28/06/2011

Crentes bebendo???-Série Relativismo Moral nas Igrejas

Certamente que o maior perigo que temos vivido em meio as lideranças é o relativismo moral que tem atuado em muitos púlpitos por aí. Aquilo que era inferno,ou passaporte para o mesmo, hoje, é uma linda visão celestial.Crentes bebendo cerveja, se tatuando, aceitando o casamento homossexual,voltando aos preceitos católicos,adotando amuletos e indulgências,etc.Uma série de condutas e posturas que,até bem pouco tempo,era motivo de repúdio do povo de Deus.Diante de tudo isso não devemos nos sentir como desavisados pois a revelação apostólica é direta em 2 Pedro 3:
"3 sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores com zombaria andando segundo as suas próprias concupiscências,
4 e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.
5 Pois eles de propósito ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste;
6 pelas quais coisas pereceu o mundo de então, afogado em água;
7 mas os céus e a terra de agora, pela mesma palavra, têm sido guardados para o fogo, sendo reservados para o dia do juízo e da perdição dos homens ímpios.
8 Mas vós, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.
9 O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se.
10 Virá, pois, como ladrão o dia do Senhor, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se dissolverão, e a terra, e as obras que nela há, serão descobertas."
Discorrendo sobre o tema que temos vivido,Pedro deixou claro que até mesmo quanto às doutrinas fundamentais da nossa fé muita dúvida se levantaria por parte daqueles que tem vivido esse tipo de apostasia que é o relativismo moral.Não satisfeitos em deturpar os rudimentos da nossa fé, muitos tem dosado sua 'vida cristã' naquilo que sua carne recebe como mais conveniente(v.3).
Olhar para um crente defendendo a liberdade em "Cristo" para beber cerveja,vinho,destilados, vodka,cachaça,sakê,cerveja sem álcool,ou qualquer outro(se é que eu esqueci...) e sentir sua mente limpa e até mesmo respaldo na Palavra de Deus para tal coisa é a clara manifestação daquilo que já fomos advertidos:"3 Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos"(2Tm.4.3).Não satisfeitos em fazê-los,muitos são aqueles,que ao ouvir a recomendação bíblica,as desmerecem completamente colocando 'teologias' para interpretar aquilo que está muito patente nas Escrituras.
"1 Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios,
2 pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm a sua própria consciência cauterizada,
3 proibindo o casamento, e ordenando a abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos com ações de graças pelos que são fiéis e que conhecem bem a verdade;
4 pois todas as coisas criadas por Deus são boas, e nada deve ser rejeitado se é recebido com ações de graças."(1Tm.4)
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1-O que a Bíblia diz sobre Bebida Alcoólica:
Em tempos tão modernos,é comum alguns segmentos protestantes reverem doutrinas,conceitos e costumes que,para o tempo presente,são tidos como ultrapassados e dão uma nova visão acerca de temas diversos,é o caso da proibição bíblica,ou não,do consumo de bebidas que contem álcool em sua composição.Quem conhece o nosso blog sabe que eu vou defender a posição contraria ao consumo,mas,como sempre,vou basear essa ideia naquilo que a Bíblia fala sobre o tema.
A bebida alcoólica que a bíblia mais menciona é,como sabemos,o vinho,sendo divido em duas categorias:o fermentado(com teor alcoólico) e o não fermentado(suco de uva).O vinho tem esse destaque todo porque fazia parte da cultura não somente de Israel,mas,também,de muitos dos povos que rodeavam aquele povo israelita,como os egípcios,por exemplo.Pra início de conversa poderia ser qualquer outra bebida...MAS devido seu caráter cultural,Deus se utilizou deste elemento como meio de celebração e até mesmo em utilização como simbologia em culto.Obviamente que quando utilizada em culto era o suco de uva,foi assim com a Páscoa:" Nenhuma coisa levedada comereis"(Ex.12.20),nada poderia ter fermento na casa dos israelitas:"Por sete dias não se ache fermento algum nas vossas casas."(Ex.12.19).Até mesmo o vinho que Cristo bebeu juntamente com os apóstolos na última ceia era sem fermento dada a ocasião de santificação(Dt.16.4).
Por outro lado,a recomendação proibitiva a respeito deste tipo de bebida se dá sobre pessoas que possuem cargos de liderança espiritual.No caso do nazireu era expressamente proibibo o consumo de vinho e 'bebida forte'(depois vamos falar mais sobre essas bebidas),como meio de se tornar aceito em santificação a Deus(Nm.6.2-3).Os recabitas,filhos de Jonadabe,não bebiam vinho(Jr.35).
Mas,afinal de contas,é pecado beber vinho?A bíblia proíbe?A resposta é só uma:não!mas calma lá!Em nenhum fragmento da bíblia você verá Deus proibindo o consumo de bebidas alcoólicas, o que vemos são recomendações exortando a não cultivar esse hábito.Digo que não é pecado porque quando Deus falou a Arão,instruindo-o em suas atuações como sacerdote,disse que antes de entrar na Tenda da Congregação não poderiam ter consumido vinho ou bebida forte,veja:
"-Nem você nem os seus filhos podem entrar na Tenda Sagrada depois de terem bebido vinho ou cerveja;se fizerem isso ,morrerão.Todos os seus descendentes também deverão obedecer a essa Lei."(Lv.10.9-NTLH).Note que até para os sacerdotes não havia proibição,mas,um limite para fazer diferença entre o santo e o profano(10.10).Na descrição de Salomão a bebida fermentada (tipificada pelo vinho) traz alegria à vida(Ec.10.19).O mesmo Salomão fala do uso do vinho para alegrar aquele que se encontra em amargura de espírito(Pv.31.6) .
2-A Recomendação:
Distante de nos exortar a consumir ou adotar em nossa alimentação a utilização do vinho ou das melhores cervejas que há no mercado,a Bíblia vê com cautela o consumo de bebidas que contenham álcool em sua composição.Citamos acima o sábio Salomão em suas observações sobre o tema e aquilo que ele fala parece controverso.Não condenando o consumo da bebida,o sucessor de Davi mostra que,se por um lado o vinho produz uma sensação de alegria,por outro pode trazer ao consumidor uma escravidão que tira a percepção e o entendimento da pessoa(Pv.20.1).A recomendação vai na contra mão daquilo que muitos querem pois nos mostra que até mesmo o simples fato de olhar para a bebida instiga o desejo no intuito de consumir aquilo(Pv.23.31).
No decorrer da bíblia vemos a colocação do vinho como algo capaz de,em excesso,produzir o transtorno de uma pessoa por suas características (Pv.20.1).Tão forte é a advertência a não se tornar escravo de bebidas fortes que as posiciona como capazes de colocar o homem no fundo do poço(Pv.23.20-21).
O ponto mais interessante nisso tudo é o poder devastador que a bebida alcoólica possui,independente de qual você está consumindo.Como vimos,a Bíblia,embora não proíba, recomenda veementemente que seu consumo nem mesmo ocorra,pois,como sabemos,não vai parar num único cálice.Tal como a fruta que Eva viu e lhe era agradável aos olhos,da mesma forma os destilados,cachaças,vinhos,etc,etc,etc... que aparecem diante de nós:" Não porei coisa torpe diante dos meus olhos; aborreço as ações daqueles que se desviam; isso não se apagará a mim." Salmo 101.3
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25/06/2011

Resumo da Marcha pra JESUS 2011

·II CORINTIOS (cap. 6)·
"16 E que consenso tem o santuário de Deus com ídolos? Pois nós somos santuário de Deus vivo, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo."
Em sua décima-nona edição,a marcha para Jesus novamente deu um show de organização e de impacto a uma nação.Neste momento onde o povo de Deus já marchou,tanto em São Paulo como no Rio,muitas são as estimativas(algumas até satânicas,comparando com a parada gay!) de quantos foram os que marcharam em São Paulo.O objetivo,porém,não é mostrar quem pode realmente impactar uma nação com seus feitos,pois,nesta situação,a Igreja,que é embaixadora de Cristo na terra(2Co.5.20) e,como sabemos,não pode ser derrotada jamais(Mt.16.18),aquilo que é o objetivo daqueles que marcham para Cristo é demonstrar sua fé materializando-a marchando e demarcando nossas cidades num propósito profético de mostrar que onde nós pisarmos seremos portadores de uma herança que nos garante a posse de onde nossas estacas forem fincadas(Dt.11.24 a;Js.1.3).A certeza quanto aos números só pode ser uma:foram ultrapassados os milhões daqueles que em São Paulo marcharam declarando a bênção desta terra,bem como o senhorio de Cristo em nossa nação.
O ato profético,que contou com a presença de líderes evangélicos ilustres e amados como Silas Malafaia,Jabes Alencar,Marcelo Crivella,entre outros...O discurso de Crivella não poderia ser diferente:elogiou todo mundo,agradeceu até a Jesus(...),em suma,comportou-se como um legítimo político.Já Malafaia deu prosseguimento a sua luta contra os benefícios que querem,a todo custo,ofertar aos homossexuais.Dispensando a oportunidade de pregar verdadeiramente a CRISTO,pura e simplesmente,mostrou-se entusiasmado em conclamar os evangélicos a uma luta contra os césares que aparecem em nosso caminho.



A Marcha,como abordamos,tem o seu alvo espiritual, sem,contudo,em tempos tão modernos,carregar consigo uma pontinha(no diminutivo pra ser gentil...) de política nisso tudo.Querendo mostrar que o povo evangélico é de potencial grandioso devido seu crescimento,líderes trazem este povo às ruas demonstrando a importância dos ideais defendidos pelas lideranças.Tal é a importância política deste movimento que há alguns anos a organização conseguiu que o evento tomasse dimensões que garantiram liberdade de atuação por meio de Lei sancionada até pelo Lula.

Desprezando todas as intempéries que possivelmente ocorreram,é bom lembrar o que motivou a marcha em Londres,que foi justamente a posição ausente deste povo apostólico na sociedade. O objetivo era tirar esse povo das quatro paredes e cumprir o papel de sal da terra e luz do mundo em meio a este ambiente tão hostil que tem feito parte do mundo que nos cerca.Mesmo atuando desta forma,saindo das quatro paredes,não podemos esquecer que este é o pontapé inicial no sentido que devemos derrubar as paredes e muralhas que se colocam diante de nós e conquistemos almas levando,por meio do envio desta palavra de testemunho como povo de Deus.









19/06/2011

A Expansão Missionária paulina

Inegavelmente o Apostolo dos gentios desempenhou um papel fundamental na expansão missionária da Igreja de Jesus até os confins da terra, cumprindo as Palavras do Mestre: ’sereis minhas testemunhas até os confins da terra’.
Texto Bíblico: Atos 13 a 21.16.
Como já dissemos,tão logo Paulo se converteu,recebeu a revelação de um chamado apostólico na esfera do espiritual de Deus, numa profundidade e alcance que outros apóstolos talvez não tenham vivenciado em seus ministérios.

1-O Chamado Apostólico:

Após se converter, Paulo passa um período de reclusão, em profunda comunhão e conhecimento de Deus na Arábia, por período de três anos (Gl. 1.17). Deste período não há maiores esclarecimentos acerca de como ele se deu,mas,sabemos que era uma preparação espiritual para o desenrolar do intento de Deus que se daria na vida dele.Já iniciado esse novo período,o apostolo dos gentios volta para Damasco e começa sua interação com os demais apóstolos e com a Igreja.Como o chamado de Paulo não consentia em ser uma peça social no quadro de membros da Igreja,a Pessoa do Espírito Santo,que é o direcionador das estratégias e da caminhada do Corpo de Jesus na terra(Jo.3.8),elegeu a Paulo confiando-o o Evangelho da incircuncisão,tendo como auxiliar a Barnabé(13.2).

2-A Primeira Viagem (13.4 a 14.28):

Antioquia da Síria, que era capital de governadores gregos e romanos, possuía um dos mais importantes santuários da época, o de Apolo, era uma importante cidade, da qual Paulo partiu para todas as suas três viagens missionárias. Saindo de Antioquia Paulo e Barnabé partiram para: Seleucia (13.4),Salamina (13.5),Pafos (13.6),Perge da Panfilia (13.13) e Antioquia da Pisidia.Saindo da cidade de Atioquia,Paulo partiu juntamente com Barnabé para o porto marítimo de Seleucia,partindo para Salamina,em Chipre,onde tinham como cooperador a João Marcos,ali pregavam normalmente o Evangelho de Cristo nas sinagogas dos judeus(v.5).
Atravessando a ilha de Chipre, os missionários partiram para o extremo daquele lugar, ali sua fé e a confirmação do envio divino sobre aqueles homens estava por si cumprir. Pafos era a capital da província de Chipre,portanto uma cidade chave na propagação da mensagem cristã,chegando nela o interesse de Sérgio Paulo,o governador,de ouvir a ministração da Palavra logo se acendeu,trazendo consigo a resistência do encantador Elimas(ou Barjesus),amigo de Paulo Sérgio e alguém de estima naquela cidade.O governador tinha um interesse genuíno de ouvir as Palavras da vida eterna e,seu ‘amigo’ Elimas,tentava de todas as formas apartá-lo da fé,seja por meio de seus encantamentos ou por palavras(13.8b). No cumprimento do chamado apostólico é impossível ao obreiro entrar no campo sem a devida cobertura espiritual e seus devidos armamentos, é o que vemos no próprio pedido do apostolo posteriormente quando, em Corinto, pede a intercessão da Igreja (2Ts. 3.1).
Esse revestimento, que visa confirmar a pregação, por meio de sinais, prodígios e maravilhas, logo se manifestou a favor da obra trazendo juízo àqueles que se opunham a justiça de Deus que estava sendo conhecida pelo governador. Elimas trouxe para si a ira e a condenação de Deus pela resistência à propagação do Evangelho algo que era garantido por Cristo aos apóstolos que toda resistência seria quebrada por causa da unção derramada sobre nós pelo Espírito Santo(Lc.21.14-15),a unção do Espírito permite quebrar todo e qualquer jugo(Is.10.27),foi exatamente o que ocorreu com Estevão,seus opositores não lhe podiam resistir(6.10).O resultado,no caso de Sérgio Paulo,foi a confirmação da inegável manifestação do braço do SENHOR a ele,e ele creu,obviamente(v.12).

2.1-O Discurso na Sinagoga: ’O Deus deste Povo de Israel escolheu nossos Pais’

Cumprido o propósito de Deus em salvar o governador e anunciar o tempo aceitável do Senhor em Chipre, tiveram uma passagem rápida em Perge e partiram para Antioquia da Pisídia desta vez sem o auxílio de João Marcos, que volta a Jerusalém. Seguindo o teor básico de pregação,ensinado por Cristo,de ensino,poder e pregação(Mt.9.25),a ida da primeira viagem missionária empreendida oficialmente pela Igreja não poderia negligenciar a pregação expositiva da Palavra de Jesus por meio dos apóstolos Paulo e Barnabé.Antioquia da Pisídia tinha outro significado nesta viagem pois possuía,ao contrario de outras visitadas,uma colônia de judeus que,inclusive, dispunham de uma sinagoga para sua religião.A ida à sinagoga pelos apóstolos ocorreu,normalmente no sábado,onde os demais judeus,prosélitos e lideres da religião neste local certamente estavam(13.14-15).
A liturgia da sinagoga ocorreu normalmente com a leitura da lei e dos Profetas e, na ocasião do salmo, fora dada a oportunidade a quem, porventura tivesse alguma Palavra de consolação. O culto israelita ocorreria normalmente,mas,dada a oportunidade Paulo se levanta e procura voltar toda a atenção dos congregados para si e suas palavras. Proclamando um discurso simples aos judeus, o apostolo prega poderosamente, acompanhemos o que Paulo pregou naquele sábado na sinagoga de Antioquia:
  • Deus elegeu e Livrou (v.17): Todos ou pelo menos a maioria dos discursos direcionados aos judeus trazia à memória deles o período de opressão no Egito e o glorioso livramento realizado por Deus num tempo que Israel nem era reconhecida como nação, mesmo ali Deus apostou no povo que havia elegido como luz para as nações
  • Deus suportou (v.18-22): A desobediência a Deus sempre marcou Israel bem como sua facilidade de seguir a outros pensamentos e religiões, como resposta a isso, Deus sempre suportou em amor, continuamente enviando uma voz profética a fim de redimir seu povo;
  • Deus prometeu (v.23-25): Diante de toda a insubmissão de Israel àqueles que traziam a mensagem do arrependimento, Deus promete um libertador capaz de não somente encobrir os erros outrora cometidos, mas, também, purificar de toda iniqüidade;
  • Deus consumou (v.26-32): Todas as profecias anunciavam e apontavam para um messias que restauraria a glória do Trono de Davi, que havia sido quebrada, em Cristo, todo o propósito divino de redenção é consumado;
  • Deus confirmou (v.27-37): As alianças estabelecidas por Deus antes de Cristo convergem perfeitamente para ele e se encaixam perfeitamente naquilo que está escrito, a Palavra do próprio Deus é o que confirma a pessoa de Jesus como sendo o próprio redentor prometido;
  • Deus adverte (v.38-41): Conhecendo a nossa incapacidade de assimilar as coisas de Deus, o SENHOR nos adverte a fim de que não deixemos de vislumbrar as obras de Dele.
A pregação, para aqueles que realmente estavam ligados ao Trono de Deus, foi um total deleite, ao ponto de clamarem aos homens de Deus que se fizessem presentes na sinagoga para outro momento como aquele de exposição da Palavra. Como em todas as pregações,a perseguição veio logo em seguida.

2.2-O Resultado: ’Eis que nos voltamos para os gentios’:

O trabalho desempenhado no campo missionário é totalmente diferenciado, pois a oposição que se levanta contra o mover apostólico é totalmente imprevisível e bastante característico. Cada lugar que é alcançado tem seus próprios apelos e resistências e o que motiva a cada grupo é bem diferente.A oposição que surgiu em Antioquia não seguiu o modelo daquilo que incomodava os judeus de Jerusalém,o zelo pela Lei,muito pelo contrario,foi justamente uma Palavra atrativa,que trazia as multidões para ouvir,que os judeus não possuíam que mais incomodou os religiosos locais.
Uma semana se passou até que Paulo voltou a pregar, era o que todos daquela cidade esperavam com muita sede. Quando falamos que a mensagem do Evangelho é atrativa,é gostosa,não estamos,de modo nenhum,aniquilando a porta estreita,as perseguições,a cruz,etc. apenas estamos evidenciando aquilo que a própria definição daquilo que é evangelho nos propõe,que é uma boa noticia.Fica fácil de entender quando,em Mateus 11.5,diz que aos pobres é anunciado o evangelho.Ora,sendo pobre,não há esperança muitas vezes que Deus esta atento às necessidades,ninguém atende,é como se estivesse morto para todos os outros e o evangelho,ou seja,a boa noticia,era anunciado com o propósito de animar aqueles que se encontravam nesta situação.Era essa Palavra de animo e esperança que os judeus não dispunham,era tão somente a Lei,que tentava operar,sem eficácia,como agente regenerador de caráter e nada mais.
Ver seu curral eclesiástico migrar e afluir alegremente para um grupo que não fazia parte daquele que dominava a área incomodou os líderes de tal modo que o agente motivador foi a inveja por tudo aquilo que eles queriam receber, não do povo, mas, de confirmação do chamado e demonstração de poder espiritual, que era o que estava ocorrendo por meio de Paulo e Barnabé. Tamanha era a resistência que,em meio a pregação,contradiziam a tudo que era proferido pelo apostolo,tentando,a todo modo, desmerecer aquilo que era pregado às multidões de Antioquia e arredores.
A multidão que se formou não era apenas de judeus e prosélitos, mas, constava também de gentios que entenderam que faziam parte do grupo de salvação que Deus tinha por propósito alcançar. Muitos dos judeus presentes resistiram abundantemente aos missionários,ao ponto de os expulsarem da cidade.Por sua rejeição uma palavra de benção pôde ainda ser liberada aos gentios que valorizaram a mensagem,que assegurava o acesso a Deus por meio de um caminho que somente os judeus poderiam trilhar,mas que agora não estava restrito a este grupo.

2.3-Perseguição, Idolatria e Apedrejamento:

Na reta final da primeira viagem de Paulo eles saem fugidos de Antioquia e chegam a Icônio e foram, logo que pregaram na sinagoga, perseguidos e atribulados pelos judeus que usaram os gentios a fim de não dar credito a mensagem apostólica. Tamanha foi a perseguição que logo seguiram para Listra pois queriam o apedrejamento dos apóstolos.O que vemos de diferente no evangelismo em Listra é uma situação diferente daquilo que ocorreu em outros locais,pois os opositores da obra seguiram os sinais do mover de Deus e na cidade de Listra buscam consumar seu plano,paralelo a isso,vemos os frutos se manifestando numa esfera até então desconhecida.Trata-se da fé que um coxo possuía para ser curado.Algo que somente é visto em Jerusalém pelos apóstolos e visto antes com Jesus.Fora dos limites de Jerusalém é a primeira menção de alguém que, mesmo, aparentemente, desconhecendo a mensagem cristã, crê para cura.
A prova de que Deus provê manifestações do poder dele mesmo quando não possuímos os dons são reais quando estamos realizando a obra de Deus, quando estamos no campo. Mesmo não possuindo dons de cura,Paulo realiza o milagre pois havia nele revestimento capaz de entender que havia naquele homem uma fé diferenciada que o possibilitava ser curado e libera essa cura milagrosa.O problema viria quando uns religiosos buscariam transformar os dois em deuses vindos dos céus(14.11-13).Estrategicamente os dois pregam e apontam suas próprias fraqueza e sua impossibilidade de serem tratados como dignos de honrarias deste tipo,dizendo que mesmo seguindo suas próprias vaidades Deus não desamparou-os à própria sorte(14.16,17).Estando em Listra os judeus de Antioquia e Icônio incitaram as multidões com propósito de apedrejar aos que estavam anunciando a salvação.
Paulo é apedrejado e arrastado para fora da cidade e pensam que está morto. Os discípulos que estavam seguindo a Paulo e Barnabé neste propósito rodearam o corpo do apostolo e ele voltou a si,indo para a cidade de Derbe(14.20).Concluído o plano de evangelização eles voltaram estabelecendo presbíteros para o cuidado das Igrejas plantadas(v.23).

2.4-Exercendo o Cuidado Pastoral:

A primeira viagem de missões de Paulo e Barnabé evidenciou claramente que,quando a Igreja se reporta ao Calvário e refaz o caminho até o Cenáculo,com Pentecoste, ela cumpre cabalmente sua missão apostólica e profética em meio esse mundo de dores e horrores que jaz no maligno. É a prova daquilo que o próprio Cristo falou que estando nele damos frutos gloriosos(Jo.15.5).Os cuidados pastorais não foram negligenciados pelos missionários vindos de Jerusalém,logo na volta de sua viagem estabeleceram presbíteros,ou anciãos,que exerceriam o ministério pastoral cuidando dos novos crentes.
No intervalo entre atos 14, que narra o fim da primeira viagem e atos 15, que trata do concílio de Jerusalém, Paulo escreve a epístola aos Gálatas, destinada à nova Igreja em Antioquia, Listra, Derbe e Iconio, tais Igrejas eram conhecidas como as Igrejas da Galácia (Gl. 1.2). Paulo não descuidou da assistência às Igrejas que fundou e visitou precisamente porque era parte integrante do ministério apostólico contemplar todas as demais áreas de atuação do Corpo de Cristo.A incumbência de ser testemunha da ressurreição englobava demonstrar tudo aquilo que,junto de nós,Cristo realizou.

07/06/2011

Mais dos 140 anos dos Batistas no Brasil


Em 2011,como já publicamos,é o ano que é comemorado 140 anos do trabalho batista no Brasil.O início do trabalho Batista no Brasil se deu por meio da vinda dos imigrantes cristãos,a maioria de referencial batista que imigraram do sul dos EUA. por ocasião da Guerra Civil Americana,em 1865. Não foi por acaso que a escolha do Brasil se deu,nem mesmo por uma direção espiritual, mas, de forma estratégica decidiram fincar suas estacas em território brasileiro por este conter grande potencial produtivo e mão de obra barata(eles eram a favor da escravidão).O propósito de iniciar a evangelização da nova terra teve seu marco inicial em 1870 quando foi publicado o Manifesto Para Evangelização do Brasil,documento que continha assinaturas de Metodistas, Presbiterianos, Congregacionais e um batista,o pastor Richard Raticliff.Já em 1871 foi fundada,na cidade de Santa Barbara D'Oeste a primeira Igreja Batista em solo brasileiro.
A primeira conversão de um sacerdote católico ao protestantismo,a Cristo,em solo brasileiro é acompanhada por William Bagby,pastor missionário batista,em Recife,o ex sacerdote católico,posteriormente, seria, após sua conversão,conhecido como o Pastor Antonio Teixeira de Albuquerque,o primeiro Pastor batista brasileiro,um ex sacerdote católico romano.O trabalho evangelístico tem como peça fundamental o Pastor Albuquerque tanto no trabalho de propagar a fé evangélica como no ministério de plantar Igrejas em partes diversas do Brasil como Bahia,Pernambuco,Alagoas e ainda, em São Paulo,berço dos primeiros batistas.A profissão de fé de Pastor Albuquerque se deu no terceiro domingo de de 1880 e,no mesmo dia foi ordenado pastor na loja maçônica(justo ali???) da cidade paulista.
Paralelo a missão de evangelizar,a filosofia de ministério seguida pelos batistas era semelhante a seguida pelas outras denominações tradicionais e englobava, basicamente: adoração, educação, ação social, comunhão,evangelização e testemunho.Modelo que é seguido até hoje,com sucesso, principalmente por Igrejas históricas.Através da iniciação dos trabalhos pelo pioneiro Bugby e Pr. Albuquerque,Igrejas foram fundadas na Bahia(15/10/1882) e em Maceió(17/05/1885) foi fundada a primeira Igreja Batista em Alagoas por meio do trabalho de Pastor Albuquerque.Após ficar doente se reitou para rio Largo,em Alagoas, onde morreu em 07 de Abril de 1887.A vida de Pr. Albuquerque no ministério foi grandiosa em seus feitos espirituais,mas,curta contando com a conversão de seus pais e batismo efetuado pelo próprio pastor em Alagoas e rica prosperidade enquanto esteve no pastoreio da Igreja em período de 2 anos contando com 80 membros.
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01/06/2011

Sinais e Maravilhas na Igreja


Sem dúvidas, chegamos ao ponto central do Livro de Atos, que é justamente o mover espiritual que ocorre quando o povo Apostólico vive uma vida na plenitude do Espírito. A atuação do Espírito confirmando a pregação da Igreja proporcionou todas as maravilhas que estudaremos nesta rica oportunidade.

Texto Bíblico: Atos 3.1-11.

Diante do texto bíblico, percebemos uma passagem muito conhecida de todos nós, que é a narrativa do primeiro milagre operado pelas mãos dos Apóstolos no Templo. Aquele coxo havia nascido daquela forma e continuamente era levado àquela porta, chamada Formosa, para ali pedir esmolas e prover seu sustento. Naquele dia,porem,foi completamente curado daquilo que o afligia.


1-Sinais e Maravilhas, a Ação Sobrenatural da Igreja:

O termo milagre remete a uma intervenção sobrenatural sobre algo que estava determinado, é um fenômeno que quebra uma lei. Essa quebra nas leis naturais somente pode ser feita por Deus(Mc.10.27).O objetivo do milagre é duplo:glorificar a Deus e expandir o Reino.O milagre glorifica a Deus pois mostra que Ele é o único capaz de realizá-lo(Mc.2.12),com isso,o povo percebe que há um agir sobrenatural operando no meio deles(Lc.5.26).O milagre, quando realizado, é a prova que confirma a grandeza de Deus sobre os homens (Ex.7.9).

Com o milagre de Deus, que é um sinal, uma confirmação da nossa fé, a conseqüência é o crescimento do Reino, a expansão do Reino onde ocorreu o fato (At.4.4). Quando acontece o milagre,a pregação Apostólica torna-se baseada naquela confirmação ocorrida.Logo após a cura daquele coxo,a pregação apostólica tomou um rumo de forma a apontar para as promessas que ocasionaram os milagres em Atos.Sendo a glória de Deus o objetivo primário do milagre,e não a promoção pessoal,ou um show, Cristo,que sempre glorificava o Pai após cada realização,não cedeu ao apelo de Herodes por seus feitos milagrosos(Lc.23.8-9).

2-A importância dos Milagres na Igreja Primitiva:

Em seu período com os discípulos, Cristo mostrou que é parte indispensável quando a Palavra é proclamada. A liturgia seguida por Cristo em suas pregações era muito bem definida:ensinar,pregar e curar(Mt.4.23;9.35).O ministério de Jesus envolvia o ensino,a pregação e o poder espiritual,os milagres.Os milagres muitas vezes anunciam consigo algo muito maior do que aquilo que ocorreu.

Quando Cristo exercia seu ministério eram comuns as curas, os sinais, os prodígios acontecerem. Isso se dava pelo caráter profético contido no milagre,eles anunciavam a vinda do Reino dos Céus aos homens(Lc.11.20;10.9),ou seja,o milagre carrega consigo o caráter profético da mensagem do Evangelho,da mesma forma que o profeta anunciou que os milagres anunciariam um tempo onde o Reino de Deus estaria acessível a todos os homens(Is.61.1-3),o ano aceitável do SENHOR.Quando falamos em milagres efetuados pela Igreja Apostólica,devemos nos lembrar da continuidade na missão de propagar o Evangelho de Cristo.O milagre é muito importante justamente porque anuncia a chegada daquilo que é perfeito,da vinda do Reino aos homens(1Co.13.8-10).Com o milagre,o sinal,é confirmada a pregação,a fim de que o mundo creia(Jo.4.48).

3-O Milagre da Porta Formosa:

Muitas vezes, o milagre é espontâneo e inesperado, como no caso do milagre ocorrido com Pedro e João na Porta Formosa, o mesmo ocorreu com Jesus quando encontrou o paralítico frente ao tanque de Betesda, pois como sabemos aquele homem não esperava encontrar Cristo e ser curado. Chegando ao Templo,os dois apóstolos deparam-se com um coxo que todos os dias era levado à porta do Templo para pedir esmolas.Obviamente,aquele coxo deveria ser conhecido dos apóstolos e dos demais que freqüentavam o Templo de Herodes,pois todos os dias ali estava(At.3.2).

Naquele dia, porem, Pedro, tomando a frente, usou de sua autoridade apostólica e liberou a cura àquele homem. Pedro usa da autoridade espiritual que Cristo havia derramado a Ele para que o sinal fosse manifesto entre os descrentes,eram os milagres ao sucessores das pregações dos apóstolos(Rm.15.18-19).Quando estudamos o milagre da Porta Formosa,vemos uma série de características bem peculiares,vejamos:

· Um milagre inesperado (v.6): O pedido do coxo era unicamente a esmola, não esperava ser curado ou salvo naquele dia;

· Um milagre confirmado publicamente (v.8): Logo após sua cura,o homem entra no Templo louvando,andando e saltando, tendo como testemunhas aqueles que freqüentavam o Templo, pois o conheciam;

· Um milagre de graça e misericórdia (vv.13-14): O discurso que seguiu aquele milagre foi marcado pela revelação daquele que o operara-Cristo. Mesmo tendo entregue Cristo para a morte,a misericórdia de Deus foi provada pelos que presenciaram o feito;

· Um milagre para arrependimento (v.19): Discursando no Alpendre de Salomão, Pedro, não deixou de assegurar a necessidade do arrependimento, deixou claro a necessidade do arrependimento para viver um tempo de cura e milagres (v.19).

4-O pós-milagre:

Como bem sabemos tudo aquilo que Deus opera tem propósito e objetivo, dessa forma, não poderia ocorrer uma manifestação Divina sem deixar após si frutos espirituais. Foi justamente o que aconteceu após a proclamação do Evangelho por parte de Pedro.A seguir veremos os frutos que acompanharam os fatos do capítulo 3:

· Os frutos da carne: Após uma pregação tão gloriosa como a realizada no cap.3, muito foram os religiosos que se revoltaram com aquela situação. Já não era o incomodo pela cura,e,sim,pela mensagem de que Cristo é a ressurreição (4.2). Aqueles que se opuseram carregavam consigo os mesmos conceitos errados que crucificaram Cristo, era a mesma filosofia carnal que não se curvava ao Cristo de Deus e produzia morte espiritual (Mt. 23.13; Lc. 11.52);

· Os frutos espirituais: Mesmo seguido de oposição, o agir do Espírito foi com os discípulos confirmando a mensagem trazendo entendimento espiritual àqueles que ali estavam. Muitos,algo em torno de cinco mil,aceitaram a Cristo como SENHOR e salvador(4.4),abrindo mão das idéias que os afastavam de Deus.O milagre realizado naquele dia abriu completamente as portas da Palavra e de salvação para a vida daqueles que estavam presentes e creram.

Um coxo é curado, cinco mil aceitam Jesus como salvador, um dia de prisão para os Apóstolos Pedro e João, um conselho disposto a condenar os discípulos e uma multidão que glorifica a Deus, esse foi o balanço final daquele dia. Tudo começa com a chegada ao Templo às três horas da tarde para o culto de oração,um coxo pede esmola e é curado,todos vêem e não podem negar que aquele homem,que era coxo há 40 anos(4.22),foi curado pelos da seita dos nazarenos.O julgamento precisava acontecer,mas,já era tarde,então,foram presos os dois discípulos,sendo julgados dia seguinte pela cúpula judaica.E eles não puderam participar do culto de oração!

Sinais e maravilhas. Observamos alguns aspectos e até mesmo tentamos definir o que seria um milagre.A verdade é que fica difícil assinalar o que é milagre,quando analisamos Atos 3 e 4,pois um é curado,cinco mil viram crentes,os poderosos recuam com medo,qual é o milagre???Na realidade, podemos definir milagre ou vive-lo com base no vers.1 de Atos 3:" Pedro e João subiam ao templo à hora da oração, a nona.”-compromisso e fidelidade.

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