07/10/2016

O triste cenário do 2° Turno no Rio de Janeiro em 2016

Numa eleição cheia de opções concorrendo à Prefeitura Municipal da Cidade do Rio de Janeiro, chegamos a um segundo turno espantoso, tendo como futuro Prefeito Marcelo Crivella ou Marcelo Freixo. Digo espantoso pois as duas figuras estão distantes de representar a continuidade no processo de evolução da Capital Fluminense iniciado com o Prefeito Eduardo Paes. Aliás, grande parte da culpa pela situação do segundo turno destas eleições se dá pela escolha do próprio prefeito, que insistiu em uma figura que não conseguiu emplacar nem mesmo para concorrer no segundo turno, considerando que a gestão de Eduardo Paes foi certamente um marco na Cidade do Rio.


Prefeito Teimoso


Eduardo Paes agiu na escolha de seu sucessor de forma pouco estratégica e insistiu em Pedro Paulo, que muito antes das eleições já estava manchado pela suposta agressão à sua ex-esposa, evento que foi retomado em toda a campanha eleitoral por parte de diversos candidatos (senão todos eles), impedindo que o candidato de Paes sequer pudesse expor os avanços da Cidade no período em que era o homem forte do prefeito. Vale lembrar que três dos candidatos de centro-direita que se apresentaram nas eleições, vieram do governo de Eduardo Paes: o Índio da Costa, o Osório e o próprio Pedro Paulo. Aliás, analisando os números da eleição do primeiro turno, vemos o seguinte:

Marcelo Crivella: 27,78%
Marcello Freixo: 18,26%
Pedro Paulo: 16,12%
Índio da Costa: 8,99%
Osório: 8,62%

Com isso, se considerarmos que o prefeito Paes poderia ter articulado um caminho onde pudesse congregar aqueles que estavam com ele no governo (ao invés de torrar os dois...), isso corresponderia a uma votação de 33,73%, levando em consideração obviamente somente os números, pois se inserirmos outras questões como uma trajetória menos marcada por acusações tão graves como Pedro Paulo, o resultado seria certamente melhor.

Difícil escolha, né!?


No cenário que temos para o segundo turno, temos duas visões bem diferentes, Marcelo Freixo, representando a esquerda radical, que tem forte vinculação a grupos como Black Blocs, que causam depredação a bens públicos e privados, os mesmos que mataram Santiago Andrade em 2014, cinegrafista da Rede Bandeirantes, e do outro lado temos Marcelo Crivella, que pesa sobre ele a associação com o fato de ser bispo licenciado da Igreja Universal e,mais recentemente, ter o apoio da família Garotinho, que não é muito amada pelo Rio além de questões com a Justiça. Mas, se por um lado conseguimos identificar duas posições diferentes, uma mais à esquerda e outra conservadora, no sentido pragmático, por outro, não conseguimos identificar qual Cidade esperar dos dois candidatos, afinal de contas, como serão tratadas as questões que afetam diretamente a vida do Carioca? A questão do transporte público, se teremos metrô municipal, a racionalização das linhas de ônibus imposta por Eduardo Paes será mantida?  O Uber será regulamentado? Os camelôs continuarão a atuar de forma indiscriminada em determinadas regiões? Qual será o papel da Guarda Municipal? Como serão usadas as construções Olímpicas e como serão integradas à Cidade? Enfim, são questões práticas que até agora não foram devidamente respondidas do ponto de vista da forma como serão implementadas para benefício do morador da cidade!


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A dúvida central recai sobre o fato de que não sabemos que Rio esperar nas mãos de qualquer que seja... 

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