21/01/2013

EBD 2013 - Lição 4: Elias e os profetas de Baal

Lição de número 4 a ser ministrada no dia 27/ Janeiro /2013 nas ADs

Elias já tem,até aqui, seu ministério profético confirmado por Deus em diversas situações: no momento que determina que não choveria e não chove,e, também,no momento que é direcionado a Querite para ter provisão,de forma sobrenatural pelos corvos. Agora, chegamos ao momento de confrontamento entre Elias e os falsos profetas que ensinavam em Israel doutrinas contrárias à Mensagem da Lei.De fato,este episódio narrado no capítulo 18 de I Reis,é um dos mais significativos de toda a narrativa bíblica,uma vez que evidencia o poder de Deus sobre todos os outros que se apresentam como deus,talvez a maior demonstração de que o nosso Deus é exaltado sobre tudo e todos de toda a narrativa bíblica.

I-Confrontando os falsos deuses:

Com falso culto em alta sendo prestado pelos israelitas, era necessário que houvesse um confronto que evidenciasse que o Deus de Abraão era superior a qualquer outro. No capítulo 18 vemos isto claramente na atuação de Elias,fazendo,por meio dos sinais e prodígios, que o povo visse,com os próprios olhos,que o Deus verdadeiro era com o profeta.

1-Conhecendo o falso deus Baal:

Aqueles que já estão acompanhando nossas publicações,sabem que fizemos considerações tanto sobre Baal, quanto de Aserá,mas, traremos outras mais a fundo nesta lição.Baal, como vimos,era a principal divindade cananéia.A palavra Baal significa proprietário, marido ou senhor,mostrando que esta divindade exercia controle não somente territorial,mas, também, sobre as pessoas.

Baal era adorado nos lugares altos de Moabe (Nm.24.41),além de possuir,nos tempos dos juízes,altares dedicados a ele (Jz. 2.13;6.28-32). A adoração a Baal teve novas ocorrências posteriormente a Acabe e Jezabel (2Rs. 3.2; 10.18-28),sendo abolida somente por Joiada (2Rs. 11.18) e Josias (2Rs. 23.4,5). [Clique aqui para o subsídio sobre Baal]

2-Identificando a falsa divindade Aserá:

A crença cananeia dizia que El seria o deus principal,o pai dos outros deuses,e Aserá era a deusa mãe.A adoração a esta divindade estava associada à adoração a Baal (Jz.3.7; 2Rs. 23.4).Também é fácil observar que ela exerceu uma influência negativa entre o povo de Deus (Jz. 2 .11-13). [Clique aqui para o subsídio sobre Aserá] 

 II-Confrontando os falsos profetas

A atitude de Elias em quebrar o culto aos falsos deuses passou,também, pelo confronto aos seus profetas.Elias destacou,por meio de sua atividade profética,as características daqueles que introduziam rituais e cultos malignos em Israel.

1-Profetizavam sob encomenda:

Analisando bem o ministério exercido pelos profetas de Baal e Aserá,vemos que eles estavam a serviço da casa real do reino de Israel.Tratava-se de um serviço engordado pela monarquia.O texto de 1Reis 18.19 evidencia essa verdade muito bem pois mostra que havia naquela situação uma utilização dos serviços profeticos daqueles profetas de um falso deus, para ministrarem aquilo que era agradável aos ouvidos de Acabe e Jezabel,de forma a atribuir à divindade a justificação de toda assolação vinda sobre Israel. [1]

2-Eram mais numerosos: 

O culto a Baal e Aserá,idolatria e atuação de falsos profetas estava institucionalizado em Israel. Houve em Acabe uma grande preocupação em manter todo aquele sistema religioso trazido por Jezabel.Para manter e propagar no pensamento do povo aquela doutrina que desmerecia a Mensagem bíblica,havia a necessidade de uma grande estrutura.Fica fácil entender dessa estrutura gigantesca quando o próprio livro de I Reis declara a quantidade de profetas,nada menos que 450 profetas de Baal e 400 profetas de Aserá (1Rs. 18.19). Mesmo com tamanho grupo de 'profetas', não foi possível a Acabe e Jezabel manter-se de pé perante o Senhor dos exércitos.

III-Confrontando a falsa adoração

Uma vez confrontados os deuses e profetas que Israel estava depositando sua devoção, era preciso confrontar a falsa adoração que envolvia a nova religião recém institucionalizada por Acabe.

1-Em que ela imita a verdadeira:

O ritual de adoração a baal possuía semelhanças no culto realizado pelos hebreus,possuía danças,músicas, altar e sacrifícios.No ritual para que baal fosse despertado e respondesse com fogo,os rituais semelhantes foram orações (18.26), preparação do sacrifício (18.26a), além de danças (18.26).Uma das marcas da falsa adoração é utilizar elementos da verdadeira para corromper os fiéis e desviá-los com algo que julgarão ser a mesma coisa. Foi dessa forma que o culto a baal tornou-se tão popular nos tempos de Acabe e Jezabel, os profetas da casa real,que eram de Baal e Aserá,utilizaram uma estratégia simples para que o povo não visse diferença na apostasia que estava se instalando em Israel.

2-No que ela se diferencia da verdadeira:

A adoração verdadeira se diferencia da falsa em muitos aspectos.Podemos extrair do capítulo 18 de I Reis os seguintes: 

  1. A adoração verdadeira firma-se na revelação de Deus na história (1Rs. 18.36);
  2. Distingue-se pela pela participação do adorador no culto (1Rs. 18.36);
  3. Distingue-se pala Palavra de Deus,que é o instrumento usado para concretizar os planos e propósitos de Deus(1Rs. 18.36).
Agora,de modo geral,temos outras características que evidenciam que uma adoração não é verdadeira.A adoração é falsa quando:
  • Não tem poder para vencer a carne (Cl.2.23 *­­­­­­­­­1): Todas as práticas cometidas num culto falso,não podem regenerar, salvar,e nem muito menos fazer o indivíduo manter-se fiel a Deus sem ser guiado pela carne;
  • É centrada no homem e seus desejos da carne (Rm. 1.25): Toda adoração é falsa quando tem o homem no centro de sua mensagem.Quando o objetivo é resolver os problemas do homem às custas de Deus, colocando as vontades do indivíduo superiores à vontade do Senhor,tal adoração é falsa;
  • É moldada pelo homem (Jr. 10.14-15): Aquilo que é o resultado de algo humano para cultuar a Deus,não é legítimo,trata-se de uma adoração falsa.A genuína adoração tem seus parâmetros estabelecidos pelo próprio Deus.
IV-Confrontando o sincretismo religioso estatal

A verdadeira adoração havia sido misturada à falsa em Israel e,obviamente,era algo nocivo à fé.

1-O perigo do sincretismo religioso:

A vinda de uma outra cultura pelas mãos de Jezabel,que,como dissemos,trouxe consigo seus deuses e sacerdotes,ao povo israelita,criou um sincretismo religioso quebrando a separação espiritual que estes deveriam viver.O mandamento descrito em Êxodo 34.11-16, evidencia alguns dos perigos em que o povo de Deus se encontra quando possui relações muito estreitas com ímpios,aqueles que não são da fé.O texto fala de acordos (v.15) e  relacionamentos amorosos (v.16) por exemplo,que fariam Israel pecar sacrificando a falsos deuses.Essa era a situação da nação nos tempos de Acabe e Jezabel,o povo,devido a esta mistura entre o santo e o profano,não sabia mais discernir o que provinha de Deus e o que era maligno,uma vez que os cultos pagãos já estavam se fundindo ao sistema religioso de Israel.

2-A resposta divina ao sincretismo:

Como resposta que o Senhor deu ao sincretismo religioso que fazia o povo estar dividido entre dois pensamentos,podemos citar pelo menos três: a reposta com fogo no sacrifício de Elias, a sentença contra os profetas de Baal e a confissão do povo(*2 ).Veremos cada uma a seguir:[2]

  • Deus responde com fogo (1Reis 18.38): Mantendo sua confiança no Deus de Abraão, Elias permite que os profetas de Baal façam todo seu espetáculo na tentativa de obter uma resposta de seu deus.Passado um tempo considerável,baal não os responde e,então, é a vez do profeta clamar a seu Deus,numa simples oração,descrita em apenas um versículo (v.37),a resposta é imediata,anulando a ideia de que baal era alguma coisa;
  • A confissão do povo (1Reis 18.39): Imediatamente após a resposta divina com fogo, o povo então reconhece o Senhor como único Deus de suas vidas;
  • A sentença sobre os profetas de Baal (1Reis 18.40): Após incutir em Israel preceitos que feriam a Lei de Moisés,havia uma sentença sobre aqueles que faziam o povo tropeçar.Sobre aqueles profetas a morte já estava determinada (Dt.13.12-18;20.12-13), e,os mataram segundo aquilo que estava determinado na Lei.
Então,a lição que devemos extrair é,sem dúvidas, o espírito de Jezabel,que atua ainda hoje e tenta seduzir com os manjares reais e o sustento pelo poder humano,a ação de falsos profetas que na atualidade são a mesma coisa que os profetas de Baal,apenas com uma roupagem contemporânea,tentando parecer ao máximo com profetas genuínos,e,também, o sincretismo religioso que tem se infiltrado nas Igrejas tentando fazer com que percam sua identidade cristã.

Subsídios desta Lição: Micaías e Zedequias
                                        Elias em Querite 
                                        Elias no Carmelo - O povo é confrontado
[Texto Original de : Gabriel Queiroz - Blog Verdade Profética]
__________
Notas: *­­­­­­­­­Versão utilizada: NTLH- Nova Tradução na Linguagem de Hoje
                     *2  O comentarista da Revista restringe-se ao juízo aos profetas de baal apenas.

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