13/02/2013

EBD 2013: Lição 07 - A Vinha de Nabote


Lição de número 07 a ser ministrada no dia 17/Fevereiro /2013 nas AD's

 Chegamos ao último evento envolvendo Elias antes da passagem da missão profética a Eliseu como seu sucessor.Após diversas advertências à Monarquia israelense,o profeta passa, neste episódio da vinha de Nabote,por seu último confronto envolvendo a Casa Real. 

"A abordagem do comentarista da Revista da CPAD,enfatizará a questão da cobiça nesta lição, nós, porém,iremos sobre outra abordagem deste tema ,com o objetivo de enriquecer e aprofundar-nos no tema proposto.Como sempre procuramos fazer, disponibilizaremos o resumo geral desta Lição.Desta vez,veremos outros pontos salientes desta narrativa que não foram explorados.Bom estudo a todos!"

A questão da propriedade em Israel já tinha,na Lei de Deus,as suas determinações.Em Lv. 25.23-24, o texto é claro quanto ao direito de compra e venda da terra,bem como a identificação de que o dono da terra é o próprio Deus.

Nabote surge na narrativa bíblica como o possuidor de uma terra,produtora de uvas,que havia se tornado objeto da cobiça de Acabe.Após uma oferta feita pelo rei de Israel,para que Nabote a vendesse,ou trocasse por qualquer outra,este israelita manteve-se fiel ao mandamento do Senhor e não vendeu sua propriedade.Nabote compreendia,pela Lei de Deus, que qualquer transação que fizesse com aquela terra,mesmo que com o rei da Nação,iria contra aquilo que estava determinado e seria julgado naquilo,caso desobedecesse (Nm. 36.7).

Acabe,por conta da negativa de Nabote em vender-lhe aquila vinha,passou alguns dias abatido e recusando-se a comer,além de ter ficado com muita raiva daquele homem (21.9).Como rei de Israel,percebia sua insignificância diante da Lei de Deus,pois,afinal de contas,não poderia apossar-se daquela terra,uma vez que Nabote estava coberto pela Palavra de Deus em sua decisão.Em seu período como soberano de Israel,Acabe sempre demonstrou atitudes de um governante oposto aos valores bíblicos e que feriam a vontade do Senhor.Apenas em um único momento,vemos este ímpio rei de Israel rendendo-se aos pés de Deus,rogando-lhe perdão e misericórdia (1Rs. 21.27-29),de forma sincera e que Deus o responde.

No caso da vinha de Nabote,o rei manteve-se apenas frustrado por não alcançado o objeto de seu desejo.O texto nos mostra que Acabe apenas estava indignado,com raiva e desgostoso,mas, em momento nenhum aponta para a iniciativa do monarca em ir além e cometer algo contra Nabote para conseguir aquilo que almejava.

Jezabel,ao notar Acabe desanimado e desgostoso, entra em ação fazendo aquilo que seu marido tinha o desejo de realizar  mas tinha medo,temor.Apresenta,então,Jezabel a solução ao fraco Acabe.É interessante notar a trajetória de Acabe,como temos visto e observado, que o governante de Israel,mesmo sendo um monarca importante e que tinha um importante reino em suas mãos,demonstrava uma fraqueza tremenda em sua vida.Além de não fazer diferença entre o santo e o profano, era alguém que não sabia dominar sua própria casa,era alguém facilmente dominado e levado a cometer delitos que trouxessem, mesmo que momentaneamente, o resultado que queria.Mas,esta ação de Acabe,unido ao fato de deixar que uma cobiça entrasse no seu coração,gerou outros delitos e pecados,veja:

  • Falso testemunho (1Rs. 21.8-10):Com o intuito de que Acabe conseguisse as terras, Jezabel utiliza toda sua estratégia satânica num plano contra Nabote.Como parte do plano,foram escolhidos homens que testemunhassem contra Nabote,apoiados pela nobreza e pelos anciãos de Israel (v.3);
  • Assassinato (1Rs. 21.13b): Com as falsas acusações contra si, Nabote nem mesmo poderia comprovar sua inocência e foi apedrejado sem a mínima defesa,juntamente com seus filhos (2Rs. 9.26);
  • Satisfação na morte de Nabote (1Rs. 21.15-16):Logo que soube que Nabote era morto,Acabe retoma suas forças e toma posse daquilo que tanto queria,sem haver nem mesmo remorso pelo ato que havia permitido que acontecesse diante de seus olhos.Sua sentença já estava por vir (Pv. 24.17).
Acabe,com a ajuda de sua mulher,pouco a pouco perdia o mínimo de temor que ainda possuía,com isso, sobre si acumulavam-se os frutos de suas mãos.Deus não deixaria que aquele ímpio se mantivesse corrompendo aquele povo por mais tempo (Pv.17.5).

[Texto original de : Gabriel Queiroz - Blog Verdade Profética]

Subsídios desta Lição:A Vinha no Tempo Bíblico
                                       Comentário 1 Reis 21.1-4
                                       Mapa 02 - Locais por onde passaram Elias e Eliseu

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