31/01/2013

Respostas da Lição 05 - Um homem de Deus em depressão

Seguem as respostas da Lição de número 05 - Um homem de Deus em depressão:

1-Segundo a lição,o que deve ser destacado sobre o lado humano de Elias?
Como homem,Elias possuía sentimentos,não somente se alegrava,mas também se entristecia.

2-Cite pelo menos duas das causas da depressão de Elias.
Decepção e medo.

3-Além de 'fuga' e 'isolamento',quais foram as outras consequências da depressão de Elias? 
Autopiedade e desejo de morrer.

4-De que forma o Senhor mostrou o seu cuidado para com o profeta Elias?
Provendo recursos materiais e espirituais.

5-Que forma de auxílio diferenciado o servo de Deus conta?
Ele não está sozinho neste mundo.

Dúvidas? Comente e responderemos... Paz do Senhor Jesus e boa aula!

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30/01/2013

Perguntas da lição 05 (03/01/2013)


1-Segundo a lição,o que deve ser destacado sobre o lado humano de Elias?

2-Cite pelo menos duas das causas da depressão de Elias.

3-Além de 'fuga' e 'isolamento',quais foram as outras consequências da depressão de Elias? 

4-De que forma o Senhor mostrou o seu cuidado para com o profeta Elias?

5-Que forma de auxílio diferenciado o servo de Deus conta?

AS RESPOSTAS ESTARÃO DISPONÍVEIS NO PRÓXIMO DIA 31/JANEIRO/2013 ÀS 19:00 hrs,DEIXE SUAS RESPOSTAS E COMENTAREMOS TODAS AS RESPOSTAS UMA A UMA. DEUS ABENÇOE A TODOS!

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29/01/2013

Deus livra da depressão

 "Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados." (Hebreus 2.18)


Cristo,sendo homem e,ao mesmo tempo,sendo Deus,habitando nele toda a glória de Deus (Cl.2.9),nos assegurou uma trajetória de espinhos e dificuldades.Ele,sendo modelo de carater que devemos seguir,disse,com suas próprias palavras que,uma vez que o perseguiram,também nos perseguiriam,pois,não é o servo maior que o seu Senhor (Jo.15.20).Mas,nem sempre,a perseguição que Jesus Cristo falou é entendida por muitos. Alguns entendem que se refere a uma perseguição como resultado da pregação do Evangelho e,isto está correto,já outros entendem que se refere ao simples fato de ser crente em Jesus,o que,devo dizer, não faz muito sentido,pois qual seria o interesse do diabo em derrubar um cristão que não incomoda o maligno fazendo a obra de Deus?

Certamente que as perseguições viriam,sim,na vida do cristão.Queria eu dizer algo diferente a você que está lendo esta postagem,mas, na realidade,Deus permite que a adversidade venha sobre a vida do fiel.Não devemos entender que Deus assim o permite para 'provar a nossa fé', como dizem alguns, porém,com o propósito de nos aperfeiçoar moldando-nos através de situações que julgamos desnecessárias (Rm.5.3-5).Uma das faces da aflição são as enfermidades.Quem de nós,crentes ou não,nunca passou por isso? Imaginar que há uma 'unção de imunidade' no cristão que o proteja e livre das doenças e enfermidades é um erro fatal na fé de quem quer que seja (Mt.5.45).Muitas vezes é no cristão fiel e fervoroso que vem as piores adversidades, lutas e tribulações.Incrivelmente aquele servo fiel e dedicado,é aquele que tem os piores ventos sobre si,mas, não é por acaso.


Pela Bíblia Sagrada vemos muitos casos de pessoas fiéis a Jeová que viram suas vidas marcadas por doenças que,na realidade,eram sentenças que limitava-os.Seja no caso das mulheres que eram estéreis,ou naqueles que tinham doenças crônicas e que duravam anos, ou naqueles que,por uma opressão maligna,carregavam doenças terríveis.A seguir veremos alguns casos de nomes importantes da bíblia que foram assolados pela depressão.Embora tenham sido grandes homens de Deus,não foram imunes a esta que,hoje,é muito comum e tida como uma doença do século.

Jó:
Um homem de Deus também passa por depressão:

Há pessoas que,ao lerem a história do Patriarca Jó sentem "pena" por este homem ter passado por toda a adversidade que passou.Jó é descrito como alguém tinha características que demonstravam que ele era uma pessoa genuinamente fiel a Deus e a seus preceitos, não era somente alguém que conhecia a vontade de Deus,mas,também,era dedicado no exercício de sua fé (Jó.1.1;2.3).A ideia de adversidade,de provação,como uma maneira de Deus saber se uma pessoa é fiel é quebrada aqui mesmo nesta citação de Jó,onde o próprio Deus confirma,diante das hostes malignas,que ele era reto,fiel e temente ao Senhor,então, não havia necessidade de Deus saber se Jó era fiel,pois isto era sabido e pronto! As adversidades vindas a Jó não atestariam que ele era fiel,Deus sabia de sua fidelidade e apostou nisto,já sabendo os resultados.

O nobre patriarca,então,por uma permissão divina (guarde isso: permissão divina...),vê todas as suas conquistas ,bens, família e toda a glória que havia em sua vida,cair por terra. Perde tudo (Jó 1.13-19).Imagine,naquela tarde de sábado (?) enquanto todos os filhos de Jó estavam juntos,um festival de tragédias vem sobre aquela casa.Pela ótica de muitos,seria a evidência irrefutável de que Deus 'estava pesando sua mão' em Jó.

Jó perde seu prestígio de homem mais posses de todo o Oriente (1.3),perde rebanhos e família  (1.13-19).Até ali,Jó mantém-se fiel e sem proferir blasfêmias a Deus.Mas,o diabo, que tem como propósito existencial roubar, matar e destruir (Jo.10.10),queria a todo custo roubar deste homem toda esperança que ainda lhe restava,queria matar sua fé,queria destruir seu ser.Então,o diabo tem permissão divina para tocar em Jó,note leitor que o maligno não sai mexendo com o servo de Deus,não sai afligindo o crente quando bem entende,mas, antes disso,pede permissões ao Senhor nosso Deus para fazê-lo! (1Jo. 5.18). Afligido,e,agora, enfermo,Jó se coça com cacos para aliviar os tumores (feridas) que tomam seu corpo r,ainda,como se não bastasse, é obrigado a ouvir sua esposa dizendo besteiras (2.7-9).

Não preciso dizer que Jó ficou depressivo.Perde tudo,fica doente e recebe conselhos de falsos amigos.Essa era a situação daquele que fora o mais rico e influente do Oriente à época.A situação é tão ruim que chega a pedir a morte (3.10-16).Jó começa a amaldiçoar o dia em que nasceu,pedindo o esquecimento,a morte,"que as trevas o levem..." (3.5). É interessante que temos a tendência de condicionar as bênçãos de Deus a situações, se temos saúde, carro na garagem, casa própria, um ambiente todo favorável,então, imaginamos que somos portadores da bênção de Deus,será mesmo? no caso de Jó sim,mas, após a perda dele,ele deixou de ser abençoado por isso? obviamente que não,pois a maior bênção de deus é ser portador do Espírito,selado na Aliança do Cordeiro.Então,se você tem isso na tua vida,você já é mais que abençoado só por este simples fato!

Mas há este engano,leitor.Se a pessoa paga aluguel já pensa que tem um  devorador na vida dela.Se não tem carro, entende que tem um demônio nas finanças.Se não sobra dinheiro no fim do mês,opa... é capeta.E,entendem que a bênção do Senhor não o acompanha.Talvez Jó estivesse pensando dessa forma,ou,ainda que não estivesse, seus 'amigos' estavam querendo o levar a pensar desta forma.E Jó,perturbado,se questiona: por que nasci? lógico, ninguém quer viver uma vida marcada pelo sofrimento e dor! e,naquele momento,em que Jó volta seu olhar apenas e tão somente,para toda a sua perda e miséria,deseja nunca ter nascido.É dessa forma,meu leitor, que os sentimentos atingem,por vezes, uma pessoa, olha somente para sua aflição e se esquece de tudo ao seu redor,esquece da vida, das obrigações, enfim,não faz mais sentido sua existência.

Curiosamente,Jó mantém sua crença firme e não se curva diante das acusações e teologias pós-modernas que seus colegas progressistas apresentam a ele.Mantém-se fiel ao Senhor em meio aos discursos que tem com seus colegas e refuta todas as palavras contrárias que querem colocar ao patriarca.E,durante aquele processo,talvez Jó não estivesse percebendo, mas,recebia a cura à medida que se mantinha fiel a Deus e à Sua Palavra.Jó não foi curado quando foi restituido de seus bens em cap.42,mas,sua cura foi progressiva à medida que se mantinha fiel ao Senhor.Quem sabe,meu leitor,você esteja como Jó,perdido e sem consolo, seus amigos que restam apenas acusam e fazem afirmações que não justificam o estado em que você se encontra.Deus,em sua soberania,tem o firme propósito em te curar e restaurar e,além disso,restituir a tua vida naquilo que foi uma perda,mas,para isso,há a necessidade de que você se coloque diante de Deus como Jó,mantendo a fidelidade mesmo quando as circunstâncias parecem desfavoráveis,mesmo quando aparentemente a bênção de Deus se apartou de sua vida.
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Este texto é subsídio da Lição 05 da Escola Bíblica Dominical de 03/01/2013  

EBD 2013 - Lição 5: Um Homem de Deus em Depressão

Lição de número 5 a ser ministrada no dia 03/Janeiro/2013 nas AD's

Em sua trajetória,Elias sentiu toda a oposição de uma Casa Real que não temia a Deus. Além de sentir-se o último dos profetas,incompreendido por toda Israel, sem alguém que o acompanhe,Elias não tem com quem compartilhar toda a sua dor e sofrimento.Sozinho, contando apenas com a presença de Deus consolando-o (não que seja pouco obviamente!), o profeta desaba e fica depressivo,desmotivado e muito triste mesmo em meio a um ministério tão poderoso.

I-ELIAS - UM HOMEM COMO OS OUTROS

Quando observamos histórias de homens de Deus em sua trajetória de fé,muitas vezes achamos que tais homens estão,de alguma forma, isentos de determinadas situações que nós,crentes 'normais' passamos.Triste engano.O relato da história de Elias não teve esta parte da história de um dos maiores profetas de Israel omitido por quem quer que seja,muito pelo contrário,há um objetivo muito claro em apontar os momentos onde Elias viu-se desmotivado e depressivo.Tais relatos,como vemos em I Reis,tem como um dos objetivos,demostrar a natureza humana do profeta e,também,o poder do sentimento na vida do crente,mesmo daquele cheio da unção do Espírito Santo.

1-Um homem espiritual:

Lendo sobre a história de Elias,percebemos que o profeta era um homem muito espiritual, não pelos sinais que aconteciam,pois,como sabemos,os sinais podem acontecer mesmo nos falsos profetas (2Ts. 2.9).Os sinais confirmavam a pregação do profeta de Tisbe,mas, o que atestava sua espiritualidade não eram estes sinais e,sim, seu estilo de vida no exercício de sua fé e devoção a Deus.Observe alguns fatos que atestam a espiritualidade de Elias:
  • Era envolvido com a Palavra de Deus (I Reis 18.36): Elias mantinha-se fiel àquilo que havia aprendido.A Palavra era seu manual de fé e conduta,tanto no seu ministério, como na sua vida;
  • Homem de oração (I Reis 18.42,43): O profeta Tisbita mantinha uma vida devocional profunda.Era dedicado à prática da oração.Suas orações foram,mesmo no NT, inspiração aos crentes e apóstolos de Cristo (Tiago 5.17,18);
  • Servo obediente (I Reis 17.1): Não mantendo práticas religiosas,Elias mantinha sua submissão a Deus e Sua vontade.Em todos os momentos que Deus o direciona,o profeta segue rumo a determinação do Senhor sem questionar (IRs. 17.5,10;18.2);
  • Homem de intimidade (I Reis 18.36,37): Elias era um profeta que obtinha resultados e respostas poderosas,com gestos simples.No alto do Carmelo,o profeta faz uma simples oração e tem sua resposta prontamente respondida pelo Senhor,isso se dava, primeiramente pelo propósito divino,mas,também,pela intimidade que Elias possuía com Deus.
2-Um homem sentimental:

Elias não era apenas espiritual,também era sentimental.Como homem espiritual vivenciou diversos milagres e,sempre do lado 'de dentro' dos milagres.Elias não era um simples expectador diante do agir e do mover de Deus,era muito mais que isso.O profeta 'perturbador da nação' era uma peça importante em todo aquele mover que acontecia em Israel no tempo de Acabe e Jezabel. No momento certo o nobre profeta expõe toda a sua angústia e o fardo que lhe perturba.Embora tratado como um célebre profeta,herói da fé, cheio de poder e unção,pela Escritura,também é destacado seu lado humano na narrativa bíblica.Ao escrever sua epístola,Tiago deixa claro que Elias não era isento de tentações ou de situações de aflição (Tg.5.17).Não havia no profeta uma unção extra que o livrava das perseguições e das aflições desta vida.Muito pelo contrário,por haver uma unção grandiosa em sua vida,Elias via-se ainda mais afligido pelos homens.

II- AS CAUSAS DOS CONFLITOS DE ELIAS

Não foi por acaso que Elias,num determinado momento,cede aos medos e temores e a outros sentimentos que fariam com que ficasse extremamente sem perspectiva, decepcionado e com medo.Dois foram os principais motivos que levaram Elias a ficar depressivo: o medo e a decepção.

1-Decepção:

Após o episodio de Carmelo [1], Elias sofre de terrível decepção.Havia em Elias a certeza de que todo Israel,incluindo a corrompida monarquia,seria varrida por quebrantamento e se converteria após aquele glorioso mover dos céus.Havia no profeta a firme convicção de que tanto Jezabel,quanto Acabe, se renderiam à Palavra,uma vez que o falso deus Baal havia sido derrotado naquele confronto [2].Aquela vitória,na resposta divina à voz do profeta, parecia que havia se tornado em derrota,haja vista a sentença de morte dada ao homem de Deus.Os resultados daquilo que aconteceu no cap. 18,a Elias,não foram lá muito animadores.O profeta tornou a ver a espada indo a seu encontro por proclamar a Palavra de Deus (I Rs. 19.2).Num momento Deus responde de forma poderosa (IRs. 18.38) e,no outro, parece que Deus o abandona e passa a estar nas mãos de homens ímpios.

2-Medo:

O medo é definido como um inquietação ante a noção de perigo real ou imaginário,de ameaça. Elias tem um momento onde claramente,embora fosse um grande homem de Deus,voz do Senhor,não estava imune dos sentimentos que todos nós,homens, estamos sujeitos.O profeta,diante das palavras de ameaça e sentença de morte dadas por Jezabel, não resiste e teme.Como homens,todos nós,inclusive os grandes homens de Deus,que tem uma vida espiritual profunda e uma 'agenda profética' intensa,estamos sujeitos a passar por todas estas coisa,como foi com o célebre Elias. No decorrer da narrativa Bíblica é fácil observar outros de grande Fé que, em determinados momentos, tiveram medo em detrimento de fé inabalável.

III-AS CONSEQUÊNCIAS DOS CONFLITOS

Os conflitos gerados pela depressão que o profeta Elias enfrentou,causaram na vida daquele profeta consequências,as quais,se não fossem tratadas,afundariam ainda mais este homem na crise pela qual passava.[4]

1-Fuga e isolamento:

Como consequência natural causada pelo medo,o profeta foge.É óbvio,se estamos com medo,naturalmente temos a tendência de fugir de diante daquilo que nos causa temor.O grande problema é que os conflitos de Elias,que muitas vezes nos atingem também,levaram o profeta a isolar-se.Elias foge e se isola no deserto (1Rs. 19.4),abre mão da comunhão e corta qualquer tipo de relacionamento que pudesse o ajudar neste momento de extrema aflição.Em meio a adversidade,em meio a uma sentença de morte,em meio a um momento de extrema aflição e desgaste espiritual, não podemos romper os laços da comunhão,não devemos nos isolar no deserto (Sl. 27.5;32.7). Note que Elias vai até Berseba com o seu ajudante e ali o deixa,partindo sozinho para o deserto de Horebe(19.3-4).E,sozinho,pede a morte (v.4),é no momento do isolamento que surgem as opções carnais para resolução de nossas aflições.

2-Autopiedade e desejo de morrer:

Seu comportamento depressivo vai se tornando mais evidente à medida que lemos o capítulo 19, a autopiedade - termo semelhante para autocomiseração, cunhado pelos psicólogos - é revelada em suas declarações.Elias acreditava que não haviam mais fiéis na terra,cria que todos os israelitas haviam trocado sua fé e abraçado a Baal e Aserá juntamente com o governo ímpio (19.10).Agora repare,leitor,há algumas coisas que não fazem muito sentido: o profeta diz que não há mais fiéis em Israel,mas, o que dizer do capítulo 18,onde o povo refaz a aliança com Deus,após os sinais ocorridos? [3] Havia uma confusão com o profeta,pois, se esquecera que muitos daquele povo haviam refeito a aliança com Deus naquele dia,tendo como confirmação,inclusive, uma sentença de morte aos profetas de Baal (18.39-40).Tal depressão,que havia se instalado no profeta, não o permitiu atentar para os milagres que haviam ocorrido de forma gloriosa há um tempo não muito distante,sua visão estava distorcida,como veremos mais adiante.

Então,o profeta sem uma direção correta,começa a gerar em si o desejo de morrer (19.4). Não vê mais solução para o seu caso.A saída que vislumbra diante de si é a morte,afinal,é melhor cometer um suicídio a perecer pelas mãos de um rei ímpio e de uma Jezabel.Elias perde o encanto pela vida ao imaginar que seu ministério não havia cumprido seu propósito. Dizemos isto,pois,mesmo depois de o povo fazer um conserto com Deus,renunciando a Baal,o profeta acredita que seu objetivo não foi alcançado pois a Casa Real não se rende à mensagem que prega.

IV- O SOCORRO DIVINO

Agora o profeta já está consumido por esta terrível depressão.O homem de Deus foca o seu olhar exclusivamente para o problema da corrupção de Israel que,acreditava,não ter sido revertido em seu ministério profético. O profeta Elias,sabendo de sua chamada e responsabilidade como representante divino, é consumido pelo zelo à obra de Deus (Sl.69.9)e,por acreditar que seu ministério é infrutífero,deixa que a corrupção de Israel,agora menor pelo conserto ocorrido em cap. 18,estava irreversível.Nesta hora,Deus entra em cena e começa a curar o profeta mostrando a ele as coisas do ponto de vista divino.

1-A provisão física:

A cada momento é mais evidente que Elias passa por um  momento de depressão,isso porque o texto bíblico nos traz todas as evidências de alguém depressivo.Ainda que não aceitemos isto,que um homem cheio de poder do alto,arauto de Deus,seja assolado por uma coisa tão terrível como uma depressão,é bom atentarmos e aceitarmos que Elias foi sim oprimido por esta situação,e,não foi o único na narrativa bíblica.Contudo,uma intervenção divina trouxe vida novamente ao profeta Tisbita.O primeiro momento desta cura sobrenatural é a provisão física do profeta.

Elias não tem mais forças,esperanças, planos, e,claro,nem mesmo visão ministerial.Perde a vontade de alimentar-se, apenas dorme (19.5).Deus começa a curá-lo mandando um anjo àquele profeta acostumado com a presença de Deus.O anjo,na missão de cuidar daquele profeta em crise,não somente prepara seu alimento (19.6),mas,também, insiste com o profeta que se alimente (19.7).Naquela situação de isolamento,causada pelo próprio profeta, o anjo é o único que pode animar Elias para sair daquela depressão,é o único que pode dar alguma ajuda externa para animá-lo naquela situação toda.Deus? bem,o Senhor entra em cena depois...

2-A provisão espiritual:

Após alimentar-se e seguir rumo a Horebe (Sinai),o profeta passa a noite na caverna(19.9). Deus,então, começa a falar com o profeta e ouve atentamente todas as queixas dele. Ali,Deus supre as necessidades espirituais.A ida de Elias a Horebe não foi apenas visando uma restauração física e emocional,mas,uma restauração e avivamento em seu espírito que lhe permitisse prosseguir em seu ministério de poder(1Rs. 19.8-15).



[Texto original de: Gabriel Queiroz - Blog Verdade Profética]


Subsídios desta Lição: Deus livra Jó da depressão
                                        Elias no Carmelo - O povo é confrontado
                                        Respostas da Lição 5

Última Edição 31/Janeiro/2013 às 19:35h

21/01/2013

Elias no Carmelo - O povo é confrontado

 Cada mínima parte de Israel tem uma história que nos leva a entender um pouco mais sobre o caráter operação e poder de Deus,uma vez que,em cada local,fez grandes coisas.O nome Carmelo,quando muitos de nós ouvimos,já o associamos a fogo.O Monte Carmelo, pelo sinal ocorrido em resposta a Elias,passa a ser conhecido como o lugar onde Deus opera com poder e mostra sua grandeza.O profeta Elias,sabendo quem ele era em Deus, nutria certeza absoluta de que o Senhor o responderia no alto do Carmelo,levando o povo a compreender que só o Senhor é Deus.O profeta diz a Acabe que ajunte todo Israel naquele monte,bem como os profetas de Baal e Aserá e,feito isto, o cenário que evidenciaria a soberania e poder de Deus estava preparado.

Certamente o Carmelo tem várias simbologias,mas, uma encaixa-se perfeitamente: é lugar de confronto.É lugar de confronto com os falsos profetas e,também, confronto com o povo infiel.Congregado todo o povo,o profeta inicia aquele combate com uma palavra dirigida aos israelitas que ali estavam.Na verdade,um acerto,um acordo com aquela nação confusa pelo engano.Naquela palavra de Elias,o povo aceita e apronta tudo conforme o profeta determina.

Do outro lado,aqueles falsos profetas,que operavam em Israel,sobem contra o profeta Tisbita.A resposta estabelecida por Elias,que definiria qual divindade era realmente Deus e,portanto,digno de ser adorado pelos israelitas,é a resposta com fogo.Aquele que mandasse fogo aos rogos de seus fiéis,seria,inegavelmente, o Deus verdadeiro.Mas,afinal,por que Elias estabelece um sinal tão extraordinário? Eis os motivos:
  • Os sinais eram contínuos em Israel (Isaías 63.9-14): Desde o início da trajetória de Israel com deus,em Abraão,os sinais sempre foram uma evidência de que o Senhor estava com seu povo.Na relação entre Deus e Israel, o Senhor sempre tornou evidente sua presença na vida deles;
  • Evidenciar que Baal nada era (Salmo 115.15-18): O culto a Baal tinha como objeto central uma imagem,a qual representava esta divindade.No Carmelo,a oração dos seus profetas deixa claro que aquele deus não passava de uma pobre imagem e,como tal,não havia espírito algum que pudesse responder (Sl. 115.4-7);
  • Causar temor (II Reis 17.36,39): As operações de Deus em sinais gloriosos, tem como finalidade evidenciar Seu caráter santo e mostrar outras características suas,como: Soberania, poder e glória.Tal demonstração do Senhor tem como objetivo mostrar quem Ele é,de forma a entendermos e aceitarmos estar submissos a Ele.
O ministério profético tem como objetivo a restauração.Elias,sendo profeta, tinha seu olhar voltado para a restauração espiritual do povo,corrompida pelo engano. Seu confronto ao povo mostra que todo o poder demonstrado no Carmelo tinha tinha apenas um alvo: resultar naquela população confusa a volta ao Senhor Deus.

EBD 2013 - Lição 4: Elias e os profetas de Baal

Lição de número 4 a ser ministrada no dia 27/ Janeiro /2013 nas ADs

Elias já tem,até aqui, seu ministério profético confirmado por Deus em diversas situações: no momento que determina que não choveria e não chove,e, também,no momento que é direcionado a Querite para ter provisão,de forma sobrenatural pelos corvos. Agora, chegamos ao momento de confrontamento entre Elias e os falsos profetas que ensinavam em Israel doutrinas contrárias à Mensagem da Lei.De fato,este episódio narrado no capítulo 18 de I Reis,é um dos mais significativos de toda a narrativa bíblica,uma vez que evidencia o poder de Deus sobre todos os outros que se apresentam como deus,talvez a maior demonstração de que o nosso Deus é exaltado sobre tudo e todos de toda a narrativa bíblica.

I-Confrontando os falsos deuses:

Com falso culto em alta sendo prestado pelos israelitas, era necessário que houvesse um confronto que evidenciasse que o Deus de Abraão era superior a qualquer outro. No capítulo 18 vemos isto claramente na atuação de Elias,fazendo,por meio dos sinais e prodígios, que o povo visse,com os próprios olhos,que o Deus verdadeiro era com o profeta.

1-Conhecendo o falso deus Baal:

Aqueles que já estão acompanhando nossas publicações,sabem que fizemos considerações tanto sobre Baal, quanto de Aserá,mas, traremos outras mais a fundo nesta lição.Baal, como vimos,era a principal divindade cananéia.A palavra Baal significa proprietário, marido ou senhor,mostrando que esta divindade exercia controle não somente territorial,mas, também, sobre as pessoas.

Baal era adorado nos lugares altos de Moabe (Nm.24.41),além de possuir,nos tempos dos juízes,altares dedicados a ele (Jz. 2.13;6.28-32). A adoração a Baal teve novas ocorrências posteriormente a Acabe e Jezabel (2Rs. 3.2; 10.18-28),sendo abolida somente por Joiada (2Rs. 11.18) e Josias (2Rs. 23.4,5). [Clique aqui para o subsídio sobre Baal]

2-Identificando a falsa divindade Aserá:

A crença cananeia dizia que El seria o deus principal,o pai dos outros deuses,e Aserá era a deusa mãe.A adoração a esta divindade estava associada à adoração a Baal (Jz.3.7; 2Rs. 23.4).Também é fácil observar que ela exerceu uma influência negativa entre o povo de Deus (Jz. 2 .11-13). [Clique aqui para o subsídio sobre Aserá] 

 II-Confrontando os falsos profetas

A atitude de Elias em quebrar o culto aos falsos deuses passou,também, pelo confronto aos seus profetas.Elias destacou,por meio de sua atividade profética,as características daqueles que introduziam rituais e cultos malignos em Israel.

1-Profetizavam sob encomenda:

Analisando bem o ministério exercido pelos profetas de Baal e Aserá,vemos que eles estavam a serviço da casa real do reino de Israel.Tratava-se de um serviço engordado pela monarquia.O texto de 1Reis 18.19 evidencia essa verdade muito bem pois mostra que havia naquela situação uma utilização dos serviços profeticos daqueles profetas de um falso deus, para ministrarem aquilo que era agradável aos ouvidos de Acabe e Jezabel,de forma a atribuir à divindade a justificação de toda assolação vinda sobre Israel. [1]

2-Eram mais numerosos: 

O culto a Baal e Aserá,idolatria e atuação de falsos profetas estava institucionalizado em Israel. Houve em Acabe uma grande preocupação em manter todo aquele sistema religioso trazido por Jezabel.Para manter e propagar no pensamento do povo aquela doutrina que desmerecia a Mensagem bíblica,havia a necessidade de uma grande estrutura.Fica fácil entender dessa estrutura gigantesca quando o próprio livro de I Reis declara a quantidade de profetas,nada menos que 450 profetas de Baal e 400 profetas de Aserá (1Rs. 18.19). Mesmo com tamanho grupo de 'profetas', não foi possível a Acabe e Jezabel manter-se de pé perante o Senhor dos exércitos.

III-Confrontando a falsa adoração

Uma vez confrontados os deuses e profetas que Israel estava depositando sua devoção, era preciso confrontar a falsa adoração que envolvia a nova religião recém institucionalizada por Acabe.

1-Em que ela imita a verdadeira:

O ritual de adoração a baal possuía semelhanças no culto realizado pelos hebreus,possuía danças,músicas, altar e sacrifícios.No ritual para que baal fosse despertado e respondesse com fogo,os rituais semelhantes foram orações (18.26), preparação do sacrifício (18.26a), além de danças (18.26).Uma das marcas da falsa adoração é utilizar elementos da verdadeira para corromper os fiéis e desviá-los com algo que julgarão ser a mesma coisa. Foi dessa forma que o culto a baal tornou-se tão popular nos tempos de Acabe e Jezabel, os profetas da casa real,que eram de Baal e Aserá,utilizaram uma estratégia simples para que o povo não visse diferença na apostasia que estava se instalando em Israel.

2-No que ela se diferencia da verdadeira:

A adoração verdadeira se diferencia da falsa em muitos aspectos.Podemos extrair do capítulo 18 de I Reis os seguintes: 

  1. A adoração verdadeira firma-se na revelação de Deus na história (1Rs. 18.36);
  2. Distingue-se pela pela participação do adorador no culto (1Rs. 18.36);
  3. Distingue-se pala Palavra de Deus,que é o instrumento usado para concretizar os planos e propósitos de Deus(1Rs. 18.36).
Agora,de modo geral,temos outras características que evidenciam que uma adoração não é verdadeira.A adoração é falsa quando:
  • Não tem poder para vencer a carne (Cl.2.23 *­­­­­­­­­1): Todas as práticas cometidas num culto falso,não podem regenerar, salvar,e nem muito menos fazer o indivíduo manter-se fiel a Deus sem ser guiado pela carne;
  • É centrada no homem e seus desejos da carne (Rm. 1.25): Toda adoração é falsa quando tem o homem no centro de sua mensagem.Quando o objetivo é resolver os problemas do homem às custas de Deus, colocando as vontades do indivíduo superiores à vontade do Senhor,tal adoração é falsa;
  • É moldada pelo homem (Jr. 10.14-15): Aquilo que é o resultado de algo humano para cultuar a Deus,não é legítimo,trata-se de uma adoração falsa.A genuína adoração tem seus parâmetros estabelecidos pelo próprio Deus.
IV-Confrontando o sincretismo religioso estatal

A verdadeira adoração havia sido misturada à falsa em Israel e,obviamente,era algo nocivo à fé.

1-O perigo do sincretismo religioso:

A vinda de uma outra cultura pelas mãos de Jezabel,que,como dissemos,trouxe consigo seus deuses e sacerdotes,ao povo israelita,criou um sincretismo religioso quebrando a separação espiritual que estes deveriam viver.O mandamento descrito em Êxodo 34.11-16, evidencia alguns dos perigos em que o povo de Deus se encontra quando possui relações muito estreitas com ímpios,aqueles que não são da fé.O texto fala de acordos (v.15) e  relacionamentos amorosos (v.16) por exemplo,que fariam Israel pecar sacrificando a falsos deuses.Essa era a situação da nação nos tempos de Acabe e Jezabel,o povo,devido a esta mistura entre o santo e o profano,não sabia mais discernir o que provinha de Deus e o que era maligno,uma vez que os cultos pagãos já estavam se fundindo ao sistema religioso de Israel.

2-A resposta divina ao sincretismo:

Como resposta que o Senhor deu ao sincretismo religioso que fazia o povo estar dividido entre dois pensamentos,podemos citar pelo menos três: a reposta com fogo no sacrifício de Elias, a sentença contra os profetas de Baal e a confissão do povo(*2 ).Veremos cada uma a seguir:[2]

  • Deus responde com fogo (1Reis 18.38): Mantendo sua confiança no Deus de Abraão, Elias permite que os profetas de Baal façam todo seu espetáculo na tentativa de obter uma resposta de seu deus.Passado um tempo considerável,baal não os responde e,então, é a vez do profeta clamar a seu Deus,numa simples oração,descrita em apenas um versículo (v.37),a resposta é imediata,anulando a ideia de que baal era alguma coisa;
  • A confissão do povo (1Reis 18.39): Imediatamente após a resposta divina com fogo, o povo então reconhece o Senhor como único Deus de suas vidas;
  • A sentença sobre os profetas de Baal (1Reis 18.40): Após incutir em Israel preceitos que feriam a Lei de Moisés,havia uma sentença sobre aqueles que faziam o povo tropeçar.Sobre aqueles profetas a morte já estava determinada (Dt.13.12-18;20.12-13), e,os mataram segundo aquilo que estava determinado na Lei.
Então,a lição que devemos extrair é,sem dúvidas, o espírito de Jezabel,que atua ainda hoje e tenta seduzir com os manjares reais e o sustento pelo poder humano,a ação de falsos profetas que na atualidade são a mesma coisa que os profetas de Baal,apenas com uma roupagem contemporânea,tentando parecer ao máximo com profetas genuínos,e,também, o sincretismo religioso que tem se infiltrado nas Igrejas tentando fazer com que percam sua identidade cristã.

Subsídios desta Lição: Micaías e Zedequias
                                        Elias em Querite 
                                        Elias no Carmelo - O povo é confrontado
[Texto Original de : Gabriel Queiroz - Blog Verdade Profética]
__________
Notas: *­­­­­­­­­Versão utilizada: NTLH- Nova Tradução na Linguagem de Hoje
                     *2  O comentarista da Revista restringe-se ao juízo aos profetas de baal apenas.

Micaías e Zedequias: [Subsídio 1 - Aula 4]

Seguindo com os subsídios para a Escola Dominical, EBD 2013,trazemos o primeiro subsídio para a aula 4 que falará sobre a questão dos falsos profetas.Bom estudo!

Muito embora Elias tivesse a ideia que ele era o único que se mantivera fiel a Deus em meio à corrupção de Israel,o Senhor diz ao profeta que Ele havia mantido ainda sete mil fiéis que não haviam se curvado a baal,nem aceitado servir a este falso deus (1Rs. 19.18). Micaías,um dos que se mantiveram fiéis,era profeta do Senhor em Samaria,conhecido por ser uma voz contrária ao governo iníquo de Acabe (1Rs. 22.8).Sua aparição se dá num momento que Josafá quer uma direção divina para ir junto de Acabe ou não na luta contra Ramote-Gileade.O rei de Judá,Josafá,não tinha certeza de todo o festival de profecias favoráveis à sua ida com o rei de Israel e Micaías foi a última voz a ser ouvida antes dos reis de Israel e Judá irem à guerra.

No mesmo cenário surge,entre os 400 profetas que foram favoráveis (1Rs. 22.6),um falso profeta que se destaca: Zedequias.Tal homem havia sido a favor,junto dos demais 'profetas' de Samaria,da ida à guerra,assegurando que a Mão de Deus estava naquele negócio e daria vitória a Acabe e Josafá. Os profetas que eram a favor daquilo tudo,dizendo que o Senhor havia determinado a vitória, incluindo Zedequias,bem como Micaías,o profeta do Senhor possuíam  algumas características especiais, veremos a seguir:

SOBRE O HOMEM DE DEUS,MICAÍAS:
  • Não tinha medo de imposições humanas (1Rs. 22.13): O verdadeiro profeta não tem dentro de si qualquer medo ou temor em apregoar a genuína mensagem de Deus, mesmo diante de imposições dos poderosos,não se curva diante disso, mesmo com o interesse do povo em que lhe profetize apenas o 'mel', o homem de Deus não dá ouvidos a este povo rebelde (Is. 30.9-13);
  • Compromisso com a Palavra (1Rs. 22.14): Fiel ao Senhor,Micaías falava apenas aquilo que o Senhor lhe determina, sua voz se faz ecoar como um arauto de Jeová (Is. 8.20);
  • Palavra de restauração (1Rs.22. 17): Quando vemos a atuação dos profetas, é fácil perceber que há uma forte relação de seus ministérios com a volta a preceitos esquecidos e que não eram mais valorizados pelo povo.Na sua atuação como profeta, Micaías traz uma palavra que tem como objetivo ver o povo de Israel voltar-se como nação direcionada por Deus;
  • Suporta a rejeição pela fidelidade (1Rs. 22.24,27): Sendo a voz de Deus a uma nação corrompida pelo pecado,pela idolatria, não é difícil imaginar que haverá perseguição, como no caso de Elias,que via-se perseguido pela casa real,Micaías também se vê nessa situação,agora pisado pelos homens,recebe um tapa de Zedequias e é encarcerado, mas,mantém-se fiel mesmo nessa situação;
  • Traz sentença (1Rs. 22.28): Mesmo no cárcere, Micaías não se cala,interessante que quanto mais o profeta é rejeitado,tanto maior se torna o juízo contra seus opressores! Micaías profetiza a morte de Acabe,quando este estivesse na guerra e,obviamente, a sentença acontece,pelas mãos de um desconhecido que atirava a esmo (v.34), um triste fim para um monarca,não é mesmo?
SOBRE O FALSO PROFETA ZEDEQUIAS:
  • Possuído pelo espírito de mentira (1Rs. 22.23): Alguns imaginam que um falso profeta 'profetiza' pura e simplesmente pela sua própria carne.Quem pensa desta forma,infelizmente está enganado,vemos que há potestades malignas que se apoderam de tais pseudo-profetas para auxiliá-los em seus 'ministérios' (2Ts. 2.9-10);
  • Profecias extraordinárias (1Rs. 22.11): Já notou que os falsos profetas têm a facilidade em proclamar aquilo que é extravagante? Não basta profetizar que o milagre vai acontecer, eles dizem que vai acontecer com um show de poder que foge dos padrões de milagre da narrativa bíblica,todo falso profeta quer induzir seus ouvintes ao erro com promessas que vão além de um milagre;
  • É carnal (1Rs. 22.24): Diante de uma resposta negativa ou de uma opinião contrária, logo responde de maneira agressiva e sem fruto nenhum;
  • Teme a mão do inimigo (1Rs. 22.25): Micaías profetiza também contra Zedequias que, este falso profeta agiria de forma a procurar abrigo pela ausência do Espírito nele.
Note o leitor que obrigatoriamente que a Palavra profética,uma vez que dita em nome do Senhor, tem de se materializar.Tem de acontecer. Em Deuteronômio 18, vemos Moisés doutrinando sobre esta questão da atividade profética,ele regula a atividade profética em Israel,determinando parâmetros na atuação daqueles que teriam tal ministério.E,chegando na questão do cumprimento da profecia, o texto é claro dizendo que,quando não se cumpre, não foi Deus quem falou e,sim, uma ação daquele falso profeta que,segundo Moisés, não deve ser temido (Dt. 18.22).


Elias em Querite

O profeta Elias,ao trazer a Acabe a mensagem de que os céus estariam cerrados a Israel, não havendo chuva nem orvalho,foi direcionado por Deus a um sustento sobrenatural. Guiado  pelo Senhor,o profeta levantado por Deus para apregoar o juízo à nação,é sustentado de forma sobrenatural em meio à seca e à fome.

Após liberar uma dura sentença profética sobre Israel,aos ouvidos do incircunciso líder da Nação,o rei Acabe, onde dizia que não haveria qualquer sinal da mínima chuva naquele lugar,o profeta é direcionado a um lugar de provisão,sustento e milagres.Depois de ter cumprido aquela parte de sua missão,anunciando o juízo a Acabe,Elias é direcionado a um ribeiro chamado Querite,que deságua no Jordão.Curiosamente,Deus provê o sustento de seu intrépido profeta num lugar onde,logicamente, seria afetado por aquela sentença.Uma vez que Querite era apenas um ribeiro,um riacho,um córrego, logo secaria como resultado da falta de chuvas profetizada por Elias.Mas,Deus,em sua infinita sabedoria e plenitude, aquele que sabe o fim desde o princípio (Is.46.10),direciona seu profeta para viver uma provisão sobrenatural.

Uma vez que se manteve fiel a Deus,não se fazendo participante dos pecados de Israel,o profeta Elias passa a ser visto como 'perturbador da nação' (1Rs. 18.17)e,então, Deus corresponde à fé que o profeta havia depositado em seu Altar sendo-lhe fiel.O Senhor corresponde a Elias da seguinte forma: 
  • Dando sustento em meio à seca (1Reis 17.4a): O Senhor faz com que Elias não seja afetado pela sentença vinda sobre Israel. Uma vez que esta era uma sentença pelo pecado e Elias era fiel,não era justo que fosse afetado pela seca vinda sobre Israel;
  • Fazendo sinais e prodígios (1Reis 17.4b): Elias já tinha consigo o lugar da provisão, já tinha a água que,naquele momento,era o mais importante pois era determinante para a subsistência,mas, mesmo assim, Deus fez que Elias provasse muito mais que simplesmente o sustento com a água de Querite.Deus faz que os corvos alimentem o profeta.O Senhor proporciona ao profeta o privilégio de vivenciar milagres em meio a uma sequidão sem precedentes;
  • Os corvos, Elias e Deus(1Reis 17.1-7): Naquele momento,o texto bíblico mostra que Elias estava sozinho,apenas com a presença dos corvos e de Deus.Não é necessário dizer que aquele era um momento onde Deus moldou o profeta, numa intimidade única,Elias é transformado para se tornar a figura que,depois de Moisés, é o mais respeitado de todos os profetas judeus.
Como dissemos nos início,ribeiro seca.E,em meio a falta de chuvas, foi o que aconteceu. Aquele momento de intimidade com o Senhor,provando e sendo moldado pelo Espírito para realizar o sobrenatural em Israel,chega ao fim,e,era hora daquele profeta começar a usar daquele poder do alto que acabara de receber em Querite.Logo quando recebe a direção divina para sair de Querite,é conduzido a uma viúva,esta simples mulher sustentaria o profeta,num segundo momento de provisão divina.Ali,com aquela viúva, também aconteceria milagres da parte do Senhor.

*  *  *  *  *  *  *  *  *  *  *  *  *  
 QUERITE?

Ao produzir este post,pesquisei sobre o significado da palavra Querite,afinal,o que seria, ou qual significado teria,na vida daquele profeta,aquele lugar? Diante de algumas explicações não dei o significado pois não havia um consenso nas informações colhidas. Eis algumas definições: 1- cortar; 2-colocar no tamanho certo e,segundo outro comentarista, 3-seca.

Longe de nos ser relevante o significado neste momento, me perguntei outra coisa: SERÁ QUE ESTAMOS EM QUERITE????? Note leitor que a Querite de Elias foi para que ele se afastasse dos pecados de idolatria que corromperam Israel, como também da perseguição de Acabe e Jezabel, além de obter sustento em meio à seca. Quem sabe se você,meu leitor, está passando por uma Querite,por um direcionamento de Deus, para que você seja livre de alguma situação que assola o ambiente ao seu redor? Não sei, talvez uma situação desagradável ao seu redor que Deus quer te imunizar, quer te blindar contra isso,mas, que, para te imunizar, a tua única companhia serão os corvos, o riacho e Deus.Ali, o Senhor te manterá guardado, lapidado e sustentado contra todo o mal que assole a terra! Em outras palavras,a seca pode estar ao teu lado,o rei perecendo na mão de Deus, mas você estará guardado sabe por que? porque aqueles que aceitam estar em Querite têm provisão,aqueles que aceitam estar em Querite são sustentados de forma sobrenatural, em nome de Jesus! 

19/01/2013

Lobos cruéis



As palavras de Cristo às vezes nos são tão cristalinas que,de tão óbvias, não admitimos aquilo que está diante de nossos olhos.Vendo a explosão do crescimento do mercado da fé no País,notamos líderes inescrupulosos que inovam na prática da pilantragem para arrecadar mais dos incautos frequentadores de seus cultos 'poderosos'.Nessa luta desenfreada por membros de suas denominações,pouco importa o ensino bíblico e genuinamente apostólico,o interesse de tais lideranças é o lucro e a crescente demonstração de poder e influência em território nacional. Não basta ser um pastor vocacionado pelo Espírito Santo para servir à Igreja,é necessário uma estrutura capaz de manter o espaço adquirido por tais lobos cruéis e devoradores,possuindo vereadores eleitos pelos Eleitos,deputados que lutem pelos ideais da denominação,enfim,todas as fontes de poder que as lideranças possam usar a seu favor a fim de manter seus reinos na terra e serem servidos por suas igrejas e denominações.

15/01/2013

EBD 2013 - Lição 3: A longa seca sobre Israel



Lição de número 3 a ser ministrado nas ADs  no dia 20/Janeiro/2013:


EBD 2013 – Lição 3: A Longa seca sobre Israel:

Dando prosseguimento ao ministério de Elias,no estudo das lições da EBD,chegamos ao momento da seca que assola Israel no período do rei Acabe.A seca já havia sido anunciada pelo profeta Elias e cumpriu-se completamente (1Rs.17.1,2; 18.1,2).E,no Novo Testamento, tal seca,é descrita como o resultado da atividade profética de Elias(Tg.5.17).

I-O Porquê da seca

A seca que assolou Israel por 3 anos e 6 meses tinha um propósito duplo: disciplinar a nação de Israel,uma vez dividida pela idolatria(1Rs.18.21) e revelar a divindade verdadeira, mostrando que baal nada era (1Rs18.1,2,21,39).

1-Disciplinar a nação:

O culto a baal,havia afastado o povo da adoração verdadeira e,com o pensamento dividido, a nação não mantinha mais a fidelidade a Deus (1Rs.18.21).A Lei já determinava e era muito clara quanto os pecados por desobediência,ao contrário de outros pecados, tinham uma sentença muito forte sobre o povo e,também,um caráter corretivo muito claro.Observe,por exemplo,Levítico 26,onde claramente é identificado o caráter corretivo das assolações (ou maldições ) sobre o povo e a terra de Israel,até que este se volte a Deus disposto a servi-lo voluntariamente.
Uma vez que o povo havia se voltado para baal,deixando pra trás todos os benefícios e milagres operados por Deus,a sentença era inevitável.A situação de Israel,no período de Elias,se encaixa perfeitamente naquilo que diz os vers. 31 a 33 de Lv.26. O povo havia se voltado para a idolatria,se apartado de Deus e além de uma sentença divina que dizia que suas cidades seriam reduzidas a desertos, também havia uma promessa de assolação da terra por mãos de povos pagãos(vv.38,39).A sentença já havia sido predita e o povo pereceria,como pereceu, tudo para que entendesse que só o Senhor é Deus(1Rs.18.37) e a promessa de redenção se cumpriria no momento que o povo se convertesse (Lv.26.42).

2-Revelar a divindade verdadeira:

Jezabel,ao ir para Israel,levou consigo seus deuses,não levou somente baal,mas,também, outros,sendo que os principais eram Baal [1] e Aserá [2].Baal era a divindade suprema dos cananeus,deus do sol,responsável pela germinação e crescimento da lavoura,o aumento dos rebanhos e a  fecundidade das famílias.E,no momento que Elias determina,profeticamente, que não cairia chuva nem orvalho na terra (1Rs.17.1),ele assim o faz, não por acaso, para confrontar a baal naquilo que o povo acreditava que ele era senhor.Ora, se o Deus de Israel, tendo como representante o profeta Elias, pudesse atuar numa área de outro deus qualquer, logo,Ele era superior e soberano a todos.
Como no caso de Faraó e Moisés,onde cada praga representava o agir de Deus sobre uma divindade egípcia,também,no caso de Elias,vemos que a intervenção divina sobre os tempos, estações e clima,  evidenciava sus soberania (Cl.1.16;Dn.4.35).

II-Os efeitos da seca

A seca vinda sobre a nação, produziu alguns efeitos,tanto os naturais como a fome, escasses, e espirituais como o arrependimento e até endurecimento no coração do povo.

1-Escasses e fome:

A escritura afirma que a fome em Samaria era extrema (1Rs.18.2).A seca,no objetivo de provar que baal era um deus impotente diante da operação do Deus de Jacó,já demonstrou que baal nada podia fazer em favor daqueles que lhe eram fiéis.Naquela situação,até mesmo faltavam suprimentos para os cavalos e animais,o que fez com que Acabe enviasse Obadias a procurar ervas para alimentá-los (1Rs.18.5).A terra,então,já não produzia em favor da nação israelita.[3]

2-Endurecimento ou arrependimento:

O julgamento de Deus operou de forma diferente no povo e sobre a casa real.Os resultados foram de endurecimento no coração,por parte dos nobres de Israel e de arrependimento na vida do povo.Eis os resultados da seca:
Nos que se fecham e se endurecem:
  •  Cairá no mal (Provérbios 28.14): Mantendo-se fechado à voz do Espírito Santo, a pessoa chama para si mesmo um estado de prisão espiritual no qual outras coisas malignas passam a fazer parte da vida da pessoa,como diz,um abismo chama outro (Sl. 42.7);
  •  Impede o agir de Deus (Mateus 13.15): Uma vez que o indivíduo não dá valor à voz de Deus, cria-se a barreira que impede o agir de Deus.Em outro momento, o quebrantamento e arrependimento são o motivo pelo qual todas as sentenças são quebradas (2Cr.7.13-14);
  • Anula bênçãos (Hebreus 3.7-11): O exemplo de Israel é retomado no NT,na questão do deserto,quando o povo se insurgiu contra a liderança de Moisés, duvida do agir de Deus e,também,murmura da situação,naquela hora,a promessa de entrada em Canaã foi anulada na vida de vários daqueles israelitas (Hb.3.7-11) e,também,de Moisés, que apenas olhou a terra;
  • O pecado é o agente do endurecimento (Hebreus 3.13): É o pecado que faz com que o indivíduo não se curve diante da Palavra ministrada,como no caso de Acabe.

Na contramão da casa real de Israel,que endureceu o coração diante dos sinais e da palavra de Elias,colocando-o como perturbador da nação,o maior criador de problemas daquele lugar (1Rs.18.17) ,o povo curva-se diante daquilo que ouve e vê,arrependendo-se e reconhecendo ao Senhor Deus como soberano de Israel (1Rs. 18.39).

Subsídios desta lição: Quem era Baal?
                                       A deusa Aserá 
                                       Agricultura e Pecuária

[Texto original de: Gabriel Queiroz - Blog Verdade Profética]

Dois tópicos de vitória em Caná da Galiléia

 "1 Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galiléia, e estava ali a mãe de Jesus;2 e foi também convidado Jesus com seus discípulos para o casamento.3 E, tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm vinho.4 Respondeu-lhes Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora.5 Disse então sua mãe aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser.6 Ora, estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam duas ou três metretas.7 Ordenou-lhe Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima.8 Então lhes disse: Tirai agora, e levai ao mestre-sala. E eles o fizeram.9 Quando o mestre-sala provou a água tornada em vinho, não sabendo donde era, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado a água, chamou o mestre-sala ao noivo 10 e lhe disse: Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho.11 Assim deu Jesus início aos seus sinais em Caná da Galiléia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele." (João 2)

Jesus inicia o seu ministério terreno com um milagre em meio a um casamento.Realizado em Caná,da Galiléia.O Mestre e seus discípulos haviam sido convidados e lá estavam reunidos para celebrar aquela união.Não sabemos quem eram os noivos,sabemos apenas alguns poucos dados como o local, algumas pessoas que estavam ali,e o mais importante: o evento ocorrido naquele lugar - o milagre de Jesus Cristo.Acredito que não foi por acaso que Jesus operou seu primeiro milagre num casamento,acredito que há uma certa simbologia entre este evento e o desenrolar do ministério de Cristo.Lembremo-nos que Jesus é apresentado como o Noivo (Mt.25.6;Ap.18.23) e Sua Igreja como a Noiva,aquela que aguarda ansiosamente a presença de seu amado.

O Senhor, então,em meio a um casamento,inicia a sua missão. Não a realizou durante os batismos de João Batista, não realizou durante um belo discurso à beira da praia, não realizou ao pé do Monte,não! Embora relutante (v.4),o Mestre realizou o primeiro milagre em meio ao silêncio. Em meio às escuras o Senhor transforma a água em vinho aos olhos daqueles que serviam, Jesus não operou às vistas dos noivos,muito pelo contrário, realizou diante daqueles que estavam naquela festa para o serviço, para o trabalho. Eis os pontos importantes deste Primeiro Milagre:

1-Só vê milagre quem serve ao Senhor

Os serventes em tudo obedeceram ao Senhor,desde o momento em que a Mãe do Mestre dá uma direção,até a hora que Cristo manda que sirvam.Aqueles homens que estavam trabalhando naquele casamento foram as testemunhas de todo aquele milagre operado pelo Senhor Jesus.Desde o início,eles foram participantes daquilo que,embora não soubessem, seria o milagre do Mestre. Naqueles homens cumpriu-se a Palavra que diz:
 "Sofre dores e trabalha, ó filha de Sião, como a que está de parto; porque agora sairás da cidade, e morarás no campo, e virás até Babilônia. Ali, porém serás livrada; ali te remirá o Senhor da mão de teus inimigos." - Miqueias 4.10
Ou seja, aqueles que se dedicam ao trabalho ao Senhor tem sobre si mesmos, uma Palavra liberada que garante o pagamento sobre tudo aquilo que realizam por amor a Cristo.Em outro momento, a Escritura diz:
"Ora, ao que trabalha não se lhe conta a recompensa como dádiva, mas sim como dívida." - Romanos 4.4

Então,o pagamento pelo trabalho que realizamos a Cristo,não se trata de uma dádiva, apenas, mas,do justo pagamento sobre aquilo que fizemos a Ele.Não é meramente uma bênção,que é fruto da misericórdia de Deus sobre nós,mas, é uma resposta ao empenho que realizamos no desenvolvimento da obra dele.Os homens trabalhavam para Cristo e tiveram o privilégio de estar inseridos naquele milagre tremendo.Talvez naquele momento eles não entendessem nada,apenas obedeciam ao Senhor,sem saber que rea o Cristo de Deus,apenas obedeciam.... Quem sabe você,meu leitor, tem obedecido a Cristo meio que sem saber o que está fazendo, quem sabe você tem feito aquilo que Jesus te tem mandado sem saber o motivo ou o por quê,saiba que,assim como aqueles homens viram milagres e foram instrumentos naquela situação,tu também serás em nome de Jesus.Deus está te usando pra que você participe do milagre dele!


2-Nos locais improváveis e em eventos inesperados

Jesus Cristo é,certamente, uma figura que tem o poder de nos surpreender em vários momentos.Ele não é previsível.Em muitos momentos a Bíblia descreve o Senhor tomando atitudes que contrariariam o conceito [distorcido] de certo e errado da época. Os fariseus, por exemplo,tinham muita resistência a Jesus justamente por isso,porque eles perderam tanto tempo na construção de uma religião imaculada e perfeita,livre de erros,que perderam toda a essência da Lei,da justiça divina.E, em um desses encontros com o Senhor, tentando fazê-lo cair nas próprias Palavras, o questionou sobre o estar perto daqueles que eram os mais errados da sociedade.
"Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um comilão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores. Entretanto a sabedoria é justificada pelas suas obras." -Mateus 11.19

Incrivelmente,era no meio de onde habitava o erro,era onde imperava as forças das trevas, nos locais esquecidos e dominados pela opressão do inferno,que Jesus voltava seus olhos, não eram as grandes catedrais,não eram os palácios de Herodes, a glória de Roma que atraía o olhar do Messias,muito pelo contrário,aquele desprezado e oprimido era (e ainda é...) o foco de Jesus Cristo! Aquilo que muitas vezes nos encanta,nos tira o fôlego, nos leva a querer obter,nada tem a ver com o foco daquele que é o nosso Redentor. Os religiosos almejam o resplendor de uma grande catedral, adornada com o melhor desta terra, valorizam a aparência de piedade,mas, Cristo deseja estar ao lado daqueles que não tem esperança,ao lado daqueles que estão aprisionados pelo opressor.

E, naquele lugar improvável,que era uma festa de casamento, Jesus decide,então, nos surpreender já neste primeiro momento.Decide fazer o milagre durante um casamento, mostrando,entre outras coisas,que para ele não há um lugar específico para realizar aquilo que ele mesmo determinou,como está escrito:
" Respondeu-lhes: A vós não vos compete saber os tempos ou as épocas, que o Pai reservou à sua própria autoridade." - Atos 1.7

Então,amigo leitor,quem sabe se não é hoje o dia do seu milagre? quem sabe ele não virá no lugar mais improvável que você imagina? talvez Deus queira o realizar,porém, como aqueles que serviam na festa,você precise se render àquilo que Jesus lhe manda fazer? E,juntando estes dois passos,servido ao Senhor e estar pronto para receber o teu milagre em qualquer lugar,você será vitorioso em nome de Jesus!

Conclusão:

Iniciamos este post com a proposta de desenvolvê-lo com o enfoque no "início".No desenrolar,porém, Deus nos direcionou por outros caminhos e,quer saber, foi bem melhor! Entender sobre os dois tópicos que levaram ao milagre em Caná, com base em João 2, foi uma experiência enriquecedora,espero que tenha sido para ti também!

Agricultura e Pecuária: [Subsídio 3 - Aula 3]


Como o povo de Israel vivia,em grande parte, do que colhia da terra,muitos dos seus conceitos teológicos estavam relacionados com a agricultura. Eles se consideravam como que uma espécie de sócios de Deus.Cada plantador fazia o melhor que podia para cuidar de sua lavoura,mas reconhecia que o resultado final, fosse o sucesso ou fracasso dela,estava nas mãos de Deus.Viam a chuva e o sol como dádivas vindas diretamente de Deus.Se havia secas ou tempestades,eles as interpretavam como sinal de que haviam desagradado ao Senhor em alguma coisa.Muitos dos importantes festejos que os israelitas observavam giravam em torno de temáticas relacionadas com a agricultura.E eles ofereciam a Deus 20% da colheita.Observavam as leis divinas com o objetivo de proteger a terra e vê-la renovar-se. 
Os ensinos de Jesus refletiam claramente essa proximidade do povo com a terra.As figuras e ilustrações que empregava passavam aos seus ouvintes ensinamentos bem claros ,como foi no caso do semeador ,com seu embornal do lado,caminhando por um campo arado,e atirando a semente sobre ele.Inúmeras vezes ele empregou metáforas falando de uvas maduras e videiras frutíferas.
Os judeus que viviam na Palestina levavam uma vida muito ligada à terra que Deus lhes dera.Não seria errado supor que os mais espirituais lidavam nela conscientes da proximidade de Deus.

Fonte: Coleman,Willian L. Manual dos tempos e costumes bíblicos, p.174-175. Ed. Betânia.

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