22/04/2015

EBD 2015 - 2º Trimestre: Baixar lições em PDF grátis

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Trimestre 2 de 2015: Jesus,o Homem Perfeito

Lição 1 - 0 Evangelho Segundo Lucas [4shared]
Lição 2 - 0 Nascimento de Jesus [4shared]
Lição 3 - A Infância de Jesus [4shared]
Lição 4 - A Tentação de Jesus [4shared]
Lição 5 - Jesus Escolhe seus Discípulos [4shared]
Lição 6 - Mulheres que Ajudaram Jesus [4shared]
Lição 7 - Poder sobre as Doenças e Morte [4shared]
Lição 8 - 0 Poder de Jesus sobre a Natureza e os Demônios
Lição 9 - As Limitações dos Discípulos
Lição 10 - Jesus e o Dinheiro
Lição 11 - A Ultima Ceia
Lição 12 - A Morte de Jesus
Lição 13 - A Ressurreição de Jesus

**Última atualização em 30/05/2016.

EBD 2015 - 2º Trimestre: Lição 06 - As mulheres que ajudaram Jesus




Lição de 10 de Maio de 2015 nas Assembléias de Deus no Brasil

INTRODUÇÃO

Ao longo dos séculos, em muitos lugares, as mulheres foram tratadas como objetos e estiveram à margem da sociedade. As mulheres ainda são, em algumas culturas, consideradas seres inferiores e por isso são discriminadas. Na cultura oriental, a qual pertenceu Jesus de Nazaré, era assim também que se enxergava as mulheres.

Um dos fatos que fica logo patente no Evangelho de Lucas é o tratamento que Jesus dispensou às mulheres. Essas mulheres esquecidas, discriminadas e maltratadas encontraram no Mestre a manifestação do amor de Deus. A forma que elas encontraram para retribuir foi segui-lo e servi-lo com seus bens. Um exemplo a todos aqueles que querem também agradar a Deus.

I - JESUS, O JUDAÍSMO E AS MULHERES

1. A presença feminina no ministério de Jesus. O Novo Testamento dá amplo destaque à presença feminina no ministério de Jesus. O terceiro Evangelho põe essa realidade em relevo. A lista é extensa: Maria, mãe de Jesus; Isabel, mãe de João, o Batista; Ana, a profetisa; a viúva de Naim; a pecadora na casa de Simão; Marta e Maria de Betânia; Maria Madalena; a sogra de Pedro; a mulher do fluxo de sangue; a mulher encurvada; Joana, a mulher de Cuza, e Suzana. Algumas dessas mulheres foram curadas, outras libertas de demônios e ainda outras tornaram-se seguidoras de Jesus juntamente com os Doze.

2. Jesus valorizou mulheres. Causa admiração quando fazemos um contraste entre o tratamento dado às mulheres no Novo Testamento e aquele que era praticado no judaísmo do tempo de Jesus. No judaísmo do primeiro século, a mulher não participava da vida pública. Nem mesmo lhe era permitido aparecer em público descoberta, sendo dessa forma impossível ver a sua fisionomia. Não tinha voz nem rosto. A mulher era, portanto, tida como objeto, uma coisa que poderia ser usada e descartada. Ao contrário de tudo isso, Jesus não tratou as mulheres como coisa ou objeto. Ele as tratou como gente! Jesus mostrou que a mulher era um ser especial para Deus e fez com que elas se sentissem assim. Não são poucas as passagens do Novo Testamento que dão destaque às mulheres, e o Evangelho de Lucas não foge a essa regra (Lc 1.13,42; 7.48; 8.2,43; 13.12; 16.18; 23.27).



II - MULHERES COM DISPOSIÇÃO PARA OBEDECER

1. Maria, a mãe do Salvador. A doutrina católica acerca da pessoa de Maria se fundamenta na tradição e não conta com apoio bíblico. Não é fundamentada nos Evangelhos, mas na tradição apócrifa que começou a circular por volta do segundo século de nossa era. Crenças como a perpétua virgindade de Maria, imaculada conceição e sua ascensão não fazem parte do cânon neotestamentário. Esse é um lado da história. O outro é a rejeição à pessoa de Maria que prevalece entre muitos protestantes por conta do anticatolicismo. O que a Escritura mostra de fato é que Maria foi uma pessoa agraciada por Deus para fazer parte diretamente do Plano da Salvação. A sua disposição em aceitar e crer no plano de Deus está demonstrada em suas palavras: "Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra [...]" (Lc 1.38).  

2. Isabel, a mãe do precursor. Isabel, esposa do sacerdote Zacarias, aparece na história bíblica como uma pessoa também agraciada por Deus. Ela foi escolhida para ser a mãe de João Batista, o último profeta da Antiga Aliança (Lc 1.8-24; 16.16). A revelação do nascimento de João foi dada a seu marido Zacarias, que inicialmente não creu. O relato de Lucas, de que Isabel "ficou cheia do Espírito Santo" quando foi visitada por Maria, deixa claro também a sua disposição em crer e aceitar o plano de Deus para ela (Lc 1.41-43). Assim como Maria, Isabel foi uma mulher obediente e sua obediência foi recompensada. 



III - MULHERES COM DISPOSIÇÃO PARA SERVIR

1. Mulheres servas. Logo após ser curada por Jesus de uma febre muito alta, a sogra de Pedro se levantou e passou a servi-lo (Lc 4.39). O verbo "servir" é a tradução do vocábulo grego diokoneo. As mulheres aparecem com frequência no Evangelho de Lucas a serviço do Mestre. Maria Madalena se destacou das demais. Ela foi a primeira mulher mencionada em Lucas 8.1-3 e aparece de forma destacada nos Evangelhos de Mateus, Marcos e João. Ela foi uma das mulheres que mais tarde presenciaram a crucificação (Mt 27.55, 56; Mc 15.40; Jo 19.25); viram onde o corpo de Jesus foi colocado (Mt 27.61; Mc 15.47; Lc 23-55); e saíram no raiar do domingo para ungir o corpo do Senhor (Mt 28.1; Mc 16.1; Lc 24.10). Além disso, ela iria ser a primeira pessoa a quem o Cristo ressurreto apareceria (Jo 20.1-18).

2. Mulheres abnegadas. O Evangelho de Lucas revela que Jesus teve em seu ministério a ajuda de mulheres abnegadas (Lc 7.36-50). O evangelista mostra Jesus sendo ungido por uma mulher tida como pecadora na casa de Simão, um dos fariseus. Essa mulher, visivelmente emocionada, usou o unguento que levou em um vaso de alabastro para ungir Jesus enquanto beijava-lhe os pés. O Evangelho de João mostra um fato semelhante ocorrido com Maria de Betânia, que não deve ser confundido com o relato de Lucas (Jo 12.1-8). No texto de João, é destacado que Maria de Betânia também preferiu derramar sobre os pés de Jesus o perfume do vaso do que usá-lo em benefício próprio. Esse seu gesto sofreu duras críticas de Judas Iscariotes, que estava de olho nos trezentos denários que esse unguento poderia render. Ela considerou muito mais valioso o perdão que o Salvador lhe deu do que os ganhos que esse perfume poderia lhe trazer. 

IV-MULHERES COM DISPOSIÇÃO PARA OFERTAR

1. O trabalho rabínico. Lucas registra que Jesus "andava de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do Reino de Deus; e os doze iam com ele" (Lc 8.1). A dedicação de Jesus e seus doze discípulos ao ministério da Palavra era exclusiva. Como se dava, então, a manutenção desse ministério? Jesus orientou seus discípulos quando estivessem em missão a que "ficassem na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem, pois digno é o obreiro de seu salário. Não andeis de casa em casa" (Lc 10.7).
O trabalhador era digno de seu salário. Um rabino não podia receber pagamento pelo que ensinava, mas a cultura hebraica considerava uma obrigação e um privilégio sustentar um rabino. Há um princípio válido aqui — o obreiro não deve ter valores materiais como a motivação do seu ministério. Por outro lado, aqueles que se beneficiam desse ministério, devem ajudá-lo em sua manutenção.

2. Apoio feminino. Na cultura judaica do tempo de Jesus, a participação das mulheres na vida pública era bem limitada. As mulheres, por exemplo, não podiam estudar e não podiam ensinar. Mas nem por isso deixaram de participar do ministério do Mestre. Lucas diz que elas serviam o Senhor com suas fazendas, isto é, com seus bens (Lc 8.3). Enquanto Jesus e seus doze apóstolos se dedicavam ao ministério da Palavra, essas mulheres lhes davam suporte financeiro e material. Por trás de grandes ministérios, sempre há alguém dando suporte, seja financeiro, seja, espiritual. Não podemos negar que atualmente as mulheres têm desempenhado um papel importante na obra do Senhor. Muitas têm se dedicado à oração, ao serviço social, à contribuição, à obra missionária, etc. Grande parte da obra missionária é feita por mulheres. São milhares de servas que dedicam suas vidas à seara do Senhor. O serviço de Deus é para todos que amam ao Senhor, independentemente de gênero.

CONCLUSÃO

No judaísmo do tempo de Jesus, conversar com uma mulher era considerado um ato vergonhoso (Jo 4.27). Mas Jesus conversou, ensinou, curou, libertou e valorizou as mulheres como homem algum jamais o fez. Lucas nos mostra que as mulheres tiveram uma participação expressiva na implantação do Reino de Deus. Graças a Deus pelo trabalho das mulheres na Seara do Senhor.

21/04/2015

Respostas da Lição 06 - As mulheres que ajudaram Jesus

Como era a situação das mulheres no judaísmo nos dias de Jesus?
No judaísmo do primeiro século, a mulher não participava da vida pública. A mulher era tida como um objeto que poderia ser usado e descartado.

Como a Bíblia fala de Maria a mãe de Jesus?
A Bíblia mostra que Maria foi uma pessoa agraciada por Deus para fazer parte diretamente do Plano da Salvação.

De acordo com a lição, qual o nome de algumas mulheres, citadas por Lucas, que serviram a Jesus?
Lucas cita Maria Madalena, Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana.

De que forma as mulheres apoiaram Jesus em seu ministério?
Elas apoiaram Jesus com seus recursos financeiros.

Qual a importância da mulher na expansão do Reino de Deus?
Sua importância é de grande valor. Muitas mulheres têm se dedicado à oração, ao serviço social, à contribuição, etc. Grande parte da obra missionária é feita por mulheres.

Subsídios da Lição 06 - As mulheres que ajudaram Jesus

SUBSÍDIO TEOLÓGICO I

"A participação das mulheres na excursão missionária revela como era o ministério revolucionário de Jesus. Nos seus dias os rabinhos se recusavam ensinar as mulheres e lhes atribuía um lugar inferior. Por exemplo, só os homens tinham permissão de participar plenamente nos cultos da sinagoga. Mas Jesus trata as mulheres como pessoas e lhes dá as boas-vindas na comunhão. Elas têm acesso igual à graça e salvação, e muitas mulheres se tornam suas seguidoras. Entre elas estão as mulheres com recursos financeiros, que auxiliam Jesus dando de suas possessões para sustentar a Ele e seus discípulos" 

(Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol 1. l.ed. Rio de Janeiro, CPAD, p.363).

SUBSÍDIO TEOLÓGICO II

'"Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana' (Lc 3.3). O Herodes mencionado aqui é Herodes Antipas, governador da Galileia. O registro não diz de que mal Joana foi curada — se era uma possessão demoníaca ou uma enfermidade física. A sua posição mostra que as pessoas proeminentes também eram levadas a Cristo. Supõe-se que nesta época ela fosse viúva. Sobre Suzana não se sabe nada, exceto seu nome. Apenas três nomes são mencionados — sem dúvida devido à sua importância. Mas houve muitas mais, constituindo uma grande seqüência de mulheres que o serviam com suas fazendas. Isto talvez signifique que todas eram mulheres de posses, possivelmente membros da classe alta"

 (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 6. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.402).

SUBSÍDIO TEOLÓGICO III

"É importante reconhecer que quando Deus criou a humanidade, quando fez os seres humanos à sua imagem, Ele os criou macho e fêmea (Gn 1.27), e não ‘um ou outro'. Portanto, a imagem de Deus aparece tanto no homem (o macho) quanto na mulher (a fêmea), e as características peculiares de cada sexo são completamente necessárias para espelhar a natureza de Deus. A própria palavra ishsha para 'mulher' sugere as suas sensibilidades e dons especiais dados por Deus no campo emocional. Estas características servem para realçar a humanidade. A mulher possui uma sensibilidade especial para as necessidades humanas que lhe permitem entender intuitivamente as situações e os sentimentos das outras pessoas"

 (Dicionário Bíblico Wycliffe. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.1312).



SUBSÍDIO DIDÁTICO
Professor, reproduza o quadro abaixo e utilize-o para mostrar as características de Maria, a mãe do Salvador, e Isabel, a mãe de João Batista. Ressalte que não devemos adorara Maria, porém não podemos deixar de reconhecer seu valor. Dentre milhares de jovens, Maria foi escolhida para fazer parte diretamente do Plano da Salvação.


20/04/2015

EBD 2015: 2º Trimestre 2015 - Lição 05 - Jesus escolhe seus discípulos




INTRODUÇÃO

Como crentes, temos consciência do valor que a pregação da Palavra tem para a construção do Reino de Deus. Todavia, quando lemos os Evangelhos, acabamos descobrindo que Jesus, durante o seu ministério terreno, ensinou mais do que pregou. 
Na verdade, suas pregações, mesmo quando proclamações, eram recheadas de conteúdo pedagógico. Esses fatos nos mostram a importância que o ensino tem para um aprendizado eficiente. Nesta lição, aprenderemos com o Mestre dos mestres como Ele ensinou os seus seguidores e como, dentre eles, formou seus discípulos.



I-O MESTRE

1. Seu ensino. Jesus, o homem perfeito, foi o Mestre por excelência. A maior parte do seu ministério foi dedicada a ensinar e a preparar os seus discípulos (Lc 4.15,31; 5.3,17; 6.6; 11.1,2; 13.10; 19.47). Portanto, o ministério de Jesus foi centralizado no ensino. As Escrituras registram que as pessoas ficavam maravilhadas com o ensino do Senhor (Lc 4.22). Elas já estavam acostumadas a ouvir os mestres judeus ensinando nas sinagogas (Lc 4.20). Porém, quando ouviram Jesus ensinando, Logo perceberam algo diferente! (Mt 7.28,29) O que era? Ele as ensinava com autoridade, e não apenas reproduzindo o que os outros disseram. A natureza de seu ensino era diferente — seu ensino era de origem divina (Jo 7.16).

2. Seu exemplo. Jesus ensinou seus discípulos através do exemplo: "Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também" (Jo 13.15). Isso o distanciou dos escribas e fariseus que ensinavam, mas não praticavam o que ensinavam (Mt 23.3). Os discípulos se sentiram motivados a orar quando viram seu Mestre orando (Lc 11.1-4). As palavras de Jesus eram acompanhadas de atitudes práticas. De nada adianta a beleza das palavras se elas não vêm acompanhadas pelas ações (Tg 1.22). 0 povo se convence mais rápido pelo que vê do que pelo que ouve. Por isso, o Mestre exortou os seus discípulos a serem exemplos (Mt 5.16). 

II- O CHAMADO

1. O método. Os teólogos têm observado que o método usado por Jesus para recrutar seus discípulos é variado. De fato, a Escritura mostra que algumas vezes a iniciativa do chamamento parte do próprio Senhor Jesus. Enquanto pregava e ensinava, Jesus observava as pessoas a quem iria chamar (Mc 1.16-20). Em alguns casos, o chamamento veio através da indicação do Batista (Jo 1.35-39). Houve também pessoas que se ofereceram para serem seguidoras de Jesus (Lc 9.57,58,61,62). E, finalmente, existiram os que foram conduzidos até Jesus por intermédio de amigos (Jo 1.40-42,45,46). Dessa forma, todas as classes foram alcançadas por Jesus. E foi dentre esses seguidores que Jesus chamou doze para serem seus apóstolos (Lc 6.13-16).

2. O custo. Jesus deixa bem claro quais são as implicações envolvidas na vida daquele que aceitasse o chamado para ser seu discípulo. Tornar-se discípulo é bem diferente de se tornar um simples aluno. No discipulado, o seguidor passa a conviver com o mestre, enquanto na relação professor-aluno essa prática não está presente. O aprendizado acontece diuturnamente, e não apenas durante algumas aulas dadas em domicílio ou numa sala. Quem quiser segui-lo deve, portanto, avaliar os custos. Seguir a Cristo envolve renúncia, significa submissão total a Ele. Jesus lembrou as pessoas desse custo, pois não queria que o seguisse apenas por empolgação (Lc 14.25-27). Muitos querem ser discípulos mas não querem renunciar nada. Às vezes precisamos sacrificar até mesmo o nosso relacionamento religioso na família, abrir mão de algumas coisas para seguir a Jesus. 0 que o Mestre está requerendo de você?

III-O TREINAMENTO

1. Mudança de destino. No treinamento dado aos discípulos, a cruz ocupa um lugar central nos ensinamentos do Mestre (Lc 9-23; 14.27). A cruz de Cristo aparece como um divisor de águas na vida dos discípulos. Uma mudança de rumo ou destino. A vida com Cristo é cheia de vida, na verdade vida em abundância (Jo 10.10). Mas por outro Lado, é uma vida para a morte! Quem não estivesse disposto a morrer, não poderia ser seu seguidor autêntico. A cruz muda o destino daquele que se torna seguidor de Jesus. Ela garante paz e vida eterna, mas somente para aqueles que morrerem para este mundo.

2. Mudança de valores. Lucas mostra Jesus instruindo os Doze antes de enviá-los em missão evangelística (Lc 9-1-6) e, posteriormente, enviando outros setenta após dar-lhes também instruções detalhadas (Lc 10.1-12). Para chegar a esse ponto, muitas coisas precisaram ser mudadas na vida desses discípulos. Uma delas, e muito importante, foi a mudança de mentalidade dos discípulos. Jesus mudou a forma de pensar deles. Seus discípulos não poderiam mais, por exemplo, possuir uma mente materialista como os gentios, que não conheciam a Deus (Lc 12.22,30). Quem conhece a Jesus de verdade não fica preocupado com o amanhã, com as coisas deste mundo, pois sabe que Ele, o Bom Pastor, supre cada uma das nossas necessidades.

IV - A MISSÃO

1. Pregar e ensinar. Já foi dito que o ministério de Jesus consistia no ensino da Palavra de Deus, na pregação do Evangelho do Reino e na cura dos doentes (Mt 4.23; Lc 4.44; 8.1). No texto de Lucas 9-1,2, vemos Jesus enviando os doze: "E, convocando os seus doze discípulos, deu-lhes virtude e poder sobre todos os demônios e para curarem enfermidades; e enviou -os a pregar o Reino de Deus e a curar os enfermos". "Pregar” é a tradução do verbo grego kerysso, que possui o sentido de "proclamar como um arauto". Jesus treinou seus discípulos com uma missão específica — serem proclamadores da mensagem do Reino de Deus. Proclamar o Evangelho do Reino ainda continua sendo a principal missão do Corpo de Cristo! Quando a Igreja se esquece desse princípio, ela perde o seu foco.

2. Libertar e curar. O Evangelho de Cristo provê tanto a cura para a alma como também para o corpo. O Evangelho de Mateus revela com clareza que o Senhor Jesus proveu tanto a cura como a libertação para todos aqueles que se achegavam a Ele com fé e contrição (Mt 8.16,17). Frank Stagg, teólogo americano, observa que embora a obra redentora de Cristo tenha o seu centro na cruz, Ele já era redentor da doença e do pecado durante o seu ministério terreno. Os discípulos, portanto, precisavam Levar à frente essa verdade a todos os locais.

CONCLUSÃO

Aprendemos nesta lição sobre a importância que o ensino tem na formação do caráter cristão. Jesus ensinou os seus discípulos, mas não os ensinou de qualquer forma nem tampouco lhes deu qualquer coisa como conteúdo. Ele lhes ensinou a Palavra de Deus. Mas até mesmo o ensino da Palavra de Deus, para ter eficácia, precisa ser acompanhada pelo exemplo, valer-se de recursos didáticos eficientes, firmar-se em valores e possuir um objetivo claro e definido. Tudo isso encontramos com abundância nos ensinos de Jesus. Ao seguir seus ensinos, temos a garantia de que o hiato existente entre o professor e o aluno, entre o educador e o educando, desaparecerão. Dessa forma teremos um ensino eficiente.

Subsídios da Lição 05 - Jesus escolhe seus discípulos

SUBSÍDIO TEOLÓGICO I

"Discípulo era um termo comum no século I para uma pessoa que era um seguidor compromissado de um líder religioso, filosófico ou político. No mundo judaico, o termo era particularmente usado para os estudantes de um rabi, o mestre religioso. Nos Evangelhos, João Batista e os fariseus tinham grupos de discípulos (Mc 2.18; Mt 22.15,16). Esses discípulos, com frequência, eram os alunos mais promissores que passaram pelo sistema de educação judaica — os que já tinham memorizado as Escrituras hebraicas e demonstraram o potencial para aprender os ensinamentos específicos dos rabis sobre a lei e os profetas a fim de que pudesse ensinar isso a outros. Portanto, era uma grande honra e responsabilidade ser chamado por um rabi para ser seu discípulo. Os discípulos aprenderam os ensinamentos de seu rabi vivendo com ele e seguindo-o aonde quer que vá. Uma frase daquele tempo descrevia os discípulos como aqueles que 'ficavam cobertos pela poeira do rabi', porque, literalmente, seguiam de muito perto seus mestres" 

(Guia Cristão de Leitura da Bíblia, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD,p. 69).


SUBSÍDIO TEOLÓGICO II

“A salvação é um presente, mas o discipulado é caro. Aqueles que seguem Jesus devem estar propensos a pagar o alto preço. Ele quer que as pessoas se deem conta de que considerar o custo antes de tomar uma decisão é assunto sério. Requer arrependimento e compromisso total a Jesus " 

(Comentário Bíblico Pentecostal. Vol 1. l.ed. Rio de Janeiro, CPAD, p.418).

SUBSÍDIO TEOLÓGICO III

”A escolha dos doze discípulos por Jesus é relevante, considerando- se que havia inicialmente doze tribos em Israel, provenientes dos doze filhos de Jacó (veja Gn 49). Depois do exílio, apenas a tribo de Judá permanecera visivelmente intacta. Quando escolheu os doze discípulos, Jesus estava anunciando a restauração do povo de Deus, agora reconfigurado em torno do próprio Jesus.

[...] Pedro era o mais proeminente de todos os discípulos. Mateus ou Levi, era cobrador de impostos, um publicano, que, por essa razão, era considerado um proscrito social por causa de seu emprego com as desprezadas autoridades romanas" 

(Guia Cristão de Leitura da Bíblia, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, p.70).

SUBSÍDIO TEOLÓGICO IV

"No início do seu ministério, Jesus escolheu doze seguidores de um grupo enorme para formar um grupo mais próximo de discípulos (Mc 3.13-19). Conforme Ele os fez recordar posteriormente, o fato de se tornarem parte integrante desse grupo mais íntimo devia-se ao fato de Ele os ter escolhido, e não de eles terem feito uma escolha (Jo 15.16). Tinham dois propósitos principais: estar 'com' Jesus, como seguidores, e também para que eles os 'enviasse a pregar', como os representantes de Jesus (Mc 3.14). Em grego, o termo para enviar a pregar é apostolos, e, assim, os Doze também passaram a ser conhecidos como 'os apóstolos'. Tinham de estar com Jesus durante todo o seu ministério para ouvir a mensagem e aprender sua forma de viver; depois, eles foram enviados por Jesus para as cidades e vilarejos de Israel, para disseminar a mensagem de Jesus sobre o Reino e para demonstrar isso por intermédio dos mesmos sinais milagrosos que Jesus usara (Mc 3.14,15). Depois da ressurreição, esses discípulos (com exceção de Judas, que traiu Jesus) tinham de levar a mensagem sobre Ele ao mundo (Mt 28.19)"

 (Guia Cristão de Leitura da Bíblia, l.ed. Rio de Janeiro, CPAD, pp.69-70).

Respostas da Lição 05 - Jesus escolhe seus discípulos

No que se diferençava o ensino de Jesus daquele praticado pelos escribas?
O que diferençava era o fato de que Jesus ensinava com autoridade, e não apenas reproduzindo o que os outros disseram.

Como podemos definir o método de ensino de Jesus?
Jesus tinha como método o exemplo. Suas palavras eram associadas a ações práticas. Jesus vivia o que ensinava.

Como Jesus treinava seus discípulos?
No treinamento dado aos discípulos, a cruz ocupava um Lugar central. Quem não estivesse disposto a morrer, não poderia ser seu seguidor autêntico.

Em que consistia a missão dos discípulos de Jesus?
Os discípulos tinham como missão pregar o Reino de Deus e curar os enfermos. Jesus treinou seus discípulos com uma missão específica — serem proclamadores da mensagem do Reino de Deus. 

Proclamar o Evangelho do Reino ainda continua sendo a principal missão do Corpo de Cristo.
Você é um discípulo de Cristo?
Resposta pessoal, porém, enfatize que para ser discípulo é preciso renunciar a si mesmo.

18/04/2015

Respostas da Lição 04: A tentação de Jesus

De que forma a lição explica a tentação de Jesus?
Ela explica que a tentação é uma realidade humana. Como homem Jesus também sofreu várias tentações. Porém, Ele venceu todas.

Qual foi a primeira tentação de Jesus?
A primeira tentação foi a sugestão do Diabo de Jesus transformar as pedras do deserto em pães. Ele sabia que Jesus estava em jejum e, certamente, estava com fome.

Qual foi a segunda tentação?
A segunda tentação foi a oferta que o Diabo fez a Jesus de autoridade sobre os reinos da terra (Lc 4.5-8).

Satanás tentou derrotar Jesus usando até mesmo o quê?
Ele usou até mesmo a Palavra de Deus. Porém, que fique claro, o Diabo utilizou a Palavra de Deus de forma errada, fora do seu contexto.

Quando Jesus derrotou Satanás de forma definitiva?
Quando da sua morte e ressurreição na cruz do calvário.




Subsídios da Lição 04: A tentação de Jesus

SUBSÍDIO TEOLÓGICO I

"O Diabo tentou o Filho do homem, mas também o Filho de Deus. Foi uma disputa entre Jesus, cheio do Espírito Santo, e o acusador dos homens. O Diabo tinha vencido, com Adão e Eva. Ele tinha esperanças de triunfar sobre Jesus" 

(ROBERTSON, A. T. Comentário de Lucas: À Luz do Novo Testamento. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, p. 80)

SUBSÍDIO TEOLÓGICO II

"Jesus experimenta três tentações específicas. A primeira envolve suas necessidades físicas (Lc 4.3,4). O Diabo presume que Jesus é o Filho de Deus — 'Se tu és o Filho de Deus' significa 'Visto que Tu és o Filho de Deus'. Claro que Jesus pode exercer o poder de Deus e transformar uma pedra do chão em pão. O Diabo sugere que o uso deste poder para aliviar a fome era verdadeira prova de que Jesus é o Filho de Deus. Mas se Jesus transformasse uma pedra em pão, tal milagre revelaria sua falta de fé na bondade de Deus. Ele teria obedecido a Satanás em vez de ser obediente a Deus. Ele teria usado seu poder para satisfazer as necessidades pessoais em vez de usá-lo para a glória de Deus.
Jesus resiste a tentação do Diabo citando Deuteronômio 8.3.0 ponto de sua resposta é que o bem-estar humano é mais que assunto de ter comida suficiente. 0 mais importante é obedecer à Palavra de Deus e confiar no Senhor que cuida de nós. Jesus obedece à Palavra de Deus, embora implique em fome física" 


(Comentário Bíblico Pentecostal. Vol 1. l.ed. Rio de Janeiro, CPAD, p.338).


SUBSÍDIO TEOLÓGICO III

"A segunda tentação é a oferta que Inimigo fez a Jesus de autoridade sobre os reinos da terra (Lc 4.5-8). Num momento de tempo, ele traz à presença de Jesus todos os reinos do mundo. Afirma que eles lhes foram dados e que ele tem o direito de dispor deles como quiser. A afirmação do Diabo é meia- verdade. Embora ele tenha grande poder (Jo 12.31; 14.30), não tem autoridade para dar a Jesus os reinos do mundo e a glória deles. Ele promete que Jesus pode se tornar o governante da terra se tão somente Ele o adorar. Satanás tenta ludibriar Jesus para obter poder político e estabelecer um reino no mundo maior que o dos romanos.

O Reino que Jesus veio estabelecer é muito diferente. É um reino no qual Deus reina, e é formado por homens e mulheres livres da escravidão do pecado e de Satanás" 

(Comentário Bíblico Pentecostal. Vol 1. l.ed. Rio de Janeiro, CPAD, p.338).

SUBSÍDIO TEOLÓGICO IV

"A terceira tentação tem a ver com provar a verdade da promessa de Deus (Lc 4.9-12). Jesus se deixa levar voluntariamente com o maligno até o ponto mais alto do templo. A localização precisa no templo é incerta, mas do ponto mais alto do templo Satanás instiga Jesus a pular: 'Se tu és o Filho de Deus, lança- te daqui abaixo' (v. 9). A sugestão dele é esta: ‘Antes de tu te dispores em tua missão, é melhor que te certifiques da proteção de Deus. Então, por que não pulas e não te asseguras de que Deus tomará conta de Ti?' 0 maligno foi refutado duas vezes com as Escrituras, então ele cita o Salmo 91.11,12 para garantir que Deus o protegerá de qualquer dano. Este é um exemplo de torcer as Escrituras para servir a um propósito, pois o Salmo 91 não garante que Deus fará milagres sob as condições que estipularmos" 

(Comentário Bíblico Pentecostal. Vol 1. l.ed. Rio de Janeiro, CPAD, p.338).


EBD 2015 - 2º Trimestre - Lição 04: A tentação de Jesus


Lição 04 da EBD que será ministrada em 26/Abril/2015 em todas as Assembleias de Deus no Brasil


INTRODUÇÃO

A tentação é uma realidade com a qual todo crente, em algum momento, irá se deparar. Não existe ninguém que seja imune à tentação, pois até mesmo Jesus, o homem perfeito, foi tentado! A resposta à tentação não é, portanto, negá-la, mas enfrentá-la à luz da Palavra de Deus.
Nesta lição iremos aprender como Jesus enfrentou a tentação e derrotou Satanás. Veremos a sutileza do Diabo em tentar o Filho de Deus em um momento de extrema carência e necessidade física, e como o Filho do Homem o derrotou ao dizer "não" a cada uma de suas propostas. Por fim, destacaremos que a vitória de Jesus é também a nossa.

I - A REALIDADE DA TENTAÇÃO

1. Uma realidade humana. Já foram assinalados em comentários anteriores que devemos levar em conta o fato bíblico e teológico incontestável de que Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Como Deus, não podia ser tentado, mas como homem, mesmo sendo perfeito, sim (Jo 17-5; Fp 2.5-11; Hb 2.17). No mistério da encarnação, Jesus não perdeu a sua natureza divina, nem tampouco os atributos da divindade, mas, como diz a tradução americana de Philips, Ele "abdicou de seus privilégios" (Fp 2.7). Como homem Ele foi tentado em todas as coisas, assim como nós, porém, não transgrediu (Hb 4.15). À luz do ensino bíblico, portanto, a tentação de Jesus Cristo foi real e não apenas uma encenação. 0 homem perfeito, Jesus, foi tentado em tudo, mas não pecou! (1 Pe 2.22).

2. Vencendo a tentação. Lucas revela que Cristo foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado pelo Diabo. Jesus, em sua condição humana, foi capacitado pelo Espírito Santo para enfrentar Satanás. A capacitação de poder sobre Jesus revela o lado messiânico da sua missão. Na teologia lucana, o Messias seria revestido pelo Espírito para realizar a obra de Deus, e isso incluía desfazer as obras do Diabo. A vitória de Jesus sobre a tentação é também a nossa vitória. Jesus, o homem perfeito, venceu a sedução do pecado com oração, com a Palavra e por andar no Espírito. Todos os que estão em Cristo podem sim, também, vencer a tentação (1 Co 10.13).



II - A TENTAÇÃO DE SER SACIADO

1. A sutileza da tentação. A primeira tentação de Jesus se dá na esfera dos apetites. A essa tentação Jesus respondeu: "Escrito está que nem só de pão viverá o homem" (Lc 4.3,4). O Diabo, por certo, sabia que por ocasião do batismo de Jesus, Deus, o Pai, falara-lhe da sua filiação divina (Lc 3.22). Jesus, como o homem perfeito que era, precisava enfrentar a tentação em sua condição humana, e não fazer uso de seus atributos divinos como queria o Diabo. Como Filho de Deus que era, evidentemente Jesus poderia usar os atributos da divindade para transformar todo aquele deserto em pão. Todavia, se assim procedesse, negaria a sua missão de homem perfeito. Ouer o Diabo estimule um apetite legítimo, quer não, o seu alvo é sempre o mesmo — colocar tropeços no caminho do servo de Deus.

2.Gratificação pessoal. Depois de 40 dias de jejum total, Jesus, sem dúvida alguma, encontrava-se debilitado fisicamente. Todo o seu ser, por certo, exigia ser saciado. Tanto a água quanto o pão são elementos necessários para a manutenção do corpo. Não há, portanto, nada de errado com o desejo de comer ou beber. Todavia, se esse desejo é apenas para uma gratificação pessoal, como queria o Diabo, então ele se converte em pecado. Satanás queria que Jesus visse as coisas materiais como sendo mais necessárias do que as espirituais. Jesus mostra que mais importante do que o pão material era o pão espiritual, a Palavra de Deus. Ainda hoje, o Diabo usa a mesma artimanha quando convence os homens de que ter abundância, fartura ou prosperidade material é melhor do que desfrutar da comunhão com Deus. 

III-A TENTAÇÃO DE SER CELEBRADO

1. O príncipe deste mundo. No texto de Lucas 4.5-8, o Diabo oferece a Jesus domínio sobre os reinos do mundo. Jesus não contestou as palavras de Satanás quando este afirmou que possuía autoridade sobre este mundo (Lc 4.6). De fato, o próprio Cristo afirmou que Satanás é o príncipe deste mundo (Jo
16.11). O apóstolo João nos diz que "o mundo está no maligno" (1 Jo 5.19). E o apóstolo Paulo diz que o Diabo é "príncipe das potestades do ar" (Ef 2.2). Vivemos em um mundo caído e com um sistema iníquo, mas, assim como Jesus Cristo, não fazemos parte dele (Jo 8.23; 17-9; 18.36). É lamentável quando crentes não apenas vivem de acordo com os padrões deste mundo, mas também ficam totalmente comprometidos com ele.

2. A busca pelo poder terreno. Por trás desse sistema iníquo existe toda uma filosofia de domínio. Esse poder pode estar presente tanto na esfera material como na espiritual. É a busca pela glória e poder terreno. O Diabo sabe que o desejo de ser celebrado, de ser chamado "senhor", é algo que fascina os homens. Satanás sabia que derrubaria Adão se o convencesse de que ele poderia se tornar poderoso ao adquirir conhecimento. Adão acreditou que até mesmo poderia ser como Deus (Gn 3.5). A isca foi Lançada e Adão a engoliu! O Diabo por certo acreditava que o mesmo aconteceria com Jesus, o Filho do Homem. Mas Jesus não se dobrou diante de Satanás. Por certo, muitos estão exercitando poder e domínio neste mundo, mas provavelmente também estão se curvando diante de Satanás. 

IV - A TENTAÇÃO DE SER NOTADO

1. A artimanha do Inimigo. O Diabo não desiste nas primeiras derrotas e arrisca tentar Jesus mais uma vez com seu jargão predileto: "Se tu és" (Lc 4.9). Todavia, agora ele acrescenta a frase: "porque está escrito" (Lc 4.10). Satanás tenta derrotar Jesus usando a Bíblia! Evidentemente que ele usa o Salmo 91 fora do seu contexto! Quando a Palavra do Senhor tem exatamente o sentido do que o Criador disse, então ela é de fato a Palavra dEle. Porém, quando passa a possuir um sentido particular, isto é, que Deus não disse, não é mais a Palavra dEle, mas palavras de Satanás. A Bíblia usada fora do seu contexto, como fez o Diabo e as seitas que ele criou, não é a Palavra de Deus, mas uma arma do Maligno. É preciso muito cuidado quando se vê alguém manusear a Bíblia. Pode ser que esse "manuseio" não esteja a serviço de Deus!

2. A busca pelo prestígio. Quando o Diabo quer ver a queda de alguém, procura levá-lo até o ponto mais alto (Lc 4.9). É a tentação de ser visto, de ser notado. Era algo muito tentador saber que dezenas, talvez centenas de pessoas, estariam ali para ver e aplaudir aquela cena com características cinematográficas. Jesus não se dobrou frente aos apelos de Satanás. Há um reconhecimento e uma fama que são bíblicas e não há nada pecaminoso nisso (Gn 12.2; 2 Sm 7.9). Todavia, quando o desejo por publicidade se torna um fim em si mesmo, então passa-se a fazer o jogo do Diabo. Infelizmente, muitos não medem esforços para se exibir. Isso é pecado, mesmo que seja na esfera religiosa ou espiritual. 

CONCLUSÃO 

Jesus venceu Satanás no deserto e em todas as outras situações em que o confrontou durante o seu ministério terreno (Lc 4.1-13; 10.18,19). Na cruz do Calvário, o Filho de Deus derrotou Satanás de forma definitiva (Cl 2.15; Hb 2.14). Posteriormente, o apóstolo Paulo ensinaria à Igreja que todos aqueles que se encontram em Cristo também participam dessa vitória (Ef 1.20-22; 2.6). Em Cristo somos mais do que vencedores (Rm 8.37; 1 Co 15.57), todavia, como cristãos criteriosos, não devemos subestimar o mal (Lc 22.31-34).


15/04/2015

EBD 2015 - Lição 03 - A infância de Jesus


Lição de número 03 da Escola Dominical a ser ministrada em 19/04/2015

INTRODUÇÃO

As Escrituras revelam que Jesus era plenamente Deus e plenamente homem! Ao dizerem que Jesus é cem por cento Deus e cem por cento homem, teólogos cristãos estão afirmando essa mesma verdade de uma outra forma. Deus se humanizou em Cristo (2 Co 5.19) e isso é conhecido na teologia cristã como o grande mistério da encarnação.

Conhecer o Jesus divino é maravilhoso e bíblico, mas conhecer o Jesus humano o é da mesma forma. Aqui, vamos aprender que Jesus cresceu como qualquer ser humano. Ele cresceu física, social, psicológica e espiritualmente. Em cada uma dessas dimensões, Ele deixou ricos aprendizados para todos nós.

I - JESUS CRESCEU FISICAMENTE

1. A dimensão corpórea de Jesus.
A Bíblia nos ensina que Jesus nasceu e cresceu como qualquer ser humano (Lc 2.40,52). Jesus em tudo era, semelhante a nós, mas sem, pecado (Fl 2.6,7; Hb 4.15). Como todo ser humano, Ele possuía um corpo físico que era limitado pelo tempo e pelo espaço.A palavra grega helikia, traduzida em português como estatura, no versículo 52, ocorre oito vezes no texto grego do Novo Testamento, com o sentido de tamanho ou idade. É a mesma palavra usada por Lucas quando se refere à pequena estatura de Zaqueu, o publicano (Lc 19.3) e, também, a mesma palavra usada pelo apóstolo João para se referir à idade do cego a quem Jesus curou (Jo 9.21,23). A Escritura, de forma alguma, nega a dimensão corpórea e física de Jesus como fazem as heresias.

2. O cuidado com o corpo. Como todo ser humano que possui um corpo físico, Jesus também viveu os limites dessa dimensão corpórea. Ele também se cansava (Jo 4.6). Jesus sabia a importância que tem o corpo humano e, para isso, tratava de dar o devido cuidado ao seu corpo. Para recuperar suas energias físicas, por exemplo, Marcos relata que Ele procurou o descanso necessário (Mc 6.31,32). A palavra grega anapauo, traduzida como repousar, significa "parar com todo movimento a fim de que se recupere as energias". Se o Mestre deu os devidos cuidados ao seu corpo, não deveríamos nós fazer o mesmo?



II - JESUS CRESCEU SOCIALMENTE

1. Jesus e a família. No antigo Israel do tempo de Jesus, havia uma estrutura familiar consolidada. Os estudiosos observam que a família hebraica obedecia a seguinte estrutura social: endógama -casam-se com parentes; patrilinear- descendência pai-filho; patriarcal-poder do pai; patriolocal - a mulher vai para a casa do marido; ampliada - reúne os parentes próximos todos no grupo, e polígena - tem muitas pessoas.
A Bíblia fala da família de Jesus dentro desse contexto. Como homem perfeito, Jesus aprendeu a viver em família (Lc 2.51). Como membro da família, Ele viveu em obediência a seus pais. Isso mostra que os papeis sociais dentro da família precisam ser respeitados. Somente dessa forma, a família continua sendo um instrumento importante na formação do caráter.

2. Jesus e a cultura local. A Bíblia afirma que o "Verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1.14). O vocábulo habitar traduz o verbo grego skenoo e tem o sentido de "fazer a sua tenda". Deus se humanizou e fez a sua tenda ou morada entre nós. Como homem perfeito, Jesus viveu no meio da cultura dos seus dias. Fazia parte dessa cultura, qual seja, o povo, o espaço geográfico, a língua e a família. Jesus foi criado em Nazaré da Galileia e, como nazareno, Ele possivelmente espelhava a cultura desse lugar. Jesus aprendeu a ler as Escrituras (Lc 4.16); aprendeu uma profissão (Mc 6.3) e até mesmo aprendeu a maneira de falar que era peculiar dos habitantes dessa região (Mt 26.73. Mc 14.70). Todavia, um fato fica em evidência-Jesus estava pronto a confrontar a cultura quando esta contrariava os princípios da Palavra de Deus (Lc 11.38,39).

III-JESUS CRESCEU PSICOLOGICAMENTE

1. A dimensão psicológica de Jesus.
O texto de Lucas 2.52 informa que Jesus crescia em "sabedoria". Crescer em sabedoria é crescer em conhecimento. É desenvolver-se intelectual e mentalmente. É o desenvolver da psique humana. Como homem perfeito, Jesus também possuía uma dimensão psicológica. Ele, por exemplo, angustiou-se em sua alma (Lc 12.50; Mt 26.37; Jo 12.27). Lucas ainda diz que Jesus "enchia-se de sabedoria" (Lc 2.40). Esse crescimento mental e intelectual vem pela assimilação dos conhecimentos da vivência humana do dia a dia. É o acúmulo cultural que se forma ao longo dos anos. Como todo menino judeu de sua época, Jesus tinha o seu intelecto treinado pelo estudo das Sagradas Letras (2 Tm 3.15).

2. Jesus e as emoções. A Escritura mostra que Jesus, como homem perfeito, possuía domínio completo sobre suas emoções. Ele não sofria de nenhum distúrbio mental, nem tampouco era desajustado emocionalmente. Quando pressionado, não cedia à pressão do grupo (Jo 8.1-11). Seus próprios algozes reconheceram que Ele agia movido por suas convicções internas e não pelo que os outros achavam (Lc 20.19-26). Sua presença revelava serenidade e paz (Jo 14.27; Lc 7.50). É evidente que essa paz era uma conseqüência natural da íntima comunhão com Deus que Ele cultivava. Jesus passava horas em oração, às vezes, até mesmo noites inteiras em oração (Lc 6.12), um claro exemplo para todos os seus seguidores.

IV-JESUS CRESCEU ESPIRITUALMENTE

1. Crescendo na graça e fortalecendo o espírito. Nos dois textos bíblicos citados por Lucas para se referir ao crescimento de Jesus Cristo, o homem perfeito, a palavra "graça" se destaca (Lc 2.40,52). A palavra grega traduzida como graça é charis. Graça é um favor de Deus. Jesus cresceu na graça quando viveu a vida como ela é. Ele aprendeu a viver com as limitações que uma família pobre possuía na Palestina do primeiro século. Graça é ter consciência de que, em meio a tudo isso, a vocação e chamada tiveram origem em Deus. Graça é saber que Deus está em nosso crescimento enquanto vivemos em comunidade, enquanto o adoramos, meditamos, contemplamos e, também, quando vivemos a vida, mesmo quando ela se mostra dura em sua rotina.

2. Jesus e sua maioridade. Lucas mostra o desenvolvimento espiritual em duas outras passagens do seu Evangelho (Lc 2.46-49). Na situação do Templo, Jesus se mostra como alguém que já tem consciência da sua missão. Ele veio para cuidar dos negócios de seu Pai, Deus. Por outro Lado, Lucas mostra no relato do batismo de Jesus como Ele se identifica com o povo e recebe a capacitação divina para o exercício do seu ministério (Lc 3.21-23).
Até os trinta anos, Jesus permaneceu na cidade de Nazaré e trabalhou como carpinteiro. O Salvador esperou pacientemente até o momento determinado pelo Pai para exercer seu ministério. Vivemos em uma sociedade imediatista; por isso, atualmente, as pessoas não querem esperar o tempo de Deus em suas vidas e ministério. O tempo do Senhor é perfeito. Temos que esperar o seu agir.

CONCLUSÃO

Ao escrever a sua segunda carta, o apóstolo Pedro exortou os cristãos a desejarem o crescimento: "Antes, crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A Ele seja dada a glória, assim agora como no dia da eternidade. Amém!" (2 Pe 3-18). O alvo do crente é o crescimento. Mas esse crescimento não acontece de qualquer forma; antes, ocorre nas esferas da graça e do conhecimento do Senhor. Crescimento sem conhecimento é uma deformação, assim como o é, também, o crescimento sem a graça. O cristão deve atentar para o fato de que onde se privilegia apenas o conhecimento intelectual, sem a adição da graça, o levará a uma vida árida. Da mesma forma, esse mesmo crescimento, onde se privilegia apenas a revelação e menospreza a razão, o conduzirá ao fanatismo. O crente deve, a exemplo do seu Senhor, crescer de forma integral. 



Respostas da Lição 03 - A infância de Jesus

De que forma a lição mostra a dimensão corpórea de Jesus?
A lição mostra que Jesus cresceu como qualquer ser humano e, como tal, Jesus viveu os limites dessa dimensão corpórea.

De que forma era estruturada a família nos dias de Jesus?
Os estudiosos observam que a família hebraica obedecia à seguinte estrutura social: endógama - casam-se com parentes; patrilinear - descendência pai-filho; patriarcal- poder do pai; patriolocal-a mulher vai para a casa do marido; ampliada - reúne os parentes próximos todos no grupo, e polígena -tem muitas pessoas.

Como as Escrituras demonstram o equilíbrio psicológico de Jesus?
As Escrituras mostram que Jesus tinha total domínio sobre suas emoções. Ele não sofria de nenhum distúrbio mental ou emocional.

De que forma a lição ilustra o crescimento de Jesus?
Ilustra como um crescimento saudável, perfeito.

Para você, o que é crescer de forma integral?
Apesar de a resposta ser pessoal, havendo entendido a lição é necessário que o aluno responda, mais ou menos, nestes termos: É crescer de forma completa - corpo, alma, espírito.

Subsídios da Lição 03 - A infância de Jesus

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

"A humanidade de Jesus. Teólogos têm se mostrado confusos quanto à precisão do relacionamento entre a humanidade de Jesus e sua divindade. Tudo o que podemos dizer, com certeza, é que Jesus é tanto Deus quanto homem. Como ser humano, descendente de Adão, nasceu e viveu uma vida humana normal. Teve fome e exaustão física. Conheceu a rejeição e o sofrimento. Gostava das celebrações nupciais e das festas. Sentiu pena do desamparado, frustração da apatia de seus seguidores e ira pela indiferença dos líderes religiosos diante do sofrimento humano. Era um ser verdadeiramente humano no melhore ideal sentido da palavra. Por tudo isso, é um exemplo para nós" 

(RICHARDS, La wrence O. Guia do Leitor da Bíblia. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 653).

SUBSÍDIO TEOLÓGICO II

"Os primeiros anos de vida de Jesus foram tão normais que as pessoas que o viram crescer ficaram surpresas com o fato de que Ele pudesse ensinar com autoridade sobre Deus (Lc 2.46,47) e fazer grandes milagres — achavam que era apenas um carpinteiro como José o fora antes dEle. Em meados do século II d.C., histórias imaginativas começaram a ser escritas sobre o início da vida de Jesus, afirmando que tinha poderes sobre-humanos. Por exemplo, na Infância de Cristo segundo Tomé, Ele forma passarinhos de barro e os traz à vida!" 

(Guia Cristão de Leitura da Bíblia, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, p.28).

SUBSÍDIO TEOLÓGICO III

"Com a idade de 12 anos, um menino judeu se torna 'filho da lei'. Nesse momento, ele aceita os deveres e obrigações religiosas aos quais os pais o entregaram pelo rito da circuncisão. Para Jesus, isto acontece quando seus pais sobem a Jerusalém para celebrar a Páscoa. O Antigo Testamento ordenava que a pessoa do sexo masculino comparecesse em Jerusalém para três festas: a Páscoa, o Pentecostes e os Tabernáculos (Êx 23.14-17). A dispersão dos judeus pelo mundo tornou impossível que todos fizessem isto nos dias de José e Maria. Apesar da distância, os judeus devotos faziam a jornada pelo menos uma vez por ano para a Páscoa. Não era exigido que as mulheres comparecessem, contudo, muitas iam"

 (Comentário Bíblico Pentecostal. l.ed. Vol. 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 331).

SUBSÍDIO DIDÁTICO (PROFESSORES)

Professor, antes de iniciar o tópico(IV), faça a seguinte indagação: "Jesus tinha consciência de que era Filho de Deus?" Ouça os alunos com atenção. Em seguida, peça que leiam Lucas 2.41-52. Explique o fato de o texto bíblico mostrar que, aos doze anos, Jesus já tinha clareza de seu relacionamento com Deus e da sua missão. Ele afirmou sua filiação única. Diga que Jesus é completamente Deus e completamente humano. Como homem, experimentou todas as etapas do desenvolvimento humano.

05/04/2015

Subsídios da Lição 02: O nascimento de Jesus

SUBSÍDIO HISTÓRICO

"O censo consistia no alistamento obrigatório dos cidadãos no recenseamento, o que servia de base de cálculo para os impostos. Quirino era governador do Império legado pela Síria, em d.C., mas este pode ter sido seu segundo mandato. Além disso, Lucas fala do censo que trouxe José e Maria a Belém como um prote (que provavelmente signifique, aqui, 'o anterior' e não o 'primeiro'). Assim, o ano de nascimento de Cristo continua a ser objeto de debate" 

(RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 653).

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

"A legislação sobre o parto" (2.21- 24). O texto em Levítico 12.1-5 registra o compromisso materno de oferecer um sacrifício para o ritual de purificação após o nascimento da criança. Foi para dar cumprimento a esse dispositivo legal do Antigo Testamento que a família se dirigiu ao Templo (veja também Lv 12.6-8)" 

(RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 653).

"Lucas descreveu como o Filho de Deus entrou na História. Jesus viveu de forma exemplar, foi o Homem Perfeito. Depois de um ministério perfeito, Ele se entregou como sacrifício perfeito pelos nossos pecados, para que pudéssemos ser salvos.

Jesus é o nosso Líder e Salvador perfeito. Ele oferece perdão a todos aqueles que o aceitam como Senhor de suas vidas e creem que aquilo que Ele diz é a verdade" 

(Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, p. 1337).


SUBSÍDIO DIDÁTICO I - [professores]

Professor, converse com os alunos explicando que jamais devemos adorar a Maria, todavia, não podemos deixar de reconhecer seu valor. Afinal, ela foi escolhida para ser mãe do Filho de Deus. Esta escolha está certamente baseada num caráter de especial dignidade. Sua pureza, humildade e ternura são um exemplo para todos os crentes que desejam agradar a Deus 

(Adaptado de: PEARLMAN, Myer. Lucas: O Evangelho do Homem Perfeito, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p. 27).

SUBSÍDIO DIDÁTICO II - [professores]

Professor, antes de iniciar a explicação do tópico, faça a seguinte indagação: ''Por que os pastores foram os primeiros a saber do nascimento do Messias?" "Por que os sacerdotes e escribas não foram os primeiros a saber?" Ouça os alunos e incentive a participação de todos. Explique que os pastores faziam parte de uma classe social bem simples. Eles eram pobres. As Boas-Novas de salvação não foram anunciadas primeiro aos poderosos e nobres, mas aos humildes, pobres, a pessoas comuns do povo, mostrando que Cristo veio ao mundo para todos.



EBD 2015 - 2° Trimestre - Lição 02: O nascimento de Jesus


INTRODUÇÃO

Lucas narra o nascimento de Jesus, situando-o no contento das profecias bíblicas e do judaísmo dos seus dias. O "silêncio profético", que já durava quatrocentos anos, foi rompido pelas manifestações divinas na Judeia. A plenitude dos tempos havia chegado e o Messias agora seria revelado!
O nascimento de Jesus significava boas novas de alegria para todo o povo. Os pobres e os piedosos seriam os primeiros a receberem a notícia. Dessa forma. Deus mostrava que a salvação, por Ele provida, alcançaria a todos os homens. 

1 - O NASCIMENTO DE JESUS NO CONTEXTO PROFÉTICO

1. Poesia e profecia. No relato do nascimento de Jesus há duas belíssimas poesias conhecidas na teologia cristã como Magnificat de Maria, a mãe de Jesus, e o Benedictus de Zacarias, o sacerdote (Lc 1.46-55,67-79). Esses cânticos são de natureza profética e como tal contextualizam o nascimento de Cristo dentro das promessas de Deus a seu povo. Maria, por exemplo, diz que, ao nascer Jesus, Deus estava se lembrando das promessas feitas a Abraão (Lc 1.55). Por outro lado, Zacarias afirma da mesma forma que tal visitação era o cumprimento do que Deus havia prometido na antiguidade aos profetas (Lc 1.70). 0 nascimento de Jesus não se tratava, portanto, de um evento sem nexo com a história bíblica. Foi um fato que aconteceu na plenitude dos tempos e testemunhou o cumprimento das promessa de Deus (Gl 4.4). [Leia os subsídios desta lição aqui!]

2. A restauração do Espírito profético. Já observamos que, na teologia lucana, o Espírito Santo ocupa um lugar especial. Encontramos 17 referências ao Espírito Santo no terceiro Evangelho e 54 no livro de Atos dos Apóstolos. Isso é significativo se levarmos em conta que Mateus fala apenas 12 vezes no Espírito Santo e Marcos 6. Lucas focaliza o revestimento do Espírito, mostrando que o dom profético, silenciado no período Interbíblico, foi revivificado com a vinda do Messias. Não é à toa que a maioria das referências ao Espírito, nesse Evangelho, ocorra nos dois primeiros capítulos que relatam o nascimento de Jesus (Lc 1.41,67; 2.25-27).


II-O ANÚNCIO DO NASCIMENTO DE JESUS


1. Zacarias e Izabel. Em sua narrativa dos fatos que precederam o anúncio do nascimento de Jesus, Lucas diz que o sacerdote Zacarias havia entrado no "templo para ofertar incenso" (Lc 1.9). A queima do incenso fazia parte do ritual do Templo e ocorria no período da manhã e à tarde (Êx 30.1-8; 1 Rs 7.48-50). Foi durante um desses turnos que um anjo de Deus apareceu a Zacarias para informar-lhe que a sua oração havia sido ouvida pelo Senhor e que a sua mulher, embora já não fosse mais fértil, geraria um menino, cujo nome seria João (Lc 1.13). João, o Batista, nasceu para ser o precursor do Messias, anunciando a sua missão. Ele seria a "Voz do que clama no deserto" e precederia o Senhor, preparando o seu caminho (Lc 3.4,5).

2. José e Maria. Cerca de seis meses após o anúncio do nascimento de João, o Batista, o anjo Gabriel é enviado a Nazaré, lugar onde moravam José e sua noiva, Maria. Ela era uma virgem e estava noiva de José. O anúncio de que ela geraria um filho, sem que para isso fosse necessário haver intercurso sexual, deixou-a apreensiva (Lc 1.34). O anjo informa-lhe que desceria sobre ela o Espírito Santo e o poder de Deus a envolveria com a sua sombra (Lc 1.35). Aqui está o milagre da encarnação - O Filho de Deus fazendo-se carne, a fim de que, através desse grande mistério, possamos alcançar a salvação (Jo 1.1,14).  [Leia os subsídios desta lição aqui!]

III - O NASCIMENTO DE JESUS E OS CAMPONESES

1. A nobreza dos pobres. É um fato de fácil constatação o destaque que os pobres recebem no Evangelho de Lucas. Quando deu início ao seu ministério, Jesus o fez dizendo as seguintes palavras: "O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres" (Lc 4.18). Os pobres faziam parte das bem-aventuranças de Jesus (Lc 6.20). Pobres são os carentes tanto de bens materiais como espirituais. No anúncio do nascimento de Jesus, um anjo do Senhor é enviado especialmente aos camponeses pobres que pastoreavam os seus rebanhos no campo. Jesus veio para todos, independente da condição social. O Filho de Deus dedicou total atenção as minorias do seu tempo: as mulheres, crianças, gentios, leprosos, etc. Ele chegou a ser chamado de amigo de publicanos e pecadores, pois estava sempre perto dos mais necessitados. Como Igreja do Senhor, temos atendido os desvalidos em suas necessidades? Será que temos seguido o exemplo do Salvador? Como "sal" da terra e "luz" do mundo precisamos revelar Cristo aos carentes e necessitados, pois eles conhecerão o amor de Cristo mediante as nossas ações.[Acesse as respostas desta lição aqui!]

2. A realeza do Messias. A mensagem angélica anunciada aos pastores que se encontravam no campo era que havia nascido na ''cidade de Davi, [...] o Salvador, que é Cristo, o Senhor" (Lc 2.11). Lucas lembra o fato de que Cristo nasceu em Belém, cidade de Davi, cumprindo dessa forma a profecia bíblica (Mq 5.2). Mas o Messias não apenas nasce em Belém, cidade de Davi, Ele também possui realeza porque é da  descendência de Davi, como atesta a sua árvore genealógica (Lc 3.23-38). Mas não era só isso. Lucas também detalha como o anjo de Deus falou da realeza do Messias aos camponeses! Ele é o Salvador, o Cristo, o Senhor (Lc 2.11). Essas palavras proferidas pelo anjo, além de mostrar a realeza do Messias, destacam também a sua divindade. Jesus é Deus feito homem! 


IV - O NASCIMENTO DE JESUS E O JUDAÍSMO

1. Judeus piedosos. Lucas mostra que o nascimento de Jesus aconteceu sob o judaísmo piedoso. Ele ocorre dentro do contexto daqueles que alimentavam a esperança messiânica. São pessoas piedosas que aguardavam o Messias e, quando Ele se revelou, elas prontamente o reconheceram. Primeiramente, Lucas cita Zacarias, um sacerdote piedoso e sua esposa, Isabel. A Escritura sublinha que ambos eram justos diante de Deus e viviam irrepreensivelmente nos preceitos e mandamentos do Senhor (Lc 1.6). Lucas apresenta também Simeão, outro judeu piedoso de Jerusalém, e que esperava a consolação de Israel. A ele foi revelado, pelo Espírito Santo, que não morreria antes que visse o Messias (Lc 2.25,26). Da mesma forma a profetisa Ana, uma viúva piedosa, que continuamente orava a Deus e jejuava. Quando viu o menino Jesus, deu graças a Deus por Ele e falava da sua missão messiânica (Lc 2.36-38). [Leia os subsídios desta lição aqui!]

2. Rituais sagrados. Lucas coloca o cristianismo dentro do contexto do judaísmo e não como uma seita derivada deste. Como qualquer judeu de seu tempo, Jesus se submete aos rituais da religião judaica (Lc 2.21-24). Como Homem Perfeito, Ele cumpriu toda a lei de Moisés. 


CONCLUSÃO

Já observamos que Lucas procura situar o nascimento de Jesus dento do contexto histórico. Dessa forma ele dá detalhes sobre fatos da história universal mostrando que Deus foi, é e continuará sendo Senhor da História. É dentro dessa história que se cumpre as profecias. [Acesse as respostas desta lição aqui!]

O Messias prometido, diferentemente do Messias esperado pelos judeus, nasce em uma manjedoura e não em um palácio. Os pobres, e não os ricos, são os convidados a participar do seu natal. A Lógica do Reino de Deus se manifesta oposta à do reino dos homens. Todos aqueles que se sentem carentes e necessitados são convidados a participarem dele.


Respostas da Lição 02: O nascimento de Jesus

De que forma devem ser entendidos os cânticos de Zacarias e Maria?
Eles devem ser entendidos como sendo de natureza profética. Esses cânticos contextualizam o nascimento de Cristo dentro das promessas de Deus ao seu povo.

Como era o relacionamento de José e Maria antes da anunciação angélica?
Eles eram noivos.


De que forma a lição conceitua os pobres?
Os pobres são os carentes tanto de bens materiais como espirituais.

De acordo com a lição, qual o propósito de Lucas mostrar Jesus cumprindo rituais judaicos?
Lucas deseja mostrar que Jesus, como Homem Perfeito, se submeteu e cumpriu os rituais judaicos, tendo, com isso, cumprido a Lei.

Dentro de que contento Lucas procura situar o nascimento de Jesus?
Lucas procura situar o nascimento de Jesus dentro do contexto histórico.

03/04/2015

Subsídios da Lição 01 - O Evangelho segundo Lucas

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO I

"Lucas inicia seu Evangelho com uma declaração especial: ele mesmo havia se 'informado minuciosamente de tudo [sobre a vida de Jesus] desde o princípio' (1.1-4). Dessa forma, o Evangelho de Lucas é um relatório cuidadoso e historicamente exato do nascimento, ministério, morte e ressurreição de Jesus.

Contudo, ao lermos Lucas percebemos que a sua obra não é uma repetição monótona das datas e ações. A escrita de Lucas é vivida, nos atraindo para dentro dos eventos que ele descreve. A escrita de Lucas também exibe uma fervorosa sensibilidade quanto aos detalhes pessoais íntimos" 



(RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p. 133).


SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO II

"Lucas presta bastante atenção aos eventos que ocorreram antes do nascimento de Jesus, uma atenção maior que aquela que os outros evangelistas dedicaram ao assunto" 

(RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico- Cultural do Novo Testamento, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p. 134).

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO III

"A Verdadeira Identidade do Filho

Os aspectos-chave na vida de Jesus ajudaram os primeiros cristãos a perceber, de uma forma nova e única, que Ele era o 'Filho de Deus'.
•A encarnação. Jesus foi concebido pelo poder do Espírito Santo de Deus, e não por um pai humano. De forma consistente, também falou de como saiu 'do Pai' para vir 'ao mundo' (Jo 16.28). Enquanto, para outros seres humanos, o nascimento é o início da vida, o nascimento de Jesus era uma encarnação
— Ele existia como o Filho de Deus antes de seu nascimento humano. Jesus, de forma distinta dos governantes pagãos, não era um filho adotado dos deuses, mas sim o eterno Filho de Deus.
* O reconhecimento por Satanás e pelos demônios. Enquanto a identidade verdadeira de Jesus, durante seu ministério terreno, estava velada para seus discípulos, ela foi reconhecida por Satanás (Mt 4-3,6) e pelos demônios (Lc 8.28).
• A ressurreição e ascensão. Jesus foi morto por afirmar que falava e agia como o Filho de Deus. A ressurreição representou a confirmação de Deus de que Jesus falava a verdade sobre si mesmo. Paulo apontou a ressurreição como a revelação ou declaração da verdadeira identidade de Jesus como Filho de Deus (Rm 1.4). Depois da ressurreição, Jesus retornou ao Pai para ficar no lugar de honra, à direita de Deus" 


(Guia Cristão de Leitura da Bíblia. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, pp. 34,35).

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO IV

“Lucas descreveu como o Filho de Deus entrou na História. Jesus viveu de forma exemplar, foi o Homem Perfeito. Depois de um ministério perfeito, Ele se entregou como sacrifício perfeito pelos nossos pecados, para que pudéssemos ser salvos.

Jesus é o nosso Líder e Salvador perfeito. Ele oferece perdão a todos aqueles que o aceitam como Senhor de suas vidas e creem que aquilo que Ele diz é a verdade" 

(Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, p. 1337).


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