30/04/2012

Adilson Soares, Lauriete, Marcelo Aguiar e Silas Câmara não assinam CPI de Cachoeira

No último dia 20,foi divulgado pela Mesa do Congresso,e publicado no site G1,a lista dos parlamentares que assinaram para a criação da CPI mista que investigará a relação de políticos e empresários com Carlos Augusto Almeida Ramos,o Carlinhos Cachoeira,bicheiro preso em Fevereiro pela Polícia Federal.

A atitude tomada por alguns componentes da Bancada Evangélica,não assinando o requerimento para a criação da CPI causa estranheza,uma vez que o próprio Cristo enfatizava a necessidade de uma vida transparente e pautada na verdade. Nos evangelhos vemos declarações de Jesus afirmando que quem está na luz, pratica as obras da luz,aqueles que estão em trevas não buscam a luz e nem querem que suas obras tenebrosas sejam manifestas.Lamentável que os parlamentares [evangélicos] que confiamos nosso voto não queiram investigar as possíveis relações de um bicheiro com funcionários públicos [colegas parlamentares e,quem sabe,do mesmo partido que eles]  que a população paga,e caro.

Entre aqueles que não foram favoráveis,há muitos parlamentares da frente Evangélica,figuras conhecidos por muitos de nós,crentes.Abaixo, seguem os que não assinaram,aqueles que fazem parte da Frente Parlamentar Evangélica tem a sua denominação ao lado:

Acelino Popó PRB BA
Adrian PMDB RJ
Aelton Freitas PR MG
Alex Canziani PTB PR
Anderson Ferreira PR PE - Assembléia de Deus
André Zacharow PMDB PR - Igreja Batista
Aníbal Gomes PMDB CE
Antônia Lúcia PSC AC - Assembléia de Deus
Antonio Brito PTB BA
Antônio Roberto PV MG
Aracely De Paula PR MG
Arlindo Chinaglia PT SP
Arnon Bezerra PTB CE
Aureo PRTB RJ - Frente evangélica - denominação (???)
Beto Mansur PP SP
Bruna Furlan PSDB SP - Cristã no Brasil
Carlos Magno PP RO
Celia Rocha PTB AL
Cida Borghetti PP PR
Cleber Verde PRB MA - Assembléia de Deus
Damião Feliciano PDT PB
Davi Alves Silva Júnior PR MA
Dimas Fabiano PP MG
Dr. Adilson Soares PR RJ - Igreja da Graça (irmão de RR Soares)
Edivaldo Holanda Junior PTC MA - Igreja Batista
Eduardo Azeredo PSDB MG
Elcione Barbalho PMDB PA
Eliene Lima PSD MT
Eros Biondini PTB MG
Eudes Xavier PT CE
Fábio Faria PSD RN
Felipe Bornier PSD RJ
Francisco Floriano PR RJ
Francisco Praciano PT AM
Giacobo PR PR
Gladson Cameli PP AC
Guilherme Mussi PSD SP
Heleno Silva PRB SE - Universal
Hermes Parcianello PMDB PR
Hugo Napoleão PSD PI
Inocêncio Oliveira PR PE
Janete Capiberibe PSB AP
Jaqueline Roriz PMN DF
Jefferson Campos PSD SP - Igreja Quadrangular
João Carlos Bacelar PR BA
João Leão PP BA
João Lyra PSD AL
João Pizzolatti PP SC
Joaquim Beltrão PMDB AL
Jorge Boeira PSD SC
Jorge Corte Real PTB PE
José Carlos Araújo PSD BA
José Chaves PTB PE
José Linhares PP CE
José Otávio Germano PP RS
José Priante PMDB PA
José Rocha PR BA
Jose Stédile PSB RS
Josué Bengtson PTB PA - Igreja Quadrangular
Júlio Cesar PSD PI
Junji Abe PSD SP
Lael Varella DEM MG
Laercio Oliveira PR SE - Igreja Presbiteriana
Lauriete PSC ES - Assembléia de Deus
Luciano Castro PR RR
Lúcio Vale PR PA
Luis Tibé PTdoB MG
Luiz Carlos PSDB AP
Luiz Nishimori PSDB PR
Magda Mofatto PTB GO
Mandetta DEM MS
Manoel Junior PMDB PB
Manoel Salviano PSD CE
Marçal Filho PMDB MS
Marcelo Aguiar PSD SP - Assembléia de Deus (ex Renascer)
Márcio Reinaldo Moreira PP MG
Marco Maia PT RS
Mário De Oliveira PSC MG - Igreja Quadrangular
Mauro Benevides PMDB CE
Mauro Mariani PMDB SC
Natan Donadon PMDB RO
Nelson Marquezelli PTB SP
Nelson Meurer PP PR
Nice Lobão PSD MA
Nilton Capixaba PTB RO - Assembléia de Deus
Otoniel Lima PRB SP - Universal
Paes Landim PTB PI
Paulo Magalhães PSD BA
Paulo Maluf PP SP
Pedro Henry PP MT
Penna PV SP
Rebecca Garcia PP AM
Roberto Balestra PP GO
Roberto Britto PP BA
Rogério Peninha Mendonça PMDB SC
Ronaldo Nogueira PTB RS - Assembléia de Deus (pastor)
Rosinha Da Adefal PTdoB AL
Sandro Alex PPS PR
Saraiva Felipe PMDB MG
Sebastião Bala Rocha PDT AP
Sérgio Moraes PTB RS
Silas Câmara PSD AM - Assembléia de Deus (pastor)
Simão Sessim PP RJ
Taumaturgo Lima PT AC
Toninho Pinheiro PP MG
Valdemar Costa Neto PR SP
Vicente Arruda PR CE
Vilson Covatti PP RS
Vinicius Gurgel PR AP
Vitor Paulo PRB RJ - Universal
Walter Tosta PSD MG - Igreja Batista
Wellington Fagundes PR MT
Wladimir Costa PMDB PA
Zé Silva PDT MG
Zé Vieira PR MA - Assembléia de Deus
Zeca Dirceu PT PR
Zequinha Marinho PSC PA - Assembléia de Deus

28/04/2012

Homem pode reger Coral?


Esta pergunta me pareceu bem oportuna,quando li,pois é incomum vermos homens regendo Corais em Igrejas Evangélicas.Seria então,uma aptidão restrita à mulher?O homem pode ser regente de Coral?
Analisando o texto de 1 Crônicas 15.16-22,vemos que Davi,sempre muito habilidoso e detalhista quanto as questões do Templo,sistematizou as escalas de serviços na Casa de Deus.Nesse texto,são tratadas as distribuições das funções aos levitas,aqueles que eram chamados para o serviço no Templo.Chegando ao vers.22,vemos a atribuição de um cargo,que equivale ao de regente,para um homem chamado Quenanias que,segundo o texto, era muito habilidoso para esta função.Vejamos o texto:
"E Quenanias,príncipe dos levitas,tinha o cargo de entoar o canto;ensináva-os a entoá-lo porque era entendido nisso." JFA-Revista e Corrigida.
"...e Quenanias,chefe dos levitas,estava encarregado dos cânticos e os dirigia,porque era entendido". JFA-Atualizada.
"Porque era entendido em música,Quenanias foi escolhido par dirigir os músicos levitas". NTLH
Logo,homens podem reger Corais em Igreja,bem como qualquer função dentro da música,desde que seja habilidoso.

23/04/2012

A simplicidade da Vida Cristã

A fórmula cristã apresentada na atualidade é envolvida em métodos por demais complicados e distantes de algo que liberte. Ao que parece, a idéia de cristianismo resume-se a uma coletânea de rudimentos, obrigações, liturgias de homens que nada tem valor. Na contramão do método humano, o próprio Cristo apresenta o fundamento simples e descomplicado daquilo que Ele estabeleceu através de Seu sangue.

Revelando uma das características que devem fazer parte da vida dos crentes,Jesus mostra que,mesmo com um envio divino que nos colocará diante de situações adversas e até em momentos de opressão,a simplicidade deve fazer parte da nossa caminhada mesmo em momentos de descontrole e adversidade(Mt.10.16).Na busca pela genuína caminhada cristã,sem o apego a doutrinas dos homens e fórmulas mágicas,apenas vivendo da forma apresentada pelo Mestre,o próprio Deus se compromete a guardar e guiar aqueles que não são guiados por ideias carregadas de religiosidade,ele cuida daqueles que mantém uma vida pautada puramente em Suas palavras (Sl.116.6).

Quando analisamos o contexto no qual Jesus nos convoca à simplicidade, chegamos à conclusão que o Mestre tinha a preocupação de preparar seus discípulos quanto aos possíveis desvios que poderiam acontecer na caminhada cristã.Nas palavras de Paulo,fica muito evidente que a pureza da mensagem de Jesus Cristo estaria comprometida uma vez estivesse manipulada por pessoas com outros interesses que não os espirituais.Tinha o apóstolo a preocupação de que os cristãos não mantivessem a simplicidade contida no Evangelho(2 Co.11.3).

Como hoje,muitos têm se apegado a usos,costumes e doutrinas que nada têm a ver com a Mensagem original de Jesus,apartados do Evangelho vivendo totalmente na religião,crendo que vivem para o Espírito Santo.Por outro lado,o apóstolo Paulo mostra,no versículo 4 do cap.11,o motivo de sua preocupação,que se baseia no fato de o povo ter grande facilidade de ser enganado e levado a adotar uma postura e um pensamento oposto ao ensino original.Paulo os exorta a não dar atenção a vozes que ensinem algo diferente do ensino apostólico.Tais recomendações,tanto de Jesus como dos apóstolos,mostra que as advertências se dão a fim de combater a falta de resistência dos crentes quanto às falsas doutrinas e ensinos de demônios,os quais muitos irmãos abraçam sem nenhuma contenda ou questionamento.

12/04/2012

Aborto - A legalização de um crime

Nesta semana,onde é votada uma pauta importante no STF,acerca da legalização do aborto a anencéfalos. Desde ontem, 11/04, que os ministros do STF votam sobre o tema da interrupção de gestações,onde a criança é comprovadamente anencéfala, ou seja, não possuem cérebro.




A decisão,que já está praticamente definida de forma favorável ao aborto,com 7 votos a favor,contra apenas 1 contra.Neste momento,faltam dois ministros exporem suas posições.Votaram favorável ao aborto os ministros:Carlos Ayres Britto, Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Luis Fux e Carmen Lúcia e Gilmar Mendes.O único ministro contrário ao aborto,até agora, é Ricardo Lewandowski.


06/04/2012

Cristo - A nossa Páscoa

As celebrações da Páscoa no Antigo Testamento,bem como todas as demais festas e celebrações previstas na Lei,apontava para toda a obra redentora realizada por Cristo.Cada detalhe daquilo que era realizado nas celebrações apontava,de alguma forma,para algo daquilo que Jesus realizaria em seu ministério.Como sombra,tais eventos mostravam profeticamente a missão redentora de Jesus(Cl.2.17).

Chegado o momento da Páscoa,Jesus e seus discípulos,bem como os demais judeus,preparavam-se para as celebrações em Jerusalém.No início a celebração era familiar e íntima,mas,nos tempos de Cristo,as multidões de Israel afluíam a Jerusalém para celebrar a Páscoa e,portanto,era expressivo o número de judeus de toda Israel,e de outros locais,em Jerusalém para a festa da Páscoa.Era difícil encontrar um local para celebrar uma vez que a cidade não tinha estrutura para tamanha peregrinação e os discípulos entendendo isto,perguntam a Jesus onde seria realizada sua Páscoa.A euforia por parte dos discípulos em participar da Páscoa era grande e Jesus também tinha grande interesse em participar com eles,e designou um Cenáculo(refeitório),no qual celebrariam.

O interesse de Jesus Cristo em participar da Páscoa tinha um motivo muito importante pois seria sua última em comunhão com seus discípulos(Lc.22.16).O Mestre celebrou a última ceia e instituiu a Ceia do SENHOR,a Santa Ceia,na qual tipificou como seu sangue o vinho e o pão como seu corpo(Lc.22.19-20).Ao participar da Ceia com os discípulos,Cristo ordenou que este ato fosse repetido até Sua volta,a celebração da Santa Ceia deve,então, ser realizada até que Jesus retorne a buscar sua Igreja(1Co.11.26).

Ao instituir a Celebração da Santa Ceia à Sua Igreja,Cristo estabelece dois elementos básicos:o pão asmo(sem fermento) e o vinho (suco de uva) não fermentado(Mt.26.26-28).Os dois elementos,que figuram a morte de Jesus,deveriam não conter nenhum fermento,não deveriam ter passado por nenhum processo de fermentação(Êx.12.15).No contexto espiritual,o fermento é associado ao pecado e à corrupção espiritual e,dessa forma,a Páscoa não deveria conter nada produzido com fermento.Então,não conter fermento naquilo que os israelitas consumiriam era uma maneira de mostrar que a opção de extirpar o pecado é puramente nossa e individual.Há,ainda,entre os carnais,a idéia que Cristo, com seus discípulos,consumiu,na última Ceia,o vinho fermentado como hoje conhecemos, que inclusive havia na época,desconhecendo que,na cultura judaica da época havia diferença entre vinho fermentado e vinho não fermentado, ou seja,o vinho propriamente dito,fermentado e com teor alcoólico e o suco de uva como produto da vide,o suco de uva sem nenhum processo de fermentação,como o próprio Cristo deixou claro(Mt.26.29).

Sendo símbolo do pecado,o fermento não poderia ser consumido pelo povo de Deus no período pascoal(Êx.12.20).Nada levedado deveria ser consumido pelos israelitas no período da Páscoa.As celebrações envolviam um padrão de santidade para que fossem aceitáveis a Deus,e este padrão ainda é vigente na nossa celebração da Páscoa que realizamos a Deus,embora muitos dos elementos e da liturgia do AT não sejam úteis à Igreja(1Co.11.28-29).Quando nos apresentarmos à mesa com o SENHOR devemos nos voltar em santidade a Ele afim de não sermos condenados com o mundo(1Co.11.32).


05/04/2012

A Páscoa do Salvador Jesus

No decorrer da história do povo de Deus houveram momentos,sempre que os crentes saíam da direção do Espírito Santo,que Deus os entregava à servidão para outros povos,com o intuito de mostrar que o serviço a Deus era a melhor opção.A exemplo daquilo que aconteceu a Saul(1 Sm 28.19),ou mesmo com Jeroboão,que pecou e fez Israel pecar(1 Rs 14.16)Deus diversas vezes mostrou a Israel que o serviço que Ele havia designado era algo que o SENHOR trazia em amor e sem escravização.Era no momento de aflição,onde o povo era oprimido pelos inimigos, que eles se voltavam para Deus com sinceridade e humildade de espírito e coração para buscar o concerto com o Altíssimo,ali,Deus operava misericórdia sem igual. Numa destas operações de grande livramento e misericórdia,enquanto o povo era escravo de Faraó,após anos de escravização dramática do povo Eleito,finalmente o livramento chega,após inúmeros sinais,prodígios e maravilhas na terra da aflição. Deus livra a Israel.O povo passa a cantar o hino da vitória do outro lado do grande Mar,rumo a uma terra desconhecida que,conforme a promessa manava leite e mel. Essa Passagem,tornou-se então a origem,o sentido de toda a festa conhecida como Páscoa.

A Primeira Páscoa

Israel jazia humilhado e pisado pelos homens.Era uma nação que detinha uma promessa grandiosa,mas,que,pela desobediência,viu a promessa divina se afastar de seu arraial.Mulheres choravam seus mortos,pais viam seus filhos executados, suas mulheres eram desrespeitadas,e,ao que parecia,Deus estava morto ou incapaz de responder aos seus fiéis.Parecia que o Deus de Abraão não respondia seus filhos numa terra desconhecida e de deuses estranhos.

Anos de escravidão e serviço a um homem (Faraó) que acreditava ser a reencarnação de um deus egípcio.O Faraó era visto e tratado como o líder supremo do Egito,tratado dessa forma pois era tido como a reencarnação de Hórus, uma divindade que era considerada filha do sol, e o povo israelita servia-o.Portanto,estar debaixo da servidão deste rei era o mesmo que estar debaixo da servidão deste deus pagão,estar debaixo da servidão de faraó era atestar que o Deus de Israel era inferior à reencarnação de um deus.Quando,porém,o povo voltou-se a Deus,logo o seu gemido foi ouvido pelo Deus de Abraão e 'lembrou-se do seu pacto...'(Êx.2.24).O próprio Deus desceu afim de livrar seu povo das mãos do Egito,já planejando conceder-lhes uma terra boa,confortável e espaçosa (Êx.3.8).

Uma vez que o SENHOR se comprometera a livrar o povo israelita da opressão faraônica,proveu todo o necessário para que Seu povo vivesse um livramento glorioso.Deus,que não deixa falhas em seu planejamento,concede ao povo um libertador,alguém eleito pelo dedo dEle,com dons e atributos que levariam os escravizados a uma trajetória de poder.A liderança que foi levantada- Moisés- carregava consigo mais que pulso firme e grande autoridade,possuía Moisés um envio profético que o permitiria vivenciar milagres e sinais jamais vistos na história do povo israelita,possuía Moisés tal revestimento que lhe garantia dons de poder capazes de quebrar todos os limites do natural e trazer o sobrenatural para diante dos olhos daqueles que cruzariam seu caminho(Êx.4.1-7).

A história,como conhecemos,foi a favor do povo de Deus,tendo uma vitória concedida por meio de pragas ao opressor,mortes, sinais de poder, e,a mais tremenda de todas as evidências,ter o Mar Vermelho aberto diante os olhos e dos carros e cavalos de Faraó,o qual viu perecer o seu exército(Êx.14.27-29).A conquista gloriosa da parte de Deus permitiu que os filhos de Israel andassem pelo meio do mar em seco,sem que lhes causasse dano algum.

A lembrança de toda a opressão do Egito,bem como o grande livramento da parte de Deus,deveriam vir na forma de um memorial perpétuo aos israelitas.A passagem (Páscoa) deveria ser realizada,a princípio,com uma refeição sacrificial que consistia de um cordeiro assado,pães sem fermento e ervas amargas.Cada elemento da Páscoa tinha seu significado,o cordeiro apontava para o sacrifício,o pão sem fermento mostrava a pureza e as ervas amargas remetiam a servidão do Egito.Essa festa nos tempos de Jesus havia tomado outra dimensão,uma vez que os judeus se reuniam uma vez ao ano em Jerusalém para a Páscoa,com o mesmo formato apresentado a Moisés.Essa comemoração tinha dois objetivos:
  • O Objetivo Memorial:A Páscoa era uma celebração de estatuto perpétuo aos israelitas afim de que ficasse sabido entre as demais gerações que com mão forte Deus livrou seu povo das mãos de faraó(Êx.12.14); e
  • O Objetivo Profético:Toda a liturgia da Páscoa,seus símbolos e significados, apontavam precisamente para Cristo,sua morte e ressurreição foram preditas a cada momento que era celebrada a Páscoa dos judeus.O cordeiro,que é o próprio Cristo,sendo imolado e sacrificado a Deus para a remissão de pecados,tendo a sua carne comida pelos israelitas,mostra que foi por nós que Ele se sacrificou e que nós somos alimentados mediante seu sangue e sua carne,por fim,aponta para a nossa passagem da morte para a vida,do pecado para Deus.
A Páscoa Neotestamentária

Quando Cristo é imolado e açoitado,sendo humilhado e morto por nossos pecados,Ele o faz na certeza de que uma nova dispensação viria e,com ela,a relação do Pai conosco,através de Jesus,seria outra,distinta daquela apresentada no AT.Deus já não seria visto como um SENHOR intolerante e destruidor,mas, o Rei das misericórdias.A ênfase da Mensagem dos lábios de Jeová já não seria uma mensagem de destruição por conta do pecado,mas,a ênfase seria justamente uma conversão que livra da morte.

Jesus Cristo paga o preço pelas nossas almas,resgatando-nos de nossos próprios pecados e erros,transportando-nos das trevas para a luz,da morte para vida,do inferno para o céu.Da mesma forma que o povo hebreu saiu do Egito rumo a uma terra que mana leite e mel,uma terra de suprimento e deleite em Deus,nós, também,ao aceitarmos o sacrifício de Cristo,somos inseridos no Reino de Cristo, guardados em Deus,tirados da escravidão espiritual que nos oprimia e amarrava. O propósito divino em realizar essa libertação em nós é para que vivamos ao Seu lado vivendo aquilo que fomos destinados a ser:imagem e semelhança de Deus.É nos resgatar na nossa própria natureza vil e carnal para uma total restauração na nossa vida de acordo com o propósito de Deus para nós,que é a nossa remissão e libertação.

Muito longe de ovos de chocolate,coelhinho,a Páscoa é um memorial daquilo que Cristo realizou com o intuito de nos tirar da escravidão que nos encontramos e nos transportar para um território de salvação e refúgio espiritual,sem o qual não viveremos no abrigo de Deus.

02/04/2012

Porque a promessa vos pertence a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe: a quantos o Senhor nosso Deus chamar(At.2.39)

Recentemente li um artigo que tratava abertamente sobre o tema do batismo no Espírito Santo,dons do Espírito e a atualidade da promessa na atualidade,sob a ótica dos irmãos batistas.A princípios fiquei muito surpreso pois este tema sempre foi duramente evitado por nossos irmãos 'tradicionais',que afirmavam que a manifestação dos dons na Igreja se deu apenas aos apóstolos de Cristo para um fim específico num tempo e espaço determinados e restrito a estes.De maneira nenhuma poderia aplicar-se ao nosso contexto atualmente (diziam) pois era privilégio dos crentes apostólicos.O tempo passou,os séculos passaram,a análise dos dons e da manifestação do Espírito chegou aos seminários e,por meio da exposição da Palavra no tocante ao tema,muitas ideias,que eram apenas tradições de homens,caíram por terra,dando lugar ao movimento de renovação espiritual que passou a inflamar as Igrejas mais tradicionais.

A resistência à crença na atualidade dos dons espirituais se dava pois muitos de nossos irmãos não aceitavam a ideia de línguas estranhas,profecia,palavras de conhecimento,uma vez que a Mensagem bíblica já estava compilada e devidamente registrada para nós.A ênfase então,tornou-se a análise bíblica,uma visão correta,não fosse um pequeno detalhe:a análise  e o estudo bíblico por parte de nossos irmãos se dava de forma acadêmica, litúrgica e afastava o caráter sobrenatural da Mensagem,o que tornava a Mensagem de Cristo objeto de análise sistemática,ao invés de ser vista como fonte de revelação espiritual.Por outro lado,os Pentecostais,que eram os que já possuíam o conhecimento da natureza e da utilidade dos dons espirituais,desprezavam uma análise mais profunda e um esclarecimento acerca da manifestação correta destes na Igreja.Dessa forma,criou-se duas das mais fortes correntes de interpretação do tema,que eram os 'tradicionais',formada por Igrejas que,embora acreditassem nos dons como históricos,não acreditavam na sua atualidade,e a segunda corrente, formada  pelos pentecostais,que enfatizavam os dons,desprezando uma análise profunda nos usos do sobrenatural no Corpo.

O embate durou anos e muita coisa mudou,dos dois lados.A Assembléia de Deus, denominação pentecostal presente em todo o Brasil,que difundiu a mensagem pelo mundo,sempre associou o conhecimento como algo que atrapalhava na busca ao Espírito Santo e na compreensão  do sobrenatural e,hoje,possui uma faculdade oficial e outros órgãos acadêmicos ligados a ministérios da Igreja.Uma das mais importantes e atuantes denominações Históricas,a Igreja Batista,já demonstra que não há mais como negar que os dons espirituais e o batismo no Espírito Santo são,sim,uma dádiva que não vê tempos ou limites de atuação. Como em Atos 2.39,já são muitos aqueles que compreendem a atualidade da manifestação do Santo Espírito no Corpo de Cristo.A comprovação,obviamente, veio da própria Palavra,uma vez que o derramamento do Espírito não se deu apenas em Pentecoste,na vida dos apóstolos e dos 120 crentes que estavam reunidos no Cenáculo.Pedro,cheio do Espírito Santo,não chamou de imundo aquilo que Deus havia purificado(i.e. os gentios) e foi até Cornélio e este foi batizado enquanto o apóstolo ministrava(At.10.45-46),o batismo tornou-se evidente pois seguiu o mesmo modelo de Atos 2,Comunhão,Oração,seguida de línguas repartidas como fogo.

O mandamento acerca das missões era claro,abrangia Judéia,Samaria e Confins da Terra.O IDE de Cristo não era restrito ao povo judeu,filho de Abraão,o propósito de redenção tinha como alvo as nações, independentemente de qual fosse.Para cumprir este Ide,Jesus aparamentou seus discípulos de poder do alto para que fosse possível cumpri-lo e,disse:"E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai porém, na cidade[Jerusalém], até que do alto sejais revestidos de poder".Cumprindo essa promessa abrangente, Cristo, em Éfeso, batiza alguns discípulos, tendo como sinal as línguas desconhecidas (At.19.6).E o que dizer de 1 Coríntios 12 e 14? Trata-se de uma doutrinação de Paulo na utilização dos dons no culto público.Torna-se então evidente que os dons eram muito comuns na Igreja do primeiro século,eram,os dons,vistos como a evidência da presença do Espírito na Igreja.

E,ao ler o artigo de um pastor batista,fiquei feliz pela maneira que ele tratou o assunto,concordando que é impossível uma vida cristã plena sem a plenitude do Espírito Santo.Num belo sermão pentecostal,de um crente histórico,ficou claro que,embora muitas igrejas não aceitem os dons e o batismo na atualidade,é inegável que essa ideia está cada vez mais caindo diante da Palavra,a qual comprova e assegura a manifestação dos dons até que venha o que é perfeito.
"8 O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
9 porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos;
10 mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado."
(1 Co.13)
*  *  * 

01/04/2012

E o sentido da Páscoa?

Chegando nesta época de Páscoa, não podemos fugir a alguns questionamentos. Vemos vários elementos cercando a festividade da Páscoa tais como: ovos de chocolate, coelho, enfim, coisas que não fazem o menor sentido  se inseridos no contexto pascoal. Coelho,até onde sei,não põe ovos, muito menos de chocolates ... essa ideia de ovos, que simbolizavam, na cultura pagã, fertilidade atribuída a deusa Astarte, citada na Bíblia, a qual era tida como uma entidade que trabalhava no campo da fertilidade. Era na primavera,no mesmo período da Páscoa Cristã,que se produziam os ovos decorados com o intuito de atrair a fertilidade por parte da deusa pagã,tendo como símbolo a lebre.Como muita coisa se misturou pelo sincretismo religioso patrocinado pela igreja Católica,não foi diferentes com a Páscoa do Salvador,mesclou-se a Mensagem original da Páscoa de Cristo com a cultura pagã que celebrava a uma entidade que se apresentava como deusa.Na realidade,tanto o coelho como o ovo remetem ao culto a algo oposto àquilo que realmente é o sentido desta data,que é o sacrifício perfeito a Deus,por meio do sangue de Jesus Cristo,é,na realidade,a passagem do povo,não mais pelas águas do Mar Vermelho,saindo do Egito rumo a Canaã,mas,a nossa passagem da morte para a Vida eterna,a passagem das trevas para a luz de Cristo.

Esta páscoa que querem a todo custo incutir em nossas mentes,é imersa completamente no sistema babilônico,bem como em seus mistérios e cultos e nada tem a ver com a ressurreição de Cristo,sobre nós,cabe apenas o cuidado e vigilância para não adentrarmos nesse pensamento de ovo de páscoa,coelhinho, e coisas do tipo que nada tem a ver com o real significado da Páscoa do Salvador.

Ads


Compartilhe!