05/05/2015

Subsídios da Lição 07 - Poder sobre as doenças da morte

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

"O poder de Deus repousa sobre Jesus de forma que Ele possa curar os doentes. 'A virtude [poder] do Senhor' (Lc 5.17) é outra maneira que Lucas tem de falar sobre a unção do Espírito. Jesus não precisa de endosso de líderes religiosos para o seu ministério; o Espírito lhe concede autoridade para curar os doentes. Vemos esta autoridade quando quatro homens levam um paralítico para Ele. Jesus está numa casa, e grande multidão barra o acesso. Mas pela persistência dos companheiros do paralítico, ele é descido pelo telhado da casa à presença de Jesus. Não há dúvida de que a multidão espera um milagre; sua reputação como aquEle que cura já tinha se espalhado (Lc 4.40-44).

Em vez de curá-lo, Jesus pronuncia que os pecados do paralítico estão perdoados. Jesus reconhece a fé dos quatro companheiros, destacando pela primeira vez a importância da fé nos milagres (Lc 7.9; 8.25,48,50; 17.19; 18.42). 0 foco está na fé destes amigos, mas a fé do paralítico tem uma lição profunda. Ele precisa de ajuda física e espiritual de Jesus. Ele não recebe apenas a cura para o corpo, mas também o perdão dos pecados. Salvação plena e completa que abrange as bênçãos espirituais e físicas depende da fé" 

(Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol 1. l.ed. RJ, CPAD, p.345).

SUBSÍDIO TEOLÓGICO II

"Autoridade para Curar
Jesus embarca num ministério como o descrito em Lucas 4.18,19. Depois de sua rejeição na sinagoga de Nazaré, Ele vai para Cafarnaum, a cerca de trinta e dois quilômetros de distância. Esta cidade está na orla do mar da Galileia e serve de base para o ministério de Jesus na Galileia. Ele 'desceu', o que expressa adequadamente a descida de Nazaré a Cafarnaum, localizado ao nível do mar. te a descida de Nazaré a Cafarnaum, Localizado ao nível do mar.

A narrativa de Lucas sobre o ministério de Jesus em Cafarnaum concentra-se nos atos poderosos de Jesus acompanhados pelo poder e autoridade do Salvador. A expulsão de um demônio que estava num homem (Lc 4.33-37), a cura da sogra de Pedro (Lc 4.38,39) e várias outras curas à tardinha (Lc 4.40,41) são atos da compaixão para com pessoas em necessidades desesperadora.

Os primeiros dois milagres implicam poder na palavra de Jesus, e os outros, seu toque curativo. Seu ensino e milagres exprimem sua autoridade profética e carismática" 

(Comentário Bíblico Pentecostal. Vol. 1. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp. 340,41).

SUBSÍDIO TEOLÓGICO III

"A ressurreição de Cristo mediante o Espírito é a garantia de que seremos ressuscitados e transformados de tal maneira que nosso corpo ressuscitado será imortal e corruptível (1 Co 15.42- 44,47,48,50-54).

Nosso corpo ressurreto será semelhante ao seu (Fp 3.21). Embora Deus tenha criado a humanidade à sua semelhança, e que a imagem divina no homem haja continuado a existir depois da queda (Gn 9-6), somos informados que Adão 'gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem" (Gn 5-3). Por isso, Paulo diz: 'Assim como trouxemos a imagem do [homem] terreno, assim traremos também a imagem do [homem] celestial' (1 Co 14.49). Nosso novo corpo será tão diferente do atual quanto a planta é diferente da semente (1 Co 15.37).

O corpo ressurreto do crente também é descrito como 'espiritual' em contraste com o nosso corpo 'natural'.

Geralmente concorda-se que 'espiritual (gr. pneumatikon) não significa 'consistente em espírito', pois esse corpo não é imaterial, etéreo ou sem densidade. Os discípulos sabiam por sua própria experiência que o corpo ressurreto de Cristo era real e palpável — não era fantasma, mas diferente, ajustável tanto à terra quanto ao céu, e não limitado às atuais condições de tempo e de espaço. Por isso, nosso corpo ressurreto é chamado 'celestial' (gr. epouranios).

Embora o corpo presente seja terreno, natural, com as mesmas limitações que Adão tinha depois da queda, o corpo ressurreto adotará qualidades e glórias sobrenaturais. Embora ainda sejamos seres infinitos, totalmente dependentes de Deus, nosso corpo será um instrumento perfeito para capacitar-nos a corresponder ao Espírito Santo de maneiras novas e maravilhosas" 

(HORTON, Stanley M. (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, pp. 615, 616).


SUBSÍDIO DIDÁTICO (PROFESSORES)

Professor, para iniciar o tópico (III - AUTORIDADE PARA CURAR), faça a seguinte indagação: "O que movia Jesus a curar as pessoas?" Ouça os alunos e explique que Jesus era movido pela compaixão e misericórdia para com os carentes.
"No NT, a palavra 'misericórdia' é a tradução da palavra grega eleos ou 'piedade, compaixão, misericórdia' (veja seu uso em Lucas 10.37), e oiktirmos, isto é, 'companheirismo em meio ao sofrimento'.

No Antigo Testamento, representa duas raízes distintas: rehem, (que pode significar maciez), ‘o ventre', referindo- se, portanto, à compaixão materna (1 Rs 3.26, 'entranhas'), e hesed, que significa força permanente (Sl 59.16) ou 'mútua obrigação ou solidariedade das partes relacionadas" — portanto, lealdade. A primeira forma expressa a bondade de Deus, particularmente em relação àqueles que estão em dificuldade (Gn 43.14; Êx 34.6). A segunda expressa a fidelidade do Senhor, ou laços pelos quais 'pertencemos' ou 'fazemos parte' do grupo de seus filhos. Seu permanente e imutável amor está subentendido, e se expressa através do termo berit, que significa 'aliança' ou 'testamento' 


(Dicionário Bíblico Wycliffe. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.1290).


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