóstolos” até a vinda de Jesus. Eis a promessa que gera a gloriosa esperança em nosso coração.

Subsídio Teológico - Lição 09: Confrontando os Inimigos da Cruz de Cristo

“Cidadania e unidade celestial”

A visão cósmica e apocalíptica de Paulo da realidade é enfatizada pelo conceito de cidadania celestial do crente (3.20). Em Filipenses 1, esse conceito vem à tona no verbo politeuesthe (‘viver como cidadão’). Seu cognato, politeuma (‘nação; comunidade’), aparece no capítulo 3 de Filipenses. O termo sugere relação com polis (‘Cidade-estado’), isto é, a nova comunidade de Cristo, cuja origem é o céu. Por isso, Paulo escreve: ‘Nossa nação [cidadania] está no céu’ (3.20). Paulo afirma que esta cidadania existe hoje; não é apenas uma esperança futura. O termo, como tal, expressa uma orientação e uma identidade fundamentais dos crentes.

[...] Filipenses 1.27-30 apresenta o ponto de que a vida do crente deve ser digna dessa origem; ela deve ser digna de sua relação com o evangelho de Cristo. Isso quer dizer que se deve perseguir a união, enquanto a comunidade permanece unida ‘num mesmo espírito’ (v.27) no evangelho. Na verdade não é mais necessário temer os oponentes, embora o chamado para essa nova comunidade seja para crer e para sofrer. Os filipenses, ao se entregar a esse chamado, compartilhariam a mesma luta (agõna) que Paulo empreende, e, por essa razão, eles teriam comunhão com ele e demonstrariam sua união com ele e com Cristo em humilde serviço (1.29 — 2.11)” 


(ZUCK, R. B. (Ed.) Teologia do Novo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2008. p.362).

Respostas da Lição 09: Confrontando os Inimigos da Cruz de Cristo

1. O que Paulo pretendia ao pedir que os filipenses o imitassem?
R. Paulo pretendia mostrar que a verdadeira humildade acata serenamente a responsabilidade de vivermos uma vida digna de ser imitada.

2. O que a dualidade entre “clero” e “leigos” remonta?
R. Remonta à velha prática eclesiástica estabelecida pela Igreja Romana, na Idade Média, onde uma elite (o clero) governa a igreja e esta (os leigos) se torna refém daquela.


3. O que significa o termo “ventre” empregado por Paulo?
R. O termo “ventre” tem um sentido figurado e representa os “apetites” carnais e sensuais.

4. A exemplo dos cidadãos romanos que honravam a César, quem os filipenses deveriam honrar?
R. Os crentes de Filipos deveriam honrar muito mais a Jesus Cristo, o Rei da pátria celestial.

5. O teu coração está seguro em Deus? Há esperança em você?
R. Resposta pessoal.

19/08/2013

Qual tem sido o motivo da nossa gratidão?

Certamente que Deus tem nos proporcionado muitos benefícios e situações de bênçãos. Independente da questão de merecer a bênção de Deus, o que sabemos que é algo impossível se tornar merecedor de alguma coisa do Eterno, todos nós temos motivos para ter gratidão ao Senhor. Seja pelo emprego, família, saúde, finanças, enfim, temos provado inúmeras evidências do agir de Deus em nosso ser, ainda que o restante do mundo, e até da igreja, não veja a bênção do Pai em nós, o importante é que nós sentimos e sabemos que a potente mão de Deus está sobre nós provendo milagres em nós. 

Talvez ninguém entenda o motivo do teu louvor, às vezes, quando você louva e adora, muitos são aqueles que se perguntam o por quê da tua adoração, não compreendem que Deus é o teu provedor e aquele que traz a ti o que somente você necessita, Ele sabe a origem do teu pranto e é por causa dele que a tua fé ainda se mantém contigo. 

Ainda que o teu maior sonho não tenha sido consumado, olhe à sua volta e perceba que o Pai tem te cercado de inúmeras outras bênçãos, de inúmeros outros milagres, de uma provisão sobrenatural. Olhe em volta e perceba motivos de ser grato ao teu Deus!

17/08/2013

Acabou a farsa: jesus cristo homem morre de cirrose

O homem que se intitulava 'jesus cristo homem', seguido por milhares de fiéis pelo mundo, morreu esta semana. José Luis de Jesús Miranda, que afirmava ser a reencarnação de Cristo, sempre rodeado de inúmeros seguranças e adornado de muitas jóias, e ensinava em sua igreja questões relacionadas a profecias apocalípticas, sempre relacionando-as com uma suposta relação com sua 'divindade celestial'. 

José  Luis não somente profetizava,mas, também, chegou a fixar datas para aquilo que acreditava ser o fim do mundo.{Leia aqui}
  • Em 2012, afirmou que as 'religiões falsas' seriam destruídas enquanto ele seria transformado e seus seguidores seriam glorificados.


E, após profetizar sua 'transformação', que lhe deixaria imortal, que não ocorreu, o líder da seita morreu devido a complicações com uma cirrose hepática que vinha sofrendo a muitos anos adquirida pelo consumo excessivo de álcool ao longo da vida.[1]

Apesar do ocorrido, nada é mencionado pelos bispos e membros, nem mesmo no site, encontramos alguma nota oficial da seita criada pelo falso profeta e falso Cristo. 

Com isso, mais uma heresia cai por terra, mas, cuidado, pois muitos ainda estão atuando em nome de Deus e se apresentando como deus...



Créditos:: 
Imagem:: telegraciabrasil.com

16/08/2013

Subsídio da aula 07 da Escola Dominical

Subsídio Sócio-Cultural

A Alegria em Filipenses

Todos querem ser felizes. Isto era tão verdadeiro no século I quanto hoje. E, nesta área, várias filosofias ofereciam sistemas éticos que prometiam guiar os estudantes a uma vida completa e feliz. Estes sistemas eram sofisticados demais para confundir £sentir-se feliz’ com felicidade. E assim os filósofos começaram a redefinir o termo, porque embora não pudessem ajudar ninguém a se sentir feliz, era certamente possível convencê-los de que seu estado era feliz, não importa como pudessem se sentir!

Os filósofos consideravam a alegria {chara) uma subdivisão do prazer (hedone). Como uma emoção, chara era vista com desconfiança pelos estóicos, que sob a pressão da opinião comum posteriormente a classificaram como ‘um bom humor’ da alma. [...]

O que é admirável no uso do NT deste conceito, seja na forma de substantivo (chara) ou verbo (chairo), é que ela retém uma força secular básica. Contudo, a forma como se experimenta este estado de espírito forte, positivo, confiante e exaltado está diretamente ligada a um outro paradoxo da fé. Mesmo sabendo que o caminho para a exaltação é a humilhação voluntária, ilustrada em Filipenses 2.6-11, a alegria do cristão é frequentemente experimentada em circunstâncias que ninguém consideraria feliz! 

(RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.441).

Respostas da Lição 07: A atualidade dos conselhos paulinos

1. Quem produz a verdadeira alegria em nossos corações?
R: O Espírito Santo.

R: Os judaizantes.

3. O que os judaizantes acreditavam e ensinavam aos cristãos gentios?
R: Eles acreditavam e ensinavam que os gentios deviam obedecer a todas as leis judaicas, um fardo legalista que nem mesmo os próprios judeus suportavam (Gl 2.14).

4. De acordo com a lição o que era a circuncisão no Antigo Testamento?
R: A circuncisão era um rito religioso com caráter moral e espiritual, consistindo em um sinal físico de que a pessoa pertencia ao povo com o qual Deus fez um pacto. Era também um sinal de obediência a Deus (Gn 1 7.1 I; At 7.8).

5. Defina a verdadeira circuncisão para o cristão.
R: A circuncisão do cristão é espiritual e interior, operada pelo Espírito Santo, no coração, mediante a fé em Jesus Cristo (Rm 4.9-1 1).

07/08/2013

EBD Lição 06: A fidelidade dos obreiros do Senhor

Chegamos a sexta lição da Escola Dominical e vemos agora o Apóstolo Paulo preocupado com a comunhão e unidade da Igreja de Filipos. Naquele momento, Paulo está preso e,por conta disso, impossibilitado de visitar a Igreja que fundara em sua segunda viagem missionária (At. 16.9-40). Diante disso, o Apóstolo então decide enviar dois de seus obreiros fiéis, Timóteo e Epafrodito, para cuidar daquela Igreja até que ele mesmo possa ir (2.19-30).

I-A PREOCUPAÇÃO DE PAULO COM A IGREJA

Podemos destacar o apostolado de Paulo, demonstrados em Filipenses, de forma tríplice: Liderança comprometida com o pastorado; Mentor de novos obreiros e como um Líder que amava a Igreja. Sabendo da sedução em novas teologias e ensinos opostos aos apostólicos, Paulo deixa clara sua preocupação quanto aos que querem 'devorar as ovelhas' (At.20.29), ou seja, pessoas,com intenções que não se pautam no Evangelho que usariam a Igreja para seus próprios deleites.
Paulo apresenta à Igreja dois obreiros para auxiliar os filipenses. Primeiramente Timóteo é enviado à Igreja de Filipos, como aquele capacitado a atender as necessidades daquela igreja e,logo em seguida, o apóstolo destaca outro obreiro,dessa vez de dentro daquela congregação, Epafrodito, para manter a pureza do Evangelho dentro da Igreja.Os dois obreiros são citados por Paulo como possuindo integridade contra a avareza e os falsos obreiros (v.21).

E, finalmente, Paulo tem seu ministério marcado pelo amor que possui pela(s) Igreja(s). Infelizmente, muitos imaginam que o ministério pastoral é apenas um cargo gerencial dentro das Igrejas (e,em muitas é assim mesmo...), apenas para cuidado do Templo, dos obreiros, de escalas, músicos, enfim, e se esquecem que o fundamento apostólico é o amor às almas. Quando os líderes não se fundamentam no amor, seus ministérios são marcados pelo 'gerenciamento' do Templo, não dando atenção às sua ovelhas, colocando-as em segundo plano. - ver 2 Timóteo 2.1-26.

II-O ENVIO DE TIMÓTEO A FILIPOS (2.19-24)

Paulo então, ao enviar Timóteo, mostra aos filipenses características que o capacitava para o bom exercício do santo ministério. O apóstolo não apresenta alguém com perfil,como dissemos, gerencial, mas, humano em suas relações com o Corpo de Cristo. A escolha e envio de Timóteo, para aquela igreja, tinha como objetivo, além da certeza de Paulo do cuidado que a congregação receberia, o envio do próprio testemunho de Paulo, por meio de Timóteo, de toda a situação na qual o apóstolo estava vivenciando no cárcere, com o objetivo de mostrar a mão de Deus até mesmo nisso, dando-lhe vitórias em tudo. E, sendo considerado um filho pelo Apóstolo (1 Tm. 1.2), Timóteo pregaria o Evangelho com comprometimento a Cristo e total abnegação, como acreditava o apóstolo (v.20).
Timóteo aprendeu com Paulo a essência da liderança dentro da Igreja. Pautada no amor, a liderança cristã tem como objetivo servir à Igreja, colocando-se à disposição total do Corpo de Cristo e suas necessidades (Mt. 20.28). Além de ter um 'caráter aprovado', Timóteo tinha uma disposição de servir ao Senhor e à Igreja.Todo líder cristão precisa desenvolver uma empatia com a Igreja, tornando-se um marco referencial para toda a comunidade de fé (1Tm. 4.6-16).

III-EPAFRODITO, UM OBREIRO DEDICADO (2.25-30)

Epafrodito era grego, um obreiro local exemplar e de caráter ilibado. O apóstolo Paulo o elogia como um grande “cooperador e companheiro nos combates". Sua tarefa iniciai era a de ajudar o apóstolo enquanto ele estivesse preso, animando-o e fortalecendo-o com boas notícias dos crentes filipenses.
Epafrodito também fora encarregado de levar a Paulo uma ajuda financeira da parte da igreja de Filipos, objetivando custear as despesas da prisão domiciliar do apóstolo.
Epafrodito não levou apenas boas notícias para o apóstolo, mas também propagou o Evangelho nas adjacências da cidade de Filipos. Em outras palavras, Epafrodito era um autêntico missionário. À semelhança de Silvano e Timóteo (1 Ts 1.1-7), bem como Barnabé, Tito, Áquila e Priscila, ele entendia que, se o alvo era pregar o Evangelho, até mesmo os sofrimentos por causa do nome de Jesus faziam parte de seu galardão.
Filipenses 2.20 relata o desejo de Paulo em mandar alguém para cuidar dos assuntos da igreja em Fifipos. O pensamento inicial era enviar Timóteo, pois Epafrodito adoecera vindo quase a falecer. Deus, porém, teve misericórdia desse obreiro e o curou (v.27), dando ao apóstolo a oportunidade de enviá-lo à igreja em Filipos (v.28). Epafrodito possuía condições morais e emocionais para tratar dos problemas daquela igreja. Por isso, o apóstolo pede aos filipenses que o recebam em Cristo, honrando-o como obreiro fiel (vv.29,30). Que os obreiros cuidem da Igreja de Cristo com amor e zelo, e que os membros do Corpo do Senhor reconheçam a maturidade, a fidelidade e a responsabilidade dos obreiros que Deus dá à Igreja (Hb 1 3.17).
CONCLUSÃO
A Igreja pertence a Cristo, e nós, os obreiros, somos os servidores desta grande comunidade espalhada por Deus pela face da terra. Que ouçamos o conselho do apóstolo Pedro, e venhamos apascentar “o rebanho de Deus [...], tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho” (1 Pe 5.2,3).

Leia também.:

Subsídio Lição 06: A fidelidade dos obreiros do Senhor

AUXILIO BIBLIOGRÁFICO

Subsídio Vida Cristã

“Quando a Igreja nasceu, no Dia de Pentecoste, Deus começou a chamar 'pastores' para apascentar os rebanhos de fiéis que se levantariam ao redor do mundo. Os pastores devem ser responsáveis pelo cuidado, direção e ensinamentos que uma congregação recebe. Eles são dons para a igreja (Ef 4.1 1), líderes necessários que devem ter vidas exemplares. Seu chamado ao ministério é de procedência divina (At 20.28); seu exemplo é Jesus Cristo, e o poder para fazerem esta incrível obra vem do Espírito Santo.

Julgo que os pastores têm de ser pentecostais para que apascentem igrejas também pentecostais. Essa é ordem de Deus. Visto que vivemos num dos tempos mais complicados e plenos de avanços tecnológicos que este mundo jamais viu, é crucial que os líderes da Igreja do Senhor sejam não só cheios mas também guiados pelo Espírito Santo. As pessoas são complexas; suas dificuldades e problemas, também. Somente Deus pode capacitar-nos a entendê-las e ajudá-las. À medida que os pastores empenham-se em auxiliar os que se acham nas garras do alcoolismo, das drogas, do divórcio e de outras incontáveis tragédias, precisam urgentemente de poder e discernimento do Espírito para ministrar. Os métodos para se alcançaras pessoas mudam; entretanto, nossa mensagem não pode mudar" 

(CARLSON, Raymond; TRASK, Thomas (et alI) Manual Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais. 3.ed. Rio de \Janeiro: CPAD, 2005, p.7).




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Respostas da Lição 06: A fidelidade dos obreiros do Senhor

1. Qual era o temor do apóstolo Paulo em relação à igreja filipense?
R: Que ela ficasse exposta aos “lobos devoradores” que se aproveitam da vulnerabilidade e da fragilidade das “ovelhas” a fim de “devorá-las” (Mt 10.1 6; At 20.29).

2. Cite os nomes dos obreiros apresentados por Paulo para auxiliar a igreja de Filipos.
R: Primeiramente, Paulo envia Timóteo, dando testemunho de que ele era um obreiro qualificado para ouvir e atender às necessidades espirituais da igreja. Em seguida, o apóstolo valoriza um obreiro da própria igreja filipense, Epafrodito.

3. Qual era o principal ensino de Paulo aos seus liderados?
R: O principal ensino de Paulo aos seus liderados era que o líder é o
servidor da Igreja.

4, Qual era a tarefa inicial de Epafrodito?
R: Sua tarefa inicial era a de ajudar o apóstolo enquanto ele estivesse preso, animando-o e fortalecendo-o com boas notícias dos crentes filipenses.

5. Para você, quais são as características indispensáveis a um obreiro do Senhor?
R: Resposta pessoal.

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01/08/2013

EBD 2013: 3˚ Trimestre, Lição 05 - As virtudes dos salvos em Cristo

Na lição de hoje, aprenderemos que a obediência a Deus é uma virtude que deve ser buscada por todos aqueles que são salvos em Cristo.
O apóstolo Paulo não duvidava da obediência dos irmãos filipenses, contudo, ele reafirma aos crentes a verdade de que a submissão ao Evangelho de Cristo é uma das principais virtudes dos salvos. Assim, a intenção do apóstolo é estimular os cristãos de Filipos a continuar perseverando na obediência ao Santo Evangelho.

I - A DINÂMICA DA SALVAÇÃO (2.1 2,1 3)

1. O caráter dinâmico da salvação.
 No texto de Filipenses 2,1 2, podemos destacar três aspectos da salvação operada em nossa vida pelo Senhor Jesus. O primeiro refere-se à obra realizada e consumada de forma suficiente na cruz do Calvário. É a salvação da pena do pecado. Não somos mais escravos, e sim libertos em Cristo (Rm 8.1).
O segundo aspecto diz respeito ao caráter progressivo da salvação na vida do crente. Mesmo que o nosso corpo ainda não tenha sido transformado, resistimos ao pecado e este não mais nos domina (Rm 8.9; cf. 1 Jo 2.12).
Não obstante o fato de a salvação eterna vir de Deus, Paulo diz que o Senhor nos chama a zelar e a “desenvolvê-la” em nosso cotidiano. Por último, o texto trata da plenitude da salvação, quando finalmente o nosso corpo receberá uma redenção gloriosa e não mais teremos dor, angústia ou lágrima, pois estaremos para sempre com o Senhor (1 Ts 4.1 4-1 7).

2. Deus é a fonte da vida. 
Por si só o crente não pode ser salvo (Fp 2.13), pois é o Espírito Santo quem “opera” no homem a salvação (Jo 16.8-1 1). Sem o Senhor, a humanidade está cega, morta no pecado e carente da iluminação do Espírito para o arrependimento. Se na vida dos ímpios Satanás opera instigando-os à prática das obras más (2 Ts 2.9), é o Espírito de Deus quem opera nos crentes a vida eterna Jo 16.7-12; cf. Rm 8.9,14). Dessa forma, o salvo torna-se um instrumento de justiça num mundo corrompido.

3. A bondade divina. A ideia que a salvação tem um caráter seletivo não é bíblica. Todos têm o direito de recebê-la. O querer e o efetuar de Deus não anulam esse direito, pelo contrário, a operação do Eterno habilita qualquer pessoa à salvação através da iluminação do Evangelho (Jo 1.9), tornando-se posteriormente útil ao Corpo de Cristo (Ef 4,11-16; I Co 1 2.7). [Leia aqui o subsídio Bibliológico para melhor compreensão da Lição! ]

II - OPERANDO A SALVAÇÃO COM TEMOR E TREMOR (2.12-16)

1. “Fazei todas as coisas serra murmurações nem contendas.
 No versículo 1 4, o apóstolo Paulo destaca duas posturas nocivas à predisposição dos filipenses:
a) Murmurações. O Antigo Testamento descreve a murmuração dos judeus como uma atitude de rebelião. Quando os israelitas atravessaram o deserto, sob a liderança de Moisés, passaram a reclamar da pessoa do líder hebreu. Para eles, Moisés jamais deveria ter estimulado a saída do povo judeu do Egito (Nm 11.1; 14.1-4; 20.2-5). Esse ato constrangeu o homem mais manso da face da terra, e os israelitas receberam dele a alcunha de “geração perversa e rebelde” (Dt 32.5,20). Tal “titulação” não se aplicava aos filipenses, pois eles não eram rebeldes nem murmuradores, ainda assim o apóstolo Paulo os exortou a fazer todas e quaisquer coisas sem murmurações ou queixas, tal como convém aos mansos.
b) Contendas. Em o Novo Testamento, a expressão grega para contendas á dialogismos. Essa expressão descreve as disputas e os debates inúteis que geram dúvidas e separações na igreja local. É o mesmo que discussões, litígios e dissensões. Infelizmente, muitos hoje as promovem levando, inclusive, seus irmãos aos tribunais (1 Co 6.1-8). Esta, definitivamente, não é a vontade de Deus para a sua Igreja.

2. “Sejais irrepreensíveis e sinceros”. 
O apóstolo apela aos filipenses para que se achem irrepreensíveis e sinceros. Ser irrepreensível significa conduzir-se de forma correta e moralmente pura, não necessitando ide repreensão. E alguém que dominou a carne, pois anda no Espírito (Cl 5.16,17). A sinceridade é outra virtude que se opõe ao mal, ao dolo, ao engano e à má fé. A pessoa sincera pauta-se pela lealdade, a lisura e a boa fé. Nada menos que isso é o que o Eterno espera do seu povo.

3. ‘‘Retendo a palavra da vida”.
 Para o apóstolo, reter a Palavra de Deus não é apenas assimilá-la mas, sobretudo praticá-la, pois o poder da Palavra gera vida (Hb 4.1 2). Por isso, Paulo encoraja os filipenses a guardarem a Palavra, pois além de promover a vida no presente, ela ainda nos garante esperança e vida eterna para o futuro próximo.[Para uma breve reflexão sobre a questão da salvação, indicamos o post "Salvação se perde ou não?"]

III - A SALVAÇÃO OPERA O CONTENTAMENTO E A ALEGRIA (2.1 7,18)

1. O contentamento da salvação operada.
 O apóstolo Paulo reporta-se ao Antigo Testamento para mostrar aos filipenses como, a fim de servi-los, ele entregou sua vida: “ainda que seja oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé” (v. 17). O apóstolo está ciente das privações que impôs a si mesmo para edificar o Corpo de Cristo em Filipos. Ele, porém, se regozija e alegra-se pelo privilégio de servir aos filipenses. Em outras palavras, a essa altura, o sacrifício e os desgastes do apóstolo são superados pela alegria de contemplar, naquela comunidade, o fruto da sua vocação dada por Cristo Jesus: a salvação operada em sua vida também operou na dos filipenses.

2. A alegria do povo de Deus.
 O apóstolo estimula os filipenses a celebrarem juntamente com ele esta tão grande salvação (Hb 2.3). O apelo de Paulo é contagiante: “regozijai-vos e alegrai-vos comigo por isto mesmo” (v. 18). A alegria de Paulo é proveniente do fato de que uma vez que Jesus nos salvou mediante o seu sacrifício no Calvário, agora o Mestre nos chama para testemunharmos a verdade desta mesma salvação operada em nós (v. 13). Portanto, alegremo-nos e regozijemo-nos nisto.
[Não saia sem deixar seu comentário!]

CONCLUSÃO
O Evangelho nos convoca a desenvolvermos a salvação recebida por Deus através de Cristo Jesus. Devemos ser santos, como santo é o Senhor nosso Deus. Para isso, precisamos nos afastar de todas as murmurações e contendas e abrigarmos nos no Senhor, vivendo uma vida irrepreensível, sincera e que retenha a palavra da vida (Fp 2.16). Somente assim a alegria do Senhor inundará a nossa alma e testemunharemos do seu poder salvador para toda a humanidade.

E mais.:

Respostas da Lição 05:As virtudes dos salvos em Cristo

1. Quais são os três aspectos da salvação operada pelo Senhor Jesus?
R: O primeiro refere-se a obra realizada e consumada de forma suficiente na cruz do Calvário. O segundo diz respeito ao caráter progressivo da salvação na vida do crente. E por último a redenção gloriosa quando da vinda do Senhor Jesus.


2. Quem opera a nossa salvação?
R: O Senhor Jesus Cristo.

3. 0 que significa ser irrepreensível?
R: Significa conduzir-se de forma correta e moralmente pura, não necessitando de repreensão. É alguém que dominou a carne, pois anda no Espírito (Gl 5.1 6,1 7).

4. Transcreva o texto bíblico que mostra como Paulo entregou sua vida para servir aos filipenses.
R: "Ainda que seja oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé” (Fp 2.17).

5. Você tem se regozijado em Cristo pela sua salvação?
R: Resposta pessoal.

E mais.: 

Subsídio I aula 05: As virtudes dos salvos em Cristo

Subsídio Bibliológico
“O ALCANCE DA OBRA SALVÍFICA DE CRISTO

Há entre cristãos uma diferença significativa de opiniões quanto à extensão da obra salvífica de Cristo. Por quem Ele morreu? Os evangélicos, de modo global, rejeitam a doutrina do universalismo absoluto (isto é, o amor divino não permitirá que nenhum ser humano ou mesmo o diabo e os anjos caídos permaneçam eternamente separados dEle). O universalismo postula que a obra salvífica de Cristo abrange todas as pessoas, sem exceção. Além dos textos bíblicos que demonstram ser a natureza de Deus de amor e de misericórdia, o versículo chave do universalismo é Atos 3.21, onde Pedro diz que Jesus deve permanecer no Céu ‘até aos tempos da restauração de tudo’. Alguns entendem que a expressão grega apokastaseõs pantõn (‘restauração de todas as coisas’) tem significado absoluto, ao invés de simplesmente ‘todas as coisas, das quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas’. Embora as Escrituras realmente se refiram a uma restauração futura (Rm 8.1 8-15; 1 Co 1 5.24-26; 2 Pe 3.13), não podemos, à luz dos ensinos bíblicos sobre o destino eterno dos seres humanos e dos anjos, usar esse versículo para apoiar o universalismo. Fazer assim seria uma violência exegética contra o que a Bíblia tem a dizer deste assunto.

Entre os evangélicos, a diferença acha-se na escolha entre o particularismo, ou expiação limitada (Cristo morreu somente pelas pessoas soberanamente eleitas por Deus), e o universalismo qualificado (Cristo morreu por todos, mas sua obra salvífica é levada a efeito somente naqueles que se arrependem e creem). O fato de existir uma nítida diferença de opinião entre crentes bíblicos igualmente devotos aconselha-nos a evitar a dogmatização extrema que temos visto no passado e ainda hoje. Os dois pontos de vista, cada um pertencente a uma doutrina específica da eleição, têm sua base na Bíblia e na lógica. Nem todos serão salvos. Os dois concordam que, direta ou indiretamente, todas as pessoas receberão benefícios da obra salvífica de Cristo. O ponto de discórdia está na intenção divina: tornar a salvação possível a todos ou somente para os eleitos?”

 (HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal 10. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, pp. 358-59).

E mais.:

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