14/05/2016

Subsídios da Lição 09 - A nova vida em Cristo

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

"Até o capítulo 11, Paulo desenvolveu uma argumentação teológica acerca de algumas doutrinas pertinentes à Soteriologia Bíblica.,A partir do capítulo 12, ele disseca essas doutrinas sobre a salvação em uma realidade prática. É o Cristianismo vivido e experimentado. É a vida cristã demonstrada através das relações pessoais com Deus, com os irmãos na fé, com as pessoas de fora, com as autoridades constituídas e com as responsabilidades para com a igreja. Não basta conhecer a Teologia do Pecado, da Justificação, da Santificação, teoricamente. É preciso ter experimentado isso tudo, para poder viver vitoriosamente no Espírito. Nos capítulos anteriores, Paulo apresenta o pecado e suas consequências, bem como, o plano de salvação. Já, a partir do capítulo 12, temos o plano da salvação na prática. O Evangelho não é apenas poder para salvar o homem dos seus pecados, mas é também, poder para viver diariamente uma vida vitoriosa e poderosa contra o pecado, contra o mundo e contra o Diabo. Uma vez justificado pela fé, o crente é também capacitado para tornar-se na prática, um vitorioso contra o pecado" 

(CABRAL, Elienai. Romanos: O Evangelho da Justiça de Deus. 5.ed. Rio de janeiro: CPAD, 2005, p.133).

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Paulo usou o exemplo do corpo humano para ensinar como os cristãos devem viver e trabalhar juntos. Assim como os membros do corpo funcionam sob o comando do cérebro, também os cristãos devem trabalhar juntos sob o comando e a autoridade de Jesus Cristo.

Deus nos dá muitas habilidades e dons para que possamos edificar a sua igreja. Para usá-los eficientemente, devemos: (1) entender que todas as nossas habilidades e todos os nossos dons vêm de Deus; (2) entender que nem todos são dotados das mesmas habilidades e dos mesmos dons; (3) saber quem somos e o que fazemos melhor; (4) dedicar nossas habilidades e nossos dons ao serviço de Deus, não para alcançar sucesso pessoal; (5) estar dispostos a empregar as habilidades e os dons que temos com todo o nosso coração, colocando tudo à disposição da obra de Deus, sem reter coisa alguma.

Os dons de Deus diferem quanto à sua natureza, poder e eficiência, de acordo com sua sabedoria e bondade, não conforme a nossa fé (12.6). Deus deseja conceder-nos o poder espiritual necessário para desempenharmos cada uma de nossas responsabilidades. Mas não podemos obter mais habilidades e dons mediante nosso esforço e nossa determinação para nos tornarmos servos ou mestres mais eficientes. Deus concede os dons à sua igreja, distribui a fé e o seu poder conforme a sua vontade. Nossa tarefa é sermos fiéis e procurarmos formas de servir aos outros com aquilo que Cristo nos dá" 

(Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, p.1572).

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

”O serviço cristão em relação aos nossos irmãos na fé (12.9-21)

Nestes versículos está a base do serviço cristão que é o amor. Os deveres mencionados e todas as exortações devem estar debaixo do princípio do amor.
12.9 - 'O amor seja não fingido'. A palavra ‘fingimento' fica melhor traduzida por hipocrisia, que no grego é anupokritos. Na Versão Inglesa do Rei Tiago a expressão é: ‘sem dissimulação'. Portanto, o sentido real é que, a demonstração de qualquer sentimento para com as pessoas seja puro e ‘com toda a sinceridade'.
12.9 - ‘Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem'. Aborrecer o mal é negar tudo que possa prejudicar a outrem. Podemos servir aos nossos irmãos na fé tendo uma atitude, não só de amor (v. 9), mas pelo espírito fraterno desenvolvido entre todos (v. 10), pelo favor do espírito e serviço a Deus (v.ll), pela esperança e paciência (v.12), pela hospitalidade e a generosidade entre os domésticos da fé (v. 13), pela participação sincera dos sentimentos dos outros (v. 15), pelo perdão aos inimigos (v. 16), pela retribuição do mal com o bem (v. 17) e por viver em paz com todos (v. 18).
12.9 - 'Não vos vingueis a vós mesmos'. Em outras palavras, a vingança pertence a Deus, por isso, devemos deixar com Deus a vingança para com aqueles que nos maltratam. Somos frágeis e incapazes de fazer vingança com justiça. A expressão 'daí lugar à ira' não deve ser entendida como o dar razão à manifestação da ira, mas sim com o sentido de dar tempo à ira para que ela se extinga, isto é, deixá-la passar. Também tem o sentido de ‘dar lugar à ira de Deus', à vingança divina, uma vez que a ‘vingança pertence a Deus" 

(CABRAL, Elienai. Romanos: O Evangelho da Justiça de Deus. 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.137).

Ads


Compartilhe!