11/05/2013

A Queda do Valente

É difícil quando pessoas que são referências aos demais caem. Sendo inimaginável a queda de um guerreiro de fé, também os danos que a sucedem são inquestionáveis e por demais devastadores. Obviamente que,como Igreja, ficamos perplexos e profundamente decepcionados e tristes e,há aqueles que,dada a grande imagem de homem de Deus que o líder possuía, saem da comunhão, decepcionados em sua fé. Infelizmente,porém, outros "irmãos", dotados de uma 'unção' especial, julgam impiedosamente contra o caído, dizendo que 'nunca os enganara', 'já sabia que era safado', etc., etc., e etc...


As advertências divinas são inúmeras no tocante a realidade do cristão em, eventualmente, cair e declinar da fé, ou mesmo cometer pecados severamente condenados na bíblia (1 Co. 10.12). Como homens,dotados de fraquezas e limitações, não estamos imunes da possibilidade de pecar.O homem, envolvido por limitações impostas por Deus, tem,até mesmo em sua existência, uma brevidade, ou seja, uma breve existência por esta terra (Sl. 144.4).Mas estas limitações, impostas pelo Senhor,não tem como propósito afastar-nos da presença do Pai,muito pelo contrário,o objetivo de tais limites naturais visam nos aproximar do Criador, de forma que, desconhecendo seus mistérios, sua atuação e personalidade, o busquemos em espírito e em verdade para conhecê-Lo (Mt. 13.15).

Por outro lado, não devemos desprezar nossa natureza humana (i.e. carnal),pois, havendo a velha natureza, o velho homem, espaço em nosso ser, é claro, pecaremos. A grande questão é que o cristão, sendo sal e luz (Mt. 5.13), causará escândalo à Igreja e,por vezes, ao mundo, justamente porque espera-se do servo de Deus uma postura diferente daquela adotada pelo mundo que nos cerca. O mundo, sem a Lei de Deus, vive desordenadamente, perdido no seu próprio desejo, tentando saciar suas vontades, ainda que para isto ultrapasse os direitos dos outros, suas concupiscências não têm limites. E, o crente,que adota uma postura diferenciada da adotada pelos demais, no momento que erra, desliza, peca (use o termo que quiser, o sentido é o mesmo), logo é motivo de escárnio, julgamentos, e toda sorte de palavras ofensivas.Na verdade, não entendo este como o pior lado de uma queda,pois é previsível que o mundo se rirá do cristão quando este dá lugar à sua carne sendo motivo de zombaria, minha real preocupação são os 'irmãos' que, 'cheios de um espírito' (qual eu não sei... ) não tem a mínima misericórdia do caído.

A própria recomendação bíblica já adverte quanto ao regozijo na queda de um inimigo, dizendo que não devemos ter alegria quando nossos opositores caírem, mas, pelo contrário, deixa claro que devemos ter olhar de misericórdias até em nossos inimigos, quando estes caem (Pv. 24.17-18). Ja quanto ao servo de Deus, a recomendação é,também, claríssima e cristalina, afirmando que o servo de Deus somente pode ser julgado pelo seu Senhor (óbvio!!) e não pelos expectadores (Rm. 14.4). O fato de estar de pé ou caído, é um julgamento que cabe somente ao Eterno, não é uma atribuição nossa, embora milhares sejam aqueles que se colocam para julgar, note que no texto citado anteriormente em Romanos que a certeza de manter-se firme e constante na presença do Espírito é algo conferido por uma ação direta do Senhor, não é fruto de um mérito ou qualidades que,porventura, nos tornem aptos a estar na presença do Santo dos santos.

Tomemos cuidado e sejamos misericordiosos com aqueles que caíram! 

Sem mais, †Gabriel Queiroz

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