24/07/2013

EBD 3º Trimestre de 2013: Lição 04:Jesus, O modelo ideal de humildade

Olá pessoal, a paz do Senhor Jesus esteja com todos vocês em nome de Jesus! na lição de hoje veremos um aspecto singular da personalidade de nosso Senhor,sua humildade. Como a proposta da Revista deste trimestre é a questão da humildade, revelada em Filipenses, veremos Jesus na sua revelação mais surpreendente. Gostaria também de aproveitar a oportunidade e convidar a todos para que interajam conosco, deixando seu comentário, sua avaliação (ao final de cada postagem), sua indicação no Google+ , no Facebook, e nas redes sociais que você,nobre leitor, faz parte. Fique conosco, e interaja ! A todos, bom estudo, boa aula! - Editor.

Nesta lição, enfocaremos as atitudes de Cristo que revelam a sua natureza humana, obediência e humilhação, bem como a sua divindade. Humanidade e divindade, aliás, são as duas naturezas inseparáveis de Jesus. Esta doutrina é apresentada por Paulo no segundo capítulo da Epístola aos Filipenses.Veremos ainda que Jesus nunca deixou de ser Deus, e que encarnando-se, salvou-nos de nossos pecados. A presente lição revela também a sua exaltação.



I - O FILHO DIVINO: O ESTADO ETERNO DA PRÉ-ENCARNAÇÃO (2.5,6)

1. Ele deu o maior exemplo de humildade. 

Na Epístola aos Filipenses, lemos: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (v.5). Este texto reflete a humildade de Cristo revelada antes da sua encarnação. Certa feita, quando ensinava aos seus discípulos, o Mestre disse: “Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” (Mt 11.29).
Jesus Cristo é o modelo perfeito de humildade. O apóstolo Paulo insta a que os filipenses tenham a mesma disposição demonstrada por Jesus.

" 'Aniquilou-se'.:O texto de Fp. 2.5-11, revela uma manifestação impossível dada a oposição dos dos componentes. No vers. 7, o Apóstolo Paulo tenta nos explicar o fenômeno sobrenatural daquilo que se trata a manifestação de Jesus Cristo, ao despir-se de sua divindade e tomar a forma humana (humilhando-se). Como em João 1,o Verbo de Deus fez-se carne, habitou entre nós, sujeitou-se a limites impostos pelo próprio Senhor, com o firme propósito de salvar-nos de nossos próprios delitos e pecados. Note que o Seu eterno poder foi temido pelos demônios que oprimiam a muitos que,conhecendo a natureza da divindade de Jesus, concluíram que teriam seu julgamento antecipado (Mt. 8.28-29), embora estivesse revestido da natureza humana, n'Ele habitou,em seu próprio corpo mortal, toda a plenitude de Deus que lhe é própria (Cl. 2.9)" [1] 
2. Ele era igual a Deus. 

"Que, sendo em forma de Deus” (v.6). A palavra forma sugere o objeto de uma configuração, uma semelhança. Em relação a Deus, o termo refere- se à forma essencial da divindade. Cristo é Deus, igual com o Pai, pois ambos têm a mesma natureza, glória e essência (Jo 17.5). A forma verbal da palavra sendo aparece em outras versões bíblicas como subsistindo ou existindo.
Cristo é, por natureza, Deus, pois antes de fazer-se humano “subsistia em forma de Deus”. Os líderes de Jerusalém procuravam matar Jesus porque Ele dizia ser “igual a Deus”. A Filipe, o Senhor afirmou ser igual ao Pai (Jo 14.9-11). A divindade de Cristo é fartamente corroborada ao longo da Bíblia (jo 1.1; 20.28; Tt 2.13; Hb 1.8; Ap 21.7). Portanto, Cristo, ao fazer-se homem, esvaziou-se não de sua divindade, mas de sua glória.

3. Mas “não teve por usurpação ser igual a Deus” (v.6). 

Isto significa que o Senhor não se apegou aos seus “direitos divinos”. Ele não agiu egoisticamente, mas esvaziou- se da sua glória, para assumir a natureza humana e entregar-se em expiação por toda humanidade. O que podemos destacar nesta atitude de Jesus é o seu amor pelo mundo. Por amor a nós, Cristo ocultou a sua glória sob a natureza terrena. Voluntariamente, humilhou-se e assumiu a nossa fragilidade, com exceção do pecado.

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II - O FILHO DO HOMEM: O ESTADO TEMPORAL DE CRISTO (2,7,8)

1. “Aniquilou-se a si mesmo” (2.7). 

Foi na sua encarnação que o Senhor Jesus deu a maior prova da sua humildade: Ele “aniquilou-se a si mesmo”. O termo grego usado pelo apóstolo é o verbo kenoô, que significa também esvaziar, ficar vazio. Portanto, o verbo esvaziar comunica melhor do que aniquilar a ideia da encarnação de Jesus; destaca que Ele esvaziou-se a si mesmo, privou-se de sua glória e tomou a natureza humana. Todavia, em momento algum veio a despojar-se da sua divindade.
Jesus não trocou a natureza divina pela humana. Antes, voluntariamente, renunciou em parte às prerrogativas inerentes à divindade, para assumir | a nossa humanidade. Tornando-se t. verdadeiro homem, fez-se maldição por nós (Gl 3.13). E levou sobre o seu corpo todos os nossos pecados (IPe 2.24). Em Gálatas 4.4, Paulo escreveu que, na plenitude dos tempos, “Deus enviou seu Filho, nascido de mulher". Isto indica que Jesus é consubstanciai com toda a humanidade nascida em Adão. A diferença entre Jesus e os demais seres humanos está no fato de Ele ter sido gerado virginalmente pelo Espírito Santo e nunca ter cometido qualquer pecado ou iniquidade (Lc 1.35). Por isso, o amado Mestre é “verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus".

2. Ele “humilhou-se a si mesmo” (2.8).

Jesus encarnado rebaixou-se mais ainda ao permitir ser escarnecido e maltratado pelos incrédulos (Is 53.7; Mt 26.62-64; Mc 14.60,61). A auto humilhação do Mestre foi espontânea, Ele submeteu-se às maiores afrontas, porém jamais perdeu o foco da sua missão: cumprir toda a justiça de Deus para salvar a humanidade.

3. Ele foi “obediente até a morte e morte de cruz” (2.8). 

O Mestre amado foi obediente à vontade do Pai até mesmo em sua agonia: "Não se faça a minha vontade, mas a tua” (Lc 22.42). No Getsêmani, antes de encarar o Calvário, Jesus enfrentou profunda angústia e submeteu-se totalmente a Deus, acatando-lhe a vontade soberana. Quando enfrentou o Calvário, o Mestre desceu ao ponto mais baixo da sua humilhação. Ele se fez maldição por nós (Dt 21.22,23; cf. Gl 3.13), passando pela morte e morte de cruz.



III - A EXALTAÇÃO DE CRISTO (2.9-11)

1. “Deus o exaltou soberanamente” (2.9). 

Após a sua vitória final sobre o pecado e a morte jesus é finalmente exaltado pelo Pai. O caminho da exaltação passou pela humilhação, mas Ele foi coroado de glória, tornando-se herdeiro de todas as coisas (Hb 1.3; 2.9;12.2).
Usado pelo autor sagrado para designar especialmente Jesus, o termo grego Kyrios revela a glorificação de Cristo. O nome “Jesus” é equivalente a “Senhor”, e, por decreto divino, Ele foi elevado acima de todo nome. As Escrituras atestam que ante o seu nome “se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor [o Kyrios]” (v.10).

2. Dobre-se todo joelho. Diante de Jesus, todo joelho se dobrará (v.10). 

Ajoelhar-se implica reconhecer a autoridade de alguém. Logo, quando nos ajoelhamos diante de Jesus, deixamos bem claro que Ele é a autoridade suprema não só da Igreja, mas de todo o Universo. Quando oramos em seu nome e cantamos-lhe louvores, reconhecemos-lhe a soberania. Pois todas as coisas, animadas e inanimadas, estão sob a sua autoridade e não podem esquivar-se do seu senhorio.

"Na atualidade, todos podemos e muitos são aqueles que questionam se,de fato, Cristo executará seu juízo a todos os homens. Homens que não acreditam na verdade bíblica, tentam enganar-se dizendo que as religiões são os diversos caminhos para um mesmo deus, para uma mesma salvação. Pela Bíblia Sagra, porém, vemos que,ainda que hoje tenhamos total liberdade de escolher nossos próprios caminhos, Cristo não abrirá mão de executar seu julgamento sobre todos nós (Ap.20.11-12). Aliás, como parte da revelação de Cristo a nós e a todos os homens, faz-se necessário que se cumpra essa promessa, afinal remete a profecias anteriores de Jesus, afirmando que haverá o momento em que todos se curvarão diante dele (Is. 45.23;Rm.14.11)." [2]
3. “Toda língua confesse” (v.11). 

Além de ressaltar o reconhecimento do senhorio de Jesus, a expressão implica também a pregação do Evangelho em todo o mundo. Cada crente deve proclamar o nome de Jesus. O valor do Cristianismo está naquilo que se crê, A confissão de que Jesus Cristo é o Senhor é o ponto de convergência de toda a Igreja (Rm 10.9; At 10.36; 1 Co 8.6). Nosso credo implica o reconhecimento público de Jesus Cristo como o Senhor da Igreja. A exaltação de Cristo deve ser proclamada universalmente.


CONCLUSÃO

O tema estudado hoje é altamente teológico. Vimos a humilhação e a encarnação de Jesus. Estudamos a dinâmica da sua humanização e a sua consequente exaltação. Aprendemos também que o Senhor Jesus é o Deus forte encarnado — verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. E que Ele recebeu do Pai toda a autoridade nos céus e na terra. Ele é o Kyrios, o Senhor Todo-Poderoso. O nome sob o qual, um dia, todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor. Proclamemos essa verdade universalmente.

.:Leia Mais:.
[1],[2] Notas do Editor 

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