30/05/2011

CRISTO E O APELO ESPIRITUAL DOS SAMARITANOS


Os samaritanos eram todos aqueles que habitavam na cidade de Samaria,capital de Israel.Com o passar do tempo,após o rei da Assíria(Sargom 2º) colonizar com outros povos a cidade,após o cativeiro Assírio,criou-se um povo mestiço,formado por judeus,babilônicos,entre outros no meio da terra santa de Israel(2Rs.17.24).

Com esta mistura de idéias,cultura e modo de entender a Lei,os samaritanos,foram,muitas vezes discriminados pelos judeus ortodoxos(Jo.4.9).Era,na verdade,um povo que tinha fé no Deus de Abraão, Isaque e Israel(Jacó),mas,não da maneira que os judeus convencionais a tinha.

Curiosamente,foram os samaritanos os que melhor responderam à mensagem de Jesus.Apesar de não utilizarem os livros proféticos(somente consideravam a Lei),abraçaram a fé cristã de maneira singular.Os judeus tradicionais entraram pela outra via,pelo caminho oposto,apesar de terem à sua disposição toda a revelação bíblica,inclusive a parte que continha as revelações acerca do Messias.Os judeus acostumaram-se tanto com o fato de terem consigo as revelações que não se preocuparam em crer nelas como algo vivo,como algo real, gloriavam-se de serem descendência de Abraão,no entanto,não realizavam as mesmas obras de Abraão(Jo.8.39).

Cada grupo religioso-judeus e samaritanos – tinham um alvo bem definido,no caso, caminhavam em sentidos totalmente opostos.No esclarecimento paulino,vemos que a busca dos judeus era caracterizada pela busca de algo evidente,um sinal(1Co.1.22-24).Aquilo,porém, que o Evangelho oferecia era “o poder de Deus e a sabedoria de Deus”(v.24).Esse foi o ponto onde a fé samaritana cruzou-se com Cristo.Muito tempo vivendo uma exclusão por parte dos judeus, que se julgavam superiores a eles,entenderam completamente aquilo que Jesus estava apresentando.Aquilo que os samaritanos buscavam era a materialização da Lei,era ver naqueles que criam,a materialização de uma idéia religiosa.Eis o motivo básico pelo qual vemos algumas vezes no NT os samaritanos rendendo-se às mensagens evangélicas.

Há muito tempo havia um clima de tensão entre judeus e samaritanos.Fica fácil analisarmos isso no decorrer das Sagradas Escrituras,onde até mesmo Jesus foi alvo do pior insulto proferido pelo judeu a alguém:chamá-lo de samaritano,vemos isso em Jo.8.48.Jesus,porém,não ficou de fora dessa questão entre irmãos judeus.Numa célebre parábola,Jesus trata o judeu como “bandido” e o “samaritano” como herói(Lc.10.30-37).Esse era o papel que os dois grupos exerciam na esfera espiritual;de um lado,os samaritanos clamando pela justiça de Deus(Mt.5.6) e,de outro,o povo judeu,clamando um rei mundano(Jo.19.15).Mas o clamor samaritano é muito bem representado justamente pela mulher samaritana de Jo.4.1-42, que correspondeu a mensagem de Jesus de forma integral.

Tal era a necessidade espiritual dos samaritanos que no texto de João 4,chegando à sua cidade,muitos dos samaritanos que ali habitavam,converteram-se a Cristo!Havia uma esperança de redenção por parte daquele grupo tão rejeitado.Os judeus tradicionais,por outro lado,acreditavam que eram tão importantes,como filhos de Abraão,que o Cristo humilde e servo não poderia ser o Rei Supremo deles(Jo.1.46;7.41-42,52),Jesus não poderia ser o Rei dos judeus,ele era “inferior demais” para um povo que julgava ser tão importante(Jo.19.14-15).Em uma outra ocasião a resposta samaritana também foi importante:no caso dos dez leprosos.Mesmo sendo o mais cotado para rejeitar a Cristo,mais uma vez somos surpreendidos pela atitude de submissão a Jesus,reconhecendo-o como único SENHOR(Lc.17.16).Ora,aqueles que há muito tempo recusava-se curvar,humilhar,a um judeu,tomar essa atitude,é,no mínimo algo difícil de compreender.

Nossas dúvidas,no entanto,são lançadas por terra quando lemos Atos 8.5-25,onde vemos os samaritanos rendendo-se a Jesus,por meio da pregação Apostólica.Era como imaginar que os samaritanos queriam ir para o céu sem saber por quais vias,e,do outro lado,Jesus querendo levar para o mesmo céu um povo,aquele que aceitar.É aí que os dois propósitos se cruzam numa união entre o clamor samaritano,ou o apelo espiritual dos samaritanos juntamente com Cristo,para glória de Deus!

25/05/2011

O martírio de Estevão e sua representatividade para a Igreja

Sem dúvida alguma, a história de Estevão é uma demonstração de um membro do corpo que era renovado e que, por isso, inflamou o mundo e foi recebido aos céus pelo próprio Mestre.
Texto: Atos 7.51-60
Após um discurso esclarecedor proclamado ousadamente por Estevão, diácono na Igreja primitiva, sua morte foi inevitável. Seguindo o modelo de pregação apostólico, ousado e inflamado,o diácono,que foi o primeiro mártir da Igreja,se viu sendo aceito por Deus por sua entrega incondicional no altar e pelo papel que sua morte teria para a Igreja em seu caráter missionário.

1-Uma Pregação seguida de sangue:

A unção que estava sobre Estevão no exercício do diaconato, levou-o não somente a servir à mesa (6.1,3), mas, lhe motivou a ser fiel testemunha de forma integral ao ministério (6.8). Tal confirmação do ministério,porém,levou os religiosos a perseguirem este servo de Cristo,cumprindo as Palavras do Mestre(Mt.10.24-25).Tão certa era a perseguição, que Jesus a mostrou de forma clara e objetiva(Lc.21.12) e foi justamente o que aconteceu com Estevão e os fiéis servos de Deus no início da Igreja,com aqueles que decidiram viver a fé de forma completa e não pela metade,com aqueles que assumiram a fé corretamente(2Tm.3.12).
Analisando a pregação de Estevão, percebemos que era digna de todo o ódio e rancor daqueles que se diziam filhos de Abraão, pois era fundamentada na mensagem de Cristo (Mt. 10.27-28). Tomando por base a justiça de Deus,contida na mensagem de Jesus,vemos que a resposta natural das trevas é certamente a oposição e resistência à luz,pois,esta, incomoda as trevas,quando suas obras são manifestas (Jo.3.19). Pregando daquela forma tão incisiva e poderosa no Espírito, a perseguição era inevitável. Vejamos o que caracterizou a mensagem de Estevão:
  • Uma iniqüidade que já estava arraigada em Israel (7.41-43): A pregação que foi proclamada aos israelitas, os trouxe à memória a história dos patriarcas e sua inclinação a ouvir e aceitar, pela fé, as ordens de Deus. Envolveu ainda,o inicio de sua apostasia como povo de Deus,para seguir seus próprios deuses.No deserto,Israel adotou práticas e credos que os afastaram de Deus (v.42) e essa era justamente a situação daqueles a quem a mensagem era direcionada (v.51b);
  • Uma geração de incircuncisos (7.51-53): Quando pregou, Estevão viu-se na mesma situação dos profetas do AT quando Deus os enviava e os perseguiam. A marca do verdadeiro profeta tornou-se, então, a perseguição por parte de um povo incrédulo e de coração que não se dobrava à voz do Espírito.Era a incredulidade e a resistência ao Espírito que os levava à insubmissão à voz profética;
  • Quebra no chamado como povo escolhido (7.53): A ordenação divina ao povo israelita incluía também guardar e zelar pela Palavra de Deus. A ira de Deus se acendeu sobre os israelitas pois,entre outras coisas,não tomou cuidado na Palavra.

2-Os céus abertos:

Após aquele discurso poderoso, o furor dos religiosos acendeu-se contra o pregador fiel (7.54). Muitos sem dúvida,se converteram a Cristo naquele dia e foram acrescidos ao Corpo,a Igreja.Estevão,após todo aquele mover apostólico,teve o último grande privilégio de sua vida:contemplar a Cristo glorificado(7.55),reconhecendo que tudo aquilo que fora dito e realizado agradou a Deus e estava em conformidade com o Espírito Santo.No momento que o homem de Deus olha para Cristo,todos seus temores caem por terra e é iluminado por Deus,que confirma plenamente sua presença e a vitória ao Seu povo(Sl.34.5).Uma vez que a presença de Deus revelou-se a Estevão,a força do SENHOR revestiu este a fim de que fosse capaz de ser morto por sua crença(Hc.3.4).
Quando Estevão assume ser testemunha da ressurreição, sem medo ou temor, mas com fé e confiança, desprezando aquilo que poderia lhe ocorrer, naquele momento Cristo o aceitou diante de Deus e o confirmou como servo fiel e justo (Lc. 12.8). A garantia de que ser perseguido por causa do Evangelho nos assegura galardão é mantida por Deus a todos nós(2Tm.2.12).Como Estevão podemos receber de Deus esta certeza que nos possibilita passarmos pelas dificuldades com a nossa benção nas mãos a cada dia(Rm.8.18).

3-“O Sangue Dos Mártires é o Fermento da Igreja”:

Como nesta frase de Tertuliano, um dos motivos que leva ao crescimento da Igreja, é, sem dúvida, a perseguição. A morte de Estevão trouxe à Igreja uma nova dimensão em seu caráter missionário e na colheita das almas para o Reino.Em todos os momentos que a perseguição se manifesta,traz ao coração da Igreja algumas certezas espirituais que por qualquer motivo estavam esquecidas.É o avivamento.Traz consigo a sensação de que o tempo da volta do Senhor é este,justamente pela perseguição que assola a Igreja.
No capítulo 8 de Atos, vemos o alcance do Evangelho a Judéia e Samaria por parte de pessoas anônimas, crentes comuns que, movidos pelo Espírito anunciavam a mensagem de Jesus por onde quer que fossem (8.4). Quando falamos que o mover apostólico traz o destaque às teologias menos apreciadas pelos crentes,queremos dizer que a certeza da volta de Jesus torna-se mais patente a nós todos, por isso que os dispersos anunciavam a Palavra,era a percepção que o dia do SENHOR estava por vir.Com a chuva de Deus caindo sobre os crentes,isto é,a certeza da veracidade da Palavra,a colheita nos seria(será) possível(Dt.11.14).Ou seja,o nosso fruto como povo de Deus(a salvação dos perdidos) não seria frustrado(Ml.3.11).
A dispersão trazida pela morte de Estevão proporcionou à Igreja uma nova dimensão evangelística não como um ato planejado, mas, um resultado de toda aquela perseguição que assolou os crentes. É,portanto,incorreto afirmar que os crentes ‘fugiram’ pois não tinham fé ou mesmo porque desconheciam o poder de Cristo como intercessor nosso,pois havia um propósito espiritual da parte de Deus nessa dispersão dos crentes(Jo.3.8).O Espírito guiou a cada um pelo caminho que deviam trilhar a fim de que a mensagem evangélica fosse propagada,não pelos apóstolos,nessa ocasião, mas por crentes anônimos que ouviram o som do vento que os conduziu para o local designado por Deus.

4-O Resultado do Martírio:

Estevão talvez não imaginasse o que representava o sangue de um crente derramado em glórias a Deus. Muitos podem questionar o fato de Deus permitir que esse tipo de coisas aconteçam com um servo fiel,mas,no mundo espiritual isso tem resultados profundos e intensos.A bíblia não deixa dúvidas do resultado que a morte de Estevão deixou para nós enquanto corpo de Jesus.
Seguida a morte de Estevão de intensa perseguição, o jeito foi migrar para terras distantes de Jerusalém, os que optaram migrar estavam, sem saber, sendo instrumentos de Deus para evangelização dos povos. A bíblia relata que os que fugiram por esta perseguição foram missionários na Fenícia,Chipre e Antioquia. Quando aqueles crentes fincaram suas estacas nestes locais estabeleceram ali uma extensão do Reino de Deus (At.11.19).A prosperidade foi tão tremenda que alcançaram não só judeus,mas,também,os gentios(11.20-21).

5-Conclusão:

Muitos desconhecemos que para todos os propósitos há tempo e modo (Ec. 8.6) e que, da mesma maneira a morte de cada um de nós, servos de Deus, não deve ser vista como algo ruim ou péssimo, mas, parte do propósito de Cristo (Sl. 116.15). Possamos assim como Estevão ser honrados em vida e glorificados na nossa morte.

DEVOÇÃO A APARECIDA: FÉ BÍBLICA OU IDOLATRIA?(pt.2)


3-As procissões:

Desde os tempos antigos,vemos vários tipos de procissões que carregavam consigo um mar de fiéis por onde chegava.Muito se assemelham com aquelas que ocorrem nos dias de hoje pois do mesmo modo que no passado eram cultuadas imagens de escultura,hoje,não houve mudanças.Muitos tem seguido em procissões crendo glorificar a Deus por meio da fidelidade a este ou aquele santo.

As advertências no tocante as procissões realizadas pra glória dos santos são muito intensas no decorrer da bíblia sagrada:

“Eles nada sabem,os que levam seus ídolos de madeira e os que oram a um deus incapaz de salvar.” Isaías 45.20 b

O fato de a bíblia falar que os ‘santos’ não podem salvar é justamente porque eles não possuem vida,não possuem espírito.

Embruteceu-se o homem por falta do saber,os ourives cobriram-se de opróbrio por causa de seus ídolos,pois não fundem senão vaidades que não tem vida.” Jeremias 51.17

Ou seja, aqueles que adoram um santo estão,na verdade,adorando um ser que não tem vida para receber sequer aquela homenagem e culto.

4-Se os santos não respondem, por que muitos são agraciados?

O costume de atribuir ‘milagres’ a entidades,espíritos,santos,não é de hoje.Tais práticas nos remetem a tempos muito distantes da história humana,onde,percebemos que desde sempre o homem atribuiu estes feitos a forças conhecidas hoje como ‘santos’.

Acazias,segundo rei de Israel,também era devoto de uma entidade (ou santo),a quem atribuía muitas de suas dádivas e a quem suplicava em tempos difíceis e complicados. Acazias passava por um momento muito difícil temendo a ira do povo de Moabe,isso o levou a suplicar pelo milagre a seu protetor,sua entidade,seu santo,conhecido como Baal-Zebube,supremo deus dos cananeus.Vejamos o relato:

Moab revoltou-se contra Israel após a morte de Acab.
Ocozias (Acazias) caiu da sacada de seu apartamento em Samaria e feriu-se.Enviou mensageiros com esta ordem:’Ide consultar Baal-Zebube,deus de Acaron (Ecron),para saber se me restabelecerei deste mal’.Mas o anjo de Javé (do Senhor Deus) disse a Elias,o tesbita:’Levanta-te e vai ao encontro dos mensageiros do rei de Samaria e dize-lhes:não há Deus em Israel?Por que consultais Baal-Zebub,deus de Acaron?” 2Reis 1.1-3

No decorrer do texto vemos que Deus condenou o rei e o sentenciou a morte até que reconhecesse que somente Ele era Deus.Dando continuidade,vemos ainda,outra santa que era muito estimada pelo povo:Astarote,deusa do poder produtivo,do amor,da guerra.Era muito amada por grande parte daqueles que cultuavam os santos. O mais interessante é o fato de ser claramente incompatível o culto aos santos e a adoração a Deus,veja o discurso de Deus acerca disso:

“porque eles me abandonaram e se prostraram diante de Astarte (ou Astarote),deusa dos sidônios,diante de Camos,deus de Moab,diante de Melcom,deus dos filhos de Amon”. 1Reis 11.33

Torna-se então,muito evidente que é impossível manter um relacionamento com Deus e,ao mesmo tempo,ser devoto deste ou daquele santo.

“Ninguém pode servir a dois patrões,porque odiará a um e amará ao outro,ou se afeiçoará ao primeiro e desprezará o segundo”. Mateus 6.24a

23/05/2011

AS PARÁBOLAS DE JESUS (PARTE 1):

MATEUS 13:

44 O reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido no campo, que um homem, ao descobrí-lo, esconde; então, movido de gozo, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo.
45 Outrossim, o reino dos céus é semelhante a um negociante que buscava boas pérolas;
46 e encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e a comprou.
47 Igualmente, o reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanhou toda espécie de peixes.
48 E, quando cheia, puxaram-na para a praia; e, sentando-se, puseram os bons em cestos; os ruins, porém, lançaram fora.
49 Assim será no fim do mundo: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos,
50 e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes.
51 Entendestes todas estas coisas? Disseram-lhe eles: Entendemos.
52 E disse-lhes: Por isso, todo escriba que se fez discípulo do reino dos céus é semelhante a um homem, proprietário, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas.
Analisando as parábolas de Jesus, podemos perceber Sua preocupação em deixar-nos um claro entendimento de como, de fato, devíamos encarar o Reino Espiritual e seu papel em nossa vida.Diante da parábola acima podemos extrair lições preciosas daquilo que Jesus espera de nós enquanto pessoas que encontraram a Cristo e Sua Palavra.
Cristo inicia seu discurso traçando uma profunda relação entre o ato de encontrarmos a nossa salvação (Jesus) e encontrarmos um tesouro que não era nosso.É interessante notarmos que Jesus utiliza-se de algo que o homem valoriza extremamente:a riqueza;os bens desta terra.Mesmo no campo espiritual a maneira que Cristo chama-nos a atenção é aplicando aquilo que a nossa carne almeja às coisas de cima,às coisas do alto. No texto em questão,no v.44,entendemos qual deve ser a nossa atitude diante do fato de termos tido um encontro com Jesus Cristo.Como fica bastante claro,Jesus mostra-nos que o simples fato de termos tido um encontro com Ele não é,por si mesmo,a forma de estarmos inseridos no Reino de Deus.Lembremo-nos que diversos fariseus,religiosos,incrédulos,filósofos tiveram encontros com Jesus e,nem por isso,foram salvos ,libertos,redimidos pois a admissão ao Reino de Deus está condicionada a algo que muitos esquecemos:a utilização da vitória da Cruz para a entrada no Reino de Deus.
O princípio de utilizarmos o sangue de Jesus para garantir-nos a salvação eterna é bem explicado em Mt.19.16-22,onde vemos Jesus mostrando o que deveria ser feito do sacrifício dele na cruz.Era justamente o oposto daquilo que o jovem rico queria ouvir de Jesus pois,talvez, aquele jovem quisesse utilizar-se do sangue de Jesus para ser mais rico ainda,ou para qualquer outra coisa que não incluía usar o sangue de Cristo para aquilo que era sua finalidade básica:a admissão,a entrada,o passaporte para o Reino de Deus.
Muitos de nós estamos justamente como este jovem que,desconhecendo a finalidade do sangue de Jesus,desejou toda sorte de dádivas,não compreendeu que este sangue tão precioso fora derramado para que pudéssemos ser aceitos neste Reino(Hb.10.19).Então Jesus Cristo,nos mostra que apenas falarmos com Ele,tocarmos nele,ouvirmos seus ensinamentos,não nos garante a entrada na terra de onde Jesus veio,na pátria governada por Ele,mas sim,utilizarmo-nos Dele próprio,de seu sangue como a forma de sermos aceitos em Seu glorioso Reino espiritual(Cl.1.20).Ele fez paz entre nós e Deus por meio de Seu sangue;Ele nos assegurou,por meio de seu sangue,a “compra”desse campo.
No decorrer da narrativa, Cristo mostra-nos outro aspecto deste encontro com Ele.O fato de estarmos dispostos a abrir mão de todo o nosso tesouro em favor de um bem maior,de algo que supera nossas expectativas.Podemos aplicar os vv.45 e 46 ao fato de vivermos boa parte de nossa vida,de nosso tempo,numa busca incessante por algo que é apenas uma figura,uma sombra daquilo que Deus tem a nos oferecer.Isso fala de estarmos na presença de Cristo com a motivação errada,buscando Jesus tão somente por aquilo que Ele pode nos oferecer,somente pelas bênçãos que Ele nos põe à disposição.
No caso daquele homem,ele estava acostumado com um padrão de pérolas,havia um modelo que ele recebia freqüentemente.Talvez estejamos nessa situação de aceitarmos negociar ou até mesmo adquirir aquilo que não corresponde a plenitude daquilo que Deus pode nos oferecer.Muitos de nós,nos agradamos com as dádivas que estão liberadas na Palavra de Deus mas nos esquecemos que todas elas apontam para algo muito maior(Hb.10.1;Cl.2.3-5).Apontam justamente para o Reino espiritual do Messias,o Reino espiritual onde Cristo é o Rei e Senhor bem como o detentor de todo poder.
Aquele homem da parábola tomou a atitude certa,usou tudo aquilo que tinha para conquistar aquela pérola.A mais sublime de todas que ele já havia visto,a mais perfeita,aquela que verdadeiramente correspondia as suas expectativas.Ele entendeu que aquela pérola era o resumo de toda sua busca,de todo o clamor que havia dentro de si e,não pensando duas vezes,comprou-a saciando o desejo de sua alma.A essa altura,aquela pérola já era parte sua,já fazia parte de seu ser e,é dessa forma, que Cristo quer que o Reino Dos Céus faça parte de nossa vida,um anelo indizível,algo que não se pode expressar por meio de palavras,somente com uma atitude de renúncia completa para que possamos fazer parte deste Reino celestial.
Na parte final de seu discurso,Jesus revela-nos um aspecto muito interessante do Reino de Deus que é ser o único grupo que agrega,que aceita independente de qualquer coisa a pessoa,o pecador.Cor,raça,idéias,enfim,nada pode ser um fator de separação entre nós e o Reino de Deus.Mas mesmo sendo agregador,acolhedor,o Reino de Deus não é bagunça.Jesus nos fala da justa separação entre aqueles que fazem parte deste Reino e os que não fazem.
Ainda que haja uma idéia que somos ou estamos nesse Reino de Deus,o que vai definir que realmente somos e fazemos parte do Reino de Deus são as duas atitudes citadas acima:a aquisição,pelo sangue de Jesus,da Terra Prometida,da Nova Jerusalém Celestial e,a renúncia a tudo pelo amor a este Reino.O que nos diferirá dos maus é o fato de tomarmos estas atitudes materiais para declarar a nossa fé.

21/05/2011

DEVOÇÃO A APARECIDA: FÉ BÍBLICA OU IDOLATRIA?(pt.1)

Certamente a santa católica mais cultuada em todo o Brasil é Aparecida,no entanto, será que este culto prestado a ela é realmente algo que está de acordo com a Bíblia? Afinal,a devoção à santa é oposta ao ensino bíblico? As procissões realizadas pelos devotos têm respaldo na mensagem de Cristo? Pode a ‘advogada dos pobres’ cuidar de seus fiéis? Há verdade na frase:’pede à mãe que o filho obedece’?

Não pretendendo com este texto ofender a idéia religiosa de quem quer que seja,farei uso da bíblia católica, Bíblia, Mensagem de Deus- edições Loyola de 1989, assinada pelo Pe. João Mac Dowell (provincial) e pelo bispo auxiliar da região do Ipiranga São Paulo em 1983.

1-O que é idolatria?

É o culto prestado a falsos deuses.De uma forma mais restrita é,especificamente,a adoração a uma figura que representa uma divindade ou qualquer coisa ou ser e é objetivo de culto.
Sendo Deus a fonte suprema e eterna de todo o poder,santidade e glória,poderia Ele, de alguma forma,habitar ou ser representado por alguma matéria na terra? A resposta é simples:

Entretanto,o Altíssimo não habita em casas construídas pelos homens,conforme a palavra do profeta:
O céu é meu trono e a terra é o apoio de meus pés,que tipo de casa pretendeis construir para mim?- diz o SENHOR- ou qual será o lugar do meu repouso?Não fui eu que criei tudo isso?” Atos 7.48-50

Da mesma maneira é terminantemente proibida a tentativa de reproduzirmos qualquer semelhança de Deus ou até mesmo de Jesus:

Não farás para ti imagem esculpida nem figura alguma à semelhança do que há em cima no céu,nem do que há embaixo na terra,nem do que há nas águas embaixo da terra”. Êxodo 20.4

Ou seja,não há a possibilidade de alcançarmos a grandeza de Deus por meio de uma figura,de algo que venha representá-lo.

2-Aparecida pode interceder por nós ?

É comum nós tomarmos como exemplo pessoas que fizeram muitas coisas boas e louváveis.O problema é quando passamos a acreditar que,uma vez mortas,tais pessoas rogarão por nós a Deus.Aparecida,que é uma figura de Maria,mãe de Jesus, uma vez morta,não poderia de forma nenhuma interceder por ninguém.Não há nenhuma outra possibilidade de milagre ou remissão de pecados fora da pessoa de Jesus.Sobre isso,a resposta bíblica é objetiva e clara:

E em ninguém mais se encontra a salvação;pois debaixo do céu não foi dado aos homens outro nome pelo qual possamos ser salvos.” Atos 4.12

No mesmo pensamento podemos ver que o conceito que pedir a mãe que o filho obedece é errado.Mesmo almejando um benefício,uma bênção,não há outro meio de chegarmos a Deus e alcançarmos suas misericórdias.

“Pois existe um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus.” 1Timóteo 2.5

Mesmo que Maria tenha vivido uma vida piedosa e íntegra diante de Deus,uma vez morta,não pode interceder pelos homens.Após a morte há o desligamento deste mundo material com o mundo espiritual,onde não há a possibilidade de comunicação ou qualquer relação com aqueles que já morreram.

“E,além disso,entre nós está cavado um grande abismo.” Lucas 16.26

“E como todo homem está destinado a morrer uma só vez-depois do que haverá o julgamento.” Hebreus 9.27

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