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13/02/2012

Temor pela conduta profética


Marcos 6:
17- Porquanto o próprio Herodes mandara prender a João, e encerrá-lo maniatado no cárcere, por causa de Herodias, mulher de seu irmão Filipe; porque ele se havia casado com ela.
18 - Pois João dizia a Herodes: Não te é lícito ter a mulher de teu irmão.
19 - Por isso Herodias lhe guardava rancor e queria matá-lo, mas não podia;
20- porque Herodes temia a João, sabendo que era varão justo e santo, e o guardava em segurança; e, ao ouvi-lo, ficava muito perplexo, contudo de boa mente o escutava.

Mesmo em toda santidade que muitas vezes vivemos, é fácil percebermos que nem todo caráter irrepreensível que tenhamos importa àqueles que lutam contra a causa do Evangelho. Diante das Palavras apostólicas, fica fácil percebermos a relação entre a vida no Espírito e a perseguição que isso atrai: “E na verdade todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições.”(2Tm.3.12).Era uma instrução do apostolo a fim de nos prevenir acerca daquilo que nós encontraríamos em nossa caminhada de fé.Pensando nisso,Jesus já advertiu acerca daquilo que nos aguarda enquanto servos fiéis:” Mas antes de todas essas coisas vos hão de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome.”(Lc.21.12).

João Batista era um homem que sabia o preço de uma grande reforma espiritual. Era alguém comprometido com a verdade e,por ela,morreu.Por conta justamente de suas fortes convicções,logo tornou-se alvo da ira dos poderosos.Pregar contra o erro,o pecado e a injustiça é algo que incomoda os mais suntuosos palácios.Herodes que o diga.Homem que não temeu a Lei,pondo-se acima de qualquer acusação contra si. Mesmo tomando atitudes severas contra o profeta de Deus, havia uma certeza dentro daquele impiedoso rei: a certeza que João Batista era, de fato, alguém separado por Deus para falar à Nação. Sabia o rei que ainda havia profeta em Israel e que Deus os usava para proclamar os seus desígnios.

Um dos aspectos mais contraditórios e lindos de nosso testemunho cristão é, sem dúvida, a confirmação divina de quem somos em Deus. Diversas vezes tentamos fazer com que o mundo veja Cristo em nós, tentamos fazer aquilo que somente alguém superior pode fazer. A confirmação que havia em João Batista vinha de Deus: “E o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, confirmar e fortalecer.”(1Pe.5.10).Eis o motivo pelo qual Herodes,mesmo prendendo e condenando João,continuava a crer que ele era profeta de Deus.

João traz uma mensagem de despertamento ao rei dizendo que não era correto possuir a mulher de seu irmão. Tal reprimenda gerou no rei ira capaz de colocá-lo no cárcere e o condenar.Mesmo exercendo poder sobre aquele homem,incapaz de resisti-lo,algo não estava certo,aquele profeta ainda tinha um brilho sobre si.Aquele brilho era o selo profético da confirmação divina sobre a vida de João Batista.

Tal era o resplendor da presença do Espírito naquele homem que logo o rei prontificava-se a ouvir aquilo que o condenado tinha a dizer. Herodes,que era herdeiro de um prospero reino,via-se calado diante daquele que era apenas uma voz que clamava em meio ao deserto escaldante da Judéia.Via-se impotente diante de um homem que ele possuía total domínio e poder.Sobre aquele simples profeta havia um selo que o diferenciava dos demais,era a confirmação divina que ele era servo do Deus Altíssimo.

Aquele temor que veio sobre o rei é o mesmo que vem sobre aqueles que não nos vêem como pessoas comprometidas com a Palavra e com Deus à medida que nos colocamos diante de Deus clamando pela confirmação em nossas vidas.

31/01/2012

(Mateus. 6.19-21)-JESUS E AS RIQUEZAS

A pregação de Cristo,sempre baseada nas coisas celestiais,desprezava o discurso que valorizasse as coisas testa terra.Em seus discursos,o Bom Mestre enfatizava questões como novo nascimento,comunhão,conduta sem mácula,etc.Preocupava-se em doutrinar acerca de questões espirituais.Quando tratava de temas que agradavam à carne,sempre mostrou o outro lado de quando cedemos à nossa própria vontade.A ênfase de Jesus sempre foi visando que,por meio da fé e obediência,seus ouvintes se tornassem aptos para o Reino dos céus.

(Mateus 6.19-21)


As coisas desta terra nela permanecem

Doutrinando sobre os tesouros no céu,Cristo contrasta a eternidade das coisas espirituais com o breve e passageiro usufruto das riquezas materiais.No vers.19 de Mt.6,no Sermão do Monte,Jesus mostra que os tesouros,por mais preciosos que sejam,terão o seu fim.Note que Jesus está condenando o apego a estas coisas,condena o acúmulo de bens sem lhes dar uma finalidade.Ao ler o discurso do Mestre,entendemos que a advertência refere-se ao cuidado excessivo com aquilo que possuímos.

O estudo cuidadoso do tema 'riqueza material' na bíblia,nos leva a entender que o erro não consiste em possuir,ou ter uma condição financeira elevada,mas,o erro está em,uma vez possuindo-a,o indivíduo passar a basear sua esperança,sua existência,naquilo que é passageiro.A respeito disto,Paulo disse,em 1Tm. 6.17-19, que aquiles que possuem tal condição não devem ser orgulhosos ou ter esperança naquilo que possuem,mas,repartam daquilo que lhes não há falta.Nesse ponto, Deus condena veementemente a avareza daqueles que,possuindo e tendo condições de fazer o bem, nada fazem(Hb. 13.5).O erro,encontra-se,portanto, quando podemos fazer o bem e nos omitimos diante da necessidade alheia (Tg.4.17),aí está o pecado.

A visão de que nada desta terra levaremos,foi entendida por Salomão.Ao escrever Eclesiastes,após uma vida marcada por conquistas,riquezas e bens, compreendeu,em sua velhice,aquilo que desprezava enquanto saciava seus desejos.Por vários momentos em Eclesiastes somos levados a participar da frustração do velho rei de Israel,em seu discurso desiludido desta terra.No cap.2, vers.18-22,lemos que Salomão confessa estar arrependido de tanto ter trabalhado,a fim de manter aquilo que possuía,e chegar à velhice com tudo aquilo,fruto de árduo trabalho,na incerteza de um sucessor que mantenha seu legado.

Sendo alguém dotado de talentos de notável reconhecimento até os dias de hoje,Salomão viu-se frustrado por não vislumbrar que tudo aquilo que construiu será herdado por alguém que nada trabalhou para possuir a riqueza do sábio rei(Ec.2.21).

Ajuntai tesouros nos céus

Como já foi dito anteriormente,cristo ministrava visando uma transformação espiritual no indivíduo capaz de torná-lo parte integrante do reino de Deus.Jesus, no vers.20,mostra que a riqueza espiritual é incorruptível e eterna.Se,por um lado, viver apegado ao material nos levará a ruína espiritual,por outro,quando optamos por alimentar nosso espírito,Cristo assegura que aquilo que produzimos na vida espiritual,permanece com frutos eternos.Uma vez que priorizamos as coisas espirituais,mesmo na nossa morte,não seremos nós que deixaremos algo no qual nos sentiremos frustrados,não,mas,ao invés de perdermos tudo o que conquistamos,teremos todas as riquezas no aguardando no Reino dos céus(1Pe.1.3b-4).

Tamanha é a grandiosidade daquilo que é espiritual,que Paulo chega a afirmar que a coroa da justiça já estava guardada em Deus para ele,mesmo antes de morrer(1Tm 4.8).Já em 1Pe.5.4,aprendemos que o próprio Cristo nos entregará as riquezas espirituais que cultivamos através daquilo que fizemos nesta terra(Mt.10.42).

Onde deve estar o coração

Sempre que lemos aquilo que Jesus nos deixou,percebemos muita objetividade no pensamento do Cristo e nos conceitos que trata.Obviamente,sua objetividade não anula a complexidade em algumas questões.Na questão da riqueza é muito direto afirmando o óbvio,dizendo que onde estiver nosso bem maior,onde estiver o nosso tesouro,ali habitará o nosso coração.Se o nosso tesouro é terreno,então,o nosso coração habitará junto daquilo que mais valorizamos.Quando trata dessa questão,no vers.21,de onde está o nosso coração,na realidade,nos faz refletir sobre aquilo que mais valorizamos em nossa vida,se as coisas desta terra ou as coisas de Deus.

Dando o local onde o nosso coração deve estar,Cristo termina esta parte do discurso sobre riqueza e deixa claro que,na realidade,tudo passa por aquilo que o nosso coração anseia,se temos buscado as coisas desta terra,numa demonstração evidente da nossa velha natureza conduzindo-nos,ou se temos buscado as coisas espirituais ,que é fruto da regeneração,ocorrida no novo nascimento.Caminhar olhando para o alto,tendo nossa consolação nas coisas de Deus,nas coisas espirituais,manifestamos a quem temos servido (Mt.6.24).

Na realidade,aquilo que mais temos cuidado,evidencia em que o nosso coração e,consequentemente,as nossas forças estão depositados.Se temos muito cuidado com aquilo que possuímos,a ponto de interferir nas coisas do Espírito,então,não temos servido a Cristo genuinamente.O lado oposto a isso é a nossa preocupação com a nossa vida cristã diante de Deus,se a priorizamos,lá está o nosso coração,guardado em Deus,que não falhará em conceder nossa herança espiritual.
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25/01/2012

A Prosperidade Bíblica

O tema prosperidade,confundido com riqueza material,ganhou um espaço significativo nas pregações dos mais populares pregadores.Sendo objeto de sistemática análise principalmente dos pregadores televisivos,a prosperidade, ou melhor,a riqueza material,infiltra-se até mesmo na compreensão de Doutrina por parte principalmente dos neo pentecostais,não sendo exclusividade destes.Este componente da mensagem destes pastores tornou-se tão indispensável em suas pregações que criou-se uma teologia (falsa) que tem com o objetivo de justificar a ambição das coisas desta terra,o triunfalismo,contido naquilo que é pregado.Sob o nome de 'teologia da prosperidade' este engano tem sido o meio pelo qual muitos têm visto suas igrejas crescerem de forma a invejar qualquer multinacional(seja em pessoas ou em rendimentos).

Dar para Receber:

No Sermão do Monte,ao ministrar o Mestre,grandes verdades espirituais foram reveladas.Falando acerca de vários temas,ficou bem claro o objetivo dele em mostrar como deveria ser a nossa relação com Deus e a nossa relação com o próximo.Chegando ao cap.6 vers.38 de Lucas,vemos Jesus dizendo:'dai e servos-á dado.'Lendo de forma isolada o texto,podemos compreendê-lo como uma fórmula mágica :'é dando que se recebe'.É nesse texto que se fundamentam muitas das campanhas,fogueiras santas,propósitos,visando a bênção de Deus.

Idéias que associam o sacrifício (em bens materiais) como o meio de adquirir a graça de Deus tomam por base textos como o citado acima isolando-os de seu contexto no qual foram falados.No caso do texto em questão,desprezam que Cristo estava nos ensinando quanto a forma correta de proceder com o nosso semelhante.Em nenhum momento, Cristo deixa transparecer que aquilo que  Ele falava naquele momento revelava o modo de Deus se manifestar a nós.Tão errônea é a maneira de pensar que Deus nos abençoa à medida que ofertamos que muitas vezes pela bíblia vemos Deus abençoando mesmo na infidelidade do povo(2 Tm. 2.13).Como na pregação de Paulo em Listra,é bom termos consciência que as dádivas de Deus a cada dia estão conosco mesmo que não façamos por merecer(At.14.16-17).

Riqueza e Prosperidade - Sinônimos?

Pela bíblia não são poucas as promessas de Deus em conceder prosperidade, felicidade, multiplicar, honrar,não há,porém,promessas de riqueza material,salvo aquelas que foram direcionadas a personagens específicos.Confundindo o significado de prosperidade,honra,bem como de outras palavras,usam isto para jogar a rede ao povo caçando-o com uma pregação anti bíblica,levando os incautos a crerem nessas 'promessas' falsas.

A idéia de que a fidelidade a Deus remete a uma vida sem problemas, a uma vida com dinheiro e com todos os desejos concretizados,não é nova.Ao ler a história de Jó vemos as palavras de seus amigos pregando exatamente o que é pregado por pregadores fiéis a essa teologia carnal.Elifaz,que foi o primeiro 'amigo' de Jó que chegou para o consolar,no cap. 22 vers.28,chega a afirmar que a bênção,a dádiva de Deus é condicionada à nossa ordem, que Deus iria conceder a Jó conforme sua vontade.Este,inclusive,é o mesmo pensamento partilhado por R.R. Soares que chega a pregar que a bênção de Deus só se dará à medida que 'determinarmos' a tal bênção.Nessa idéia,anulam completamente a soberania de Deus e sua vontade para cada um.

Quando ensina a orar, o Mestre deixa claro que ao pedir qualquer coisa,a nossa necessidade deve estar em conformidade com a vontade de Deus (Mt.6.10).Na verdade,não deve ser Deus que precisa fazer a nossa vontade,mas,nós,como servos,devemos realizar a vontade de nosso Deus renunciando nossas vontades fúteis e carnais e cumprir sua vontade(Jo.5.14).

Jesus e as Riquezas:

Aquele que se propõe a ler o mínimo dos Evangelhos,seja crente ou não,verá que Cristo nunca viu com bons olhos a questão das riquezas materiais.Por onde pregava,seus ouvintes eram predominantemente os humildes e pobres da terra e,com suas palavras,os consolava e redimia,causando a fúria dos ricos,dos políticos,dos influentes,dos grandes.Em uma de suas parábolas,chega a afirmar que ' é difícil entrar um rico no Reino dos céus... é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha...' (Mt.19.23-24).

Muitas vezes o Mestre de Nazaré teve de mostrar que as riquezas afastam o homem da presença de Deus.As advertências de Jesus quanto à riqueza,só se davam,obviamente,pois ao possuir bens materiais,o homem passa a crer ser seu próprio deus,se vê como auto suficiente,desprezando o Criador.Jesus ao falar aos ricos,mostra que o erro deles não é ser rico,absolutamente,mas,ter sua consolação baseada naquilo que não é espiritual(Lc.6.24).

Na sua caminhada pelo mundo o Mestre abdicou de toda a riqueza que lhe estava disponível(Fp.2.6-8).Identificou-se com os humilhados e excluídos da terra e condenou fortemente as práticas daqueles que se julgavam os senhores do mundo.Sendo rico e Senhor de todas as coisas,Cristo se fez pobre por nós (2Co.8.9).

Até mesmo após a conversão o homem não está livre da sedução das riquezas e o poder que o mundo oferece.Em Mt.13.22,na Parábola do Semeador,note que a semente(a Palavra) não permaneceu quando o apelo às coisas materiais começou a ganhar espaço.Certo é que o desejo de crescer em riqueza,mesmo após a conversão,sufoca aquele que planeja exercer a fé em Cristo (1Tm. 6.9),daí a advertência do Mestre,pois,como sabemos,não podemos servir a dois senhores (Lc.16.13).

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