19/03/2013

EBD 2013: Lição 12 - Eliseu e a Escola de Profetas

Lição de número 12 a ser ministrada nas AD's no dia 24/Março/2013:

 Chegamos ao fim da Revista e certamente foi muito edificante a todos nós.A temática envolvendo o ministério profético de Elias e Eliseu muito benefício trouxe aos irmãos. Entender o contexto político - espiritual no qual Elias estava inserido quando ministrou, entender as entidades que eram veneradas por Israel naquele período e perceber os momentos de confronto espiritual contra os falsos profetas, com certeza nos edificou muito.Minhas mais sinceras desculpas por haver publicado dia 19/03/13 sem o desenvolvimento da Lição. Já corrigi o erro,perdão a todos aqueles que nos acessaram neste dia sem ter chegado ao que procurava! Inicialmente está disponível os tópicos I e II comentados, posteriormente estarei entregando o restante - Editor.
Na lição deste domingo,penúltima do trimestre, observaremos um pouco daquilo que Eliseu deixou como legado. Veremos principalmente a questão do ensino.

I- A INSTITUIÇÃO DAS ESCOLAS DE PROFETAS

A expressão 'filhos dos profetas' aparece diversas vezes ao longo dos livros de Reis.Estes, também compreendidos como discípulos dos profetas, estavam radicados em Gilgal, Jericó e Betel (1 Reis 2.3,5,15;4.38). E,não há a menor dúvida de que esta expressão pode ser entendida como sinônimo para escola de profetas,deixando claro que o ensino formal, a educação religiosa, já recebia destaque no antigo Israel.O grande erro aqui é entender que  os discípulos ali eram ensinados a profetizar,o que não é o caso pois o ministério profético e o dom de profecia é uma atribuição divina ((1 Pd. 4.11).

Noção de: (1) Organização e Forma e (2) Organismo e Função:

O texto de 2 Reis 6.1 mostra que essas escolas de profetas possuíam uma estrutura física. Eles viviam em uma comunidade e,portanto, careciam de espaço físico não somente para habitar,mas, onde pudessem ser instruídos.Essa questão de organização e forma, diz respeito também à questão espiritual,uma vez que era necessário manter uma conduta  muito  diferenciada daquela adotada pelos demais hebreus e,também, manter-se com uma espiritualidade muito profunda para exercer um bom ministério a partir dos preceitos ali ensinados e,dessa forma, a postura irrepreensível na vida dos discípulos é fundamental (Mt. 7.18-20).Sempre lembrando-se que,como a atividade profética é uma atribuição divina, tudo aquilo que é dito,deve ser por impulso e direção do Espírito Santo de Deus (2 Pd. 1.21).

Dentro do conceito de organismo e função,vemos que as Escolas estavam sob uma supervisão e, portanto, possuíam um líder espiritual que lhes dava direção. Acredita-se que as Escolas de Profetas surgiram com Samuel (1Sm. 10.5; 19.20) e, posteriormente, consolidaram-se com a monarquia nos tempos de Elias e Eliseu.No texto de 2 Reis 6.1 os discípulos estavam sob a direção de Eliseu, e era com ele que buscavam instrução.

II-OS OBJETIVOS DAS ESCOLAS DE PROFETAS

É fácil identificar os objetivos das Escolas de Profetas citadas nas Escrituras. Com o declínio espiritual de Israel, tendo sua monarquia corrompida em Acabe e Jezabel e, anteriormente também, era necessário fortalecer os princípios espirituais que estavam se perdendo por ocasião de costumes opostos ao ensino da Lei de Deus.As Escolas Proféticas surgem com o intuito de treinar e encorajar homens que, posteriormente, seriam arautos na propagação das verdades bíblicas e no confronto aos falsos ensinos. Ainda que nem todos fossem profetas ou tivessem dons proféticos, agiriam como profetas na utilização da Escritura como instrumento de restauração espiritual.

Treinamento e Encorajamento:

A ideia de fazer discípulos é muito enfatizada nas Palavras do senhor Jesus,em muitos textos, como por exemplo em Mateus 28.19,onde Cristo fala que o seu discípulo  é aquele que também forma outros discípulos.A Boa Notícia (Evangelho) é gloriosamente poderoso e sobrenatural que não pode resumir-se a uma pessoa,não pode ser retido, é algo que ultrapassa todos os limites de perfeição e glória (Sl. 119.96) e,por isso, deve ser propagado por todos nós. Por outro lado, voltando à questão do treinamento, do discipulado, vemos em 2 Reis 2.15-16 uma liderança que direcionava, ensinava, permitia e dava ordens aos discípulos dos profetas para a realização de cada tarefa. Já em outros momentos, os filhos dos profetas após o treinamento, podiam agir por conta própria em determinadas situações (1 Rs.20.35).E,na Igreja, este discipulado ocorre quando aquele que foi ensinado compartilha com outro seu aprendizado (1 Co. 14.19).

Outro objetivo das Escolas de Profetas era encorajar,principalmente os jovens, a permanecerem fiéis em meio a um ambiente corrupto e espiritualmente perdido.Nada muito diferente do mundo que vivemos hoje. Uma das propostas era, portanto, fomentar nos discípulos forças para que as circunstâncias da vida, o legalismo, a falsa espiritualidade, não os contaminasse. A recomendação bíblica é clara afirmando que devemos consolar uns aos outros nesta Palavra fortalecendo aos irmãos (I Ts. 4.18).Mantendo-se em comunhão, é mais fácil obter forças para prosseguir e,com a presença dos irmãos, ser encorajado na fé, a exemplo do que Paulo fez enviando Timóteo aos Tessalonicenses (1 Ts. 3.2). O manter-se em comunhão faz com que a Igreja seja fortalecida como povo de Deus e se mantenha na fé.

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