12/03/2013

EBD 2013 - Lição 11: Os milagres de Eliseu

Lição de número 11 a ser ministrada no dia 17/Março/2013 nas AD's

Dando prosseguimento ao estudo final da revista da EBD,chegamos aos milagres de Eliseu. Na última semana já havíamos visto a questão do milagre da multiplicação do azeite [1] e, agora,veremos de uma forma mais abrangente e sistemática,os milagres deste profeta.

"Este post tem como objetivo fazer um resumo destacando os pontos mais importantes e fundamentais da Lição 11.O estudo completo disponibilizaremos mais adiante durante esta semana." - o Editor.

Cada milagre que acontece,seja no caso de Eliseu,ou mesmo nos dias de hoje,tem o seu carater motivacional e seu propósito.Dentro do carater motivacional,perguntas como "por quê?" são respondidas,visa compreender o motivo que levou a tal.Agora, a questão do propósito fala do "para quê" este ou aquele fenômeno ocorreu.Indo mais a fundo na questão dos milagres,compreendemos,também, que há categorias de milagres,identificados ao longo da Escritura,os quais veremos.

De uma maneira bem didática,o autor divide os milagres de Eliseu em quatro grupos com o intuito de ilustrar os propósitos divinos no milagre,porém,não são todos os milagres de Eliseu que o autor se refere nesta lição.Eis as quatro categorias:
  1. Milagres de provisão - Tais milagres tem como objetivo prover, é mantimento, neste tipo de milagre Deus concede ao seu povo aquilo que lhe falta;
  2. Milagres de restituição - Nesta categoria, Deus concede tudo aquilo que fora perdido, interessante notar que quando ocorre um milagre de provisão,há sempre abundância na resposta divina (ver Jó; Jl.2.25);
  3. Milagres de restauração - O sentido de restauração e de restituição parecem os mesmos,porém,a diferença está no fato de que,enquanto a restituição fala de tornar de volta por uma perda,a restauração é mais profundo pois passa a ideia de voltar à característica original,inerente e que havia se perdido;
  4. Milagres de julgamento - São milagres que acontecem efetuando sentenças. Acontecem principalmente quando há uma postura de descaso com as coisas de Deus, acontecem para provar a veracidade da mensagem bíblica através do juízo.
Cada milagre é pessoal, tem suas peculiaridades.É pessoal pois vem de encontro a um anseio próprio (embora tenha o poder de modificar até mesmo Nações, e,também, há o milagre coletivo,i.e. quando um grupo se junta num mesmo propósito e tem sua resposta), tem suas peculiaridades porque mesmo que aconteça o mesmo milagre,nunca acontecerá da mesma forma,sempre acontecerá de forma diferente,é único.

Elias provou dos quatro tipos de milagres identificados nesta lição,na questão da provisão,por exemplo,viu a multiplicação dos pães, para os cem discípulos.Descrito em 2 Reis 4.42.44, este milagre enfatiza que havia somente vinte pães,sendo impossível alimentar aqueles cem homens,porém, numa palavra profética,Eliseu é ousado e,pela palavra do Senhor, diz que todos comeriam e ainda sobraria (2 Rs.4.43) e aconteceu conforme aquela palavra.Há uma correspondência entre este e outro milagre ocorrido no NT,com Cristo (Jo. 6.9),que também envolveu multiplicação,nos mesmos moldes do milagre de Eliseu,porém,como dissemos, cada milagre,mesmo que seja a mesma petição e necessidade, acontece de forma diferente a sua resposta.Também é citado dentro desta categoria,a abundância de víveres,ocorrida em meio a uma Samaria sitiada por Ben Haddade II,onde havia escassez de alimentos.

Israel vivenciou um bom período de milagres com Eliseu.Observou milagres de restituição, como no caso da ressurreição da filha da sunamita, que,mesmo sendo rica,não estava imune aos infortúnios da vida,e viu seu filho morrer diante de si.Porém, pela atuação de Eliseu em seu ministério,aquela mulher tornou a ter seu filho de volta.Muito embora os gestos do profeta não fizessem o menor sentido a quem visse,eles correspondiam a uma direção divina para que aquele garoto tornasse a viver (2Rs. 4.33-35).E,além deste, que já é uma grande restituição,vemos o machado que flutua.Um dos discípulos dos profetas perde este machado que não lhe pertencia (2Rs. 6.1-7).Lembre-se que os instrumentos de ferro eram escassos e valiosos naquele tempo e,ainda, a terra estava limitada pelo cerco contra Samaria,o que dificultava o acesso a determinados produtos.Como bem sabemos, há a restituição deste instrumento correspondendo ao lamento daquele discípulo.

Já no que diz respeito a restauração,temos o caso clássico de Naamã,um general sírio que pede o auxílio do profeta e não recebe as honrarias que tanto esperava,porém, recebe o milagre de restauração que tanto havia procurado.Descrito em 2Rs. 5.1-9,numa descrição rica em ensinamentos, este milagre restaurou completamente aquele homem e o livrou da lepra que tanto o assolava.E,também, é destacada outra restauração: as águas de Jericó. Em 2Rs. 2.19-22, vemos as águas amargas de Jericó tornando-se saudáveis com um ato profético bem singular,onde Eliseu coloca sal naquelas águas,determinando que se tornem potáveis.Trata-se de um símbolo,uma vez que o sal,ao longo da bíblia representa a purificação (Lv.2.13;Mt.5.13).

E,finalizando,temos os milagres de julgamento,em dois episódios: os jovens que debocharam de Eliseu,chamando-o de calvo e sobre Geazi,que aceitou os presentes de Naamã. No primeiro caso (2Rs. 2.23-25),não se trata de maldade divina,porém, uma resposta do carater santo de Deus que,dada a  zombaria contra as coisas (neste caso o servo) de Deus,os que o fizeram chamaram para si mesmos o juízo por suas ações e pereceram. Geazi (2Rs. 5.20-27),por outro lado, já sabia muito bem que não era para aceitar os presentes de Naamã pela cura que este recebera e,desprezando a direção profética,aceita e,também, recebe a lepra que estava sobre Naamã.

Todos os milagres ocorridos tiveram (e tem) um propósito específico: evidenciar a graça e a glória divina nas mais diversas situações.

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