30/06/2016

Subsídios da Lição 02: Deus, o primeiro Evangelista

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

"O primeiro punhado de promessas feitas a Abraão, que na ocasião talvez ainda tivesse em Ur dos caldeus, inclui uma promessa ao mundo. Realmente, essa é a promessa mais plena de todas. É ótimo receber uma bênção, mas é melhor ainda conceder uma bênção. Dessa forma, é assegurado a Abraão que 'em ti serão abençoadas todas as famílias da terra' (Gn 12.3). Essa promessa e garantia são repetidas em Génesis 18.19; 22.19 (cf. At 3.25; Gl 3.8).

Pouca diferença faz se aceitamos a tradução acima ou a leitura sugerida: 'por ti todas as famílias da terra serão abençoadas'. A diferença trata-se apenas de metodologia, não de princípios.

O fator importante e principal é que o chamado de Abraão não se trata de favoritismo pessoal de um deus particularista para estabelecer uma religião local em prática e desígnio. Ele origina-se no Deus de glória e é designado pelo bem-estar da humanidade. Assim como Deus não chama seu ministro para o bem do ministro, mas para o bem da consagração, da comunidade e do mundo. Ele não chamou Abraão pelo bem de Abraão. O mundo estava à vista, e a humanidade era o objetivo, qualquer que fosse a metodologia. Essa promessa, com seu desígnio de intenção universal, foi transferida no devido tempo aos patriarcas, Isaque (Gn 26.4) e Jacó (Gn 28.14). De uma forma um tanto diferente, tanto enriquecida quanto mais específica, Judá a herdou de Jacó (49.10) e tornou-se o portador do bastão de comando de Israel, embora Levi tenha sido escolhido para o sacerdócio. Assim não há enfraquecimento de universalidade no período patriarcal. O desígnio e a intenção de Deus lhe são declarados enfaticamente" 


(PETERS, George W. Teologia Bíblica de Missões, led. Rio de Janeiro: CPAD, 2000, pp. 134,135).

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SUBSÍDIO TEOLÓGICO

"A fase mosaica enriqueceu a religião dos israelitas de muitas maneiras, tornando-a uma religião de redenção milagrosa, monoteísmo positivo, consagração devotada, ética dinâmica, fé responsável, amor e obediência, culto organizado, lei em comum e uma grande esperança. Embora ela não acrescentasse muitas referências à universalidade, enfatizava o caráter inclusivo no prelúdio memorável que precede a inauguração de Israel como uma nação, a realização do Decálogo e do pacto. Se esse prelúdio fosse devidamente compreendido, ele teria uma importância revolucionária e renovadora para Israel ao conceder significado, propósito e sentido à sua história"


 (PETERS, George W. Teologia Bíblica de Missões, led. Rio de Janeiro: CPAD, 2000, p. 135).

SUBSÍDIO TEOLÓGICO





"Deus refere-se três vezes a Israel como ‘minhas testemunhas' (Is 43.10,12; 44.8). A verdadeira questão é: uma testemunha de quem? 0 Senhor declara explicitamente: ‘O povo que formei para mim proclamará meus louvores' (43.21). Proclamar seus louvores para quem? O versículo 9 nos dá a orientação: ‘Que todas as nações se unam ao mesmo tempo, que se reúnam os povos'. Esse é o público de Israel. Essa é a sua missão!

Esse conceito de serviço não é enfraquecido pelo fato de que quatro canções servis dedicadas a esse 'Servo ideal' de Deus que é o próprio Cristo. O serviço de Israel é estabelecido claramente. Israel tem uma missão a cumprir, um serviço a ser feito. As palavras de Paulo ecoam o verdadeiro chamado de Israel no Antigo Testamento: 'Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes’ (Rm 1.14). O fato de Israel não ter reconhecido essa posição de serviço e não ter servido à humanidade não elimina o ideal do Antigo Testamento para com a nação, e o chamado da mesma.

Se mantivermos na mente essa dupla posição e relação de Israel, grande parte das Escrituras ganhará uma nova perspectiva e significado mais profundo. Israel nunca deixa de ser o povo de Deus, a nação do Senhor, embora, devido ao fracasso, ela seja temporariamente como serva de Deus. Ela permanece desqualificada até que o genuíno arrependimento a restaure novamente. Tal restauração é prometida pela graça de Deus e exigida pela justiça e fidelidade de Deus" 

(PETERS, George W. Teologia Bíblica de Missões, led. Rio de Janeiro: CPAD, 2000, pp. 137,138).

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