14/01/2015

Apenas uma vida piedosa

Há dentro de nós, uma luta constante por superação. A ideia que nunca é o bastante, que não é o suficiente, que podemos fazer mais, melhor e em menos tempo, norteia nosso pensamento sempre. Não bastando a luta interior, nessa cobrança desenfreada por resultados, há também as pressões externas que,somadas àquelas que já são nossas, querem tirar nosso sono, acabar com nossa calma e serenidade, afim de que passemos a nos dedicar aos resultados e não a nós mesmos. Em nosso balanço pessoal de final de ano, sempre lembramos, muitas vezes de forma dramática e melancólica daqueles objetivos que foram traçados, e que não saíram sequer do papel. Lembramo-nos da traição sofrida, do casamento destruído, do filho rebelde, do emprego que não saiu, da promoção que foi só de boca para fora e do diploma que parece ficar cada vez mais distante. Nesse balanço, tentando entender os 365 dias que vivemos e não trouxeram resultados milagrosos, nos esquecemos de coisas simples e que têm muito maior significado, visto que são intangíveis, como por exemplo, a família que permaneceu unida apesar de tudo, a nossa consciência que não nos condena, que não nos culpa, a certeza que apesar de tudo, não precisamos nos vender a um mundo sedento delitos e erros, além da ética e dons bons preceitos que não abandonamos. 

Apesar da pressão,seja interna ou externa, mantivemo-nos fiéis na nossa crença, apesar das condenações e acusações, mantivemos nossas esperanças, não declinamos! Pense,por exemplo, no vigor espiritual que lhe permitiu vivenciar em 2014 uma esperança em Cristo que manteve-se constante no decorrer do ano, ou quem sabe, nasceu em meio a um momento de crise e desespero. Sabe, os tempos apontam cada vez mais para uma perda de identidade, na tentativa de que nosso foco seja apenas e tão somente produzir alguma coisa que a sociedade olhe e diga: “Que maravilha, você é digno de nossa admiração”, colocando você unicamente como sua criação, ou seja, se você produz algo que os outros se sentem beneficiados, então você tem valor, é aceito, é útil. Mas, na realidade, o teu valor habita justamente na tua própria individualidade, o valor contido em ti se baseia no fato de que Cristo habita em ti, e isso é mais que suficiente para tornar-te uma peça preciosa nas mãos do Altíssimo!

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