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17/06/2020

Coronavírus: Uma mensagem divina a nós?




Desde o início da pandemia da Covid-19, muitas pessoas, inclusive algumas que não mantém uma vida muito religiosa, têm associado a pandemia a uma praga divina a nós. Será que há esta relação? Será que "Deus está bravo conosco"? Neste post tentamos discorrer sobre isto, relembrando aquilo que a bíblia falou sobre situações como estas. 

Havia, no Antigo Testamento, uma forma de comunicação entre Deus e a humanidade que variava entre comunicação direta e audível como nos casos de Moisés ou Abraão, onde, segundo relata o texto sagrado, tais pessoas ouviram a voz divina e mantiveram uma comunicação com Deus ouvindo sua voz. Também, em outros casos, o Senhor utilizou-se de animais como no caso de Adão ou no caso de Balaão afim de se fazer ouvir sobre algum caso específico. Note o leitor que em qualquer dos casos há um propósito e uma mensagem bem definidos quando há esta intervenção divina comunicando-se com a humanidade. 

Ao comunicar-se conosco, em momentos anteriores a Cristo, também haviam sinais divinos que transmitiam tanto a mensagem quanto o propósito a ser seguido àqueles a quem a mensagem era destinada. Imagens clássicas como Elias em seu confronto com os profetas de Baal, quando, após o sacrifício de Elias, o fogo dos céus caiu e consumiu o sacrifício oferecido a Deus. Naquela situação, o propósito era evidenciar, como evidenciou, que o Deus de Israel era superior àquelas entidades cultuadas pelas outras religiões. 

Entre tantas outras formas de comunicação adotadas no Antigo Testamento, vemos, como é sabido, as pragas e julgamentos executados por Deus, seja de forma direta ou indireta. De forma direta nos casos de Sodoma e Gomorra por exemplo, quando o próprio Senhor executou povos que, segundo o texto, praticavam uma vida que O desagradava. De forma indireta temos a questão do Egito, que teve uma série de recados divinos na forma de manifestações espetaculares, naquela situação, cabe destacar que, no primeiro momento, as pragas não envolviam mortes. A maneira do Senhor apresentar-se aos demais povos que não pertenciam a Israel, por vezes, era na forma de aniquilação, mortes e maldições ao próprio território onde determinados povos viviam, plantavam e moravam.

E o Coronavírus?

Até o Antigo Testamento, o Senhor adotava um modelo de comunicação que variava entre fazer ouvir sua voz de forma audível e a aniquilação de povos. Essa forma de se fazer ouvir e transmitir uma mensagem foi sepultada no momento que Jesus consumou o novo Testamento em seu próprio sangue. Todas as demais formas de Deus transmitir uma mensagem foram substituídas pela mensagem do Senhor Jesus e pelos textos anteriores da palavra de Deus. 


16/10/2014

Uma correta interpretação do livro de Daniel

“Uma correta interpretação do livro de Daniel

A fim de interpretar corretamente Daniel, duas premissas são relevantes: (1)O livro é genuíno e foi escrito pelo profeta Daniel no século VI a.C. Muitos críticos afirmam que o livro de Daniel faz parte daquilo que conhecemos como literatura apocalíptica, que veio a surgir já no período helenístico. Eles sustentam que fraudes de autoria e data são comuns neste gênero literário. Tais suposições racionalistas são, contudo, inaceitáveis. A interpretação de qualquer livro considerado apocalíptico não exige uma hermenêutica especifica ou sistemas interpretativos especiais. Mudar sua hermenêutica é separar a profecia bíblica de seu cumprimento histórico. É uma tentativa liberal de se considerar a profecia como mito ou fantasia.

(2) Uma interpretação precisa depende do fato de a profecia não ser apenas possível, mas também do fundamento dos verdadeiros e genuínos escritos bíblicos apocalípticos. As profecias levaram muitos supostos estudiosos a rejeitarem a genuinidade das visões de Daniel. Muitos críticos rejeitaram de forma cabal o que é claramente uma profecia predita. A única forma de explicarem a meticulosidade e a acurácia das profecias de Daniel é relegando-as a uma época posterior e a um outro autor” 


(LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 5. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, p. l75).

15/05/2014

Mais sobre o dom e ministério de Evangelista

Evangelista

Do grego, quer dizer: Mensageiro de boas novas.

O evangelista desempenha a obra de um missionário, levando o Evangelho a lugares onde é ainda desconhecido. Filipe, um dos sete diáconos (Atos 6.5),tornou-se evangelista (Atos 21.8). Trata-se de uma ordem de ministério distinto e bem caracterizado, separada da dos apóstolos, profetas, pastores e mestres,Ef. 4.11. O apóstolo Paulo exortou a Timóteo: Faze o trabalho de evangelista, 2 Timóteo 4.5. No evangelista, a paixão pelas almas atinge o ápice e consumação na forma dum ministério que domina e absorve toda a vida. Chamam-se atualmente, os escritores dos quatro evangelhos, evangelistas. 


* Extraído de :: Pequena Enciclopédia Bíblica, pág. 213 (Evangelista) [Adaptado] - Orlando Boyer, CPAD.

24/04/2014

Os nove dons da vida cristã

O teor geral de 1 Coríntios 12 a 14 dá a entender que os crentes da cidade grega de Corinto estavam fazendo mal uso dos dons que,em si mesmos,são autênticos e desejáveis.

Às vezes, onde há vida exuberante ocorre alguma desordem, causada pelo crescimento poderoso. Entretanto, isso não deve levar à negação da existência e do valor dos dons do Espírito Santo. Devem-se apenas eliminar as irregularidades.


O fogo do avivamento ardia em Corinto,e algumas centelhas caíam fora da lareira, ameaçando o tapete. Paulo não pensou em chamar o corpo de bombeiros para apagar o fogo,apenas ofereceu à igreja um jogo de ferramentas para lidar com a lareira: as medidas disciplinares e as exortações para a busca dos dons.

O agricultor poda as arvores assim como o jardineiro,as plantas ornamentais não para estragá-las mas especialmente para que tudo possa crescer melhor e em condições ideias. A disciplina da poda faz parte da nossa vida em Cristo (Jo. 15.2).

Extraído de: "Os dons do Espírito Santo" p.137 e 138, Gordon Chown - Editora Vida Acadêmica.

02/04/2014

Outros dons / Talentos / Dádivas concedidas pelo Espírito


Outros (talentos/dádivas),não necessariamente ligados ao Batismo no Espírito Santo,agindo em qualquer crente:

* Administração: Conduzir e fazer funcionar o ministério (Ex.18:13-26; At.6:1-7; 1Co.12:28);

*Apostolado:Iniciar e supervisionar Igrejas-(At.13:2,3; Rm.1:5; 1Co.12:28,29; Ef.4:11,12);

* Artesanato:Elaborar criativamente itens/adornos para serem usados.(Ex.31:3; 35:31-35; 2 Rs.22:5,6; At.9:39).

* Comunicação Criativa:Através da arte. (2Sm.6:14,15; SI.150:3-5); Mc.4:2,33.

* Encorajamento:Fortalecer, consolar e estimular outros.(At.11:22-24; At.15:30-32; Rm.12:8); 

* Evangelismo:Levar as boas-novas eficazmente.(Lc.19:1-10; At.8:26-40; Ef.4:11);

* Contribuição:Dar recursos para a obra do Senhor,com amor.(Ex.35:21;Lc.21:1-4 Rm.12:8;2Co.6:8);

* Serviço:Realizar tarefas práticas/necessárias(apóia e supre outros).(At.6:1-4;Rm.12:7; Rm.16:1-2;1Co.12:28);

* Hospitalidade: Cuidar, alimentar e acomodar pessoas,quando preciso. (Rm.12:13; Hb. 13:1-2;1Pe.4:9-10);

* Intercessão:Orar regularmente por pessoas,com resultados. (Jo.17:9-26; Rm.8:26-27; Cl.1:9-10; 4:12; 1Tm.2:1-2);

* Liderança:Motivar e direcionar povo com harmonia aos propósitos divinos. (Lc.22:35-36; Rm.12:8;
Hb.13:17);

* Misericórdia: Ajudar(alegre),na prática os que sofrem e necessitam. (Mt.5:7; Mc.10:46-52; Lc.10:25- 37; Rm.12:8);

* Pastorado: Nutrir, cuidar e guiar o povo à maturidade espiritual. (Jo.10:1-18; Ef.4:1 1,12; 1 Pe. 5:1-4);

* Ensino: Entender e explicar claramente a Palavra de Deus.Versículos:At.18:24-28; Rm. 12:7; 1Co.12:28,29; 2 Tm. 2:2.

* Canto:Salmos e hinos espirituais(melodias inspiradas)e congregacionais aos corações. (Ef.5:18,19).

extraído de:: Discipulado sem Fronteiras [SITE]

29/10/2013

Você já falou como um oráculo de Deus?

O que aconteceria se nos tornássemos indivíduos que oram sem cessar e buscam a presença de Deus de maneira apaixonada? Poderíamos nos flagrar falando como oráculos de Deus e porta-vozes da vontade divina! O leitor acha que estou inventando esse conceito ou criando uma doutrina nova e estranha? Eu nunca faria isso. Foi o apóstolo Pedro que disse: 

"...servindo uns aos outros conforme o dom que cada um recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.
 Se alguém fala, fale como entregando oráculos de Deus; se alguém ministra, ministre segundo a força que Deus concede; para que em tudo Deus seja glorificado por meio de Jesus Cristo, ma quem pertencem a glória e o domínio para todo o sempre. Amém." (1 Pedro 4.10-11)


Pedro e João tiveram experiência com a 'oração de declaração' no dia em que encontraram um aleijado na porta Formosa do templo de Herodes, em Jerusalém. Naquele momento, não fizeram uma prece pela cura do homem, embora isso seja perfeitamente bíblico e aceitável. Também não pediram que Deus lhes desse sabedoria, porque já sabiam qual era a vontade do Senhor naquela ocasião. O Espírito Santo transformara seu coração e tomara sua vida.

Pedro fitou aquele pedinte profissional, estendeu a mão e disse, numa declaração divina: "não possuo prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno,anda! E, tomando-o pela mão direita, o levantou; imediatamente, os seus pés e tornozelos se firmaram."(Atos 3.6,7).

TENNEY, Tommy.Orações dos Caçadores de Deus, p.65,66. Editora Betânia.

07/10/2013

Entendendo o Livro de Provérbios

ESBOÇO DO LIVRO DOS PROVÉRBIOS

I. Prólogo: Propósito e Temas de Provérbios (1.17)
II. Treze Discursos à Juventude sobre a sabedoria (1.8-9.18)
A) Obedece a Teus Pais e Segue Seus Conselhos (1.8,9)
B) Recuse Todas as Tentações dos incrédulos (1.10-19)
C) Submeta-se à Sabedoria e ao Temor do Senhor (1.20-33)
D) Busque a sabedoria e Seu Discernimento e Virtude (2.1-22)
E) Características e Benefícios da Verdadeira Sabedoria (3.1-35)
F) A Sabedoria Como Tesouro da Família (4.?- 13,20-27)
C) A Sabedoria e os Dois Caminhos da Vida (4.14-19)
H) A Tentação e Loucura da Impureza Sexual (5.1-14)
I) Exortação à Fidelidade Conjugal (5.1 5-23)
J) Evite Ser Fiador, Preguiçoso e Enganador (6.1-19)
K) A Loucura Inominável da Impureza Sexual a Qualquer Pretexto (6.20-7.27)
L) O Convite da Sabedoria (8.1-36)
M) Contraste entre a Sabedoria e a insensatez (9.1-18)
III. A Compilação Principal dos Provérbios de Salomão (10.1-22.16)
A) Provérbios Contrastantes sobre o Justo e o ímpio (10.1-15.33)
B) Provérbios de Incentivo à Vida de Retidão (16.1-22.16)
IV. Outros Provérbios dos Sábios (22.17-24.34)
V. Provérbios de Salomão Registrados pelos homens de Ezequias (25.1-29.27)
A) Provérbios sobre Vários Tipos de Pessoas (25.1-26.28)
B) Provérbios sobre Vários Tipos de Procedimentos (27.1-29.27)
VI. Palavras Finais de Sabedoria (30.1- 31.31)
A) De Agur (30.1-33)
B) De Lemuel (31.1 -9)
C) Acerca da Esposa sábia (31.10-31)

Extraído da BEP: Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD)

PONTOS CENTRAIS EM PROVÉRBIOS:
Chave: Sabedoria

Comentário:
Entre os Provérbios, a sabedoria começa em Deus; sua centralidade, sua situação básica é dada por sentada em todo o livro. Os sábios se colocam em um mesmo nível. Trata-se dos que confiam em Deus, que o conhecem, que refletem esta confiança e este conhecimento mediante sua conduta reta e amorosa para com seus semelhantes, de acordo com princípios divinamente aprovados. O bom e o mau estão vinculados com a recompensa e com o castigo, uma vez que Deus incorpora em si mesmo o amor e a justiça , de modo que deve promover o bem e evitar o mal.
Os padrões positivos e negativos do livro dos Provérbios proporcionam-nos uma prova valiosa de conduta pessoal. O Senhor Jesus Cristo aconselha seus discípulos a serem "prudentes como as serpentes..."(Mateus 10:16). A sabedoria dos Provérbios é o adorno do Antigo Testamento, pelo assim dizer, no que respeita às muitas exortações práticas das epístolas do Novo Testamento, verdade aplicável tanto ao grande discurso de quatorze pontos como à ampla, expressiva e concisa série de instruções e observações de que se compõe a maior parte deste livro, referindo-se aos muitos aspectos de nossa conduta diária.

Autor:
Provérbios 1:1 e 2 citam Salomão como seu principal autor, 10:1 - 22:16 são diretamente seus. Incorporou o primeiro grupo de "palavras" em 22:17 - 24:22 ("minha ciência", 22:17); e a passagem de 24:23-24 foi, talvez, acrescentada por ele, ou pelos homens de Ezequias, juntamente com a segunda série de Salomão, capítulos 25 a 29. Os discursos, capítulos 1 a 9, não têm data, porém existia um bom precedente oriental antiqüissimo que justificaria o fato de Salomão os antepor como uma introdução aos provérbios principais. Os poemas de Agur, de Lemuel, e da esposa virtuosa não têm data conhecida, mas poderiam ter sido acrescentados anteriormente, no tempo de Ezequias, embora talvez mais tarde. Assim, a data mais antiga para o livro dos Provérbios seria o reinado de Ezequias, imediatamente depois do ano 700 a.C., ou, quem sabe, algum tempo depois.
A literatura proverbial escrita já era antiga no Oriente Próximo: e estudos recentes (nem todos publicados) de contactos lingüisticos e fundos literários da região norte de Canaã, do Egito, da Mesopotâmia e de países heteus, ou hititas, indicariam que o livro de Provérbios foi escrito na primeira metade do primeiro milênio antes de Cristo.

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Kenneth A. Kitchen
Bacharel em Artes

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES:

Provérbio: Máxima, expressa em poucas palavras e que se tornou popular. O primeiro provérbio citado encontra-se em 1 Samuel 10.12;19.24.

O Livro de Provérbios: Um dos cinco livros poéticos, que se chamam sapienciais, isto é, de sabedoria. Intitula-se,também, Provérbios de Salomão, porque são, em maior parte de Salomão. Consiste de 375 máximas; não são ligadas de maneira alguma em sentido e são expressas em poucas palavras. São adágios de sabedoria divina aplicados praticamente às condições do povo de Deus.

(Pequena Enciclopédia Bíblica. Boyer,Orlando,CPAD)

05/06/2013

O dom da língua (grande...)

Olá,pessoal, graça e paz,
hoje gostaria de propor-lhes mais uma reflexão,vamos?

Quem nunca viu-se diante de uma situação onde determinadas pessoas utilizam suas línguas de forma a prejudicar alguém, ou mesmo fazer colocações que não convém? pois é, todos nós já passamos por isso e alguns têm esse problema,não conseguem calar a boca e deixar de falar besteiras, alguns até usam o Espírito Santo pra tentar justificar suas palavras de condenação, acusação, palavras que expõe a vida dos outros, dizendo que "Deus manda te dizer..." e fala a vida,os erros, da pessoa todinhos! Bom, isso é a mais pura realidade em muitas pessoas,infelizmente e,hoje, vamos falar sobre essa questão e ver o que a Bíblia nos diz sobre isso,vamos?

"As pessoas honestas dizem coisas sábias; quem diz coisas perversas recebe um terrível castigo." - Provérbios 10.31

A cada leitura das Escrituras,fica claro que gestos simples revelam uma personalidade dominada pelo Espírito ou uma vida direcionada pelo engano deste mundo. No texto do sábio relatado acima, vemos uma relação estabelecida entre aquilo que é dito, e a personalidade daquele que fala. Palavras que são carregadas de malignidade, sentimentos ruins, mágoas e acusações, receberão o devido castigo,juízo, condenação. Por outro lado, aqueles que possuem dentro de si uma personalidade moldada pelo Santo Espírito, exalam o bom perfume de Cristo,como é um princípio espiritual, a boca fala daquilo que o coração está cheio (Mt. 12.34).

" Uma língua suave é árvore de vida; mas a língua perversa quebranta o espírito." - Provérbios 15.4

Se as palavras perversas revelam um personalidade tomada pelo espírito deste mundo, também produz efeitos, sejam sobrenaturais ou mesmo naturais. Diante daquilo que é declarado, é possível obter benefícios ou malefícios, bastando que,para isso, seja dito. Tem o poder de encorajar, animar, produzir vida e vigor, mas, também, deixar uma pessoa pra baixo, desanimada, desencorajada. Há pessoas que usam sua língua de forma desordenada, falando palavras de derrotas, desânimo e que fazem muitos caírem, falam e,por suas palavras, aniquilam a vida de muitos (Tg. 3.5).  

"Toda a amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmia sejam tiradas dentre vós, bem como toda a malícia." - (Ef. 4.31)

Agora, há ainda muitas pessoas que utilizam sua língua da pior forma possível, além de falar o que não deve, falam mal dos outros, julgam sem a mínima justiça, caluniam, falam aquilo que não é verdade, enfim, falam toda sorte de insultos. Aqueles que procedem conforme a recomendação bíblica de usar sua língua de forma a beneficiar os outros, cumprem uma característica daquele que é aceito por Deus (Sl. 15.1-3).

"O que anda mexericando revela segredos; pelo que não te metas com quem muito abre os seus lábios." - (Pv. 20.19)

Finalmente, a recomendação bíblica,além de todas estas já citadas, uma se refere a não estar com pessoas que mantém o uso de suas línguas desta forma que causa dano. De uma forma bem simples, atual, e clara, o texto de Pv. 20.19, está dizendo: Fique longe do fofoqueiro...

Interessante que o Apóstolo Paulo também falou um pouco sobre isto, e deixou claro sua preocupação com a conduta de crentes que estavam,em Corinto, caluniando, falando mal da vida dos outros, expondo as pessoas,enfim, algo que o próprio apóstolo classificou como algo digno de seu quebrantamento pessoal a Deus para a mudança deste quadro (2Co. 12.20).

Bom,finalizando ficam algumas recomendações pro povo que tem a língua solta demais:

"Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra integridade, sobriedade,
linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se confunda, não tendo nenhum mal que dizer de nós."
- (Tito 2.7-8)

" Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não; pois o que passa daí, vem do Maligno."  - (Mt. 5.37)

Crédito: Imagem - zaroio.net

06/11/2012

A Chave do Quarto Evangelho

O Evangelho de João,singular dos demais,foi relatado por um dos mais íntimos Apóstolos do SENHOR (senão o mais íntimo...),o Apóstolo a quem Jesus não hesitou afirmar que amava (Jo.13.23).Um Apóstolo mais introspectivo,cujo dom era caracterizado pelas palavras de sabedoria ,revestido por frutos e dons fortemente regulado por uma virtude sobrenatural, indiscutivelmente:o amor.Tal amor foi o que o motivou a aproximar-se do Mestre e torna-lo um dos mais chegados a Ele.E,esta intimidade o levou a conhecer a fundo a personalidade de Mestre e,no Evangelho,revelar este conhecimento à Igreja.

Podemos definir a chave do Evangelho de João no cap. 20,no vers. 31,onde é claro o objetivo daquilo que João escreveu:crer em Jesus como o Messias Ungido de Deus e,ainda,para que,uma vez crendo,sejamos salvos n'Ele.Esta questão de crer para salvação já era afirmada nos demais Evangelhos,os quais são anteriores a este,porém,o Apóstolo retoma a questão do 'crer para salvação' da seguinte maneira: " crer [corretamente] para salvação"

João,ao trazer-nos questões que revelam a personalidade e a divindade de Cristo,principalmente nas auto declarações de Jesus,ele o faz para que tenhamos um conhecimento correto daquele que afirmamos ser o nosso salvador.A ideia que muitos tinham (e ainda paira por aí...) sobre Jesus era,por vezes,distorcida e que não correspondia com a natureza de Cristo.Acreditavam em Jesus,se diziam seguidores de Cristo,porém, os conceitos que se baseava a fé de muitos não era aquele apostólico e genuinamente cristão.Acreditavam em Jesus,confiavam numa salvação vinda dos céus,mas,na realidade,tal fé se encontrava baseada em conceitos errados e doutrinas de engano.

E,ao levar-nos a crer em Jesus da maneira correta,o Apóstolo apresenta situações que mostram Cristo evidenciando,entre outras coisas,a sua divindade:
  • "Vimos a Sua glória"-(1.14);
  • A confissão de Tomé-(20.28);
  • As auto confissões de Cristo [Eu Sou]-(6.35;8.12;10.9).
Neste singular Evangelho,a ênfase se dá,como dissemos,na demonstração da personalidade daquele que é o nosso salvador,e, convidamos nossos leitores a participarem conosco deste estudo que faremos ao longo do mês de Novembro,a partir da segunda quinzena deste mês a fim de que sejamos levados a entender sobre nosso Mestre,num tempo onde os conceitos sobre a personalidade de Cristo estão sendo perdidos por muitos.

28/10/2012

A Presença do Espírito em nós

O Apóstolo Paulo,quando escreve aos Coríntios,principalmente na primeira Carta,deixa um questionamento aqueles crentes quanto aos conceitos básicos da Fé cristã,ele várias vezes pergunta:" Vocês não sabem...?". Quando trata de disputas judiciais entre irmãos,sobre a prática da injustiça, sobre a santidade,mostrando que são temas fundamentais da fé,ele se mostrou indignado de uma Igreja tão carismática(isto é,cheia de dons),ser,aos mesmo tempo,ignorante espiritualmente.Ao tratar da presença do Espírito no crente,o Apóstolo dos gentios ensinou que somos Templo Dele.

Deus,em Sua Palavra,mostrou que sua infinidade,que sua plenitude,não é suportada por casa alguma,não pode ser 'compactada',num Templo erguido por mãos humanas (At.7.48-50).O próprio Salomão,que empreendeu o mais glorioso Templo ao SENHOR,com o melhor desta terra,com ouro,pedras preciosas,e toda sorte de utensílios escolhidos,reconheceu que aquele Templo glorioso não era capaz,mesmo em todo seu esplendor,transmitir a Plenitude de Deus(1Rs.8.27).Ao mostrar que um Templo não era a habitação do SENHOR,a Palavra aponta para onde o Espírito deseja habitar e fazer moradia: na vida do cristão(2Co.6.16).Quando recebe a Cristo como salvador,o indivíduo torna-se habitação do Espírito Santo,ou seja, ele recebe o Espírito,que passa a habitar em sua vida(Rm.8.9).

Então,o Espírito Santo torna-se presente habitando na vida daquele que crê e,não somente isto,mas, é constante sua presença .Antes de Cristo,o Espírito não habitava nos fiéis,apenas vinha sobre eles e revestia de poder para uma obra específica e a glória de Deus(ou o Espírito) se manifestava constante no Santíssimo Lugar.Em Cristo,o Espírito não é um mero visitante na vida do cristão,mas,uma presença constante em nós, uma presença inseparável(1Jo.2.27).

O Espírito Santo é muito mais que uma fonte de dons e poder,faz parte de uma promessa divina que se cumpriria na vida do cristão com o objetivo de transformá-lo com um fluir sobrenatural(Jo.7.38-39).

15/10/2012

A presença constante do Espírito Consolador



"16 E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Ajudador, para que fique convosco para sempre.
17 a saber, o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós." (João 14)

Por meio do sacrifício de Cristo no Calvário,a maneira de Deus relacionar-se conosco mudou. Se,na Antiga Aliança,apenas o sumo sacerdote poderia apresentar-se no santuário do Espírito Santo e,mesmo assim,em tempos específicos,todos nós, hoje podemos,e somos incentivados pela Palavra de Cristo a tornar-nos morada do Espírito .Na leitura inicial de João 14.17,é muito clara a maneira que nosso relacionamento com o Espírito se daria;nos tornaríamos,nas Palavras de Cristo,habitação ,morada, do Seu Espírito.

Ao exercer seu ministério terreno,Cristo percebeu a fragilidade humana na própria carne,mesmo sendo filho de Deus,unigênito do Pai,viu a dificuldade do homem manter-se fiel a Deus,em sua presença.Como homem,chegou a dizer que o Pai o havia abandonado, evidenciando a natureza humana do Cristo.Tais momentos onde Jesus mostra claramente sua natureza humana que leva a muitos a questionarem a veracidade de sua divindade,nos mostram como a carne atua até nos homens mais espirituais e,neste caso,no próprio Filho de Deus.

Cristo viu,pela natureza humana que carregou e,também,pela postura dos discípulos,a extrema necessidade de  que o homem tivesse ao seu lado a presença constante de Deus ao seu lado,diferente do tempo da Lei,onde o que cria não mantinha um relacionamento íntimo com o SENHOR,apenas algo superficial e temporário.Era,então necessário que fosse gerado no cristão uma natureza espiritual,ou seja,um conjunto de características geradas pelo Espírito Santo que evidenciassem o novo nascimento,a fim de que aquele que esteja na presença de Cristo vença suas próprias limitações diante da caminhada cristã.O Senhor Jesus dessa forma mostrou que não bastaria ao fiel ter a presença do Espírito Santo num Templo, num Tabernáculo, ou no Monte,mas,a solução para que o cristão se mantivesse (mantenha) fiel à presença de Deus é tornar-se habitação dessa presença.

Apresentado em João 14.16 como Consolador,a Terceira Pessoa da Trindade já manifestava sua operação na Antiga Aliança,porém, o trabalho do Espírito sempre foi de forma invisível e na profundeza do interior do homem,a ação do Espírito é sempre dinâmica,dando vida à criação,o 'sopro',é Ele quem sustenta o homem(Gn2.7).Como Consolador dos fiéis o Espírito atua como direcionador, guia, socorro, mantendo-nos firmes na fé(Jo.14.18).

O Espírito Santo também é:
  1. Guia (At.8.29): Direciona por onde devemos andar e a maneira de proceder.Filipe,ao receber a ordem de ir ao eunuco etíope,foi direcionado na maneira que deveria realizar aquela obra;
  2. Intercessor(Rm.8.26-27):Na nossa limitação,o Espírito é quem intercede por nós junto ao Pai;
  3. Justificador(1Co.6.11):O Espírito é quem nos justifica de todos os erros que cometemos.
O Espírito Santo é aquele que deseja manter um relacionamento íntimo conosco,de forma a habitar em nós e agir de forma soberana em nossas vidas.Deixe o Espírito habitar em você!

*  *  *  

13/10/2012

A Atitude da Salvação



Sabendo que a salvação é algo operada por Deus,uma dádiva Dele (Jr.3.23), devemos atentar para o fato de que nós temos a responsabilidade de cuidar desta salvação concedida pelo Altíssimo.Deus derrama a salvação a nós como uma dádiva conquistada por Cristo na cruz(Ap.7.10) e nós temos de ter o compromisso de permanecer na salvação que Cristo nos concedeu(Fp.2.12).Tal salvação não é mantida,como muitos acreditam,apenas com o elemento '',mas, principalmente,com outro elemento,que está em menos evidência nos dias de hoje: a santidade.

"12 De sorte que, meus amados, do modo como sempre obedecestes, não como na minha presença somente, mas muito mais agora na minha ausência, efetuai a vossa salvação com temor e tremor." - (Fp.2.12)


O tema salvação na Bíblia é apresentado em 3 tempos:passado,presente e futuro.A salvação,quando relaciona-se com o passado,aniquila tudo que era contrário a nós,tudo aquilo que nos tornava indignos de justificação diante de Deus e nos acusava(Cl.2.14),no presente,livra-nos da culpa pelo pecado,justificados pelo sangue de Cristo,onde temos comunhão com o Espírito(1Co.1.9) e,no futuro,a salvação garante que não seremos condenados com o mundo pelo juízo divino,ou seja,seremos salvos da condenação eterna (Jd.23).

"14 e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz." - (Cl.2.14)



Então,percebemos que a Salvação opera de forma a mudar completamente nossa vida,perdoando nosso passado de erros,sendo gerados para uma vida nova em Cristo,com uma perspectiva celestial.Uma vez que o indivíduo é [e está] salvo,pelo sangue de Jesus, logo passa a ter compromisso com o Reino de Deus e,inevitavelmente, com o Corpo de Jesus (que é a Igreja).Ora,a fé que gera a Salvação no indivíduo é a mesma que traz obediência à Palavra de Cristo(Hb.5.9) a fim de que permaneçamos na Salvação,em santidade(Rm.1.5).

"9 e, tendo sido aperfeiçoado, veio a ser autor de eterna salvação para todos os que lhe obedecem." - (Hb.5)



Uma vez que somos salvos por Deus,as obras geradas pela salvação devem ser cultivadas. Uma vez que somos gerados pelo SENHOR, devemos,então,abrir mão das velhas atitudes,das atitudes do velho homem,as quais foram cravadas por Jesus Cristo na cruz do Calvário (Ef.4.22) e agir da forma que Cristo nos ensinou em sua Palavra.Ao ser salvo,o homem é levado a um comportamento diferenciado,não se tratando apenas formalismo, mas,uma real regeneração que gera na pessoa uma ruptura com os erros do passado,uma quebra nos comportamentos que não glorificavam a Deus.Quando Deus nos salva ele só o faz para na nossa vida o Reino Dele seja evidenciado,através da santidade(1Ts.4.7).

"7 Porque Deus não nos chamou para a imundícia, mas para a santificação." - (1Ts.4)
*  *  *

06/10/2012

Teu governante, TEU reflexo...


"6-Aprovarei os que são fiéis a Deus e deixarei que morem no meu palácio.Aqueles que vivem uma vida correta poderão trabalhar para mim.7-Nenhum mentiroso viverá no meu palácio; nenhuma pessoa fingida ficará na minha presença." (Salmo 101)

Certamente que fazer escolhas é algo muito difícil.Avaliar opções,prevendo e supondo possíveis resultados,os quais julgamos favoráveis,é uma tarefa muito complicada uma vez que aquilo que aparentemente tem tudo para dar certo pode,da noite para o dia,ruir, cair por terra,mesmo com toda a avaliação de risco que fizemos ao tomar esta ou aquela decisão.Entretanto,pior que precisar escolher entre uma e outra (ou outras) opções que envolvem situações da vida, da família, etc, é escolher pessoas.Avaliar pessoas é algo que muitas vezes nos traz infelizes resultados e incalculáveis decepções.

Temos,diante de nós,que avaliar cotidianamente aqueles que nos rodeiam, precisamos avaliar as posturas dos profissionais que trabalham conosco, avaliar a atmosfera que cerca nossos familiares, avaliar os riscos que assumimos ao escolher este(a) ou aquele(a) que dividiremos nossa vida,tudo com base numa observação baseada nos conceitos que temos, identificando, no outro, características que satisfaçam nossa procura,que satisfaçam aquilo que esperamos para o posicionamento onde desejamos colocá-lo(a).Ao votar em um candidato,por exemplo,fazemos uma escolha que -em tese- é aquela que se encaixa com o perfil de governante que esperamos que seja nosso representante(Os.4.9).E,podemos ir mais longe ainda,é o nosso candidato, um reflexo nosso,aquele em quem votamos é a imagem nossa mesma.Votamos em "A" ou "B" porque vemos nele alguém que nos entende,compreende, alguém que suprirá os anseios que temos a respeito da nossa sociedade.

"9-Por isso,como for o sacerdote,assim será o povo." (Oséias 4)

Deus,em sua infinita  misericórdia e liberdade de escolha que nos concede, deixou-nos um regime democrático,no qual Ele deseja operar de forma a coordenar e direcionar nossos governantes para que tenhamos a vida que Ele planeja para seus filhos.O SENHOR tem o intuito de usar os governos para que,efetivamente, estes sejam instrumentos de bênçãos na vida do povo.As nossas escolhas,porém,nos conduzem a um período infrutífero e que prevalece a corrupção,falta de Ética, gestão fraudulenta,entre outras coisas que são,nada menos,frutos de escolhas erradas que fazemos na escolha daquele que será nosso representante nos Governos.

"2 Só prevalecem o perjurar, o mentir, o matar, o furtar, e o adulterar; há violências e homicídios sobre homicídios."(Oséias 4)

Os resultados de uma escolha mal feita são vistos claramente numa gestão que não supre os anseios que realmente os cidadãos precisam.Vemos que, na escolha específica que Israel fez ao eleger Saul para o Trono,desprezando a escolha divina,ao optar pelo mais "bonitinho" e mais simpático,carismático e tal,colheu frutos péssimos daqueles momentos que Saul governou sobre si.Isso no lado que diz respeito gerencial,olhando para a questão espiritual, vemos que Israel foi levado para uma situação espiritual que não agradava a Deus e que se opunha à autoridade profética e perseguia aqueles que eram genuinamente fiéis a Deus, sob a liderança do rei escolhido pelo dedo do povo.O rei,ao cogitar a possibilidade de ter sido rejeitado pelo Espírito Santo,como aconteceu,logo tentou frustrar o plano divino perseguindo aquele que era claramente o Eleito de Deus para governar Israel e colocar aquela humilde tribo como uma poderosa Nação nas mãos do servo escolhido .

Daí vemos que Deus tem seu intuito realizado quando homens fiéis são levantados pelo povo;nessa hora, Deus realiza seu plano guiando os governantes que são sensíveis à sua voz.Os frutos que Davi colhera foram tremendos,colocando Israel como uma potência, respeitada e,mais que isso,temida por seus vizinhos,não pela sua grandeza(embora fosse algo que trouxesse temor),mas, pela certeza de que a mão de Deus era com eles.Davi faz prosperar aquela Nação (2Sm.24.9) e fez que sua importância perante as demais se tornasse algo que glorificou a escolha divina(2Sm.8).

As nossas escolhas,então,mostram aquilo que temos dentro de nós,quando escolhemos um determinado candidato,estamos,na realidade,escolhendo aquele que é nosso próprio reflexo,estamos votando em nós mesmos.Prezado leitor (e eleitor...) note bem as escolhas que você fará,veja muito bem quem é aquele que despertou o seu interesse,avalie se realmente esta escolha é a mesma que glorificará a Deus,veja se a tua atitude não é a mesma dos israelitas que,escolhendo errado,pereceram profundamente.Se,depois desta análise,você perceber que é preciso optar por algo que corresponda ao apelo que Deus grita em Sua Palavra,não tenha medo em mudar.Lembre-se: A atitude deste dia 07/Outubro/20012, se fará refletir nas nossas vidas e trará ou não bons frutos na nossa vida.

Nas palavras de Bertold Brecht:

"Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar."


* Bom 07 de Outubro a todos,vote consciente pelo amor de Deus! *

27/09/2012

Conhecendo o Espírito Santo



A trindade de Deus; ou a natureza tri una de Deus é um tema de extrema dificuldade à nossa compreensão. Tal doutrina tem sido de difícil definição e compreensão há muito tempo para crentes de todas as gerações desde os primórdios da fé. Em Teologia, a doutrina que estuda o  Espírito Santo é conhecida como pneumatologia.

1-QUEM É O ESPÍRITO SANTO?

A Bíblia trata o Espírito Santo como uma pessoa e,dessa forma, atribui-lhe características que o definem como uma pessoa,aniquilando a idéia de que o Santo Espírito seria apenas uma “força ativa” ou uma” influência”.Eis algumas das características que O definem como pessoa: Ele tem mente(Rm.8.27); Tem vontade(1Co.12.11);Tem sentimentos(Ef.4.30);Ele revela(1Co.12.10);Ele ensina(Jo.14.25); intercede (Rm.8.26); fala (1Tm.4.4); dirige (At.16.6,7); etc.

Apesar de ter uma personalidade distinta, isso não faz do Espírito Santo um ser independente ou distante do Pai e do Filho. Nas Palavras de Cristo, na trindade não há separação ou qualquer diferença de poder entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Jo. 5.18.19; 10.30,38). Este princípio de unidade é demonstrado por Cristo no Evangelho de João 14.1-11 onde,no diálogo com Tomé, Jesus deixa bem claro que aquele que vê o Filho, vê o Pai e vê o Espírito de Deus.Nessa passagem, Cristo recomenda que os discípulos acreditassem que vendo a Ele veriam o Pai pelas suas Palavras e, ao menos, pelas obras que Jesus realizava(VV.10-11).

2-A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO:

Como vimos, o Espírito de Deus é uma pessoa, age como pessoa, pois Ele manifesta personalidade. Essa personalidade não poderia ser outra senão a personalidade divina.
Essa personalidade divina é o que faz Dele Deus. A Divindade do Espírito Santo é retratada na Bíblia atribuindo-lhe atributos que somente Deus apresenta, são eles: onipesença (Sl.139.9;1Co.2.10); onipotência (Rm.15.19;Sl.104.30); onisciência(1Co.2.10;Jo.14.26); eternidade (Hb.9.14); santidade(1Jo.2.20);etc.

Tais atributos evidenciam, de forma inquestionável, a divindade do Espírito Santo. Ele é ainda definido como Criador (Jó.26.13;33.4) e, é mencionado juntamente com o Pai e o Filho na invocação da bênção sobre a Igreja (2Co.13.13) e na fórmula doutrinária do batismo nas águas(Mt.28.19).

3-A OBRA DO ESPÍRITO SANTO:

As três pessoas da Divindade-Pai, Filho e Espírito- são co-eternas e iguais entre si, mas, concernente à operação, diferentes.O Pai planejou a criação de tudo(Ef.3.9);o Filho executou o plano criando (Jo.1.3;Cl.1.16;Hb.1.2;11.3);o Espírito Santo vivificou, ordenou, pôs tudo, todo o universo, em ação(Jó.33.4;Jo.6.63;Gl.6.8;Sl.33.6;Tt.3.5).

Vejamos, então, as obras realizadas pelo Espírito Santo à luz das Escrituras Sagradas: Convence (Jo.16.8 );Dá fruto (Gl.5.22-23);Dá ousadia em testificar (At.4.31);Dá vida aos nossos corpos (Rm.8.11); Flui em nosso coração (Jo.7.38-39);Ensina (Jo.14.26);Derrama o amor de Deus em nosso coração (Rm.5.5);Intercede (Rm.8.26,27);Justifica (1Co.6.11); Santifica (2Ts.2.13); Testifica (Jo.15.26);Dá dons espirituais (1Co.12.7-11).

CONCLUSÃO:

Como vimos, O Espírito Santo é uma pessoa e,portanto,é dotado de sentimento, vontade, intelecto etc.É mais que uma pessoa é a manifestação da Divindade na qual sentimos a presença de Deus,na qual temos comunhão com Deus.Em outras palavras,é o nosso único fôlego para que possamos viver a fé em Cristo Jesus de forma plena e verdadeira.É o único que nos impulsiona a uma vida de santidade e obediência,é o nosso Guia,nosso Ajudador.É o nosso tesouro em vasos de barro.Glória a Deus por Seu Espírito em nós!

26/09/2012

(Lucas 14.15-24) - As Parábolas de Jesus 3



Lucas 14:
15 Ao ouvir isso um dos que estavam com ele à mesa, disse-lhe: Bem-aventurado aquele que comer pão no reino de Deus.
16 Jesus, porém, lhe disse: Certo homem dava uma grande ceia, e convidou a muitos.
17 E à hora da ceia mandou o seu servo dizer aos convidados: vinde, porque tudo já está preparado.
18 Mas todos à uma começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um campo, e preciso ir vê-lo; rogo-te que me dês por escusado.
19 Outro disse: Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-los; rogo-te que me dês por escusado.
20 Ainda outro disse: Casei-me e portanto não posso ir.
21 Voltou o servo e contou tudo isto a seu senhor: Então o dono da casa, indignado, disse a seu servo: Sai depressa para as ruas e becos da cidade e traze aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos.
22 Depois disse o servo: Senhor, feito está como o ordenaste, e ainda há lugar.
23 Respondeu o senhor ao servo: Sai pelos caminhos e valados, e obriga-os a entrar, para que a minha casa se encha.
24 Pois eu vos digo que nenhum daqueles homens que foram convidados provará a minha ceia.

Dentre todos os aspectos abordados por Jesus em suas parábolas,indiscutivelmente,a questão da nossa vida longe dos sofrimentos desta terra;a vida no Reino de Cristo, é o mais forte de todos.Vamos analisar uma parábola carregada de lições sobre uma vida que nos aguarda,uma vida sobre a qual já está praticamente tudo preparado para nossa chegada lá.O que torna este tema muito forte é justamente a maneira que iremos corresponder à manifestação deste Reino a cada dia.E é justamente com isso que devemos nos preocupar todo o santo dia!Afinal de contas,como estamos respondendo ao clamor espiritual que há em nós?De que maneira podemos agir a fim de não sermos surpreendidos por nossas próprias convicções?De que maneira nos guardar para que naquele grande dia possamos participar da “Grande Ceia”?

Sempre que tratamos acerca das palavras de Cristo no que diz respeito ao nosso comportamento diante da manifestação do Reino de Deus,devemos dar total legalidade ao Espírito Santo para nos levar a uma vida de mais temor e tremor pelas palavras de Cristo.É bom tomarmos cuidado para que não sejamos levados por uma vida de falsa religiosidade e uma “santidade” que não corresponde com um servo de Cristo.Possamos abrir nosso coração,mente,alma e espírito para que através das palavras do Bom Mestre sejamos impactados de uma maneira tão gloriosa que nós vivamos justamente o que nos é proposto para que estejamos prontos para responder com ousadia a Cristo:SIM,EU QUERO PARTICIPAR DESTA CEIA MARAVILHOSA!

Primeiramente,vemos um banquete espetacular preparado para um grupo muito bem selecionado de pessoas.Mas a despeito de toda a mega produção,do Buffet regalado,dos melhores vinhos,do melhor ambiente,algo inesperado ocorre:os convidados fazem pouco caso de tudo aquilo e inventam mil desculpas tão somente para não prestigiar aquele que com tanto cuidado preparou aquele grande evento,aquela grande festa.Imagine você que tendo em sua lista de convidados pessoas que aquele homem estimava,considerava,tinha um sentimento especial,não foi correspondido.Os convidados,pelo menos naquele momento,demonstraram uma total falta de consideração e não corresponderam àquele momento tão especial.

Seria ótimo se Cristo não estivesse falando de uma situação que ocorreu,ocorre e ocorrerá brevemente...infelizmente,isso já ocorreu quando o povo judeu,o povo escolhido,resolveu não aceitar a divindade do Messias (Jo.1.11;At.13.46), abertamente o rejeitaram (Lc.19.14). Essa rejeição ao SENHOR ainda ocorre todas as vezes que não nos colocamos na direção ou não estamos dispostos a seguir Jesus de forma plena (Gl.4.9;Os.11.7). Futuramente,ainda muitos serão aqueles que irão dar a mesma resposta ao Senhor Jesus,aceitarão viver debaixo do jugo do anti Cristo em detrimento de toda a promessa do SENHOR(Mc.13.22).O que ocorre é que Jesus estava nos advertindo a fim de que déssemos mais valor ao lado do sentimento de Deus,em outras palavras,estava falando para que nós não entristecêssemos a Deus(Ef.4.30).Isso é o que vai definir se faremos parte deste banquete memorável -agradar a Deus(Jo.9.31). 

Poderíamos aplicar esta passagem ao povo judeu (como é o desejo de muitos de nós!), mas,vamos aplicá-lo a nós mesmos.Depois de tudo que Jesus operou,depois de cada sofrimento de Cristo em nosso favor,é quase impossível imaginar que hoje em dia muitos são aqueles que abrem mão de tal resgate,de tal sofrimento,de tal obra.Mas observando as cartas apostólicas,não é difícil perceber que alguns anos após a morte de Jesus muitos foram aqueles que se desviaram da presença do Senhor(Tg.5.19;2Tm.2.18,25-26)e, interessante notar que o desviar-se da presença de Jesus abrange ainda admitir uma crença que não corresponde com os ensinos e a mensagem de Jesus(Gl.4.9).Isso faz parte de abrir mão do banquete oferecido por Cristo Jesus.É estar mais ligado em qualquer outra coisa que não seja o agradar a Deus,é ,ainda que por um momento,abrir mão de estar na presença de Cristo para fazer qualquer outra coisa,é tentar argumentar com Jesus dizendo que não podemos servi-lo pois estamos cuidando do nosso campo,do casamento,dos bois,ou qualquer outra coisa que julgamos mais importantes.

Diante do não recebido pelo dono da festa,haviam muitas opções do que fazer com aquela majestosa Ceia,mas,uma atitude muito interessante é tomada pelo homem.Desprezando toda adversidade ou toda quebra no protocolo,ele manda que seu servo chame todos que ele encontrasse na rua,todos aqueles que nem mesmo nos sonhos mais profundos participariam de tão grande festividade(v.21).Notemos que havia um propósito muito maior por detrás daquela grande festa:a comunhão daquele homem com pessoas que deram ouvidos ao seu chamado,a presença de pessoas que ,ainda que não merecessem,ou que não fossem dignas,estavam ali alegrando-se e regozijando-se com ele.É bom observar que mesmo em cima da hora da festa,o servo conseguiu encher aquela casa de gente.O fator tempo não foi um problema para aquele servo,evidenciando que ainda que não haja tempo,os propósitos de Deus tem de se cumprir,mesmo que estejamos frente à  última trombeta é possível alcançar o improvável,o inimaginável.

24/09/2012

(Lucas 18.1-8) As Parábolas de Jesus 2



LUCAS 18

1 Contou-lhes também uma parábola sobre o dever de orar sempre, e nunca desfalecer.
2 dizendo: Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava os homens.
3 Havia também naquela mesma cidade uma viúva que ia ter com ele, dizendo: Faze-me justiça contra o meu adversário.
4 E por algum tempo não quis atendê-la; mas depois disse consigo: Ainda que não temo a Deus, nem respeito os homens,
5 todavia, como esta viúva me incomoda, hei de fazer-lhe justiça, para que ela não continue a vir molestar-me.
6 Prosseguiu o Senhor: Ouvi o que diz esse juiz injusto.
7 E não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que dia e noite clamam a ele, já que é longânimo para com eles?
8 Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Contudo quando vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?

Nesta segunda parte a respeito das parábolas de Jesus,analisaremos um texto bastante claro em si, mas,que de alguma forma,possui idéias e conceitos bem  definidos acerca dos temas tratados nele.

Inicialmente, Lucas deixa bem claro o propósito daquela parábola de Jesus aplicando-a a questão de orar sempre e nunca desfalecer. No decorrer da narrativa, vemos Jesus tratando da oração de uma forma que foge à regra do “Pai Nosso”, pois, enquanto que naquela oração modelo, Jesus enfatiza a questão da glorificação ao Pai por meio da manifestação espiritual do Reino Dele, nesta Ele dá à oração outro propósito:a resolução do impossível por meio de uma intervenção do próprio Deus.

Obviamente, todo e qualquer tipo de oração deve ter como finalidade a glorificação a Deus,não é este princípio que está sendo colocado na questão mas,sim,a garantia de Cristo que qualquer situação em nossa vida que necessite de um milagre de Deus nós teremos a resposta.Nesta parábola,Cristo identifica o Pai como sendo o Juiz capaz de trazer-nos uma sentença favorável.Independente da esfera na qual o problema está inserido- física ou espiritual- o SENHOR pode nos conceder a resposta que tanto necessitamos.

No texto em apreço, a viúva necessitava de um julgamento a seu favor mas havia contra ela muitas situações:

1)Era viúva;apesar da bíblia determinar o cuidado e o amparo das viúvas,ao que parece,a viúva descrita por Jesus não tinha quem a auxiliasse;

2)Um juiz que não estava disposto a ajudá-la;aquele juiz é descrito como alguém que não temia a Deus nem aos homens;

3)Um adversário;independente de que fosse,tinha, indiscutivelmente, mais condições de vencê-la numa disputa judicial naquela situação.

Apesar de todos os fatores contra aquela humilde viúva,havia algo em favor dela que os demais desconheciam:sua perseverança.Foi justamente isso que lhe garantiu a tão sonhada vitória e,mais que isso,o respeito e temor daquele juiz injusto.Isso nos mostra que ainda que o contexto físico estivesse contra ela,a perseverança e a esperança daquela mulher moveram o coração daquele homem ímpio.Aplicando este princípio de perseverança na oração,temos em nosso favor algo que aquela mulher não tinha:
1)Somos filhos(Rm.8.17) e,portanto,herdeiros de Deus em Cristo,a bênção já é nossa(Gl.4.7;3.29);

2)Temos a nosso favor o próprio Deus, Ele julga-nos favoravelmente(Is.43.26;Sl.147.3);

3)Apesar de termos um adversário- o diabo- ela já está derrotado e não pode nos vencer (1Jo.5.18;Rm.16.20).

Com esta parábola,podemos aprender que independente da situação,por mais que tudo conspire contra nós,o SENHOR nos garante e resposta e assegura-nos a vitória pelo sangue de Jesus Cristo nosso Senhor.

08/05/2012

Errais não conhecendo as escrituras nem o poder de Deus (Mateus 22.29)

A análise da situação espiritual dos contemporâneos de Cristo era visivelmente caótica e desprovida da espiritualidade que Deus almejava a Seu povo.É bem verdade que o sacerdote é reflexo do povo que o segue(Oséias 4.9),como resultado da busca que o povo tem dentro de si mesmo,mas, por outro lado, Cristo mostra em Mateus 22.29, que a responsabilidade pelos desvios de doutrina e enganos na interpretação do sagrado também é das multidões que seguem tais doutrinas.

O profeta Isaías,ao profetizar,chega a um momento onde convoca seus ouvintes a buscar no Livro de Deus a respeito daquilo que ele ministrava(Is.34.16). Obviamente, isso se deu porque muitos duvidavam da veracidade daquilo que o profeta falava,questionavam-o se,de fato,tais revelações eram provenientes de Deus.O questionamento não era gerado pela espiritualidade daqueles que o ouviam, mas,pela sua incredulidade e dureza de coração.

Muito embora a Igreja esteja submissa a homens e reconheça a sua autoridade apostólica,isso não quer dizer que esta deva receber as ministrações vindas do altar de forma infalível e inerrante.As Escrituras mostram que a dedicação às letras sagradas deve ser constante,haja vista que elas produzem entendimento que conduz à salvação(2Tm.3.15).Note o leitor que o conhecimento da Escritura por si só não é suficiente para garantir-nos salvação,mas,ela revela a vontade de Deus,que é a base para a nossa salvação,ela apresenta e revela o caráter do Cristo (João 5.39).

Quando Jesus chega a afirmar que o povo erra não conhecendo as Escrituras e o poder de Deus,ele o faz pois este é o único meio pelo qual o mundo pode vencer os seguidores Dele.Quando Isaías profetiza,apontando os erros espirituais de Israel,mostra que a derrota para os babilônios,egípcios, romanos,e outros povos que os venceram eram vitórias pela sua própria ignorância espiritual.Muitas vezes exerciam uma religiosidade,viviam com harpas e alaúdes,mas,a sua conduta espiritual com Deus era corrompida e sem sinceridade(Is.5.12-13).Como hoje, muitos são aqueles que não utilizam o conhecimento da Palavra,genuíno e verdadeiro,que conduz à salvação,se apegando a uma distorção das palavras de Jesus Cristo para a resolução de seus problemas pessoais,aplicando a palavra de forma equivocada.

O contexto espiritual no qual Jesus revelou tais palavras,mostra que os que se diziam fiéis,eram os mesmos que adulteravam,eram os mesmos que idolatravam seus falsos deuses,eram os mesmos que cobravam juros abusivos,eram os mesmos que profanavam o altar. Jesus, então, mostra que eles, embora mantivessem aparente espiritualidade,não passavam de errantes no deserto,um povo que se diz fiel e que não conhece os caminhos de seu Deus,esta ignorância os guia para a própria destruição (Sl.95.10).

Atualizado em: 24/Abril/2013

23/04/2012

A simplicidade da Vida Cristã

A fórmula cristã apresentada na atualidade é envolvida em métodos por demais complicados e distantes de algo que liberte. Ao que parece, a idéia de cristianismo resume-se a uma coletânea de rudimentos, obrigações, liturgias de homens que nada tem valor. Na contramão do método humano, o próprio Cristo apresenta o fundamento simples e descomplicado daquilo que Ele estabeleceu através de Seu sangue.

Revelando uma das características que devem fazer parte da vida dos crentes,Jesus mostra que,mesmo com um envio divino que nos colocará diante de situações adversas e até em momentos de opressão,a simplicidade deve fazer parte da nossa caminhada mesmo em momentos de descontrole e adversidade(Mt.10.16).Na busca pela genuína caminhada cristã,sem o apego a doutrinas dos homens e fórmulas mágicas,apenas vivendo da forma apresentada pelo Mestre,o próprio Deus se compromete a guardar e guiar aqueles que não são guiados por ideias carregadas de religiosidade,ele cuida daqueles que mantém uma vida pautada puramente em Suas palavras (Sl.116.6).

Quando analisamos o contexto no qual Jesus nos convoca à simplicidade, chegamos à conclusão que o Mestre tinha a preocupação de preparar seus discípulos quanto aos possíveis desvios que poderiam acontecer na caminhada cristã.Nas palavras de Paulo,fica muito evidente que a pureza da mensagem de Jesus Cristo estaria comprometida uma vez estivesse manipulada por pessoas com outros interesses que não os espirituais.Tinha o apóstolo a preocupação de que os cristãos não mantivessem a simplicidade contida no Evangelho(2 Co.11.3).

Como hoje,muitos têm se apegado a usos,costumes e doutrinas que nada têm a ver com a Mensagem original de Jesus,apartados do Evangelho vivendo totalmente na religião,crendo que vivem para o Espírito Santo.Por outro lado,o apóstolo Paulo mostra,no versículo 4 do cap.11,o motivo de sua preocupação,que se baseia no fato de o povo ter grande facilidade de ser enganado e levado a adotar uma postura e um pensamento oposto ao ensino original.Paulo os exorta a não dar atenção a vozes que ensinem algo diferente do ensino apostólico.Tais recomendações,tanto de Jesus como dos apóstolos,mostra que as advertências se dão a fim de combater a falta de resistência dos crentes quanto às falsas doutrinas e ensinos de demônios,os quais muitos irmãos abraçam sem nenhuma contenda ou questionamento.

02/08/2011

A Atitude de Fé




1 Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem.(Hebreus 11).
É lastimável que no meio evangélico hajam pessoas capazes de toda sorte de atrocidade, visando o dinheiro,e se escorando em respaldo nada ortodoxos caracterizando atitudes tolas como ato de fé.Obviamente que as atitudes de fé devem fazer parte da vida daquele que crê,mas,devemos nos lembrar que a atitude de fé é,acima de tudo, algo expontaneo,ou seja,não é algo dado como direção de alguém,é uma demonstração exterior que evidencia a nossa fé e,é uma atitude que ofertamos segundo aquilo que dispomos em nossas mãos e em nossa vida.Entendemos essa questão da atitude de fé como algo expontaneo como na situação da 'mulher pecadora' relatada por Lucas, que deitou aos pés de Jesus o bálsamo que dispunha e,sem nenhuma dor na consciência, manifestou sua fé ofertando aquilo que era o seu melhor (Lc.7.37-38).Isso é atitude de fé,não é algo orquestrado,é uma atitude onde o intuito magno é adorar a Deus materializando a fé.
Neste tema de tentar definir fé,muitos se perdem levando ao povo um conceito equivocado daquilo que realmente é o sacrifício agradável a Deus.O grande e real sacrifício a Deus é quando nos despojamos daquilo que não agrada ao SENHOR e nos posicionamos humildemente como servos fiéis numa atitude de total devoção e submissão à sua vontade,este foi o entendimento espiritual que Davi recebeu assim que se sentiu justificado por Deus(Sl.51.16-17).Muitos,no entanto,tem tido uma fé sincera e submissa e não tem alcançado aquilo que tem buscado e,logo, começam a nutrir dentro de si frustração tal que põe em questionamento sua própria fé em Deus,imaginando que não tem agradado ao SENHOR plenamente,sentem que algo tem faltado em sua caminhada com o Espírito Santo.Como o Deus de Gideão pode não nos conceder suas bênçãos em meio a uma fé revoltada?Pessoal,pelo amor de Deus!Lembremo-nos que a bênção de Deus não é conquistada por algo que eu ou você façamos,mas,a bênção de Deus é fruto,não de nossos méritos,por melhores que sejam,porém é fruto do sacrifício de Jesus na cruz.O simples fato de estarmos inseridos no plano de salvação,fazendo parte do Corpo de Jesus,já nos garante uma herança concedida por Deus(Rm.8.17;Gl.3.29).Note que a bênção não depende daquilo que eu faça,mas,é fruto daquilo que foi conquistado na cruz,é fruto da graça de Deus!
Incontáveis são,sem dúvida alguma,as bênçãos de Deus,no entanto,há aquelas que nunca iremos desfrutar na nossa vida...Não pense que sou cético,mas,temos que analisar de modo muito cuidadoso essa questão pois nem tudo que nós desejamos o SENHOR nos concederá,ainda que o propósito seja o melhor do mundo,ainda que a intenção seja linda e maravilhosa.Prova disso que estou afirmando é o próprio exemplo de Davi,que com a intenção muito boa de construir o Templo,não viu seu plano consumado por uma intervenção do próprio Deus, mostrando que ainda que os projetos sejam bons e válidos,nem tudo Deus nos permite conquistar.A justificativa talvez não seja muito convincente a nós haja vista que àquela altura o rei de Israel já estava limpo e purificado por Deus,mas,mesmo assim,não teve permissão para ser o edificador de uma Casa ao Deus de Israel(1Cr.17).Naquela situação até o profeta Natã libera uma palavra que,a princípio,era agradável pois mostrava que a idéia era realmente boa(v.2).Assim acontece com muitos de nós,ou com todos nós,melhor dizendo,pois Deus nos concede toda sorte de bênçãos,mas,há,ainda,uma 'árvore do conhecimento' que não podemos tocar,que não iremos desfrutar,a menos que optemos por sair da vontade de Deus para nossa vida.
Obviamente que não estamos incentivando ninguém a ter uma fé no pensamento,viver de teoria, pelo contrario,por meio do entendimento correto,devemos exercer a nossa fé através de uma atitude de sujeição ao mandado divino,ou seja,a verdadeira fé,a fé viva,é aquela que nos move a ter uma entrega total aos desígnios de Deus simplesmente com o intuito de adorá-lo,pois,para Deus a fé que é aceita é aquela que se baseia na crença da justiça incontestável de Deus(Rm.4.5).
Sem dúvidas,a parte mais intrigante das dádivas adquiridas por meio da fé,é aquela que mostra que Cristo,quando concedeu milagres e os associou à fé,não os estava associando a algo inacreditável que alguém tenha realizado.Unicamente a fé era o que chamava a atenção do Mestre de Israel.No caso da mulher que tocou em Cristo,na orla do manto,e foi curada,Jesus não disse que foi o tocar no manto,mas,a fé que,obviamente,foi manifesta,que a curou e salvou(Mt.9.22),o chefe da sinagoga adquiriu a cura da filha somente pela fé,a fé bastou e pronto! Jesus lhe disse:"...crê somente"(Lc.8.50-55),glória a Deus!se aqueles que não eram da fé adquiriam dádivas tão gloriosas,quanto mais nós,que já nos curvamos ao Evangelho!Não precisamos praticar obras mortas pra chamar a atenção de Cristo,a nossa fé chama à existência os milagres que precisamos(Hb.9.13-14).Lembremos que,com a salvação,bênção decorrentes dela se manifestam em nós(Hb.6.9).
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30/05/2011

CRISTO E O APELO ESPIRITUAL DOS SAMARITANOS


Os samaritanos eram todos aqueles que habitavam na cidade de Samaria,capital de Israel.Com o passar do tempo,após o rei da Assíria(Sargom 2º) colonizar com outros povos a cidade,após o cativeiro Assírio,criou-se um povo mestiço,formado por judeus,babilônicos,entre outros no meio da terra santa de Israel(2Rs.17.24).

Com esta mistura de idéias,cultura e modo de entender a Lei,os samaritanos,foram,muitas vezes discriminados pelos judeus ortodoxos(Jo.4.9).Era,na verdade,um povo que tinha fé no Deus de Abraão, Isaque e Israel(Jacó),mas,não da maneira que os judeus convencionais a tinha.

Curiosamente,foram os samaritanos os que melhor responderam à mensagem de Jesus.Apesar de não utilizarem os livros proféticos(somente consideravam a Lei),abraçaram a fé cristã de maneira singular.Os judeus tradicionais entraram pela outra via,pelo caminho oposto,apesar de terem à sua disposição toda a revelação bíblica,inclusive a parte que continha as revelações acerca do Messias.Os judeus acostumaram-se tanto com o fato de terem consigo as revelações que não se preocuparam em crer nelas como algo vivo,como algo real, gloriavam-se de serem descendência de Abraão,no entanto,não realizavam as mesmas obras de Abraão(Jo.8.39).

Cada grupo religioso-judeus e samaritanos – tinham um alvo bem definido,no caso, caminhavam em sentidos totalmente opostos.No esclarecimento paulino,vemos que a busca dos judeus era caracterizada pela busca de algo evidente,um sinal(1Co.1.22-24).Aquilo,porém, que o Evangelho oferecia era “o poder de Deus e a sabedoria de Deus”(v.24).Esse foi o ponto onde a fé samaritana cruzou-se com Cristo.Muito tempo vivendo uma exclusão por parte dos judeus, que se julgavam superiores a eles,entenderam completamente aquilo que Jesus estava apresentando.Aquilo que os samaritanos buscavam era a materialização da Lei,era ver naqueles que criam,a materialização de uma idéia religiosa.Eis o motivo básico pelo qual vemos algumas vezes no NT os samaritanos rendendo-se às mensagens evangélicas.

Há muito tempo havia um clima de tensão entre judeus e samaritanos.Fica fácil analisarmos isso no decorrer das Sagradas Escrituras,onde até mesmo Jesus foi alvo do pior insulto proferido pelo judeu a alguém:chamá-lo de samaritano,vemos isso em Jo.8.48.Jesus,porém,não ficou de fora dessa questão entre irmãos judeus.Numa célebre parábola,Jesus trata o judeu como “bandido” e o “samaritano” como herói(Lc.10.30-37).Esse era o papel que os dois grupos exerciam na esfera espiritual;de um lado,os samaritanos clamando pela justiça de Deus(Mt.5.6) e,de outro,o povo judeu,clamando um rei mundano(Jo.19.15).Mas o clamor samaritano é muito bem representado justamente pela mulher samaritana de Jo.4.1-42, que correspondeu a mensagem de Jesus de forma integral.

Tal era a necessidade espiritual dos samaritanos que no texto de João 4,chegando à sua cidade,muitos dos samaritanos que ali habitavam,converteram-se a Cristo!Havia uma esperança de redenção por parte daquele grupo tão rejeitado.Os judeus tradicionais,por outro lado,acreditavam que eram tão importantes,como filhos de Abraão,que o Cristo humilde e servo não poderia ser o Rei Supremo deles(Jo.1.46;7.41-42,52),Jesus não poderia ser o Rei dos judeus,ele era “inferior demais” para um povo que julgava ser tão importante(Jo.19.14-15).Em uma outra ocasião a resposta samaritana também foi importante:no caso dos dez leprosos.Mesmo sendo o mais cotado para rejeitar a Cristo,mais uma vez somos surpreendidos pela atitude de submissão a Jesus,reconhecendo-o como único SENHOR(Lc.17.16).Ora,aqueles que há muito tempo recusava-se curvar,humilhar,a um judeu,tomar essa atitude,é,no mínimo algo difícil de compreender.

Nossas dúvidas,no entanto,são lançadas por terra quando lemos Atos 8.5-25,onde vemos os samaritanos rendendo-se a Jesus,por meio da pregação Apostólica.Era como imaginar que os samaritanos queriam ir para o céu sem saber por quais vias,e,do outro lado,Jesus querendo levar para o mesmo céu um povo,aquele que aceitar.É aí que os dois propósitos se cruzam numa união entre o clamor samaritano,ou o apelo espiritual dos samaritanos juntamente com Cristo,para glória de Deus!

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